”Verso Florido” valeu-me
Ontem, quando o vi chegar;
A rubra flor escondeu-me
Pra não me verem chorar.
Acordei e logo cedo
Tinha meu filho a chamar
Por se sentir no degredo
Tão longe está do seu lar.
Com a barriga vazia
Sem nada para comer;
E eu, cá, numa carestia
Sem nada poder fazer.
Tenho a cor dos delírios,
A alma numa saudade,
A nostalgia dos lírios
Dá-me versos à vontade.
Os versos da agonia
São coroados de roxo:
A violeta do dia
Não me deixa o verso coxo.
Peço a Nossa Senhora,
Que é a Flor do Amor,
Que me depare agora,
Alívio pra nossa dor.
Foi graças a este meio,
Que o dom dei a conhecer,
É um ramalhete cheio
De flores pro mundo ver.
Por cada pétala dada,
Um sorriso eu anseio,
Pra adornar a caminhada
Duma vida sem recheio.
Não se pense que uma dor
É fácil de suportar
Quanto maior é o amor
Mais ela fere a matar.
Dou ramalhete d’abraços
Composto de lindas flores
Pra agradecer fortes laços
Que te ligam aos Açores.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Ramalhete de abraços
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