Sou cálice da amargura
Nem a rima me consola
A lágrima quase descola
No declínio da ternura.
Sou vaso de planta obscura
Um campo verde sem bola
Uma corda sem viola
Corpo sem temperatura.
Tingo-me de paciência
Colho tanta reticência
À espera de me entender.
Não faço ainda a fugida,
Não rasgo o pano da vida
Para alguém o estender..
Rosa Silva ("Azoriana")
Lágrimas secas
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