Hoje, até o céu se espanta,
Manda águas mais de mil...
Até ouço a minha santa:
- Salve primeiro de abril!
Feliz de quem, hoje, me canta,
Mesmo com palco vazio,
A saudade se agiganta,
Por ela, eu me arrepio.
A cada um que me envia,
Um comentário de bem,
Sabe que por esta via
Fica tudo sempre além.
Aos meus filhos, filha e neta,
Noras, genro, cunhado, irmã,
Família em qualquer meta,
Grata estou nesta manhã.
Aos amigos e conhecidos,
Que nesta plateia passam,
E até aos menos queridos...
Os meus versos vos abraçam.
Às treze horas, a hora,
Que completa a rotação,
Se até lá não for embora,
Cantarei mais um refrão.
MUITO OBRIGADA A TODOS(AS)!
Rosa Silva ("Azoriana")
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Hoje (com trovoada)
Marta Cardoso poetisa da emoção
Criadora intemporal
De emotiva poesia
Sentimento original
Que à gente contagia.
Solta a voz que se expande,
Dá asas ao que bem sente,
Seja breve ou seja grande
O poema é vem em corrente.
Sem efeito de escrever
Os detalhes que lhe ecoam
Só depois é que irá ver
Os efeitos que apregoam.
Ó Marta, que Deus conserve,
Essa veia criativa,
Salutar é a tua verve,
Que até o verso me motiva.
Já te ouvi mais que uma vez,
Em "teatros" diferentes,
E creio que sei... talvez,
Toda a força que tu sentes.
É uma força de dons,
Do coração para a mente,
E fortes são os teus sons
Numa expressão comovente.
Parabéns!
Rosa Silva ("Azoriana")
Por ela, a Estalagem da Serreta da ilha Terceira, Açores
"Perecerás ó destruída"?
Ficarás, assim, sem vida?
Não mais se verá tua beleza?
Nem serás um espelho da natureza?
Que dor existe em quem te vê,
Dolente de asseio, e sei porquê...
Bastava a união dos teus fregueses
E de outros que lá foram tantas vezes...
Não a deixes morrer à míngua
Ainda podes ser na nossa língua:
O património museológico,
O encanto arqueológico.
E tantos são os amores teus
Numa paisagem que louva-a-Deus.
E toda a imagem do lindo mar,
Do brilho das estrelas ao luar,
E da extensão do teu Queimado,
Da Fajã o terreno sagrado....
E do Farol que te acena,
E da vigia que é mais pequena.
Eu sonho com a reconstrução
Cortar a fita da inauguração
Os anjos e querubins
A embelezar os teus jardins.
O palácio de veraneio
Podia ser o nosso asseio...
A Mata, a tua princesa,
Mais uma arte da natureza.
"Não perecerás ó destruída"
Volta, volta, por favor, ao tom da vida!
Rosa Silva ("Azoriana")
A força da Oração
Nosso Papa em sofrimento
Muitos dias internado
Mas o Povo esteve atento
Bem como o seu bom prelado.
Todos, todos em união
Confiam na Santa Mãe
Pela Voz da Oração
Pediam tudo por Bem!
Eis que Sua Santidade
Surge acenando a Mão
Francisco, Pai de Bondade,
Abençoa a multidão.
É tão linda a sua Graça,
A virtude de voltar,
Com o Seu Dom que esvoaça...
E pousa em quem o Amar!
Rosa Silva ("Azoriana")
Viva o Sr. Gabriel Pavão
Bom dia senhor Pavão
Neste dia e nesta hora
Delícia de refeição
É o que nos cantou agora.
Pelas Festas e nos Bodos
Do nosso Espírito Santo
Faz a delicia de todos
E cada um prova um tanto.
Completa a sopa e cozido,
Numa mesa abençoada,
Quem não come por ter comido
Dela não percebe nada.
Fazê-la à nossa maneira,
De barro o alguidar,
Bela Alcatra da Terceira
Só louva quem a provar.
Rosa Silva ("Azoriana")
Dia da Poesia!
A semana em derradeiro
Dia que bonito seja:
O Sol deu-se por inteiro
No dia que bem festeja.
O poema é a fortuna
Das letras adocicadas
É semente oportuna
Das palavras inspiradas.
A letra faz a palavra
E a palavra a melodia;
No poema é que se lavra
A grandeza do seu dia.
Meu Amor por ti é tanto,
Que de tanto se escasseia
E do tanto que eu canto
Sou da rede mais que teia.
Demos asas à criação,
A vinte e um, primaveril,
Na graça da inspiração
Coroemos o perfil.
Parabéns aos inspirados
Recebam o bom alento!...
Doravante sóis bordados
Pelo dom a cem por cento.
Rosa Silva ("Azoriana")
Dizem que Camões...
Será que vem em andores?
Será que une sol e cores?
Ou apenas uma ilusão?!
Na árvore, sem suas flores,
Na lilás "Ilha dos Amores",
Ouvindo, em rádio, canção...
Entre a minha oca leitura,
De Luís Vaz, sã Cultura...
Da "ninfa", em caravela,
Por São João... sentinela.
