Republico a dedicatória, em comentário ao artigo anterior, de Clarisse Barata Sanches - autora do blog «Cânticos da Beira - Prosa e Poesia», ao Sr. Humberto Pinho Silva - autor do blog «PAZ» e a mim.
Agradeço a gentileza das suas sempre lindas palavras:
Quem faz desenhos à pena
Com talento e com carinho,
Tem mão segura e serena:
Será a de Humberto Pinho?
O MEU LOUVOR
Ao ver Góis dentro da Paz,
Vindo da Ilha Terceira,
Eu nunca serei capaz
De agradecer à maneira...
E junto a um Bispo Primaz
D. Gil António Moreira?!
Muito mais honra me faz
Essa Nação Brasileira!
Bem- haja Rosa Maria
Pela sua simpatia
E do blog ao seu Autor.
Pelo bom gosto que têm
Eu só posso dizer bem
E enviar-vos um louvor!
Abraços de
Clarisse Barata Sanches - Góis -Portugal
Etiquetas
O meu louvor - de Clarisse Barata Sanches
Reza de Hoje
Hoje...
... Estou cansada do moinho das palavras.
... Trago os calos desgrenhados de silêncios adormecidos na fúria de um teclado preto e branco.
... Tudo me desalenta a conchinha da manhã.
... Não há sanidade e vive a santa loucura.
... Cada letra late e tropeça no tédio das frases por rascunhar.
... Espero o amanhã sem véus nem grinaldas.
... Hoje... Só hoje!
4º Aniversário do blog "Fernão Capelo Gaivota"
Parabéns pelo 4º Aniversário do blog terceirense, Fernão Capelo Gaivota, que se veste de azul, poemas, prosas, maravilhas e sentimentos.
Foi assim que terminei o comentário dedicado ao aniversariante bloguista que começou o seu blog vinte dias depois do meu.
Já publicou pelo menos um livro "Do meio do Azul..." que li e guardo com carinho e que sempre que abro vejo o autógrafo com um conselho "(O sonho não morre... Tenta!) porque este autor notou que é uma felicidade ver um "filho"/livro ser folheado pelo próprio autor e pelos outros... Já se passaram 4 anos e o blog continua bem assim como o seu livro.
Quem sabe não lhe nasce outro "filho"/livro?! Resta-me desejar que assim seja e, insisto novamente: Parabéns caro Paulo!
Feliz aniversário Francisca!
Hoje estás de parabéns
Por mais uma primavera
Um sonho, uma quimera.
Minha oferta aqui tens.
É um raminho de versos
De Angra do Heroísmo
A cidade do lirismo
E de festejos diversos.
E no topo da sineira
Canto erguendo minha voz
À terra dos teus avós:
O Raminho da Terceira!
Parabéns, querida amiga,
Que vives no Canadá
Lembrando as gentes de cá,
Te louvo nesta cantiga.
No coração tens as Danças,
As Rimas e os Bailinhos,
As Marchas e os Pezinhos
Alegrias e esperanças.
De ti eu nunca me esqueço
E aplaudo neste dia
Com abraços de alegria
Que em versos te ofereço.
Rosa Maria
Ao Blogue "PAZ", de Humberto Pinho da Silva
Foi através da D. Clarisse Barata Sanches, poetisa de Góis e autora do blog "Cânticos da Beira - Prosa e Poesia", que tomei conhecimento do blogue "PAZ", de Humberto Pinho da Silva, que é uma homenagem ao avô, Mário Pinho, que no início do séc. XX foi administrador do Jornal "A PAZ", de Vila Nova de Gaia, conforme reza o primeiro artigo datado de 26 de Dezembro de 2007.
Ainda não consegui ler tudo o que ele escreve, mas já reparei em nomes que desfilam neste blogue e que conheço melhor, a saber:
D. Clarisse (amiga querida, poetisa de Góis); Jorge Vicente (responsável pelo "Fri-Luso", Jornal periódico português de Fribourg); Euclides Cavaco (de Ecos da Poesia).
Há algo que me chamou logo a atenção e fixei mais tempo o olhar... São os desenhos de Pinho da Silva. Acho muito interessantes e talvez um dia eu ganhe coragem para lhe fazer um pequeno pedido: Como será que fica o Santuário de Nossa Senhora dos Milagres desenhado por Pinho da Silva?! :) É, sem dúvida, um senhor de letras e desenhos artísticos.
Por agora, vou republicar o primeiro comentário que deixei no seu blogue, após ter-me inscrito propositadamente para comentar a surpresa anunciada por Clarisse Sanches, depois de algumas trocas de email.
Bem-haja, aos dois!
Ao Blogue "PAZ"
Dos "Cânticos da Beira" chego ao Sol "Paz".
Deparo com a Cruz no alto marcada,
Na Vila de Góis, a mais idolatrada
Por Clarisse, na doçura que é capaz.
Por cá sonho com o Ceira... O dom que traz
Aos Goienses, na alva e sã madrugada.
E na surpresa que me foi anunciada
Fico a conhecer mais do que aqui se faz.
Agradeço ao autor que acolhe os versos
Que dedico à nobre e querida poetisa
Que glosa e rima com Deus por companhia.
Os meus são singelos mas não são dispersos;
Voaram de mim como uma leve brisa.
Louvado seja p'lo gesto e simpatia!
Rosa Silva (Azoriana)
Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=12191
Índice temático: Desenho sonetos
A voz dos versos
Os versos com voz e dedos,
Num acorde bem-disposto
Que da mente sai com gosto,
Lembram campos de arvoredos.
Versos que se querem ledos
Para curar meu desgosto
De não saber o teu gosto
Guardado como os segredos.
Quem me conhecia então
Não sabia de antemão
A fraqueza do talento...
E do muito que chorei
Foi nos versos que encontrei
A voz que me dá alento!
Rosa Silva (“Azoriana”)
Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=12127
Índice temático: Desenho sonetos
Desafio Gotinha e...
Fui desafiada pelo blog A Matilde & Cª.:
Família - a minha
Homem - o meu
Mulher - de versos
Sorriso - quando aparece
Perfume - de rosas
Carro - não tenho
Paixão - é quente
Amor - quando se quer bem
Olhos - azuis esverdeados
Sal - quanto baste
Chuva - fugir dela
Mar - aqui perto
Livro - que estou a ler é "Sonhos da Alma" de Clarisse Barata Sanches
Filmes - de repente não me lembro porque "Tudo o vento levou"
Músicas - diversas
Dinheiro - procura-se
Silêncio - para que me concentre
Solidão - não gosto
Flor - a rosa
Sonhos - muitos
Cidade - Angra do Heroísmo
País - Portugal
Não viver sem - ar puro
Nunca deixar de ser - eu
Qualidades - algumas
Defeitos - alguns
Gostos - coisas doces
Não passarei - sem escrever algo
Detestas - mentira e traição
Pessoa - para continuar isto?! Não sei...
E vou passar este desafio a quem o quiser levar ou ao primeiro(a) que aqui passar.
25 de Abril, com Cravo de Abril
A primeira foi num Domingo;
A segunda foi numa Segunda-feira;
A terceira foi numa... adivinhem... Terça-feira;
E a quarta coincide exactamente com uma Quarta-feira.
Hoje é a quinta vez que canto o 25 de Abril de 1974 e, para variar, é numa Sexta-feira que também é do Senhor Santo Cristo dos Milagres, de Ponta Delgada - São Miguel, com a inauguração da iluminação da fachada do Convento da Esperança.
De par com a Liberdade a Santidade de um povo que já elege os seus representantes.
Deixo-vos com este Cravo de Abril...
Cravo de Abril
Na mente ainda ouço
O som do golpe de Estado,
No rádio do meu passado
Do tempo vago e tão moço.
«Vila Morena» no troço
Do povo todo armado
E de vitória gravado
Nos cravos do alvoroço.
Data do povo que ordena
O rumo da nova cena
Num grito de Liberdade.
"Em cada rosto igualdade" -
Heróis de promessas mil:
Vozes do Cravo de Abril!
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Desenho sonetos
Mariana e Joanina inspiraram-me...
"oh santo amaro, oh santo amaro
um jardim à beira mar
Por isso o sol de manhã te vem beijar
Tens em teu seio os grandes lobos do mar
E raparigas cantando
que te vêm adorar."
E a Joanina fez-me soltar isto:
Metade de mim continua
Cheia de recordações:
Lembro do seu sol, da lua,
Do cheiro e das tradições.
Lembro do cais (manso porto),
D' alegria na chegada,
E do meu ser ficar morto
Na partida em dor lavada.
Lembro dos avós, dos tios,
Dos primos, gente feliz;
Lembro de mais desafios
Do meu tempo de petiz.
Ancorei-me na saudade
De tantos que já partiram
P'ra longa eternidade
E que por lá me viram.
E agora o que me resta
São brados a navegar
Que numa tela como esta
São versos sempre a voar.
Beijinhos Joanina!
Inspiraste-me no dia feriado comemorativo do 25 de Abril de 1974 que já conta com 34 anos de liberdade... Será só isso ou muito mais?! Que o digam os que viveram antes e ainda vivem agora.
Santo Amaro da Ilha do Pico - Açores
Bem no íntimo do ser
Trago a luz do amanhecer
Que se ergue pela ilha
Da montanha altaneira
Que avista a Terceira
E me chama sua filha.
Ó minha ilha encantada
Pelo céu sempre beijada
E por mistérios regida.
Teu ventre de maré cheia
Santuário da baleia
Que te fez tão conhecida.
Junto-me à brisa do mar
Velo o cais santamarense
E sonho com seu luar
Irmanado do jorgense.
Picaroto marinheiro
No teu porto o estaleiro
De barcos e mil traineiras.
Santo Amaro vai na proa
Seu hino na vaga ecoa
Nas lagoas e sineiras.
Chamarrita de emoções
P'ra aquecer os corações
Numa roda mais contente.
E no seio dos rochedos
A dança dos seus vinhedos
Com a divina aguardente.
Junto-me à brisa do mar
E a toda a minha gente
Quero um dia embarcar
Para vos ver novamente.
Rosa Silva ("Azoriana")
Vamos à Tasca da «Tórada da Jo»
Enquanto se come...
Aqui a tua madrinha
'Tá a comer uma perninha
Do frango melhor da Tasca.
Tomas conta da tapada
Qu'agora não faço nada
Para não me ver à rasca.
Com bifanas e linguiça,
Batatas e molho de unha,
Vou ficar c'uma preguiça
E com a barriga à cunha.
Tu vê lá se te despachas
E a cabeça na' me rachas
Nem ao povo que já bebeu.
Coloca bem os "papelães"
À roda dos teus "portães"
Que o foguete já se deu.
Vem aí um toiro puro
Que à corda 'inda não foi;
Não sei se vai ser seguro
E agora tudo me dói.
Já comi tanta iguaria,
Que dava p'ra mais dum dia,
Na Tasca que já tem fama.
Uns copos de vinho de cheiro
Que já nem vejo o terreiro
Tou a modos d'ir p'ra cama.
A corda já 'tá estendida
E o "fescal" já se aprontou;
Vai dar-se nova corrida
Mas o quinto já me pegou.
Já vejo tudo a dobrar
E nem consigo falar
A língua já me enrola.
Vejo pastores aos centos
E só faço movimentos
P'ra virar mais meia bola.
Nunca vi tourada assim
Num blog cá do 'Sapinho'
Espero que não fique ruim
E se junte a este grupinho!
Rosa Silva ("Azoriana")
Hoje é Dia da Terra (e de reflexão)
A minha mãezinha, que Deus lá tenha num bom lugarinho, é que tinha razão quando insistia para eu estudar mais, para tirar um curso e tal, para embrenhar-me mais por terra dentro (hoje é Dia da Terra, alerta-nos o logo do motor de pesquisa Google - Day Earth)...
... em vez de ficar pela rama e só tirar o mínimo exigido - o secundário. Com a estafa do cérebro de tanto querer cumprir com todas as exigências dos pais, acabei perdendo o fio à meada e fiquei-me sem curso técnico-superior. Agora é que vejo a razão de minha mãe quando olho a actualização de patacas para quem é titular de um bom cargo ou curso. Afinal minha mãe é que tinha a razão toda e multifacetada.
Mas hoje é Dia da Terra e não vale desanimar com lágrimas pela encosta abaixo (com saudades dos conselhos dela e nos pensamentos meus) porque ainda há vida na terra de acordo com o recurso de cada ser vivo.
A terra é que já não é o que era...
Vamos à Toirada da Jo!
Parece que na blogosfera
'Tá toda gente à espera
Da toirada da Joanina.
Eu já lhe dei instruções
E também as prestações
Para ser uma coisa fina.
Vai haver muitos "mandunguins"
Tremoço e algumas batatas;
E os toiros mais ruins
Juntam-se às "loiras" em latas.
P'ra ser à moda da Terceira
Tem de haver brincadeira
E muita bifaninha frita.
Uns bons pastores à corda
E uns capinhas logo à borda
Da cabeça que os fita.
O melhor é o quinto toiro
Que dá marradas a eito
E acaba com algum coiro
Na lateral com defeito.
As licenças já estão prontas
E com boa gente contas
À volta desse teu poste.
Da alcatra não esqueças
E a vontade não arrefeças
Porque dela há quem goste.
Também calha a feijoada
Depois do bom arraial
E não fiques admirada
Se acabares muito mal.
A folia agora começa,
Vamos deitar fogo à peça
Venha o toiro embolado.
O foguete já estralou
E da gaiola se soltou
O toiro muito danado.
Vê se foges p'ro palanque
Para que ele não te apanhe
Foge dele neste instante
Antes que o blog arranhe.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: A música é igual à do minuto 6.44, por diante, deste vídeo.
A respeito de culinária...
Tens um gosto p'la cozinha
Ao contrário desta "vizinha"
Que gosta mais de comer.
Eu prefiro é ajudar
A descascar ou a lavar
Os alimentos e a colher.
Tenho uma colher de pau
Para ir virando o lombo
Só não vira o carapau
Mas já fiz com ela bombo.
Toda a música a tocar
Eu na cozinha a preparar
Os torresmos na certã.
Um respingo para a vista
Desisti de ser artista
Num Domingo de manhã.
Foi-se assim a cantoria
E os torresmos p'ra diante,
Até que chegou o dia
De arranjar um ajudante.
Gosto de homem cozinheiro,
E que prove tudo primeiro,
P'ra não ficar com defeito.
Depois come o seu quinhão
E sorri mais ao serão
Com o seu amor perfeito.
E assim nesta harmonia
Ninguém tem razão de queixa
Não sobra nada por dia
Nem o "torresminho" se deixa.
Nesta forma de cantar
E com a moda a ajudar
A cozinha da Terceira.
Ninguém fica sem comida
Que muito bem dividida
Não nos dá muito canseira.
Um dia vou convidar-te
Quanto tu p'ra cá vieres
Para veres a obra d'arte
E comeres quanto quiseres.
Tem cheirinho a malagueta
(Que não trouxe da Serreta)
Mas dá toque especial.
Antes disso não gostava
Hoje não troco por nada
Mesmo que me faça mal.
Malagueta faz comichão
A quem muito dela abusa
Mas não dou o meu quinhão
Nem aqui ninguém recusa.
A minha não é picante
Mais parece um adoçante
Diferente de São Miguel.
Cá não há dessa semente
Que pica a boca à gente
Que fica parece fel.
Um dia por lá passei
E provei seu condimento
A noite toda fiquei
Sem sentir bem o assento.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Experimenta cantar com a moda das "Velhas" da nossa Terceira.
Que nome?...
Deus deu-me a Serreta
P'ra ser meu cantinho;
Deixei-a sozinha,
Fui noutro caminho.
Agora a Saudade
Prende-me assim:
Deixa-me ancorada
Num tempo sem fim.
Um nome me deram
Meus pais à nascença
Por tal eu me vejo
Na raiz da crença.
Cidália ou Rosa
Na mente dançando
Finda tal aposta
Rosa sai ganhando.
Se fosse Cidália
Rimava meu gosto
Mas foi em Abril
Que Rosa foi posto.
A cinco do mês
Fui a baptizar
Juntou-se Maria
Marca do lugar.
Deixei-o sozinho
Na força da vida
Por isso lhe canto
Tão enternecida.
E hoje o Divino
Junta-se aos velhinhos
Espírito Santo
Perfuma os caminhos.
Veio a Saudade
Trazer-me recado
Do pai e da mãe,
E padrinho ao lado:
«Tu és a Rosinha
Do nosso torrão
Simples e singela
Flor do coração.»
Rosa Maria
Louvado seja o nosso Estado
De mim, o Estado também não tem razão de queixa pois desde que estou a trabalhar tudo tenho feito para não o prejudicar. Só quando a doença me impede de estar presente é que não dou o meu contributo mas também ele me retira o pagamento dos dias que falto, que até nem são muitos, graças a Deus.
Os medicamentos é que estão mesmo num preço muito elevado e chega-se a uma fase da vida que estas caixas são a nossa companhia diária. Considero o primeiro sintoma de perca da primavera da vida. É uma pena...
Mais havia a escrever mas fico-me por aqui pois nem quero pensar na quantidade de caixinhas que os velhinhos têm de ter. Valem muito os descontos, sem dúvida.
Coração de Amizade
Como são muitos os blogues amigos, prefiro que cada um dos amigos(as) que aqui colocar o olhar vá em directo colher o "Coração de Amizade" no blog supra mencionado, e fica a fazer parte também do Ocaso... que de Acaso não tem nada.
Pressinto que este blog poderá vir a ter novo visual... :)
Da Terceira para Góis
Se Dona Clarisse me bateu à porta,
E encontrou em mim algo de bom,
Que pouco se assemelha ao seu dom,
Mas que mesmo assim não me deporta.
É bom sinal e muito me conforta.
Trouxe-me Deus em melódico tom;
Ternura, canto, leveza de som,
E fez-me olhar p’ró que mais importa.
”Sonhos da Alma”, “Murmúrios do Ceira”,
Em voo livre chegaram à Terceira,
Talvez p’ra alertar alma pecadora.
Vieram à porta do fim-de-semana,
P’ro mundo da bloguista «Azoriana»...
Qu’a ninguém esconde ser sonhadora.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Índice temático: Desenho sonetos
Agradecimento (1) a Clarisse Barata Sanches, poetisa de Góis
1
Uma eterna gratidão
Bem aqui no meu torrão
Tenho eu com meus leitores.
Uns mais e outros menos
Mas faço os meus bons acenos
Aos que gostam dos Açores.
2
Açores, de nove ilhas,
Onde chegam maravilhas,
Vindas de rico além mar.
Acabei de receber
Dois volumes, podem crer,
Onde reina o verbo Amar.
3
"Sonhos da Alma", de Clarisse,
Mesmo antes que eu visse,
Pressenti o bom tesouro.
Logo, não me enganava,
Quando desci minha escada,
Aconcheguei letra de ouro.
4
Tem na letra sua Graça,
Ceira, Góis e Deus que passa
Pertinho do coração.
É uma nobre pessoa
Com uma alma tão boa
Que me veio ter à mão.
5
Sinto o peito apertado,
P'lo manuscrito encontrado,
No fim dos "Sonhos da Alma"
"Ticket" de mercearia,
Que uma data trazia:
Guardei-o com muita calma.
6
Vinte e três de Fevereiro,
Foi data que li primeiro,
E quase dei o meu "ai".
"Falar com Deus" o lugar
Que vinha a assinalar,
E lembrei-me do meu pai.
7
Nessa data que partiu
Um Sábado e não se viu
A festa do Carnaval.
E ver esta data agora,
A lembrança nesta hora
Será mais algum sinal?!
8
Um terceto que no verso
Neste bilhete submerso
Chamou a minha atenção:
Clarisse em toda a via
Canta abraça poesia
Com Deus no seu coração.
9
Os "Murmúrios do Ceira"
Chegam da mesma maneira
E de prosa apetitosa;
Foi aí que vi então,
Os recados que me dão
Os do Céu para esta Rosa:
10
«Nos três livros que já tens,
Vê relíquias, vê bens,
P'ra quem segue bom caminho.
Faz bem ao teu semelhante,
Não penses na vida errante...
Sê anjo do novo ninho!»
Rosa Silva ("Azoriana")
Não sou Anjo, mas de versos me arranjo
Se a Góis eu nunca fui,
Desconheço os seus altares,
Só conheço o que bem flui,
Nos versos que vêm p'los ares.
Frescos da Dona Clarisse...
- Ai, se nesse céu me visse!...
Foi nos Cânticos da Beira,
Expostos às teias do mundo,
Que li a boa maneira
E o seu gosto profundo.
Poetisa Dona Clarisse:
- Ai, se nesse céu me visse!...
Não. Eu não sou esse Anjo,
Que nos seus versos ecoa,
Outros versos eu esbanjo,
Quando o vento me ressoa...
Mire bem, Dona Clarisse:
- Ai, se nesse céu me visse!...
Nas ondas do meu viver,
Ouço em mim, vagas de Deus.
Creio que O fiz sofrer,
Por todos os erros meus.
Com perdão, Dona Clarisse...
- Ai, se nesse céu me visse!...
Rosa Silva ("Azoriana")
Lírio
Dizem não ser bom lembrar
Dos mortos, torto a direito,
Mas eu não posso calar
Este de[lírio] perfeito.
Glosa
(Aprendi com Clarisse Barata Sanches)
As promessas de um dia,
Estou agora a recordar.
Na conversa, a utopia,
Império de nostalgia,
Dizem não ser bom lembrar.
Mas que mal poderá ter,
Registo de bem que é feito?
Meus laços podeis saber;
Não me posso esconder,
Dos mortos, torto a direito.
Da morte há quem tenha medo,
E disso ousei lhe falar,
Que mesmo sendo segredo,
Pode levantar-me o dedo,
Mas eu não posso calar.
Que, das duas, a que se fosse,
Falasse de qualquer jeito
Se a morada era doce...
Um sinal?! Versos me trouxe:
Este de[lírio] perfeito.
Rosa Silva ("Azoriana")
(Enquanto foi viva tinha esta flor no seu jardim)
Em Maio de 2004, Manuel Simões, residente serretense, cantou esta cantiga na Briança (Bezerro enfeitado e Pezinho), que guardo como lembrança:
Este casal de amigos meus
Mas no céu hão-de ter um lírio
Que é uma dádiva de Deus.
A carta para o emigrante: Homenagem
Homenagem
1
A nossa linda TERCEIRA
Vem de forma lisonjeira
Recordar o emigrante.
No regaço desta ilha,
Louvo, em coro, na sextilha
Cada alma lá distante.
2
Talho o verso à portuguesa,
Louvo ainda, com destreza,
O que recebo da graça
Deste povo tão amigo
Que, em contacto comigo,
Vai colhendo o que se passa.
3
Nos espaços virtuais
Por correio ou jornais,
Vou cantando a amizade;
Em livros e em “cêdês”,
Que vejo por muita vez.
Fazem pausa na Saudade.
4
O relógio de Germano
Merece um nobre plano
No blogue do coração;
E no jornal de Modesto
Com a nobreza de gesto
Vinda do seu guardião.
5
José Ávila é incansável
E num gesto admirável
Une ilhas à América;
Sempre pronto a divulgar
O nosso estro popular
Nas linhas qu’então fabrica.
6
Beira a seta divinal
Mais forte p’lo Carnaval
Colorindo edições;
Brilham laços fraternais
Nos meios especiais
Nivelando as emoções.
7
América, Canadá,
Brasil, França e os de cá,
Suíça e o Continente,
Inglaterra e Alemanha
E mais que a rede apanha,
Num posto Luso presente.
8
A vós, meu muito obrigada!
Nesta hora abençoada,
Segue uma franca triagem;
Com prazer, satisfação,
Dou-vos o meu coração
Nesta grata Homenagem!
Rosa Silva (“Azoriana”)
Este blogue é um mimo!!!
A amiga Jo, d"O Blog da Joanina", simpaticamente, atribuiu este mimo ao Blog da Azoriana / Açoriana!!
Obrigada Jo, tu és um mimo!!
Vou dar continuidade, nomeando os seguintes blogs:
Fábulas
Grilinha
Só Poesia
Berço de Ouro
Cânticos da Beira - Prosa e Poesia
Porque, na minha opinião são todos uns blogs mimosos, que pertencem a uns mimos de pessoas!!
As regras são as seguintes:
1. Este selo deve ser atribuído aos blogs que considerem "mimosos" (ou seja, blogs que considerem ser ternurentos, simpáticos e agradáveis de se visitar).
2. Apenas quem recebeu este selo pode publicá-lo indicando o link da pessoa que o atríbuiu e posteriormente o link de 5 outras pessoas a quem deseja atribuir o selo.
3. Deve exibir a tag do selo no seu blog.
4. (Opcional) Poderá fazer publicidade a quem teve a ideia para este selo, neste caso a bloggista de Cozinhar com os Anjos.
Monumento da guerra
To Canadá from Terceira
Não sei se a saudade te abeira
Quando cantas São Jorge e a Terceira;
Duas das ilhas centrais, vizinhas
Que de imagens belas acarinhas.
Cantas todas, as nossas belas ilhas,
De verdes e de azuis, maravilhas,
Colorido único e constante
Que vai na lembrança do emigrante.
É bom saber que no Canadá
Se vislumbram os sonhos de cá:
Canta, canta, vizinho Azoriano,
”Ilhas de Bruma” blog soberano.
Benvindo ao mundo da Azoriana
Que inicia uma nova semana
Com a visão altiva de entrada
Da ilha esguia no mar deitada.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Campanha da Amizade
Se tem amigos queridos e gostaria de homenageá-los, participe nesta campanha que é uma forma muito especial de conhecer, ser conhecido e de presentear os blogs amigos que sempre visitam o seu cantinho. Propague essa onda de amizade e participe você também. Eu recebi do blog Ideias e Ideais. Obrigada pelo carinho.
INSTRUÇÕES:
Copie o selo aqui no blog ou no Gospel Gifs (http://gospel-gifs.zip.net), nomeie 10 blogs amigos e visite cada um deles avisando da nomeação.
Se foi nomeado por alguém, passe adiante e visite os outros nove blogs que foram nomeados junto com você.
Ao passar a campanha, pode copiar o texto acima ou criar o seu próprio texto.
O importante é não esquecer de avisar onde se encontra o selo e de nomear os seus 10 blogs amigos.
E os nomeados são:
1 Arte por um canudo
2 Ailaife Blog
3 Porto das Pipas
4 Galeriacores Blog
5 A Minha Matilde & Cª
6 Gaivota Poesia
7 Pé de Vento
8 Ocaso... Ao Acaso
9 O Blog da Joanina
10 Só Fórró
Uma linda oferta recebida
Clique na imagem para ver do que se trata.
Se eu fosse cantar o Pezinho
As mulheres não cantam o Pezinho (que eu saiba) nas modas tradicionais de enfeitar o Bezerro do Divino Espírito Santo. Há quatro anos, na Briança da Serreta, apeteceu-me cantar algumas cantigas, em resposta às que publiquei no blog serretense, datadas de Maio de 2004:
A vontade de cantar era tal que podia ter iniciado assim:
O improviso é ventania
Que segrega o juízo
Adorna a cantoria
Sempre com algum sorriso.
A mulher 'inda não canta
Nestes trajes do Pezinho;
Fica calada a garganta
Mas canta todo o caminho.
Em frente à nossa Igreja
À espera de Santuário (*)
Mas é digno que se veja
A Mãe ao pé do Sacrário.
Andei sempre no encalço
Destes cantadores fiéis
Nenhum verso foi descalço
No Mestre destes papéis.
(*) Em Maio de 2004, a Igreja da Serreta ainda não era Santuário.
Depois seguiu-se a cantoria à casa do Divino Espírito Santo:
Junto ao Império já temia
Que a rima fosse tremida
Foi debaixo de folia
Que cantiga foi seguida.
João Ângelo no seu estilo
Provocava sempre o riso
Estive sempre a segui-lo
Sem nunca perder o juízo.
Ao botequim do José Grande, dedico uma:
Meu benjamim já se ria
A torto e a direito
Imaginem os da folia
Era gargalhada a eito.
O botequim da freguesia
Merecia homenagem
Sempre lembro que ali havia
Um copito p’ra viagem.
A Sociedade Filarmónica também merece cantigas:
À nossa Sociedade
Tive pena de não cantar
Tinha lembrado com saudade
Meu avô que não vi tocar.
Meu pai também lá passou
Como tantos que já partiram
Sem ser músico ele tocou
Em peças que já ruíram.
Em frente à mercearia que, na altura, pertencia ao presidente da Junta de Freguesia:
No ponto da mercearia
Com a cabeça já pesada
Era tanta a iguaria
Que já não ouvia nada.
Mesmo assim não arredei pé
Dos versos sempre a preceito
Mantive firme a fé
Da Matilde neste feito.
Já na Canada da Vassoura, a cantiga era outra:
Ao chegar a casa então
O movimento era maior
Estava armado o salão
Da cantoria melhor.
Estava tudo inspirado
Na rodada de cantigas
Cada qual sempre voltado
Para lembranças antigas.
Se eu lá tivesse cantado
Ao meu pai e à minha mãe
Em cada verso rimado
Caíam lágrimas também.
O meu pai muito sofreu
Com martírio de minha mãe
Às filhas sempre escondeu
Essa dor que já não tem.
Partiram já deste mundo
Do Pezinho sempre gostaram
Tenho p’ra mim que no fundo
Foram eles que cá cantaram.
Via no rosto das gentes
Convidadas e amigos
Que estavam ali contentes
Como nos tempos antigos.
Um dos versos que ouvi
Na Briança da Serreta
Trago agora para aqui
P’ra não ficar na gaveta.
[De José Gabriel (o Palhito )
Isto para mim é uma prosa
Mas é uma maravilha
Esquecemos de falar na Rosa
Que é da mesma família.]
Agora tenho a certeza
Que foi voz da minha mãe
Que com toda a subtileza
Me deu a conhecer também.
À luz da actualidade, confirma-se o meu intento:
Tive a prova no lançamento
Do “Mestre das Cantorias”
Ficou-me no pensamento
Senhor João destas folias.
Ele lembrava-se de mim,
Naquele olhar vejo azul,
Quem me dera antes do fim
Cantar-lhe a norte ou sul.
Será que Rosa é jeitosa
Quando canta na escrita?
Ao vivo só digo prosa
Mas a rima é mais bonita.
Só me falta ter coragem
De enfrentar este senhor:
Quero prestar homenagem
Ao célebre cantador.
Sei que saía cantiga
Mesmo com desconfiança
P’la Matilde, que era amiga,
Do Pezinho e da Briança.
Voltando ao passado e àquela Briança:
E aos outros cantadores
Que seguiam no cortejo
Merecem gratos louvores
Muita saúde desejo.
A Terceira é exemplar
Nesta longa maestria
E sempre ela soube dar
Bons passos na Cantoria.
Um louvor para a actualidade:
São de São Bartolomeu
As duas vozes parelhas
Uma é do novo Eliseu;
Outra: Ti’João das Velhas.
2008/04/13
Rosa Silva ("Azoriana")
Logo ao acordar cantava...
O poder do Fado!
Eu conheço uma pessoa
Que anda p’la vida à toa
Esconde sua pobreza.
Tem filhos a pedir pão
E vê mingar o tostão
P’ra compor a sua mesa.
Tudo tinha p’ra ser rica
Mas pobre é qu’então fica
Sem ter quem lhe dê a mão.
Lembrou-se então do Fado
Outrora tão desprezado
E percebeu a razão.
Uma pessoa que canta
Da tristeza se levanta
E das agruras do dia.
Às cordas de uma guitarra
O coração se agarra
Esculpindo a alegria.
Nada melhor que o Fado
Para quem tem do seu lado
Uma musa como brisa.
O Fado faz-se tão lindo
Parece que do céu vindo
Da Diva para Mariza.
O Fado faz-se canção
P’ra me chamar atenção
Do seu reino em Lisboa.
E quem vive numa ilha
A-braços-com a sextilha
Canta a dor duma pessoa.
Guitarra toca para ela
Faz sair do mundo dela
Todo um rasto de tristeza
E do Fado faz um hino
De louvor ao Deus Menino
Que é o Pai da pobreza.
«Os Bravos da Carreirinha» - São Bento - Angra do Heroísmo
Azul porque luz o céu,
Na estreia dos aposentos,
Verde junto aos pavimentos:
Altar do bravo ilhéu.
Belos toiros imponentes
Erguem-se ao tom de bravura;
Um trio feito escultura
"Olé's" em todas as frentes.
Taurina marca da ilha
Que encanta o seu amante;
O bravo da redondilha,
Em Praça bravo gigante.
Na corda dança o Pastor,
Na rua dança o Capinha,
Na praça dança o Valor
Dos Bravos da Carreirinha.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Quando isto acontecer lá estarei para ver.
In Jornal a União.
Há leituras...
Encanto Rosa Silva ("Azoriana") Ler-te assim, sol de encanto, Em sonetos que amas tanto, Senti o dom dessa fogueira; «Poeta porque Deus quer», Na claridade de mulher, Brilhará p'la vida inteira. Acho agora oportuno, Na leitura que costumo Abrilhantar o meu dia: Desejar felicidades, Reler tuas claridades, Que nos trazem alegria. Na Rede, eu te encontrei. Daí p'ra cá não deixei De visitar teu diário. Uma coisa peço a Deus Que brilhem mais versos teus No solar do calendário. Também agradeço a Deus Ao dom da Musa dos meus Versos banhados de rima. Esta que agora escreve É apenas onda leve... Minha mãe é minha estima! 2008/04/11 |
Amigo é...
Amigo é quem também chora;
Amigo não deve ser tosco;
Amigo nunca vai embora.
Amigo é conversa aberta;
Amigo é luz, é firmeza;
Amigo é o que nos desperta;
Amigo sofre concerteza.
Amigo não é perfeito;
Amigo é confidente;
Amigo também tem defeito;
Amigo aceita o ser diferente.
Rosa Silva ("Azoriana")
Com a moda das "Velhas" e...
Inspirada pela "Educação" de Desambientado, cá vai:
Ora cá está um bom tema
Tecido no seu poema
E ao tecê-lo nos ensina.
Há cada vez mais pessoas
Desistindo de ser boas
Denegrindo sua sina.
O tema da educação
Anda de vento em popa
Há pessoas que estão
Com falta de chá ou sopa.
Há também muito degredo,
Falta de respeito e medo,
À solta pela nação.
Há uns novos desordeiros
E outros são mais matreiros
A provocar o vulcão.
Sempre houve muitas falhas
E erros de parte a parte
Só que agora há mais batalhas
Fugir delas é uma arte.
Noutro tempo não se via
Crescer a tecnologia
Como hoje ao desbarato.
Hoje um só já não dá,
É um toma lá, dá cá,
É um tal falar barato.
Já não se pode proibir
O uso de um aparelho
Em cima nos vão cair
Nem respeitam quem é velho.
Para haver compreensão
Há que haver educação
E isso ninguém dispensa.
Não se pode maltratar
Nem tão pouco derrubar
O defeito de nascença.
Há que haver justa medida
Fazer ver a população
Que sem Deus na nossa vida
Não haverá salvação.
Rosa Silva ("Azoriana")
Amizade
Recheada de amizade
Andei eu a vida inteira;
Hoje sinto uma saudade
De viver dessa maneira.
Amizade é uma festa
Que se faz de sã partilha;
Numa terra como esta
Também já me sinto ilha.
Sou ilha que se espreita
Num mar de dunas caídas;
Sou ilha que se enfeita
De sonhos e despedidas.
E tento erguer de novo
As dunas da amizade;
Se há coisa que reprovo
São dunas de falsidade.
Rosa Silva ("Azoriana")
Nota: Artigo dedicado a «niopeadeusa»
A festa foi longa
Deposito muito de mim no meu querido blog. É como se fosse o 4º filho. Vibrei de alegria com os vossos comentários, as vossas ofertas, as vossas palavras de estímulo e companheirismo.
No entanto, olho o dia que amanhece sem o ver bem. Atrás de uma grande festa há sempre algum copo partido, algum vinho entornado, alguma ressaca... Tinha um vinho delicioso e acabei com ele entornado, fazendo-me alguma nódoa. Dizem que é alegrias. Oxalá sejam alegrias daqui para a frente, porque até aqui foram mais as alegrias.
Peço a Deus que me preserve o gosto pelo que faço e estimo e que compreendam os meus gostos sem verem nada mais para além do que eu digo sinceramente.
Muito obrigada por terem vindo à minha festa. Fizeram-me feliz!
QUATRO ANOS BlogAndo e AmAndo ser AZORIANA
4
anos
4ª Feira
Mês - 4 - Abril
Início do Blog - 2004
Pois é... Chegou o dia que eu tanto desejei. Escrevi-o na véspera. É a minha nova táctica. Escrevo na hora que me dá jeito e fica no ar no horário certinho (e até vou mudando a hora). Perfeito não? É graças ao Amigo SAPO que isso é possível (e muito mais: Alô Joanina!!!
da Califórnia).
A primeira pessoa (equipa) que merece os Parabéns, pelo tempo que me tem alojado os momentos bons, maus e assim-assim é, sem sombra de dúvida, o SAPO.
Depois merecem os Parabéns, todos (as) as pessoas que conhecem e sabem deste meu "vício", onde incluo todos (as) os bloguistas, amigos (as) e familiares, e quem ainda me visita.
Nos últimos dias dediquei-me a um blog muito especial (Cânticos da Beira - Prosa e Poesia) porque é de uma poetisa (não vou dizer a idade) de Góis e que muito me tem acarinhado desde que me escreveu. É um Anjo que me apareceu. Seu nome é Clarisse Barata Sanches. Ela está comigo nos Sonetos.com.br mas só agora despertei para os seus brilhantes poemas. Há sempre um dia para descobrirmos preciosidades. Esta preciosidade poética é de Góis.
Fiz-lhe o convite e ela aceitou ser a Madrinha deste afilhado de 4 anos, por um motivo muito especial: Esta senhora faz-me lembrar alguém que cá não está. Não é propriamente o rosto que me faz lembrar a tal pessoa mas a sua bondade.
Agora vou deliciar-me a ler o seu terno hino (inédito) para este blog, seu afilhado, dos Açores.
Querida Madrinha, muito obrigada!
Cânticos da Beira nos Açores
Para a sua mamã
"Azoriana"
com votos de parabéns
9 de Abril de 2008
Que lindo nome o de Rosa Maria!
É poeta Açoriana, e que maneira
Ela se aprontou, com simpatia,
Para ilustrar os “Cânticos da Beira!”
Como realçou Góis, sem fantasia!
A Cruz de S. Tiago, o rio Ceira
A ver-se o Céu azul, a serrania,
A Igreja, o arvoredo à sua beira!
Solicitou-me, agora, esta “Rosinha”
Para do seu blog ser madrinha…
Mas que honra! E aceitei enternecida!
Quatro anos faz o Blog. É um menino
A quem dedico hoje um terno hino,
Com votos de que tenha longa vida!
Clarisse Barata Sanches
Góis – Portugal
(Siga esta hiperligação para ver o poema no formato que me foi enviado)
A festa dos comentários (6)
E a madrinha não provou...
Se o blog é português,
Portuguesa também sou.
Só o mar nos distancia,
Porque a alma está unida
Numa festa de alegria
Que até dá sabor à vida!
Seu blog não engana,
É lindo pra toda a gente!
Nossa Amiga "azoriana"
Como deve estar contente!
Abraços de Góis para Angra do Heroísmo
Neste dia 9 de Abril de 2008
Clarisse
http://canticosdabeira.blogs.sapo.pt
A festa dos comentários (5)
Para o blog: "AZORIANA"
Faz quatro anos de vida
Com qualidade inigualável
Que faça muitos mais
Com belas rimas e alegria
Com saber inesgotável !
Parabéns e felicidades sem fim
Da amiga "Chica Ilhéu"
9 de Abril de 2008
A festa dos comentários (4)
Muito obrigada, amigo Jorge!
Uma oferta da autoria
de Jorge Gonçalves
da ilha Graciosa, da
Dia especial
É um dia especial, é sim senhor!
P’ra nova poetisa Azoriana.
Faz quatro anos o blog de terno fervor
E amor p'la escrita e versos que emana.
É mulher da Serreta, é sim senhor!
Devota da Virgem dos Milagres. Mana
Vontade férrea, escreve com penhor:
Versos, poesia, prosa, que façanha!
Meus parabéns, bem haja, Azoriana!
Por essa vasta escrita já publicada
Obra prima-poética tão aclamada.
É teu dia especial a celebrar!
Esta tua obra por bem cultivada,
É aroma exótico p'ra inalar.
Jorge Gonçalves
A festa dos comentários (3)
"SER POETA"
COMO EU GOSTAVA DE SER POETA... ESCREVER,PENSAR,IMAGINAR
E CRIAR
NOVOS ESPÍRITOS DE FANTASIA E ALEGRIA
NESTA VIDA DOLOROSA
E TANTAS VEZES TEIMOSA NAS HORAS DE TODO O DIA.
COMO EU GOSTAVA DE SER POETA...
PARA IR AOS PÍNCAROS DO FUTURO CONHECER O IMPOSSÍVEL DO POSSÍVEL
MUNDO MAIS MADURO
COMO EU GOSTAVA DE SER POETA...
E PODER LER NAS ESTRELAS
O TESTEMUNHO QUE HÁ ENTRE ELAS
DA VERDADE OU DA MENTIRA
DA EXISTÊNCIA DE OUTRO MUNDO
SEM CAUTELAS.
COMO EU GOSTAVA DE SER POETA...
P,RA NAVEGAR NO INFINITO
E OLHAR P,RA TUDO QUE FOI ESCRITO
PELOS POETAS DESTE MUNDO
NOS LIVROS QUE NINGUÉM LEU
GUARDADOS NO MAIS ALTO DOS CÉUS.
COMO EU GOSTAVA DE SER POETA...
PARA APRENDER NA HORA CERTA
O QUE HEI-DE FAZER NO MUNDO
INVESTIGAR,DESCOBRIR
OU VOLTAR
A PENSAR DE QUE FORMA SE PODERÁ CHEGAR
À SOLUÇÃO DE UM MUNDO NOVO...!
JTS (Teixeira da Silva)
A festa dos comentários (2)
De Ailaife Blog, de A. Flores, grande amigo tripeiro:
Pois cá estou eu. Não poderia faltar a este aniversário de um blog que "quase vi nascer". Aliás.... assisti mesmo ao parto :):).
Deixei o meu primeiro comentário, e quase de imediato chegou a retribuição da tua parte. A partir daí, nasceu uma "cumplicidade" que ainda hoje existe e "deu frutos", pois já não somos simples "bloguistas", mas sim amigos, separados por um imenso Oceano, mas que nutrem algo de bonito nesta vida que é AMIZADE, (que respeito e prezo muito). Ainda me lembro dos pedidos de ajuda e troca de experiências. Nessa altura, andavámos os dois às voltas com os templates e dúvidas que surgiam, e através do msn, ora experimenta assim, ora experimenta "assado"...lá resolvíamos (resolvias!!!) o problema. Ficaste "triste e zangada" comigo (confessa) quando abandonei a plataforma do sapo, mas a verdade (e tu sabes disso), é que o sapo nessa altura, dava muitos problemas (não te desculpes que estava no início), e pouco ou nada ajudava os seus clientes/utilizadores, facto que me irritava solenemente e que originou muitos bloguistas/blogs sairem da plataforma.
Hoje, passados que vão 4 anos, os nossos blogs continuam de boa saúde. Continua a dar-me imenso prazer escrever no meu, e regressar aqui para te (re)ler como sempre o fiz e continuarei a fazer até que um dia... como tudo na vida... acabe.
E chega de conversa, pois é suposto aqui ficar um comentário e não um post. Para o ano (se lá chegarmos, assim espero) temos que arranjar uma festa "em grande". Talvez uma viagem (quem sabe?) até essas bandas (mesmo tendo medo de voar), dar-te um grande e apertado abraço cheio de carinho e amizade, características da "Malta Tripeira"!!!!!
Parabéns mais uma vez;)
Fica bem. Tudo de bom!
Estou de acordo com tudo o que escreveste, por isso, agora é motivo de nascer este artigo. Quanto ao SAPO, pois, só tenho a dizer-te que estou muito feliz do seu lado e que, actualmente, acho que é da melhor coisa e, além disso, está em "território" nacional, que a mim faz toda a diferença.
Muito obrigada por me lembrares os momentos de que tenho saudades, mas agora tanto tu, como eu, já dominamos bem esta coisa de "blogar" que dure q.b.
A festa dos comentários (1)
in http://oblogdajoanina.blogs.sapo.pt
(Clique na imagem para saber o motivo de tanto riso)
Já soprei as quatro velas
E tu nem deste por isso;
Ria-me do texto e delas
E do bonito serviço.
Belo texto tu fizeste
"Maide" lá na "Calafona"
'Inda bem que escreveste
E deixaste vir à tona.
O pessoal vai-se rir
Encantado p'la destreza;
Outros só irão sorrir
Na tradução, concerteza.
Só o povo açoriano
Entende isso a valer;
Oxalá que para o ano
"setile go'in" a escrever.
XOXOXO
"Huges" & "kisses" e pacotes de candins amaricanos. Inda há disso? :) :) :)
Rosa Silva ("Azoriana")
Dedicado à Madrinha Clarisse Barata Sanches
Vespertino
- Para a Madrinha -
Os “Cânticos da Beira”,
Chegaram à Ilha Terceira,
Bordados de poesia.
Abracei versos de Góis;
Agradeço logo depois
No vespertino do dia.
Eles vão amanhecer
E deixar transparecer
Seu retrato de bondade.
De Clarisse é só talento,
Mulher digna cem por cento,
Um doce de humildade.
Faça agora a minha prece,
Desta que não mais esquece
O presente enternecido:
Rogo a Nossa Senhora,
Que lhe dê, a toda a hora,
O tributo merecido.
É em vida que se faz,
Bonito “Grito de Paz”,
Que no seu livro eu li.
Cante-se, por toda a parte,
Seu Hino, a divina arte
No sorriso que vem de si.
2008/04/08
Cantiga p'ró Visitante
Tenho tanta coisa escrita
Que não sei se é bonita
Para as cordas musicais.
Vou manter a esperança
Que tenho desde criança
De cantar nos arraiais.
Gosto muito de cantigas
Gosto de rimas amigas
A pular pelos artigos.
Gosto de atrair visitas
Que digam coisas bonitas;
Gosto de fazer amigos!
Esta moda aqui lhe deixo
Desta vez nem há desleixo
Se voltar ao comentário.
Agradeço desde já
Que venha tocar por cá
A moda d'aniversário.
P'ra mim é especial
E até fora de normal
Completar bonita data:
Quarto ano vai chegar
Decerto vai entregar
Uma bela serenata! ;)
Rosa Silva ("Azoriana")