Desgarrada solitária

Se cantasse à desgarrada

Nesse lugar prazenteiro

Ficava muito honrada

De me ver nesse Terreiro.



Desgarrada da Terceira

Com a graça do Divino

Duma nova cantadeira

Que se quer com verso fino.



Era a primeira estreia

Lá em terras tão formosas

Meu coração, faço ideia,

Navegava em mar de rosas.



As rosas da minha rima

São lavradas com amor,

As quadras da minha estima

São todas para o Senhor.



E para o Victor Santos,

Que é nobre açoriano,

Da Terceira e de uns quantos

Que o tem por soberano.





Soberano a cantar,

Honrando a sua ilha,

Uma alma exemplar

Para qualquer filho ou filha.



Nesta hora improviso

Ao correr de um teclado

Dou versos ao Paraíso

Pra que o faça inspirado.



Inspirado na Azoriana,

E no role de cantigas,

Oxalá que uma semana,

Desse pra rimas amigas.





Espero qualquer resposta,

Depois de mandar pro ar,

A rima que a gente gosta

Mesmo que seja a sonhar.



É do sonho que eu vivo,

Aqui no meu bom torrão,

Cada vez está mais esquivo,

Ter animado um serão.



Rosa Silva (“Azoriana”)

1 comentário:

  1. Também não sabia que iria estar no atlântida, porque o prazer seria todo meu em conhecer o rosto por detrás da prosa aqui apresentada e a gestora de um dos mais antigos blogues terceirenses.

    Cumprimentos

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