Pão de marés

E o pão disse à fatia:
- Porque te deitas assim?
És a glória e empatia
Tu és tudo o que há em mim.

És o pão do mar aberto
És fatia do meu sal
E de mim estás tão perto
Sem o fogo abissal.

Goza a aurora matinal,
E goza o canto marinho;
Estás comigo, afinal,
Rente às ondas do caminho.

Ó ilhéus de realeza,
Vistosos de tal maneira:
Sóis nossos por natureza,
Ilhéus leais da Terceira!

Rosa Silva ("Azoriana")

Sem comentários:

Enviar um comentário

Obrigada pela visita! Volte sempre!