Escrita lenta

Ultimamente não me afago com a criatividade escrita. Ela anda lenta tanto quanto eu. Virei-me para o crochet na esperança de produzir embelezamento para um móvel novo que sempre desejei. Há quem diga que mais valia Portugal declarar a falência devido à vastidão da crise económica. Por um lado, seria muito bom. Eu ando em crise económica há algum tempo e vou-me contentando com pouco. "Quem não vê, não sente", ouvi alguém dizer. De certa forma, concordo. Quem está habituado a viver com parcos recursos não sente tanto a transição que se adivinha.

A receita anda muito colada na despesa e não prevejo que se consiga colocar moeda em mealheiro. Os novos sobrevivem graças aos antigos. A vida de hoje comparada com a de ontem é um salve-se quem puder mas julgo que a salvação está muito perto de estoirar.

Estou com saudades dos vossos comentários. Será que vocês têm saudades da minha rima? A rima é meu comprimido de ânimo e faz-me muito mais
feliz que a prosa.

Rosa Silva ("Azoriana")

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