A oferta de Luís Nunes para declamar no sábado do lançamento

Depois de lido um poema da autora de “Serreta na intimidade” em que espelha bem o que significa para ela este dia, vou apresentar-me Chamo-me Luís Nunes e é com muita alegria (e até orgulho) que me associo a um dos dias mais importantes da Vida de Rosa Silva. A minha função será a de apresentador do que aqui irá acontecer esta noite e também de ler alguns poemas que fazem fazer parte do livro e também que rebusquei dos muitos que a Rosa tem publicados On Line, é o caso do que acabei de ler...

A maior parte das pessoas, pelo mundo fora, conhece a Rosa Silva por Azoriana, “Terceirense das Rimas”, e conheceram-na como eu pela Internet, através do Blogue que é talvez a sua grande paixão.

Um dia eu, por brincadeira, resolvi criar um blogue, sem saber bem no que me estava a meter, o primeiro comentário que recebi de apreço e motivação foi da Rosa. Estando eu, na altura, a passar um momento difícil da minha vida, minha mãe estava em fase terminal, a Azoriana ia seguindo os meus posts, para quem não sabe posts são os artigos que editamos nos blogues, e identificando-se comigo no meu sofrimento, pois já tinha perdido a sua mãe e sabia o que eu estava a sentir. Estando eu no hospital na hora da visita ela telefona-me, convém realçar que até então só nos conhecíamos pelos blogues, solicitando permissão para ir-me visitar e conhecer a minha mãe. Claro que acedi. A curiosidade era muita. Gostei de a conhecer e a amizade, com altos e baixos, ficou até hoje. Juntos organizamos dois encontros de bloguers que baptizamos de “Encontro Bloguista da Ilha Terceira”. Quando a Rosa quis sair da organização dos encontros eles morreram! Faltou a força e teimosia dela para se ter coragem de levar em diante a iniciativa. Diga-se que é necessária muita coragem, porque depois da polémica que gerou o hino do bloguista, escrito pela Rosa e cantado pelo carocho, conjugado a um Power Point de má qualidade que eu fiz, que criou, talvez, a maior guerra escrita acontecida nos Açores entre Micaelenses e Terceirenses, não é fácil voltar a organizar um encontro. Imaginem que a Rosa, por causa desta batalha, ia quase desistindo do seu blogue.

Hoje, a Rosa realiza o sonho que acalentava há alguns anos de lançar um livro. Escolhe a terra que a viu nascer para o fazer, e inclui-me nas páginas do mesmo na perspectiva de bloguer e amigo o que muito me satisfez. Mas também me inclui nesta página viva da sua vida trazendo-me a esta Serreta, pela qual eu também nutro muita afeição, (não fosse eu devoto de Nossa Senhora dos Milagres), para que também possa render-me a esta homenagem de uma filha a três mães: Matilde, Nossa Senhora dos Milagres e à mãe Terra.


Luis Fagundes Nunes, de "Ideias e Ideais".
Leia-se, também, o artigo com os Versos que Luís Nunes me dedicou.
2 de Abril de 2011


Freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, Açores


Pela sua grande inspiração
Passam alegrias e dores
As rimas saem-lhe do coração
Como no campo brotam flores

A Rosa não é uma flor
Mas o nome assenta-lhe bem
Rima com tanto amor
O nome de sua mãe

A Serreta trás no peito
Guardada num cantinho
E arranja sempre um jeito
De a por em pergaminho

E à sua padroeira
Venera como ninguém
É continuadora verdadeira
Do sonho de sua mãe

Hoje um sonho almeja
Seu livro nasce p´ro mundo
E à Serreta vem e beija
Abraçando-a com amor profundo

Serreta na Intimidade
De palavras, gentes e devoções
É documento de verdade

Para muitas gerações

Muitos parabéns à autora
E sucesso p`ra bem vender
Que o livro vá mundo fora
E a Serreta dê a conhecer

Tua mãe lá no céu
Deve estar feliz, contente
Porque tua inspiração deu
Contributo p´ra cultura da gente

Luís Fagundes Nunes
http://ideiaseideais.blogs.sapo.pt

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