Mulher, mãe...


Com sua graça e cor
Neste jardim em flor
Vai trilhando sonhos e vida;
Mulher meiga e festiva
Sedutora e emotiva
Na sua ilha querida.



 


Terceira e São Miguel
Se juntam neste painel
Colorindo as manhãs:
Flores de doce encanto
Alegres em cada canto
Chamando suas irmãs.


 


São Jorge e Graciosa,
Mulheres de tez mimosa;
Faial, Pico e as Flores
Brilhantes em alto-mar
Corais finos de espantar
Conquistando seus amores.


 


Corvo e Santa Maria
São estrelas de harmonia
A ocidente e oriente;
Juntam-se ao grupo central
Mostrando seu ideal:
Mulher, mãe de amor ardente.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 





(Imagem encontrada na net)

Brisa do momento

Bravos Cantadores

Em Angra do Heroísmo
Todos marcharão pla rua
Adornados de lirismo
Lembrando também Charrua.

José de Sousa Brasil
Foi cantador popular
De Charrua no perfil
E na rima exemplar.

Do povo ele era o "santo",
Da "Aurora" o "Sol Nascente",
Do Terreiro era o Canto
Reunindo um mar de gente.

Minha alma se inflama
Com ares de cortesia
Pelas suas musas chama
Seus pilares da poesia.

Junho de dois mil e dez
No seu dia vinte e quatro
Cantarão de lés-a-lés
As liras do seu teatro.

Centenário do nascimento
Do cantador terceirense
Que navegou em talento
E no fim seu amor vence.

Casou com a cantadeira,
A Maria Angelina,
Que cantou à sua beira
Linda quadra cristalina.

Diva de popularidade
E da rima pura luz
Ao povo deixou saudade
Nesta ilha de Jesus.

Por Turlu mais conhecida,
A dama da redondilha,
Que partiu desta vida
Sem voltar à sua ilha.

Ó ilha de mais encanto
De festas e de folia,
Do Divino Espírito Santo
Que é alma da cantoria.

Deixo um agradecimento
Às musas do bravo ilhéu
Que na brisa do momento
Nos inspiram lá do céu.

Rosa Silva ("Azoriana")

Convite conferência - Jan Huygen van Linschoten na Terceira

Convite-arie+pos.jpg

A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo tem a honra de convidar V. Exª. para assistir à 4.ª conferência do Ciclo


 


OCEANO DE HISTÓRIAS - NOVOS CAMINHOS DA HISTÓRIA DO ATLÂNTICO

Jan Huygen van Linschoten na Terceira
Pelo Professor Doutor Arie Pos

Esta conferência terá lugar no dia 30 de abril de 2010 (6ª feira), às 18h00 na Sala de Reservados do Palácio Bettencourt

Uma parceria:
CHAM - Centro de História de Além-Mar (UNova de Lisboa / Udos Açores)
BPARAH - Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo

Apelo bloguista

Este blog - http://mbweblogv2.wordpress.com/ - pertencia a Miguel Bettencourt, que conheci no jantar de bloguistas. Apreciei, sinceramente, o entusiasmo dele, a sua iniciativa, e a sua alegria e boa comunicabilidade.

De repente, noto que o seu blog http://mbweblogv2.wordpress.com/ está inactivo, foi apagado e apenas surge uma mensagem: "The authors have deleted this blog. The content is no longer available."

O que será que levou este blogger, amigo do seu amigo, a desistir? Eu já me vi em pensamentos desses e consegui ultrapassá-los porque o bichinho mordeu-me forte e penso que só a morte me separará do meu querido blog. E ao Miguel o que terá acontecido?

Se me estiveres a ler, reage, diz alguma coisa. Claro que as decisões pessoais são de ter em consideração mas quando um blog é bom porque liquidá-lo? Eu seguia-te mesmo que não te comentasse a eito. Eu via na minha caixa de correio os títulos que indicavam um artigo online. E agora? Volta, por favor. Espero contar contigo no próximo jantar. Sem ti não é a mesma coisa, acredita.

Um amigo faz-nos falta quanto mais um amigo com blog. É como abrir uma janela e ter a alma deserta com a sua ausência.

Seja lá o que for, diz-nos por favor!

Abraço

Rosa Maria

Feliz aniversário a 29 de Abril

Parabéns querida amiga
Pela nova primavera
Hoje dou-te uma cantiga
Que suponho estares à espera.

Uma cantiga no dia
Do nosso aniversário
Completa nossa alegria
E anima o calendário.

«Parabéns a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida.»

Esta é habitual
E será sempre bem-vinda
Ouvi-la já é normal
E será sempre mui linda.

Canto com maior ternura
Depois de te conhecer
Lembrarei tua ventura
Gostei bem de te ver.

Rosa Silva ("Azoriana")


para Francisca Dias do Canadá

No Portal do Divino a novidade

DES.jpg

FESTA DO DIVINO em Vila Isabel - Rio de Janeiro - 2010. Apreciem!

Açores nossos amores

AÇORES

Milagre do Atlântico
Paraíso prateado
De mar.

AÇORES
Pérolas vivas
Dum verso anil
A navegar.

AÇORES
De lava pura
Que nos abala
E faz rezar.

AÇORES
Ilhéus do mundo
Com flores vistosas
Para te abraçar.

AÇORES nossos amores
Rima de cores.

2010/04/28
Rosa Silva ("Azoriana")

Retrocesso do preço de produtos é a hipótese de saída da crise económica

Ó meus senhores, ouçam o que vos digo:

Se não moderarem os preços dos produtos nada fazem com a crise económica. Se um mero saquito com meia dúzia de batatas fritas que embelezam os cestos dos vendedores nas touradas da ilha Terceira custa para aí uns 200 e tal escudos (moeda antiga), convertidos dá 1 euro e tal, imaginem a bronca que não é esta conversão e outras tais. Uma queijadinha pequena e gostosa ronda os tais duzentos escudos, imaginem a bronca que não é mais esta conversão e outras tais. Como vai sobreviver a freguesia, o concelho, a ilha, os Açores e o Continente? Digam-me lá.

Ou se faz nova conversão ou os ordenados de alguns retrocedem para um patamar menos faustoso. Como conseguir fazer que sobreviva um agregado familiar de seis pessoas, animais domésticos e afins com o preço actual de tudo? Quem põe mão nisto?

Por mim, estou à beira de um ataque qualquer... de nervos não será porque esses já estão num caos.


Ó Bendito seja Deus
Que fez mar, céu e terra
E deu aos filhos seus
O poder de paz ou guerra.

O homem é que retalha
As tábuas onde se deita
E quando algo então falha
É a morte que o espreita.

E se a crise continua
Alastrando na carteira
A morte é que actua
Nas gentes de má maneira.

Se fizermos vista grossa
A toda esta situação
Vai causar a grande mossa
Nos canteiros da Nação.

Rosa Silva ("Azoriana")

A ilha e sua graça

Louvor a São Miguel

Artesanato em basalto
Figurativo plano e alto
Das escórias vulcânicas
Montra das ilhas atlânticas.

Com motivos dos Açores
No negro as belas cores
Elevando o que é real
Dos jardins de Portugal.

A menina Sapateia
É a sorte de mão cheia
De «coisas açorianas»
Com bel' artes humanas.

«Terra de Fogo» em arte
Esse belo dom reparte:
À ilha de São Miguel
O meu louvor, em painel.

Rosa Silva ("Azoriana")




"A Serreta e a sua Igreja de Nossa Senhora dos Milagres" - Escultura Base de J. Bett.

Desanexada da Paróquia das Doze Ribeiras, viria a dar-se a criação da freguesia da Serreta. Com esta circunstância viria já uma antiga imagem da Virgem Maria. Em 1819 foi então promovida a Fundação da Igreja da Serreta, que veio a ser concluída em 1842 e benta a 31 de Agosto de 1907. Mede 219 metros de altura e cerca de 10 metros de largura. Ostenta um frontispício exterior com traça modesta, mas equilibrada e sóbria nas suas linhas gerais. O seu interior é formado por uma só nave. Ostenta um espólio artístico composto por um Cristo de marfim indo-português do séc. XVII, uma estante com embutidos em marfim e 4 castiçaleiras esculpidas em boa madeira do séc. XVII, tendo um Cristo seiscentista na sacristia. À volta da sua padroeira tem crescido e enorme fé dos seus devotos com as graças concedidas pela Santa Milagreira, que dá lugar a grandes romarias entre os habitantes de toda a ilha Terceira e ilhas mais próximas. Por estas crescentes manifestações do povo foi mais recentemente elevada a Santuário de Nossa Senhora dos Milagres.

Nota: Talvez tenha sido a aquisição que mais me encantou nos últimos tempos. Tenho o Santuário de Nossa Senhora dos Milagres na minha secretária para lembrar que é o monumento onde o meu coração bateu primeiro com o toque das Trindades… Foi num dia de Abril, dia cinco, que me entregaram à protecção da Virgem Maria e do seu Filho, pelo baptismo, no colo da minha madrinha Maria das Neves, ao lado do meu padrinho António Cota, já falecido. São estas as melhores lembranças de um tempo reflectido em obras de verdadeira arte manual. É pena que a vida nos pregue algumas partidas e nos assombre os caminhos.

Conselho amigo: incentivo ao artesanato

bijuteria_fenix.jpg

Há quem tenha habilidade
Pra fazer seja o que for
Mas a nossa sociedade
Não dá devido valor.

Anda uma moça prendada
Em trabalho artesanal
Faz tanto numa assentada
Sem ver lucro material.

Quem me dera ajudá-la
A sair dessa tormenta
Gosto de ver cada mala
Que o seu blog ostenta.

Dê valor à reciclagem,
É bela transformação:
Veja bem cada imagem
E a boa decoração.

Rosa Silva ("Azoriana")

http://www.bijuteriafenix.blogspot.com/

Escrita lenta

Ultimamente não me afago com a criatividade escrita. Ela anda lenta tanto quanto eu. Virei-me para o crochet na esperança de produzir embelezamento para um móvel novo que sempre desejei. Há quem diga que mais valia Portugal declarar a falência devido à vastidão da crise económica. Por um lado, seria muito bom. Eu ando em crise económica há algum tempo e vou-me contentando com pouco. "Quem não vê, não sente", ouvi alguém dizer. De certa forma, concordo. Quem está habituado a viver com parcos recursos não sente tanto a transição que se adivinha.

A receita anda muito colada na despesa e não prevejo que se consiga colocar moeda em mealheiro. Os novos sobrevivem graças aos antigos. A vida de hoje comparada com a de ontem é um salve-se quem puder mas julgo que a salvação está muito perto de estoirar.

Estou com saudades dos vossos comentários. Será que vocês têm saudades da minha rima? A rima é meu comprimido de ânimo e faz-me muito mais
feliz que a prosa.

Rosa Silva ("Azoriana")

Republico muito agradecida a Renã Leite Pontes pela sua dedicatória

Jardim De Inverno

Dedicado - com carinho - à distinta poetisa Rosa Maria, de Angra do Heroísmo, Ilha Terceira de Açores.

Rosa Clarpúnia, a flor de Júlio César,
formosa Cláudia, o lírio de Pilatos.
lindas mulheres! Mais que exemplos natos!...
foi bem por eles que eu ousei casar!

Lá nos Açores há rosas e extratos
que mandam brisas letras pelo mar,
com poesias pela água e ar,
pois nos Açores, letras são regatos.

Se julgarmos por esta sua Filha,
é a Ilha Terceira, a maior ilha,
em paz, cultura e em civilidade...

Rosa Maria traz-nos, com seus versos
seus amores profundos, submersos,
para a mais fina flor da claridade.

Renã Leite Pontes
http://canticosdoacre.blogspot.com/

Com agradecimentos sinceros para os tradutores Katharine F. Baker e Dr. Chamberlain

ter_alma_de_poeta.jpg

http://silvarosamaria.blogs.sapo.pt/853301.html


 


Mais uma tradução para juntar às anteriores...


 


Obrigada sempre!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

"CANTIGAS DE ABRIL E VERSOS MIL" no Porto Judeu - Angra do Heroísmo - Ilha Terceira

 


Cartaz in blog

"Café concerto
no Porto Judeu

Um café concerto intitulado «Cantigas de abril e versos mil» decorre no próximo sábado, a partir das 21h00, na sede da Associação Cultural do Porto Judeu."

É o que nos dá conta o Diário Insular da mui nobre cidade de Angra do Heroísmo.

Se tudo correr bem lá estarei porque tenho um pressentimento que vão haver umas surpresas lá para o fim do evento que canta o 25 de Abril de 1974, trinta e seis anos depois.

O blog do amigo bloguista, Luís Nunes, de "Ideias e Ideais" dá-nos o sumário informativo do evento.

De cá para lá (3)

De cá para lá
(3) De mim para ti (Amor)

Eu quero hoje cantar-te
Um poema de Amor
Em que junto à minha arte
Um coração voador.

Canta o coração por mim
Porque logo tu me calas
[Pétala de flor carmim]
No beijo que me embalas.

E cai a chuva de Abril
Para nos aproximar
No linho carinhos mil
Na doçura do rimar.

Meu amor tudo me inspira
A querer-te todo em mim
Com mil desejos em mira
De amar-te tanto assim…

Rosa Silva ("Azoriana")

De cá para lá (2)

De cá para lá
(2) Angra do Heroísmo para Biscoitos - Terceira

Uma quadra já me sai
Com os meus ares risonhos
Vamos ver se ela não cai
Com o Verdelho em sonhos.

Quem fosse uma andorinha
Voando no firmamento
Levava esta quadra minha
Ao museu do nosso alento.

E cai a chuva de Abril
Para nos acinzentar
Perdemos o lindo anil
Que nos dá o alto-mar.

Doce rima me inspira
Navegar na blogosfera
Porque já tenho na mira
"Chico Maria"…... Quem me dera!


Foto tirada por Bagos d'Uva


Rosa Silva ("Azoriana")

De cá para lá (1)

De cá para lá
(1) Terceira para Graciosa

E cai a chuva de Abril
Por Angra do Heroísmo
Acinzentando o anil
Do nosso patriotismo.

Para a ilha donzela
Graciosa e pequena
Um ramo de fita bela
Com a nossa açucena.

Graciosa, flor menina,
Coroada de alegria,
Pura na graça divina
Aurora de cada dia.

E a rima me inspira
A cantá-la docemente
Porque a beleza da lira
Toca o coração da gente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Porque a equipa do SAPO merece

Se os clientes fossem lendo
O que o SAPO nos informa
Ficavam logo sabendo
Usar a sua nova forma.

Louvo o esforço humano
Na engrenagem portuguesa
Servem sicrano e beltrano
Com toda a gentileza.

As novas tecnologias
Nunca param um instante
Novidades todos os dias
Pra quem gosta é cativante.

Uma equipa que nos guia,
Nos informa com rigor,
Merece a primazia
E um constante louvor.

E se falhas inda houverem
Neste conjunto diário
Se tão logo lhes disserem
Nunca ficam no armário.

Minha oferta feita em rima
Adocica um sorriso
Já sabem que minha estima
É cantar de improviso.

Tó, André, Isa, Eduardo,
Hugo, Morgy, Pedro, Joana,
Miss..., Jonasnuts, vos aguardo
Neste meio de semana.

Uma resposta adorava
Um sinal de qualquer um;
Uma carta me chegava
E não fazia mal algum.

Um CD com os ficheiros
Do Blog nado em Abril:
Talvez seja dos primeiros
Da ilha com meu perfil.

Obrigada amigos meus
E doutros utilizadores:
Um abraço e queira Deus
Que recebam mais louvores.

Rosa Silva ("Azoriana")




In Blogs.blogs.sapo.pt

P.S.: Num dia que a chuva cai como pérolas adornando as flores de Abril que hoje fazem anos. Sei de uma dessa flores que hoje está usufruindo de mais uma primavera molhada. Que o Sol entre no coração mesmo que não exponha os seus radiosos ares.

Hoje também se comemora 510 anos do descobrimento do Brasil. Foi-me relembrado pelo poema de Euclides Cavaco, um amigo poeta luso-canadiano que elogio frequentemente e que merece toda a nossa estima.

Ver artigo anterior.

510 anos hoje

E vem toda uma História,
De quem bons versos cria,
Perpetuando a glória
Que noutro tempo cabia.

Com "Brasil e Portugal" (*)
Do nosso amigo emigrante,
Um poema sem igual,
Selo da data importante.

Euclides Cavaco é mestre
De récitas, canções e Fados,
E no segundo trimestre
Lembra séculos passados.

Eu confesso a distracção
Dessa data memorável
Agradeço o bom coração
Deste amigo tão notável.

Parabéns a vinte e dois
Dias, deste mês de Abril:
Quinhentos e dez anos depois
Cantamos o irmão Brasil.

Rosa Silva ("Azoriana")



(*) In "Brasil e Portugal" - Euclides Cavaco.

Intercâmbio cultural - Versos e Quadrinhas e porque não Sextilhas...

Passei por Versos e Quadrinhas
Mas não vi tudo a eito
Se quiser algumas minhas
Pode pedir com bom jeito
Elas são como andorinhas
Que sobrevoam meu peito.

Intercâmbio cultural
É um passo interessante
De onde é afinal
É de cá ou emigrante?
Se for de lá não faz mal
Torna-se mais importante.

Agora voam sextilhas
Feitas com alguma pressa
Levam perfume das ilhas
Na lilás tudo começa
No Bodo e nas rosquilhas
Na romaria com promessa.

Volte sempre ao meu cantinho
Que canta por entrelinhas
Dou-lhe versos de carinho
Com um sorriso nas linhas
Na rima não está sozinho
Enquanto lembrar das minhas.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: Dedicatória a quem gosta de Rima. Quem sabe se o autor de Versos e Quadrinhas me convida para madrinha de um blog na plataforma portuguesa SAPO. É que já tenho alguns afilhados e venham mais, se faz favor.

Desgarrada à Portuguesa 2ª





Boa Desgarrada eu li
Como versos de novo mar
E também já percebi
A pimenta que vai dar.

Vincando a actualidade
Alguns males vão tocando
Certa a musicalidade
E assim lá vão rimando.

Nessas lousas não me meto
Porque minha quadra é oca
Nem sequer nasce um soneto
De maior ou cousa pouca.

Duas quadras, dois tercetos
Glorificam a poesia
Desgarradas em duetos
Animam a parceria.

E as quadras multiplicam
O desejo de rimar
No fim as sextilhas ficam
Como canteiros no ar.

Com as vozes delicadas
E um sorriso bem posto
Ficam nossas desgarradas
No cancioneiro a gosto.

2010/04/21

Rosa Silva ("Azoriana")

Dedicado a CBS e JV.


 

"Memórias de uma Encruzilhada: Ilha Terceira - Açores" - Exposição no Museu de Angra do Heroísmo





"O Museu de Angra do Heroísmo terá patente até 13 de Junho, na Sala de Destaques, a exposição «Memórias de uma Encruzilhada: Ilha Terceira - Açores». A mesma ilustra a presença das Força Britânicas e Americanas, na Ilha Terceira, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os Açores, devido à sua posição estratégica, se viram involuntariamente incluídos nos planos de guerra de todas as potência beligerantes.



Nesta exposição, apresentam-se memórias e recordações de um tempo que corria rápido para o Mundo e que levou a alterações definitivas, nele e nestas ilhas: distintivos, armas, fotografias, mapas, jornais da época e outros documentos."

Fonte: MAH_newsletter

Transcrevi o conteúdo informativo sobre a exposição no Museu de Angra do Heroísmo porque estou deveras interessada em visitá-la e sugiro que a visitem também. Dos pequenos não reza a História, como se costuma dizer, mas, neste caso, o meu "pequeno" grande homem também fez parte desta organização. Isso deixa-me feliz pelo contributo que ele deu.

Estou feliz por ti, filho. Que tenhas o futuro que sempre desejaste e que este e outros trabalhos dignifiquem sempre a nossa ilha e a nossa Região.

Fri - Luso nr 50, de Jorge Vicente


fri_luso50



Entre um mundo de inspirações um pouco das minhas criações


 

Será mesmo?

Feliz aniversário, Roberto Carlos!

É para mim grã surpresa
Na data de aniversário
Receber a gentileza
Do convite extraordinário.

Canta minha alma inteira
Nesta festa especial
Chega à ilha Terceira
O amigo de Portugal.

Logo hoje estou aqui
Para lhe dar o presente
Por tudo o que já ouvi
Merece aplauso ardente.

Viva, viva caro amigo,
Repleto de romantismo:
Hoje cantarei contigo
Da linda Angra do Heroísmo!

2010/04/19
Rosa Silva ("Azoriana")


 


Lembrete: in Facebook (fiquei com o nr 1000)

Remembering Katharine Baker & Friends Translations


Katharine Baker portrait: by Joseph M. Newcomer




KATHARINE BAKER, a second-generation native Californian with roots on the islands of Flores and São Jorge in the Azores, earned degrees from the University of California-Berkeley and the University of Maryland, and later studied Portuguese at the University of Pittsburgh. Among current translating projects, she has completed a draft of Álamo Oliveira's play Bocas de mulheres [The Mouths of Women] and is collaborating on a portfolio of Azorean literature in translation for Solo Press (tentative publication date 2010). Contributions by her have appeared in Maré Cheia (the fine-arts section of the Portuguese Tribune), AndarILHAgem (the literary journal of the Azores' Comunidades directorate) and on RTP's communities website. She created and regularly updates this website, as well as www.mycalifornianfriends.com.

OTHER TRANSLATIONS BY KATHARINE BAKER:

2009 The Portuguese Presence in California, by Dr. Eduardo Mayone Dias (translated with Dr. Bobby J. Chamberlain and Diniz Borges)

2009 My Californian Friends: Poetry, by Vasco Pereira da Costa (translated with Diniz Borges - Tulare County's High School Teacher of the Year for 2007-8, teaches Portuguese at Tulare Union HS and at College of the Sequoias, where he directs its Institute for Azorean-American Studies.)

2008 Álamo Oliveira's essay in Capelinhos: A Volcano of Synergies, commemorating the 50th anniversary of the Faial eruptions (translated with Dr. Bobby J. Chamberlain - Associate Professor, Department of Hispanic Languages and Literature, University of Pittsburgh, Pittsburgh, PA.)

2007 ILHA, by Gabriela Silva (poems translated with Sandy Ventura; photos by Kristie McLean)

In "I No Longer Like Chocolates - Author and Translators" e "My Californian Friends - Poet and Translators".

SOME OTHER TRANSLATIONS BY KATHARINE BAKER OF AZORIANA'S CREATIONS:

Sea of rocks
Rose/Roses
My love
January 1, 1980: Thirty years later...
Books and more books...

And maybe more soon (?!) Can you translate this article? :)

Thank you my dear friend & friend's.


Soam doze badaladas

É meio dia por fora e por dentro. É meio-dia!

Todos se calam perante o som atinado do sino do campanário mais próximo. O silêncio marca o tom de vida.

Todos se calam impotentes perante a ameaça de um sentimento comum: o desconforto global. Até a natureza nos pune.

O que fazer?

Como lutar contra um estado de alma com tendência a alastrar?

Há um vulcão pronto a explodir em cada poro. Urge apaziguá-lo.

Cabe a cada cidadão encantar-se com o empenho, zelo e profissionalismo...

Rosa Silva ("Azoriana")

Dedicatória a Silvia: uma portuguesa na Alemanha

Portugal no Coração
Vai contigo aonde fores
Pensando que também são
Dele os queridos Açores.

Tua Pátria é Portugal
Alemanha o teu viver
No coração o sinal
Do berço de bem-querer.

Nossa terra, nosso encanto,
Nosso torrão de alegria,
No verso que agora canto.

Levaste as cinco Quinas
P'ra colorir cada dia
Do blog que hoje assinas.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=16150


Índice temático: Desenho sonetos

Cores ideais

Eu hei-de sempre lembrar
As cores do meu jardim
Da aurora ao luar
São o meu verso carmim.


 


Recebe tudo a dobrar
Do que desejares a mim
Se souberes trabalhar
Terás mais que eu no fim.


 


Que o teu anjo da guarda
Seja do meu bom parente
E do coração não tarda.

A casa dos Folhadais
Com São Mamede presente
Dá-me as cores ideais.



2010/04/18


Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=16151


Índice temático: Desenho sonetos

Águas sem azedume

Os não crentes vão-me chamar nomes feios, os crentes podem pensar que estou com alucinações. A verdade, verdadinha, é que espero com esta introdução chamar a atenção para o resto da prosa e para algo que anda na moda porque as revistas e outras folhas impressas têm trazido a lume, salvo seja. O lume apaga-se com água quando ela está ao alcance ou com mangueiras nossas ou de outrem. Quando me refiro a ÁGUA é àquela que disseram e dizem a AZEDA, digo, Santa da Serreta e, mais recentemente, do Posto Santo, conforme o que escrevem por linhas domingueiras) e não me admira, nem tão pouco me espanta, tal santidade não fosse a "malandrice" de a re(descobrir), especialmente no que diz respeito à água da Senhora dos Milagres.

É essencial que não se esqueça que a imagem de tão adorada padroeira foi encontrada por aquelas bandas e se dúvidas existem, a água e suas análises dissiparam, para que se faça um novo esforço pela sua re(descoberta).

Com tantos meios e instrumentos ao alcance do homem será que não há maneira de se chegar à fonte milagrosa?!

Os mais sabedores que o digam e venha daí um cálice de água fresca e santa. Faltam-me, aqui, as "farpinhas do Fagundes" para mexer com um punhado de gente... Ah, grande Fagundes! Tu bem sabes o que dizes e escreves e, por monde disso tens a naturalidade das ditas águas...

Nem que se tenha de recorrer à Solidariedade alheia para se ter de novo um corrupio de gente à cata da água Azeda do concelho de Angra do Heroísmo e "bota que tem!".

Rosa Silva ("Azoriana")

Ter alma de poeta

Ter alma de poeta
É cantar com o coração a chorar;
É chorar no palácio da alegria;
É alegrar-se no virar da tristeza;
É tristeza camuflada;
É ser sem parecer
É perecer num sorriso...

E um sorriso dança com a palavra...
A palavra que se doa sem doer
Como se a dor se tingisse de prazer
Na contemplação formosa do alvorecer
Do voo da inspiração.

A inspiração voa em mim
Quando amo e escrevo assim:

Bom dia, alvorada!
És o canto que me sorri por tudo
E um ser de nada...

Rosa Silva ("Azoriana")

Com um grande cansaço ainda consigo rimar...

Numa onda magistral
Duma tarde atordoada
Faço mais do que o normal
Com sorrisos contemplada.

Da Vila do lindo ilhéu
Chega sempre boa aragem
É de tirar o chapéu
A quem me dá grã coragem.

(...)

Ele lembra da donzela
Rosada como uma flor
Outrora era talvez bela
Hoje só resta o fervor.

Mais umas quadras que teço
Na fraqueza duma vida
E muito eu lhe agradeço
Com alegria incontida.

Da lilás pra verde ilha
Vai um abraço concreto
Desta que hoje partilha
A riqueza de um afecto.

2010/04/15
Rosa Silva ("Azoriana")

Assim vai o mundo


assim_vai_o_mundo



Divulga o SAPO e não se perspectivam grandes melhoras... A minha alma também está assim negra como tinta. Melhores cumprimentos e viva a ilha Terceira e quem sabe mandar.


A minha alegria

É ver os prados, as ervas, a vida da natureza intacta.

Começo a odiar os telefones, as teclas, os monitores, os discos rígidos e amovíveis, o falatório de dentro para fora e de fora para dentro.

Começo a odiar as invenções impostas, as regras do mundo actual, a confusão generalizada, a crise alastrada.

Começo a rezar e a murmurar para dentro de mim num desejo finito.

As rotinas são as mesmas. As vozes iguais. Uns fazem tudo e outros continuam na mesma estupidez diária.

Não há nomes, não há sentimentos, não há valores. Somos pó e em pó estamos continuamente. Um número, um grão de areia, nada.

Ainda me sobra um pensamento: Deus vale-me neste vale de inquietações.

Após uma pesquisa rimei a "Monte do Mata Mouros". E o Enigma...

(...)

À minha terra natal
Gosto sempre de voltar
Já não sou dela afinal
Mas gosto de a cantar.



Rosa Silva ("Azoriana")

ENIGMA



Hoje tive um "acidente"
Que não posso esquecer
Tenho de ser previdente
Para não mais acontecer.

Os espinhos do coração
Não se podem arrancar
Mas ao cairem no chão
Começam logo a sangrar.

Florescem as rubras rosas
No lado terno da vida
Deixam marcas dolorosas
Numa pétala ferida.

Finda assim uma etapa
À custa de um "empurrão"
Ao despir a minha capa
Tinha o sinal na mão.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: A quem decifrar este enigma terá direito a uma oferta simbólica. Escreva-me.

Cantares da Azoriana


A Serreta é meu cantinho


Com berço virado ao mar
Por ela tenho carinho
Mas deixei de lá morar.









Da Serreta prós Altares


Dos Altares pra Santa Luzia
E também outros lugares
A São Bento cheguei um dia.










Gostei muito do Corpo Santo
Lugar aonde morei
Por lá comecei meu canto
E nos Folhadais me fixei.





 



Gosto de ser cantadeira
Nem que seja a escrever
Porque a nossa ilha Terceira
Faz o meu verso crescer.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: In Facebook em resposta a umas cantigas de Álvaro Freitas.

Coisas velhas que podiam ficar novas...

Um artigo pertinente de Miguel Bettencourt que se pode aplicar a muitos outros edifícios. Faz-me lembrar também o estado da Estalagem da Serreta que choca quem a conheceu no seu esplendor e quem passa por lá e resolve ver porque é difícil de acreditar no estado degradante em que ela se encontra. Nesses casos nunca sei quem terá coragem e cofre suficiente para restaurar o que era uma atracção da pluralidade.

De Inverno é medonho mas de Verão é paisagem de sonho com vista para a Ponta do Queimado, aquele pássaro que se estende com o bico poisado nas águas que se encontram em abraços espumantes de alvura.

Não se pode ter tudo enquanto houver o alarido da crise financeira que alastra além e à nossa beira.

Pedi desculpas pelo alongar do comentário mas hoje faz anos o meu diário e fica assim uma forma de "copy" and "paste" inspirado no seu artigo que louvo.

Cumprimentos bloguistas num dia de satisfação pessoal.

Rosa Silva ("Azoriana")

Seis anos a blogar com o SAPO a apadrinhar...

Hélio Costa me cantou
No Facebook actual
Uma quadra que levou
Um miminho em especial.

"As tuas rimas são flores
Hortênsias, rosas e cravos
Que enfeitam os andores
Desta Terceira dos bravos"

 





Assina: Hélio Costa

Minha resposta:

Encanta-me a tua rima
A glória desse teu dom
Quando o brilho vem ao de cima
Com a gentileza do tom.

Entretanto, Álvaro Freitas interveio:

"Vou te fazer uma cantiga
Sem mudar os meus pés
Eu cá sou de São Bento
E tu de aonde és."

Sorrindo respondi:

Fico então muito quieta
Sem os meus pés mudar
Sou uma piquena da Sarreta
Vim pra São Carlos morar.

E a propósito de um artigo do autor de Bagos d'Uva , sobre a "Desgarrada de Além-Mar", surgiram-me uns versos que adaptei para oferecer a todos que me visitam:

Eis uma curiosidade
Que anima o calendário
Faz seis anos de idade
O meu querido diário.

Dia 9 de Abril
Do ano dois mil e dez
Assinala o meu perfil
Que vos saúda de lés-a-lés.

Venham à festa do dia
Que me alegra grandemente
Celebrem com euforia
O que me faz sorridente.

Na contagem decrescente
Abraço a quem vier por bem;
Sou feliz neste presente...
E sejam vocês também!

Rosa Silva ("Azoriana")

Um olhar a 2005, 2006, 2007, 2008, 2009.

 


 




Vivam os afilhados e a madrinha.

IV INTERNATIONAL CONFERENCE ON THE HOLY SPIRIT

logótipo Espírito Santo

IV INTERNATIONAL CONFERENCE ON THE HOLY SPIRIT.

O sítio oficial.

O meu contributo do lado de cá, com pena de não ir ao lado de lá...

Exmºs Senhores,



As melhores saudações,
Vos manda a Ilha Terceira
Que conserva as tradições
À roda da ilha inteira.



A vida não me sorri
Como tanto gostaria
Não posso ir para aí
Adornar a cantoria.


Coroada de tristeza
Recorrendo à alegria
Estou na ilha portuguesa
Sonhando com o que faria.



Que a vossa Conferência
Erga um Hino de Paz,
Que junte a Fé e Ciência
Na onda do seu cartaz.



Rosa Silva ("Azoriana")






O nosso coração (dedicado a um Amigo que acompanha os meus escritos)

Somos da ilha serena
Que canta sem se cansar
Tem a cor duma açucena
E da azálea vista do ar.

Temos o dom de rimar,
Com a voz do coração,
E temos o marulhar
Do verso numa canção.

Somos ramos de cultura,
Joeira do pensamento;
Somos laços de ternura
Vagueando nas asas do vento.

Temos doçura na voz
No bailado dos lençóis
Do tempo de nossos avós
Que foram nossos heróis.

Minha terra, nosso encanto,
Nossa flor de amendoeira,
Do Divino Espírito Santo
E Maria padroeira.

Somos saúde em sorrisos
Das marés e do sol-posto,
Do fulgor dos improvisos
Que nos inundam de gosto.

2010/04/07
Dia Mundial da Saúde

Rosa Silva ("Azoriana")

Um passado partido

A vida faz-se de pequenos silêncios que desmoronam quando a voz de abre.

Por vezes, como agora, a voz abre-se através da escrita lisa, enfeitada de gosto ou desgostosa. Na verdade, nunca se sabe tudo, nem nos ensinam tudo e de pouco ou nada se vive afinal.

O que sei, hoje, é que a labuta é sempre no mesmo compasso: levanta-te, lava-te, veste-te, trata-te, caminha até chegares ao mesmo de todo um percurso, ora bom, ora atordoado, e, presentemente, causador de angústias.

Ouço a voz interior que me diz: - Anima-te! Força! Continua com os passos que te levarão ao lugar de paz. E eu, calada, respondo-me: - Qual paz, qual carapuça! Todos os dias há algo que nos inferniza o estado de espírito.

E após mais alguns tristes pensamentos avanço para a cesta das amêndoas, que nem devia olhar, mas olho e provo do doce e amargo, que nesta altura, no meu pensamento, simboliza a amendoeira em flor que foi o sinal que deu a conhecer que José seria o homem escolhido para Maria e pai adoptivo de Jesus. Se estiver errada, a culpa foi do filme visto no sábado de Aleluia. Confesso que vi o filme todo e emocionei-me. Normalmente é assim. Os filmes têm o condão de me influenciarem tanto pela positiva como pela negativa. "A Sagrada Família" (*) foi um filme que gostei de ver e apreciar. Ainda veio a tempo de me fazer reflectir que, afinal, do tanto que se aprende na catequese, na missa dominical e semanal (caso seja frequentada), nos livros e, mais concretamente, na Bíblia (que é um conjunto de livros sagrados, difíceis de ler com os olhos da compreensão), fica sempre algo pela rama.

Há quem me diga que eu não tente decifrar o Mistério de Deus. É impossível mesmo, julgo. Há que acreditar sem ver, sem aprofundar, sem vasculhar as entrelinhas sagradas. Mas a curiosidade humana existe e há tantas perguntas sem resposta evidente.

Quem eram os irmãos de Jesus na altura do seu nascimento?

Onde está escrito que um sacerdote não deve casar? Será uma estratégia para o privilégio daquele?

A ignorância já não está à solta. O que fazer com tanta informação evolutiva, sobretudo na camada mais jovem da sociedade?

Vou deixar de me auto-flagelar com espinhos do passado. E os silêncios vão caminhar na voz da escrita porque é ela que me cura devagarinho.

Eu acredito em Deus. Não acredito na sumptuosidade dos que O seguem com vestes de ouro fino. Ele era tão simples, tão humilde, tão bom.

O sinal que José obteve para ser o escolhido foi o florescer da amendoeira. Mais uma vez, coisas tão simples para gente tão simples e humilde.

Tudo o que o passado me ensinou está a tornar-se um verdadeiro flagelo pessoal na actualidade.

Rosa Silva ("Azoriana")


(*) "Titulo Original: «THE HOLY FAMILY»

Uma fantástica mini-série que explora o lado humano de José e Maria, pais de Jesus.

Filmada na região da Jordânia,"A Sagrada Família" uma mini-série inédita do famoso realizador italiano, Raffaele Mertes, explora a beleza das suas paisagens.

Baseada nos Evangelhos Apócrifos, foca o lado humano da história de José e Maria, pais de Jesus. E conta como o amor deles sobrevive ao nascimento de um filho "incomum", a partida do casal para o Egipto, as dificuldades de sobreviver em terras estrangeiras, a tarefa de educar e criar o jovem Jesus e os percalços pelos quais passam por conta do filho tão especial!" Veja aqui.

Uma Feliz Páscoa para todos

Ressurreição


No Sábado da Aleluia
Véspera da Libertação
Em que Cristo já seguia
Esperança da Ressurreição.

Eu desejo aos meus amigos,
Visitantes em geral,
Nos meus versos e artigos
Uma Páscoa triunfal.

Que celebrem a Alegria,
O perdão e a tolerância,
No renascer desse dia
Se ampare a infância.


 


E também a adolescência,
Juventude e mais gerações,
E tenha-se a consciência
De quais são nossas missões.


 


É preciso acreditar
Que o mundo será diferente,
Não se queira duvidar
Na prova sempre presente.


 


Jesus sofreu por Amor
Um martírio tirano
Hoje não se dá valor
Cai por terra o seu plano.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

"Muitos e Bons Anos a Rosa Maria!", de Clarisse Barata Sanches

Fazer anos, minha amiga,


Bem merece uma cantiga


Para assinalar o dia.


Eu, por mim, não gosto nada,


Quero-os à chucha calada…


Pois não me dão alegria.


 


Os anos são corredores,


Voam todos com as flores


A caírem da roseira.


Gosto de os felicitar


E aqui estou para mandar


Parabéns, desta maneira.


 


Neste dia das mentiras


Que os faça inspirando liras


Que alegrem o coração;


Que tenha um dia contente


E que o cante docemente


Com muita satisfação.



Vai “matar” mais um aninho,


Outro volta de caminho


Para mais o festejar.


Abraços do Continente


Lhe mando festivamente


E junto-me ao seu cantar.


 


Muitas felicitações


Neste dia de emoções


E me associo ao evento.


Abraços, Rosa Maria.


Que tenha um bonito dia


Cheio de amor e de alento.


 


Cantadeira da Saudade,


Seus anos são de verdade,


Ainda bonitas flores…


Que nunca possam murchar


E Deus as deixe brilhar


Como rosas dos Açores!



Clarisse Barata Sanches – Góis, 1 de Abril de 2010

A(s) rosa(s)

As rosas são as flores mais bonitas
Inflamam nossa vida de amor
E quero crer que também acreditas
Que são tão frágeis apesar da cor.

Só os espinhos as tornam esquisitas
E arrepiam com a fina dor;
Todos as vêem como as favoritas
Para um momento de maior valor.

Rainha das flores, canteiro de vida,
Fresca e linda, ramo de ternura
Feliz na vinda, triste à partida.

Mas mesmo assim nunca ela destoa
Traz felicidade enquanto perdura
No sorriso ilhéu de qualquer pessoa.

Rosa Silva ("Azoriana")


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=16152


Índice temático: Desenho sonetos


Translated into English by Katharine F. Baker


(in consultation with Dr. Bobby J. Chamberlain, professor of Portuguese, University of Pittsburgh in Pittsburgh, Pennsylvania,. USA)





Rosa / Roses


 


Roses are the most beautiful flowers


They set our love life aflame


And I want to believe you also think


They’re so fragile despite their color.


 


Only their thorns make them odd


And prompt shivers of sharp pain;


Everyone views them as their favorite


For a special occasion.


 


Queen of the flowers, bed of life,


Fresh and lovely, bouquets filled with tenderness


Happy on arrival, sad at departure.


 


But even so, a rose is never amiss


As long as it lasts it brings happiness


To any islander’s smile.


 


2010/04/01

Passeei no meu dia de aniversário



DSC00010.JPG







Fui ao Museu do Vinho nos Biscoitos;


Conversei com Borges Martins, na sua residência, o que muito me alegrou;

Passei nas Cinco Ribeiras;

E na Terra de Pão.

Cheguei a casa e ainda não tive tempo de responder a todas as mensagens.

Agradeço de coração a todos(as) pelos sms, comentários e cumprimentos no Facebook.


Paulo Póvoa; Alberto Flores (com sms matinal); Victor Teixeira; Urbano Bettencourt; Mariana Matos; Maria Isabel Tavares; Liliana Sousa; Paula Belnavis; Ercilia Louro; Susana Sousa; Lúcia Gonçalves; Maria Goretty Sousa; Susana Oliveira; Luis Milhano; Eunice Franco; Angela Monforte; Daniela Cota; Jerry Sousa; Sérgio Rebelo; Elvira Correia Guedes; Fernando Alvarino; Katharine F. Baker (traduziu A(s) rosa(s) para inglês com consulta de Dr. Bobby J. Chamberlain); Clarisse Barata Sanches (oferta de um poema dedicado a mim); Isilda Amaral (Artesã); Rosa Sá Pereira; Francisca Dias; Sónia Sousa Ourique; Hélio Costa; Rogério Pereira; AVSPE – Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores; Socorro Lima Dantas; Laura Bento; Nuno Barata; Hélio Sousa; Rogério Pereira; Luís Brum; Lisandra Rocha; Mónica Bento; Joe Sousa; Elmino Sousa; Maria Genuína; José Aurélio Almeida; Agostinho Silva (Arte por um Canudo), João e Helena Costa, Mário Dinis, etc.

À vossa saúde!

Rosa Silva ("Azoriana")