E bem proclamo
Aleixo,
Que a ninguém se compara;
Em rima agora deixo
O que a
mente me depara.
Joanina,
teu
artigo,
Faz mover o pensamento,
Porque Aleixo é
antigo (*)
Mas brilha em qualquer momento.
Há uma que sei de
cor
E repito vez em quando,
Nunca lhe tiro o valor
Que por
mim vai semeando.
António Aleixo |
Qualquer dito feito em rima,
Podem não acreditar,
Atinge o cabo de cima
E não podemos calar.
E quem cala já consente
O mal que vai pelo mundo,
Cada qual é descontente
Quando o seu bate no fundo.
E o mal de muita gente
Fica sem ter solução,
Quando se vive imprudente
E a tudo se abre mão.
A riqueza de um país
Não se perde nem se ganha
Tudo fica é por um triz
Se a cegueira é tamanha.
Quando se olha o céu
E em rugas se apresenta
Segure-se bem o chapéu
Porque vem aí tormenta.
Tenho pena de não ser
Como o rouxinol da serra,
Que desde o amanhecer
Semeia o canto na terra.
E relembro o poeta
Aleixo, de novo cito,
Que atingiu a grande meta
E em seu verso acredito:
António Aleixo |
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: (*) António Aleixo nasceu em Vila Real de Santo António a 18 de Fevereiro de 1899 e faleceu em Loulé a 16 de Novembro de 1949, com 50 anos. Portanto, no ano de 2009 fez 110 anos do seu nascimento e fará 60 do seu
falecimento.
Olá amiga Rosa. Bela miscelânea, De A. Aleixo, com Rosa Silva. A minha amiga tem o cuidado de identificar, quais são a suas rimas e quais são as do saudoso Aleixo. Porque senão elas se confundiam facilmente. Parabéns por tão bem ter evocado o poeta Aleixo. Um grande abraço Eduardo.
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