Por Bailinhos
embalada,
Nesta ilha encantada,
Onde floresce a poesia.
A
rima que me abraça
E que por mim esvoaça
É fruto dessa
magia.
No rosto de uma canção
Há sempre a saudação
Com
laços de amizade;
O povo a festa ordena,
A alma não é
pequena...
E o verso nasce à vontade.
À tona vão as
cantigas,
Lembrando quadras antigas
Que correm a ilha
inteira;
Parece que um vulcão
Se apodera da canção
Que nos
anda sempre à beira.
E se cantar assim é bom,
Mais feliz
será o tom,
P'ra agradecer a Cristo,
Que fez o céu e a
terra
E na pena nos descerra
A beleza de tudo isto!
Na
senda do Carnaval,
Que por cá é desigual
De qualquer uma outra
parte:
Com doçura e engenho,
Com brio e muito empenho
Vê-se
brilhar pura arte.
A rima é do nosso povo,
Que cantando é
sempre novo
E sorri com mais encanto;
Na volta da quadra
certa
Deixa sempre a porta aberta
Ao Divino Espírito
Santo.
É essa força e mestria
Que esta onda me guia
Com a
rima em oração:
Assim agradeço a Cristo
Do meu amor não
desisto,
É a luz do coração!
Rosa Silva
("Azoriana")
Carnaval
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