Outro título que convinha para o meu artigo de hoje, e que não lhe ficava nada mal, seria: "As homenagens querem-se em vida", ou ainda, "Os sorrisos que vos dou". Fiquei-me pela primeira ocorrência do dia, desde que a cama me espantou o sono. Não obstante e todavia cá vai a minha inspiração que combina com o primeiro título, sem obedecer a regras porque a regra do coração é a que tenho sempre à mão para homenagear as pessoas que de alguma forma têm o seu valor e cuja simpatia presenteia um e qualquer dia.
A primeira pessoa é o mote deste artigo e trata-se de Luiz Fagundes Duarte, licenciado em Filologia Românica (1981), mestre em Linguística Portuguesa Histórica (1986) e doutor em Linguística Portuguesa/Crítica Textual (1990); é professor associado, com agregação, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa; oriundo da freguesia da Serreta e que nunca a esquece. Eu já o conhecia antes disto tudo por também ser natural da mesma freguesia que bastante já chamei à cena bloguista. Pese embora termos tido poucas conversas, só o seu sorriso me basta porque ele volta em cada "Folhetim" que leio da autoria dele. Entretanto, o que pode acontecer se algum dia ele ler este artigo é sorrir-me de novo ou, então, responder-me com outro artigo a criticar os erros de linguística da "piquena" da Matilde.
Adoro a escrita do Fagundes Duarte e sobre ele não escrevo mais porque não convivi com ele. É que eu morava cá para a ponta da Serreta e ele no centro e raramente falavamos. Avistava-o na frente da sua casa em dias festivos e recentemente trocámos cumprimentos mesmo à berma do caminho, que antigamente se chamava valeta: os sorrisos estiveram mais perto.
A outra pessoa que também é importante neste artigo é o director do jornal "Diário Insular", Dr. José Lourenço, que teve muita paciência para me ajudar a ir ao encontro do Fagundes Duarte bem antes de 13 de Abril de 2003, data da inauguração da revista domingueira deste jornal.
Faço agora a homenagem aos dois, ao meu estilo:
Entre sorrisos
Num misto de sorrisos grandes,
Com saudade e muita ternura
Por ti, onde quer qu'inda andes,
Dediquei um tempo à leitura.
E com a ajuda do doutor,
Que prestou o amável serviço:
José Lourenço é o director,
Que tem muito a ver com isso.
Nas páginas do seu diário
Rolam mil e uma ideias;
Desta vez o calendário
Não precisa de mais candeias.
Sim! Fez-se luz na minha mente,
Quando consegui o(s) "Folhetim"
Do Serretense sapiente
De letras com gosto d'alfenim.
Foi muito boa esta colheita,
No jornal da nobre cidade,
Que da sua janela espreita
O Porto da nossa vaidade.
Depois da gentil simpatia,
Cabe-me agora agradecer
Pela prestação deste dia
D'alguns artigos me fornecer.
Pois são do Fagundes Duarte
Que é zeloso p'la Serreta;
E com o toque da bel'Arte
Nunca a deixará na gaveta.
E nestes versos sem medidas
Com que talho a fraca rima,
Faço agora as despedidas
A razão virá ao de cima.
Nem importa se é mal feita
Uma rima de ocasião:
Sinto-me muito satisfeita
Com meus versos de coração.
E adeus que me vou embora
Adeus que embora me vou:
Ao Diário canto agora
Que em alegrias me deixou.
Rosa Silva ("Azoriana")
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