Numa Sexta-feira, treze...

Uma carta para a
poetisa Clarisse Sanches, amiga de Góis

13-02-2009

Muito trabalho pela
frente;
Com um quintal todo sujo,
Tenho sido mais
diligente
Mas falha-me o dito cujo.

O computador lá de
casa
Não abre sequer a luz
Deixou de arrastar-me a asa
E nem
sequer me seduz.

Volta e meia, noutro lado,
Dou um ar de
minha graça
Mas é triste o meu fado
Que logo a vontade
passa.

Malditas tecnologias
Qu'exigem um grado
preço...
Sou fã destas novas vias
Mas assim eu
esmoreço.

Há quem diga que virão
Melhorias coisa e
tal,
Mas agora o meu serão
É virada p'ro canal.

Com
antena interior,
Já me virei para o mundo;
Valha-me Nosso
Senhor
Não sou feliz lá no fundo.

Oh, tanta notícia
triste
Que me entra porta dentro;
Pelo mundo fora existe
A
crise que vem do centro.

No centro da humanidade
Rola
tristeza sem fim,
Resta a solidariedade
P'ra deixar de ser
assim.

Treze nesta sexta-feira,
Que p'ra muitos é
azar,
Está sombria a Terceira
O melhor é eu bazar.

Mas
antes de fazer isso,
Mando um abraço apertado:
Há versos em
reboliço
Que me prendem ao teclado.

Está quase o
Carnaval,
Que alegra a ilha inteira;
Vamos ver o pessoal
Nos
palcos desta Terceira.

Coscorões e malassadas,
E bebida em
porção;
Cantigas são festejadas
Na ilha da tradição.

Rosa
Silva ("Azoriana")

1 comentário:

  1. Olá amiga Rosa. Eu sei que estou atrasado, mas não pude vir mais cedo, Há coisas cá deste lado, que me tiram o sossego. Adorei o seu poema, que de belo até brilha, cada vez tenho mais pela de eu não ser da sua Ilha. E porquê? Porque é linda todos os dias mesmo nos mais sombrios. Amei-o e adicionei-o, aos meus favoritos. Um grande abraço Eduardo.

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