Até que cumpri com a "brincadeira" ou não do apagão mundial.
O resultado?
Foi bom porque em cinco minutos e no escuro de fora (e de dentro) consegui ver um filme, cuja metragem durou o mesmo tempo, de como era antigamente, antes de haver tanto electrodoméstico, tanto equipamento electrónico, tanto botão para carregar.
Como seria a vida antes de haver necessidade de um apagão?
Imagino que era muito diferente (melhor? pior?), menos comodidade mas garanto que talvez houvesse menos apagões por dentro. Não se ficava eléctrico-dependente. Vivia-se em piores condições é certo, mas haviam mais sorrisos, mais tempo para tudo. Lavar uma pia de roupa de uma família numerosa era uma boa terapia... Agora a máquina lava e se avaria é um inferno...
É assim o nosso mundo que já não aguenta 5 minutos de escuridão total. Gostei da "brincadeira" mas fiquei contente com o ressuscitar da quietude.
Agora, caros visitantes, não há apagão que nos valha. É tarde demais para travar o avanço.
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Já passou o Apagão
«O Relógio da Vida», de Teixeira da Silva
Fazer poesia, não é fácil... agora, entrelaçar adivinhas com ela, isso é que não está ao alcance de todos. Seja como for, parabéns cara amiga, pelo extraordinário trabalho, que entendeu oferecer ao seu amigo, AZEVEDO.
Por aqui, a vida corre serenamente ao sabor do tempo a iluminar-nos os passos da nossa caminhada.
Para tudo isto, há um relógio que nos controla a vida em cada momento...
"O RELÓGIO DA VIDA"
Fica o passar do tempo
Na paisagem,
Numa folha que passa,
E seca, e tomba...
Fica o tempo no tempo
Que não tem tempo
Nem idade
Para sustentar a sombra...
O relógio da vida
Que conta todas as horas
Bate com força no peito
E leva-nos a pensar...
Não com armas de vencido
P'la alma, sonho ou poesia
Mas com a certeza de viver
Sempre pela vida a lutar.
Fica o passar do tempo
Na paisagem,
Viva-se a vida com alegria
E que não seja, miragem...!
Um fraternal abraço,
Teixeira da Silva
RelembrAndo: Na nossa cantoria, o mote da Trulú na glosa do "cantador"
Mote (da Trulú):
"ESTE DIVINO ORVALHO
QUE NOS MANDA O CRIADOR
É A BENÇÃO DO TRABALHO
DO POVO TRABALHADOR"
Glosa do "cantador"
"ESTE DIVINO ORVALHO"
caído pela manhã
alimenta o trabalho
que a fértil terra tem
Louvemos por todo o Bem
"QUE NOS MANDA O CRIADOR"
e de todo o mal, também,
nos livre Nosso Senhor
Ao chegar ao fim, sem falho,
a cantoria a crescer
"É BENÇÃO DO TRABALHO"
que as rimas dão a fazer
As rimas dela, engenhosas,
bálsamo consolador,
descanso de mãos calosas
"DO POVO TRABALHADOR"
(...)
"o cantador"
8 de Agosto de 2007
Parabéns (recheados de adivinhas)
Faltava um dia para 33,
Eram menos de 24 horas,
Hoje não finda ainda o mês:
Contem com mais 24 horas.
A rima combina com ripas
Nunca com aniversariante
Fica bem rimar com Pipas
E do meu blog não é distante.
Pois... - Quem é? Digam, vá lá!
A reportagem não vai tardar
Ou a Crónica vai chegar cá
Ou ao Jornal irá parar.
Não posso mais guardar segredo
Tenho de dar-lhe os Parabéns!
Já se sabe... É o Azevedo.
- Que bonita idade hoje tens!
" Z O N A V E R D E ", de Teixeira da Silva
" Z O N A V E R D E "
A "ZONA VERDE"
Foi a pérola dos meus sonhos de político,
A menina dos meus olhos
Em todos os mandatos;
Por ela, dei tudo de mim e,
Contrariando a vontade de muita gente,
Ela aí está a perpetuar alguns dos meus actos.
A "ZONA VERDE"
Ex. Libris da minha terra
É zona lúdica e de lazer,
Onde todos usufruem o prazer
De diariamente com ela conviver.
A "ZONA VERDE"
Enquanto zona lúdica,
É o paraíso para as crianças de Mondim
Que ali praticam todos os jogos
Num entusiasmo sem fim.
Como zona de lazer, aquele espaço,
É reconfortante e retemperador
Onde toda a gente "carrega as baterias"
Depois de vários dias de labor.
A "ZONA VERDE"
É também a "porta de armas" de Mondim
Quem nos visita, admira-se e comenta:
"Não é em qualquer lado
Que se encontra um lugar assim".
A "ZONA VERDE"
A menina dos meus olhos
Marca um tempo de política
Feita em caminhos de escolhos
Para fazer de Mondim,
Um jardim!!!
Teixeira da Silva
Mui nobres e leais Cidades
As Armas dos seus Brasões
São mui nobres e leais:
Um Colar nas especiais;
Listel com designações.
Angra destaca o Açor,
Évora seu cavaleiro,
Sintra Castelo cimeiro,
Noutras a Mãe do Senhor.
Porto invicta cidade,
Com seu Castelo dourado,
Pela Virgem coroado
Resplendor de lealdade.
Guimarães "Cidade-berço",
Desta Nação Portuguesa,
Com Maria em realeza...
Seu manto lembra-me o Terço.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Inspirei-me num artigo do blog "Ilha Brava e Doce"
Uma espécie de convite ao poeta Euclides Cavaco
Comentário nº 1731 - in Livro de Visitas de «Ecos de Poesia» - "Alma Portuguesa"
Cada poema que leio
Numa moldura de asseio
Alegra o meu olhar;
E ao longo da semana
Da sua alma emana
Beleza p'ra partilhar.
Nessa tela navegante
Com um verde radiante
Ecoa a sua voz.
O "Fado" com emoção
Toca cada coração
E permanece em nós.
De Angra do Heroísmo
(Ressuscitada dum sismo
Que a feriu a fundo)
Venho com sinceridade
Pedir-lhe com amizade
O verso melhor do mundo.
Um Fado p'ra São João
A bela recordação:
«Angra num abraço de prata»
E creia que a moldura
Com um fundo de ternura
Marcará vistosa data.
As festas Sanjoaninas
De belezas cristalinas
Reúnem a nobre gente:
São cinco divas cantando
E pelas ruas dançando
Com São João sorridente.
Junte-se a nós, poeta,
E trace a sua meta
No abraço da sextilha
Nesta que agora faço
Leva-lhe o meu abraço
Que o chama à nossa ilha.
Rosa Silva ("Azoriana")
Elogio aos «Bravos» (e às imagens de André Pimentel)
No blog «Os Bravos», de André Pimentel encontrei uma imagem que mereceu logo umas quadras populares:
Visitem a imponente imagem postada a 27 de Julho de 2007
O BRAVO
Dos bravos tu és o rei
Imponente na verdura
Agora quando te olhei
Tracei a tua bravura...
Lindo, elegante, bonito
Grande negro asseado
Nesta imagem eu te fito
E sei que és admirado.
Parabéns por essa foto!
2 de Novembro de 2007
Rosa Silva ("Azoriana")
Ainda as Rosas e um poema de Teixeira da Silva
Escreve o poeta Teixeira da Silva:
(...) as ROSAS, são as rainhas das mulheres. há poucas como elas. Senão vejamos:
ROSA, é a minha amiga Azoriana.
ROSA, é a minha filha.
ROSA, é a minha mais querida cunhada, que baptizou a minha filha e lhe deu o seu nome.
ROSA, foi a parteira dos meus filhos e
ROSA, é também o maior perfume dos jardins. Não são apenas coincidências... deve haver algo mais.
Poeta, eu não sou, mas sonhei um dia sê-lo. Assim, mais um pequeno presente para si:
O SONHO DO POETA
UM POETA
POR VEZES DELIRA
COM O SONHO
TREMENDO, QUE NA VIDA
ACORDADO O TRANSPORTA
PARA UM TRABALHO COM ENGENHO.
UM POETA
POR VEZES DELIRA
NA ESPERANÇA
QUE NÃO CHEGA, ACORRENTADO
NO PRESENTE QUE JÁ É PASSADO
A ESPREITAR POR UMA NESGA.
UM POETA
POR VEZES DELIRA
COM A PAISAGEM
SONHADA, QUANTAS VEZES ENGANADO
PELA BRUMA DO UNIVERSO
QUE LHE TROCA A CAMINHADA.
UM POETA
POR VEZES DELIRA
COM AS VOZES QUE NÃO OUVE
SAÍDAS DO NADA, E PERDIDO
COM A ALMA A VIBRAR
A SUA SORTE FICOU TALHADA.
Teixeira da Silva
Respondo com: Bravo, poeta!
Rosas do nosso coração
São rosas! São as rosasque me deste
E que agoradesfolhamlentamente,
Desde o diaque noveofereceste
Plantandosorrisos...Solenemente.
As rosas sãouma dádivaceleste,
E quem asrecebe sente-se gente...
Gente quemaior alegria veste
Nos dias queo amor brilhasomente.
Se brilham deamor, calamos espinhos,
Soltam pétalasrubras decarinhos
Para atiçaro fogoda paixão...
As rosas são as rainhasdas flores,
Criadas noscanteirosdos Açores,
P'ra perfumaro nossocoração!
RosaSilva ("Azoriana")
Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=12131
Índice temático: Desenho sonetos
Um poema de Teixeira da Silva para mim
"A C R E D I T E I "
Acreditei,
Por isso
fico entre o Céu e a terra;
Como uma árvore nua
Que ao alto os ramos indica...
Ergue as asas mas não voa,
Tem raízes, mas não desce...
Esquece o tempo,
Porque não sabe onde fica...!
Teixeira da Silva
Nota: Eis aqui uma linda oferta que recebi do autor José Teixeira da Silva e que agradeço muito com um abraço de carinho.
Esclarecimento - Autoria dos artigos
Há pessoas que nem sequer nos pedem autorização para publicar seja o que for e, quando publicam algo da nossa autoria, nem sequer colocam a hiperligação ou o nome e/ou pseudónimo no que publicam.
Hoje, fiz uma pesquisa e encontrei algo meu sem a menção da autoria que me chocou porque desconheço a pessoa que o publicou e nem tive conhecimento desse facto. Não custa nada pedir seja o que for e depois ou autorizamos ou não, mas é de bom tom que nos seja pedido para publicar. Aceito que publiquem o que quer que seja SE mencionarem o nome e/ou o endereço onde foi retirado o artigo.
Serve este artigo para alertar que quando publico algo que não é da minha autoria menciono sempre o autor, porque o seu a seu dono.
Caminhar com o Ceptro de Deus
Abeirou-me o nó da melancolia.
A tristeza caiu em mim sem querer;
Anda em mim um silêncio ao ver
Que a tarde fez-me romeira do dia.
Ao redor do Rancho, misto d'alegria,
Fé: Cantam, rezam e dão a conhecer
A caminhada que vem anoitecer
Na volta p'ro coração da família.
A Senhora da Conceição foi junto
Ao Bordão, Ceptro do Filho que à entrada
Pára o eco desta santa caminhada.
Um punhado de orações, em conjunto,
Palmilharam a ilha de Jesus, inteira.
Dói-me não caminhar desta maneira...
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Desenho sonetos
Nota: Contagiada pelos sonetos da Maria João e pelo regresso dos Romeiros da Terceira, da sua caminhada de 5 dias, eis que, repentinamente, surge este artigo na forma que me cativa.
Vi os Romeiros na visita à Ermida de Santo António, no Monte Brasil, da nobre cidade de Angra do Heroísmo. Foi um momento de confraternização dos Romeiros com suas famílias e amigos.
"J - 2 000" - de Teixeira da Silva
É o meu nome, e me foi dado por
JESUS.
Esse, que por nós tanto sofreu em
JERUSALÉM,
Cruxificado na cruz.
JÚLIO CÉSAR,
Imperador, governava na
JUDEIA
E perseguia os cristãos, mandando matar a
JUVENTUDE
Que seguia a Cristo, para gáudio dos
JUDEUS
Anti-cristãos.
JUSTIÇA
Na terra, só partindo de Deus, para
JÚBILO
Dos crentes, que com
JERÓNIMO
Acreditavam nela.
JAMAIS
Outra verdade foi ouvida nos
JARDINS
Desta vida com emoção, só comparada a
JOÃO BATISTA
O profeta de Deus. Mas, o
JUBILEU-2000,
Qual
JACINTO
Perfumado, é anunciado em todos os
JORNAIS
Do presente, trazendo a semente da renovação aos
JOVENS
E a todos nós, que finalmente
JUNTOS
Rezaremos pela paz, em movimento que
JÁ
Ultrapassou as fronteiras do universo, e se volta de novo p,ra
JESUS...!
Teixeira da Silva
Uma Sonetista na Blogosfera
Uma Sonetista na Blogosfera
Mote
Em rede posta a concurso
Encontrei D. Maria
Em Oeiras o seu percurso.
Por causa da poesia
Nasce agora amizade,
Graças à interactividade
Dos blogs, seja noite ou dia.
Em rede posta a concurso
Poesia d'"A Minha Terra":
Logo a bruma se descerra
E persegui seu discurso.
Encontrei D. Maria
"PoetaporkeDeusker"
Uma talentosa mulher:
A flor de sabedoria.
Em Oeiras o seu percurso
Extensivo à blogosfera;
Uma dama que se esmera
Preza Deus no seu decurso.
Rosa Silva ("Azoriana")
Uma oferta de uma nova amiga da blogosfera: PoetaPorkeDeusKer
As Trovas que abaixo republico foram-me dedicadas pela nova amiga da Blogosfera, cujo «nickname» é "poetaporkedeusker".
De repente surge perante o meu olhar uma pessoa que sinto ter algumas afinidades: Gosta de sonetos, sente-se inspirada por Deus (eu sinto-me inspirada pela minha mãe que pode estar perto de Deus) e assim vão surgindo "instantâneos" que vão voando pelo mundo virtual.
Esta tomada de conhecimento foi através da Poesia em Rede - Poemas da Minha Terra (onde encontrei os comentários dela) e, mais tarde, pelo seu próprio blog que nasceu em Janeiro de 2008.
Muito obrigada por esta surpresa que me veio plantar um grande sorriso:
UMA ROSA NA BLOGOSFERA
MOTE
TENHO UMA AMIGA QUE É ROSA!
Uma rosa, quem diria...
Por causa da Poesia
Quase me sinto famosa...
UMA ROSA VIRTUAL...
Coisa rara nunca vista!
Queira Deus que a Rosa exista
Também no mundo real!
ESCREVE POESIA E PROSA
Porque a Rosa tem talento
E Deus, que está sempre atento,
Quis torná-la talentosa...
E, sendo rosa, afinal,
Não me espanta mesmo nada
Ver essa flor contemplada
COM CANDURA VIRGINAL!
22.02.08 - 15.30h
"poetaporkedeusker"
Leiam também o soneto que ela ofereceu a «Angra do Heroísmo». Parabéns! Está lindo, bem como a tua "Alma de Mar".
Mar de Palavras
Voltei. Na ânsia de encontrar o que
De ti houver. Aos poucos desvendando
Os sinais de outros mundos. Tudo porque
Não há mar-terra... Há versos voando.
Quem és tu? Quem sou eu? Neste palanque
De degraus onde o sol está raiando,
Para que a luz incendeie e marque
O relevo dos dons que estão queimando.
São "Palavras"-Sonhos, horas maduras,
Auroras e luas, noites inseguras...
E lembranças dos que não voltam mais.
Só eu volto rendida, a um começo,
Aos versos de quem nem sequer conheço,
Feitos mar de palavras imortais!
2008/02/21
Rosa Silva ("Azoriana")
Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=12128
Índice temático: Desenho sonetos
Nota: Instantâneo ao ler o poema «PALAVRAS COMO ESTRADAS» da autora do blog "poetaporkedeusker". Ela deixou um comentário no artigo anterior revelando o seguinte:
"Perguntei-te pelo Nemésio e pelo Professor Sousa Júnior.
Foi ele que erradicou a peste Bubónica aí nos Açores e é meu bisavô. Falei, também, das obras do meu avô, António de Sousa, que estão aí, no Museu da Terceira. Disse-te que penso ter ainda uma costelazinha açoriana" (...)
Agora peço-te: Volta mais vezes, por favor. Aqui serás sempre bem-vinda!
SAPO, Sapinho é mesmo amiguinho!
Adoro-te Ó verde SAPO!
(Serviço de Apontadores Portugueses)
Obrigada qu'rido Amigo,
Aqui vou continuar;
Agora já não há perigo
E contigo vou Assapar!
Depois duma tempestade
A bonança ora impera,
Foi reposta a verdade
Valeu bem esta espera.
Com prazer ando a blogar
Às voltas no calendário
Sempre, sempre a ASSAPAR
Viva o novo tarifário!
Rosa Silva ("Azoriana")
Comentário feito artigo (de Marius70)
Olá Azoriana
Em primeiro queria também deixar aqui um pouco do Nemésio que, se bem me lembro, ainda vi alguns programas dele na TV nos longínquos anos de 70.
http://marius70.no.sapo.pt/VNEMESIO.WMV
Relativamente às perguntas que formulou no meu blogue.
Sobre o aparecimento dos logótipos. Penso que desde que apareceu o Homem nada mais foi como dantes. Deram ao Homem uma parede e ele desenhou lá animais, motivos de caça e seres extraterrestres. Deram ao bloguista um blogue incaracterístico e ele transformou-o em algo vivo, pessoal e sonhador.
Por isso o logótipo surge quando surgiu o primeiro blogue. O bloguista viu a parede e "desenhou" nele o que lhe ia na alma.
:)
Estáticas ou animadas?! Eu gosto muito das estáticas. Da beleza que transmite, onde tudo se resume a ver a natureza ou outros modelos de vida tal e qual como ela é. As animadas são provocadas pela mão do Homem que lhe dão um cariz mais ou menos natural mas nunca substitui a naturalidade do natural.
:)
Repara que o Pensador no «Deixa-me» o animado é o reflexo e não o logótipo que criei.
Esse é o Pensador, aquele que medita sentado no penedo olhando o mar, comum a todo o Homem que, de vez em quando, se senta no seu "penedo" medita sobre a vida e depois sai revigorado pronto para a enfrentar de novo. Nesse momento nada pode bulir com o seu pensamento. É deixá-lo ali estar.
A regra base é o gosto de cada um. Também é moda. De um momento para o outro tudo se animou. Mas nada substituiu, a vontade com que se cria e se vê um blogue nosso a nascer. É como um filho. Vamos cinzelá-lo a nosso gosto de forma que, no final (que nunca o é), esteja ali, na obra, um pouco de nós.
Tudo de bom
_______________
2008/02/20
Olá Marius
Muito obrigada pela explicação excelente.
Conseguiu esclarecer todas as dúvidas e, assim, coloco o comentário à luz do dia para que todos possam apreciar a sua teoria que corresponde em quase tudo à minha.
Também gosto muito dos logotipos estáticos, porque selo é selo.
Volte sempre ao meu cantinho de sonhos e realidades.
Aos Romeiros da Terceira
A poesia da oração
Entra melhor no coração.
Essa que agora vejo
Aos Romeiros dá ensejo
De seguir a caminhada
Pela Mãe abençoada.
Que os Romeiros da Terceira
Peçam por nós, terra inteira!
Que a Senhora do Santuário da Conceição
Vos acompanhe na vossa Missão!
Nascente
Às vezes... Não! Muitas vezes...
Absorvo o pensamento
Que me diz, baixinho, quase
Em silêncio adormecido:
A poesia é uma nascente
que se lança na tristeza
e alegria da gente.
Ela está em todos
mas só alguns a
espalham a rodos.
Há quem a faça correr
e há quem a deixe
solitária...
[Também se morre vivendo
na esperança do renascer!]
Eu vivo desde que
Tu te foste, enfim...
És nascente em mim.
És tu que me conduzes
Na ribeira das palavras.
[E Deus apontou-me este caminho
Onde coloco o teu (meu) sentir com carinho.]
2004/04/09
Rosa Silva ("Azoriana")
«Estrela do Sul»
Brilha a Estrela do Sul.
Candelabro de alegria,
Traço d'ouro sobre azul
Do seu canto... Faz-se o dia!
Do sono profundo volto
Desperta p'la claridade;
Nos versos que de mim solto
Vai o clarão d'amizade.
Azoriana
Bons conselhos para bloguistas
De vez em quando gosto de esclarecer algumas dúvidas sobre esta "coisa de blogar" e recorro aos comentários do nosso ajudante de serviço (Blog do SAPO), sempre atento e pronto a dar-nos bons conselhos.
Li algo que me chamou a atenção e coloquei algumas dúvidas que aqui transcrevo:
- A propósito de "bonecada"... Queiram por favor explicar por a+b das dificuldades que é para se abrir um blogue com muitas "bonecadas" e logótipos animados. Acham que isso pesa na abertura dos blogues ou é outra a dificuldade?
Há blogues que para abrir complica tudo. Será que o meu também tem essa dificuldade. Tento evitar ao máximo as tais "bonecadas" mas vez por outra pode acontecer que as imagens que vou buscar à internet não sejam de formato conveniente.
Um blogue deve ou não usar e/ou abusar de imagens? Qual a vossa sincera opinião?
Imagino a dificuldade que não é para a vossa equipa suportar o "peso" das "bonecadas" que se vai pondo por aí na blogosfera... Estarei errada ou certíssima?
Cordiais saudações
A resposta não se fez esperar e aqui está, também a transcrição:
"O tempo que demora a abrir um blog depende, entre outros factores, do seu conteúdo. Se o utilizador colocar muita "bonecada", vai demorar um pouco mais de tempo a ir buscar todos os bonecos à origem, o que atrasa o carregamento do blog. Se o blog tiver muitas imagens, é preciso esperar que todas elas carreguem. A decisão aqui é do autor, se não se importa que o seu blog demore um pouco mais de tempo a carregar. Claro que nem todos os visitantes podem apreciar a espera."
Outra coisa que os visitantes também não devem apreciar muito são os caracteres anti-spam (que já não são obrigatórios) cada vez que querem comentar um blog. A partir de agora também é melhor retirá-los porque sei que há outros meios de evitar o spam. Valha-nos isso!
Agradeço muito a quem nos esclarece estas e outras dúvidas.
O SAPO está que é uma maravilha e tudo devido à boa equipa que tem à sua volta.
«Se bem me lembro» - Vitorino Nemésio
Faz hoje 30 anos que faleceu o poeta, escritor e intelectual de origem açoriana que se destacou como romancista, autor de Mau Tempo no Canal, e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Na Wikipédia encontrarão muita informação sobre o génio terceirense da literatura portuguesa.
(...) " que os sinos tocassem o Aleluia em vez do dobre a finados" - de acordo com uma das suas últimas vontades.
E agora escolho um dos seus poemas:
________________________________
A concha
A minha casa é concha. Como os bichos
Segreguei-a de mim com paciência:
Fechada de marés, a sonhos e a lixos,
O horto e os muros só areia e ausência.
Minha casa sou eu e os meus caprichos.
O orgulho carregado de inocência
Se às vezes dá uma varanda, vence-a
O sal que os santos esboroou nos nichos.
E telhadosa de vidro, e escadarias
Frágeis, cobertas de hera, oh bronze falso!
Lareira aberta pelo vento, as salas frias.
A minha casa... Mas é outra a história:
Sou eu ao vento e à chuva, aqui descalço,
Sentado numa pedra de memória.
Vitorino Nemésio
Nota: Peço que me expliquem o nome que se dá ao estilo deste verso - "O sal que os santos esboroou nos nichos."
Sempre a TEMPO de publicar...
O TEMPO
Tenho saudades do tempo
Em que o tempo
Não era tomento
E o lamento
Tinha um tratamento
Quase sem tempo...!
Sou desse tempo
Em que o passado, e
Futuro não tinham tempo.
Por mais que uma vez
"Perguntei ao tempo
Quanto tempo tinha o tempo,
E o tempo respondeu-me
Que tanto tempo tinha o tempo
Como o tempo, tempo tinha".
As minhas recordações de tempo
São as do tempo do meu tempo
E não há tempo que as apague...
Recordo pois aqui, o tempo
Que perdi, no tempo
Da minha mocidade...!
JTS (Teixeira da Silva).
Do seu livro "ACREDITAR"
«Arte por um Canudo 2... (arteagostinho)» e «Ideias e Ideais»
Agostinho Neves da Silva, de Parada de Gonta, Professor de Educação Visual e Tecnológica hoje está, de novo, em festa.
É o 4º aniversário do " Arte por um Canudo... vista por Agostinho" o blog que nasceu a 19 de Fevereiro de 2004.
"Arte por um canudo..." o blog que vale tudo!
1º aniversário
2º aniversário
3º aniversário
A minha 1ª oferta, a 2ª e a 3ª
A 2ª e 3ª oferta foi em simultâneo para outro blogue aniversariante que é o blogue do Luís Nunes «Ideias e Ideais» que se encontra em festa no mesmo dia e que teve o seu início em 2005/02/19
1º aniversário
2º aniversário
Sóis bloguistas exemplares.
Sei que muito vão blogar
E sempre em festas pares.
Assim os versos o são
Nesta data tão querida:
Feliz se canta a união
Que dista um ano de vida.
O de lá faz o quarto
O de cá faz o terceiro;
De nenhum eu me aparto
Fazem anos em Fevereiro.
Parabéns aos meus amigos,
Bloguistas entusiasmados,
E venham daí os artigos
Para serem comentados.
Agostinho de Parada de Gonta,
Parabéns mais uma vez!
Luís Nunes já perdeu a conta
Às quadras que agente fez.
Recebam agora o abraço,
Que vos mando sem demora;
Felizes sejam nesse espaço
Onde o vosso coração mora.
Rosa Silva ("Azoriana")
1º aniversário do blogue «Futebol, Gente e Toiros»
Eu sei o que é a felicidade do 1º aniversário de um blogue. Futebol, Gente e Toiros, nasceu na ilha Terceira e conta com o seu primeiro ano na blogosfera.
Por incrível que pareça a data estava-me a passar despercebida tal como nos revela o seu próprio autor. Ora leiam o seu artigo.
Começou de mansinho e agora já conta com mais de 5 mil visitas. Com altos e baixos tem conseguido manter-se e convido-vos a deixarem uma mensagem de incentivo a este bloguista terceirense.
Parabéns, Parabéns, Parabéns!
Pelo teu primeiro aniversário
É aqui junto da gente que tens
A alegria que atinge o calendário.
E Gente é todo o santíssimo ano,
Futebol é o que te deixa satisfeito;
Toiros é que marram o ser humano
No Verão, e ao Porto dás elogios a eito.
Um ano com direito a dois selos,
O segundo melhor que o primeiro.
Ao lado um do outro podeis vê-los
A eleição vai p'ro toiro e o cavaleiro.
Nos cestos o colorido do pinote;
No campo a bola aos saltos na corrida;
E ando um cavalo sempre a trote
À frente dessa bravura destemida.
E viva a Terceira e suas festas,
Vivam os bloguistas que a defendem
E não há cortesias como estas
Que nem com marradas se ofendem.
Parabéns, Parabéns, Parabéns!
Pelo teu primeiro aniversário.
E no "Azoriana" sabes que tens
Versos e prendas p'ro teu diário.
Rosa Silva
Um poeta de Parada de Gonta - Rodrigo Emílio, nascido no dia da minha prima
Não sei se por instinto, se por me lembrar da magnífica página dedicada ao poeta Rodrigo Emílio, relembro que este poeta faria, hoje, 64 anos de idade.
No blog Parada de Gonta temos o historial e também na página supra referida.
"Os seus primeiros versos datam da infância e juventude e são editados em diversas publicações. Em 1963 sai a lume na separata da revista Ocidente a novela-quase-poema Rasgões no Sonho, deve-se-lhe também a versão portuguesa do texto poético da opereta com música de Schubert Canção de Amor, que subiu à cena em Lisboa no Teatro da Trindade e inaugurou o programa da temporada lírica do mesmo ano."
"Sonhador e romântico como todo o poeta verdadeiro, ofereceu rimas e versos, entoou trovas e serenatas, cantou e encantou a terra dos avós paternos que tanto amava."
__________________________
Não vou esquecer a data do seu nascimento (18.Fev.1944) por vários motivos e um deles prende-se com o aniversário de uma prima muito querida, emigrante, que é neste mesmo dia e natural da Serreta. Parabéns, prima!
Mistérios Dolorosos
Roxo, é a cor litúrgica do Tempo da Quaresma, das seis cores que existem para os restantes tempos (branco - para a Páscoa, Natal, festas do Senhor, de Nossa Senhora e dos santos, excepto dos apóstolos e dos mártires; vermelho - para a liturgia dos apóstolos, mártires, Domingo de Ramos, Sexta-feira Santa e Pentecostes; verde - Tempo Comum; preto - tristeza e luto e está praticamente em desuso; rosa - no 3º Domingo do Advento e no 4º Domingo da Quaresma)
O Tempo da Quaresma é tempo de conversão, penitência, jejum, esmola e oração de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura cerca de 40 dias. Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas e termina na manhã de Quinta-feira Santa.
Segue-se-lhe o Tríduo Pascal (Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa e Sábado Santo, que é o dia da contemplação de Jesus morto e sepultado). À noite é a Vigília Pascal.
O Tempo Pascal começa no Domingo e estende-se por 50 dias (Mistérios Dolorosos) até ao Domingo de Pentecostes perfazendo 7 semanas.
A fonte desta informação é a Wikipédia. Assim, recordamos que o dia 23 de Março de 2008 é o Domingo de Páscoa; o dia 11 de Maio o Domingo de Pentecostes (O dia de Pentecostes é o 50º dia após o SÁBADO); a segunda-feira é o feriado do Espírito Santo; e o dia 18 de Maio o Domingo da Santíssima Trindade.
Entretanto, o 3º Domingo da Quaresma, 24 de Fevereiro, é o dia da Procissão dos Passos, na freguesia da Serreta. É o dia do Encontro entre a Mãe e o Filho na Cruz, que seguem a via-sacra pelos quadros da freguesia. Posso acrescentar que, apesar da dor estampada no rosto das Imagens que se encontram guardadas no Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, há uma perfeição, nesses rostos, que nos toca profundamente.
Fotos gentilmente cedidas por Mário Dinis, da freguesia da Serreta.
Que o Senhor dos Passos e sua Mãe proteja, no dia 21 de Fevereiro, quinta-feira, os Romeiros da Terceira que continuam a sua caminhada pelas Doze Ribeiras, SERRETA, Raminho, Altares, Biscoitos, Quatro Ribeiras e Agualva, num raio de 36 km. (Veja-se o resto da notícia no jornal "A União").
Mar de Fevereiro
Em Angra do Heroísmo
Olho o palco do mar
Que me diz:
Sou um palco de amor
Vejo Angra em flor
acenando.
Alfandega a cantar
A Marina a dançar
remando...
Sou tão feliz assim
Angra é tudo p'ra mim
e digo:
Sou teu porto de amor
Cais de velejador
Amigo!
E ela sorri então
Na onda do coração
entrando.
Serenata de amor
No mar velejador
entoando...
Sou tão feliz e canto
Nesta maré d'encanto
e regalo...
No bailado das marés,
Corpo Santo, em convés,
... Canta-Galo!
Imagens de: Paulo Borges (11 anos)
Textos de: Rosa Silva ("Azoriana")´
Carnaval 2008 - As fotografias
Podem encontrá-las no link do blogue Futebol, Gente e Toiros porque achei que se adequava ao tema «Gente», porque é gente que gosta de boa festa.
Coloco aqui apenas uma para dar um cheirinho:
Uma cena hilariante do Bailinho da Serreta
(É preciso é ter imaginação q.b. e a cama até fica na vertical :))
Título do Bailinho da Serreta - "Uma excursão ao Brasil"
Autor do assunto: Ludgero Vieira
Cantigas: Álamo Oliveira
Música: Ruben Alves
Nº de elementos: 22
Enredo:
Um grupo de idosos embarca numa excursão ao Brasil,
no decorrer da viagem os homens são apanhados
nos quartos com as funcionários do barco.
Prosa lisa
Nós, que no nosso cantinho (digo, blogue) fazemos e escrevemos tudo (ou quase) de graça (menos a conta para aqui estarmos) mas graças à boa vontade de uns quantos que passam horas, dias, semanas, meses, anos, também, a depender de nós que aqui estamos, vamos escrevendo e lendo, neste vício saudável. Há vícios muito piores e maiores, acreditem! Portanto, cá estamos e continuamos.
Digo-vos: - Venho de um sítio (blog) que, de vez em quando, dou uma olhada para ver como estão os humores e se "largaram" muito "fogo" na interactividade habitual. Às vezes, saio de lá com a alma acabrunhada com tanto ferroada e quase com um raio de ira a aflorar por mim. Há pessoas que escrevem tão bem, mas tão bem, que quando as lemos criamos uma reacção imediata tempestiva ou carinhosa (depende do escritor ou do dia). Ainda não tenho a certeza absoluta se os dias tem algo a ver com isso ou se são apenas as tonalidades do artigo (post). Por causa destes post's já me vi estrangeira e açoriana com "i", como deve ser mesmo. Esta sim a minha raiz: açoriana!
As ilhas, quer digam o contrário, ainda são e serão um paraíso, onde se encontram lugares como os nossos que inspiram tanta vontade de deslizar em tinta ou, melhor ainda, em "toneladas" de bytes, em megabytes e por aí abaixo.
Acreditem também que a prosa lisa assim não é o que mais gosto de escrever (nem se gostam de a ler com este alongamento todo). Prefiro aqueles golpes rápidos que me ecoam, de vez em quando, mesmo nas tarefas domésticas, e que me fazem clamar por um papel e uma esferográfica e depois, em horas mortas, passar tudo na velocidade de dez dedos sobre as fileiras de teclas, para esta blogosfera gigantesca.
Isto tudo para, também, vos revelar que há artigos (post's) que me fazem chorar de emoção porque tocam profundamente.
Hoje li um desses, algures pela blogosfera, dita regional. São coisas da açorianidade, dizem. Fizeram-me lembrar da ilha do Pico e pregaram-me uma saudade medonha das gentes de lá.
Talvez um dia volte para vos visitar, meus parentes na grandiosa ilha do Pico.
"Olha a montanha do Pico" - Há mais quem o escreva mas noutro contexto de texto pleno de sentidos.
Tenho saudades da ilha que há muito não piso... com amor. Os meus avós ficaram lá eternamente... e outras saudades.
E nesta coisa de saudades... deu-me cá uma saudade de um tal encontro bloguista e de rever os nossos conterrâneos de textos em prosa e rima ou qualquer outra forma.
To Germano Silva
Os versos que lhe dou
Os desígnios de Deus
Permitiram tal proeza
E nos relógios seus
Brilha tal arte e beleza.
Cada peça que eu vejo
Bordada de fino ouro
Parece que antevejo
O prazer do seu tesouro.
Mas 'inda o que mais brilha,
E se vê no seu sorriso,
É ter origem numa ilha
E com esse dom tão preciso.
Matemático em acção;
Tudo feito de cabeça,
Por si, fez a invenção,
Sonho luz em cada peça.
As gentes açorianas
Com tal obra se espantam,
Juntam-se às americanas
Que muitas honras lhe cantam!
Na "História do Tempo"
Portugal o perpetuou;
"Tribuna" prosa o talento,
Eu, BRAVOS em versos dou!
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S.
É por estas e por outras que cada vez gosto mais de ter um blogue.
Um blogue é uma ponte de aproximação de amizades e preciosidades à escala mundial e cria uma interactividade em tempo record.
Acrescento ainda, que um blogue desde que entra na rota da blogosfera não pode ser considerado regional, nacional ou internacional, mas sim universal.
Será que consegui transmitir o que sinto em ser bloguista de coração?
E chamo a vossa atenção para o site "HandMadeClocks" que está ao alcance de um clic.
2008/02/15
Uma obra ímpar de Germano Silva
Germano Silva é um jorgense do Topo, com a 4.a classe, que tem uma habilidade extraordinária para a relojoaria e ourivesaria. Aprendeu tudo isso com um tio. Foi para a América há muitos anos e um dia sonhou fazer um relógio. Eis o sonho dele tornado realidade. Ele já levou um outro relógio mais pequeno que esteve em exposição na Câmara Municipal. Foi um sucesso. Apreciem o gosto, a beleza, a fortaleza e a arte deste jorgense mas terceirense do coração que acabo de tomar conhecimento através do amigo José Ávila, director da "Tribuna Portuguesa" que é um leitor assíduo do meu blogue, que de vez em quando me surpreende publicando algumas das minhas inspirações, que muito agradeço.
Também, tenho um gosto enorme por me ter autorizado mostrar ao mundo esta obra maravilhosa.
Germano Silva ao lado do Seu Relógio
(Fotografia gentilmente cedida por José Ávila
Director da «Tribuna Portuguesa»)
Como podem ver pela foto, o jorgense Germano tem uma habilidade fora do normal para roldanas. O mostrador da frente tem relógios com as horas de diversos países.
É uma coisa incrível para um homem simples mas com uma faceta artística de sonho.
Muito orgulho dá a quem é amigo dele.
O jorgense Germano está referenciado em todos os livros publicados em Portugal sobre o Tempo.
E a título de curiosidade termino este artigo com uma referência especial: O relógio pesa 300 quilos.
Bravo, bravíssimo! Os meus parabéns ao emigrante Germano que de certeza tem o coração preso à ilha que o viu nascer e partir.
Rosa Silva ("Azoriana")
O comentário feito artigo (1)
Que S. Valentim nos ouça neste dia,
onde as preces são mais que mil...
Há os carinhos, os beijinhos,
Tudo gira à sua volta...
Como formigas saindo do seu redil...
Neste dia de namorados, não...
Também é dia dos casados
Que também já foram namorados...
Hoje, dão graças ao santinho,
Novos, velhos e até idosos...
Porque este dia é de todos,
Todos somos ainda namorados.
JTS (Teixeira da Silva )
Frases e Prendas lindas «Sorrisos de Rosas Rubras»
"Amar é encontrar
na felicidade do outro
a própria felicidade."
Hoje, foi um dia muito especial para mim. Estava concentrada no meu trabalho quando o telefone toca. Atendi. Uma voz avisa-me que alguém me procurava.
Obedeço prontamente e subo a escadaria.
Algo se passa. - O que será? Pergunto para meus botões. O resto da cena foi mais ou menos assim:
«Chego ao hall e deparo com uma jovem com um ramo de flores na mão que confirma se eu sou quem ela procura. Sinto logo um arrepio e, ao mesmo tempo, coro.
Ainda envolta por esta surpresa (ver figura supra) avisto uma cadeira e sento-me abraçada ao ramo. Vejo um mini-envelope. Abro muito devagarinho e leio uma frase e um nome.
Continuo corada e com o coração a bater mais forte. Está deslindado o mistério das rosas vermelhas.» - Dava um título de um romance.
Passados uns instantes e após recuperar forças, ainda deu para reparar na cara sorridente que se ia embora mas não fixei. Eu gostava de trabalhar numa florista e entregar flores destas só para ver a reacção das pessoas: devem trazer e levar muitos sorrisos.
E pronto, relatei um momento sublime que culmina numa frase:
"Tudo o que é bom dura o tempo necessário para ser inesquecível."
Quem me ama sabe o que me pode dar como prova desse amor - «Sorrisos de Rosas Rubras».
* * * * * * * * *
Quando eu morrer, meu amor, leva-me uma rosa rubra e dar-te-ei sorrisos como os que por mim viste. [...]
* * * * * * * * *
E aos visitantes só deixo uma mensagem: Aproveitem o tempo presente porque o futuro é incerto demais e sejam felizes!
Dia dos Namorados
Ele e Ela
Estão à janela
Festejando
Hoje é seu dia
Com alegria
Cantando
Seta tão bela
Por Ele, por Ela
Passando
E neste dia
Simbologia
Entrando
Felicidade
Renova idade
Amando
Ele e Ela
Sempre à janela
Sonhando.
Feliz Dia dos Namorados!
Flores do Senhor (Dedicatória)
Há dores da alma e corpo
Todas na sua medida,
Menos que o Senhor no horto
Que por nós deu Sua vida.
Há quem suporte com fé
Quase tudo o que acontece
Mas nem sempre assim é
Porque a dor nos desfalece.
Cada ser tem história
P'ra legar aos descendentes;
No livro da memória
As lágrimas são patentes.
Penso que nasceu o fado
P'ra cantar triste destino
Por vezes acompanhado
Do acorde lindo e fino.
[...]
Dizem que a consolação
É Deus, Paz e mais Amor,
Fruto do bom coração
Mesmo sendo tão sofredor.
- Os Santos foram assim,
Suportaram tanta dor
P'ra serem flores do jardim
De Cristo Nosso Senhor. -
Quem pudesse ser também,
Na hora da despedida,
Uma das flores do Além...
- Utopia desmedida?!
Já não há flores assim;
Há um mundo incolor,
Que caminha para o fim
Num veleiro sem amor.
Na proa vai fingimento,
Na popa contradições;
Navega em desalento
Vai perdendo munições.
Antes que ele então vire
E vá direito p'ro fundo...
Peço a Deus que nos atire
Um ramo de amor profundo.
Nos ramos da madrugada
Desta pátria querida
Tine a voz de Deus, vincada,
P'ra nos dar força e vida!
Rosa Silva ("Azoriana")
É uma moda que veio para ficar e um selo que vai animar
Já agradeci e agora vou atribuir a:
Futebol, Gente e Toiros
Ideias e Ideais
Arte por um Canudo 2
Ailaife Blog
A Minha Matilde & Cª.
Comentário renovado feito dedicatória
Sei bem o que ele sentiu
E connosco repartiu
O fruto da sua arte;
Ora chega a toda parte:
É brilho da simpatia
Da Terceira, noite e dia,
Que a todos contagia.
Por isso assim lhe digo:
És poeta, és amigo!
O Carnaval está contigo
E faz todo o sentido
Que seja assim difundido.
Parabéns! E um abraço
Que nas linhas entrelaço.
Bravo gosto no momento;
Vai à solta o teu talento
Que agita a viva onda
E de ti nunca se esconda
A inspiração que te ronda
Mais veloz p'lo Carnaval.
O Entrudo é festival
Nesta ilha em especial,
Fazendo brotar, com jeito,
Orgulho p'lo verso feito.
(Dedicatória ao autor de «Ideias e Ideais» e ao seu artigo intitulado: "Registos do Meu Carnaval")
O comentário feito artigo
Muito obrigado, minha cara amiga, pela simpatia das suas palavras. É sempre bom receber e principalmente de quem nunca nos viu a cara, tão forte alento e tão dignas felicitações. Mais uma vez, muito obrigado cara amiga.
Consoante eu tinha prometido, vou enviar-lhe hoje mais um dos meus poemas que retirei do meu último livro. Espero que goste e já agora também gostava que comentasse este trabalho.
" O Relógio da Vida "
Fica o passar do tempo
Na paisagem,
Numa folha que passa,
E seca, e tomba...
Fica o tempo no tempo
Que não tem tempo
Nem idade
Para sustentar a sombra...
O relógio da vida
Que conta todas as horas
Bate com força no peito
E leva-nos a pensar...
Não com armas de vencido
P'la alma, sonho ou poesia
Mas com a certeza de viver
Sempre pela vida a lutar.
Fica o passar do tempo
Na paisagem,
Viva-se a vida em alegria
E que não seja, miragem...!
Com os cumprimentos amigos de,
José Teixeira da Silva
A alma da gente
1 de Fevereiro de 2008
22:30
Os "bonecos da Igreja" foi a primeira expressão atirada ao ar e que ouvi ao chegar à "nova" moradia por quatro dias e que me fez rir desalmadamente. Não era caso para tanto mas no Carnaval ninguém leva a mal. Sem dúvida, que já não há santos mas "bonecos" e nós éramos, também, quatro bonecos de carne e osso prontos para as danças do Carnaval com cheirinho à freguesia que nos chama para perto da pequena serra.
O primeiro bailinho foi o da casa, isto é, o da Serreta, que me encheu de felicidade a que juntei à felicidade que já tinha junto de mim. Senti uma emoção especial e estava perto das pessoas da freguesia que me conhece nem que seja por ser dali natural. Houve até uma residente que me disse: "Nunca esqueces a Serreta." - É verdade! Quem pode esquecer o seu berço!? Só mesmo quem tem coração duro.
Pese embora as cadeiras também serem duras, aguentámos sentados longas horas de divertimento e riso. Perto de nós estavam uns vizinhos da casa que nasci. Uma dessas pessoas é uma senhora que sempre nos mostrou ter uma força interior muito especial. Sobreviveu a tempestades, a dores e penas. Foi sempre uma mulher de coragem, uma referência na freguesia, uma lutadora e muito trabalhadora. Ao pé dela ninguém consegue ficar triste porque ela anima quem quer que seja com aquele ar risonho mesmo que por dentro possa estar noutra fase.
Nunca lhe disse, mas teve um tempo que senti vontade de ter uma mãe assim, sobretudo naquela idade das interrogações. Agora, neste Carnaval, fiquei feliz de estar ali perto dela porque me fez lembrar da minha mãe que não fez mais por mim porque cedo ficou incapacitada.
O amor não se mede mas tem-se. O amor sente-se quando se quer bem.
Vê-se que esta senhora nutre grande amor pela família e transmite alegria e boa disposição aos circundantes. Os seus cabelos já estão grisalhos mas o seu riso continua igual e reconheço-o mesmo de olhos fechados. E muito rimos com alguns assuntos das danças e bailinhos que passaram pelo palco do renovado salão da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense.
Nunca lhe falei desta simpatia que nutro por ela e pelo bonito nome que ela tem: - Ernestina!
Destaque: Do amigo do GT em Parada de Gonta
É por estas e por outras que o blog Azoriana resiste e persiste. É por estas alegrias que vale a pena dar e receber. A seguir, coloco um mimo artístico do Carlos, vindo directamente de Parada de Gonta - Tondela - Viseu, que muito agradeço e merece destaque - A amizade é alvorada entre a Serreta e a Parada:
Grande surpresa afinal,
Dos Açores veio, enfim.
Uma prenda Musical,
Um perfume do Jardim
De uma ROSA sem igual.
A melodia que ouvimos
É arte de além-mar,
Da Serreta chegam mimos,
Em Parada de Gonta sentimos
O que a Rosa nos quiz dar
Nesta troca de presente
Está uma amizade vincada,
Entre a Rosa Serretense
E Grupo do Tacho de Parada
Um abraço p'ra Serreta
Desta malta divertida,
Grupo do Tacho em festa
Num brinde de alma sentida!
G abraç. de Parada de Gonta
Bjinhs pra Rosa
Carlos, em nome do GT.
Parada de Gonta e Grupo do Tacho - A surpresa do dia
Agradeço aos amigos do «Grupo do Tacho», de Parada de Gonta - Viseu, pela simpatia e boa recepção da nossa maravilha - o CD da Filarmónica Serretense.
Seguindo este link poderão ver o vídeo que mostra a oferta da Azoriana a Carlos Alberto e Agostinho do «Grupo do Tacho» e que me colocou muitos sorrisos e agradecimentos. Outrora já me haviam presenteado com um CD da «Romaria»
O 32º Convívio é uma boa recordação. Divirtiram-se bastante e basta ler o comentário que lá deixei para perceberem porquê.
Como esse grupo não há nenhum: É o Grupo do Tacho que anima qualquer um!
Mais uma vez muito obrigada às duas pessoas que conheço melhor devido aos blogs: Agostinho e Carlos Henriques e as palmas do Grupo ainda ressoam no meu ouvido.
Bem haja!
Notícias da pandemia
Perante uma notícia cujo título é:
"Pandemia de gripe é inevitável e será mortífera", publicada no Diário de Notícias on-line, nasce-me esta triste prosa:
Nada mais terá importância porque é como esperar a morte sentados numa cadeira. Nem adianta levantar-se porque ela nos perseguirá.
Perante esta e outras notícias sinto apoderar-se, de mim, uma “morte de forças e de vontade”, fico apática, triste e com pena.
Ainda me dá tempo de perguntar: - Porque não matam as aves que causam essa pandemia? A resposta é difícil porque talvez não se possa e nem adiante grande coisa. O mal já anda pelo mundo.
Vamos agora começar a falar, falar, agonizar e morrer primeiro de susto. Depois... Depois quem sobreviver terá muito (ou pouco) que (e fico-me pela simples palavra que é) contar.
A palavra PENA nunca terá tanto significado como com a pandemia da gripe das aves.
Nem adianta escrever mais nada por agora. Tenho pena.
Mudou a página...
A expressão que ouvia da boca do meu falecido pai, afinal, não é tão inédita assim. Para além de ser o título que dei a uma das minhas criações também se pode ler aqui e aqui, da autoria de Sónia Bettencourt.
Neste momento, a página virou para as Cinzas (da Quarta-feira do jejum). Estamos no início do período quaresmal e a carne é pó e leva com o sinal na testa de que é isso mesmo.
Viveram-se momentos da melhor euforia, fantasia e alegria carnavalesca para agora dar lugar a momentos de reflexão interior que, nem sempre, é sinónimo de tristeza.
Há dias, como este, que a tristeza, que não destas Cinzas, me invade por me sentir como que solitária no meio desta multidão. Pelo contador dos que aqui vêm é que noto que talvez não esteja assim tanto só e ainda tenho amigos que me visitam e deixam uma palavra de incentivo. Há palavras coloridas de cores quentes e outras em que ressaltam as cores cinzentas e frias. Estas é que me gelam e nem sempre as coloco à vista.
Mas, afinal o que sou (somos)? - Sou (somos) pó e ao pó hei-de (havemos de) voltar e sempre só (sós).
Hoje, até a noite traz o eco cinzento dos céus, anunciando a eminência de tempestade.
Por dentro do Carnaval
No espaço entre uma e outra actuação deu-me tempo para registar o meu sentir e assim fica para relembrar:
E de forma nenhuma
Me cansei de aplaudir
Na riqueza desse acto
De certeza é um facto
Fizeram Carnaval florir.
Que tomou a dianteira
Com glória e perfeição
Santa Bárbara foi aurora
Bela voz veio na hora
P'ra encantar o nosso salão.
Com o palco asseado
De belas flores e canções
Desfilaram sempre seguidas
As danças assim unidas
Pelas nossas ovações.
Canta o velho, canta o novo
Banhados num mar de palmas
As mulheres de São Mateus
Com a bela voz que Deus
Lhes fez alegrar as almas.
Naquelas vozes então
E ouvir pela vida fora
Esse eco sem demora
A aquecer o coração:
Do seu altar se descerra
Todo o gosto pelo fado
E a voz que vem do céu
Faz eco no povo ilhéu
Que se sente abençoado.
Nessa imagem de valor
Que é Mãe da devoção
E em cada quadra sua
Vem o povo para a rua
Cantar fado em oração.
Nossa ilha pioneira
De festejos nos salões
Não há como a Terceira
Numa rima de emoções
Carnaval te quero tanto
Festival de quatro dias
Veste-se a ilha dum manto
Bordado de alegrias.
Por cada tecto a voar
A magia do luar
Em cada traço da bruma
Que se vê enfeitar
De estrelas uma a uma.
É doce, é pérola fresca
Que brilha por cada ouvido
As do poeta(*) agora saúdo
Porque fazem do Entrudo
Um brilho muito mais querido.
(*) Parabéns a Álamo Oliveira.
A cada canto e dança
O perfume da herança
Que todos sabem qual é:
O Carnaval da Terceira
De beleza verdadeira.
E agora para o Luís Nunes:
Mostrou-nos o teu amor
Pelo Carnaval, felizmente,
A homenagem à D. Turlu,
É um legado que tu
E o Cantinho deixam à gente.
E fecha-se o pano:
Que franzem o nosso olhar
No palco da vida dispersos
Pelas Cinzas quase a chegar...
FIM