Por ela, a Estalagem da Serreta da ilha Terceira, Açores

"Perecerás ó destruída"?
Ficarás, assim, sem vida?
Não mais se verá tua beleza?
Nem serás um espelho da natureza?
Que dor existe em quem te vê,
Dolente de asseio, e sei porquê...
Bastava a união dos teus fregueses
E de outros que lá foram tantas vezes...
Não a deixes morrer à míngua
Ainda podes ser na nossa língua:
O património museológico,
O encanto arqueológico.
E tantos são os amores teus
Numa paisagem que louva-a-Deus.
E toda a imagem do lindo mar,
Do brilho das estrelas ao luar,
E da extensão do teu Queimado,
Da Fajã o terreno sagrado....
E do Farol que te acena,
E da vigia que é mais pequena.
Eu sonho com a reconstrução
Cortar a fita da inauguração
Os anjos e querubins
A embelezar os teus jardins.
O palácio de veraneio
Podia ser o nosso asseio...
A Mata, a tua princesa,
Mais uma arte da natureza.
"Não perecerás ó destruída"
Volta, volta, por favor, ao tom da vida!

Rosa Silva ("Azoriana")

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