Retrocesso do preço de produtos é a hipótese de saída da crise económica

Ó meus senhores, ouçam o que vos digo:

Se não moderarem os preços dos produtos nada fazem com a crise económica. Se um mero saquito com meia dúzia de batatas fritas que embelezam os cestos dos vendedores nas touradas da ilha Terceira custa para aí uns 200 e tal escudos (moeda antiga), convertidos dá 1 euro e tal, imaginem a bronca que não é esta conversão e outras tais. Uma queijadinha pequena e gostosa ronda os tais duzentos escudos, imaginem a bronca que não é mais esta conversão e outras tais. Como vai sobreviver a freguesia, o concelho, a ilha, os Açores e o Continente? Digam-me lá.

Ou se faz nova conversão ou os ordenados de alguns retrocedem para um patamar menos faustoso. Como conseguir fazer que sobreviva um agregado familiar de seis pessoas, animais domésticos e afins com o preço actual de tudo? Quem põe mão nisto?

Por mim, estou à beira de um ataque qualquer... de nervos não será porque esses já estão num caos.


Ó Bendito seja Deus
Que fez mar, céu e terra
E deu aos filhos seus
O poder de paz ou guerra.

O homem é que retalha
As tábuas onde se deita
E quando algo então falha
É a morte que o espreita.

E se a crise continua
Alastrando na carteira
A morte é que actua
Nas gentes de má maneira.

Se fizermos vista grossa
A toda esta situação
Vai causar a grande mossa
Nos canteiros da Nação.

Rosa Silva ("Azoriana")

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