Cravos de amor

São cravos feitos de renda
Era eu ainda solteira
E não tiveram emenda
Pela vizinha "parteira".

Num cristal na prateleira
Que seu valor se entenda
Guardei-os a vida inteira
Para mim mais linda prenda.

Foi a senhora Palmira
Das catorze, se dizia,
Que croché assim fazia.

Ensinou-me, não admira;
Quão feliz me deu a sorte...
Que a Mãe do Céu a conforte.

Rosa Silva ("Azoriana")


P. S. Informação fornecida pelo neto Victor Teixeira: Palmira de Jesus Sousa nasceu a 29 de novembro de 1911 e faleceu em janeiro de 1995.

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