Na orla do destino (palavras em imagem)



 

Nota Explicativa: O Eco do Invisível
Este poema, intitulado "Na Orla do Destino", é um exercício de entrega àquilo que a alma conhece, mas a razão nem sempre explica. Escrito sob o impulso da intuição, ele revela a saudade não como uma tristeza, mas como uma força viva e criadora.
A Essência das Quadras:
  1. A Saudade como Presença: A autora posiciona a saudade como algo que não se apaga com a escrita ("os versos... não a tiram"), mas que serve de lente para ver o mundo. Ela é a "vidraça" através da qual o "eu" observa a existência.
  2. O Florescer do Não-Dito: Uma das imagens mais fortes é a das "palavras não ditas" que continuam a florescer. Isto sugere que o silêncio também tem vida e que a poesia é o jardim onde essas flores ganham nome e rima.
  3. A Aceitação do Agora: Ao afirmar que não quer "voltar atrás" nem "saber o que vem à frente", a voz poética assume uma postura de equilíbrio na "orla" — o limite exato entre o passado e o futuro, onde apenas o presente brilha com clareza.
  4. A Transfiguração pela Rima: O ato de "beijar o verbo" simboliza o amor pela linguagem. A autora confessa que a poesia é a sua forma de ornamentar a vida, transformando o sentimento bruto em algo que brilha como o firmamento.
Conclusão:
É uma obra que nasce do "sentir" antes do "pensar". É o testemunho de uma alma que, ao rimar a nostalgia, encontra a alegria. A Rosa Silva não escreve apenas versos; ela permite que o destino dite as palavras na orla da sua sensibilidade açoriana.
Assinatura: Análise e nota explicativa por Inteligência Artificial (Google Gemini), em diálogo com a autora.
E a vossa saudade, de que cor é?

Não há como o nosso berço (recuperado)

E lá vai alta e serena
A freguesia que acena
A tanta quadra que fiz;
Porém, mais que uma vez,
Lembro do que ela me fez
E de quanto ela me diz.

Não há como o nosso berço,
Nem as contas de um terço,
Fazem com que se esqueça:
O mote de uma raiz
Que traz lembrete feliz
Do melhor que aconteça.

Louvo hoje quem me deu
O nome que floresceu
Em mais que uma antecedente.
Doravante não verei
Nos que de mim gerei
A Rosa tão evidente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Entre um "a" e um "o" toda a diferença

("Nossa Senhora do Porto" - imagem encontrada na internet;
"Nossa Senhora dos Milagres - foto por Rosa Silva)

Segundo reza uma crónica da autoria de um portuense (João Cerquinho), no jornal on-line O Público - 24/06/2025, que encontrei após pesquisa (22/01/2026) com "Senhora do Porto" imagem em Portugal Continental, esta Senhora realmente é a padroeira da cidade do Porto, e foi trazida de França, de Vandoma.

Entre lutas antigas de cavaleiros da Gasconha (a Armada dos Gascões) e os mouros que controlavam também o Porto, veio um clérigo - D. Nónego, ex-bispo de Vandoma, que trouxe "uma imagem de Maria com o Menino Jesus ao colo, alegadamente uma cópia de uma imagem existente na catedral" daquela cidade francesa.

Portanto, após vitória e reconstrução de muralhas, foi tida como "Porta de Vandoma" numa das suas principais saídas.

Mais informa a crónica do homónimo do Santo João, que a Senhora do Porto também é padroeira de cidades no Brasil com total nomenclatura: Nossa Senhora do Porto, nas cidades de Andrelândia e Senhora do Porto.

Agora saber que o nome da Senhora do Porto consta num lugar de habitação, numa rua específica onde habita o meu Grande Amigo que "não, não sou estranho", é no mínimo, simpático e com bênção especial.

No início parecia que a letra (de remetente) era "a", costumada a ouvir chamar (por estas bandas) Senhora do Parto.... mas, pesquisando cheguei à brilhante conclusão que o "o" quis sobrepor-se ao "a".

Bem escritas as coisas é de notar que uma mudança de rua pode dificultar os carteiros e os Correios de lá... sim, porque enviar o feedback (tão bonito como o que veio - além de ser difícil de eu escrever à mão) com endereço em "a" em vez de "o" - lá se vai a carta como a primeira - daria aso a "destinatário desconhecido" ou "rua inexistente".

E não é que um postal, lindíssimo, com os sorrisos abertos e palavras próprias simpáticas, bem como o desenho imaculado de uma Flor com pétalas, caule e folhas, veio fazer com que eu "je" "moi" "I" andasse na senda de uma Senhora com um Menino ao colo?!

Aviso importante: Se quiseres ver outra imagem soberana com um Menino ao colo a olhar para a Própria Mãe, pesca uma passagem aérea e "bota-te" por esses ares, acima das nuvens, e vem ver a Senhora dos Milagres... esse é que era o Maior Postal ilustrado com risos e vivas bastantes.

Como é LINDO ter Amigos mesmo que nunca se tenham visto a Vivo!

Abraços de cortesia com um tónico de poesia.

Rosa Silva ("Azoriana")

Rimas e versos vivos



 

Caros amigos, conhecidos, visitantes e os outros: o primeiro artigo blogger

Boa tarde a todos(as)

Não sou muito de esquecer
O bem ou mal que fazem;
Porém, quando entardecer,
Convém ver o que desfazem.

Digo isto porque sim,
Porque hoje há mudança...
Olhem todos para mim
Não pareço uma "criança"?!

No topo, estou novata,
Podem crer que é só riso;
Mesmo assim, hoje, estou grata
A quem salva o improviso.

Improviso é instantâneo,
Sai da alma açoriana,
Pode algum vir do crânio
Outro é verve lusitana.

Fiquem bem e à vontade,
Na "nov'onda" repentista,
Para manter a amizade
Ou não me perder de vista.

Mas se tal não for real,
Pode/(m) deixar de seguir...
O artigo em virtual
Que acabo de conseguir.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: Azoriana é o mesmo que Açoriana. O "Z" é só para zelar pela pesquisa em qualquer idioma.

A poesia do toiro

Quem me dera ser poeta
Para poetar o toiro
Que ano a ano decreta
Uma rima de estoiro.

De estoiro é o foguete
Que antecede a saída;
Nos cornos o "capacete"
Que lhe honra a investida.

Toda a gente fica ao rubro
E trata de cirandar
Porque de maio a outubro
Em poemas vai andar.

Mas nada me faz parecer
Que estes versos cirandem...
Ao invés estou a tecer
Uma linha pra que andem.

Andem pela voz do "Zé" *
Com a dose de carinho,
Bem podem seguir até
Ao DI, todo mansinho.

Isto não é querer mais,
Nem pouco também será,
Que se louvem Arraiais
Com os versos feitos cá!

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: em uso "final" dos artigos (posts) dos blogs do SAPO, que, a meados de 2026, vão ser eliminados "forever and ever", quer dizer, vamos ter de mudar para outra "freguesia" de encanto.
O blog Azoriana - Terceirense das rimas, irá "voar" para outro charco. Teve início a 9 de abril de 2004, numa sexta-feira, até hoje, idem, 16 de janeiro de 2026, completando assim vinte e um (21) anos. Os 22 seria no p.f. abril de 2026. Gosto do número 21, se bem que cheguei a fazer artigos de 22 quadras.
Não nasci a rimar. Fui criada por Terra e Mar. As ondas da vida em turbulências construíram a minha outra vida ao toque de teclas num teclado cantante.
A ilha Terceira, dos nossos queridos Açores, um arquipélago irmanado de Cultura, Beleza e Tradições, é, sem sombra de dúvida, a maior musa de inspiração.
* A propósito do artigo de 16/01/2026, no DI, Tauromaquia, página 21, por Dr. José Paulo Lima, sob o título: Nós e a tourada à corda.

DI Tauromaquia

SAPO = Adeus e Obrigada!

SAPONão é bem um tanto faz
Nem sequer quem muito fez
Somente o que fui capaz
De tanto dar a vocês.

Se agora eu vou partir
Para abrir noutro lugar
Somente pra conseguir
O meu tesouro guardar.

Do charco para outro lago
Que me queira aceitar
Sem me fazer algum estrago
Somente quero enfeitar.

É o enfeite de vida
Traduzindo esperança
Lacrimando a saída
Confiando na mudança.

Rosa Silva ("Azoriana")

Parabéns amiga! (Valéria Pereira)

Parabéns!

Sim! Hoje o dia é teu
E melhor não pode ser
Aguenta o que Deus deu
Neste lindo amanhecer.

Ó! Vira o rosto para Ele
Sabes que Ele te adora
Faz com que o nome d'Ele
Te abençoe vida fora.

Ouve a terna melodia
Que a manhã sabe cantar
Da canção em poesia
Pra bem hoje te ofertar.

Celebra junto dos teus
E das amigas que tens
São estes os versos meus
Pra te dar os PARABÉNS!

Rosa Silva ("Azoriana")

E agora eu (nós)?! Obrigada equipa do SAPO!

Sobre a descontinuação dos Blogs SAPO

É tão triste a despedida
Mais quando menos se espera...
Mas assim é mesmo a vida
Quando se queda e é severa.

Severa eu não diria,
Porque aqui fui tão feliz,
Quando descobri meu dia,
E por tudo o que aqui fiz.

Rimei minha freguesia,
Rimei a musa poderosa,
E rimei também Maria,
Que no livro foi airosa.

E agora amigo SAPO,
Pedro e a nobre equipa,
Cada arquivo está no papo,
No armário ou na pipa?!

A lágrima se adivinha,
Mas o choro talvez não,
Muita da escrita minha
Poderá ter salvação.

E em vida eu vi o fim
Dos bloguistas de serviço
Gratidão é mesmo assim
O resto não passa disso.

Pedro, o abraço merecido,
Válido pra vida inteira,
Serás bem reconhecido
Pela blogger da Terceira.

Sim! Sei que nada é eterno,
Só fica o bem que se faz,
O meu Bravo é sempre terno,
E prová-lo eu fui capaz!

São Carlos, no dia que soube da descontinuação dos Blogs do SAPO, aos 12 dias do mês de janeiro, do ano de 2026. O meu blog Azoriana, Terceirense das rimas, faria 21 anos de existência, desde 09/04/2004.
Rosa Maria Correia da Silva

Dietas e Ementas

A ementa já guardei
Para sã orientação
Só não sei é se fiquei
Apta para a confeção.
*
A cozinha só me intriga
E azeda só de olhar…
Gosto mais de uma cantiga
De manhã, tarde ou luar.
*
A vida não está boa
Nem sei onde me meter…
Anda agora uma pessoa
Sem saber o que comer.
*
Uma batata é tão pouco,
Quando a fome vem, aperta...
É uma fome de louco
Sempre com a boca aberta.
*
Diabetes é um problema
Também é a hipertensão,
E agora há novo lema
Que molesta a refeição.
*
E a cardiovascular
É ainda mui precoce,
Já deu para inquietar
Muito pior que uma tosse.
*
Eu da tosse me arrepio,
Porque já sofri demais,
Vi a vida por um fio
(Metido em fossas nasais).
*
A tormenta da saúde
É quando vem a doença
Ou se perde a juventude
Ou nos traz nova sentença.
*
A sentença tem razões
Que a razão desconhece:
Com saudáveis refeições
Nem tudo é como parece...
*
Receio não ser capaz
De cumprir com a medida;
Cada porção que se faz
É pró bem da nossa vida.
*
Sem os fritos e sem o sal,
Sem enchidos e processados,
Sem doces (que fazem mal),
Serão sempre condenados.
*
Eu que fui grande gulosa,
E do sal fui tão amiga,
Agora em penas, penosa,
Nem cigarra, nem formiga.
*
Ponho meus olhos no céu
Porque o céu é coisa boa:
Fui nascida num ilhéu
Tenho doçura de ilhoa.
*
Tenho de dizer que “Não!”
À vontade de gulosa!
A nova "doença" então
Vai perseguir esta Rosa.
*
Meus lábios irão tocar
Com mais graça e simpatia…
Mas não vou saborear
O que melhor me sabia.
*
Com meus botões vou falar
Em hora menos astuta:
Só vai ser de consolar
Quando for hora da fruta.
😊
Rosa Silva ("Azoriana")

* A cortesia da ementa nova:
*
PRINCÍPIOS BASE
• ❌ Sem fritos
• ❌ Pouco ou nenhum sal (usar ervas, alho, cebola, limão)
• ❌ Enchidos, carnes processadas, caldos industriais
• ❌ Doces, refrigerantes, sumos
• ✅ Cozido, grelhado, assado no forno, estufado simples
• ✅ Azeite cru (1 colher de sopa por refeição, no máximo)
• ✅ Porções moderadas (especialmente arroz, massa, batata)
*
EMENTA DIÁRIA SIMPLES E SEGURA
🟡 Pequeno almoço
Escolher 1 opção:
• 1 fatia de pão integral
o queijo fresco magro OU requeijão
o 1 chá ou café sem açúcar
OU
• Iogurte natural sem açúcar
o 2 colheres de sopa de aveia
o ½ maçã ou ½ pera
*
👉 Adequado a diabéticos e cardíacos
*
🟡 Meio da manhã
Escolher 1 opção:
• 1 peça de fruta (maçã, pera, laranja pequena)
• OU 1 punhado pequeno de nozes ou amêndoas (5-6)
*
🟢 Almoço
PROTEÍNA
Escolher 1 opção:
• Peixe cozido ou grelhado (pescada, carapau, cavala, sardinha)
• Frango ou peru sem pele
• Ovos cozidos (2, máx. 3x/semana)
• Leguminosas: feijão, grão, lentilhas
ACOMPANHAMENTO
• Legumes cozidos ou salteados sem sal
(brócolos, curgete, cenoura, couve-flor)
HIDRATOS
(pequena porção):
• 3 colheres de sopa de arroz integral
OU
• 1 batata pequena
OU
• 3 colheres de massa integral
GORDURA
• 1 colher de sopa de azeite cru
*
🟡 Lanche
Escolher 1 opção:
• Iogurte natural sem açúcar
OU pão integral pequeno + queijo fresco
OU fruta + 3-4 frutos secos
*
🟢 Jantar
Mais leve que o almoço:
• Sopa de legumes caseira
o sem batata ou com pouca
o sem sal
o peixe ou frango desfiado
OU
• Omelete simples com legumes
OU
• Salada grande + proteína
*
👉 Evitar arroz/massa/batata à noite, se possível
*
🟡 Ceia
• 1 iogurte natural
OU
• 1 copo de leite magro
OU
• 1 chá + 1 bolacha integral simples
*
DICAS IMPORTANTES
• Não precisa comer “perfeito” - precisa comer seguro
• Comer simples é melhor do que não comer
• Repetir refeições não é problema
• Pode cozinhar para 2-3 dias e aquecer
• O enfarte também é um choque emocional → a falta de apetite é comum.

Ao ilustre Manuel Eduardo Vieira

Bendito seja o Senhor,
Pai de todo o Progresso,
Grande e digno Comendador
Com história de sucesso.

Mantém sua perfeição,
Alegria e coragem
Prende a nossa afeição
E merece Homenagem.

Às palavras não dou rodo
Nem ao elogio do mês:
Em vida já viu um todo
E do todo muito fez.

Na Terceira já o vi
E louvei com convicção
Renovo hoje e aqui
Uma enorme gratidão.

Rosa Silva ("Azoriana")

Vira, virou!

Eu já arrumei o "natal"
Foram-se brilhos e bolas,
Volta tudo ao natural
E cheias estão as sacolas.

Agora virou de ano,
E os Reis também se vão,
Neste mundo açoriano
Falta pouco para o salão.

Roda vira, vira a roda,
Cada qual faz o que quer,
Parece que está na moda,
O salve-se quem puder!

Por mim quero mais sossego,
Ser a flor deste cenário,
A tudo que tenho apego
Se fixe no meu diário.

Rosa Silva ("Azoriana")

O passado está lá atrás

Eu bem sei que tudo parte
Tudo tem o dia e hora
Só a lembrança reparte
A vida que foi de outrora.

Esquecer nunca se há de
O que não nos faça mossa...
Hoje nos resta saudade
Essa palavra tão nossa.

Rendi-me ao pensamento
Assentei minha história
E não há melhor momento
De assentar una memória.

E no verso dou arranjo,
Na quadra que vem e chora...
Boa jovem, doce anjo,
No coração sempre mora!

Rosa Silva ("Azoriana")

A preguiça de início de ano

Dou comigo em malmequer
E não teço densa flor
A preguiça bem-me-quer
É desastre no labor.

Fico sem o que queria
E querer é sempre bom
Acho que o fim do dia
No frio sobe de tom.

Que fazer para aquecer
O corpo quase gelado
Sem a tormenta sofrer
Em verso desalinhado?!

Não me queiras inundar
De profecia à toa
Prefiro sempre criar
Conforme o que me ressoa.

Um brinde já eu me fiz
Sem o meu par na lapela
Não foi em copo de anis
Mas tinha uma cor bela.

Eis que somente os dedos
Sem coberta adequada
Me parecem arvoredos
Com o vento em rabanada.

Já que o doce se ajeita
Para ao forno o levar
Não sendo eu tão perfeita
Na cousa de cozinhar
Vou tentar fazer bem feita
A rabanada do lar.

Ao findar a sexta-feira
Quando é chegada a hora
Dezassete sou certeira
Não se faz mais por agora
Que se brinde na Terceira
A vida qu'a gente adora.

Rosa Silva ("Azoriana")

Bem-vindo 2026 com o calendário de Kathie & John Baker

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