A Santa Maria e a São Miguel,
À Terceira e Graciosa,
A São Jorge vou de batel,
Ao Pico via amorosa.
Ao Faial e às lindas Flores,
Ao Corvo do Caldeirão,
São nove de nobres cores
Que enfeitam a Região.
Bom Ano à população,
Com Estrelas coroada,
Da Ave no seu Brasão,
Na Bandeira alvorada.
Atlântico que a todas una,
Com a Montanha altaneira,
Os Açores são a tribuna,
E o coração da "Roseira".
Viva quem está comigo! BOM ANO.
Rosa Silva ("Azoriana")
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Às ilhas
Para ti a dobrar...
Bom dia de fim de ano
Já com o Novo a chegar
O que desejas a sicrano
Vá para ti a dobrar.
Que a inveja se encerre
E se abra o Amor
Todo o mal se desterre
P'ra Saúde ser a flor.
Saúde, Paz, Alegria,
Tripé de muito valor,
Meu Deus será utopia
A raiz do pensador?!
Todos queremos o Bem,
Os que não querem, então,
Merecem hoje também,
Que se lhes dê o perdão.
E o que desejas a mim,
Redobro o desejo a ti,
Das flores rubras carmim
Partilho algumas aqui.
São flores de coração,
São laços de amizade,
São lírios de oração,
Rosas de felicidade!
Feliz ANO 2022!
Rosa Silva ("Azoriana")
Abracei a onda
Uma onda de nevoeiro
Paira por cima de mim
Seguinte ao domingueiro
Dando à chuva outro fim.
Aos poucos ela se desfaz
Para abrir o céu ao dia
Por certo também capaz
De nos dar nova alegria.
Alegria também eu tive
Numa noite especial
Peguei na onda que vive
O seu primeiro Natal.
Nova onda é somente
Uma nova parte de mim
Com sorriso florescente
Num abraço de cetim!
27/12/2021
Rosa Silva ("Azoriana")
Pai
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Mestre Carlos, picaroto.
"Entre duas alas de edifícios, abria-se larga e longa praça. Ao entrar na Praça, os edifícios do lado direito, estavam reservados a carpintaria e outros misteres, enquanto que os da direita acabaram por cobrir todos os misteres de escritório, onde eu" - António Teixeira - "me encontrava. Foi daí que se fizeram ouvir por toda a praça os gritos do Mestre Carlos, cuja mão serrada ainda foi levada para o hospital numa tentativa de a juntarem à mão, o que afinal não pôde acontecer. Mesmo assim Mestre Carlos, usando uma doméstica prótese continuou a trabalhar no mesmo ofício. Era muito estimado por todos, inclusive pelos americanos."
Finalmente, passados tantos anos, encontrei o senhor que conheceu tão de perto o meu pai que estimou os amigos ou colegas, deixando recordações de espantar.
Quero ver seja onde for
Quem conheceu o meu pai
Que às filhas deu valor
E da mente não me sai.
Tinha seu temperamento,
Tinha génio e virtude,
Também teve tal tormento
E lesou sua saúde.
E no fim da sua vida
"Prisioneiro" no hospital
Fez-me ficar tão sentida
Como nunca vi igual.
Ao meu pai eu respeitava
Por medo que também tinha
Só agora sei que amava
Uma parte que é minha.
26/12/2021.
Casa de São Carlos, freguesia de São Pedro. Angra do Heroísmo.
Rosa Silva ("Azoriana")
Natal é isto!
A cada hora é Natal
Quando partilhas a vida
A cada dia é igual
Se para ti fores querida.
Não digas é só mais um
Há tantos e muitos mais
Dois mil e vinte e um
É um dos especiais.
Dá-te na melhor parte
Sorri mesmo sem querer
E nessa hora reparte
Um tanto do teu viver.
Vive feliz! É só isto
O que te quero dizer
Na taça de Jesus Cristo
A ternura vais beber!
Rosa Silva ("Azoriana")
É Natal!
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Bom Dia de Natal para parentes, amigos e conhecidos!
Lembro de uma amiga de Góis que partiu neste dia. Clarisse Barata Sanches.
Que o Menino Jesus abençoe a todos que creem, adoram e esperam.
Rosa Silva ("Azoriana")
Novecentos (900) sonetos/sonetilhos e outras recordações
Se fosse para fechar o ano 2021 com chave de ouro apostava nos 900 sonetos/sonetilhos, de longa data e à medida da inspiração.
Se fosse para recordar o que mais me animou em 2021, vem logo o nascimento da neta Matilde Alexandra (30/09).
Outras recordações... basta navegar no arquivo do blog que, ainda, faz parte das minhas emoções e criações.
Faltam nove dias para virar a página do calendário. Atrai-me rever o que foi escrito, recorrendo ao arquivo 2021.
Obrigada, em primeira instância, à equipa do nosso SAPO, e a quem tira um bocadinho do seu tempo para me ler.
Hoje recebi uma visita que me encheu de alegria. Um dos primeiros que conheci no meu local de trabalho e que muito me ajudou com a sua calma e paciência. Um homem cuja reforma abonou em prol da sua alegria de sempre. Bem-haja! Verifico que a saudade dos bons é uma patente.
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Antes saudades deixar
Do que tristeza medonha
Só me resta saudar
Quem seu olhar em mim ponha.
E se algo houver que deixe
Em alguém ao meu redor
Não tenha escama de peixe
Nem a espinha maior.
E a quem tenha ferido
Com palavras ou ações
Fica o ser arrependido
Por dar tantos trambolhões.
Cada qual tem seu feitio,
De nascença, podem crer,
Depois há um arrepio
Para a paz acontecer.
Abraços e beijos da
Rosa Silva ("Azoriana")
21/12/21. Sociedade Filarmónica Recreio Serretense
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Eu não moro na Serreta.
A Serreta mora em mim
Seja verde ou seja preta
Irá ser "minha" assim.
Sociedade é vedeta
No seu mote um querubim,
Sax, trompa, mais na maleta
E outrora um cornetim...
Todos se unem num só
E fá-sol-lá-mi-ré-dó
Seja timbre sazonal...
Para este povo eu espero,
O bom desejo sincero,
Em coro: Feliz Natal!
Rosa Silva ("Azoriana")
Lindo sol dourado
![]()
Ó que bom dia de quarta
Abraço de sol nascido
Do nascente destemido
Da solidão nos aparta.
Em dezembro que não parta
Não se faça escondido
Nem distraia seu sentido
E seu consolo reparta.
E viva um dia assim,
No solar deste jardim,
À beira d'água plantado.
Uma estrela a navegar,
Que nos sorri ao chegar,
Como lindo sol dourado.
Rosa Silva ("Azoriana")
Raminho da Terceira
Verde manto retalhado
Sem flores, beirado a sal;
O Raminho assim deitado
É mapa de Portugal.
Leva corte, acidentado,
"Rio Tejo" é o sinal,
O campo bem alinhado,
E tratado por igual.
Com cobertura de céu,
Agora levanto o véu,
Da planície raminhense...
Do plano se fez Raminho,
Ao poeta deu carinho:
O Álamo terceirense,
Rosa Silva ("Azoriana")
12/12/2021. Já viram esta data?
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Já viram esta data?
Não se repetirá...
Espelho que retrata
Quem vive ainda cá.
A família se ata,
Na união que há;
Da raiz não desata
E para onde irá?!
Eu amo, digo a vocês,
Meus filhos que são três,
Com o mar no olhar.
Tiveram minha cor,
Nos olhos do amor,
Que um dia vi chegar.
Rosa Silva ("Azoriana")
08.dezembro.2021
Imaculada Conceição
Abençoa toda a gente...
O mais triste e o doente
E quem Te tem afeição.
A Festa é de eleição,
Para o nosso povo crente,
Dos Bombeiros igualmente,
Com zelo p"la perfeição.
Avé Mãe especial
De Manto celestial
Coroada de Estrelas.
'Tou feliz por puder vê-las,
No Altar-mor da cidade,
Resplendor da humanidade!
Rosa Silva ("Azoriana")
Desfile de Filarmónicas - Angra do Heroísmo 08/12/2021 (O riso no olhar)
![]()
São as rugas de um rosto
Velas da felicidade
Que mesmo com o sol posto
Trazem cores de saudade.
A saudade de criança
Numa mesa de fartura
E tudo no olhar dança
Como que dela à procura.
É no riso do olhar
Que habita uma mulher
Só se alaga se molhar
Só se perde se quiser.
E me perdi de amores
Por seguir um novo membro
Minha neta traz as cores
Para colorir dezembro.
Por ela o bem que faço
Penso não será esquecido
Quando a levo no regaço
Fica o dia enriquecido.
Rosa Silva ("Azoriana")
O dom
Nã' Alguém me conhece a fundo
Sem o vulcão de improviso?!
Sou um verbo nauseabundo
Na calçada do juízo.
Sim! Este sentir é profundo,
Na Terceira é preciso;
Porém invade o mundo,
Na varanda que eternizo.
Não e Sim, porém talvez
No olhar do Português
Justa açorianidade...
Quero florir sem cansar
O sol que vai emb'lezar
O dom da natalidade.
Rosa Silva ("Azoriana")
"Biodiversidade cultural"
"Biodiversidade cultural", na Vela de Estai, in "Meter a viola num saco", DI 04.12.2021, pág. 10.
Dia seis acolhedor
De um sol madrugador
Ponho a vista à "janela":
À janela do jornal
E paro em especial
Numa "Vela" qual é ela?!
Hei de ver o que ela é
A ignorância até
Faz-me ler o artigo junto:
As violas e os mantos
Capelo e Capote, tantos!
Fazem parte do assunto.
A riqueza cultural
Tende a ser regional
Cousa que agora ataco...
Cada ilha com seu uso
"Cada roca com seu fuso"
Não vão todas no mesmo saco!
Quero, agora, terminar
Esta cousa de rimar
Que também não é igual...
Seja esta a minha prece
Que da Festa não se esquece
Com votos de Feliz Natal!
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. Azoriana porque a cedilha não cabe em todos "os sacos", digo, carateres de outras línguas. Interessa, sobretudo, que se leia Açoriana de raiz e terceirense de gema, ou vice-versa. Aqui tanto faz porque sou mesmo é da Serreta, residente em São Carlos para me considerar uma "emigrante" cá dentro.
148 Anos. Banda Pioneira!
Ó Senhora do Planeta
Madrepérola da Terra
Abençoa a Serreta
Do Queimado até à serra.
Sua Banda é vedeta
E no Salão se descerra
Que a Festa se cometa
No simbolismo que encerra.
Majestosa e tão antiga,
No cantinho triunfal
De onde sou natural.
A oferta de seguida:
Viva! Viva a Padroeira!
Viva a Banda, pioneira!
Rosa Silva ("Azoriana")
Festas Felizes
Aos parentes e em geral:
Desejo um Feliz Natal,
Com Saúde e Harmonia!
Preservemos a liberdade,
O Amor à Comunidade,
No tempo de sinfonia.
Sinfonia de sorrisos,
Coroada de improvisos,
Nas quadras do nosso povo...
Sinfonia de afetos,
De avós, pais, filhos e netos,
E a quem chega de novo.
Haja a luz da esperança,
Na árvore que o céu alcança,
No trajeto do caminho...
E haja muita alegria,
Na família que 'inda cria
A ternura do carinho.
Em dois mil e vinte um,
Segundo ano incomum,
Para a lusa tradição...
Mesmo assim é natural,
Lembrar em cada mural...
A Festa da Conceição.
Rosa Silva ("Azoriana")
Dez quadras madrugando
Eu não consigo dormir
Mesmo na cama deitada
E até estava a ouvir
Uma cantoria asseada.
Escrevo versos com empenho
Mas a voz não ajuda nada
Nem sequer tenho engenho
Para cantar ser chamada.
E se fosse ao estrangeiro
Com alegria em suma
Não só ganhava dinheiro
Ou talvez coisa nenhuma.
Com Matilde, minha mãe,
Por Matilde, minha neta,
Cantaria tanto bem
Atingia a grande meta.
O sonho comanda a vida
E de sonhos haja quem
Tenha a meta garantida
Deixando o mal pelo bem.
Podes não gostar de rima
Nem talvez me dês valores
Se me deres só estima
Junta também teus amores.
Quando desta vida for
Para outra dimensão
Guarda todo o meu amor
Dentro do teu coração.
E fala de mim à filha
Que tanto gosta de ti
Já sabe tal maravilha
Que foi o que eu senti.
E ser mãe é dar o fruto
Que o amor concebeu
É o alto estatuto
Que a mulher conheceu.
E para não maçar mais
Quem está quase dormindo
À Canada dos Folhadais
Um verso sempre é bem-vindo.
Rosa Silva ("Azoriana")
30 de novembro
As torres da Ribeirinha
À esquerda eu as vejo,
À direita, sem ter pejo,
Entre verdes se caminha.
Remédios (sem caixinha)
No Solar de bom ensejo,
A Saúde tem azulejo
E gente que acarinha.
Enfeitada pela luz
Do valor que o sol conduz
Há pombas esvoaçando...
E dois meses faz a neta
Que com este sol completa
Tudo o que eu vou olhando.
Rosa Silva ("Azoriana")
O Presépio de Ze Freitas
Um trabalho glorioso
Que se vê com muito agrado
És um homem engenhoso
Ó meu querido cunhado.
Um trabalho de semanas
E bem cedo o começas
Só faltaram tuas manas
Para te ajudar nas peças.
Mesmo assim tu te confortas
Olhando o que foi feito
Já podes abrir as portas
Porque está tudo perfeito.
E agora com carinho
Um beijinho cordial
Para a Julia Godinho
P'ra todos Feliz Natal.
Rosa Silva ("Azoriana")
Ilusão
Iludo-me. Iludimo-nos.
Tropeço. Tropeçamos.
É como um navio
[Proa e popa]
Nas ondas e marés salgadas
Misturo-lhe o mel
Do sonho (mais leve).
Adoro (não se adore mais que a Deus) as estatuetas [risonhas], que me transmitem paz. Está na altura delas [das risonhas] para iluminar o sorriso das crianças. Não se tire o sonho das crianças, mas que não seja com ilusões e fantasias tontas.
Ilusão é a verdade vestida de mentira.
Não me iludo por vontade. Sigo os rumores entrançados na mente.
Ilusão só cura a tristeza,
A pobreza,
A velhice
Mas só por instantes.
Rosa Silva ("Azoriana")
O que importa?!
Importa mais ser e estar
De bem com qualquer pessoa
Que não seja cousa à toa
Mas também não abusar.
Importa muito limpar
O que tanto se apregoa
E nem sempre é coisa boa
'Tar na limpeza a pensar.
Noutro tempo limpei tanto
Tudo a brilhar só d'espanto
Para quem via e passava...
Hoje lembro e entristeço
Daquilo que dava apreço
E aos poucos me matava...
Rosa Silva ("Azoriana")
Fado a São Martinho
Venha daí São Martinho
Porque frio não apanhas
No copo está o vinho
Ao lume estão as castanhas
Martinho não está sozinho
Tem o povo às montanhas.
E vai um fadinho
Todo animado
Viva São Martinho
De vinho regado
Só mais um copinho
Sem cair p'ró lado.
Martinho foi tão bondoso
Por dar ao pobre agasalho
O sol ficou radioso
Aqueceu o seu atalho
Por isso ficou famoso
O dia desse retalho.
E vai um fadinho
Todo animado
Viva São Martinho
De vinho regado
Só mais um copinho
Sem cair p'ró lado.
Vinho e castanhas serão
A festa do povo quente
Uma nesga de Verão
Vai aquecer toda a gente
Martinho oxalá que não
Te rias deste ambiente.
E vai um fadinho
Todo animado
Viva São Martinho
De vinho regado
Só mais um copinho
Sem cair p'ró lado.
Rosa Silva ("Azoriana")
Flor menina
Minha flor tão menina
Minha graça pureza
Minha fã cristalina
Minha flor em beleza.
Minha voz em surdina
Minha cor natureza
Minha letra que ensina
Minha maior certeza.
Vem visitar a mãe
Que também já o foi
E avó agora é.
Vem porque és também
A dor que já não dói
Com tua filha ao pé.
Rosa Silva ("Azoriana")
Para ti, para mim...
Um pedaço de vida
Um carinho de papel
Um onda esquecida
Um poema de batel.
Um voz aquecida
Um cozido farnel
Um momento de lida
Um dedo de anel.
Um rosário de rosas
Um fio de carinhosas
Um Rojas tocando...
Um jarro de sebes
Um copo que bebes
Um amor regando...
Rosa Silva ("Azoriana")
Queria
Queria o tempo de voar,
Ir nas linhas da emoção,
Ir convosco a debruar
Abraços de uma canção.
Queria tanto assentar
O tempo da inspiração,
Sem ou ter de me acertar
Na valsa da solidão.
Há tempo do quanto baste
Em tempo que não me afaste
Da vossa linda amizade.
Há tempo p'ra luar e dia
E p'ró canto da alegria
Da vossa comunidade.
Rosa Silva ("Azoriana")
Pescadores
Pescadores vão ao mar
Seja de noite ou de dia
Com esp'rança de voltar
Ao seu porto de alegria.
Trabalham sem descansar
P'ra ter boa pescaria
Até sabem disfarçar
O choro que a água cria.
São Mateus cuide bem deles
P'ra que voltem sãos e salvos
Com o peixe para a mesa.
E cuide também daqueles
Que no mar foram os alvos
Da vaga e da incerteza.
Rosa Silva ("Azoriana")
Noite linda (dedicatória a João Mendonça - Lançamento do seu livro "Sonetos de lava e incenso - e outros delírios")
Consola ouvir cantar
Cantadores de eleição
"Outono Vivo" a fechar
Com a justa perfeição.
Adeus com mais ternura
Até outra ocasião
Parabéns à nossa cultura
E parabéns ao João.
Mendonça de apelido,
Mais velho um ano que eu,
Da Agualva conhecido,
Abraça o Porto Judeu.
Tenho seu livro nas mãos
Unidas como em prece
Quem dera sermos irmãos
Na rima que nos aquece.
Há amor pela Terceira
Há amor pela escrita
Quando a rima é inteira
Fica sendo a favorita.
Rosa Silva ("Azoriana")
Chove a cântaros
É tanta e até demais
Inteira por cada greta
No caminho e na valeta
E por todos estes quintais.
É tanta nos Folhadais...
E lembro minha Serreta,
Só alva na tabuleta,
Quando outrora via mais.
Minha musa também é chuva
Encaixa como uma luva
Na onda do meu refrão.
E cantam no exterior
Os cântaros da incolor
Chuv'ilha da Região.
14/11/2021
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Dia da Diabetes.
Dedicatória à menina Júlia (filha de amigos sancarlenses)
Júlia
Bela menina
Com oito anos
Tenha oceanos
De luz divina.
Júlia é fina,
Fina de planos,
De açorianos
De boa sina.
Dou parabéns
Pelos que tens
E mais virão...
És a rainha
Na ode minha
De coração.
Rosa Silva ("Azoriana")
Alegria
Minha neta está sorrindo
Do colo da sua avó
Para a mãe que tira só
Ao fruto que nos é lindo.
Do ventre que é bem-vindo
Um refrão sem ter o Dó
Faz cantar o "ló-ló-ló"
Para a boneca saindo.
Aida Alexandra a mãe,
Que é a filha também,
Mui feliz com o rebento.
Matilde Alexandra é
A neta da minha fé
Na bisa que dá talento.
11/11/2011
Rosa Silva ("Azoriana")
Pão de marés
E o pão disse à fatia:
- Porque te deitas assim?
És a glória e empatia
Tu és tudo o que há em mim.
És o pão do mar aberto
És fatia do meu sal
E de mim estás tão perto
Sem o fogo abissal.
Goza a aurora matinal,
E goza o canto marinho;
Estás comigo, afinal,
Rente às ondas do caminho.
Ó ilhéus de realeza,
Vistosos de tal maneira:
Sóis nossos por natureza,
Ilhéus leais da Terceira!
Rosa Silva ("Azoriana")
Encontrei o CD de "José da Lata"
Nas voltas que o mundo dá
Há de sempre haver um cravo
Um pastor de gado bravo
Sendo natural de cá.
Cantou por cá e por lá
Sua lata não deu travo.
O seu verbo nem eu lavo
Nem o bom que dele há.
"Zé da Lata", olhar manso,
De gabá-lo não me canso,
Mesmo sem ter conhecido...
Reconheci no "CêDê"
No panfleto que se lê
Meu "Queimado" ♡ preferido.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: ♡ In "Referências Bibliográficas", cujo fundo é uma foto da Ponta do Queimado, da freguesia da Serreta, da ilha Terceira, Açores. José Martins Pereira ("josé da lata") nasceu a 6/1/1898, na freguesia das Cinco Ribeiras e "deixou silenciosamente este mundo" na madrugada de 10/2/1965, no Hospital de Angra do Heroísmo, com 67 anos de idade. Casou com 26 anos e ficou a residir na freguesia da Terra Chã. Fixa-se numa casa no Caminho de Belém, em frente da Canada dos Folhadais, onde, desde 1987, se encontra um azulejo comemorativo a "José da Lata". É precisamente no topo da Canada onde resido agora, mas na parte que pertence à freguesia de São Pedro. Nem 1 ano eu tinha quando quando ele nasceu e, encontrei o CD aos 57 anos de idade... ele nasceu no mês do meu afilhado e partiu no mês do nascimento da minha avó materna. Não é uma questão de comparação. Simplesmente uma espécie de vínculo de memória. Nem que seja um bom pretexto para Memórias D' Agua da boa amiga Filomena Rocha Mendes, cuja voz de Rádio é ponto de celebridade.
♡♡♡
Há tanta gente açoriana
Com cardápio de valor
Que sua voz não engana
Seja lá aonde for.
A minha pobre não faz
O que minha escrita quer
Só o verso satisfaz
O prazer desta mulher.
Minha vida não reluz
Nem para isso foi feita
Nascer na ilha de Jesus
Já me dou por satisfeita.
Se a cantar eu não afino
Fica para outro alguém
Meus versos são meu destino
Doados por minha mãe.
Eu canto mesmo a escrever
Podem ter essa certeza
Muitos são a enaltecer
Linda terra portuguesa.
Povo nosso emigrante
Que lutas no dia-a-dia
Jamais te sintas distante
Tens a mim por companhia.
Rosa Silva ("Azoriana")
O homem quis dividir
O homem quis dividir
A ilha em quadradinhos
Para melhor se unir
Na partilha dos caminhos.
A Terceira, a ilha Brava
E mansa no seu viver
Ai tantas vezes se cava
O quadrado para morrer.
É linda nossa verdura
Desenho de divisões
Uma verdura que cura
De verdes as ilusões.
Ilha que gosto e nasci
Bem perto de uma serra
Pequena mas quando a vi
Soube que era minha Terra.
5/11/2021
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Inspirada na publicação de Rosa Fortuna
Com a hora já mudada
Com a hora já mudada
Menos uma para o coiro
Ontem não fui à tourada
"A corda é pior que o toiro".
De bruxas se fala agora
Da vassoura é que não
Trabalho fica de fora
Dá lugar à tradição.
Do Pão-por-Deus sou fã
Por lembrar dos filhos meus;
Celebra-se já amanhã
Cada qual lembre dos seus.
Abóbora pró Halloween;
A soca ou guloseima,
Escaldada "looking"
Com meia dose nos teima.
Farinha de milho escalda
E junta à outra de trigo
Condimenta-se a calda...
Não sei fazer já vos digo.
Dá saudade de ver a mãe
Nessa tradição antiga
E a minha irmã também
Que da massa é amiga.
Rosa Silva ("Azoriana")
28-10-2021: 40 ANOS INEM | Estrela da Vida

Fonte: Serviço Nacional de Saúde. INEM
"O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) utiliza, desde a sua criação, o símbolo da “Estrela da Vida”. Esta é na verdade uma herança do anterior Serviço Nacional de Ambulâncias (SNA) que o registou em 1977 para uso exclusivo dos seus serviços. Hoje partilhamos a origem e a história da “Estrela da Vida” e qual a razão para ser considerada, em todo o mundo, como o símbolo da Emergência Médica."
(...)
"Significado do Símbolo
A “Estrela da Vida” é composta por seis faixas, tendo localizado no seu centro, ao alto, um bastão com uma serpente enrolada.
As seis faixas correspondem às fases que constituem um ciclo completo de ações em termos de Emergência Médica. Com efeito, enunciando-as de cima para baixo e segundo o movimento dos ponteiros do relógio, teremos:
• Deteção
• Alerta
• Pré-socorro
• Socorro no local do acidente
• Cuidados durante o transporte
• Transferência e tratamento definitivo
Quanto ao bastão com a serpente enrolada, colocado no centro da estrela, o mesmo simboliza a saúde."
"Estrela da Vida"
A Saúde é sentinela
A serpente a simboliza
Todos devem cuidar dela
Amigo é quem nos avisa.
Sem Saúde há mazela
O trabalho se inferniza
Todos devem ter cautela
Sabeis que ela é bem precisa.
«Saúde valor sem preço»
É expressão com apreço
O bastão do nosso leme.
Não se ignore a quem ajuda
Gratos a quem nos acuda:
"Estrela da Vida" - INEM.
Rosa Silva ("Azoriana")
Olho para minhas paredes
Olho para minhas paredes
Que coloco pelas redes
E vejo-te o mãe querida
Por tanto que já passei
Foi de ti que hoje lembrei
Dezoito anos de partida.
Foi em outubro é certo
Que em mim ficaste perto
E de lembranças tamanhas
Fiz tanta quadra a rimar
Para unir a Terra ao Mar
Bem como outras façanhas.
Desde então eu colori
Os meus versos que vivi
Com maior intensidade
Corri mundo no pensamento
E debrucei-me no evento
Serreta na intimidade.
Adeus mãe até um dia
Que se encontre a alegria
De juntas irmos cantar
Perto do céu e das estrelas
Que, sem ti, não quero tê-las
No meu peito a iluminar.
Eras Matilde Correia
Que reúne a plateia
Para agora me escutar
Nem que seja um só ouvinte
Será sempre um requinte
Nesta arte de pautar.
28/10/2020 e 2021
Estás tão feliz agora
Por uma joia concreta
Teu nome já se decora
Na tua linda bisneta.
28/10/2021
Quinta-feira
Rosa Silva ("Azoriana")
Palavra de amor (in Maré de Poesia, Jornal da Praia)
Amo a palavra que beijo
Como se beija uma flor
De um carinho benfeitor
Na folha do meu solfejo.
Amo mais do que desejo
Rendo-me à mais doce cor
De uma linha a sobrepor
O caderno onde rastejo.
Quando enlaço o verso nu
Num terceto quase cru
Ateia a minha vontade.
Vontade de ser amada
Na palavra declamada
Muito além de ser o que há de.
Rosa Silva ("Azoriana")
A mãe
Mãe é de ouro ou de prata
A brava tela de amor
Pedindo à Mãe do Senhor
Zelo p'los filhos que ata.
Ata e quase não desata
Do seu ventre criador
Gera o botão de valor
Que voa e melhor se trata.
Estou feliz e digo: Sim!
Aos que nasceram de mim...
Eu vos amo igualmente.
Sigam, pois, a vossa vida,
E seja ela bem vivida...
[Filha, mãe, avó] contente.
19/10/2021
(Noite feliz)
Rosa Silva ("Azoriana")
"Não penses demais"
Eu acordo a bom pensar;
A pensar volto a dormir...
Sou como a onda do mar
No rochedo a consumir.
"Não penses demais" dizias...
Sinto que tinhas razão.
Vejo que há maresias
Nos braços da escuridão.
A mente tanto me ocupa
E dá tanto que fazer
Como se fosse uma lupa
Ampliando o meu viver.
E porque penso demais?!
Insisto em perguntar-me...
Nem todos somos iguais
E pensar não seja alarme.
04:15
Rosa Silva ("Azoriana")
Cantar ou não cantar
Levo desta vida a dor
Da voz não ter luzimento
Para acompanhamento
Do "dom de cantador".
Cantar é hino, é louvor,
É acorde de um talento,
É estrela de um momento,
Num dueto de valor.
Tenho pena, muita pena,
De não brilhar nessa cena,
Ao lado dos cantadores.
Até juro que não minto,
Se soubessem o que sinto:
Ser como jardim sem flores.
Rosa Silva ("Azoriana")
Neta nasceu a 30 de setembro
Eu sou filha da Matilde
Matilde foi minha mãe;
Minha neta tão humilde
Já é Matilde também.
25° Aniversário de Paulo Borges
Estás hoje a festejar
No palácio da comida
Onde poderás saudar
Os 25 de vida.
Já andaste por aí
Ou ali ou acolá
E eu a pensar aqui
Nas voltas que a vida dá.
Parece que ontem foi
O teu longo nascimento
E logo hoje se constrói
Mais valor ao teu talento.
De mochila tão pequeno
No sorriso sempre avante
Com olhar lindo e sereno
Foste bravo estudante.
Rosa Silva ("Azoriana")
05/10/2021. Gratidão
Que seja abençoado
Quem ler este meu artigo,
Quem seja grande amigo
Ou quem me olhe de lado.
Que o bem que nos é dado
Não corra algum perigo;
Contigo e também comigo
O bem seja duplicado.
O que a mim desejares
Deseja também para ti
Enquanto estamos aqui.
E andes por onde andares
Põe a mão no coração
Sorrindo de gratidão.
Rosa Silva ("Azoriana")
Festa das Lajes 2021
Lajes festa soberana
Do Rosário luminoso
Da Terceira açoriana
Do povo religioso.
Encima nobre semana
Com toque harmonioso
Cada Hino, viva Hosana,
Com o traje glorioso.
Santa Virgem do Rosário
No andor a todos beija
À porta da Sua Igreja.
E Deus está no Sacrário
Com o Anjo sentinela
E o Sol cruza a janela.
Rosa Silva ("Azoriana")
03/10/2021. O primeiro encontro com nova geração
Uma alegria, uma intensidade, uma felicidade que não cabem todas em mim. É como ver uma filha amanhecer de novo, com outra forma de apreciar cada movimento, cada pormenor, cada som... é mesmo linda a minha netinha... enche-me o coração de tal forma que quase parece prolongar-se.
Queria estar sempre a seu lado, mas percebo que os seus pais têm o lugar principal. Aceito com gosto e o desejo que a nova realidade ganhe o ritmo natural.
Comigo está a toda a hora mesmo que a alguns quilómetros do meu lar.
Deus te guarde minha flor de Amor!
Rosa Silva ("Azoriana")
Comentário de Amaro de Matos e minha resposta
Recebi um comentário que merece ser posto à proa deste navio. Muito obrigado ao santamarense Amaro de Matos
"Uma velha “Azoreana”
Recebeu esta semana
Um presente de valor
Uma cegonha manhosa
Foi lesta levar à Rosa
Um fruto do seu Amor
A velha ficou nervosa
Com a netinha a chegar
E já fez a mais mimosa
Cantiga prá embalar
Nota: - com a moda das velhas da Ilha Terceira e muitos parabéns a toda a família"
Resposta a Amaro de Matos:
A Rosa ficou risonha
Com a chegada da cegonha
Mesmo no fim de setembro
Ainda não lhe pôs a mão
Mas já sabe a canção
De outrora que'inda lembro
Assim que eu a beijar
E acolher ao meu colo
Verei o que é cantar
Uma cantiga a solo.
Rosa Silva ("Azoriana")
Rima de oração
Ó nossa Mãe tão querida
Livrai-nos de todo o mal
Ajudai-nos nesta vida
E a quem está no hospital.
A quem está encarcerado
No asilo ou na prisão
E aos que sofrem nalgum lado
Abraçados à solidão.
Dai a paz ao mundo inteiro
Sossegai a natureza
Libertai o nevoeiro
E recuperai a beleza.
Dai um beijo no Teu Filho
Que veio ao mundo curar
Aliviai o empecilho
Que haja em qualquer lugar.
Na Serreta ou noutro altar
Desígnios diferentes
Vai o meu verso a rimar
Por muitas das Vossas gentes.
E que seja uma visita
Esta que estou a orar
Como uma carta escrita
Pertinho do Teu Altar.
Rosa Silva ("Azoriana")
Quase um mês depois... [Escrito tirado da gaveta]
A vida de cão é latir
A vida de gato é miar
A vida da gente é fugir
De quem nos atrofiar.
Perguntaram se eu escrevia...
Escrevo quando apetece
Conforme a cor do dia
Ou se a ode acontece.
Neste caminho exato
Quando olho para mim
Sinto que tenho um fato
Nem de seda, nem cetim.
Estou num barco à deriva
Com a proa sem se ver
Se virem que estou viva
É fuligem podem crer.
Tanto erro que já vi
Nesta minha caminhada
Com o lápis escrevi
Sem a ponta apontada.
Escrita grossa em direto
Num papel alvo de neve
Com o toque do afeto
Que também me chega leve.
Não foi em par que acabou
A escrita espontânea
Nem importa o que soou
Importa é a coletânea.
24/08/2021
Olho a fuligem da serra
Prós lados da Ribeirinha
Que se espalha pela terra
Um areal se adivinha.
Estranho os novos ares
Em repentino avanço
Enquanto em outros lares
Há um risonho mar manso.
30/09/2021
Rosa Silva ("Azoriana")
Poema do Amor (30/09/2021)
Amor é dar-se sem retorno
Amor é tudo o que sinto
Deveras e não vos minto
Amor é mais que um adorno.
Amor é o melhor contorno
Do rosto que ora pinto
O sonho sai do recinto
E amar assim sem suborno.
Mãe ama de coração:
Os filhos, a filha e neta...
Querida flor predileta.
Mãe abraço de oração
Na hora matriz d'aurora...
Grata à Nossa Mãe Senhora!
Rosa Silva ("Azoriana")
Salve-se o prazer d'artista
Abrem-se as portas da vida
Tropeça-se noutras entradas
Verdes tingem a guarida
Que venham cantar as fadas.
A bruma é passo gigante
A alma não se renova
O futuro é elefante
O presente ora se aprova.
Unem-se traços da história
Maquilha-se a nova onda
Caem lápis da memória
Só se apanha o que ronda.
E o que ainda me resta?
Uma beleza de vista!
Se não se cumpre tal Festa
Salve-se o prazer d'artista.
Rosa Silva ("Azoriana")
Quando minha rima cala
Quando minha rima cala
No meu livre estandarte
É quando algo não fala
E meu coração se parte.
A hora não me regala
Nem no sonho nem na arte
Nem no quarto nem na sala
Nem em qualquer uma parte.
É uma sorte rimar
Conjugando o verbo amar
Numa palete de amores.
É na falta que preciso
O amor do improviso
Que brilha nos cantadores.
Rosa Silva ("Azoriana")
Que a vela Luz brilhe
Que a vela Luz brilhe
Na vida de alguém
Na frente da Mãe
A força a seguir-lhe.
Há uma flor sem água
Que aos cravos croché
Parece que a fé
A mantém sem mágoa.
Mui feliz é a cena
Que eu enfeitei
A flor encontrei
E trouxe serena.
Que seja humilde
O maior desejo
Que é dar-te um beijo
Em breve Matilde...
Rosa Silva ("Azoriana")
Aos vinte e três (23) dias do mês de setembro (09) do ano de dois mil e vinte e um (2021)
Olá! Ainda me visitas?! Não sei. Os comentários são, diga-se, o sinal de interatividade entre os que ainda geram escritos, sejam em prosa ou poesia. Não sou muito de paragráfos estendidos à velocidade cruzeiro. Gosto mais de umas estrofes e quadras a combinar a rima. Enfim, não foi bem para isso que, hoje, me abeirei do meu querido e estimado blogue, que já conta com uns bons anos e outros tantos artigos...
É só para deixar registado neste artigo que vou de mudanças em termos de mesa de trabalho. A Covid-19 levou-me ao teletrabalho durante uns meses que me foram benéficos, para depois do gozo das férias, voltar ao sítio do costume, precisamente a 9 de agosto de 2021.
Aos 23 de setembro de 2021, deparo-me com informações novas para mudanças de local. No mesmo edifício mas em patamares diferentes. Tudo por causa de uma alínea (k), de um ponto (1), de um artigo (18º) de um Decreto Regulamentar Regional n.º 24/2021/A, publicado no Diário da República, I Série, 173/2021, de 6 de setembro, e, quem sabe, outras alíneas que possam surtir efeitos novos.
Por hoje é só. O futuro é um ovo por cozer...
Rosa Silva ("Azoriana")
Onda na encosta
Xaile de espuma
Mar de espelho
Terra de bruma
De um céu velho.
Onda é em suma
Vaga e conselho
Vem uma-a-uma
Como em retelho.
Bravo na encosta
Quando em mexida
Sinal de vida.
Manso se gosta
Na rima e prosa
Na maré goza.
Rosa Silva ("Azoriana")
À amiga Leonilde Almeida
Companheira de viagem
Na bela camioneta
Destino à mesma meta
Como ordem de homenagem.
É bonito e de coragem
Quando se aceita a seta
Para a ida predileta
Graças à camaradagem.
Que linda coincidência
Sem recorrer à ciência
Para o rumo que Deus quer.
Leonilde e Rosa Maria,
Frederico neste dia,
Vão ver a Santa Mulher.
Rosa Silva ("Azoriana")
Sempre o SIM
Quando a Mãe nos chama
Ao Altar onde festeja
Santuário foi Igreja
《SIM》 é o valor da chama.
Quando não se quer o drama
Por mais leve que ele seja
Afastam-se mal e inveja
E mais nada se reclama.
Vejam alegria aos molhos
No candelabro dos olhos
Com reflexo ao coração.
É p'ra Serreta que vamos
Porque a grande Mãe que amamos
Jamais vai dizer que não!
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. Inédito para gravação ao querido amigo da Mãe dos Milagres e da Serreta - Manuel Ivo Cota.
Virgem Santa do "SIM"
Penúltimo da Novena
Que chegue a quem não está
Nossa Mãe linda e serena
Seu sorriso a todos dá.
Com o Filho nos acena
Brasil, América, Canadá,
Até à ilha mais pequena
Abençoa mesmo de cá.
Avé ó Mãe da ternura,
Concebida sem pecado,
De Sant"ana e Joaquim.
És da Santa Escritura
O exemplo imaculado
Da Virgem Santa do "SIM".
Rosa Silva ("Azoriana")
Senhora eu não sou digna...
Senhora eu não sou digna de ir ver-Te ao Santuário
Com uma Palavra Tua e o perdão necessário...
A pé corro perigo de ferida ser a mazela,
O transporte pessoal anda a pedir cautela...
Eu gosto da freguesia
Eu gosto de Maria
Eu gosto do que lembro
Eu gosto de setembro.
Eu gosto do Santuário
Eu gosto do Sacrário;
Eu gosto do que digo,
Eu gosto do Amigo.
Eu gosto da Senhora,
Eu gosto da Aurora,
Eu gosto da Estrela
Eu gosto de ir vê-la!
Eu gosto dos odores,
Eu gosto das flores,
Eu gosto da Nossa Mãe
Eu gosto de querer Bem!
Rosa Silva ("Azoriana")![]()
A fé de setembro
É por quem está a sofrer
E quando a vil dor ataca
A força se torna fraca,
Vale orar pró bem do ser.
Em setembro quero crer
Que em mim a rima atraca
Numa corrente pacata
Para alegrar meu viver.
Abro então o meu sorriso
À razão do meu juízo
Na audição da novena.
E da Serreta querida
Ouço a Mãe da casta vida
Que nos tira a dor e pena.
Rosa Silva ("Azoriana")
Festa diferente
Tomei conhecimento
Que, de novo, o evento,
Não terá a Procissão...
Não há arcos e tapetes
Muita gente, nem foguetes
Apenas a transmissão.
Não sei se a segunda-feira
Que dá folga à Terceira
É para ser venerada;
Sei que é de devoção
Mais que uma tradição
Ela ser ao Povo dada.
Senhora Mãe da Serreta,
Do mundo, nosso planeta,
Que vive atormentado...
Há que pedir e orar
Para Ela nos ajudar
E a quem está adoentado.
Mãe dos Homens e do Amor,
Mãe do Filho Salvador
Que reina em viva Luz:
Traz a cura à sociedade,
Tira o mal da humanidade...
Pede por nós a Jesus!
Rosa Silva ("Azoriana")
Cravos de amor
São cravos feitos de renda
Era eu ainda solteira
E não tiveram emenda
Pela vizinha "parteira".
Num cristal na prateleira
Que seu valor se entenda
Guardei-os a vida inteira
Para mim mais linda prenda.
Foi a senhora Palmira
Das catorze, se dizia,
Que croché assim fazia.
Ensinou-me, não admira;
Quão feliz me deu a sorte...
Que a Mãe do Céu a conforte.
Rosa Silva ("Azoriana")
P. S. Informação fornecida pelo neto Victor Teixeira: Palmira de Jesus Sousa nasceu a 29 de novembro de 1911 e faleceu em janeiro de 1995.
Lágrimas secas
Sou cálice da amargura
Nem a rima me consola
A lágrima quase descola
No declínio da ternura.
Sou vaso de planta obscura
Um campo verde sem bola
Uma corda sem viola
Corpo sem temperatura.
Tingo-me de paciência
Colho tanta reticência
À espera de me entender.
Não faço ainda a fugida,
Não rasgo o pano da vida
Para alguém o estender..
Rosa Silva ("Azoriana")
Relíquia da manhã
Já não sou o que já fui
Mas fica a recordação;
O meu verso ainda flui
P'ra me dar consolação.
Que se viva o que for
O que resta amiúde
Que haja paz e amor
O resto haja saúde.
Tudo é fácil em palavra
Resta mesmo é usufruir
Cada quadra que se lavra
Tem a estante do porvir.
Não escrevo o que escrevia
Na conjuntura atual
Vou vivendo o dia-a-dia
Nada mais será igual.
Estive no paraíso
Voltei ao meu escritório
Faço tudo o que é preciso
Com mais dor no purgatório.
A quem agora me lê
E me vê pelos caminhos...
Nem tentem saber porquê
Porque os pés veem sozinhos.
Sozinhos e com Maria
E seu Filho muito amado;
Quando faço a travessia
Ouço o sino afinado.
Sou avessa ao ruído
Porque fere todo o ser
Principalmente o ouvido
Muito mais possa reter.
Nesta hora matinal
De um agosto presente;
Perto o ano do final
Que se viva mais contente.
Para em dezena acabar
De quadras todas a eito
Dizem que é bom em par
Para não causar defeito.
Rosa Silva ("Azoriana")
Aida & família
I. Aida
Pareces uma rainha
E uma flor natural
Não é só ideia minha
Creio ser universal.
Se vontade eu já tinha
De ser avó maternal
Agora se adivinha
Que a vontade é brutal.
Ver-te, assim, lindo presente,
À luz do omnipotente,
É criar expetativa.
Toda a natureza canta,
O refrão que nos encanta,
E encanta nova vida!
II. Amores
Eis o quadro principal,
Fruto de cumplicidade,
De amor, que na verdade,
É a raiz do casal.
No ventre, em especial,
Há amor que sempre há de
Ser ponte de igualdade
No coração ideal.
Felizes sejam os três
Porque a Matilde já fez
Emoção à flor da pele.
Venha ela, a vossa filha,
Que na floresta da ilha,
Já formou nobre papel.
III. Aida & família
Aida de rosas c'roada,
Em jogo de maravilha,
À natura igualada,
No oitavo mês da filha.
Por Deus seja amparada,
Na beleza da partilha,
Seja leve a alvorada,
Da alva cor que já brilha.
Eu rimo a toda a hora,
E me liberto agora,
Nos versos sempre a fio...
À Aida e nossa Matilde,
No ventre ainda humilde,
Louvo a foto que me riu.
Rosa Silva ("Azoriana")
A Serreta é...
A Serreta é minha mãe
E dos poucos que já tem
A viver no seu regaço
Cada um tem sua história
Com os lírios de glória
E as flores de um abraço.
Tenho uma amiga Maria...
Esteves, que está sozinha
E tinha uma casa cheia.
Agora nos vemos mais
Nestas redes sociais
Que a amizade ateia.
Quando visitar Maria
A Virgem da Romaria
Por estar aí tão perto
Baixinho diga que amo
E por Ela sempre chamo
Com um sorriso aberto.
A rosa mais perfumada
Seja no altar içada
Como a Bandeira no adro.
Julgo que mais uma vez
Sua Festa no seu mês
Será de novo um quadro.
Não há mão na pandemia
Há gente em demasia
À mistura no planeta.
Os milagres podem vir
Se os Homens no porvir
Rezarem mais na Serreta.
Rosa Silva ("Azoriana")
Terra proa
Admiro a bela paisagem
Vista do Monte Brasil
Sonho, consolo, miragem
De um cenário subtil.
Entre o verde e o anil
Entrelacei a viagem
E entre folhagens mil
Avancei com a coragem.
Ilha nossa, ilha minha,
Com uma Angra rainha
Vestida para reinar.
Na península angrense
Onde tudo nos pertence...
Terra proa d'acenar.
Rosa Silva ("Azoriana")
Sr. José Fonseca e D. Guiomar Sousa
Parabéns p'la linda data
Que merece bom alarde
O meu verso já desata
Nem é cedo nem é tarde.
Desejo felicidades
Ao casal que bem aguenta
A união das idades
Que por amor não rebenta.
Bodas de vidro felizes
Com um brilho especial
Com os filhos e petizes
E amigos em geral.
Um abraço e um beijinho
Meus e da ilha Terceira
Que sigam vosso caminho
Mesmo longe estão à beira.
Rosa Silva ("Azoriana")
Babyshower da minha neta (À Matilde Alexandra)
Da avó que improvisa
E por ti já muito chama
Terás nome de uma Bisa
E da mãe que já te ama.
Muito a gente precisa
De te ver sorrir na cama
Antes no berço avisa
O valor da nova rama.
Toda a felicidade
Surge na natalidade
No colo de um casal.
Minha neta tão querida
Que Deus me conceda vida
Para te amar sem igual.
Avó Rosa Silva
Salgueiros
Não sou monte nem sou vale
Nem mastro de caravela
Sou ilha de Portugal
E em nada mando nela.
Não sou queda acidental
Nem caí pela janela
Só meus olhos vão por ela
Como os que vão no portal.
Sou o cais em maré mansa
Que rebola e que descansa
Em ondas de cor anil.
Só não navego na onda
Que se faz bela e redonda
Quando me molha o quadril.
Rosa Silva ("Azoriana")
Maria Goulart
Prima minha Deus te guie
No regresso ao q'rido lar
À saúde te confie
De novo teu são olhar.
Que tua bondade crie,
A grandeza de amar,
E que para sempre fie
A amizade a dobrar.
Maria Helena em julho
Nos visita com orgulho
E teve pouca demora.
Veio e vai no coração
Do Pico e Terceira então
E no meu a toda a hora.
8 a 13/07/2021
Rosa Silva ("Azoriana")
9.7.21 Do Pico para Terceira. A prima.
Já que não saio da ilha
Neste tempo anormal
Tenho a doce maravilha
Do Pico no meu quintal.
O pai dela rimador
Com rima que foi diversa
Meu tio era senhor
Que rimava uma conversa.
A mãe, a tia Maria,
Tanto que me lembro dela,
Para mim a simpatia
Foi o que senti por ela.
Cada vez que alguém vem
Da saudosa freguesia
Vem Santo Amaro também
Dar-me versos d'alegria.
Rosa Silva ("Azoriana")
À Emily Cantora Emily
Bem-vinda à ilha mãe
Que abraça a sua filha
E que corra tudo bem
É essa a maravilha.
Boda de prata partilha
Da canção que tem
E no Raminho trilha
A alegria também.
Queria da rima ser
A cantora como és
E levas de lés-a-lés.
Tudo pode acontecer
Não importa como seja
Que connosco bem esteja!
Rosa Silva ("Azoriana")
A Victor Teixeira, da Serreta

Conheci o Victor de novo
Um excelente rapaz;
Pelo seu dom eu já louvo
Belas criações que faz.
A doença bateu-lhe à porta...
Da América voltou à ilha,
Mas Deus também o conforta:
Sua ciência é maravilha!
Vânia te dá lá do Céu
Momentos de inspiração:
É como se fosse o troféu,
Dos Milagres, em ação.
A tremer te vejo agora,
Custa muito ver-te assim:
Peço a Nossa Senhora
Que te dê alívio... Sim!
Nossa Senhora está perto
Do teu Jardim natural;
O teu engenho está certo
Falta Imagem ideal.
Com um lírio na mão,
Direita, olha o Altar,
O Menino ao coração,
Na outra mão, pode estar.
A madeira de roseira
É jeitosa para moldar...
E o génio da Terceira
Bem a pode moldurar.
A Imagem se sair
Conforme a tua ideia
Venha Ela a bom sorrir
E terás a casa cheia.
Um rosário de "penas"
Coloca ao seu pescoço;
E um manto de "açucenas"
Na feliz cor do esboço.
A Imagem se benzida
Pela mão de um Reitor,
Poderá ter longa vida,
Para orares com Amor.
A Vânia tanto gostava
De comentar minha rima;
Sei que ela te adorava,
A minha querida prima.
Nos Céus é anjo feliz,
Em sorriso vespertino.
O que hoje ela te diz?!
Cuida bem do que é Divino!
Rosa Silva ("Azoriana")
A resposta do Victor Teixeira, que muito me encantou:
"Rosa Silva
Poetisa Terceirense
Orgulho Serretense
Dona da sua vocação
Uma musa da rima
Sem esforço a sublima
Dando voz ao coração
Só tenho a agradecer
Pois sinto-me honrado
Do que acabou de escrever
Rosa, muito obrigado
Minha vida assombrada
Pela doença malvada
Que ofusca minha luz
Não sou melhor que ninguém
E cada um sabe bem
Todos temos nossa Cruz
Fazer uma estatueta
Da Padroeira da Serreta
Prometo dar meu melhor
Algo para concretizar
Nem que tenha de deixar
Meu sangue e suor!
Mais uma vez obrigado
Victor Teixeira"
Lindas grutas
Andámos tanto apressados
Nesta vida de labuta
Que nem tidos nem achados
Na grandeza de uma gruta.
A gruta é fascinante
Moldada p'la natureza
Mesmo oca de ocupante
No fundo é uma beleza.
Gostava de desfrutar
À gruta numa viagem
Mas se ela me ofuscar
Não há volta... só miragem.
Sempre fui mulher de "medos":
Águas, fogo, alçapão,
Ventania e rochedos,
Sol a mais, escuridão.
Rosa Silva ("Azoriana")
A Duarte Gonçalves Rosa
A vida dedica a Deus.
Admiro ser como é:
Trinta e quatro anos seus
Com a grandeza da fé.
Parabéns nos versos meus,
Meu fervor, minha maré,
Na minha maneira até
Se convertam os ateus.
Canta a Rosa para o Rosa
Pauta da arte bondosa
Nos coros angelicais.
Seja o terceto florido
Por tudo o que tem vivido
Em horas sacerdotais.
Rosa Silva ("Azoriana")
Mural de cor
São Carlos e São Mamede,
Nos Folhadais, da Canada,
Onde refiz a morada,
Minha rima, minha sede.
Quando a Serreta me pede,
Minha mãe, minha amada,
No seu altar adorada,
Em Seu sorriso me quede.
Luís Bretão, sancarlense,
Amigo que me convence
A sorrir para o meu lar.
Todavia, em mim, conservo,
O luar, que não observo,
Colorindo Terra e Mar!
Rosa Silva ("Azoriana")
Angra minha flor

Angra é menina do mar
É princesa do Verão
Perfume na escuridão
Na brisa do seu trajar.
É moça bela a dançar
Na noite de São João
Com o seu par dando a mão
À sereia só de olhar.
É a festa nobre em suma
Que sorri por cousa alguma
Na calçada do seu pé...
É florida em cada poste
E dela há quem mais goste
Do Alto, Jardins e da Sé.
Rosa Silva ("Azoriana")
São João (2021)

Vespertina sanjoanina
[Porque o dia é a seguir]
Da sardinha a conseguir
Ser brasa mais pequenina.
Já se acerta a concertina,
O balão não vai fugir...
E o povo vai prosseguir
Na festa até ser matina.
"Angra nas Asas de um sonho"
É mesmo o que nos parece
Quando pouco hoje acontece.
Que se ate um ar risonho
Na noite mais popular:
São João baila no lar!
Rosa Silva ("Azoriana")
22/23 de junho de 2021

Mão lesa de cumprimento;
Saudade lança picadas,
Por razões muito caladas,
Longe e perto do tormento.
São como folhas ao vento,
As saudades prolongadas,
Da visão estão fechadas
E o sono em desalento.
Onde andas? Ou já não vens?
Ou andas em contramão,
Na senda da ocasião?!
Eu, aqui, dou parabéns
A quem vê o teu sorriso
E o abraço que preciso...
Rosa Silva ("Azoriana")
angrosfera 2021- o site multifacetado de divulgação, de Angra do Heroísmo

Site multifacetado
De Angra do Heroísmo
Com laços de altruísmo
Um tanto por todo o lado.
Constante atualizado
Angrosfera [sem bairrismo]
Com o trevo do civismo
Património selado.
Vem a Angra virtual
Rede patrimonial
Que merece amor sem fim.
Uma via sem barreira
Na bela ilha Terceira
Faz nascer versos de mim.
Rosa Silva ("Azoriana")
Riqueza não é ter
Dei de mim tudo o que pude
E na volta nada tenho
Somente o pouco engenho
No que peço nada mude.
Produzi nova atitude
Disfarcei algum desenho
Conduzi-me algum empenho
E fui quebrando amiúde.
Só a alma é imortal
O corpo é funcional
Entre penas mais histórias.
Meio século consegui...
Do que fiz muito aprendi
Só eu sei quantas memórias.
Rosa Silva ("Azoriana")
CORPO QUENTE
A Terra treme,
Água ondeia;
O Ar é leme
Que nos norteia.
O Fogo teme,
A quem ateia;
Cinza, se creme,
Tinta semeia.
Quero pintar,
Com gosto dar,
Os tons da mente.
De norte a sul,
Cinza e azul,
Em corpo quente.
Rosa Silva ("Azoriana")
Pico (meia costela)
De uma costela sou tua
Porque assim se diz metade
Sob o manto da saudade
Que em mim sempre atua.
Saudade da gente e rua,
Do porto, e mais que há de
Ter nova realidade
No perfume que flutua.
Vou do Cais a Santo Amaro
Que me é tão lindo e raro
No estaleiro de eleição.
Sol dos Barcos, capital,
És concha regional,
Paraíso de mar chão.
Rosa Silva ("Azoriana")
Palavras para ver
Olhando a imagem
Peito, rosto, chapéu,
Florida folhagem
Do nosso ilhéu.
Coração de Angra
É mesmo o centro
E o meu 'inda sangra
Por nela estar dentro.
E não é um fardo
Apenas um molho
Que deu o Ricardo
Às flores que eu olho.
São flores vestidas
Para a festa grande
Alegres, floridas,
Que a palavra expande.
Com asas eu sonho
Mesmo sem as ter
E a ti mais proponho
Palavras para ver.
Palavras eu faço
Com peso e medida
Nelas um abraço
Na cor mais garrida.
Rosa Silva ("Azoriana")
Um dia após ser vacinada
Após um grande trabalho
O descanso da guerreira
Com rede de agasalho
Há frescura quanta queira.
Estou perto da cozinha
Para o lanche arrecadar;
Do outro lado a linha
Onde a roupa vai secar.
Boa tarde aos meus amigos
E a quem apenas passa
Para ler os meus artigos
Ou algo da minha traça.
Cada qual tem distração
Na maneira que quiser;
Por mim tenho atração
P'lo silêncio que fizer.
Rosa Silva ("Azoriana")
Agradecimento público (de inspiração instantânea)
Um beijo de gratidão
Não termina a validade
Quando dado de vontade
Tem forma de coração.
Quando tenha lentidão
Transpõe porta d'amizade
Ou outra intimidade:
Beijar é nova estação.
Mas cuidado com um beijo
Que esse eu jamais desejo
A amigo ou inimigo.
É o beijo traiçoeiro,
Com olhar de nevoeiro,
Sobe ao cume do castigo.
Rosa Silva ("Azoriana")
Feitura do Arco da Praça
(Imagem in "Azores Touch")
Em setembro é na Serreta
Que a festa tem frescura:
A hortência faz moldura,
Cedro do mato vedeta.
No Arco tudo se meta:
Desde o verde, sem tintura,
Mais flores de formosura,
Tudo serve de estafeta.
Se a Procissão vai à rua
O Arco não deixa nua
A via da freguesia.
Há quem o veja sem pressa,
E quando cumpre a promessa,
Ao Arco faz cortesia.
Rosa Silva ("Azoriana")
Minha linda Cidade

Que linda a minha Cidade.
Eu por ti me apaixono
Tens o Salvador por dono,
Nobreza e a lealdade.
És secular na idade,
Branda, vives no meu sono...
Tens o Mar como teu trono
Na Baía da saudade.
Ó Angra da minha vida!
Por ti, estou encantada,
No Monte dos militares.
Ó Angra és tão garrida!
Por ti, sou rima dourada,
Alteza, se me abraçares.
Rosa Silva ("Azoriana")
Beijo d'Água

(Foto da autoria de Alfredo Lemos, gentilmente cedida e inspiradora da minha dedicatória)
Menina de olhar presente
Serena de paz morena
Sobranceira e ou pequena
À vista de nobre gente.
Lábios de anseio quente
Numa tela tão amena;
Lábios (a lua acena!),
Frios de água corrente.
Menina fresca da Mata,
Fonte que o Posto acata,
Por Santo, ter sido, então.
Menina que é honrada,
Por bem ter sido levada
Ao canto de um pulmão.
Rosa Silva ("Azoriana")
Ao 3º aniversário de «Maré de Poesia»
Há marés de solidão,
De alegria e movimento,
As de Poesia são
Grandiosas de talento.
Há marés de adoração,
De ventura e de alento,
As de Poesia são
Aquelas onde me invento.
Parabéns a toda a gente
Que na Maré está presente,
Celebrando a trajetória.
Parabéns com alegria
À Maré da Poesia
Que na Praia faz História!
Rosa Silva ("Azoriana")
Ricardo do bem-querer
Juro que em verso ardo
Com o valor que ele tem
Só para louvar o Ricardo
Que ama tanto sua mãe.
Juro que é lindo vê-lo
Pela ilha com o Piloto
E por todo o vasto zelo
Que tanto nos cai no goto.
Nasceste para ter brilho
De ser exemplo do filho
Que a mãe sempre quer ter.
Laureano apelido
Do rapaz reconhecido
No que dá por bem-querer.
Rosa Silva ("Azoriana")
Angra...
É... Angra é mesmo feliz...
Não uma, mas muitas vezes,
Porque Álamo Meneses
De alma inteira a quis.
É... Angra ao seu povo diz:
Sou Cidade dos fregueses,
Do campo e dos camponeses,
Que honram sua raiz!
Eu quero, assim, saudar,
Sem uma linha mudar
À manta da Velha Praça.
E maior louvor merece,
Quem dela jamais se esquece,
E à Bandeira se abraça.
Rosa Silva ("Azoriana")
Em direto
É na minha "solidão"
Que funciona a razão,
Digo isto sem vaidade,
Cozida com meus botões
Em tantas ocasiões
Dou tudo à comunidade.
Também tenho a recompensa
Que tanta gente dispensa
Com a sua produção.
Há um ramo solidário,
Mesmo que em solitário,
Por amor à vocação.
Em "solidão" se partilha,
Com a peça maravilha,
Ao toque de um botão...
Que leva em celeridade,
A nossa atividade,
Feita de alma e coração.
Mesmo que ninguém me veja,
Nem esteja onde eu esteja,
Há registo de momentos.
Cada hora que eu abraço,
Cada minuto, a compasso,
Junto os segundos talentos.
Enquanto Deus me der vida,
Na "solidão" protegida,
Não terei nada a temer...
O Rosário de Maria
Seja a força que me guia
Para bom fruto espremer.
E desejo a duplicar
A quem de mim se lembrar:
Saúde, Paz e Alegria!
A Santíssima Trindade
Em "solidão" também há de
Dar a todos o que eu queria.
Rosa Silva ("Azoriana")
Um Hino
Vai direto ao coração,
Humaniza território,
Jamais se torna inglório
Em qualquer situação.
Símbolo de uma Nação,
Em sentido obrigatório;
Lindo, nobre acessório,
Distingue a população.
É Hino que nos consola...
Uma lágrima descola,
Pula em nós maior coragem.
O Hino é estrela guia,
É alma de cortesia,
É pauta de homenagem.
Rosa Silva ("Azoriana")
Saudações, via Web, a Luís Sousa que homenageia Francisco Andrade, o poeta da Caldeira!
Eu comento o vídeo do Kanal Ilha 3 (24/05/2021) assim:
À homenagem maravilhosa
Que foi prestada em vida;
Junto a gratidão da Rosa
A uma moda tão querida.
Francisco Andrade bem merece
O que o Luís Sousa fez
E o Pezinho permanece
Um encanto com vocês.
Cantadores que eu vejo
Por quem tenho admiração
Mando um abraço e beijo
Diretos para o coração.
É uma grande atitude
Digo com sinceridade
Deus vos dê muita saudade
E viva Francisco Andrade!
Rosa Silva ("Azoriana")
Não demorou muito e o próprio Luís Sousa, liga-me por telemóvel, a declamar a resposta do poeta da Caldeira - Francisco Andrade:
"TAMBÉM ESTÁ DO NOSSO LADO
ESTAIS PRONTA PARA CONVIVER
E EU FICO-TE MUITO OBRIGADO
PELO QUE ACABAS-TE DE DIZER
QUE DEUS FELIZ TE FAÇA
E SEJA A TUA COMPANHIA
E DERRAME A SUA GRAÇA
SOBRE A TUA MORADIA
ANTES QUE VENHA A MORTE
QUE É UMA COISA HORROROSA
EU GOSTAVA DE TER A SORTE
DE UMA DIA CANTAR COM A ROSA
DEUS SAGRADO DO INFINITO
QUE É REI DE TODO O BRIO
NÃO HÁ NADA MAIS BONITO
QUE AS QUADRAS AO DESAFIO
RESPOSTA DE FRANCISCO ANDRADE À SRª ROSA. DA MINHA PARTE LUÍS SOUSA MUITO OBRIGADO."
Eu que não sou de ficar a remoer por não responder, retornei novo comentário:
Ó que linda esta resposta
Que me veio encantar
E quem será que não gosta
De com o Andrade cantar?!
Mesmo que seja sentado
Ou de que maneira for
Seria um dia lembrado
Para guardar com Amor.
Estou pronta, diga quando?
Esta Rosa já lhe diz:
Mesmo que esteja nevando
Será um encontro feliz.
Ao poeta da Caldeira
Que canta mesmo a escrever...
Kanal da ilha Terceira
Ligou-me e esteve a ler.
E nós não temos escolha
No que toca à vocação
Do ramo nasce uma folha
Pergaminho da oração.
Eu rezo hoje a Jesus
Que batizou nossa ilha
Nos alegre com a Luz
De cantar uma sextilha.
Andrade em versos mande
Ao povo da ilha inteira
O cantar do Ramo Grande,
Das Lajes e da Caldeira
E ao mundo se expande
Numa relíquia pioneira.
Rosa Silva ("Azoriana")
Só falta combinar dia e hora para concretizar o desejo do caro amigo Cantador Francisco Andrade, que já tive o prazer de cumprimentar na sua residência, na Caldeira das Lajes, concelho da Praia da Vitória. Foi uma tarde inesquecível (dia 25/04/2021).


25/04/2021. Dedicatória no livro
Onze anos depois
Deste meu livro lançado
Está vivo um dos heróis
De fino verso rimado.
Francisco Andrade assim
Poderá ler a preceito
As flores do meu jardim
Que trago dentro do peito.
Um abraço
E ele a mim declamou
Naquela hora e momento
A sextilha que ficou
Gravada no pensamento
Esse dia não cantou...
Quem me dera o chamamento!
Rosa Silva ("Azoriana")
Parabéns no Céu! (Maria do Carmo Fortuna)
Hoje seria o 90º aniversário de Maria do Carmo Fortuna! Paz à sua alma. Que a oração seja o prémio para a sua salvação. Ela sofreu na Terra para ser amada no Céu!
Hoje é dia de lhe enviarmos um sorriso feito flor e uma oração pequenina:
Parabéns no Céu!
Ave Mãe celestial
Que a todos quereis o Bem
Olha por todo o mortal
Cuja vida vai além.
Ave Mãe fundamental
Que zela por quem não tem
Uma oração final
Uma oração de Mãe!
Seja feita a Vontade
Não a nossa mas a Sua
Que é pura caridade!
Seja por ti, ó Maria
Do Carmo, que continua
A querer muita harmonia.
28/05/2021
Rosa Silva ("Azoriana")
Post Scriptum: Nascer no mês de maio é uma bênção. Este ano completam-se 104 Anos da primeira Aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos, na Cova da Iria.
Bodas de estanho (10 anos)
Eu peço à Virgem Senhora
Que vive em teu coração
Que abençoe agora
Dez anos de união.
Não peço mais que outrora...
Agradeço em oração,
Companhia vida fora
Em qualquer ocasião.
Não precisamos de nada
Porque nada já é tudo
Se nada tem alegria.
A gratidão renovada
É verdadeira, contudo,
Falta quem tanto queria.
Rosa Silva ("Azoriana")
Espírito, Espírito...

Teatro de mim, esquecido,
Na colina de um retalho,
Que me deu algum trabalho,
Para o trazer esculpido.
Teatro de mim, sentido,
De prata, em agasalho,
Que só vejo no atalho,
Do veleiro constrangido.
E um sonho me assalta,
No palco que me faz falta,
Em monólogo, não escrito.
Peço a Deus essa vontade,
De ser palco, de verdade,
Com a bênção do Espírito...
Rosa Silva ("Azoriana")
AÇORES 2021
Ó Açores de valores
De belezas sem igual
Ilhas de grandes amores
Autonomia regional.
Ó Terra que beija o Mar
O Céu anil ou cinzento;
Um Hino para saudar
O Povo e seu talento.
Viva cada habitante
Na ilha de sua raiz
E também o emigrante
Que açoriano se diz.
Viva a mansidão da Fé,
Os Cantares e a Cultura,
Cada onda, cada maré
Num abraço de ternura!
Rosa Silva ("Azoriana")
Maré de Poesia, na edição 591 do Jornal da Praia

Na edição número 591 do Jornal da Praia, Maré de Poesia presta homenagem ao Sr. João Ângelo, na voz de vários poetas da ilha Terceira.
Obrigada à poeta Carla Félix por colocar a minha homenagem a João Ângelo.
A São Torcato

Sepulcro de São Torcato
Está à vista, no real,
É um venerado ato
De intenção ideal.
Vou procurar a história,
De Guimarães favorito,
Porque Ele é a glória
De afeto tão bonito.
"Fonte de água" idílica
E também a oliveira
Dá azeite p'ra Basílica
P'ra ter luz à cabeceira.
Três festas a Ele se fazem:
Fevereiro, maio e julho,
Onde os seus restos jazem,
E ao Povo dão orgulho.
Santo d'água e azeite...
Da Fonte e da oliveira;
Em Romarias aceite
Pequena, Grande e a Feira.
Maio, julho as Romarias,
Fevereiro é só da "Feira
Dos 27"; outros dois dias
Para os da linha primeira.
Querido "Santo do Povo",
Digna singularidade,
Arcebispo que eu louvo
E também sua Irmandade.
Torcato Félix, eu li,
Ser o nome natural,
E o "leito" que já vi
É milagre capital.
Se algo te aconteça
Pede a ele com firmeza
Que tire as dores de cabeça...
[Seu golpe na natureza].
Minha cunhada Alvarina
Tens a fé inabalável
Acende lá lamparina
Para julho ser saudável.
Rosa Silva ("Azoriana")
Pétalas de algodão

Há uma brisa veloz
Na torre esmorecida
De velha e esquecida
Rezando à primeira voz.
Hoje, aqui, não estão sós,
As paredes de outra vida
Numa tela preferida
Do emigrante e dos avós.
Subo os olhos, tiro o véu,
Para olhar o lindo céu,
Onde brilha a solidão.
Só na solidão é bela,
E saber que na janela
Há pétalas de algodão!
Rosa Silva ("Azoriana")
Lisboeta "açoriano"
Tenho que dizer em direto
Porque a rima não repousa
Adoro e tenho afeto
Pelo amigo José Sousa .
Lisboeta "açoriano"
Que nos brinda com ternura
Este nobre lusitano
Zela p'la nossa Cultura.
Milhares de cantorias
Pezinhos e desgarradas
É o seu maior prazer.
Também lembro outros dias
Das visitas animadas
Que ele vinha cá fazer.
Rosa Silva ("Azoriana")
A Liduino Borba (duas quadras)
Adoro o senhor Liduino
Meu amigo da escrita
Fez meu sonho com tino
Ter a capa favorita.
E mais sonhos tenho eu
Sem papel esvoaçando
Mas quem tem pouco de seu
Vai na "gaveta" arrumando.
Rosa Silva ("Azoriana")
Se...

Se eu partir de repente
De certeza não queria
O mais certo para a gente
É sempre partir um dia.
Eu não paro de olhar
Minha cara no presente:
Em casa gosto de estar
E assim vivo contente.
Rosa Silva ("Azoriana")
