Arte



Arte ó coisa bela
que até me deixa suspensa
como poderei tê-la
sempre na minha presença?!

Dentro do meu coração
lutam artes duvidosas
é com grande emoção
que as coloco amorosas.

Eu amo tudo o que é belo
mesmo que feio possa ser
há-de haver algo singelo
que me faça envaidecer!

Será que a arte tem graça?
será que tem algum proveito?
olha como cada ser passa
nem sempre tudo é perfeito.

Deixo-me ficar a ver a arte
que seduz qualquer olhar
ela está em toda a parte
haja tempo neste sonhar!

Azoriana

Um rasto de beleza!

Eu estou entupida para escrever seja o que for.
A cabeça arrasta os restos da festa... Linda!
Sinto-me como uma farpa a tecer acolchoados alvos de neve
e que depois ficam adormecidos
num fundo de gaveta que cheira a saudade;
É verdade!
As saudades de mais... festa!
Há, ainda, um rasto de beleza...



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Azoriana

Uma nova corrente - Música

Aceitei o novo desafio que me foi enviado pelo simpático amigo de Parada de Gonta.

Espaço ocupado no pc por música:

0.0 Não costumo guardar músicas no pc.

O último cd que comprei:

"Quiquinmanda" - Música dos Andes EQUADOR

A música que estou a ouvir no momento:

Sons d’Aldeia – ROMARIA - Cantando a Terra e as Gentes e
Sanjoaninas 2005 - Angra, Baía de Encanto

As cinco músicas que mais ouço e/ou Grupos Musicais:

A Romaria; Scorpions; Vários Artistas (Colectâneas); Pedro Abrunhosa; João Pedro Pais.

Passo o desafio a:

Frases e Poemas porque é de um amigo de longa data que não me vai deixar ficar mal.

II Aniversário do Blog "foguetabraze"

Foi a explosão d'uma típica frase
Que fez nascer atento blog - diário,
Nuno Barata o seu signatário
Confina-se ao eco "foguetabraze".

A festa do segundo ano é quase
Aplausos por mais um aniversário
Veste de brio qualquer comentário;
Foi bom comentador numa outra fase.

Sucesso estampado em leves cores
Atento aos olhares do dia-a-dia
Num abraço reune blogs dos Açores.

Uma homenagem feita com alegria:
Sorrisos irradiam das nossas flores
Parabéns! Este um postal de simpatia!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Desenho sonetos

Quadras a São João - 2005

Colectânea de quadras a várias mãos:

"Lua e Sol beijem o mar
que banha a Ilha Terceira,
São João é p'ra reinar,
dia afora e noite inteira."
Autor: AbGalvão

"Santo António casamenteiro
Olha pra mim, quero casar,
Mas não é com o primeiro
Que me apareça a cantar."
Autor: Biazocas

"Santo António casamenteiro
eu tambem quero casar
pode ser com a primeira
que um dia me saiba amar"
Autor: Robes_27

"Vem aí o S. Joao
meu Santinho casamenteiro
vê se trazes um bom casamento
para todas as azoreanas"
Autor: UncookedTony

"É linda a nossa Terceira
Vestida dos seus lindos festejos
serás a vida inteira
uma rosa cheia de beijos.

O padroeiro São João
abencoe os namorados
Passeando mão na mão
um dia serão casados."
Autor: Francisca

Nota: Por favor junta a tua quadra no comentário que depois será listada no artigo. Muito Obrigado e eis a minha:

Viva o amigo São João
Nesta festa de encantar
E se tens bom coração
Vem p'ra rua cantar!

Azoriana

É dia de São João!

JOÃO DOS OVOS, OLÉ!

I
Chamava-se João. Não era santo.
Apenas foi figura popular,
Daquelas que o povo ama tanto
E guarda como herança de estimar.
Nascido nesta ilha engraçada,
Arraçado de um salero sem medida,
Formado na escola da tourada,
Foi na rua que aprendeu o que era a vida.

II
Mais prosa que fidalgo sem dinheiro,
Mais livre do que ave em viagem,
João foi o capinha derradeiro
Do passe ao nosso toiro da coragem.
O guarda-sol no braço era o selo
De um estilo que jamais foi esquecido.
Tão lindo! Pois o toiro, só em vê-lo,
Já sabia que o João era atrevido!

III
A graça que esbanjava no caminho,
Assim como se dava em amizade,
Faz, dele, esta memória de carinho
Deposta no palanque da saudade.
Corsário que a gente admirava
Quando alguém lhe puxava p'la veneta.
Mas era assim que o povo o amava.
Com João, quem não pode não se meta.

Refrão:
Este senhor,
De nome João,
Quem é? Quem é?
Diz o povo desta ilha
A gritar do coração:
João dos Ovos!
Olé! Olé!


Texto: Álamo Oliveira
Música: Carlos Alberto Moniz

Este é um dos temas que faz parte do CD - Sanjoaninas 2005.
Tive esta linda oferta da Comissão. Já agradeci pessoalmente e agora agradeço publicamente.

E a vós digo: - Viva! Viva!
Que a alegria estampada em cada rosto
Traz-nos um ano bem disposto!
Viva a mui nobre cidade de Angra do Heroísmo
Em festa tão bem vivida
Mão cheia de amor e patriotismo,
Foi por vós assinalada com gosto,
Neste que é um lema muito bem posto,
Álamo de Oliveira, com sua poesia tão querida!

Angra, Baía de Encanto

I
Angra, baía de encanto;
Verso tecido ao luar;
Mesa de água onde janto
Ondas vadias do mar;
Sonho por mim navegado
Em noite de São João.
Anda, vem pôr-te ao meu lado!
Tu não me digas que não!

II
A festa desta cidade
É toda feita de gente,
Que veste, por amizade,
Toda a alegria que sente!
E, na varanda, pendura
A sua colcha lilás.
Ó meu amor, quem me cura,
Se nem um beijo me dás?!

III
Marcha com versos rimados
No mar azul da baía,
Como se fossem pintados
À mão p'la nossa poesia.
Vê-la, na rua, passando,
É um prazer sem ter fim.
Ai meu amor, até quando
Vais ser assim para mim?!

Refrão:
Na nossa marcha,
Quem não canta fica mal;
Quem não baila fica igual
E é bem feito!
Anda para cá,
Que o amor, p'lo São João,
É pegar-deixar da mão.
Vai tudo a eito!
Tu não me digas,
Nem sequer por brincadeira,
Que não saltas a fogueira,
Que é toda tua!
Ouve o que diz
Nosso amigo São João:
«Quem tem medo compra um cão
E vem pra rua!»


Texto: Álamo Oliveira
Música: Carlos Alberto Moniz

Notícia (4) - Improvisadores da Ilha Terceira

Os improvisadores da Terceira
Pela Rua da Sé desfilaram
A sua actuação foi certeira
Em frente ao Lusitânia pararam.

Eram oito os cantadores
Cantaram ao antigo Convento
Todos deram seus louvores
À frente de cada monumento.

Eu não consegui rascunhar
A cantoria por inteiro
Apenas aqui vou destacar
As que o ouvido foi certeiro:

Era um convento exemplar
Onde se usava a verdade
Nele deixaram de orar
Foi para comércio da cidade.

Mas o Convento já acabou
Ele ainda era maior
O banco já encerrou
E a TAP esteve melhor.

Neste Convento havia Fé
P'ra quem queria receber
Hoje transformou-se nisso que é
Sem sabermos o que vai ser.

Antigamente se rezou
Quem tivesse devoção
O banco já encerrou
A TAP atrasa o avião.

Seguiu-se a marcha lenta
Rumo à Sé Catedral
Toda a gente fica atenta
Para a quadra triunfal:

És a Mãe de todas as Igrejas
Com riqueza e com valores
E nós lutamos p'ra que sejas
A mais bela dos Açores.

Nesta Igreja se reunem
Os cristãos e irmãos seus
E depois suas mãos unem
Pedindo perdão a Deus.

Olhamos e vemos um Templo
Com duas torres e uma cruz
E lá dentro há o exemplo
E a doutrina de Jesus.

Em setenta e quatro a revolução
Deu ao País a liberdade
Vemos a Fé e a devoção
Reduzida para metade.

João Paulo deixou de ser
Quem pregava docemente
Mas hoje continua a viver
No coração da nossa gente.

Temos a Igreja que tapa
As casas que estão atrás
À frente o busto do Papa
Que foi o Apóstolo da Paz.

Já não anda e já não corre
Já não está à nossa frente
Mas um homem assim nunca morre
Na alma da nossa gente.

Foi o Papa da juventude
E conseguiu mais fiéis
E que Deus dê vida e saúde
Agora ao Bento XVI.


O cortejo prosseguiu
P'ra rua de São João
O Pezinho sempre se ouviu
Esta é nossa tradição.

Os bezerros enfeitados
Deram folia ao caminhar
Os seis bem aparelhados
Os pastores sabem alinhar:

Do Angrense vou falar
Que foi ele casa primeira
Que foi campeão insular
Que deu nome à Terceira.

Eu te canto com ansiedade
Porque tu mostras um bom porte
Já foste orgulho da cidade
Hoje tu procuras a sorte.

Meu coração aqui não sangra
Esta cor não me pertence
Mas como sou natural d'Angra
Sou obrigado a ser Angrense.

Eu não quero ser impertinente
Mas peço a estas almas
Que p'ro senhor presidente
Lhe dêem uma salva de palmas.

Aqui passa-se um bom serão
Mas quem estiver já cansado
E quiser outra diversão
É bater à porta do lado.

Ó João te cumprimento
Por te ter muita amizade
Mas por essa porta dentro
Já não é para a minha idade.


Uma parada se deu
Para molhar a palavra
O Angrense ofereceu
Ânimo p'ra outra quadra.

António Mota o primeiro
José Pereira ao lado ía
Agostinho Simões o terceiro
Helder Pereira logo seguia.

José Eliseu jovem cantor
Marcelo Dias outro elemento
João Leonel é mais um cantor
João Angelo finda o segmento.

Ao cabo de cima da rua
Está a imagem de São João
Cada qual improvisa a sua
Conforme o que dita a razão:

São João teve carinho
Teve poder que se encerra
Foi quem preparou o caminho
P'ro Rei dos Céus e da terra.

São João alivia a cruz
De quem te canta docemente
Se Tu baptizaste Jesus
Abençoa esta gente.

Esta esquina é diferente
De todas as outras esquinas
Porque aqui esteve a semente
Das festas Sanjoaninas.

Que São João neste dia
No seu palanque se segure
Também no seu tempo não havia
Nem pedicure nem manicure.

Mas o que aqui mais se expande
Nem só tua Graça Divina
Na tua alma foste Homem grande
Numa imagem tão pequenina.

São João foi p'ro deserto
Para a alma defender
Pois se ele andasse mais perto
Tinha tanto que fazer.


Praça Velha espera a final
Do cortejo triunfante
Aclama-se este pessoal
Para nós tão dignificante.

Fizeram uma saudação
À Comissão das nossas festas
Tiveram um grande trabalhão
As provas são manifestas:

O Paulo trabalhou bem
E vai ser, diz este povo
Homenageado de quem
Mora no Caminho Novo.

Paulo, eu sei que és capaz
De levar isto até ao fim
Mas há uma semana atrás
Tu não sorrias assim.


À porta da Câmara Municipal
Culminou a cantoria
Os elogios o mote principal
Que cada qual proferia.

O senhor Presidente
A todos cumprimentou
O sorriso era evidente
Sinal de que lhe agradou.

Estas festas são assim
Cheias de encanto e beleza
Agora tem de ser o fim
Gostei muito concerteza.

Tal pena eu não participar
Nesta feliz desgarrada
Será que sabia improvisar
Ao pé desta gente afamada!?

Resta-me agora despedir
A vós deixo uma saudação
Desculpas eu quero pedir
Pelas falhas da publicação.

Aqui deixo um memorial
Do improviso na Terceira
Um louvor muito especial
Nesta quadra derradeira.

Rosa Silva ("Azoriana")

Notícia (3) - O Cortejo Etnográfico

Teve lugar no Domingo, dia 19 de Junho, o Cortejo Etnográfico, enquadrado nas Festas Sanjoaninas 2005.
Como sempre, é um desfile que relembra o passado nas suas brincadeiras e afazeres do povo açoriano divertido, honrado e trabalhador.
Eis um pouco do que relembro:

Na primeira parte do desfile
Seguem crianças a brincar com bolas de sabão
Saltam à corda, fazem rodas cantando,

Nas sacas de lona enfiam os pés
E seguem aos saltos por citadino chão.

"A Teresinha de Jesus
Deu uma queda foi ao chão
Acudiu três cavaleiros
Todos de chapéu na mão.

O primeiro era seu pai,
o segundo seu irmão,
o terceiro foi aquele
que a Teresinha deu a mão."

Esta cantiga é antiga
bem como as bonecas de pano;
Galochas ressoam no leve passo
Jogos de arco e pião, carrinho de mão,
Pequenos quadros de ardósia
eram os cadernos da escola.

Depois continua a ilustração
do percurso da aguilhada,
da saca de retalhos,
da lata do leite e do guarda-sol todo preto;
da tourada à corda com pastores a rigor

os destemidos valentes de sempre.

A demonstração do jogo do pau da classe jovem,
em plena Rua da Sé,
defendendo-se agilmente
e se assim não for
levam um paulada num instante...

Os potes de água ao quadril das donzelas,
Ceifeiras desfilam prendadas
forquilha, pá, rodo, grade, celha
cestos de asa, espadana
saca de lona com a erva
o património das nossas gentes!

O vendedor de peneiras
o das laranjas sumarentas
o das socas de milho da ilha Terceira,
o de amendoim, tremoços e favas torradas.

Os pescadores também estão alinhados
com a lanterna da cera na mão
p'ras pescarias de farta escuridão.
Há redes e calças arregaçadas
para não ficarem alagadas!

Os caçador carregado de coelhos,
mais a caixa para o furão;
o cabreiro e o pastor no mesmo andar
levam as cabaças a tiracolo
as cabras e ovelhas vão guiar.

A cena continua na rua
desfila o carneiro puxando a carrocinha,
a lã das ovelhas vai p'ro tear
e as tecedeiras tem aqui aplaudido tecer.

Leiteiros nos seus jumentos,
e a carroça que distribui o leite
sem nunca esquecer o cão-de-guarda
nem tão pouco o comerciante das galinhas.

Moleiro não pode faltar
com punhados de farinha
que vai atirando aos presentes,
outrora eram os devedores,
que temiam estes repentes.

Carro com a rapa do mato,
para cozer o pão alvo
que o distribuidor, no seu carro de mão
levava aos mais de perto
e se fosse para mais longe
servia-se do carro do pão puxado pelo cavalo
para a clientela das freguesias.

É então que surgem os cavaleiros trajados
e com seus chapéus emplumados
a saudade atinge o nosso olhar,
são assim relembrados os antepassados.

Não podia faltar o típico carro de bois
as carroças puxadas por cavalos,
os trajes tradicionais em cores garridas
e dos tocadores de violas regionais
agora são de grupos folclóricos.

O milho torrado na saquinha de retalhos
p'ros dias de festa em terra brava
riscam os ares vozes e cantares
de uma bela aurora.

Seguem-se os pares
a junta de vacas, quase gémeas;
o casal asseado, de rico traje
leva a escritura da nova casa,
o chapéu e guarda-sol sempre a acompanhar.

As sacas de folha,
os pastores
as alfaias agrícolas a desfilar:
sachadeira, grade, arado,
cangas, sacas de folhada
cestos de vimes e de costas
e outras coisas mais...

E para a hora da refeição
a mulher leva o farnel
na cesta suspensa no braço.

A muda de casa, cena hilariante,
o pote da água, a panela de ferro,
a cama, colchão, o berço,
a celha, uma variedade de cestos,
as caixas de madeira para medir:
rasoira, meio alqueire, quarta,
meia-quarta e maquia
era tudo o que havia;
peneiras, até as ratoeiras,
as latas de leite, o regador
a pá do pão,
o varredor do forno de lenha,
e até o pau com mexedor;
luz de petróleo, griseta,
pratos e jarro de vinho,
e até desfila o penico
também entra no "bailarico"!

Passa-se agora à vindima
sem esquecer nenhum pormenor:
os cestos de costas e de asas
o lagar e o afamado garrafão
as canecas de barro e o canjirão;
a pipa do vinho de cheiro
em cima do carro de bois
e a cantoria do rodado lisonjeiro.

As meninas risonhas o dão a beber
e fazem nos rostos o sorriso brilhar
ao ouvir este cantar:

"O vinho é sangue de Cristo
Para quem o bebe à tabela
Mas a água está mais que visto
Não se pode passar sem ela!"

Vem agora o porco bem criado
prontinho para a sua matança
e os apetrechos estão alinhados:
o banco, as facas, as canas
as pedras, a salgadeira,
a panela de ferro e a trempe
alguidar para lavar as tripas
com folhas de milho, rama de cebola
e o sabão "macaco" para esfregá-las;
a salsa e as limas para aromatizá-las.

Outro alguidar já vai cheio
dos ingredientes para as morcelas
tudo isto aos quadris de donzelas,
e outras que levam os brindes
queijo, figos passados,

biscoitos, bolachas e coisas boas.

Não pode faltar o mata-bicho
licoroso e a angelica
aguardente num cantar a preceito
e "Vai tudo a eito".

Por fim fez-se representar
a união dos noivos à moda antiga
padrinhos e convidados tudo ali à maneira
e as sacas de retalhos com as ofertas.
A tradição desfila aos pares
a dama de capote não faltou
nem o padre, o sacristão
e o bispo benzendo com a mão
compenetrado nesta missão!

A camada nobre da sociedade
em vestimenta deslumbrante
segue em cores de alegria festiva
sorriem para toda a gente!

O Charabã é transporte colectivo
puxado por vistosos cavalos
a abastança de outros tempos
encerra este belo desfile:
os usos e costumes regionais,
deste povo Terceirense.

Fecha então o cortejo
o terceiro Charabã, de maior beleza,
digno de qualquer realeza...

Fecho este expositivo
de mais um dia significativo
das festas Sanjoaninas 2005.

Bem hajam a todos!

Azoriana

Notícia (2) - Sanjoaninas 2005

Aos dezoito dias do mês de Junho do ano de dois mil e cinco, pelas vinte e duas horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, foi divulgado o resultado do Concurso Jogos Florais, promovido pela Comissão das Sanjoaninas 2005, pelo Chefe do Protocolo Hugo Pereira. Foi feita uma introdução pelo Dr. Marcolino Candeias e foram apresentadas as modalidades premiadas perante a assistência, na presença da Rainha das Festas e o restante séquito real.

Abaixo, encontra-se uma capa improvisada para o efeito bem como o soneto do pseudónimo Cidália Miravento, Cântino ao Divino, da autoria da azoriana. Logo a seguir, listam-se dois excertos dos certificados atribuídos aos segundos prémios, do Soneto e da Quadra Popular a São João.
Mais se declara que foram lidas as quadras populares, o soneto e o conto premiado e a entrega dos prémios foi feita acompanhada de um sorriso da Rainha Vânia Borges.
O sarau terminou com a actuação do Quarteto de Guitarras José Lobão do Conservatório de Angra do Heroísmo, interpretando "Concerto RV 93 - António Vivaldi".
Não havendo mais nada a tratar deu-se por encerrado um dos quadros do segundo dia das Festas de São João da Ilha Terceira, Açores.

Rosa Silva ("Azoriana")


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=5138


Índice temático: Onda de Sonetos


 
















São João és tão festeiro
Que não poupas a ninguém
Para mim és o primeiro
Nem que fique sem vintém.


Cidália Miravento


1º Dia das Festas Sanjoaninas

Boa sorte é o que vos desejo
Em Angra há Festa com jeito
Na abertura vem o Cortejo
Séquito Real segue perfeito!

Nas varandas da cidade
Cheira a búzios e a mar
Montras em solenidade
Medusas velam no ar!

Está na hora de ir ver
Vânia Borges, jovem Rainha

O desfile vai acontecer
Quero estar bem à beirinha!

E aconteceu lindo, lindo que só vendo!
Adorei! Não tenho palavras para tanta beleza.
Angra está feliz!
Parabéns a Todos.

(Leia a notícia do Jornal "A União", seguindo o link).

Lema dos carros alegóricos do desfile de abertura das Sanjoaninas 2005:


  • "À Conquista das Ilhas",
  • "Saudação aos Descobridores",
  • "Templo Encantado",
  • "A Defesa da Soberania das Ilhas"
  • "Angra à Conquista do Futuro" (A Rainha).
Azoriana

Notícia (1) - Sanjoaninas 2005

Notícias - Sanjoaninas 2005
in Jornal "A União"

"(...)
Jogos florais
premiados

Onze prémios dos catorze referidos no regulamento dos Jogos Florais das Sanjoaninas 2005 vão ser entregues durante o sarau músico-literário que se realiza amanhã, no Salão Nobre dos Paços do concelho.
Quase meia centena de trabalhos (poesia e conto) concorreram a estes jogos florais, ultrapassando-se assim, segundo a organização, as melhores expectativas.
Desde 1972 que se deixara de realizar os jogos florais. “Daí e apesar do entusiasmo de todos os intervenientes, os receios em reatar o que, na altura, era um dos pontos mais altos do programa das Sanjoaninas”.
Na modalidade da “quadra popular” foram atribuídos os três prémios previstos às composições assinadas com os seguintes pseudónimos: “Sanjoanino (3º prémio), Cidália Miravento (2º prémio) e Zé do Povo (1º prémio).
Na modalidade de soneto, foram premiados: “Mastros de São João” de Joaquim Moura (pseudónimo) com o terceiro prémio e “Cântico ao Divino” de Cidália Miravento (pseudónimo). O primeiro prémio não foi atribuído.
No entanto foram assinalados os três prémios destinados a “Poema obrigado a mote” às composições assinadas pelos pseudónimos de Gavião Romântico, Adivinho e Artesão Alentejano com os 3º, 2º e 1º prémios respectivamente.
Na categoria “Conto”, o 3º prémio foi atribuído a “A Calúnia” de Arlindo Barroca; o 2º prémio ao conto “As Festas” assinado por Alma Alentejana e o 1º prémio a “O Charabã” de Carlos Fontelo.
O júri deliberou não atribuir, por falta de mérito, nenhum dos prémios destinados a composições em verso livre."

(c) Azoriana

Jogos Florais - Sanjoaninas 2005

Estimados amigos(as) e visitantes,
A pedido de um casal de amigos, que postaram este comentário: "(...) venho pedir-te que publiques no teu blog e divulgues os prémios que te foram atribuídos, nos Jogos Florais. Muitos Parabéns! Ficamos muito felizes por ti, e por termos o privilégio da tua amizade. Beijos. Anita e Miguel.", vou fazer-lhes a vontade.
Do programa das Sanjonaninas 2005 constava o Regulamento do Concurso de Jogos Florais. Eu nem hesitei e concorri.
Falei nisto a esta amiga e ela até me deu muita força.
Preparei tudo conforme mandava o regulamento e entreguei na Câmara Municipal.
Confesso que andava intrigada com o assunto mas com o passar dos dias arejei o pensamento.
Eis que esta semana o telefone toca e eu atendi.
Era da Comissão das Sanjoaninas!
Num ápice pensei: mas o que será?
Talvez fosse alguma coisa relacionada com a véspera e pelo facto de eu ter feito uma visita ao secretariado das festas por duas razões que nem tinham a ver com concursos.
Mas afinal não era... era sim a comunicação de que eu tinha ganho o 2º prémio do soneto e também de uma quadra a São João.
Fiquei contente e ao mesmo tempo quis confirmar bem se era mesmo eu, se não se tinham enganado...
Era eu mesma!
Sendo assim, no dia 18, próximo Sábado, na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, cerca das 21:30 será feita a entrega dos prémios e fui convidada para estar lá.
Espero que quem me inspirou a escrever este soneto esteja a zelar por mim nessa hora, porque é a ela que dedico: à minha falecida mãe.
Deixo aqui o meu convite a todos que queiram estar presentes.
Obrigada Anita! Pela força que me destes e dás.

Azoriana

Uma prendinha

Dedico a um Amigo, sempre atento, e que me respondeu num artigo do seu blog. Abaixo o meu agradecimento:

Agradeço as tuas palavras
Que diriges de forma bela
Lindas são as tuas quadras
Que me sorriem nessa tela.

Se dizes que tenho talento
Não sei o que te diga:
Improviso chega como vento
E não me causa fadiga.

Mas não quero ser vaidosa
À minha mãe vou dedicar
Ofereço-lhe pétala de rosa
Com pena de não a beijar.

Tu és um amigo dedicado
Que me ouves com carinho
Estás no coração guardado
- És o meu rico amiguinho!

Gostava que cá estivesses
Neste dia de grande emoção
E que então presenciasses
O fruto da minha inspiração.

Um grande abraço e beijinhos

Azoriana

Até sempre CdG

São 23 horas do dia 14 de Junho de 2005.
O último dia de "Choque de Gerações"... confesso-lhe Joel Neto que tenho muita pena, muita pena mesmo de ser o último. Não pode ser o último! A verdade é que este Programa fez com que eu me emocionasse... confesso a lágrima... é verdade!
Sei que sou sensível a despedidas. Sei que sei tão pouco mas hoje o "Ódio de Estimação" de Luís Filipe Borges não me fez bem... é dolorosa a despedida e ainda mais quando se sabe a hora e o dia...
Mil palavras de agradecimento a toda a equipa!
Lembro que quando deparei com o Programa fui assídua e hoje sinto um vazio enorme...
Até sempre!
Até sempre!
Um abraço da Terceirense.

Azoriana

O meu artigo quatrocentos e setenta coube a...


Esta é uma parte do artigo de Nuno Barata Almeida e Sousa, incluída no blog campeão dos Açores - o Foguetabraze:
(...) "Quase dois anos passados sobre o inicio deste vosso Foguetabraze, estava longe de imaginar que o bloguesfera com epicentro nas Ilhas Atlânticas tivesse tal desenvolvimento. São cada vez mais e melhores. Dia 25 de Junho, Sábado, este blogue faz dois anos de existência. Ainda não sei o local nem a hora nem o programa mas vão se preparando para uma jantarada, estão todos convidados a pagar cada um o seu." (...)
O resto do texto é melhor irem lá ler, porque é convidativo. Basta seguir esta hiperligação
Quando li este artigo a hora já ia adiantada mas mesmo assim não resisti a alinhavar umas modestas quadras, no comentário e que incluo a seguir:

 

Mas que maravilha se aproxima
Um dia sem dúvida honroso
Foguetabraze blog amistoso
Aniversário: virá rima!?

Uma sugestão vou aqui deixar
Aos diversos comentadores
Das nove Ilhas dos Açores:
Que tal a passagem p'ro jantar!?

Já sei bem o que vão responder:
- Cada um que pague a sua!
Certo! Por isso fico na rua
Sem saber que petisco vão comer!

Nuno Barata vem à Terceira
Comemorar com mais jantarada
São João com a tasca animada
Isto sim! Tal festa à maneira!

 

Azoriana

Imortal

Quando a morte bate
leva sempre a melhor
mesmo que cause dor...

esta morte dói

a sua poesia fica imortal!

imagem na net

Eugénio de Andrade
(1923-2005)

Descansa em Paz!

Azoriana

Treze de Junho

Os responsos
Oração a Santo António

"Se milagres desejais, recorrei a Santo António,
vereis fugir o demónio e as tentações infernais.

Pela sua intercessão, foge a peste, o erro e a morte,
o fraco torna-se forte,
torna-se o enfermo são.

Recupera-se o perdido, rompe-se a dura prisão
e no auge do furacão
cede o mar embravecido.

Todos os males humanos, se moderam, se retiram,
digam-no aqueles que o viram,
digam-no os Paduanos.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo."

Esta oração foi-me ensinada em criança e ficou-me na memória. A oração das coisas perdidas e um louvor ao Santo António, o casamenteiro. Treze de Junho de 1231 foi o dia da sua partida.
Este dia 13 também fica marcado pela morte de líder histórico comunista - Álvaro Cunhal (1913-2005) e o poeta - Eugénio de Andrade (1923-2005).
A 13 de Junho de 1984 também faleceu António Variações (1944-1984), precisamente há 21 anos.
O Santo e o cantor (homónimos), partiram na mesma data, mas em um hiato de VII séculos.

Azoriana

#7 Carta à moda antiga - transcrição

Carta #7 - transcrição


"Amor

A minha noite é como um grande coração a bater.
São três e meia da manhã.
A minha noite não tem lua. A minha noite tem grandes olhos que observam fixamente uma luz cinzenta a filtrar-se pelas janelas. A minha noite chora e a almofada torna-se húmida e fria. A minha noite é longa e longa e longa e parece sempre estender-se para um fim incerto. A minha noite lança-me na tua ausência. Procuro-te, procuro o teu corpo ao meu lado, a tua respiração, o teu cheiro. A minha noite responde-me: vazio. A minha noite dá-me frio e solidão. Procuro um ponto de contacto; a tua pele. Onde estás? Onde estás? Viro-me para todos os lados, com a almofada húmida, onde a face se cola, os cabelos molhados nas têmporas. Não é possível que não estejas presente. A minha cabeça vagueia, os meus pensamentos vão, vêm e esmagam-se, o meu corpo não pode compreender. O meu corpo, este ocaso mutilado gostaria por um momento aquecer-se no teu calor, o meu corpo implora algumas horas de serenidade. A minha noite sabe que eu gostaria de te olhar, de acompanhar com as mãos cada curva do teu corpo, de identificar o teu rosto e acariciá-lo. A minha noite sufoca-me com a tua falta. A minha noite palpita de amor, aquele que tento conter mas que palpita na penumbra, em cada uma das minhas fibras. A minha noite gostaria de chamar-te mas não tem voz. Gostaria, contudo, de te chamar e de te encontrar e de se apertar um momento contra ti e de esquecer este tempo que massacra. O meu corpo não pode compreender. Ele tem tanta necessidade de ti como eu, talvez, afinal ele e eu não formemos senão um. O meu corpo precisa de ti, muitas vezes quase me curaste desta solidão. A minha noite escava-se até já não sentir a carne e o sentimento torna-se mais forte, mais agudo, despido de substância material. A minha noite queima-me de amor.
São quatro e meia da manhã.
A minha noite esgota-me. Ela bem sabe que me faltas e toda a sua obscuridade não chega para esconder essa evidência. Essa evidência brilha como uma lâmina no escuro. A minha noite gostaria de ter asas que voariam até junto de ti, que te envolveriam no teu sono e te trariam até mim. Sentir-me-ias perto de ti no teu sono, e os teus braços enlaçar-me-iam sem que acordasses. A minha noite não é boa conselheira. A minha noite pensa em ti, sonha acordada. A minha noite torna-se triste e perde-se. A minha noite acentua a minha solidão, todas as minhas solidões. O seu silêncio ouve apenas as minhas vozes interiores. A minha noite é longa, e longa, e longa. A minha noite recearia que o dia já não aparecesse mais, mas, ao mesmo tempo, a minha noite tem a sua aparição, porque o dia é um dia artificial em que cada hora conta a dobrar e sem ti não é verdadeiramente vivido. A minha noite pergunta se o meu dia não se parece com a minha noite. A minha noite tem vontade de me vestir e de me empurrar para a rua, para ir procurar o meu homem. Mas a minha noite sabe que aquilo a que se chama loucura, de toda a ordem, semeia ventos. A minha noite ama-te de todas as suas profundezas. A minha noite alimenta-se de ecos imaginários. Ela pode fazê-lo. Eu fracasso. A minha noite observa-me. O seu olhar é suave e corre furtuivamente sobre todas as coisas. A minha noite gostaria que estivesses aqui para também correr sobre ti com ternura. A minha noite aguarda-te. O meu corpo espera-te. A minha noite gostava que repousasses no côncavo do meu ombro e que eu repousasse no côncavo do teu. A minha noite quereria ser espectadora do teu gozo e do meu gozo, ver-te e ver-me estremecer de prazer. A minha noite queria ver os nossos olhares cheios de desejo. A minha noite quereria ter cada espasmo entre as mãos. A minha noite tornar-se-ia meiga. A minha noite geme em silêncio a sua solidão ao recordar-se de ti. A minha noite é longa, e longa e longa. Fica enlouquecida mas não pode afastar de mim a tua imagem, não pode submergir o meu desejo. Ela quase morre de não te saber aqui, e mata-me. A minha noite procura-te sem cessar. O meu corpo não consegue conceber que algumas ruas ou uma geografia qualquer nos separem. O meu corpo enlouquece de dor por não poder reconhecer o teu vulto ou a tua sombra no meio da minha noite. O meu corpo queria beijar-te no teu sono. O meu corpo queria dormir em plena noite e ser despertado porque tu me beijavas. A minha noite não conhece hoje sonho mais belo e mais cruel do que esse. A minha noite uiva e rasga os seus véus, a minha noite choca com o teu próprio silêncio, mas o teu corpo continua impossível de encontrar.
Fazes-me tanta, tanta falta. E as tuas palavras...
O dia está quase a nascer.
Mil beijos"

Datada de 11-03-2005

Fim da transcrição
Total: Sete cartas

#6 Carta à moda antiga - transcrição

Carta #6 - transcrição


"Se bem pensando e passando à palavra, retrocedendo o antigamento, escrêvo-te estas estas mal traçadas linhas, meu amor, para vos fazer recordar com saudasismo infinito, o que vai aqui dentro do meu sotão de recordações, ao vêr-te aproximar numa carruagem preta avuledada de vermelho por dentro puchada a quatro famosos cavalos luisitâneos. Ao virar a esquina, nossos olhos se encontrarem e brilharem como o sol abrasador, com uma aurea ardente e avassaladora, que aquecia nossos corações apaixonados.
Lembraste, como éra lindo o nosso amor?"

Datada de 04-03-2005

#5 Carta à moda antiga - transcrição

Carta #5 - transcrição


"Amore Mio!...quanta saudade!!!

Sei que você não poderá ler esta carta, mas escrevendo-a, terei a sensação de falar mais uma vez contigo.
Lembro-me de você em todos os dias da minha vida, e nas minhas lembranças, vejo-o na janela de um trem acenando para mim, quando eu cheguei cinco minutos atrasada e perdi o trem que me levaria à felicidade.
Entretanto, os momentos bons que vivemos, ficarão para sempre num cantinho do meu coração, como um alento pelo que não vivemos. Não tivemos culpa, o destino quis assim.
Os sonhos que compartilhamos, planos, projetos... foram as melhores coisas que me aconteceram, mesmo nunca tendo acontecido.
Aquela viagem que faríamos juntos, eu a fiz muitas vezes, como se em algum lugar, eu pudesse reencontrá-lo... mas nunca aconteceu.
Procurei você por muito tempo, para tentar esclarecer o que aconteceu, o mal entendido do qual fomos vítimas, mas em vão.
A pessoa que ligou para você, terminando tudo e dizendo que o odiava, que você devia afastar-se para sempre da minha vida... não era eu. Era alguém, para quem a maldade não tem limite, e conseguiu nos separar para sempre.
A minha maior tristeza, é você não saber disso...
Mas o mundo não parou de girar, apesar de toda a minha tristeza. E o show tem que continuar, ainda que o coração esteja para sempre entrelaçado de cicatrizes...
Eu espero que você esteja feliz. Eu teria sido feliz, se tivesse conseguido esquecer. Mas tenho a minha poesia, e é ela que ficará para sempre no seu lugar, como companheira de viagem da minha vida.
Beijos...
Beijos...
Beijos...

PS: nunca te vi... mas sempre te amarei."

Datada de 03-03-2005

#4 Carta à moda antiga - transcrição

Carta #4 - transcrição


"2/03/2005...não siô agora é assim 2005/03/02

Meu bão amigo Zé

Aceitei um desafio, não, nada igual aos que fazíamos na praia do fundo da Ilha, mas para escrever uma carta de Amor ou de Ódio!
Como nunca odiei ninguém e como amor é tão diversificado... não te rias, pois tal como tu... continuo a contrariar Fernando Pessoa... já que recordo com saudade, os bons momentos que passámos quando líamos as que recebíamos nas visitas às cadeias, hospitais cívis e militar! Lembras-te?
Perdi o teu rasto há vinte e oito anos...nessa terra vermelha que era tão nossa! Escrevo-te esta carta de tão longe e nem sei se alguma vez a irás ler, mas vou tentar fazê-lo sem chorar...pois claro continuo na mesma ...ou melhor... cada vez pior!
Zé, assenta-te aqui nesta ponte, com os pés pendurados sobre a Lagoa do Panguila cheinho de nenúfares e dá-me a mão...ou deixa-me encostar a minha cara no teu peito! Posso? Hummm assim mesmo!
Estou velha...estamos velhos meu amigo e sinto-me tão cansada! Tinhas razão quando naquele dia dissestes que eu ia ser muito infeliz...por amar quem nunca me iria amar...e que me lembrasse sempre de ti. Tantas vezes recordei a nossa grande amizade, a minha...pois tu ias além disso, mas Zé ambos sabíamos que nessas coisas ninguém manda e cada um tem o seu destino marcad! Mas a tua sábia leitura nas águas claras do Bengo, o mesmo que corre aos nossos pés... foi tão verdadeira!!
Mas já passou...embora a chaga se abra como uma goiaba, quando te tão madura...se toca nela!
Onde estás? Onde vives? O que fazes? O teu kissange? A molembeira ainda existe? O kapusoka ainda funciona? O toque do silêncio ainda o escutas? Ou o quartel mudou de lugar? O embondeiro ainda tem os nomes do nosso grupo, feitos com a tua pequena navalha?
Vou falar um bocadinho de mim, pouco dir-te-ei do muito que passei, pois deixaria de ser uma carta!
Vivo em Portugal! Sim Zé depois de ter estado no Brasil, vim para a “metropole”! Povo bom, mas foi duro de enfrentar, porque em nada eram alegres, fechados, tudo fechado, vive-se fechado, morre-se fechado... e o clima? só há três meses de calor e nove meses de frio, frio a que não me habituo!!
Trabalhei na mesma profissão que tínhamos e agora tou reformada!
Tive a sorte de viver pertinho do mar, o mesmo da nossa terra...e quando vou lá, seja calor ou frio...pergunto por ti ao horizonte! Mas o silêncio é sempre profundo... tão dolorosamente silencioso!!
Aquela “maboque” que pegastes na hora da partida, hoje está uma bela mulher e deu-me uma linda neta! Imagina, já sou avó e nunca pensei sentir o que sinto...Mas o que não sabes é que tenho outra filha, também linda, mas se a visses...dizias do alto do teu metro e noventa...xiii é a meniné xapada!!! E tu? Fresco e bonito como eras e és.. ah..ah... como gostaria de saber!
Queria ser suficientemente louca como fui, partir de novo não sei bem para onde, encontrar um diálogo e não um monólogo, dar mas receber, sorrir e ver sorrir, acarinhar e ser acarinhada!
Zé queria aquilo que nunca tive, mas sabes...sou feliz, porque apesar dos pesares, nada conseguiu destruir a minha capacidade de sonhar, sorrir e ter esperança, a mesma de há vinte e oito anos!
Deixo-te aqui nesta carta, o que sempre ouvistes e que anotastes no teu bloco! Ainda o tens?... a minha vida foi sempre construída de “NADAS”, mas “NADAS” tão cheios de “TUDO” e que no mar da vida há ondas fortes...(que eu chamo de momentos) onde não nos devemos afundar, porque quando elas passam, tudo se ilumina, tudo se transforma!
Pois é Zé...não é carta de amor, ou será que a amizade não é uma forma de amor?...talvez um dia, quem sabe, te encontre, aqui ou noutro local, num desses “momentos” ou talvez num desses “nadas” para poder dizer-te... que fostes, és e serás sempre o meu grande amigo no meio de tantos que tivémos e poder ouvir-te, pela primeira vez a chamares-me pelo meu nome!
Munguenê e aguardo notícias tuas na vorta dos corrêo... pá!"

Datada de 02-03-2005

#3 Carta à moda antiga - transcrição

Carta #3 - transcrição


"Meu amor,

Já lá vão quase dez anos de união e, de repente, como que de um dia para o outro, apercebi-me que sou a mulher mais feliz do mundo.
A razão não é aquela peça de roupa cara que me ofereces pelo Natal, nem mesmo os antúrios ou as rosas vermelhas que espalhas em silêncio pela casa à espera que eu as encontre. Tão pouco as massagens que me fazes, à noite, depois de um dia árduo de trabalho.
Sou a mulher mais feliz do mundo porque estás aqui. Estás aqui, ao meu lado, agora e sempre.
E porque sabes que procuro uma parte de mim através de um caminho que te é estranho tentas, sobretudo, acompanhar as minhas passadas decididas mas inseguras.
Depois, depois é fácil de perceber que chego sempre ou quase sempre a todo o objectivo a que me proponho. Pois mesmo que não o atinja, estás aqui.
Surgem-te mil perguntas, é verdade. Dúvidas e angústias. Às vezes pareces desistir e fechar a porta atrás de ti sem levar a chave no bolso.
Contudo regressas justificando que, na realidade, nunca te foste embora.
Então recomeçamos tudo de novo. Como se fosse a primeira vez. Aquela em que nos conhecemos."

Datada de 14-03-2005

#2 Carta à moda antiga - transcrição

Carta #2 - transcrição


"A Carta que não foi escrita

06 de Março de 2005


Minha amada Flor de Lotus,

Hoje amanheci com o pensamento em ti. Não que não ocupes todos os minutos das minhas horas. Mas de alguma forma me sinto muito feliz e alegre desde que passamos a dividir nossos dias e noites. E mesmo que até possamos estar distantes, é por ti que meu coração pulsa a cada minuto. Tantas vezes pensei em te dizer estas palavras, mas a oportunidade me fugia, como a areia fina da praia, onde caminhamos, escapa entre os dedos das mãos.

Sinto tua falta, sinto a saudade bater forte no peito. Lembro dos beijos ao sabor do vento e da fria brisa do mar que nos respinga no rosto, as gotas de água das ondas a quebrarem na praia, enquanto selamos nossos lábios num beijo apaixonado, como a dizer o quanto nos amamos e nos sentimos felizes, mesmo estando distante como estamos. Me vem a lembrança do teu olhar, desses olhos verde-mel, ou de um castanho-esverdeado como a água do mar, de um brilho irradiando a felicidade que sentes quando em meus braços estás. Flutuo de amor e paixão ao te ter comigo.

Passos lentos, cabelos ao vento, teus passos cadenciados me faz lembrar as poesias de Mário Quintana - em Esconderijos do Tempo - :
"Eu queria trazer-te uns versos lindos...
Trago-te apenas estas mãos vazias,
Que vão tomando a forma do teu seio."
Queria trazer-te flores, mas trago apenas o meu amor entre-laçado nestas linhas, cuja rima e inspiração é você. Quisera afagar teus cabelos negros e sentir como tantas vezes o calor do teu rosto repousando no meu peito, sentir tua respiração compassada a pedir um beijo, e convidando ao amor e a entrega sem rodeios. Quem dera nesse momento poder te abraçar, olhar e dizer com as palavras que aqui te escrevo: És, não apenas a paixão, mas a mulher, o amor da minha vida, e a razão dos meus dias.

Amo você a quem beijo com infinito carinho,

Teu Lobo das Estepes"

Datada de 06-03-2005

#1 Carta à moda antiga - transcrição

Carta #1 - transcrição


"Olá como estás?
Já tentei começar esta carta mais que uma vez, mas depois, acabo por rasgar o papel e deitar ao lixo. A verdade é que não sei tua morada, teu telefone, teu nome... Ridículo, mas é a verdade.
Todos os dias acordo a pensar em chegar cedo ao café e nada melhor para começar o dia do que ver todos os dias (dez para as oito) a tua chegada ao café, pedires sempre: "o costume" e ficar a olhar para ti aqueles minutos...
Ás vezes, ganho coragem e olho mais tempo para ti... desvio o olhar e não sei o que fazer, e ontem, bem... ontem foi o meu dia, diria de sorte e felicidade. Ganhei coragem e quando cheguei, não me sentei na minha mesa do costume. Fiquei de pé, ao balcão e esperei calmamente pela hora habitual da tua chegada, que aconteceu como é habitual à mesma hora de sempre.
A tua aproximação ao balcão foi já a dizer "o costume"... eu cheguei-me um pouco para o lado, olhaste para mim e disseste: "Bom Dia"! Naquele momento senti teu perfume, olhei para teus olhos castanhos e respondi, "Olá, Bom Dia!!!"
Aquele pequeno almoço nunca soube tão bem."

Datada de 09-03-2005

Visite "Carta à Moda Antiga"

Informo os(as) amigos(as) e visitantes em geral que está aberta a leitura e a Votação na carta à moda antiga (quem não souber do que se trata, por favor leia as regras básicas incluídas no site).
Peço a vossa colaboração na decisão pela carta favorita.
Todas são lindas mas é necessário escolher uma das sete transcritas, sem a menção do autor(a).
Após 31 de Julho de 2005, data do encerramento da votação, será revelado(a) o(a) autor(a) da carta mais votada.
Agradeço reconhecidamente a vossa colaboração.


 


Regras do Concurso Particular


Cartas de amor... quem as não tem... ou quem não gostaria de receber!?
Por isso vou divulgar as regras para quem tiver interessado em participar deste concurso particular (porque é sobretudo pelo gosto que tenho de receber uma cartinha à moda antiga, porque hoje quase não se usa a esferográfica para escrever umas poucas linhas de graciosidade) abaixo descriminadas. É importante referir que isto não é um concurso oficial, mas sim particular. As cartas não necessitam timbres ou carimbos ou quaisquer logotipos ou imagens. Simplesmente texto manuscrito.
1. Uma carta com texto ao sabor da imaginação, dirigida a pessoa da vossa estima (real ou imaginária);
2. Carta manuscrita em papel A4, sem linhas, branco (normal ou reciclado);
3. Utilizar esferográfica de cor azul;
4. Escrever três parágrafos, no mínimo;
5. Assinada com nome e apelido ou pseudónimo.
6. A data de inscrição é até 31 de Março inclusivé e é feita para o meu email;
7. O envio das cartas pode ser feito de duas maneiras: a) por correio normal para o endereço que divulgarei no acto da inscrição em resposta ao vosso primeiro e-mail; b) ou quem tiver scanner, digitalizar a carta manuscrita e enviar em anexo ao vosso email de inscrição.
8. As cartas não podem possuir termos desrespeitosos ou abusivos porque serão automaticamente excluídas da participação.
9. As cartas serão divulgadas após 31 de Março de 2005. Devem colocar a data na própria carta do dia em que foi escrita para serem validadas. a) a pessoa tem de inscrever-se por email para garantir a sua participação. b) se houver atrasos no correio normal conta a data inscrita na carta ou no envelope (até 31 de Março de 2005 inclusivé) ou a data do primeiro email de adesão. c) Mesmo que as cartas não cheguem até 31 de Março, conta a data do email de adesão. Para todos os efeitos conta a data do primeiro email em que menciona a sua inscrição em que o assunto é: "Carta à Moda Antiga" seguindo um pequeno texto, por exemplo: Eu, (nome) pretendo participar do concurso particular supracitado e comprometo-me a enviar a carta manuscrita por correio normal na (data). Assino com (indicar o nome que assina a carta).
10. Serei eu a primeira a ler as cartas.
Estimo que tenham um momento de sorrisos de ternura.


Agradecimento


Hoje!
Obrigado pela vossa manifestação de carinho...
Agora pensemos todos: Quão maravilhoso é escrever cartas...
Os que já partiram e partem sem aviso prévio quanto não gostariam de ter deixado escrita a carta mais linda:
a carta da sua presença na terra assinada com o seu suor e lágrimas de alegria.
Fico emocionada ao saber que destes grupos MSN há sempre alguém que parte sem aviso prévio
mas deixa a sua marca embelezada de um sentir.
Nunca deixem de escrever o vosso sentir por muito que ele seja mal encarado por uns tantos
e por outros beijado com a delícia das palavras!
Corre-me a dor de qualquer dia partir e não saber se fiz tudo em errado ou nada por um certo tempo...
mas foi o MEU TEMPO de sentir que deixei fluir!
Um obrigado a ti que estás a ler-me HOJE e não amanhã...
porque amanhã é muito longe e eu quero sorrir-te por agora!

(c) Azoriana

Anúncio de Dani Penhabe

Eis o Anúncio que recebi por e-mail:

"AMOR EM VERSO E PROSA"
o site que fala ao coração

Tem o prazer de lhes apresentar, a mais preciosa coletânea
de poemas referentes às festas juninas:
NOSSA CIRANDA_FESTAS JUNINAS.

www.amoremversoeprosa.com

Aguardamos você.
Obrigada, um grande abraço e até a próxima...
Dani Penhabe
Webmaster
webmaster@amoremversoeprosa.com

Sanjoaninas 2005 - Convite Terceirense

I
Uma mão cheia de actividades
Nas Sanjoaninas deste ano
Diversão p'ra todas as idades
Regidas sempre por digno plano.
II
Alto das Covas centro regional
Praça Velha música do Mundo
Porto das Pipas cenário ideal
P'ra juventude delírio jucundo.
III
Rua de São João austera
O Centro das atenções
Decoração de uma nova era
Fogueiras atiçam emoções.
IV
P'ros mais novinhos há atractivos
Dispostos na Rua da Esperança
"Funny Park" terá bons motivos
Um chamariz para toda a criança.
V
Artesanato não foi esquecido
Largo Prior do Crato é ideal
E para um povo bem vestido
Marina à noite tão jovial.
VI
Areal da Prainha não escapa
É palco do primeiro Festival
Na areia, toca o som em alta
Local, nacional e internacional.
VII
O dia mais popular marcha
O São João por excelência
Penso que toda a gente acha
Noite das Sopas sã vivência.
VIII
Uma dezena de dias festivos
Angra boa alegria preside
Quiosques, tascas, palcos efectivos
E até o desporto vos convide.
IX
Às Touradas a dedicatória
Na Praça, Porto, brava tradição
A Tertúlia Terceirense será memória
Forcados são únicos neste São João.
X
O mar beija a Baía d'Encanto
Em finita noite a luz vai brotar
Alegria na areia, quente manto
O brilho de lágrimas irá saltar!
XI
A Terceira em Junho é encanto,
E mesmo que não possam cá vir
Juntem-se, aqui, neste Canto
Deixem Quadra Joanina provir!
XII
São João vai p'ro bailarico
Com lindo garrafão na mão
Não importa ser pobre ou rico
No teu rosto há diversão!


2005-06-11

Rosa Silva ("Azoriana")

10 de Junho - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas



Dez de Junho veste tom simbólico
Camoniano de alma corajosa
Amou a Pátria, língua ditosa
Salvou do mar manuscrito histórico.

Estudo do meu tempo académico
"Os Lusíadas" leitura majestosa
Noutro tempo não o li tão amistosa
Hoje enalteço seu trilho poético.

Posto na caravela do teu olhar
À epopeia deste um colorido
Oitavas na luz d'eterno brilhar.

Muitos olhares p'ra ti se voltaram
Dia de Portugal foi distinguido
Soldado, poeta... por ti clamaram.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=5141
Índice temático: Desenho sonetos

Encontro com a terra (II)

Um artigo que li na blogosfera açoriana fez-me voltar numa viagem ao passado.
É que eu ainda sou do tempo em que andar de transporte público era o meu dia-a-dia de um percurso entre Serreta-Angra e Angra-Serreta.
Tanto que eu andei naquelas urbanas a cair de velhinhas (depois vieram as novinhas), aos encontrões nos bancos estreitos e com a saca de livros a tiracolo, com os pés algumas vezes enlameados, com a ignorância da modernidade, com as cismas que me atormentavam o cérebro, com a roupa consertada pela minha avó, dos vestidos que vinham nas sacas de encomendas dos States, do choro compulsivo das horas amargas, do quarto de cima que me via a comer gulodices escondidas (pensava eu que surtia bom efeito), dos chamados do meu pai para eu ir ajudá-lo a vestir a burra de milho acabadinho de desfolhar, ai... isso eu não gostava nada!, do tronco da árvore do jardim que me ouvia estudar os "Lusíadas" de Camões... (não me perguntem as preferências da altura).
E hoje, que contam os nossos filhos? Um monte de nadas, um monte de palavras delgadas a passear com um dinheiro sem gosto, vazio... fraco... Está tudo gasto!
Por isso, um elogio aos motoristas dos transportes públicos que ainda levam todos os meninos a bom destino, principalmente os mais felizes!
É verdade: são felizes todos aqueles que têm uma casa caiadinha de alva tinta, que guardam no gavetão da cómoda a manta de retalhos que a avó lhes deixou, feita com a paciência das noites do candeeiro de petróleo, e são felizes aqueles que apreciam as histórias dos antepassados contadas, não à luz da griseta, mas à luz do sorriso enternecedor da saudade...
Gosto quando me pedem para contar histórias de um passado, recente, da altura em que não tínhamos tanto bem material mas tínhamos o orgulho de ser gente que sabia trabalhar sem relógio de ponto: o Sol marcava a hora!

Azoriana

Beleza natural

Na Graciosa há a baleia,
Na Terceira o rosto de pedra,
No Pico há o cachorro,
No Corvo o mapa das ilhas,
Em São Miguel o elefante
De certa forma, gigante
Uma de suas maravilhas!
Preciso do vosso socorro
De saber qual outra pedra
Nas outras ilhas se estreia?

(Santa Maria, São Jorge, Faial e Flores)

Azoriana

A imagem que espera um olhar...

Na escuridão do teu olhar
parece-me a mim
que o desamparo da solidão
habita a tua mão!

Esperas o vil metal
que te dará outro olhar.

És mendigo
de amor
carinho
e
pão...

E Deus te sorri!
Eu!?
Com uma lágrima fico...

Azoriana

A imagem não é minha mas inspirou-me...

"cheiro a terra e a orvalho"
No campo onde trabalho
Cheira a amor e fantasia
A terra nasce com o dia

E na profundeza da alma
O orvalho lava-me!

Azoriana

Ontem, hoje, amanhã...

Pensar que hoje,

tal como ontem,

não sei peneirar os meus versos

apeteceu-me, apenas,
debulhar palavras ao vento
e escolher as singelas rajadas
espalhadas no tempo.

Viver hoje

é pensar que,

talvez amanhã
as migalhas de uma vida
não sejam réstias perdidas.

Escreve o meu nome
numa árvore
e...

lavra-me à tardinha!


imagem da net

Azoriana

Choque de Gerações - o livro

Desde que entrei para a blogosfera açoriana, esta foi a terceira vez que estive presente no lançamento de um livro (aliás, um lançamento e uma apresentação de outro livro).
Acrescento, ainda, que no dia 6 de Junho de 2005 quis ter a oportunidade de conhecer pessoalmente alguns escritores e/ou jornalistas que se reuniram à volta de uma mesa terceirense e que resultou na produção de um livro, para memória futura.
Numa sala colorida por uma imensidão de livros estava um punhado de gente que aquecia o ambiente caracterizado pela felicidade sorridente.
Quem não fica feliz por apresentar um livro ao público?
Quem não fica feliz por apertar a mão daquele(a) que vai ler o que o autor escreveu durante horas, dias e meses, com a maior devoção?
Estimados leitores, esta foi, sem dúvida, a maneira que vi a bonita hora da apresentação do produto da inspiração e trabalho intelectual: a colecção de ensaios e artigos escritos por... et voilá: O autor e comentadores de "Choque de Gerações" - «O programa que, mais do que sobre o saber, é sobre o pensar».
É para mim uma honra possuir um exemplar autografado por cinco dos intervenientes. Claro que destes cinco faz parte o autógrafo do autor, que também é co-produtor e apresentador do programa das terças e quartas-feiras - Joel Neto. Agradeço, também, a simpatia de todos os presentes em especial: a Pedro de Mendonza y Arruda pelo incentivo à poesia; a Graça Silveira, a Luciano Barcelos pela descoberta, e a Miguel Monjardino pela frase gratificante.
Orgulho-me de ser a espectadora assídua do CdG - Choque de Gerações.
Garanto-vos, estimados leitores, que o livro é maravilhoso: "A História talvez ainda não esteja habituada a pesar programas de televisão, mas vai julgar certamente o conteúdo de obras como esta." - in Posfácio de José Lourenço, director do jornal Diário Insular, responsável pela edição desta obra.
A apresentação foi feita por Francisco José Viegas - o Poeta, ficcionista e cronista que também me presenteou com um autógrafo no seu recente romance - "Longe de Manaus". Estou convicta que vou gostar de ler uma história de aventuras, como o próprio autor anotou (uma caligrafia bem posta e simpática).
Não tenho mais palavras, só sorrisos e uma opinião:

Gostei!
Parabéns!
Voltem, por favor! (nem que seja para acenderem novas críticas e/ou elogios)

Azoriana

Parabéns para ti, GiraFlor!

GiraFlor Blog
GiraFlor Blog</font></left>

Para ti, Amiguinha querida
Mando agora um presentinho
Tenhas muita sorte na vida
Mereces todo o carinho.

Hoje é dia dos teus anos
Contigo consegui falar
Estava mesmo nos meus planos
Muitos Parabéns, aqui, postar!

No teu blog, GiraFlor
Vou colocar estas quadras
É um simpático louvor
Terna moldura de palavras.

Parabéns, Parabéns!!
Nesta data especial
Parabéns, Parabéns!!
Uma festa sem igual.

A ti, um abraço e...
aqui vai bolinho!? :)



"Estamos todos em época de grandes e importantes mudanças...
uns (Vocês) a crescerem, outros (Nós) a envelhecerem".

in Ailaife Blog
5 de Junho de 2005

Azoriana

"Invertido" - A tatuagem...

Escolhi o poema "Insónia" in "Invertido".

Invertido logo

O logotipo deste blog é uma tatuagem linda
com um "Justificado" especial para o jovem poeta.
Há mais poemas de R.S.F./ "Poemas do meu Eu" no blog "INVERTIDO".
Visitem, por favor, o talento que luz de uma tatuagem... invertida!

Azoriana

CCD - Centro de Cultura e Desporto de Angra do Heroísmo

Ontem, dia 3 de Junho de 2005, festejou-se o 39º aniversário do CCD - Centro de Cultura e Desporto da Saúde e Segurança Social de Angra do Heroísmo.
Assisti, maravilhada, ao espectáculo cultural levado a efeito no Auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, com a participação do Grupo musical "Cais da Saudade" - CCD de Lisboa; do Conjunto musical "Black Sheep"; da T.U.S.A. - Tuna Universitas Scientiarum Agrariarum; do Bailinho "As Noivas" - S. Bráz e a estreia do Coro do CCD de Angra do Heroísmo, de que fazem parte muitos dos associados.
Cabe-me, aqui, elogiar todo este evento e dar os meus sinceros Parabéns a toda a vasta equipa que trabalha com empenho e dedicação ao longo do ano para um vasto número de sócios.
Foi uma noite excelente e bem conseguida.
Parabéns a todos!

Azoriana

Sinais



Faz de mim o grito do teu amanhecer
Faz de mim a pérola do teu anel
mas
não faças o meu fim
cuida de mim...

Azoriana

Sismologia e Vulcanologia

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Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores

Já se encontra disponível o
site com notícias sobre Vulcanologia, Sismologia, da Geotermia e outros, da Região Autónoma dos Açores.
É com enorme satisfação que vos recomendo este site porque nós dá um panorama actualizado da actividade sísmica dos últimos tempos.
Parabéns a todos que se empenharam neste importantíssimo projecto.
Os meus sinceros parabéns também para J.F. Designer que merece um elogio especial pelo excelente trabalho na concepção da página.
Bem Hajam!

Azoriana

Uma oferta para "Golfinhos"

in Blog dos Golfinhos

São dezassete "golfinhos"
estudando com alegria
"Salta-pocinhas" tem carinhos
nas tarefas do dia-a-dia.

Hoje um diploma merecem
os meninos que amam o mar
os golfinhos até agradecem
com acrobacias no ar...

Um beijinho a todos envio
Com entusiasmo redobrado
"Golfinhos" cheios de brio
Tenham um dia animado!

Azoriana

Uma oferta no Dia da Criança

imagem da net

São como pérolas brilhando
crianças hoje estão em festa
honram bem seu dia brincando
semeiam alegria honesta.

És a traquina, sonhadora
alegre e com muitos sonhos
até já és a detentora
dum blog p'ra todos os tamanhos!

Pipoca e Companhia

A Pipoca e Companhia,
Tem a boa fada-madrinha
Nas histórias dia-a-dia
Tão querida e amiguinha.

Esta a minha homenagem
À sua ama, educadora
angelis dá-nos a imagem
benquista orientadora!

Não esqueçam de visitar
este acolhedor cantinho
devem todos presentear
Pipoca com belo miminho!

Podes continuar a brincar
angelis cuida bem de ti
Eu gosto tanto de admirar
As prendas que colocas aqui!

Beijinhos para todas as crianças
imagem da net
Dia da Criança - 01-06-2005

(c) Azoriana

Por vezes o texto surge assim...

Aportuguesando a expressão inglesa "my life" dir-se-ia mailaife e nem era quebra-cabeças por aí além porque é tempo de "sunshine" - brilha o sol.
Claro que o sol brilha pertinho do porto das pipas, um espaço quase renovado onde se calhar escrevo apenas, e lá mesmo, algumas frases e poemas.
Mas imaginem que há um pé de vento ou uma rebeldia doce para me acompanhar. Nesse instante largo tudo e vamos para o Centro Cool tural numa mudança de ares ouvir belos cantares em Romaria.
Sonhei que estava em Parada de Gonta a festejar um aniversário, à volta de um bom manjar acompanhada por um grupo do tacho, que é o mesmo que dizer um encontro com ricos manjares.
Nasce uma alma lusa, de arte por um canudo... será? Não! Minto... é mais a arte que vale tudo, com alma de poeta que sabe a cor do mar na conquista de doces aromas, envolta em poemas de amor e dor, e onde por vezes rebentam lágrimas ocultas.
Hoje não me apetece chorar, apetece-me ouvir umas fábulas para contar à Pipoca e Companhia, e também a uma eternamente menina que queira festejar este dia.
Afinal o Dia da Criança é qualquer um mas este é-lhe dedicado em especial, quer seja menino da rua, menino do lar, menino sorriso ou menino a chorar:
Eu também já fui criança e hoje não me levem a mal eu apenas quis brincar.
Juntem-se aqui e vamos brindar: Os pequenitos.

1-6-2005

Azoriana