No dia 7 de Março

lava_de_sentimentos.jpg


Este convite é uma
honra para mim. Vou fazer tudo por tudo para estar presente neste
magnífico serão de lançamento do livro "Lava de Sentimentos", da
autoria de Hélio Costa, o poeta das Danças e Bailinhos à moda da Ilha
Terceira. Estou crente que este livro atingirá o coração de muita
gente. Resta-me agradecer, publicamente, o simpático convite.
Bem-haja!

Os post's por telemóvel e as Cinzas

Começo por desabafar
que a Quarta-feira de Cinzas faz-me alguma inquietação, que vem desde
a infância, mas isso não interessa sequer colocar em artigo
bloguístico porque era capaz de se acinzentavar. Deixo essa parte para
os bastidores do meu pensamento que, hoje, insiste em me
atormentar.

Os artigos dos dias anteriores foram postados
através do telemóvel, recorrendo ao e-mail do SAPO e mediante o
pagamento mensal de uma tarifa mínima (nem chega aos oito euros) que
não permite grandes efeitos na edição. Após ter acesso, noutro local,
ao computador é que consigo reeditar o mesmo e fazer-lhe os ajustes
necessários (inclui colocar as "tags" e editar as "Opções").

O
que não me conformo, nos dias de hoje, é eu não conseguir sequer um
mísero computador, já que o portátil dizem não ser a melhor opção
porque está mais sujeito a intempéries. Eu não concordo pois um
portátil vai connosco para todo o lado e tendo a bateria carregada
torna-se um bloco de notas ambulante... Mas o caderninho e um lápis
serão os objectos a que terei de me sujeitar (mas não gosto de
escrever) ou, então, o recurso ao telemóvel desde que eu tenha
paciência para usar o teclado minúsculo que nem acompanha o meu
pensamento e, certas vezes, lá se vai a inspiração ou cai a
linha.

Isto tudo para vos revelar que o prazer está mesmo é no
directo, i.é., digitar em directo no editor do blog. Mas a esse nunca
mais tive acesso em condições porque dá sempre mensagem de erro,
inclusive no telemóvel. Portanto, vou continuando a postar com a
codificação html que já decorei. Sabem o que me faz fazer isto tudo?
Pois eu digo-vos... É o facto de gostar tanto de blogar... Estou quase
a completar o lustro (espaço de cinco anos)... Será muito? Valerá a
pena o esforço? Acho que sim porque nem que seja por mim e por quem me
visita, tudo vale a pena.

"Lembra-te mulher que és pó e que em
pó te hás-de tornar"... Eu sei disso e talvez por isso é que tenho
receio de tantas letrinhas serem devastadas pelas cinzas do
equipamento. A verdade é que a vida é uma passagem e nada é nosso,
tudo nos é emprestado. Mesmo assim gostava de ter uma cópia, em papel,
intacta do meu blog... Quando chego a casa e fecho a porta de entrada
é que me ocorre que não imprimi, ainda, o meu blog tal como ele é...
Quase cinco anos de papel é muita coisa... Este o pensamento que me
ocorre numa Quarta-feira de Cinzas em que, simbolicamente, tudo parece
uma "máscara de vida". Por fora tudo é belo, majestoso, colorido,
radiante, vistoso; por dentro, há um panorama que evoca o pensamento
que se queda um tanto turbulento. O que me vale é olhar a terra tal
como ela é, após ter usado a enxada para lhe tirar as ervas daninhas.
Esse é outro dos gostos que eu tenho: sachar. Hoje não posso pensar
nisso mas sim reflectir:

"A quarta-feira de cinzas é o
primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. As cinzas
que os cristãos católicos recebem neste dia é um símbolo para a
reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a
passageira, transitória, efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à
morte. Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos
(que não são incluídos na Quaresma); ela ocorre quarenta e seis dias
antes da Sexta-feira Santa contando os domingos. Seu posicionamento
varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode variar do
começo de fevereiro até a segunda semana de março.
- Fonte: Wikipédia.

Adeus, adeus

Adeus, oh lindo
Carnaval
Rico de brilhantismo,
Para mim és especial
Carregas
nosso heroísmo!

Despedida traz tristeza
Ao coração da nossa
gente
Mas no rosto há beleza
Que se mostra sorridente.

Ó
minha linda Terceira
De Danças e mais Bailhinhos
Vou amar-te a
vida inteira
Dar-te rimas de carinhos.

Adeus até para o
ano,
Minha pérola da poesia
Neste chão Açoriano
Plantado de
cortesia.

Uma lágrima piedosa
Já se solta nesta hora
Para
me fazer saudosa...
O Carnaval foi-se embora...

Parabéns a
todos!
Foi um lindo Festival
Andou alegria a rodos
Nesta ilha
em especial.

Rosa Silva ("Azoriana")

Na véspera do "Pó"

O Carnaval chega ao
fim,
Há que fazer o balanço,
Mas eu tenho cá pra mim
Que não
se terá descanso.

Já se pensa para o ano
Noutro montão de
cantigas
Em que fulano e beltrano
Contarão outras
espigas.

É que a crise mundial
Está ferrenha de tal
jeito
Que se houver Carnaval
Vai ser só botar
defeito.

"Lembra-te Homem que és Pó"
Mas não vives sem
vintém,
Tudo está de meter dó...
Venha Cristo do
Além!

Rosa Silva ("Azoriana")

Carnaval

Por Bailinhos
embalada,
Nesta ilha encantada,
Onde floresce a poesia.
A
rima que me abraça
E que por mim esvoaça
É fruto dessa
magia.

No rosto de uma canção
Há sempre a saudação
Com
laços de amizade;
O povo a festa ordena,
A alma não é
pequena...
E o verso nasce à vontade.

À tona vão as
cantigas,
Lembrando quadras antigas
Que correm a ilha
inteira;
Parece que um vulcão
Se apodera da canção
Que nos
anda sempre à beira.

E se cantar assim é bom,
Mais feliz
será o tom,
P'ra agradecer a Cristo,
Que fez o céu e a
terra
E na pena nos descerra
A beleza de tudo isto!

Na
senda do Carnaval,
Que por cá é desigual
De qualquer uma outra
parte:
Com doçura e engenho,
Com brio e muito empenho
Vê-se
brilhar pura arte.

A rima é do nosso povo,
Que cantando é
sempre novo
E sorri com mais encanto;
Na volta da quadra
certa
Deixa sempre a porta aberta
Ao Divino Espírito
Santo.

É essa força e mestria
Que esta onda me guia
Com a
rima em oração:
Assim agradeço a Cristo
Do meu amor não
desisto,
É a luz do coração!

Rosa Silva
("Azoriana")

Ao SAPO

O SAPO
carnavalesco
Merece o nosso aplauso,
Este Rei deveras
fresco
Com gosto meu olhar pauso.

Bem feliz foi a
ideia
Dos seus nobres criadores,
Fica assim a casa cheia
De
sorrisos, fitas e cores.

Rosa Silva ("Azoriana")

Na Sociedade da Serreta

Com um bom trio de
vozes
E poemas de valor
Meritórios de ovação
Incentivo o
Bailinho
Da freguesia do Raminho
Com esta saudação:

Viva
o Álamo Oliveira
Poeta da Ilha Terceira
E vivam os seus
actores
Tocadores e bons cantores.
É por isso que vos digo:
O
Carnaval é vosso amigo!

Rosa Silva ("Azoriana")

O Carnaval Terceirense



É tão linda a nossa gente
A cantar e a dançar
A paixão está presente
Com o mote a pulular.

O valor da nossa Gente
Traz o timbre são na voz;
É um gosto que se sente
No coração de todos nós.

E vibra a diversão
De quem o faz e recria
E brilha o verso-canção,
Com o calor da poesia.

E Viva o Carnaval!
É riqueza terceirense;
Viva o grande Festival
Onde a alegria vence!

BOM CARNAVAL!

Rosa Silva ("Azoriana")

Eu cá gosto é do nosso Carnaval...

Eu adoro o Carnaval
Terceirense. É genuíno, pioneiro e é rara a pessoa que não se envolve
nesta maré de Cultura, da mais requintada, cantada e celebrada por
toda a ilha e que já atrai outras ilhas. Mas Carnaval de Danças e
Bailinhos recheados de poesia, teatro popular e muita musicalidade é
mesmo na Ilha Terceira. Desculpem as outras ilhas mas o nosso é
diferente, sem dúvida. Cada ilha com seu uso e o nosso é
único.

Fiquem com os versos que me despontaram ao ouvir a
apresentação de extractos de alguns Bailinhos, através da reconhecida
Rádio Horizonte Açores, que leva a peito esta grandiosa inundação de
amor carnavalesco.

Alô Joanina da Califórnia, dedico-te
estas:

É tão
linda a nossa gente
A cantar e a dançar
A paixão está
presente
Com o mote a pulular.

O valor da nossa
Gente
Traz o timbre são na voz;
É um gosto que se sente
No
coração de todos nós.

E vibra a diversão
De quem o faz e
recria
E brilha o verso-canção,
Com o calor da poesia.

E
Viva o Carnaval!
É riqueza terceirense;
Viva o grande
Festival
Onde a alegria vence!

BOM CARNAVAL!

Rosa
Silva ("Azoriana")

Há "Lições de Amor"

E vestidos de
ternura
Estão todos os seus versos...
Vejo, além, tanta
doçura
Nesses actos já dispersos.
São dispersos do
actual
Viver da humanidade;
Deus abençoe afinal
Toda a nossa
sociedade.

Os avós, pais e irmãos,
Sejam fonte de
lembrança,
Dêem todos suas mãos
Se na vida têm esperança;
A
labuta em que se vive,
Não dá para muito mais,
Há ainda quem
sobrevive
Em doses desiguais.

Haja a oportunidade,
De
zelar pelos velhinhos,
Que na sua tenra idade
Tiveram melhores
carinhos.
Há que dar-lhes atenção,
Pese embora a
precaridade,
E a falta de vocação
Em seguir com a
caridade.

Eu não estou a criticar,
Porque também o
mereço;
Eu também não vou ficar
Eu também desapareço;
E meus
filhos seguirão,
Com alguma inquietude,
Pois também não
manterão
Sempre ares de juventude.

Rosa Silva
("Azoriana")

Neblinas

Com um nó na
garganta

Manhã sombria. Pensamentos à solta. Preocupação.
Vontade de chorar. O silêncio é poderoso e, hoje, tinge por completo.
Há notícias que se fossem de pessoa VIP dariam toneladas de texto...
Mas há quem não mereça sequer um quilo de texto. Aceita-se o que é
justo mas discorda-se do que o ser humano tem de passar para alcançar
o tal "reino eterno". Porquê uns passam tanto e outros tão
pouco?! Porque não há equilíbrio na balança da humanidade? Ou será que
há e muitas das vezes nós é que não sabemos. Há tanta gente a sofrer
na pele o resultado de anos e anos de "mau" viver, ou
melhor, as consequências de uma vida sem grandes oportunidades. Porquê
tanta desigualdade? Enquanto que uns passeiam no oásis da vida, outros
padecem amarrados ao seu fraco estado... Ainda bem que há quem vai
socorrendo nem que seja nas instituições públicas. Mas aos velhinhos,
Senhor, porque lhes dás tanta dor?! E às crianças porque lhes tiras a
companhia de uma mãe? E porque padecem tantas mães deixando filhos
sós?

Com um nó na garganta me sinto e permaneço...

Rosa
Silva ("Azoriana")

Uma linda imagem...

Na vidraça o sonho
(ilhéu)


[alusivo à imagem (Ilhéu das
Cabras
) de Tibério Dinis, um bloguista terceirense cujo blog (In
Concreto) é digno de registo pela boa organização temática]


Eu de negro me vesti,

Apontando ao horizonte,

Bem em frente ao dorso-monte

E nem sei o que senti.


Olhei pela grã clareira,

O que via além-mar?

Todo são, vero lugar,

Que se abraça à Terceira.


É um sonho o grande ilhéu,

Que se estende pela frente,

Sereno, quedo, presente

Por entre este azul véu.


E dei comigo a cantar:

Ó minha terra encantada,

P'lo ilhéu sempre beijada,

Contigo quero ficar!


És o sonho em alto-mar...


Rosa Silva ("Azoriana")

O Amor pelo Carnaval Terceirense

Doença de familiar

Vai-me impedir de trilhar

O amor p'lo Carnaval:

Nossas Danças e Bailinhos

Já se lançam aos caminhos

Do pioneiro Festival.


Andem lá por onde andarem

Cantem lá como cantarem,

Terão sempre a primazia;

Nossa ilha é quem comanda

Este gosto que sempre anda

No coração da folia.


Se ao Salão não puder ir,

Certamente irei ouvir

Através de outra onda:

Porque fico eu doente

Se da rima for ausente

E não lhe fizer a ronda.


Cada verso de uma Dança

Alegra velho e criança

Em todas as freguesias;

Brevemente vão estar

De plantão, em algum lugar,

Aplaudindo em maresias.


Na nossa TVAZORES,

Florindo por entre cores,

Vão desfilar em directo

Os Bailinhos da Terceira

Tomando a dianteira

Neste local predilecto.




Se bem que este visual

Ilustrando o Carnaval

Não é como ver ao vivo:

Há o calor da plateia

E os "Vivas!!" da assembleia

Com seu humor sempre activo.


E Viva o Carnaval

Que já ninguém leva a mal

E gosta de festejar;

Pelas ruas da cidade

Estudantes em irmandade

Irão também desfilar.


"Tourada dos
Estudantes
"

Com gostos hilariantes,

Farão furor pela rua;

À custa do "Arranhão"

Vão cair muitos ao chão

Antes da vinda da lua.

Rosa Silva ("Azoriana")

Dia dos Namorados no Programa Atlantida

Que lindo é o Amor,
Neste dia declamado
Plo grä declamador
Euclides, poeta honrado!

E que a festa se faça
Com a maior emoção,
E que nada mais desfaça
O verso da minha paixão.

Bom Dia!

@z(º)riana

Pensamento do Dia: a "143" - Transporte colectivo de passageiros

A verdade há que ser
dita,
P'ra isso não há remédio:
Há sempre hora bendita
Que
não causa qualquer tédio.

Se hoje é dia de azar,
Para mim
até foi sorte,
Vim na urbana devagar
E não vi qualquer
desnorte.

Da "143" (Centro e quarenta e
três)
Bendigo o seu condutor,
Mesmo que triste, talvez,
Sorri
p'ró utilizador.

Eu já vi este senhor,
Em Danças de
Carnaval,
Representa com humor
Junto com seu pessoal.

A
Empresa Terceirense,
Que trata da Viação,
Brinde a quem lhe
pertence
E que cumpre a missão.

E quem lida com
fregueses
Que fazem tanta viagem,
É cortês todas a vezes
Seja
qual for a bagagem.

P'lo andar da carruagem
Já se vê quem lá
vai dentro,
Mas se entra em derrapagem
Range logo o
epicentro.

Os utentes das urbanas
(O transporte
colectivo),
Rodam todas as semanas
E há que ter olho
vivo.

Louvo então os condutores,
Que zelam pelos
velhinhos,
Que são muitos nos Açores,
E precisam de
carinhos.

E ao senhor em questão,
Dou o meu melhor
apreço,
Que o Chefe da Viação
Lhe dê sempre melhor
preço.

E há outros que merecem,
Alguma repreensão,
Porque
nem sempre parecem
Conduzir com atenção:

Da
"145"
Que é a da minha zona,
Não lhe dou tanto
afinco
Porque o zelo abandona.

Isto de lidar com
gente
Que anda nesses assentos,
Há que ser muito
prudente
Porque há olhos atentos.

Que é feito do
Revisor,
Essa figura imponente,
Que era respeitador
E zelava
p'lo cliente?!

Sinto que foi retirado,
P'ra fazer outro
serviço...
Devia já ter voltado
A este posto castiço.

Mas
não revia bilhetes,
Porque isso não está mal;
Disciplinava
"os cadetes"
Que pensam que tudo vale.

Rosa Silva
("Azoriana")

Numa Sexta-feira, treze...

Uma carta para a
poetisa Clarisse Sanches, amiga de Góis

13-02-2009

Muito trabalho pela
frente;
Com um quintal todo sujo,
Tenho sido mais
diligente
Mas falha-me o dito cujo.

O computador lá de
casa
Não abre sequer a luz
Deixou de arrastar-me a asa
E nem
sequer me seduz.

Volta e meia, noutro lado,
Dou um ar de
minha graça
Mas é triste o meu fado
Que logo a vontade
passa.

Malditas tecnologias
Qu'exigem um grado
preço...
Sou fã destas novas vias
Mas assim eu
esmoreço.

Há quem diga que virão
Melhorias coisa e
tal,
Mas agora o meu serão
É virada p'ro canal.

Com
antena interior,
Já me virei para o mundo;
Valha-me Nosso
Senhor
Não sou feliz lá no fundo.

Oh, tanta notícia
triste
Que me entra porta dentro;
Pelo mundo fora existe
A
crise que vem do centro.

No centro da humanidade
Rola
tristeza sem fim,
Resta a solidariedade
P'ra deixar de ser
assim.

Treze nesta sexta-feira,
Que p'ra muitos é
azar,
Está sombria a Terceira
O melhor é eu bazar.

Mas
antes de fazer isso,
Mando um abraço apertado:
Há versos em
reboliço
Que me prendem ao teclado.

Está quase o
Carnaval,
Que alegra a ilha inteira;
Vamos ver o pessoal
Nos
palcos desta Terceira.

Coscorões e malassadas,
E bebida em
porção;
Cantigas são festejadas
Na ilha da tradição.

Rosa
Silva ("Azoriana")

Dedicatória em verso

Ao amigo "Fisga"



A vida é um desafio,
Daquele que "racha a
molha",
Mas 'inda nunca se viu
Ter milho sem ter
desfolha.

Lembro agora do milho
Por causa de uma
fisga
Que faz um bravo sarilho
À ave que ela
"pisga".

E por falar neste objecto,
De tempos já bem
antigos,
Foi para lhe dar o afecto
Que se dá a bons
amigos.

Eduardo é sua graça,
E lhe desejo saúde,
Porque
muito do que passa
É para lhe dar virtude.

No céu está o
condutor
Da vida cá deste mundo,
E Ele é o Salvador
Que gosta
de nós a fundo.

A virtude da alegria
Seja outra que lhe
abeira
E que fique neste dia
A sorrir a tarde inteira.

Um
sorriso cá na ilha
É sinónimo de bem,
E porque sou dela
filha
A sorrir estou também.

Um abraço apertado,
E um bom
fim-de-semana,
E que fique agradado
Com versos
d'Azoriana.

Rosa Silva ("Azoriana")

À Maria João Brito de Sousa

Ao "Poeta Porque Deus
Quer"
- o livro de Maria João Brito de Sousa

(ver imagem da
capa)



Amiga,

Não me podia ausentar,
Do momento de alegria:
Para
hoje te vir dar
Um louvor em Cantoria.

Sabes que este meu
Canto,
Sabe a rima quanta queira,
E dela eu gosto tanto
Bem
como à ilha Terceira.

E da ilha de Jesus,
Eu escrevo nesta
hora,
Porque o livro me seduz
Faço a reserva agora.

Não
sei se vai cá chegar,
Com a tua assinatura,
O que sei é que vou
dar
A ele a boa leitura.

Um dia eu recebi
De ti uma
explicação
Que agora verso aqui:
Redondilha em
canção!

Viva, viva a Poeta,
Que o sorriso bom
terá...
Atingiu a sua meta
Que à ilha chegará.

A ilha é o
que encanta
A magia de escrever;
Minha euforia é tanta
Que o
verso sai a ferver.

Quando um verso nos escalda,
Não há nada
que o mate,
Mesmo sendo feito à balda
Fica bem no
açafate.

Um açafate de flores
Imagina que recebes
P'los
sonetos, teus amores,
Que por dia tu concebes.

Deixa fluir o
teu gosto,
Teu prazer, tua alegria,
Deixa o mundo bem
disposto
Com a nobre poesia.

A nobreza de um soneto

muitos anos que brilha,
E no final do terceto
Canta a chave da
partilha.

Beijinhos e Parabéns
Junto com o grande
abraço,
Da amiga que aqui tens
E que preza o teu
espaço!

Rosa Maria Silva
(Azoriana)

*************

E agradeço
emocionada...


Um tanto com Deus é tudo!
É conhecida
expressão,
Que define o conteúdo
Do que temos por
missão.

Recebi teu bom quinhão
E o que dou sabe a
pouco...
És a Maria João
Cujo verso nunca é oco.

Teu
soneto (*) dedicado,
Com a patente "Azoriana",
Bem merece ser içado
Como
«Artigo da Semana».

E a lágrima da "ilha"
Que do
olhar cai com jeito,
Faz com que a redondilha
Verta sã deste meu
peito.

A mensagem que acompanha
A tua dedicatória,
Para
mim não é estranha
E reterei na memória.

E o meu peito
sempre insiste,
Em dar verso gracioso,
Porque sei que 'inda
existe
Tanto ser por aí bondoso.

A alegria da Amizade
É
um rio que eu sinto,
E vejo correr, de verdade,
Na quadra que
agora pinto.

E desenho - OBRIGADA -
P'ra Poeta que então
brilha;
Na tela da madrugada,
Teci grata
redondilha.

Obrigada, cara amiga,
Pelo Soneto do
Dia
,
Se eu cantasse uma cantiga
Muito louvor te
daria.

Aos Sonetos da João,
Minha feliz
cortesia:
Molduras do coração
E da quão nobre poesia!

E
tu és a campeã
Da palavra lutadora:
Um abraço desta
fã...
Permanente sonhadora.

[E a todos por igual,
Outra
feliz saudação,
E que venha o Carnaval
P'ra rirmos até mais
não!]

Rosa Maria Silva
"Azoriana"

(*) Leia o soneto da Maria João Brito de Sousa,
no blog
"Poeta Porque Deus Quer", da sua autoria,
que me foi
dedicado.

O Folclore Açoriano

O Folclore da nossa terra,
É de traje colorido;
A galocha se descerra
Num compasso destemido.

Muita alegria encerra
E há Saudade no sentido,
De certeza não emperra
Nosso povo tão unido.

P'lo rosto das freguesias
Bailam doces fantasias
No baile de vivas cores;

Terceira é ilha em festa,
Que ao folclore empresta
O sortido dos Açores.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pensamentos em verso

As novas tecnologias,
Num abrir e fechar de olhos,
Levam as economias
E as despesas são aos molhos.

O gosto por estas vias,
Arregalam os antolhos,
Mas passados alguns dias
A bolsa está aos folhos.

Ter prazer no que se faz,
Muito além do que é capaz,
Traz à mente o dissabor...

O melhor é estar atenta,
E dar valor à sebenta,
Para amparo do escritor.

Rosa Silva ("Azoriana")

O Leão está crescido...

leao1.JPG


A primeira impressão
É ver o meu Leão
Um pouco mais crescido;
Já mudou a cor dos olhos,
As diabruras são aos molhos,
E é um bicho divertido.

Vejam o ar eloquente,
Ainda não se vê o dente,
Mas o rosnar já espreita;
Tenho de ter atenção,
Porque o nosso amigo cão
Na defesa já se ajeita.

@z(º)riana

Lixo e mais lixo

O meu computador pessoal foi-se de vez. Onde eu costumava postar
está-me interdito faze-lo porque o botao do login (login) nao funciona
nem com a limpeza do histórico.
O meu quintal é onde descarrego o stress e ganho novo stress com o
exagero de lixo e porcaria de quem morou antes de mim que tudo
guardava nas traseiras. Sapatos, garrafas vazias de cerveja e vinho e
todo o lixo que se produz inclusive peças de vestuário intimas.
Estou naquela fase ruim e de desespero porque precisava muitos euros
para dar por finda toda esta obra. O essencial é colocar uns portões e
uma pintura do exterior. Eu não me conformo com tanto lixo que até põe
em causa a saúde pública e as fogueiras não podem continuar porque
inundam de fumo as redondezas. Que fazer? Chamar a televisão para
captar a cena e alguém me deitar uma mão competente e auxiliadora? A
continuar assim dou cabo das minhas forças e perco tudo. Estou num
desânimo total. Bom fim-de-semana

@z(º)riana

Boa Quinta-feira de Amigas!

Neste dia de
amigas,
Que antecede o Carnaval,
Talham-se novas
cantigas
P'ra animar o pessoal.

De cantigas eu sou
fã,
Muito mais ao desafio,
Quando se rasga a manhã
Meu rimar
não perde pio.

Pela nossa ilha inteira,
Festeja-se a
amizade,
Porque somos da Terceira
Há maior
celebridade.

Viva, viva este dia!
Quinta-feira de
Fevereiro,
A primeira todavia
Que rege este mês
inteiro.

Um beijinho vou mandar,
Na quadra do meu
encanto,
E às amigas saudar
Com o brinde deste canto.

Bom
Dia de Amigas

Rosa Silva ("Azoriana")

Agradeço o(s) comentário(s) mas...

Estou sem conseguir
entra na edição do blog. Resta-me postar por email e a mensagem de
erro surge logo ao clicar no botão "Entrar" do login dos blogs. Será
que toda a comunidade blogosapo se queixa do mesmo erro ou será só eu
que, para cúmulo do azar, estou com uma avaria no computador de casa
que não obedece quando ligo o botão para arrancar? É que mal já
estava, sem conexão à internet, e agora apresenta-se este novo dilema.
Digam-me se não é caso para ficar "esmorecidinha"? (não tive paciência
de ir ver se é assim que se escreve quando uma pessoa está mesmo para
lá de triste). O que me faz bem é ler os artigos da minha amiga
Joanina, porque ela consegue fazer com que as lágrimas me corram de
tanto rir. Eu rio do texto não das situações em si, entenda-se... E
quando ela diz "melheres" e homens, ainda me rio mais pois sei
exactamente o porquê das aspinhas.

Será que neste mundo tão
rico não há uma alminha que me socorra, ou várias almas, que a "escudo
e meio" cada uma me presenteiem com um portátil todo catita? É pedir
muito não é? Ah, pois é. Posso ir tirando o "cavalinho da chuva" que
não há modernices para mim nem no ano 2050... Estou mesmo
esmorecidinha de todo e qualquer dia lá se vai um dos primeiros blogs
femininos terceirenses... Quem dará por falta?! Alguns
amigos/as...

Imagem em simbiose perfeita

Monte
Brasil


(Inspirada na imagem "In Concreto")

Na
elegância da onda,
Deitado a espairecer,
Na pacatez
redonda
Que deixa transparecer,
Vejo o Monte prazenteiro,
No
virar deste Janeiro!

Na distância crepitante,
De um anil
acinzentado,
Está o Monte triunfante
Sob um céu
abençoado:
Canto o Monte prazenteiro,
No virar deste
Janeiro!

E um manto de verdura,
Na popa desta
paisagem,
Faz-me sentir a ternura
Que balança na
viagem:
Dança o Monte prazenteiro,
No virar deste
Janeiro!

É a simbiose perfeita,
No regaço da
Terceira,
Que sempre estará sujeita
A ser vista desta
maneira:
Como um Monte prazenteiro,
No virar deste
Janeiro!

Rosa Silva ("Azoriana")

O sonho

Toda a noite eu
sonhei
Com a Turlu, cantadeira,
Foi tanto que me apanhei
A
rimar p'la ilha inteira.

Se p'ra uns é pesadelo
Sonhar com
os que lá estão:
Para mim é belo tê-lo
Quando se faz em
canção.

Quando a rima se abeira
De mim, mesmo a
sonhar,
Faz de mim uma cantadeira
Nem que seja ao
luar.

Ao luar da juventude
Que se quebra a pouco e
pouco,
Deus me dê melhor saúde
E o verso não fique
oco.

Ando à solta pelo sono
Dando asas à cantoria,
Deixo
tudo ao abandono
Curto a nova euforia.

Vem aí o
Carnaval,
Chega lá p'ro fim do mês...
A rima é o que nos
vale,
E em muitos sonhos se fez.

O Carnaval da Terceira
É
um sonho sempre vivo,
É a rima verdadeira
Sempre com algum
motivo.

Popular e cativante
No palco da freguesia;
É o
sonho mais galante
Ornado de poesia.

Rosa Silva
("Azoriana")

O que dizer?!

É verdade, meus caros
amigos e leitores, o que dizer de uma segunda-feira cuja entrada é
assim com um cheiro a mofo que nos entra pelas narinas até chegar ao
mais intímo do ser?! Eu até nem costumo detectar muito os cheiros
porque o meu nariz funciona a 20%, julgo eu. Agora imaginem quem tem o
sentido do olfacto a 100% e entra numa sala que o cheiro é totalmente
a mofo.

Estou esmorecida q.b. É como que uma sensação de estar
num deserto de ideias, num funil de sensações, numa sala mofenta. Quem
me dera que um raio de sol iluminasse as minhas ideias e algum
acontecimento feliz me desse ânimo. Fui feliz no fim-de-semana o que
já não é mau. A prova de que a felicidade são momentos está bem na
minha frente: um dia de cada vez e viva.

O sol quis reinar mas
feriu-me o olhar...