100.000 visitas no contador



Aqui há uns post's escrevi sobre uma surpresa para o(a) visitante nº 100.000. Lembram-se?
Pois bem... Já sei qual vai ser o prémio para o(a) contemplado(a).

Então é assim:

Neste mês que entra daqui a bocado, Agosto, terei todo o gosto de oferecer algo bom a quem me provar ser esse número. Para isso, basta que ao entrar no meu blog e ao olhar para o contador veja 100.000 e se registe em comentário. O(a) primeiro(a) a registar-se em comentário dizendo que atingiu a meta farei a devida entrega do prémio.

O problema é se for de longe porque pode partir-se. Fico a aguardar ansiosamente por esse momento.

Não esqueça de se registar em comentário e depois irei conferir se realmente há coincidência com a contagem no contador.

Faltam 44 visitantes...

Um abraço
Rosa Maria "Azoriana"


Nota:

Em 1 de Agosto de 2007 - 100.000 visitantes


Prémio - Um doce de alfenim, típico da ilha Terceira


Entre festas e surpresas...

As festas continuam, mas...

Quando acabarem não me deixam pena. É caso para escrever que estou um bocado saturada deste rebuliço, desta azáfama e, sobretudo, da diferença entre o campo e a cidade. Talvez seja esse o verdadeiro problema. No campo todos se conhecem e vivem a festa doutra forma e a devoção é outra (ou já foi outra e para melhor).

Hoje em dia a devoção é muito maior por outros factores que nem tenho pachorra para enumerar. Nunca tal me tinha acontecido antes, cansar-me de festas, mas cheguei a esse ponto de saturação. Por mais que tente afastar esse pensamento e alegrar-me com uma nova noite de festa, volta sempre um desencanto. Afinal, para mim, até que rimar a vida ao sabor de versos feitos espontaneamente é relativamente fácil, o difícil é enquadrá-los na realidade. Mas, adiante...

No meio deste desgaste físico e psíquico aconteceu-me uma coisa muito boa: recebi um livro que veio da Ilha das Flores acompanhado por uma colecção de postais do mais belo que há e em cada um o encanto de um poema. O excelente livro foi para mim uma enorme surpresa e autografado por Gabriela Silva, uma poetisa que nasceu na Ilha das Flores e que fiquei a conhecer através da delícia dos seus poemas. Já lhe agradeci por "SMS" mas faço-o de novo neste "post", e publicamente, porque o seu "ILHA" bem merece. Posso, ainda, ler a sua arte através do blog http://sol.sapo.pt/blogs/luana no jornal O Sol.

Confesso que não estava à espera desta beleza mesmo sabendo que já estava editado, através de outra amiga da Califórnia - Katharine Baker - e que já me habituei a visitar no http://www.janaogostodechocolates.com. (Tenho um pressentimento que ela teve algo a ver com esta surpresa.) O facto é que o seu nome também consta do livro porque foi ela a tradutora dos poemas e muito bem. [Um abraço muito apertado para ti, Kathie!].

Mas ainda há a Sandy Ventura, que também faz parte desta preciosidade, de Ontario - Canadá, e que tem raízes nas Flores. Ela é autora dos blogs http://scentandcolour.blogspot.com e http://sol.sapo.pt/blogs/essenthia, com fotografia e poemas de encantar.

São 3 mulheres que defendem a «ILHA» pela poesia e pelo asseio especial das imagens perfeitas numa colecção toda ela perfeita. Volto a agradecer com a maior satisfação.

Quem me dera retribuir, em vida, com os meus sonhos em escrito e saber o que sentem os escritores na hora da edição e da partilha. Acreditem ou não, a minha alegria e paz também passa pelos momentos de escrita, ancorada no silêncio, em que me debruço para dentro de mim e deixo fluir o que é meu nesta gigantesca tela de emoções.

Se estas três senhoras da poesia viram o meu blog e se recebi o produto acabado de tanta e boa inspiração, então isto deve querer dizer alguma coisa... Vou depositar fé, pelo menos numa delas, para que me acene do lado de lá e me diga para continuar com esperança de alguém me colocar sorrisos aos molhos, tal como colocou na Gabriela Silva.

Muito obrigada às amigas: Gabriela Silva, Sandy Ventura e Katharine F. Baker. Viva! Viva! Viva! Parabéns!

Rosa Silva ("Azoriana")

O Anjo, a Pomba e o Altar da Guarita em festa - Angra do Heroísmo




Digam lá o que disserem mas este Anjo e esta Pomba exercem em mim um fascínio indescritível e tanto um como outro são símbolos de Paz que nos chama a olhar o céu, pela indicação do braço do Anjo, e a saber que a Guarita é apaziguada pelo voo da alva pomba que observa os transeuntes.





Sempre que por ali passo, o meu olhar prende-se a estes lindos símbolos do Espírito Santo e, agora que decorrem as festas, também se prende ao Altar que vi ser ornamentado por mãos especialistas de uma jovem senhora da freguesia do Porto Judeu. Ei-lo belo e convidativo:





O Grupo de Jovens de São Mateus terá mais um momento de louvor ao Divino Espírito Santo, na recitação do Terço, acompanhado com cânticos lindíssimos, em frente à Coroa e à Bandeira, que apresento abaixo (clique na imagem para ver a seguinte).







Encontro com a terra (VIII) - Foi por milagre...

Nesta minha ronda pelos jornais locais, numa atitude isolada e quase silenciosa, deparou-se-me o jornal com um artigo intitulado "Serreta de ontem e de hoje" cuja data - 2 de Janeiro de 2000 - não coincide com a data inscrita no topo da página com este artigo da autoria de Francisco Oliveira que, certamente, é das Fontinhas, freguesia da nossa ilha Terceira. Que me desculpe a ignorância mas não conheço, só vi a foto que encabeça uma prosa que me encantou e que guardo uma cópia e que irá ficar religiosamente emoldurada na página que fiz para idolatrar a querida freguesia - Serreta - que enregela os ossos mas aquece o coração de quem por lá passa, principalmente se for de inverno. É um cantinho da ilha Terceira muito fresquinho.
Se outros autores e outros artigos me fazem sorrir, este, confesso, fez-me acudir a algumas águas temperadas pela saudade que me escorriam ligeiras destes olhos que leram num fôlego só o brilhante e descritivo histórico-poético do que foi e é a pacata freguesia da Serreta, vista pelos olhos de quem viu e sentiu a vida das gentes e daquela paisagem talhada pelas delícias divinas.
Nossa Senhora dos Milagres o abençoe e lhe dê sempre a inspiração poética que nos faz querer ir lá, de novo, e seguir as mesmas pegadas para rever e sentir o que o escritor viu e sentiu.
Até o meu coração ficou mais quente ao ponto de escaldar o teclado com que fui dedilhando estas linhas no intuito de agradecer a quem tão bem descreve aquele cantinho que até tem uma "estrelinha", que foi uma novidade para mim, que vivi lá bem perto dela e nunca sequer a vi e que agora percebi que é um pássaro apaixonado pela Lagoínha e que cativa quem consegue por a vista em cima, descobrindo-o na timidez do seu canto de "água tão pura, tão fresca, tão cristalina!", conforme descreve o autor, que por incrível que pareça, nunca consegui lá chegar.
Imploro, por favor, levem-me à Lagoínha e a mais alguém que se associe nesta "Caminhada à Lagoínha", com direito a tomar depois um aperitivo no restaurante, novinho em folha, do "Ti Choa".
Garanto que a Lagoínha ia acolher as minhas lágrimas de alegria e felicidade por estar a visitar as águas dos meus antepassados.
Rosa Silva ("Azoriana")

Mais um rico dia de férias

Que dizer de uma sala onde se encontram emudecidas oito pessoas, contando comigo, e nenhuma se sorrir (ou quase rir em surdina) se não eu? Decididamente vão pensar que sou a única que enlouqueceu (em surdina) e ainda por cima, se vos revelar o local deste curioso acontecimento...

Gosto de silêncio e escolhi o silêncio da sala de leitura de jornais que são as únicas coisas que barulham o ambiente no folhear jeitoso para pesquisa dos anos que já lá vão mas que trazem, por vezes, sorrisos. (Um aparte: é que estar de férias e não sorrir não devia constar do plano de ninguém nem nesses dias de repouso de outras salas).

Já adivinharam onde eu passei mais uma tarde? Eu ajudo...




Foi na Biblioteca Pública e Arquivo de Angra do Heroísmo, enquanto posso porque daqui a nada tenho as festas que vão ocupar-me o cérebro e as restantes peças do corpinho, salvo seja.

De repente, olhei para a porta e vi uma criança dirigir-se a mim repleta de sorrisos e ri-me. Era o meu filho que já apanhou o tique da mãe... biblioteca com ele :)

Ele a ver revistas, eu a vasculhar maços de jornais do ano 2000. Até que enfim que encontrei o sublime, o invejável "Folhetim" que me deu a sensação de ser o primeiro, cujo título era "Quem não trabuca, não manduca", assinado no canto superior direito, da página 7, do «Diário Insular» de 4 de Junho de 2000, na Crónica de Domingo, que me alegrou na sala de leitura da autoria de Luiz Fagundes Duarte (Luiz com "z" - ainda hei-de perguntar o porquê).

E pronto, fico por aqui pois ainda é muito cedo para contar a razão desta minha dedicação à arte do bem escrever de um conterrâneo. Já que não consigo falar com o próprio, vou escrevendo e quem sabe um dia ele coloca o olhar neste blogue e comenta qualquer coisinha.

Ah! Outro aparte:

Pelo que vou lendo e vendo nos jornais, que são o nosso património com um valor incalculável, quem ocupa cargos políticos por todo o lado, nomeadamente no arquipélago dos Açores, muito trabalho tem em inaugurações, cerimónias aqui e acolá, opiniões, satisfações e outras impressões que lhes dão mais aflições, etc... É caso para finalizar com este pensamento: Ó quanto custa governar por terra e por mar!

Rosa Silva ("Azoriana)

Ao poeta Fernando Reis Costa - Coimbra

1º aniversário de "Ventos que passam"

"Ventos que passam" festeja
O primeiro aniversário:
Desejo que a alegria esteja
No encanto do seu diário.


Na brisa amiga que mando
Envolta do melhor carinho
Chegue ao poeta Fernando
Não se engane no caminho.


Aceite esta humilde oferta
Pétalas que vou desfolhando
Se a inspiração desperta
Um pouco de vez em quando.


Resta-me deixar o abraço
Com a maior satisfação
Porque este seu espaço
É lindo, cativa o coração.


Parabéns! Parabéns!
Dos Açores, ilha Terceira para o amigo, poeta de Coimbra.

Deixo o link para um dos poemas que me atraiu entre tantos outros que são lindos.

Andei à cata do "Folhetim" do Serretense - Luiz Fagundes Duarte

Outro título que convinha para o meu artigo de hoje, e que não lhe ficava nada mal, seria: "As homenagens querem-se em vida", ou ainda, "Os sorrisos que vos dou". Fiquei-me pela primeira ocorrência do dia, desde que a cama me espantou o sono. Não obstante e todavia cá vai a minha inspiração que combina com o primeiro título, sem obedecer a regras porque a regra do coração é a que tenho sempre à mão para homenagear as pessoas que de alguma forma têm o seu valor e cuja simpatia presenteia um e qualquer dia.



A primeira pessoa é o mote deste artigo e trata-se de Luiz Fagundes Duarte, licenciado em Filologia Românica (1981), mestre em Linguística Portuguesa Histórica (1986) e doutor em Linguística Portuguesa/Crítica Textual (1990); é professor associado, com agregação, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; oriundo da freguesia da Serreta e que nunca a esquece. Eu já o conhecia antes disto tudo por também ser natural da mesma freguesia que bastante já chamei à cena bloguista. Pese embora termos tido poucas conversas, só o seu sorriso me basta porque ele volta em cada "Folhetim" que leio da autoria dele. Entretanto, o que pode acontecer se algum dia ele ler este artigo é sorrir-me de novo ou, então, responder-me com outro artigo a criticar os erros de linguística da "piquena" da Matilde.



Adoro a escrita do Fagundes Duarte e sobre ele não escrevo mais porque não convivi com ele. É que eu morava cá para a ponta da Serreta e ele no centro e raramente falavamos. Avistava-o na frente da sua casa em dias festivos e recentemente trocámos cumprimentos mesmo à berma do caminho, que antigamente se chamava valeta: os sorrisos estiveram mais perto.



A outra pessoa que também é importante neste artigo é o director do jornal "Diário Insular", Dr. José Lourenço, que teve muita paciência para me ajudar a ir ao encontro do Fagundes Duarte bem antes de 13 de Abril de 2003, data da inauguração da revista domingueira deste jornal.



Faço agora a homenagem aos dois, ao meu estilo:


 


Entre sorrisos



Num misto de sorrisos grandes,

Com saudade e muita ternura

Por ti, onde quer qu'inda andes,

Dediquei um tempo à leitura.



E com a ajuda do doutor,

Que prestou o amável serviço:

José Lourenço é o director,

Que tem muito a ver com isso.



Nas páginas do seu diário

Rolam mil e uma ideias;

Desta vez o calendário

Não precisa de mais candeias.



Sim! Fez-se luz na minha mente,

Quando consegui o(s) "Folhetim"

Do Serretense sapiente

De letras com gosto d'alfenim.



Foi muito boa esta colheita,

No jornal da nobre cidade,

Que da sua janela espreita

O Porto da nossa vaidade.



Depois da gentil simpatia,

Cabe-me agora agradecer

Pela prestação deste dia

D'alguns artigos me fornecer.



Pois são do Fagundes Duarte

Que é zeloso p'la Serreta;

E com o toque da bel'Arte

Nunca a deixará na gaveta.



E nestes versos sem medidas

Com que talho a fraca rima,

Faço agora as despedidas

A razão virá ao de cima.



Nem importa se é mal feita

Uma rima de ocasião:

Sinto-me muito satisfeita

Com meus versos de coração.



E adeus que me vou embora

Adeus que embora me vou:

Ao Diário canto agora

Que em alegrias me deixou.



Rosa Silva ("Azoriana")

Arminda Alvernaz, fadista picoense em São Bento - Angra do Heroísmo




Domingo à noite foi o momento do fado na voz da fadista picoense, Arminda Alvernaz, que deu um tom alegre e entusiasmou as pessoas, presentes no Largo de São Bento, a acompanhá-la nos belos poemas, muitos deles já bem conhecidos.

Não sou muito apreciadora de fado, mas na voz de Arminda Alvernaz é impossível ficar indiferente. Gostei e dou os parabéns e elogio a artista que veio da ilha que conheço bem.

Mas há uma outra melodia que me ficou no ouvido e após uma pesquisa na internet encontrei um vídeo com imagens e a canção que foi colocada pelo assistente de som. Basta seguir este link para ouvirem.

Hoje, após um dia de limpeza minuciosa, ainda tive vontade de escrever o que se segue:


Como é linda cada ilha


Na doce voz que a partilha:


É feita de amor e saudade


Com um hino de verdade,


“Estudante ilhéu” e seu refrão


Sempre me toca o coração.


 


Quando a noite chegar


E a saudade apertar


Fecha os olhos e sonha então


Com a lua e o mar


Com a terra e o lar


E adormece ouvindo esta canção.


 


Nossa terra é uma maravilha


Vista do mar quase em quilha


Com o sorriso da lua


A brilhar em cada rua


Quando disso te lembrares


Canta, canta p’ra não chorares.


 


Quando a noite vier


E eu ainda cá estiver


Quero ouvir-te de novo a cantar


O hino do estudante


Saudade itinerante


Que viaja entre a terra e o mar.



Coroação do Divino Espírito Santo em São Bento - Angra do Heroísmo



Festas do Império do Largo de São Bento
Coroação do Divino Espírito
2007-07-15



Ó Espírito paráclito,
Que desceste a São Bento,
No Teu Largo eu te fito
C'o mais nobre sentimento.



No Teu Amor acredito
E nas Graças do momento;
Teu rebanho tão bonito
No Domingo deste evento.



No Império do Largo,
Que ostenta um centenário,
Teus filhos prestam bom cargo.



Mas... As crianças, Senhor,
No divino relicário,
São tão puras na alva cor!



Rosa Silva ("Azoriana")

 

Índice temático: Desenho sonetos


 


Podem ver todas as fotos da Coroação seguindo o link.


 


Mas ainda me resta anunciar a bonita surpresa com que me deparei nesta festividade religiosa:


 


O Domingo nasceu calmo após uma boa noite e nem tinha pensado sair de casa mas algo me impulsionou a seguir rumo ao Largo de São Bento após ouvir o chamamento do foguete a anunciar a concentração das crianças para a Coroação que seguiria para a Igreja, acompanhada pela Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras.


 


Levei a máquina fotográfica pois era minha intenção captar algumas imagens para vos apresentar e para ficarem para recordação... Nestas manobras, de repente, olho para o lado e meu olhar ficou caído na fisionomia de um senhor que não me era estranho, se bem que só o vira através do monitor do meu computador... e sabia que gostava de publicar as coisinhas que vou escrevendo, por mero achado do acaso... Mas estava com receio de estar equivocada e decidi aguardar mais um pouco não fosse parecer incorrecta se fosse falar com ele... Afinal não tinha certeza se era quem eu pensava que era...


 


Fui até perto da porta da Igreja de São Bento e toquei de leve no ombro do senhor que estava entusiasmado tirando algumas fotos... "Olhe... desculpe... o senhor não é o senhor José Ávila?"... A resposta foi imediata: - Sim, sou eu...


 


Cá dentro senti a emoção e logo um sorriso larguei e disse: - Eu sou a "Azoriana"...


 


Nem precisei de mais palavras, o nickname foi o suficiente para descobrir/saber que estava perante José Ávila, da "Tribuna Portuguesa". Escusado será escrever que depois dos cumprimentos alegres, a conversa foi até quase ao recolher das Coroas e à distribuição das merendeiras de massa sovada às crianças e à população que, apesar de não ser muita, se acercou dos dons do Divino Espírito Santo... Talvez por tudo isto nasceu, repentino, o mote para o começo deste artigo porque é intencional: dedico-o ao ilustre senhor José Ávila que veio da América visitar esta e outras ilhas.


 


Muita coisa mudou nas nossas ilhas e quem por cá passa nota isso sem grande esforço... Mas nunca mudará o sorriso de alegria quando se vê alguém que nos aperta a mão olhando olhos nos olhos com simpatia e partilha dos mesmos gostos ilhotas.


 


Bem haja caro amigo e que o Espírito Santo vá contigo!


 


Atrás de um sorriso há emoção neste dia da Coroação...


 


Obrigada!

«Só Fórró» canta e encanta em São Bento - Angra do Heroísmo

Mesmo sem saber cantar
Quero dar os Parabéns
P'ra também elogiar
«Só Fórró» o dom que tens.


Esta foi a quadra que me saiu, repentina, após a grata surpresa que José Fernandes, o vocalista do conjunto açoriano "Só Fórró", me fez ao dirigir-me uma cantiga para eu lhe responder.

Tive pena de não gravar na memória a quadra dele mas como não esperava esta saudação especial não a consegui reter, apenas lembro que me pedia uma cantiga. Apesar de não ter boa voz foi o que consegui na noite de sábado, 14 de Julho, que também fica na minha recordação e neste blogue bem como no blogue que trata de "Futebol, Gente e Toiros", que esteve presente nesta actuação bem ao jeito popular. Agradeço também o cumprimento do Cláudio que se dedica de alma e coração ao blogue que tenho muito gosto em visitar.

Mas as surpresas não ficam por aqui. No próximo artigo darei conta de uma outra excelente surpresa nas Festas do Império do Largo de São Bento 2007.

A propósito de um artigo de «Ideias e Ideais»

Pico - Ilha da minha saudade

Que saudades do "meu" Pico
E da tão querida freguesia;
Santo Amaro é onde fico
Se lá voltar não sei que dia.

Se passares por lá, em cortesia,
Entrega abraços aos meus,
Nessa linda pacata freguesia
Que tem o amparo de Deus.

E nas linhas que agora deixo
Vai o tamanho da saudade;
Estou por cá, não me queixo,
Recordo todos com amizade.

A ilha é sonho de pedra
Negra, altiva, exuberante;
A montanha não se quebra,
Só quebro eu por estar distante.

Azoriana

Jornais

O jornal de hoje é Diário Insular.

Consta on-line que o arquivo deste jornal conta com 40.757 desde 8 de Dezembro de 2001.

Ao colocar na pesquisa o termo "Serreta" deparei-me com o seguinte:

2001 - não foram encontradas notícias;
2002 - 5 páginas de resultados com 21 notícias;
2003 - 3 páginas de resultados com 15 notícias;
2004 - 2 páginas de resultados com 10 notícias;
2005 - 3 páginas de resultados com 15 notícias;
2006 - 3 páginas de resultados com 13 notícias.

Os temas que recaem a nossos olhos são na sua maior parte voltados para o que nos atrai à freguesia da Serreta sobretudo no mês de Setembro e prendem-se com a festa da Senhora dos Milagres, sem esquecer os que tocam à Filarmónica, ao vulcão, entre outros, e à nova atracção desportiva - o Motocross que se pratica nesta freguesia que me acolheu o berço.

Entretanto, houve uma notícia que me fez deslocar de casa até ao seu edifício, perto do mar, para ir pedir uma cópia relativa ao dia 15 de Julho de 2006, cujo título foi: "Sociedade da Serreta acolhe espectáculo". Sem dúvida alguma que este espectáculo será inesquecível para mim e para o Carlos Silveira e demais serretenses presentes nesta noite de emoções fortes. Quem me conhece saberá discernir o porquê de tanto entusiasmo...

Irei efectuar outras pesquisas mas estas vão dar-me mais algum trabalho e espero contar com a colaboração deste jornal - Diário Insular, cujo director é José Lourenço e tem à sua volta uma boa equipa.

Não tenho dúvidas de que os jornais são um instrumento e arquivo precioso e com o passar dos anos são a mostra escrita do quanto se vai fazendo nesta e noutras ilhas do arquipélago dos Açores. Se não fossem os jornalistas/jornais muito da nossa história se perderia.

Preciso lembrar que a 31 de Agosto de 2007 há uma comemoração muito especial na freguesia da Serreta a não perder. Espero sinceramente que este e outros jornais da ilha (e fora dela) façam a escrita correr em abundância e dediquem uma página, pelo menos, Àquela que acolhe milhares de pessoas ao seu altar que por sinal comemora 100 anos de existência.

Depois não digam que não foram avisados. Se algum jornalista ler este artigo oxalá me alerte para algum dos seus artigos. É sempre um grande prazer ler o que escrevem sobre a freguesia da Serreta e em cima do acontecimento.

Sedução

Brotam rimas num tom real
E mais olhares se encantam
Nessa beleza musical
Outras rimas se levantam.

Doçura assim é vital
E as linhas até cantam
Num prazer especial
De mais versos se alimentam.

Unem-se mãos junto aos olhos
E na harmonia de folhos
Nasce a obra sensação:

És oleiro de palavras
Que em vez de talhar lavras
Obra maior: Sedução.

Rosa Silva ("Azoriana")

Elogio a beleza

Há quem diga: "preferia ser feia para passar despercebida"... Eu prefiro dizer: - Gostava de ser bonita para não passar despercebida.

São os contraditórios ou as ironias do destino.

Será que a beleza física faz mudar algo no mundo ou no coração das gentes? Se não muda pelo menos ajuda a libertar sorrisos, elogios e melhor atendimento :)

O contador de visitantes...

Caros amigos/as visitantes:

Não sou muito de escrever sobre o contador de visitas mas ando com a pulga na orelha... Neste momento conta com 97.060 visitas oriundas de vários países... É caso para ficar atenta pois já falta pouco para chegar a um número que me agrada muito... Resta esperar para ver quem será que o visitante nº 100.000 e se eu tiver vida e saúde preparar-lhe-ei uma surpresa.

Portanto, fiquem atentos(as) e avisem-me se derem pela efeméride porque teria muito gosto em registá-la.

Até lá voltem sempre. Muito obrigada.

E atenção aos supersticiosos: Hoje é sexta-feira 13.

IX Corrida TVI no Campo Pequeno

A Tertúlia Tauromáquica Terceirense esteve no Campo Pequeno com o seu Grupo de Forcados, chefiado pelo cabo Belerique.

Eis alguns momentos da última pega efectuada por João Pedro Ávila que captei de propósito por ter ainda laços de família.





 

Em tempo de férias: Cartão do Cidadão e...

Após uma ida, demorada e com interrupção de energia eléctrica pelo meio, à feitura do tão desejado cartão do cidadão e depois de algum desespero pela impaciência minha e a de quem me rodeava na espera ansiosa, vi-me impelida a ir direitinha à Biblioteca Pública e Arquivo de Angra do Heroísmo. Isto pode parecer medonho para um dia de férias, mas tinha que descansar os neurónios em algo que já vinha magicando há algum tempo: procurar artigos sobre a Serreta.

Nada melhor do que recorrer aos maços de jornais com cheiro a antiguidade e, por sinal, pouco manuseados. O que procurava mesmo era a revista domingueira de um jornal local. Pena é que as tardes, neste caso, sejam curtas demais pois o entusiasmo acercou-se de mim e até encontrei crónicas muito interessantes e de um autor que jamais vou esquecer porque também ele é natural da freguesia da Serreta - Fagundes Duarte. Gosto de ler o que ele escreve sempre com um tom que me coloca um sorriso.

Eis que surgiu um motivo para sorrir tanto pela boa escrita como pela recordação de algumas vivências do passado na freguesia de onde também sou natural e residi até aos vinte e um anos de idade.

Só não consegui esticar as horas para ver tudo o que queria nas tais revistas. Tal como diz o ditado "depressa e bem há pouco quem", por isso, vou esperar que chegue outra oportunidade para me regalar na escrita de um serretense.

Fiz, entretanto, outras descobertas. Uma delas foi na revista nº 49, datada de 14/03/04, que o primeiro redondel do país localiza-se nos Biscoitos e chama-se Praça de Santo António, com a particularidade de ser um redondel quadrado - "O primeiro Alvará de corridas de toiros naquela praça, do qual ainda existe pelo menos um exemplar, data de 1885, e seja assinado pelo Conde Sieuve de Meneses, Par do Reino, Vogal do Concelho de Distrito, Secretário do Governador Civil de Angra do Heroísmo, a verdade é que a tradição popular fala de Corridas de toiros naquela Praça, em épocas anteriores".

Mas, eis que, de repente, dei por mim misturada na saudade do tempo de criança e tive que sair para voltar noutro dia, quem sabe, com o coração de menina serretense menos sensível.

07-07-07

Zero sete, zero sete, zero sete
Esta data nunca mais se repete
07-07-07


Hoje tive um momento inesquecível com a visita de familiares oriundos da Califórnia que estão hospedados num hotel da cidade e que por algumas horas confraternizaram comigo. É muito bom conhecer alguém que tem connosco laços de sangue.


Agora, na paz do meu lar, vou assistir à gala das 7 Maravilhas do Mundo, neste dia que fica marcado por repetição de zeros e setes.


Lista das 7 Maravilhas de Portugal:


Mosteiro de Alcobaça





Mosteiro dos Jerónimos




Palácio da Pena




Mosteiro da Batalha




Castelo de Óbidos




Torre de Belém




Castelo de Guimarães






Lista das 7 Maravilhas do Mundo:




Grande Muralha da China




Petra (Jordânia)




Cristo Redentor (Brasil)




Machu Picchu (Perú)




Chichén Itzá (México)




Coliseu de Roma (Itália)




Taj Mahal (Índia)





As férias

O dia-a-dia é feito de rotinas: a rotina do levantar, sair, voltar; a rotina da água, dos números, das refeições e disto e daquilo e daquele outro... Só que agora a rotina muda um bocado: São 24 dias que ainda estão por desenhar neste meu mundo caseiro. É que ficar de férias deveria ser bom mas não sou de ir a cafés; não gosto de ficar plantada em frente à televisão a ver passar programas de entretenimento sozinha; se sair estou sujeita a encantar-me com alguma montra e gastar o que não tenho. Por ora, resta-me mesmo é ficar por casa e evitar só dormir, comer, ler os e-mails "spam" em catadupa (porque os outros que gostava de ler provavelmente estão de férias e numa bonita praia, mas eu não os imito porque não sei nem nadar nem posso ficar exposta ao sol que nunca gostou da minha pele ou se calhar até gosta demais e a minha pele é que o rejeita), ou, ainda, escrever prosas como esta de início de férias. Má obra, não?

Claro que todas as noites há festas nesta nossa ilha onde a alegria dos arraiais é supostamente contagiante e lá para 22 de Julho começam as festas da Guarita que, este ano, até tenho conhecimento antecipado do programa... Mas e até lá o que tenho de fazer para combater o pensamento de que as férias, no meu caso, não tem plano estratégico nenhum, não tem rotina à vista e, por ora, resumem-se a tentar remediar a sinusite que me está a atacar a zona cimeira que até está dolorida e congestionada...

Enfim, já estou a entrar em áreas que não gosto nem vocês estão interessados em ler. Chega de prosa por agora porque o que me anima mesmo é a inspiração para o convite do:

Divino Espírito Santo


Nas festas da Guarita
Em Julho na ilha Terceira
Brilha uma fé tão bonita,
Frente à Coroa e à Bandeira!

Alva pomba que te fita
No Império em cimeira,
Mais a devoção que habita,
No Anjo à sua beira!

Promessa do povo crente,
Que dá Glória ao Divino:
- Quanta fé neste destino!

À Festa vem sorridente,
Com a Luz do Seu encanto:
- Pai, Filho e Espír'to Santo!

Rosa Silva

E até lá, deixo-vos com umas fotos maravilhosas do nosso Jardim de Angra, da autoria do meu filho mais novo.




(Veja o resto das imagens)

Ao ler "Desambientado" esculpi um comentário...

Eu gostava de esculpir o amor
Em sítios onde afogasse a dor
A tristeza e a melancolia
Que grassa no dia-a-dia.

Em lares desfeitos da verdade
Pela falta de maior caridade
E já não sei mais que faria
Para ver nos olhares alegria...

E gostava de pedir a Deus
Que olhasse pelos filhos seus
E em cada lar a felicidade
Tomasse conta com sinceridade.

E gritava bem alto sem medo
Que no amor não haja segredo
Na fé se abrace a maior partilha
Que Deus formou em cada ilha.

Nota: inspirada no artigo "Terra, mãe espirituosa", de Félix Rodrigues - Blog "Desambientado".

Mar inteiro

À tarde fui ver de longe o mar,
Que coube inteiro nos meus olhos,
E num jato solto vi rodopiar,
A beleza d'águas em loucos folhos.

Tu não estavas lá p'ra me avistar,
E dar-me alegrias, beijos aos molhos,
Apenas as velas sempre a balançar
Da saudade fresca presa aos antolhos.

Cercada p'la brisa muito serena
Deixei-me ser de novo qual pequena
E brinquei de verde naquela água...

Rente à terra de azul toquei o céu
Cristalino como se fosse véu
E fiz fugir de mim o sal da mágoa.

Rosa Silva ("Azoriana")

Festas do Império da Caridade em Angra do Heroísmo

Se em cada canto há uma festa
E há um canto em cada Império
É a vez do canto sair-me nesta
Porque Caridade é canto do casario.

Império da Caridade, no Corpo Santo,
Datado de mil oitocentos e noventa e cinco
Decorrem as Festas do Espírito Santo
E o programa fica exposto com afinco.









(clique nas imagens para ampliar)

Sanjoaninas 2007 no fim...





Adeus
Sanjoaninas
2007


Estavas linda
Marina de
Angra

As pombas
festejam
no Jardim



A Filarmónica alegra as gentes
e as flores



De um canteiro
mesclado


E na última noite
desfilam as Filarmónicas
da Ilha Terceira



A mais antiga
da Ilha
é a da Serreta...



Enquanto a tarde foi doce
de alfenim...







A noite trouxe
o luar rajado
de estrelas
de artifício



E Angra por
ser tão bela...







Continua nas
Rotas do
Mundo



FIM