Dia da Mãe

Mãe

Doce mãe, doce mulher,
Do seu ventre faz o berço
Para o filho que vier
Após rezar muito terço.

Quem tem fé na oração
Mesmo que não vá à Igreja
Um mimo lhe dê então
Para quem primeiro o beija.

Mãe é de todos os dias
Nunca falha o ano e hora
No meio de alegrias
Também sofre e também chora.

Mãe ainda chamo por ti
Quando me vejo aflita
Mesmo sem estares aqui
Sei que no Céu estás bonita.

Dia da Mãe, Maio encima,
Porque é mês de Maria,
Santa Mãe que mais estima
O Filho da Eucaristia.

A mãe que o consegue ser
Nesta vida de enganos
O filho deixa viver
Quando Deus está nos seus planos.

Eu sou mãe, também sou "pai",
Dum trio tão desejado
Do meu coração não sai
O dia dos ter gerado.

Um filho tem só uma mãe,
Que não o tem sem o pai...
Um dia virá também
Que quem ama sobressai.

Rosa Silva ("Azoriana")

Parabéns ao SAPO pelo logótipo


 


Realço o lindo logótipo do SAPO personalizado com o Amor de Mãe.

Destaque: Poema de Maria Belém Silveira

O "PEZINHO"

AS TRADIÇÕES DA TERCEIRA
SÃO UM MODO DE VIVER
COM ALEGRIA VERDADEIRA
E UM JEITO PRÓPRIO DE SER

HOJE UM "PEZINHO" EU VI
NA MINHA LINDA FREGUESIA
E CANTAR BEM EU OUVI
COM MUITO AMOR E ALEGRIA

UM FILHO DA TERRA CHÃ
COM SUA ALEGRIA SÃ
A SUA TERRA LOUVOU

TROUXE A TODOS EMOÇÃO
E ABRIU SEU CORAÇÃO
NAS LINDAS RIMAS QUE CANTOU

MARIA DE BELEM SILVEIRA

O cantar é um prazer

Sinto-me grata por cantar
Tudo o que me vai na alma
Mesmo que possa falhar
Os ecos de alguma palma.

As cantigas sem ensaio
E que vêm num repente
Nalgumas também eu caio
Como acontece a mais gente.

As flores da cantoria
Adornam nosso caminho
E o ramo que se cria
Permanece em pergaminho.

Agradeço mais uma vez
A quem zela a cultura
E quem por ela já fez
Uma bonita moldura.

Rosa Silva ("Azoriana")

O Pezinho na Terra-Chã no vídeo de Ivo Silva

É com a maior alegria que vos apresento esta magnífica recordação do dia 28 de Abril de 2011, quinta-feira do Pezinho:


 


 



 


Isto é LINDO, mesmo lindo!
Ó maravilhosa folia
Obrigada aos que estão vindo
Ao Pezinho da mordomia!

Victor Santos nos convida
A cantar pelo caminho
Duas quadras de seguida
Foram comuns no Pezinho.

Meu amor por esta moda
Vai crescendo dia-a-dia
O cantar não me incomoda
Vou captando a melodia.

Ó Coroa e Cetro Divinos
Sóis a Alma desta Gente
Que ouviram de pequeninos
Este Amor tão ardente.

A Ivo Silva agradeço
Por içar esta bandeira
E aos amigos reconheço
O gosto à nossa maneira.

Rosa Silva ("Azoriana")

Fonte das Cinco Ribeiras

Imagem de João Dinis, no Facebook

Símbolo das Cinco Ribeiras
Alvo centro que perdura
Que de todas as maneiras
Identifica povo e cultura.

Sua forma principesca
Fonte que se adelgaça
Onde corre água fresca
Num convite a quem passa.

A sua igreja matriz
Ao lado mirando o mar
Lá dentro está feliz
Nossa Senhora do Pilar.

Cinco Ribeiras alva e fina
Do centro que nos atrai
Floresce a graça divina
Na água que sobressai.

E foi lá que eu cantei
À filha do grande Charrua
Juro que me emocionei
Com o canto sob a lua.

Minha voz mesmo fraquinha
Eleva a nossa gente
O dono do queijo Vaquinha
Nas festas se faz presente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pezinho na Terra-Chã, com Victor Santos

Hoje a todos saúdo
Alegria vale tudo
É bordão pra qualquer hora
Estou na véspera do Pezinho
De cantar com mais carinho
Ao tema que não se ignora.

A grande fé desta gente
Em símbolos está presente
Alegrando a caminhada
Enfeitamos os bovinos
Tidos com Cetros divinos
Pra tarefa abençoada.

Briança na Terra-Chã
Vai seguir-se amanhã
Quinta-feira é seu dia
Se juntam os convidados
E quem vem de outros lados
Que gostam desta folia.

Vai a moda regional
Plo caminho principal
Com muitas saudações
A quem cria e a quem dá
Aos de cá e aos de lá
Que prezam as tradições.

Eu adoro tudo isto
Ó Ilha de Jesus Cristo
Com Igrejas e Impérios
Com a graça do Bom Deus
Coroando os irmãos seus
Que oram os seus Mistérios.

Coroa de prata adornada
Gipsófila abençoada
Pela divina missão
Pomba alva na Bandeira
Que toma a dianteira
Nas alas da Coroação.

Meu Deus, te amo tanto
Sóis todo o nosso encanto
No Império da Irmandade
Victor Santos e família
Louvar-te-ão na homilia
Domingo da Divindade.

Tem a ilha no pensamento
E passam cada momento
Com o berço no coração
Que a Senhora de Belém
E o Espírito Santo também
Retribuam a boa acção.

Rosa Silva ("Azoriana")
2011/04/27

Para o ovo não se partir...

O que não se consegue cá dentro, vai-se conseguir com quem vem de fora. É sempre assim: “santos de casa não fazem milagres”, bem dizia o ditado. Enquanto que as medidas tomadas pelos governantes portugueses podem não ser bem vistas pelos governados, a solução passa pelo pente fino de quem chega para limar as arestas de tudo quanto é receita e/ou despesa.

“A cavalo dado não se olha o dente” é mais um ditado que se aproveita para a ocasião deveras séria e melindrosa. Colheremos o que semeámos ao longo de décadas, pois não é tão recente assim a liberdade e a democracia. Eu até já tive sonhos de me candidatar à política (incrível não é?!) só que agora nem pensar. Sujeitar-me-ia a ficar sem despesas de representação, sem outras regalias próprias de quem se senta na poltrona do poder e com muito que pensar e resolver. É muito duro e penoso ser político na actualidade. Ganham-se demasiados cabelos brancos e gesticula-se em excesso.

Tenho deveras pena dos reformados, coitados… Alguns vão ficar a ponto de se deixar ficar à espera do toque de finados e outros, com duas ou mais reformas, vão ver as suas parcas receitas ficarem mais leves.

E agora perguntem: de quem é a culpa, a máxima culpa? É de todos e de cada um de nós. O passado é um ovo podre, o presente está às claras, e o pinto que venha sobre, no futuro nem lhe reparas. É assim nossa jogada, uns com tudo outros sem nada; Quanto mais se quer poupar mais havemos de gastar. Perante este vulcão que expele até mais não, sobressai a cousa nova e a velha está à prova.

Falta de melhores ideias estamos todos em paredes meias. Temos mais é que produzir para o ovo não se partir.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Via Sacra

Via Sacra

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Índice temático: Desenho sonetos

Pensamentos rimados

Deixem-se de partidos
E usem-nos inteiros
Pra sermos bem servidos
Heróis e pioneiros.

A crise é de todos
Ninguém fica de fora
Andam praí a rodos
E a crise não vai embora.

Escolham com razão
E alguma autoridade
Senão esta Nação
Entra em calamidade.

Saúde e Educação,
Trabalho e Economia
Segurança e Emigração
E ter contas em dia.

Continente e a Madeira
Açores tudo em comum
Honrando sua Bandeira
Sem fome e sem jejum.

Quem pode trabalhar
Ajuda quem não pode
Estes podem rezar
Pra ver quem lhes acode.

Vamos ver quantos somos
Doentes e sadios
E talhamos os gomos
Conforme os desafios.

Estados terminais
Doenças incuráveis
Acidentes fatais
Fortunas insondáveis...

Tinham de ser revistas
E muito bem estudadas
As cenas egoístas
Serem denunciadas.

Polícia e Bombeiros
E os nossos Militares
Doutores e Enfermeiros
Serem nossos pilares.

Segue-se a construção
Civil empresarial
E a boa educação
Deve ser toda igual.

A troca de produtos
Trabalho comunitário
Sementes e bons frutos
Despesa vs salário.

Rosa Silva ("Azoriana")

Amêndoas da Páscoa

Que cada amêndoa forrada pela doçura pascoal nos traga apetite para enfrentarmos a amargura dos dias coroados pelo FMI – Falta de Melhores Ideias, para nos arrumar a crise causada pela má conversão de escudos em euros. Se equilibrarem a despesa com a receita ficamos todos a lucrar. Enquanto a despesa for além da receita não há NADA que resolva.

E vai e tira o leite, e vai e tira o pão, e vai e tira a manteiga, e vai e tira os ovos… Tudo isto na prateleira à custa do artificial. Já não se muge uma vaca, não se amassa o pão no alguidar, não se vê o ovo no dito da galinha, não se cria um porco e nem se fica com calos da enxada que devia andar nas mãos da juventude que nem sabe se o leite é real e o vê chegar a casa da mimosa vaca de cartão, e tudo o mais que se pede por boca e tem-se (à custa de tanta desgraça que por aí há).

Enquanto que uns andam desequilibrados pelas ruas da metadona e dos frasquinhos seguidos com uma loirinha fresca, outros andam a esfalfar-se na labuta do horário laboral; enquanto que uns voam pelos ares da abundância, outros andam a condutar migalhas que caem do bico dos melros… Que mundo é este? Há um desequilíbrio fatal e agora não me venham cá puxar mais pela carteira que ela está murcha, murcha, murcha…

Enquanto as teclas forem produzindo, o resto vêm do supermercado… Até quando?!



BOA PÁSCOA porque Jesus não tem culpa de nada disto. Ele andou descalço e as poucas vestes que tinha serviram apenas para tapar as partes que não se podiam ver e mesmo humilhado, torturado, ensanguentado e morto por três dias, ressuscitou para que tenhamos ESPERANÇA de que o homem siga o seu exemplo de dar-se aos outros e não de matar-se aos poucos.

Isto tudo serve para eu ler “n” vezes até encaixar um novo método de saber viver comigo e com os outros. Ámen!

Nota: Saiu em prosa mas para me consolar é com a rima :)

Anda o homem a penar
Com a falta de ideias
Para a crise derrubar
E não ir por mãos alheias.

Anda a gente sem tafulho
Com falta de pão na mesa
Tentando que o barulho
Não levante mais pobreza.

E é bom não esquecer
De dar luz à produção
Porque quem sabe fazer
Não lhe falta a refeição.

Quem pede ajuda tem
Quem rouba pecado faz
Quem tem menos do que convém
Um dia na cova jaz.

Rosa Silva ("Azoriana")

Se eu fosse «FMI»

Eu não me parece que o tal de «FMI» ande com tempo para ler artigos (post) de blogues (blogs), nem tão pouco tenha tempo para se impressionar com os comentários que se começam a ler por este mundo virtual, cada vez que cai um título gordo a arrotar as últimas medidas desse tal «FMI». A ser verdade
e concreto, sinto que vai haver uma mortandade ou uma miséria que vai levar à morte que tolherá o esqueleto até mirrar.

Se eu fosse esse tal «FMI» fazia uma lista contendo os grandes ordenados, depois vinham os médios e, finalmente, nem entravam os que nada têm.

Daqueles que têm propriedades endividadas tinham que ser avaliados ao pormenor, porque afinal nada têm.

Famílias com grandes encargos tinham que ser avaliadas ao pormenor, porque afinal nada têm, caso estejam endividadas.

Os doentes, os presos, os idosos suponho que o tal de «FMI» os queira
eutanizar.

Resta-me escrever que eu tenho três filhos, uma nora, três gatos, uma cadela, baratas, ratos, melros, pombas, minhocas, lagartixas, pulgas, carraças, piolhos, aranhas, moscas, mosquitos, besouros, borboletas e afins mas não tenho onde cair morta, portanto, não admito que me venham tirar nada porque muito já tiro eu e, sem mim, o que me rodeia morre, porque de mim dependem enquanto eu estiver de cabeça no ar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Angra do Heroísmo / Monte Brasil... Há imagens que me/nos inspiram mesmo...

 


Imagem do facebook...

 


 Índice temático: Desenho sonetos

A caravana encarnada pela Rua da Sé - Angrense é Campeão!

E viva o Angrense!

 


Depois de tanto treino
Depois de tanto jogo
Valeu ter o seu reino
E brilhar como fogo!

O jogo é mesmo assim
Tudo vale e acontece
Para uns é o fim
E a outros tudo aquece.

E quem esteve ao rubro
Neste fim-de-semana
Com objectiva cubro
A linda caravana.

Quem esteve no passeio
Com olhar sorridente
Viu todo este asseio
Com coração contente.

Os bons "descamisados"
Na rua em corrida
Aqui são contemplados
Com a cor da sua vida!

A festa vermelhou
A gente aplaudiu
E aquele que não gostou
De verde então se viu.

Rosa Silva ("Azoriana")

Domingo de Ramos

 



 


 


 

Museu Gomes

 


Museu Gomes

 


 


O Museu da Cultura Tauromáquica GOMES
"AIG" é um registo, uma marca com relevo,
Que honra a Terceira e os Bravos Nomes
Que neste momento idolatro e escrevo.

O vosso Museu preza uma vida inteira
De corações de antigos e bravos ilhéus
Que fizeram elevar a nossa ilha Terceira
Ao mais alto "Olé" e à elevação de chapéus!

Mérito, Honra, Nobreza e Valentia
Vos sejam dadas e a tanta maravilha
Que representa a bravura da tauromaquia
Que jamais será esquecida na lilás ilha.

E o mundo merece, por bem, conhecer
Os filhos e netos que mantém sempre vivas
Histórias de relíquias que apetece ver
E registar as melhores saudações emotivas.

Bem-haja!
Da vossa prima:
Rosa Silva ("Azoriana")

Hino à nossa gente: Terceirenses!

 



 



 


 
Trabalhamos a Alegria
Na roda da nossa saia
Festejamos noite e dia
O Hino de Angra e Praia.


Nossas marchas populares,
Com inéditos cantares
Movimentam as cidades
A ilha inteira brilha
De autêntica partilha
Desde aurora às trindades.

Tocam os sinos risonhos
Coroando nossos sonhos
Na viagem da saudade.
"Quem canta seu mal espanta"
E nossa Alegria é tanta
Tinge o campo e a cidade.

Vem Amor canta comigo
O nosso cantar de amigo
Que ressoa ao coração
Nossa alma tão festeira
Comunga a ilha Terceira
Com toda a população.

Somos canto de improviso
Com o tocador preciso
No retiro animador
Somos alma terceirense
No bailado da hortense
Que é a nossa primeira flor!

Rosa Silva ("Azoriana")
2011/04/15

Tela dourada (para uma imagem de outrem)

Tela dourada

À Vitorina

 



 


 

Lírios da alma

Apascento o meu rebanho
Da forma que posso e der
Fazendo o meu desempenho
Faço de pai e sou mulher
Mesmo que o meu desenho
Não seja bem o que se quer.

Os filhos são para os pais
O tesouro de uma vida
Para nós, eles são iguais
Amamos de forma querida
Na Casa dos Folhadais
Fazem-me fortalecida.

Eu nunca os vou esquecer
Do passado ao presente
Farei por fortalecer
O futuro da nossa gente
Hei-de cantar pra comer
Porque a crise me faz frente.

É tão duro para a mãe
Pedir seja o que for
Mesmo se não tem vintém
Encobre esse temor
A pobreza de alguém
Enriquece com o Amor!

Este canto inspirado
Tido na alva madrugada
Pode não ser do agrado
Nem em tela pincelada
Ser vista por quem ao lado
Enfrenta tudo ou nada.

Há dores e há martírios
Que não se vêem por fora
Muitas vezes vão nos círios,
Com apelos à Senhora
Que os transforma em lírios
E a tristeza vá embora.

Uma mulher para viver
A sua vida airosa
Tem que ter para comer
E no vaso uma rosa
Que floresça até morrer
Pós viagem tenebrosa.

Ó gente da minha terra
Que me conheceis de vista
Sou filha de mar e serra
Não me força ser artista
Apenas não se encerra
O que a minha alma conquista.

Sou do monte, sou do mar,
Sou da ilha das cantigas
Sou sextilha a divulgar
Algumas das sãs espigas
Que continuo a cantar
Prás nossas gentes amigas.

«Serreta na intimidade»
Um livro da minha estima
Fique pra posteridade
A Serreta é que encima
A prosa que de mim há-de
Ter valor de Brava rima.

Minha rima nasce da brisa
Que me sopra tão veloz
A prosa também desliza
Pra chegar a todos vós
O meu canto sempre frisa
A Serreta, mãe e avós.

A rima é uma ternura,
A prosa é um encanto,
Seja a favor da cultura
Popular que gosto tanto
Pela mãe e pela ventura
Do Divino Espírito Santo.

Seja esta recordação
Duma criadora amiga
Uma terna ovação
Nos laços de uma cantiga
Feita de alma e coração
À Brava maneira antiga.

E não vou daqui embora
Sem deixar um forte abraço
Aos que me lêem lá fora
E aos que douram meu espaço
Seja tudo pela Senhora
Dos Milagres o que faço.


Somos o lírio e a palma...

2011/04/15
Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: Inspiração criada precisamente no dia que Vitorina Diniz está de aniversário. Desejo-lhe muitos parabéns com um abraço muito apertado. Ela é a minha prima direta, única que reside na freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, filha de António Gonçalves Cota, já falecido (tio materno), e de Maria das Neves Natalina da Costa, emigrante nos Estados Unidos da América com os restantes filhos.
Para todos um grande e saudoso abraço!

Oferta a Elmino Alves, emigrante no Canadá

A oferta ao Elmino
Venho aqui divulgar
Em cada uma assino
Com abraços a rimar:

*******************
As cantigas da Terceira
Tocam fundo o coração
Levam nossa alma inteira
Nos lábios de uma canção.

A saudade se encerra
No abraço da cantiga
Que eleva a nossa terra
À memória mais antiga.

Na igreja toca o sino
Canta a água no chafariz
E no altar do Divino
Canta a Palavra feliz.

Volta à terra de nascença
À ilha que em tudo canta
Terceira já não dispensa
O regresso que a encanta.

Rosa Silva ("Azoriana")

Parabéns, Chica Ilhéu!

Parabéns Chica!

A rima de hoje e de sempre

Numa escalada terrena
Vão os livros, um-a-um,
Tudo, enfim, vale a pena
Mesmo que não sobre algum.

Pra mim a felicidade
É ter visto tudo em vida
«Serreta na intimidade»
Foi muito bem recebida.

O abraço maternal
Foi um grandioso efeito
Duma forma original
Bateu fundo no meu peito.

O milagre fez-se ali
De forma limpa e singela
A prova que é aqui
Que a Vida de lá é bela.

Rosa Silva ("Azoriana")

Notícias fresquinhas in DI - Diário Insular de hoje...

Ruben Bettencourt - música e Rosa Silva - livro

 


Muito obrigada por estas notícias em prole da música e da cultura açorianas com explosões além-mar.


*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*


(...) retalhos do fogo que incendeia rimas do coração. Ei-las:

Que esta escrita seja
Para o Hélio e leitores
O rio que me goteja
Na rima dos meus amores.

Que este verso veloz
Com um golpe do juízo
Seja pra pais e avós
Verso de patriotismo.

A ilha toda se espanta
Com as rimas do meu ser
E a emoção se levanta
Em aplausos de prazer.

Se um dia eu partir
Sem deixar nada de mim
Ficam ao menos a sorrir
Horas felizes assim...

Obrigada, Hélio Vieira,
Do Diário Insular,
Por ser filha da Terceira
Sou da rima popular!

E por gostar de rimar
E por querer mais sorrisos
Acabo assim a cantar
O amor por improvisos.

Rosa Silva ("Azoriana">

"5 Minutos de Cultura", pequeno Grande Programa

5 Minutos de Cultura
Divulgam a Região
E também tem a ventura
De excelente edição.

Pequeno grande Programa
Que toca tudo e todos
A duração é que reclama
Venham mais 5 a rodos.

Mesmo assim é de louvar
Por ser bem apresentado
O tanto que vai para o ar
Tem alcance redobrado.

Os Açores e o Continente
Madeira e o estrangeiro
Têm a emissão patente
No SAPO hospitaleiro.

Rosa Silva ("Azoriana")

Destaque: Quadras de Jorge Silva

Estive ler o livro da Rosa
Serreta na Intimidade
Gostei da poesia e da prosa
De quem foi da freguesia para a cidade

Um sonho em papel se concretizou
Muitos mais verão a luz do amanhã
Como esta homenagem que materializou
À terra natal e à sua mãe

Peço desculpa pela minha ausência
No dia do lançamento
Apelo à sua benevolência
Por esta falta, que lamento

Espero que continue a escrever
E nos dê o prazer de cantar
Num futuro que há-de ser
Aquilo que quisermos realizar

Termino agradecendo a oferta
Que por pequenas grandes mãos me chegou
Fica aqui a porta sempre aberta
De quem estas pobres rimas teclou.


 


Jorge Silva

Destaque: Quadras de Hélio Vieira

A Rosa a todos encanta


com a sua poesia


mas também quando canta


exprime toda a sua simpatia


 


O seu livro é o sonho concretizado


e um louvor à sua Serreta


falando do presente e passado


com o coração e alma aberta


 


Que conserves o que de melhor tens


que é a amizade de quem te aprecia


pois deves contar entre os teus bens


o dom nos conquistar com a tua poesia.


 


Hélio Vieira

Em torno de um assunto

Escondo o ser na magia da palavra na cepa do papel. Deixo-me naufragar na linha de ponta. Crio a minha satisfação com o verso nato. Recrio as letras que pululam a inspiração sedenta de madrugadas coloridas de olhares incomuns. Deixo-me desfalecer num amontoado de beijos sonoros. Gosto de beijos. Sempre gostei. E dou-os em retribuição dos que me dão. O prazer (dos beijos) torna-nos mansos e, por outro prisma, é o começo do êxtase. Viciam-nos. Há beijos que despertam a carne e os sentidos. Outros gelam-nos...… Há beijos temperados de amor e paixão. O amor é maduro quando a paixão amadurece na permanência do bem-querer, altruísta…...

Escondo o gozo no virar da folha da vida. Madruguei na balada do abraço do sonho. Despi-me da noite no solavanco de sonhos. Abro-me ao golpe de água morna. A saudade é a toalha do amanhecer na vírgula do prazer. A vida
espera-me no labirinto do ser. Há beijos que não se trocam por nada deste mundo. Que não faltem os beijos dos apaixonados cujo destino é o AMOR, num arco de flores.

Bom dia!

Special ones, special friends... Amigos especiais

 


Clic na imagem e siga o link...

 


Agradeço à Chica Ilhéu
Por me dar lindas molduras
Cada uma é um céu
De amizade nas figuras.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


 

Ilha bordada de tradição

Serreta e outras localidades...

 É de dar muitos valores
A quem louva a sua terra
Esta é a ilha dos Açores
Que louvo do mar à serra.

E quem comigo a louvar
Mesmo que de outro lado
Merece que a venha visitar
Pois recebemos com agrado.

Nossa terra, nosso lar,
Nosso mundo pela proa,
Que sempre iremos amar
Mesmo que algo nos doa.

Minha ilha toda bordada
Com pontos de tradição
Pela musa inspirada
Que nos toca o coração.

Rosa Silva ("Azoriana")

Parabéns a "mim", digo, ao meu "Menino de 7 anos"

Menino de 7 anos


 


Eu, blog, faço sete anos
Que ando na blogosfera
Com certezas e enganos
Faço parte da primavera.


 


Sou menino rimador
Sou amigo do amigo
Até já sou cantador
E canto hoje em artigo.


 


Venham todos para a festa
In Canada dos Folhadais
Minha "mãe" já só lhe resta
Chamar meus "irmãos" leais.


 


"Aflores" foi o primeiro
Que me cantou logo cedo
Ele também é pioneiro
Do riso não faz segredo.


 


Agostinho, sei que vem,
Chica Ilhéu e o Ideias
Joanina e Clarisse tÊm
Lá fora as suas teias.


 


Esta teia de amores,
De artigos e jograis
Made in Terceira-Açores
E de tantas ilhas mais.


 


Beijos e obrigada a todos, todos.


Agora vou passear, quem sabe até Angra do Heroísmo e Praia da Vitória... Logo à noite venham à festa do Azoriana Blog... É mesmo cá em casa. Traga a sua alegria e boa disposição e se quiser brindar temos sempre rios de água e mares de ... uma pinguinha de Baco.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

A poucas horas de...

Estreia de algo novo... A rima com cabeçalho dedicado à nova viragem desde que foi lançado Serreta na intimidade... Espero que gostem. A foto principal é da autoria de Elvino Vieira e o resto fui eu que dei um toque.

Outra foto que adorei é esta, da autoria de Carlos Tavares, o amigo de "Aqui & Agora". Apenas coloquei o meu livro na mão... Adivinham como?

Até logo!


Rosa Silva

O livro «Serreta na intimidade» - Informação

 



 


O meu livro encontra-se à venda de duas maneiras:




  1. Nas livrarias à responsabilidade de outrem;




  2. No meu domicílio à minha responsabilidade.






  • De qualquer forma, agradeço a compra em qualquer um dos sítios.






  • Se quiser encomendar o meu livro contacte-me pelo Facebook ou pelo meu e-mail, e farei uma dedicatória especial em rima.




 Rosa Silva ("Azoriana")

Amanhã este, "menino" da Azoriana, faz...

... anos! Sabem quantos?

Mas é só AMANHÃ. Antes do dia não é boa profecia...

Agora vamos ao que interessa...

Ali para os lados do norte de Portugal anda um tal de Ailaife, digo, Berto Flores, à espera que a esposa regresse das compras. As mulheres devem estar todas numa de ir, HOJE, às compras... É que também vou, se Deus quiser. Tenho de comprar uma coisita aqui para o meu "menino" para festejar o seu... É só AMANHÃ! [Achas que vem gente dar-te alguma palavrinha?! É sábado e está tudo para as COMPRAS!!!]

Então vamos todos espreitar o que se anda a comprar para aquelas bandas... Vroooooom…Vroooom…Vroooooooooooooooooooooooooom!... Querem ver que eu também me passei :)

E a propósito de lembretes... Já viram "A União", de 7 de Abril de 2011, numa página lá mais para o fim?

Sabem uma coisa?!

Eu bem que tento fugir às más notícias, aos solavancos da crise económica portuguesa (e por esse mundo fora), às catástrofes naturais que arrasam famílias e bens materiais e alastram tristezas em quem ouve, vê e lê a actualidade, tento fugir aos artigos da desolação, da miséria, da doença, e por aí fora... Mas dado o amontoado de letras tristes é impossível fugir do que quer que seja. Apenas vou remando na minha maré actual, isto é, no rescaldo de um sonho realizado... Se é que na actualidade se pode sonhar e
fazer a nossa realidade.

Eu explico melhor

Para bem de ter o meu livro nas mãos enfiei-me na crise até me enterrar, mas valeu a pena porque tinha uma boa causa que rolava há anos. Por uma mãe que
nos deu tudo (não me refiro à parte material mas moral e educacional) e viveu com a crise da doença tinha de me esforçar ao máximo por fazer-lhe a vontade antes que eu partisse também e não limasse os remorsos. E consegui. Consegui também porque me ajudaram e isso era necessário. Temos de viver em comunidade e, reciprocamente, com a ajuda da comunidade.

Concluindo

Isto para vos dizer e confirmar que a crise económica me preocupa, mesmo que tenha o ordenado mensal; o que está à minha volta me preocupa, mas sobretudo, preocupa-me Portugal. Onde está o nosso Portugal? Se Portugal não se levantar, nós que somos Portugal, também ficaremos de rastos e com a miséria a conviver portas para dentro e para fora...

Mais valia arrasar tudo e começarem de novo. Mas isso seria o mesmo que morrer vivos. Quem nos irá salvar?! Quem salvará os nossos filhos?!

Preocupo-me tanto com o futuro dos nossos filhos e penso que não estou sozinha nesse barco a rumar com o vento pela proa. Não percebo nada de remos mas penso que o vento pela frente dificulta a acção, certo?

Rosa Silva ("Azoriana")

Sobre as "Cantigas ao desafio na cidade de Toronto" - 2 e 3 de Abril 2011

(…) As suas cantigas, harmoniosa e cuidadosamente soletradas, baseavam-se nas suas vidas, nas circunstâncias em que foram criados, no amor por seus pais já falecidos e na saudade dos tempos idos em vez de se atacarem mutuamente (…)

Fonte: In “A União”, publicado na Quinta-Feira, dia 07 de Abril de 2011, em Actualidade, sob o título “COMUNIDADES Cantigas ao desafio na cidade de Toronto”, assinado por Avelino Teixeira

Destaquei esta parte supra porque comprova-se que assim é: as cantigas ao desafio estão a tomar outro cunho poético ao invés do despique mordaz que marcou muitos desafios dos homens da cantoria. Quando a mulher se aventura ao improviso é muito natural que adoce a cantoria com o seu jeito feminino e característico. Enfim, tudo tem a ver, também, com a situação em que ocorre a cantoria: se solene, adopta-se um perfil adequado, se a jeito de brincadeira ou entre amigos/cantadores que recorrem a um despique mais aguçado, pois há que perceber e entrar na onda que os envolve.

Ainda bem que, em qualquer dos casos ou de perfil do desafio, a mulher (ou a jovem Maria Clara Costa) está a chamar as multidões para ouvirem as cantigas que, segundo a minha fraca opinião, já estavam a precisar de uma lufada de canto fresco. Tudo tem o seu dia e hora, tudo tem uma fase de subida e até não descer (e oxalá que nunca tal aconteça) vai-se mantendo nos sentidos da população que gosta e ama a cultura popular, porque só mesmo o nosso Povo para entender esta força e/ou atracção que leva a percorrer distâncias enormes só para ouvir os pares da cantoria com a língua matriz – portuguesa!

Para não me alongar muito neste pensamento e/ou comentário, resta-me desejar o melhor do mundo para os cantadores, que conheço e já ouvi algumas vezes, José Eliseu (que tive o prazer de cumprimentar pessoalmente um dia destes) e Maria Clara que toma a dianteira em qualquer cantoria que se preze. Ela é e será a Jóia da Cantoria. Quem sabe um dia alguém se lembra colocá-la no “Retiro dos Cantadores” ou noutro local da ilha Terceira a defrontar-se com outra mulher… Eu chamaria a esse desafio do seguinte:


 


Perfume de Cantigas

São estrelas perfumadas
São flores de rima doce
São vozes escancaradas
No canto que o luar trouxe.

São pérolas esvoaçando
Pelos olhares das gentes
São palmas acarinhando
As almas ali presentes.

Hoje em dia se pode ver
Um xaile e um chapéu
E assim irão permanecer
No coração do ilhéu.

As mulheres das Cantigas
São dueto singular
Atraem odes amigas
À nossa arte popular.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Recordação para a Vida!

A vida nos é tão curta
E passamos a correr
Oxalá mesmo assim surta
Uma jóia de prazer.

Como a nossa ida é breve
E a volta não figura
Ficam folhas ao de leve
Com as vozes da cultura.

A cultura açoriana
É beijada pelo mar
E na curva da semana
Ondeia bel' canto popular.

KIGS leva as gentes
Pelas suas lindas Ondas
Do Atlântico presentes
Nas nossas rimas redondas.

Gaivota voa por mim
Até à minha Madrinha
A saudade reza assim
Chorando na quadra minha.

Nos Açores, ilha Terceira,
Lavro rimas de amor
Vão Estrelas da Bandeira
E a benção do Senhor!

Rosa Silva ("Azoriana")

Venus Creations - Agradecimento

Foto de Elvino Vieira

 


Ainda um pouco atordoada com as surpresas e encantos de um lançamento levado a efeito, com pormenores de afinco, e com um gosto elevado por ver um sonho tornado realidade num salão repleto de gente que, no fim, nos aplaudia de pé, deparo com nova notícia que me encantou. Uma, porque estar na Venus Creations, pelo empenho de Avelino Teixeira, já por si só é um encanto; outra, porque toda a alma terceirense gosta de ver divulgado o que de bem vai fazendo em prole da cultura popular açoriana e não só.

Portanto, por isto e por tudo o que há-de vir, se Deus quiser, cabe-me agradecer com um gigantesco sorriso e um olhar comovido de esperança que a memória da minha falecida mãe, que a freguesia da Serreta (que ela tanto amava), bem como a Senhora dos Milagres (que já é tida na devoção a larga escala mundial) vos retribua com tudo o que mais vos faça felizes, quer a nível pessoal quer a nível profissional.

Também, não posso deixar de elevar a grande colaboração do nosso amigo Liduino Borba e esposa. Creio que, graças a eles, que se juntaram à minha vontade e força de ver realizado um sonho em vida, este projecto viu a emoção de ser lançado em vida, com um toque de amor à vida.

É em vida, na minha perspectiva pessoal, que tudo tem razão de ser para todo aquele que ama o que faz.

Em vida é que vos revelo que ao morrer, morrerei feliz, muito feliz mesmo. OBRIGADA!

Rosa Silva ("Azoriana")

5MC - 5 Minutos de Cultura, de 5 de Abril

Obrigada Dulce Teixeira e Paulo Pereira, da Media9

Lição de vida

Quando a gente tem um gosto
Ele nos ares se expande
Vem logo atrás um desgosto
Que pode ser muito grande.

Há desgostos comedidos
E outros de grande monta
Há uns que são servidos
Muito além do que se conta.

Há pessoas tão velhacas
Que nos rondam e questionam
Tudo metem em suas “sacas”
E depois nos “abandonam”.

Cuidado e muita atenção
Pra quem está de boa fé
Em qualquer ocasião
Podem dar-lhe um “pontapé”.

Os “pontapés” que nos dão
Sem sequer usar o pé
São pontapés com lição
Pra aprendermos como é.

E se pecado tiveres
Não o guardes para dentro
Faz por ele o que puderes
Pra não te pisar no centro.

O centro de que vos falo
Rima ao pé do coração;
Deixa ver se não o entalo,
Nas rimas que aqui vão.

São linhas de carne e osso
São pensamentos legais
São meu peito em alvoroço
Por soltar o que dói mais.

Rosa Silva (“Azoriana”)

«Retiro dos Cantadores», nas Doze Ribeiras - Apontamento

«Retiro dos Cantadores», inaugurado no dia 1 de Abril 2011, na freguesia das Doze Ribeiras, concelho de Angra do Heroísmo.


 


Começo por dar os parabéns ao novo administrador do «Retiro dos Cantadores e dos Tocadores», que também é Presidente da Associação de Cantadores dos Açores, José Santos, conhecido por “Gaitada”.


 


Na passada sexta-feira, 1 de Abril, dia de petas e do meu aniversário, fui convidada a estar presente na inauguração e também a fazer parte da cantoria que durou até à madrugada do sábado.


 


Actuaram vários cantadores acompanhados pelos tocadores José Domingos Mancebo, José Manuel Caracol, Elvino Vieira, José Henrique Rocha e o Emanuel das Doze Ribeiras.


 


Após o jantar comemorativo, iniciou-se a cantoria na presença de alguns convidados atentos à novidade: Rosa Silva ia soltar o canto com o cantador José Leonel, conhecido por Retornado. Uma responsabilidade estava à vista e foi captada pela VITEC. À guitarra estava o Sr. José Domingos Mancebo e no violão o Sr. José Manuel Caracol. Pela reacção final acho que este momento de estreia correu bem. Aproveitei para, no fim, dedicar umas palavras ao Sr. João Leonel por toda a sua perícia na cantoria ao longo de tantos anos e, porque em vida é que se devem dar os elogios olhos nos olhos. Bem-haja!



 


A seguir houve um recital de poesia pelo Sr. Hernâni Candeias, picoense, residente na ilha Terceira que me surpreendeu e foi aplaudido por todos. Acho que este senhor não devia guardar na gaveta tanta inspiração e da boa.


 


As próximas cantigas foram içadas pelas vozes de Isidro, de São Bartolomeu dos Regatos, e do Valadão, antigo proprietário do bar em festa. Após os aplausos, seguiu-se um poema – “O Homem Perfeito” - declamado por José Orlando Nunes, que provocou um riso final em toda a assistência.


 


Novamente sobe o pequeno estrado da cantoria, José Medeiros que cantou com Ludgero Vieira que mal acabaram os aplausos merecidos deram lugar a Paulo José Lima com Fernando Alves Fernandes, que não pouparam elogios a José Santos.


 


Ainda recordo uma quadra de Paulo Lima que rezava assim:


 


“Que Deus Pai omnipotente
Rei de eterna sabedoria
Ilumine agora a gente
Para uma boa cantoria.”


 


Fernando Fernandes, da Serra da Ribeirinha, também se saiu com esta:


 


“Ele é perfeito e sempre rola
Rola sempre com prazer
Ele vai abrir a Escola
Para tu vires aprender.”


 


Após outras boas quadras, seguiu-se a actuação de José Santos com o João Leonel (Retornado), que levaram um bom bocado num despique ao rubro e com oitavas iniciadas por José Santos que, sem papas na cantiga, foi conduzindo, até ao fim, uma grande cantoria entre dois vultos importantes nas cantigas ao desafio.


 


Após uma pausa merecida, veio à cena o cantador “Santa Maria”, de nome Carlos Andrade, com o que até então eu desconhecia mas ficou-me na mente, Hernâni Candeias. Se eu gostava e gosto de cantigas ao desafio, pois com esta actuação fiquei a amar a cantoria cada vez mais. Diria que foram rimas divinas improvisadas com um forte poder e sentimento. Que pena tenho por não conseguir gravar na memória tudo o que ouvi entre os dois brilhantes cantadores.


 


Nutro um especial carinho por “Santa Maria” mesmo que não tenha cantado com ele nem sei se virei a cantar pois, pelo que percebi, pensa em não continuar. Oxalá que mude de ideias e continue a encantar com o seu canto divino. Estes dois senhores da poesia estiveram presentes na noite seguinte. “Santa Maria” acedeu ao meu pedido para ir à Serreta porque percebeu, através de uma quadra que lhe ofereci, que a sua rima é omnipotente. E nada como ver um cantador sorrindo para uma oferta sincera.


 


Claro que as cantigas não acabaram por ali. A vontade era muita do Valadão, das Doze Ribeiras, cantar com a serretense vizinha, Rosa Silva. Eu, que depois de ouvir tanta beleza rimada, como ia conseguir articular cantiga com um detentor de boas cantigas?! Aceitei na esperança de ser o que Deus quisesse que fosse.


 


Cantámos os dois louvores e os amores às freguesias onde os nossos berços nos ouviram chorar pela primeira vez, sendo a mãe do Valadão, também serretense. Quando o Valadão canta comigo (e não foi esta a primeira vez) acaba por se render à doçura da cantiga, sendo ele valente nas cantigas com cunho muito forte. Se ele quiser pode derrubar quem tem ao lado. Estou certa que a mim não quererá fazer tal.


 


Como não tinha nenhum caderno ou folha para anotar alguns pensamentos da ocasião, peguei de um guardanapo limpo e desatei a escrever algumas quadras que bailavam na mente:


 


“Retiro dos Cantadores”
Nas Doze Ribeiras estreia
Com vozes e tocadores
Perante nova sala cheia.


 


A VITEC também gravou
A festa de inauguração
Primeira cantoria ficou
Rendida ao coração.


 


Este nosso povo ilhéu
Preserva a cantoria
E prova com seu pitéu
Toda a sua primazia.


 


As cantigas ao serão
São nosso mote perfeito
Cantamos para os que estão
Com esta chama ao peito.


 


2011/04/01


 


Mas ainda deu tempo para mais uma inspiração ficar registada em papel de mesa:


 


Dizem que aqui é escola
Para novos cantadores
Com violão e com viola
Também virão tocadores.


 


A nossa melhor riqueza
E nossa melhor mestria
É sentir que a natureza
Faz-nos amar a cantoria.


 


Dou agora uma sugestão
Ao dono destes encantos
Que faça uma colecção
De molduras de novos cantos.


 


Nas paredes do salão
Enfeitado a preceito De lilás a bom preceito
Ficará a recordação
De cantigas de bom jeito.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


 


E hoje, 5 de Abril, dia que faz 47 anos que fui baptizada, canto em direto para o papel, sem revisões:


 


Finalmente, na Terceira,
Temos um lugar ideal
Pró cantor e cantadeira
Se sentir bem no local.


 


Se passares lá por cima
Com tuas boas maneiras
Entra se gostas de rima
Feita nas Doze Ribeiras.


 


Desejo uma coisa rara
Despique entre mulheres
Cantar com Maria Clara
Digas lá o que disseres
Se o riso se depara
Não vale é bater colheres.


 


Se isto é provocação
Ou ideia comedida,
Eu estou certa que não
Maria é jovem querida
E nas Doze ao serão
Ela terá melhor saída.


 


Disso até nem me importa
Uma é grande, outra é pequena…
Não irá bater-me a porta
E vai querer entrar em cena
Mesmo que eu seja “morta”
Terei quem faça novena.


 


Cantadeira do Raminho
Vai passar pela Serreta
Há doçura no caminho
Papel e alguma caneta
Nas Doze, naquele cantinho
Quadra será alva ou preta?!


 


Com isto eu vou levar
Com cantigas valiosas
Se delas, eu não gostar
As minhas serão pirosas
Certamente irei amar
As suas rimas airosas.


 


Não pensem que a cantoria
Tida como um desafio
Nos dá sempre alegria
Pode então tirar o pio
Mas o que nos salva o dia
É perdoar o que se ouviu.


 


2011/04/05


Rosa Silva (“Azoriana”)

Eu tenho que vos escrever...

Não há prémio comparável
Ao Prémio da Amizade
Numa noite memorável
Tive essa Honra de verdade.

Em vida, ato presencial,
Tendo atentos os sentidos
Vibra o eco pessoal
Nos olhares agradecidos.

A todos que me brindaram
Com palavras e cumprimentos
Quanta emoção levaram
Pra recordar tais momentos.

Agradeço a tanta gente
E a quem na Serreta vi
Mas nesta hora presente
Trago algo para aqui:

Magda Peres, minha nora,
Por toda a sua ajuda
Não falei naquela hora
Mas assim será sortuda.

O mundo todo lerá
E quem sabe os seus parentes
O LOUVOR que lhe dou cá
Seja o melhor dos presentes.

Paulo Ormonde contribuiu
Com acordes de Violão
Meu genro bem se saiu
O LOUVO de coração.

Eu não referi na altura
Porque a hora era dos Filhos
Mas eu sei que a Cultura
Cabe também noutros trilhos.

Afilhada Maria Freitas
Meu LOUVOR à flor donzela
Uma menina às direitas
Também gosto muito dela.

Cláudia Franco prima/afilhada,
Que ontem não abracei
No coração estás guardada
Desde que para ti olhei.

Aos primos e à Madrinha
Que na América estão
Seja esta passagem minha
A nobre recordação.

À Vitorina e Emiliano
Meus queridos afilhados
Compadres de tanto ano
Sejam pla filha consolados.

Grata estou aos meus parentes
Amigos e benfeitores
Colegas e outras gentes
Cantadores e tocadores:

O Berço de uma vida
E de tantas vidas mais
Cantei com a alma erguida
Num abraço aos meus Pais.

Rosa Silva ("Azoriana")
2011/04/04

 

Algumas fotos do evento...

A oferta da Chica Ilhéu para declamar no sábado do lançamento

O teu livro acabei de ler,
E dele muito gostei,
É fruto do teu saber
Disso nunca duvidei!

"Serreta na intimidade",
Foi o título escolhido,
Nele sente-se a saudade
O nome tem seu motivo!

Dos poemas lá escritos,
De todos o que mais gostei,
Embora todos bem bonitos
Um, deles eu destaquei!

"VERSOS DE MÃE" Salvam vidas...
Dizes no teu poema
Rimas nessas linhas queridas
A tua dor e dilema!

Do BODO falas também,
Da Senhora e Procissão,
Mas sem nunca esquecer a Mãe
Que trazes no teu coração!

Dedicaste ao Alfenim,
Umas rimas com Louvor,
Falaste do teu cantinho
Com muito carinho e amor!

Serretense que se preza,
Tem sempre muita devoção,
Trabalha, festeja e reza,
Com a freguesia no coração!

A os amigos dedicaste,
Umas rimas ao teu jeito,
E se às vezes não rimaste
Nem tudo sai a preceito!

Não esquecendo a Cidade
De Angra do Heroísmo,
Com palavras a rimar
Falaste no Patriotismo!

Nestas minhas quadras singelas,
Deixo a minha admiração,
Deixo um abraço apertado
Do fundo do meu coração!

A Amizade é o maior bem,
Que o Ser Humano pode ter,
Assim o faço também,
E penso bem merecer,
Um abraço te quero dar
E, dizer-te: -"PARABÉNS!"
Pelo livro que vais lançar
Que vivas por muitos anos!


CHICA -24-3-2011, in "Chica Ilhéu"

A oferta de Luís Nunes para declamar no sábado do lançamento

Depois de lido um poema da autora de “Serreta na intimidade” em que espelha bem o que significa para ela este dia, vou apresentar-me Chamo-me Luís Nunes e é com muita alegria (e até orgulho) que me associo a um dos dias mais importantes da Vida de Rosa Silva. A minha função será a de apresentador do que aqui irá acontecer esta noite e também de ler alguns poemas que fazem fazer parte do livro e também que rebusquei dos muitos que a Rosa tem publicados On Line, é o caso do que acabei de ler...

A maior parte das pessoas, pelo mundo fora, conhece a Rosa Silva por Azoriana, “Terceirense das Rimas”, e conheceram-na como eu pela Internet, através do Blogue que é talvez a sua grande paixão.

Um dia eu, por brincadeira, resolvi criar um blogue, sem saber bem no que me estava a meter, o primeiro comentário que recebi de apreço e motivação foi da Rosa. Estando eu, na altura, a passar um momento difícil da minha vida, minha mãe estava em fase terminal, a Azoriana ia seguindo os meus posts, para quem não sabe posts são os artigos que editamos nos blogues, e identificando-se comigo no meu sofrimento, pois já tinha perdido a sua mãe e sabia o que eu estava a sentir. Estando eu no hospital na hora da visita ela telefona-me, convém realçar que até então só nos conhecíamos pelos blogues, solicitando permissão para ir-me visitar e conhecer a minha mãe. Claro que acedi. A curiosidade era muita. Gostei de a conhecer e a amizade, com altos e baixos, ficou até hoje. Juntos organizamos dois encontros de bloguers que baptizamos de “Encontro Bloguista da Ilha Terceira”. Quando a Rosa quis sair da organização dos encontros eles morreram! Faltou a força e teimosia dela para se ter coragem de levar em diante a iniciativa. Diga-se que é necessária muita coragem, porque depois da polémica que gerou o hino do bloguista, escrito pela Rosa e cantado pelo carocho, conjugado a um Power Point de má qualidade que eu fiz, que criou, talvez, a maior guerra escrita acontecida nos Açores entre Micaelenses e Terceirenses, não é fácil voltar a organizar um encontro. Imaginem que a Rosa, por causa desta batalha, ia quase desistindo do seu blogue.

Hoje, a Rosa realiza o sonho que acalentava há alguns anos de lançar um livro. Escolhe a terra que a viu nascer para o fazer, e inclui-me nas páginas do mesmo na perspectiva de bloguer e amigo o que muito me satisfez. Mas também me inclui nesta página viva da sua vida trazendo-me a esta Serreta, pela qual eu também nutro muita afeição, (não fosse eu devoto de Nossa Senhora dos Milagres), para que também possa render-me a esta homenagem de uma filha a três mães: Matilde, Nossa Senhora dos Milagres e à mãe Terra.


Luis Fagundes Nunes, de "Ideias e Ideais".
Leia-se, também, o artigo com os Versos que Luís Nunes me dedicou.
2 de Abril de 2011


Freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores


Pela sua grande inspiração
Passam alegrias e dores
As rimas saem-lhe do coração
Como no campo brotam flores

A Rosa não é uma flor
Mas o nome assenta-lhe bem
Rima com tanto amor
O nome de sua mãe

A Serreta trás no peito
Guardada num cantinho
E arranja sempre um jeito
De a por em pergaminho

E à sua padroeira
Venera como ninguém
É continuadora verdadeira
Do sonho de sua mãe

Hoje um sonho almeja
Seu livro nasce p´ro mundo
E à Serreta vem e beija
Abraçando-a com amor profundo

Serreta na Intimidade
De palavras, gentes e devoções
É documento de verdade

Para muitas gerações

Muitos parabéns à autora
E sucesso p`ra bem vender
Que o livro vá mundo fora
E a Serreta dê a conhecer

Tua mãe lá no céu
Deve estar feliz, contente
Porque tua inspiração deu
Contributo p´ra cultura da gente

Luís Fagundes Nunes
http://ideiaseideais.blogs.sapo.pt

Do Facebook para "Aqui & Agora" renovando sincero(s) agradecimento(s)

 


Obrigada!


À dedicatória que Vitor Teixeira me fez:





Rima linda e bendita
Sobressai na tua escrita
Com retalhos da Serreta.
Agradeço a homenagem
Que surpresa esta passagem
Louvo tua mente e caneta.

Vitor Teixeira bendigo
Tu és meu grande amigo
E me tratas tanto bem
Com os versos te consagres
E a Senhora dos Milagres
Te ampare e a mim também.

O livro foi bem erguido
Por todos reconhecido
Com alegria e emoção.
O Palco da Sociedade
Foi um céu de amizade
Música, cantores em união.

Abracei minha irmã
Com a lágrima de romã
No nosso rosto humilde
Bateu forte a emoção
E naquele momento então
Estava connosco a Matilde.

Beijos
Rosa Maria

Nota:
Foi LINDO! Pensei em ti
E em quem não está aqui
Numa presença querida...
Anotei no livro teu
O eco que vem do céu
Pró resto da tua vida.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

 

Nota de Carlos Tavares: Nós é que agradecemos o que nos ofereceste; a tua humildade, honestidade e seres tu mesma. As coisas boas acontecem só a pessoas boas!