No 1º de Janeiro

Viva o aniversariante!
Votos de uma longa vida,
Que nesta maré constante
Tenha alegria servida.

É um digno Presidente,
Da Sala mais que perfeita;
Que se veja sorridente
Na festa que lhe respeita.

Poeta Daniel Cristal,
No primeiro de Janeiro,
Ganhe um selo especial
Por ser grande pioneiro.

Parabéns, felicidades,
Lhe desejo nesta hora!
Que brilhem as amizades
Pela sua vida fora.

Rosa Silva ("Azoriana")

Entre o último de 2008 e o primeiro de 2009

Os desejos


Lindo é teu coração,

Onde arte e dedicação

Fazem crer um lindo par;

Queira Deus que o Novo Ano

Adoce cada ser humano

No momento de partilhar.


Na nova fase da vida

Seja para sempre erguida

Uma bandeira de paz;

Que toda a humanidade

Seja feliz de verdade

No melhor que for capaz.


Agradeço o sentimento

Que acrescenta ao momento

Em fase de transição:

Avança a Quarta-feira,

Para entrar na Quinta-feira

A bonita edição.


FRI-LUSO sempre acompanha

Com alegria tamanha

Os novos dias mensais:

Este bom luso-jornal

Já faz parte integral

Das leituras mundiais.


Bom Ano!


Rosa Silva ("Azoriana")

Para a amiga Francisca, from Canadá...

Cá chegou a rica prenda,

P'ra tua amiga da ilha,

Que te tem no coração:

Deu gosto a encomenda,

É mesmo uma maravilha

E vistosa é a gratidão.


Com beijinhos e abraços,

À amiga verdadeira,

Que me alegrou o sorriso:

E graças a estes espaços,

Vai agora da Terceira

Ramalhete de improviso.


Perante tal abundância,

Vou até ficar vaidosa,

Por me mirar ao espelho:

Nunca tive, desde a infância,

Dádiva tão amistosa,

Que torna novo o que é velho.


Querida amiga Francisca,

Fico à tua disposição,

Para o que souber fazer;

Vou descansar uma pisca

Pois foi grande a emoção:

Gostei de tudo podes crer.


XOXOXO

Feliz Ano 2009 deseja


Rosa Maria

Agradecimento a Felix Rodrigues, do blog "Desambientado"

Não se perca a
felicidade,
Ou os anseios de amizade,
No Novo Ano
ansiados,
Mas sempre retardados,
Pela guerra que se faz,
Sob
este manto de estrelas,
Sem se perceber que há nelas,
Um desejo
de cheiro a paz.


Félix Rodrigues

E porque me
deu a conhecer um belo poema
E o Ano da
Astronomia,
Respondo-lhe assim:


Cada vez que ali
vou


Abraçar os seus poemas,

Louvo o gosto que brotou

Ao cantar os novos temas.


Desta vez, e doutras mais,

É sortida a beleza,

Dos desafios globais

Que ao mundo dão riqueza.


Luz e cor, por noite e dia,

Firmamento de esperança;

2009 da Astronomia,

Em tudo o que a vista alcança.


É tão linda a natureza

Esculpida numa imagem,

Símbolo de paz e pureza

À qual junto a homenagem.

Rosa Silva ("Azoriana")

Elogio

Ao «POEMA
PARA O FIM DE ANO
», de Euclides Cavaco.


Que bonita ovação

Faz ao nosso Ano Novo:

A sua composição

Toca o mundo e seu povo.


Nestas linhas, em fileira,

Mando-lhe um grande abraço,

Da amiga da Terceira

Que adora o seu espaço.


Sua rima altruísta,

Com o eco dos seus dons,

De quem tem golpe de vista

E critério nos tons.


Ano Novo, vida nova,

Para toda a humanidade;

O amigo com sua trova

Garante a felicidade.

Feliz Ano Novo para si, familiares e
amigos.


Rosa Silva ("Azoriana")

Este ano vou...

À beira da mudança


De porta semi-aberta

Está o Velho fim de ano;

A saudade se desperta

Já em cada ser humano.


Saudade, direis, de quê?!

Se está tudo na mesma,

Se ainda não se vê

A lebre passar de lesma?!


Em luta desenfreada,

Num rumo ao Deus dará,

Vi pouco ou quase nada...

Muita fome é o que há.


Por favor, vamos mudar,

A dose de cada um,

Ponham mais a trabalhar

A ver se ganham algum.


Tenho um desejo escondido...

Vem à tona poucas vezes,

Se pudesse ser vivido

Dava para doze meses.


Com amor, paz e alegria,

De Janeiro a Dezembro:

Se não fosse uma utopia

Era ideia que relembro.


O amor é como as rosas,

Exige muitos cuidados,

Têm as pétalas formosas

Espinhos por todos os lados.


A paz é um alvo lírio

Que adorna a cantoria,

Cada qual sofre o martírio

Se não o vê por um dia.


E a alegria constante

Não se colhe nem se vende,

Ela faz parte integrante

Do ser que a ela se rende.


Para as três se conseguir,

Há que fazer tentativas:

Novo Ano vem a seguir

Com poucas alternativas.


O Aleixo já cantava,

Com sua sabedoria,

E boa moral ele dava

A quem suas quadras seguia.


"Que o mundo está mal, dizemos,

E vai de mal a pior;

E, afinal, nada fazemos

Para que ele seja melhor".


Que se use o coração

Como leme desta vida,

E ao pobre dê-se a mão

Na sua justa medida.


E para mim a riqueza

Não é ter muito dinheiro,

É ter mais pão sobre a mesa

Por todo o ano inteiro.


E àquele que lhe sobeja,

Um tanto por cada dia,

Se der um pouco que seja

É fruto de mais valia.


O Pão melhor vem de Deus,

Na partilha abençoada;

Mas perante os olhos seus

Faz-se muito pouco ou nada.


E todo aquele que dá

Nem que seja um sorriso,

É como se visse cá

Alegre seu paraíso.


Um sorriso é alimento

Que cura qualquer tristeza,

Mas nunca será sustento

Para quem vive a pobreza.


Este ano vou... pedir,

A Jesus, Nosso Senhor,

Que faça por impedir

A pobreza do Amor.


Rosa Silva ("Azoriana")

Dizem que é o primeiro...

Concurso "Flor de
Jasmim
"


Minha quadra já entrou,

Na corrida ao sabão:

Nessa flor ela apostou

E no cheiro, porque não?!


Mas se não for favorita

Ou tiver algum defeito,

No meio de tanta dita

Surtirá algum efeito.


Porque a "Flor de Jasmim",

Tem um cheiro encantador,

Se um dia passar por mim

Dou-lhe verso trovador.


Por ora fico à espera,

De quem for participante;

Do Inverno à Primavera,

Nenhuma quadra é errante.


Rosa Silva ("Azoriana")

Sincera nostalgia: Um homem também chora...

Sinto uma estranha
nostalgia após todo o alvoroço natalício. Quedo-me em pensamentos que
vão além do meu círculo de vida. Penso em pessoas que partiram e
outras cuja partida já conta alguns anos. Ouço dizer: morreu fulana,
morreu fulano. Neste tempo de nascer não devia morrer ninguém porque
se sente muito mais profundamente. A morte é sempre sentida mas há uma
sincera nostalgia que nos cerca neste tempo.

Dou comigo a
pensar que "um homem também chora" quando sente a saudade da voz de
uma mãe e o mesmo acontece com um filho que vê partir para sempre um
pai e/ou mãe...

Não consigo escrever mais nada
hoje...

Tenho saudades da voz da minha mãe e da presença do meu
filho que não vejo há bastante tempo. Dói muito,
muito...

Desejo um bom fim-de-semana a todos os que por aqui
vierem.

Com o som da rádio envolvi-me na melodia da voz dos «Il
Divo« e uma lágrima teimosa correu pelo meu rosto na solitude de uma
tarde isolada.

À amiga Picarota

À amiga Salomé,

Desejo tudo de bom;

Foi mais um Natal de fé

Cujo Menino é o dom!


E junto com a família,

Tenhas saúde e amor,

E que passes cada dia

Com a bênção do Senhor!



Foi esta a quadra solta

Que "cantei" com mais carinho,

Oxalá ela seja envolta

Da amizade que acarinho.


Do Pico tenho saudades

E de toda a minha gente

Pelo toque das trindades

Sonho um dia estar presente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Um comentário de D. Clarisse é um novo artigo

(...)
Que acabe a pobreza,
E as linhas de
amargura,
E à alma portuguesa
Voltem cravos de
fartura.


De canticosdabeira a 23 de Dezembro de 2008


Minha boa Amiga Rosa Maria.

Venho por este meio agradecer-lhe o
seu lindo comentário que teve a gentileza de postar aqui. Queria
agradecer em verso, mas falta-me a inspiração. Não tenho andado bem
disposta e a minha Internet ainda não está completamente boa. Só o
blogue escapa... Hoje recebi um postal de uma amiga e grande poetisa e
escritora, do Porto, Maria Ramajal Jorge, a quem eu havia enviado o
nosso livro Desgarrada de Além-Mar. Ela disse assim:

Recebi
o lindo livro Desgarrada de Alem-Mar e não posso deixar de felicitar
as duas Autoras, pela originalidade da ideia que me parece seja única.
Bonito à vista, agradável de ler, boas quadras e três belos sonetos a
fechar o livro com a chave de ouro! Parabéns e abraços à Clarisse e à
Rosa Silva dos Açores.


Como vê, apesar de não dar lucro,
esta obrazinha dá-nos algumas alegrias. Ainda agora estive a falar ao
telemóvel com um sr. Padre António de Ouca-Vagos, que me disse estar a
gostar muito de ler o livrinho.

É uma linda recordação que fica
para a Posteridade e jamais será esquecida.

Desejo- lhe e a
toda a família um Natal Divino, com muita Paz, Amor e Saúde e que o
novo ano seja mais avantajado de graças para todos, mas especialmente
para os mais necessitados e que a crise seja debelada com equilíbrio
para que não haja poderosos a enriquecer a desfavor dos muitos tristes
e doentes que a Terra encerra. Que Deus ponha aqui as suas sagradas
mãos, com uma ajuda substancial, tão precisa neste
momento.

Ontem à noite liguei para si, mas não estava. Fica um
destes dias.

Um grande e afectuoso abraço da sempre
Amiga

Clarisse

**********

Cartas destas é sempre
bom receber e fazem-nos sentir que a amizade vale a pena. Bem-haja
amiga Clarisse por toda a sua generosidade e as palavras sempre
atenciosas. Que no Novo Ano se realizem todas as suas boas
intenções.

O Menino de Belém

Cada vez que fazemos
sorrir alguém

É como se tivessemos dentro de nós

O Menino de Belém.


Ele entrou, de novo, em nossos corações,

E colocou o brilho da estrela

Para atenuar as tristes emoções.


Cada vez que vires sorrir alguém

Retribui porque é a doçura que provém

Do Menino de Belém!


Quem me dera que a felicidade

Fosse espalhada pela humanidade

E ninguém ficasse privado

Do sorriso que afasta o mal

E nos traz a luz do bem

Do Menino de Belém.


O rosto desse Menino

Faz da madrugada um hino

Presente em cada ser

Que comunga o amanhecer.

Rosa Silva ("Azoriana")

O dia de intervalo

Após as lidas e a
confraternização da consoada; a chegada do Menino Jesus aos nossos
corações; a alegria do desembrulhar de prendas vertendo felicidade ao
rosto e coração das crianças; das visitas a familiares que se juntam
na partilha da refeição natalícia, há o dia de intervalo para se fazer
o preparo do novo fim-de-semana, que é o último deste
ano.

Falta uma mão cheia de dias para se abrirem as portas ao
dois mil e nove. Por isso, apetece-me dar-vos duas quadras daquelas
que me despontam ao ler alguns e-mails amigos que me desejaram Boas
Festas atempadamente e só agora lhes respondi. A tecnologia é avançada
mas, para mim, estagna em certas ocasiões. Sou feliz mesmo
assim.

As festas continuam enquanto a gente aguentar e estamos
próximos de mais algumas. Cada festa tem um significado e, nesta ponte
que atravessa o final do ano, há que preparar mais uma festa que,
desta vez, é um laço de ternura entre o Velho e o Novo
Ano:

Que as graças do Senhor
Abundem em cada
lar:
Haja saúde e amor
E um Ano de encantar.

Que chegue
dois mil e nove
Com um manto de fartura
E tudo aquilo que
move
A alegria e a ternura.

Rosa Silva

Postais de Natal (10)

À AVSPE - Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores

Natal original na AVSPE

Na santa harmonia
Que enche o dia
Sonha-se o Natal;
E o Deus Menino
Pequeno e franzino
É ponto fulcral.

A Virgem Maria
No "Sim" que diria,
Casto e obediente,
Traçou o destino
Daquele Deus Menino
Que nunca é ausente.

A felicidade
E o dom da amizade
Dão nova guarida
Ao Deus pequenino
De Amor cristalino
Que a todos dá Vida!

Um Feliz Natal
Ao mundo em geral
É o que desejo:
A grande ventura
É dar mais ternura
Um abraço e um beijo!

Rosa Silva ("Azoriana")

Postais de Natal (9)

Merry Christmas,
Joyeux Noël, Feliz Natal!

Boas Festas
a todos os que não mencionei nos artigos intitulados «Postais de
Natal», e muito em especial ao nosso Amigo SAPO e sua equipa que bem
merece os melhores elogios.

Há muitos amigos/as que queria dar
um tanto da minha inspiração, que vai surgindo à medida que o meu
olhar se queda num post, num comentário, num e-mail, mas ficará para
outra ocasião pois o verdadeiro Natal está quase e só terei acesso à
internet, muito provavelmente, daqui a alguns dias. Até lá, festejem
com alegria e muito amor.

Boas Festas aos familiares, aos
amigos e público em geral.

Angra do Heroísmo, 24 de Dezembro de
2008.

Rosa Maria ("Azoriana")

Postais de Natal (8)

À minha amiga Chica


Tens Deus no teu coração,

Como prenda de Natal,

E é com grande emoção,

Que te escrevo este postal.


Queria eu dar-te saúde,

Alegria e maior paz...

Não tenho essa virtude

Mas doutra eu sou capaz.


A virtude da gratidão,

Envolvo nas minhas linhas,

Para ti, de coração,

Dou singelas quadras minhas.


São singelas de formato,

Mas a minha boa herança;

Seja este o meu retrato

Que não tive em criança.


Melhor Ano te desejo,

Extensivo à família,

Aceita um abraço e beijo

No brilho do Santo Dia.


Boas Festas

Rosa Maria ("Azoriana")

Postais de Natal (7)

À amiga Clarisse
Sanches



Boas Festas de Natal,

Eu lhe venho desejar;

Porque sei que é vital

Nesta quadra festejar.


Festejar o Deus, que é Rei,

E se fez tão pequenino,

P'ra nos mostrar boa Lei,

E o grande valor divino.


Por mais voltas que se dê,

Não há outro Amor assim,

E para quem n' Ele crê,

Brilhará de Amor sem fim.


A Clarisse nesta data,

Brilha tal como as estrelas:

Eu estou-lhe muito grata

Porque também me fez tê-las.


Estrelas da Desgarrada,

Que cantámos em conjunto,

Em 2008 içada

Com encanto no assunto.


O assunto da Amizade,

Entre Góis e a Terceira,

Fica p'ra posteridade

Amizade desta maneira.


P'ra Clarisse e a Judite,

Vão abraços nestas linhas,

Que se abra o apetite

P'ra quadras suas e minhas.


Que acabe a pobreza,

E as linhas de amargura,

E à alma portuguesa

Voltem cravos de fartura.


Beijinhos
Feliz Natal e Melhor Ano

Rosa Maria
("Azoriana")

Postais de Natal (6)

Boas Festas a José
Ávila e sua Tribuna



E nesta hora catita,

Desejo as Boas Festas,

Nossa terra é bonita,

Linda homenagem lhe prestas.


Bom Natal para a Tribuna,

Para si honra e louvores,

Longa vida e fortuna

E a lembrança dos Açores.


Novo Ano mais feliz,

Com toda a prosperidade,

Lembre sempre da raiz

Que lhe plantou a saudade.


Cantemos ao Deus Menino,

Por mais um Aniversário,

Qualquer verso é um hino

Que brilha no calendário.


Abraço apertado

Rosa Maria ("Azoriana")

Obrigada a Alberto Flores e a Angela Monforte

Estimado amigo A. Flores, dono do Ailaife Blog,

Estou com um sorriso daqueles. Consegues ver daí? Pois, lembras-te daquela canção, que gosto muito, do Rio Grande? Acho que vou "plagiar" a dita, mais ou menos, assim:

"Cá chegou direitinha a encomenda",
P'lo carteiro que parou nos Folhadais;
Obrigada pela vossa rica prenda:
"Ventos do Sul" são p'ra mim especiais.

O resto irás receber num postal do correio... :)

Abraços para ambos e Boas Festas.

Rosa Silva
("Azoriana").

Há coisas que me dão pena...

É Natal
para todos?!

Tenho pena dos velhinhos
Que vivem
abandonados,
Mas há uns que os carinhos
Não se dão bem
empregados.

Não querem juntar-se aos novos,
Preferem o fado
inverso,
Por isso é que há povos
Sozinhos no universo.

Eu
não sei o que fazer,
P'ra não ver tal divisão,
Mas já vejo
escurecer,
A via da comunhão.

A fome é um castigo,
E o
pobre sempre a teve,
Mas se consegue um amigo,
Alivia se mal
esteve.

Feliz Natal e Bom Ano
Novo

Balanços que gosto de ler...

  • Serão
    partilhado com a família da Azoriana... Um momento maravilhoso!
    Ambiente transbordante de paz e boa energia... Crianças que riem e
    tagarelam alegremente, fazendo-nos sentir crianças outra vez. Uma
    adolescente sensata e inteligente, que sabe o que quer, e que nos
    transmite fé e esperança na vida! Um casal que se ama... Uma família a
    sério! Uma bonita e comovente lição de amizade, e de
    vida...

In "Balanço destes últimos
dias
", ponto 4, "O Bloguezi da Joanina"

Postais de Natal (5)

Por obséquio,

Faça um presépio,

Tenha um Natal,

De amor fraternal.

Mantenha os petizes,

Cobertos de amor,

Protegidos, felizes,

Sem eleição de cor.


Nesse seu presépio,

Deite o seu menino

No aurículo ou ventrículo

Do seu coração.

Um Natal a sério,

Também é um hino,

Ou um bom estímulo,

À fraternal comunhão.


Félix Rodrigues


Lindo Poema! Aproveito para desejar ao autor do "Desambientado" um Feliz Natal e
Próspero Ano Novo, extensivo a toda a sua família. Abraço. Rosa
Maria

Postais de Natal (4)

A António do «Dispersamente» - Leiria


Muito bela é Leiria,

Tal como a dedicatória,

Bom Natal venha no dia

Que se repete a História.


A História de um Menino,

A quem se oferece luz,

Que se faz brilho divino

E que à partilha conduz.


As palavras que partilho

Neste tempo abençoado:

Viva Deus e viva o Filho

E o Espírito glorificado.


Desejo a si e família,

Um Natal muito feliz,

E na Santa Homilia

Vejam sorrir o Petiz.

Abraços

Rosa Silva ("Azoriana")

Uma Véspera de Natal

Na rua longa e escura
o silêncio era a ordem natural. Ninguém ousava sair à rua porque no
interior residencial o calor humano fazia-se sentir e era muito melhor
que o frio mórbido do exterior. Uma nuvem pairava sobre aquela pequena
mansão cuja iluminação radiosa dava um ar de festa a tudo o que a
circundava. E lá estava a nuvem como que absorta àquele espectáculo de
luz e magia. De repente, um cão da vizinhança ladra agressivamente.
Alguém ia passando embrulhado em farrapos quentes, acompanhado pelo
seu cão de guarda. Em passos lentos e pesados descia a rua
atabalhoadamente balbuciando palavras em surdina. Parecia um fantasma
da noite. "Quem me dera entrar nesta casa. Gostava de ver o rosto
desta gente e a sua alma..." O cão que o acompanhava parou em frente a
um portão que bem merecia ser reparado, e ladrou até que o seu amigo o
mandou calar. O cão obedeceu prontamente e seguiu viagem com ele. Hoje
a rotina tinha mudado. Na véspera de Natal não tinha ninguém que
festejasse com ele nem tão pouco se importasse com ele. Mais valia ir
de portão em portão na sua rotina que trocara da manhã para a noite.
Não queria ser visto mas queria sentir-se acompanhado. Estava
demasiado só para ser visto e olhado com indiferença. Há muito que o
seu Natal permanecia um fantasma na noite mais apetecida do mundo. O
seu sapatinho agora com um formato bicudo mas lustrado a rigor, era a
única peça que não tinha grande utilidade nessa noite especial, apenas
servia para galgar as ruas que o levavam junto dos portões ávidos pelo
depósito daquele papel dobrado cheio de letras felizes. Pudera! Eram
as letras do Natal, os votos de um punhado de gente feliz, os desejos
mais salutares, as "massagens" de quem não sabia o que fazer para
receber um salário por serviços prestados, e muitas imagens
"cintilantes" muito diferentes das reais imagens que podiam ser
captadas daquela pequena mansão que atraíra o ladrar do seu
companheiro fiel e amigo - o Magano.


Não se sabe a razão mas o Magano em vez de ladrar passou à fase do
ganir. O amigo Jonas acabara de lhe apressar o passo pois o raio do
cão não havia maneira de avançar caminho. Fixou-se em algo caído
contra a valeta. Era um xaile negro, todo enrolado, e parecia deixado
de qualquer maneira em virtude de algum acontecimento recente. Não
estava sujo nem nada, apenas permanecia contra a valeta e o cão não
queria sair dali de maneira alguma. Gania e olhava o Jonas que se
decidiu a ver o que se escondia debaixo daquele xaile negro... Era um
Menino todo despidinho e com um sorriso que parecia inundar o rosto do
Jonas. Já não tinha uma mão e uma perninha estava como que raspada. De
resto, era um lindo Menino de cerâmica pintada à mão. Quem o teria
pintado assim tão risonho? Quem o teria largado junto do xaile negro
para talvez não sentir o frio daquela rua longa?


Então, comovido pela cena inesperada de uma véspera de Natal, o Jonas
pegou no xaile que envolvia o Menino e levou-o consigo rua abaixo.
Juntou-o à sua sacola dos diários matutinos que, excepcionalmente,
foram distribuídos à noite. Uma noite calma e com uma nuvem que ainda
mantinha o formato de fantasma gigante. Jamais o Jonas irá esquecer
aquela nuvem e aquele momento do encontro com o Menino. Era a sua nova
companhia na longa caminhada das novidades. Uma lágrima caiu pelo seu
rosto e o cão apercebeu-se disso porque ganiu de novo e nunca mais se
arredou do pé do amigo Jonas. Este nem era o seu dono mas gostava de
acompanhá-lo sempre que o ouvia chegar junto da casa onde tinha os
seus apetrechos. Era um cão bondoso e abanava a cauda todo contente
porque obtinha do Jonas apenas um olhar carinhoso e amigo. Isso
bastava-lhe e retribuía-lhe da maneira que podia.


Quando o Jonas acabou a sua ronda e voltou para o seu casebre, acendeu
o candeeiro de petróleo, tirou os sapatos cansados e embrulhou os pés,
depois de os escaldar numa água bem quentinha com sal, no xaile negro
que trouxera toda a viagem e colocou o Menino na sua frente num
pequeno recipiente que escolhera para o deitar e quedou-se a olhar
para Ele toda a santíssima noite. O cão seguira-o até àquele casebre,
ao contrário do que era habitual, como que contagiado por aquela
maravilha e ficara no lado de fora da porta, devorando um bocado de
pão que o amigo lhe dera. Era como que a recompensa pelo achado.


A adoração continuava no interior e a fogueira ia aquecendo o Jonas,
cansado, e o Menino Jesus deitado. Ninguém sabe o que o Jonas
balbuciara junto do Menino mas parece que o sorriso deste se iluminou
e a sala pequena ficou radiosa. Nisto, Jonas adormeceu naquela cadeira
de braços, que ele próprio tinha feito para as horas de repouso.
Naquele momento era o que bem necessitava após os quilómetros
percorridos levando as notícias diárias. Aquele ardina encontrara a
sua fortuna: um Menino de ouro. Confidenciava ele depois aos
amigos: "Encontrei o meu Menino de ouro!". Todos ficavam sem perceber
o que ele queria dizer... Mas era verdade, Jonas não tinha família e
Aquele tinha sido a sua companhia na véspera de um Natal diferente.
Era o Menino Jesus que parecia ter vindo de propósito para o seu
caminho para ele não ficar só no Natal.


Afinal, quem teria ficado só no Natal, sem aquele Menino? Ninguém...
Como aquele Menino havia mais pois quem os pintava tinha muitos outros
iguais... Quem deixara aquele Menino na valeta embrulhado num xaile
negro era quem habitava naquela pequena mansão e sabia que aquele
ardina viria por aquela rua longa e escura... Aquele Menino trazia a
felicidade de uma Véspera de Natal. Fim.


[História de ficção para a "Fábrica de
Histórias
" inspirada em factos reais que serviram de mote para
fantasiar a escrita. A todos um Natal repleto de carinho, paz,
harmonia, saúde, alegria, amor e a companhia de um Menino
Jesus.]


Rosa Silva ("Azoriana")

Para o amigo "Blue Heaven"

Nesta quadra de harmonia,

Lanço uma frase cordial,

Que passes bem o teu dia

E que tenhas um Bom Natal!


Que tenhas sempre o dom,

Correndo à flor da escrita,

E nunca desmanches o tom

Dessa veia tão bonita.


Vais formando um tesouro,

Com pérolas de inspiração,

Tu p'ra mim vales ouro

Meu amigo do coração.


Hoje aqui te deixo

O abraço mais fiel,

Mesmo não sendo Aleixo

Fazes bem o teu papel.


E a vida torna-se bela,

Quando brilha o coração,

O amor é uma estrela

E dela não se abre mão.


Beijinhos.
Feliz Natal e Próspero Ano Novo

Rosa
Silva ("Azoriana")

Parabéns à Grilinha (16 de Dezembro)

Oh minha querida amiga,

Venho dar-te os parabéns,

Não a tempo da cantiga,

De mais um ano que tens.


As tuas dores são tantas,

E há falhas de saúde,

Mas a todos nós encantas

Com a tua atitude.


És amiga cordial,

Uma bloguista ferrenha,

Desejo-te Bom Natal,

E que a saúde melhor venha.


Adeus até outro dia,

Fico alerta às notícias;

Abraços a ti e família

Nesta época de delícias.


As melhoras!!

Rosa Maria

Postais de Natal (2.1)

A Euclides
Cavaco:

*********

A «Mensagem de Natal»

Surtirá um grande efeito

Porque o Menino afinal

Foi e será sempre eleito.


A gente é que não vê,

A mensagem do desenho,

E muitas vezes não crê

Que no amor está o ganho.


«Celebração do Amor»,

Como diz o caro amigo,

É a Festa em esplendor

Do Menino mais antigo.


Nosso Senhor representa

O amor de uma Família,

Que não sendo opulenta

Resplandece em cada dia.


E dá-nos inspiração,

Para cantarmos em verso

O que dita o coração

Neste nosso Universo.


Boas Festas e Bom Ano,

Desejo a si e aos seus,

E que cada ser humano

Tenha a bênção de Deus.


Rosa Silva ("Azoriana")

A mensagem

BabyJesusMary.jpg


Li uma "mensagem" de Natal num blog
aqui ao lado. Quem me dera que houvesse um psicólogo de serviço
on-line
que amparasse mensagens dessas e que respondesse, sem
esperar retribuição monetária ou qualquer outro donativo, com a sua
visão pessoal ao que ela traz no seu âmago.


Sabem mesmo o que é o Natal?


Para mim o Natal é a Festa do Nascimento do Menino
Jesus
. Numa festa é normal surgirem luzes, bastante comida e
bebida para os convidados, partilha de estados de alma. Esta é uma
Festa Santa porque tem a ver com Deus Menino. O que gira à volta de
tudo isto é para satisfazer as crianças que são os principais
convidados. Os adultos acompanham os seus filhos para se poder chamar
de Festa da Família. Naquele tempo, chamava-se a Festa da
Sagrada Família. Mas onde estão as verdadeiras famílias da
actualidade? Existem, com algumas mudanças de acordo com a evolução
dos tempos. No entanto, as crianças ressentem-se e acabam por
manifestar alguns traumas fazendo um jogo do «quero-quero» e se o jogo
não é conforme as suas regras acaba por ser um martírio para
todos.


Quem é capaz de reformar a situação? Quem?!


Eu não sirvo de exemplo porque o meu lar também foi desfeito outrora e
agora renasceu noutras circunstâncias, por sinal, mais pacíficas...
Mas uma coisa vos digo: é melhor ser do que ter. Não
tenho televisão, nem internet em casa, nem telefone e o espaço para o
diálogo caseiro tornou-se mais amplo. Apenas comunico com o mundo
através de um aparelho minúsculo - o telemóvel - e de resto estou a
leste das notícias todas. Chego à conclusão que me tem feito muito bem
esta ausência de notícias que acabo sabendo horas mais tarde. Há
notícias que nos fazem muito mal... A família precisa de paz e
tranquilidade, de conversa, isto é, espaço para o diálogo com
ensinamentos e regras. Se faltar essa harmonia falta tudo e nem um
presente no sapatinho irá camuflar o negrume de um coração. Há
corações pequeninos que batem sem compasso por falta de diálogo.


Que o Natal de 2008 seja um presente de diálogo e harmonia familiar,
com a bênção de Jesus, o Menino.

À Fábrica de Histórias - Agradecimento

Recebi o de Setembro,

O prémio pelo que escrevo

Na Fábrica de Histórias

Colectânea de memórias,

Escritos e trajectórias,


Sonhos, realizações,

E algumas invenções,

Que agora bem relembro:

O meu Obrigada devo.


Mas que bela é a surpresa,

E o sorriso me coloca:

Foi da Fábrica de Histórias,

Colectânea de memórias,

Escritos e trajectórias:


Um punhado de amigos,

Depositando artigos...

E agora sobre a mesa

O "rato" feliz se desloca.





Azoriana escreveu:
Hoje faço 7
anos
, Sonhei, Um dia
normal
e Figuras, em
Setembro de 2008.


A colectânea virá com o 1º volume (Setembro a Novembro)
e a
Fábrica de Histórias vem a lume.


Parabéns a quem a inventou e a quem nela participou!




Saiba
tudo, seguindo o link na imagem da capa.



16 de Dezembro de 2008
Rosa Silva ("Azoriana")

Viva, viva a Sociedade Filarmónica Recreio Serretense

135
anos


* Dedicatória à Sociedade Filarmónica Recreio
Serretense *
7 de Dezembro de 2008


[Apresentada durante o espectáculo
comemorativo do aniversário]


Aos músicos e seu regente,

E a toda a nossa gente

Quero hoje saudar:

A Serreta está feliz,

Em festa está a matriz

Que na ilha é exemplar.


A minha saudação

É feita com emoção,

E lembra do emigrante:

De certeza neste dia

Sente uma grande alegria

Pela data triunfante.


A todos que já partiram

E que muito contribuíram

P'ró bem da Sociedade:

Que Deus lhes dê protecção

E que a nossa gratidão

Acalme a nossa saudade.


Neste gosto de rimar,

Os parabéns quero dar

Aos membros da Direcção,

Aos músicos abnegados,

Com mérito, dedicados

À virtuosa missão.


Que a Senhora Padroeira,

Dos Milagres, da Terceira,

Da freguesia Rainha:

Esteja do vosso lado

E vos ouça com agrado

Bem como à prece minha.


Mesmo sendo ex-residente

Meu coração é presente

Tem o mote de minha mãe:

A força da tradição

Fez nascer a vocação

Dos netos que aqui têm.


Um é ainda criança

Já dignifica a herança

Que traz do seu bisavô;

O António e o João

Deram-lhe a instrução

Para honrar o que herdou.


Viva, viva a Sociedade,

Que é linda de verdade,

Com Maria a encimar

O pórtico e a bandeira

E a nossa alma inteira

Com Ela a comemorar!


4 de Dezembro de 2008
Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. Quando escrevi
esta dedicatória ainda não sabia que a Filarmónica tinha uma nova
Bandeira e que ia ser abençoada precisamente na missa por alma dos
irmãos falecidos. Esse facto emocionou-me muito porque tomei como mais
uma prova de que "alguém" me dá a dica exacta na hora certa. Esse
alguém só pode ser minha mãe... Ela adorava a "sua" Filarmónica. Eu
também gostei imenso de estar presente neste evento e declamar duas
das minhas criações para este evento que foi um sucesso.

Gosto de ti...

Era já noite quando
chegaste. Já estava tudo pronto à tua espera. As saudações iniciais.
Aqueles sorrisos alegres. A apresentação do recinto familiar. O
reviver de um passado quase esquecido. A conversa amena e contente com
todos os participantes num eco feliz. As horas voaram felizes e tu
estavas feliz. Gosto muito de ti. Gostamos de ti. Queremos repetir
outro serão assim, talvez...

Tu sabes quem és. Eu sei quem és e
isso faz-me sentir bem.

A amizade tem rosto, nome e coração:
TU!

Beijinhos meus, deles e do Pipoca...

16 de Dezembro
de 2008
Rosa Silva ("Azoriana")

Postais de Natal (3)

Ao poeta Rogério Martins Simões

Como é
bom ter amigos!

E nós somos dos antigos

Nesta arte de blogar.

E na quadra do Natal

Nasce o artigo ideal

P'ra amizade festejar.


A magia desse dom

Não fará perder o tom

P'ra celebrar nossa festa:

Cantemos com alegria

A vida de cada dia

Ninguém sabe o que 'inda resta!

Feliz
Natal e Próspero Ano Novo!


Rosa Silva
("Azoriana")

Um pouco de prosa... (Prefiro a rima)

Bom dia!


Tinha tanto para vos contar mas dadas algumas circunstâncias não me é
possível fazê-lo. Confesso que não sou muito adepta dos posts por
e-mail pois dão-me algum trabalho uma vez que tenho de reeditar o
artigo para que assuma o aspecto que lhe quero dar, noutra hora.
Enviar post's por telemóvel é dispendioso. Este fim-de-semana bem me
apeteceu escrever mas o telemóvel ficou em repouso.


Adianto que, no sábado, a ceia de Natal da Sociedade Filarmónica
Recreio Serretense foi uma maravilha. Estava tudo muito bem
ornamentado e delicioso. Só me resta agradecer à Direcção por esta
gentileza. A todos um Feliz Natal.


A par disso houve uma notícia que me entristeceu por causa da morte de
uma senhora que residia na Serreta, bem perto da Sociedade
Filarmónica. Causou-me nostalgia. Os meus sentidos pêsames à família
enlutada.


Há sempre uma tristeza combinada com alegrias. Uma das alegrias é o
facto de 11 de Dezembro ser uma data a lembrar porque ultimei toda a
burocracia à volta da aquisição de habitação. Tudo em ordem, siga a
vida enquanto Deus quiser.


Ao invés do que é habitual, hoje, não estou inspirada. Estou com
dificuldades em postar.

Postais de Natal (2)

Aos amigos que estimamos

Duma forma especial

Nestes versos desejamos

A todos Feliz Natal.


Que traga o dois mil nove

O que na vida carece

E os seus anseios comprove

Como sonhou e merece.


Nestas quadras modestas

Com toda a solicitude

Desejamos Boas Festas

Com amor, paz e saúde !...


Saudações Natalícias.



Euclides Cavaco
"Ecos da
Poesia
"

Respondo assim:


"O sonho comanda a vida"

E cada vez que se sonha

Há uma árvore erguida

Que p'lo Natal é risonha.


E risonha fico eu

Pelo seu estro honroso

Porque foi Deus que lhe deu

Um rimar maravilhoso.

Boas Festas e Feliz Ano Novo

Rosa
Silva ("Azoriana")

Natal - Christmas em blog...

And so this is Christmas... Com umas
quadras feitas, sem nome e sem data, com verdades à laia de conto
rimado, cuja intenção foi participar e responder à solicitação que nos
apresenta o blog em causa:


"Este blog é dedicado ao Natal de 2008,
contribuem para que ele exista quem gosta de partilhar com os outros
um pouco de si e do seu tempo.

Pretende-se que tenha um post
por dia até ao dia 25 de Dezembro. Feliz Natal.
"


Já dei o meu
contributo e você já deu o seu?

Postais de Natal (1)

Agradeço a gentileza
de Donato Parreira pelo Postal de Natal personalizado que me deu e
pelo CD com a colectânea de fotos da CAJAF.


Votos de um Bom Natal e Próspero Ano Novo para ti e toda a tua
família.


A propósito desta lembrança veio à minha ideia o seguinte: todos os
cartões que eu receber de amigos bloguistas ou não, irei colocar junto
da árvore de Natal que foi ornamentada pelas crianças.


É o primeiro Natal da casa da Azoriana. Será que o SAPO também
quererá entrar neste desafio?! Quem me dera, oh quem me dera...
Provavelmente só poderei retribuir com um agradecimento blogado mas
concerteza devem compreender que este ano para mim é um ano de
volumosas despesas. Se quiserem entrar neste desafio, podem optar por
"preto e branco" e por email.


Estou a rir-me porque já sei que vão pensar: que mulher
pedinchona hehehehe... E quem não o é?! Ao Donato não pedi nada
mas ele é um rapaz simpático de verdade e arrisca a vida para que
possamos ver as melhores imagens do interior da ilha Terceira. Ele é
da Terra dos Bravos! Terra é ilha, Bravos são os nossos toiros, mansa
é a nossa gente e o Menino Jesus é quem nos dá a melhor
recompensa.

Tristeza & Felicidade

Lembram-se daquela
canção intitulada "Postal dos
Correios
" - Rio Grande, cuja letra acho que é de Rui Veloso
que a canta junto com outros cantores, acho que Tim, Jorge Palma,
Vitorino e João Gil? Pois é. Esta a canção que não paro de cantarolar
ultimamente e hoje mais do que nunca.


Quem me dera ter o meu pai e a minha mãe para lhe escrever um postal
hoje a dizer-lhes que, finalmente, a casa é minha e de meus filhos...
Dia 11 de Dezembro de 2008 é uma data comemorativa para a família. A
casa da família da Azoriana existe graças aos pais que tive e ao meu
esforço por recuperá-la. É motivo de felicidade.


E porquê a palavra "Tristeza" no título do artigo?! É porque
a felicidade nunca se separa da tristeza. A tristeza ocupa o meu
coração por vários motivos mas um deles é o principal. É que na letra
da tal canção repete, pelo menos três vezes "Sou capaz de ir aí
pelo Natal"... Meu filho não vai estar presente fisicamente no
nosso Natal. Não sei até quando o tornarei a ver... Para uma mãe que
não vê o filho há tempos é motivo de maior TRISTEZA. Sei que ele está
lutando pelo seu futuro e isso faz-me sentir melhor mas não arruma a
tristeza de mim. Ele estará connosco no coração não só no Natal mas em
todos os dias da minha vida.


Um beijo para ti, Luís Carlos! Perdoa não te ir ver e mais não puder
fazer por ti........... Ah, tenho esta música no telemóvel... É a
preferida para despertar... Hoje, chorei ao acordar num misto de
tristeza e felicidade...

Ofertas que nos dão e agradecemos divulgando...

DESGARRADA de ALÉM-MAR


Por Isaura Martins de S. João da Boa Vista - Tábua


Clarisse Sanches tem nova faceta:

Fez uma Desgarrada de valores!

E com a Rosa Silva, essa poeta

Conhecida "Azoriana" nos Açores!


Serviu a Internet pra fazer

Um trabalho inédito e emissário...

Quinhentas quadras são, e quem as ver

Achará o livrinho extraordinário!


Seu nome: Desgarrada de Além-Mar,

É de Angra do Heroísmo e Góis também

Com usos, tradições da nossa Beira!


Desgarrada com História há-de ficar,

Em terra que ela abraça mar-além,

Desejosa de ver o Rio Ceira!


in "Cânticos da Beira - Prosa e Poesia"

Árvore da Amizade Natalícia

Hora de almoço. Tarde
fria. Gente na cidade após um feriado santo. Rostos conhecidos (ou
não) caminham com ou sem afazeres. Entro numa instituição bancária.
Deparo-me com número de espera longínquo. Fico a observar o lado de
fora enquanto que o lado de dentro está em espera ou alberga rostos
inquietos ou não. A porta abre-se várias vezes para entrarem mais do
que saem. Agiganta-se a minha inquietação para sair dali. Quantos
seres estarão ali também em delírio?! Será dia de são vapor? Uns
recebem, outros pagam no dia seguinte. O feriado deu a pausa
necessária a muitas contas. Trilharam-se outras contas.


Uma alma boa deu-me um número mais baixo que o meu para que a minha
vez ficasse perto. Foi um acto generoso. Nem tive tempo de lhe
agradecer convenientemente porque estava a atender uma chamada de
telemóvel de uma pessoa amiga. Deu-me tempo de sorrir. Um sorriso é um
bonito agradecimento. Deus lhe faça bem pela gentileza que teve para
comigo. Cheira-me a Natal e quis fazer igual: dei a minha vez a quem
estava à minha frente com um número alto. Houve sorrisos gratos. É bom
sorrir numa tarde fria. Fiz o que tinha a fazer e fui embora para
outro lado, rua acima. Não me saía da ideia a chamada do
telemóvel.


Pensava. Vou improvisar assentos para este Natal. Há que estar
preparada para um grande dia, tarde ou noite. Um encontro de amizade
na casa da Azoriana vai ser motivo para grandes planos. Até me esqueci
da tristeza de outros números num papel estreito. É que a amizade é um
valor precioso, porque não se compra nem vende. Existe e dá sentido à
vida.


Acho que acabei de criar uma nova Tradição de Natal: Juntar amigos
bloguistas (ou que gostam de blogues) em confraternização natalícia.
Nem mais! Acho que é algo que merece ser divulgado para que dê lugar a
imitações.


Fazem-se festas de Natal para as crianças nas diversas instituições,
por isso, imitemos o que é bom. Façamos de conta que somos crianças,
pelo menos por um dia, para abrir as portas aos sorrisos genuínos e
enfeitar a Árvore da Amizade Natalícia. Os braços serão os ramos, as
mãos as folhas: os braços levantar-se-ão e as mãos irão abanar unidas
por um ventilado comum que é a amizade que nasceu com os escritos ao
longo dos meses.


Os escritos são laços que nos unem na simplicidade do sonho... São
momentos! Festejemos o momento mesmo antes dele acontecer. A ideia já
brilha como a Estrela de Belém. Que o Menino Jesus esteja no meio de
nós e que o calor do momento sonhado seja realizado para que não se
sinta a frieza de uma tarde de Dezembro do ano de dois mil e oito. A
tarde seguinte à do nascimento de Nossa Senhora.


Vamos sorrir e cantar

Com nossos braços no ar

Num efeito de alegria.

E p'la nossa vida fora,

Lembremos, a toda a hora,

O encanto desse dia.

O "encontro" na casa da Azoriana (?!)

E numa tarde briosa,

Em viatura jeitosa,

Lá surgiu a Joanina,

A Mena e também a Xana

À casa d'Azoriana,

Que sua garganta afina. :)


(...)

O resto depois se verá,

E quem sabe se contará,

Alguma peripécia nova;

Agora o que mais importa,

É que me batam à porta

E a alegria venha à prova.


(...)

Vamos fazer do Natal,

Uma festa especial,

Num convívio que partilha:

Amizade, ternura e voz

E que se lembrem de nós,

Cá e para além da ilha.

Rosa Silva ("Azoriana")

Abraços de amizade

Um momento de emoção

Chegou ao meu coração

Numa tarde abençoada;

Uma amiga partilhou

O bem que Deus lhe doou

E a Virgem imaculada.


P'la minha porta entraram

Pelas suas mãos doaram

Presentes de amizade;

Uma Luz se acendeu

E em mim permaneceu

Sua solidariedade.


Bem-haja pelo seu gesto,

E aqui lhe manifesto

(Mesmo em anonimato)

Toda a minha gratidão,

Do fundo do coração,

P'la bondade do seu acto.


Alongo o agradecimento,

A quem mais nesse momento,

Se associou à partilha:

Que um Natal
diferente


Abunde e seja presente...

Com Jesus tudo nos brilha.

2008/12/08

Rosa Silva ("Azoriana")

Joanina, Mena e Xana...

Amigas porque não fazem o encontro na casa da Azoriana?! O convite
está feito. Aguardo notícias e a marcação do encontro, caso concordem.
Seria uma felicidade para mim e família.

@z(º)riana

A festa de aniversário foi um sucesso

Estou na sede da Filarmónica Recreio Serretense. A festa comemorativa
dos 135 anos foi maravilhosa. A surpresa para mim foi a bençao da nova
bandeira. É linda e honra sempre a sua padroeira, Nossa Senhora dos
Milagres.
Fábio Ourique cantou e encantou com o som da Filarmónica da Serreta. A
Manuela Simoes fez uma excelente apresentação e todos aplaudiram com
emoção. Parabéns a todos. Obrigada ao maestro Joao Marcelisno Costa
por me ter convidado a declamar duas criações para este dia. Uma delas
terminou assim:
Viva, viva a Sociedade,
Que é linda de verdade,
Com Maria a encimar
O pórtico e a bandeira
E a nossa alma inteira
Com Ela a comemorar.

@z(º)riana

Joanina da Califórnia

A Joanina
já está na ilha Terceira. Foi com muita alegria que lhe dei o grande
abraço que estava prometido. Visitei-a, ontem, após saída do trabalho.
Foi pouco tempo mas deu para trocarmos algumas palavras. Pela primeira
vez estive com a "Melra Preta Amaricana" e falei-lhe dos abraços que
as amigas bloguistas lhe mandavam.

A Joanina está bem e
retribui com o sorriso da amizade.

Gostei imenso de a ver
pessoalmente e espero vê-la noutros dias pois a sua estadia
prolonga-se por algumas semanas.

Ela é a madrinha da minha nova
residência e temos que comemorar essa efeméride :). Tenho que carregar
as pilhas da máquina fotográfica que, ultimamente, têm estado um
bocado reservadas. O livro da Desgarrada de Além-Mar precisa de
uma dedicatória específica e aguardemos até ao próximo
encontro.

A propósito do «Inter-Ilhas» da Antena 1, de hoje, com Sidónio Bettencourt e a equipa

À Filarmónica Recreio Serretense
4 de Dezembro de 1873
* Em Festa de aniversário a comemorar no próximo Domingo *

Pelo céu dançam estrelas,
Quando há festa na Serreta;
No coração posso vê-las,
Na batuta e tabuleta.

Farei tudo por merecê-las
Mesmo entre a nuvem preta
Porque o sonho não é tê-las
É doá-las ao planeta.

A Serreta é conhecida
Pelo dom de uma Mãe
Que muito amor nos tem.

Seu Hino é que dá vida
E encanta o coração
De quem lhe tem devoção.

Rosa Silva ("Azoriana")

In SAPOlândia

ZORiANA

Deseja a todos os familiares,

amigos e bloguistas em geral

umas Festas de Natal

felizes e harmoniosas

um Ano Novo tolerante,

pacífico, alegre, saudável

e, sobretudo, amoroso.

Um dia feliz

Aos quatro dias do
mês de Dezembro do ano de dois mil e oito recebi a certidão do registo
oficial da minha residência, e dos meus filhos, que a partir desta
data pode ser considerada habitação própria e permanente até que Deus
e Nossa Senhora dos Milagres queiram. Sem estas duas forças eu não
conseguiria concretizar este empreendimento.


A todas as pessoas que me estimam e nutrem amizade, bem como aos
familiares, fico à vossa disposição e aguardo a vossa visita. A casa
torna-se fria se não tiver o calor da amizade.


Hoje também se completam centro e trinta e cinco anos da Sociedade
Filarmónica Recreio Serretense. Isso dá-me maior alegria porque foi
precisamente neste dia que também tive o registo entregue pela
Conservatória do Registo Predial de Angra do Heroísmo.


Que Deus me dê forças para seguir com os valores que meus pais sempre
me incutiram. Que haja paz, amor e saúde. Que eu goste da nova
residência e da "145". Agradeço publicamente às pessoas que
já perceberam que o meu equilíbrio falha ao andar de pé na urbana e
que me ofereceram o seu lugar.


Bem-haja os condutores competentes que zelam por assentar os mais
idosos e os que padecem por andar de pé na urbana.

SFRS - Em festa de aniversário

Pelo céu dançam estrelas,
Quando há festa na Serreta;
No coração posso vê-las,
Na batuta e tabuleta.

Farei tudo por merecê-las
Mesmo entre a nuvem preta
Porque o sonho não é tê-las
É doá-las ao planeta.

A Serreta é conhecida
Pelo dom de uma Mãe
Que muito amor nos tem.

Seu Hino é que dá vida
E encanta o coração
De quem lhe tem devoção.

5 de Dezembro de 2008
Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração


P.S. Pela festa de aniversário dos 135 anos da SFRS - Sociedade Filarmónica Recreio Serretense

Estranha sensação

Na dolência das ondas
do ser,

Onde a minha alma espreita

O silêncio das horas paradas

Inertes dos ares festivos,

Deixo-me ficar,

Quase adormecida

Do eco da terra lavrada,

Que a tarde me aconchegou...


Lanço um olhar tenebroso,

Ao ventre da natureza

Desenhado na mente escarlate

Tingida pela cortina de afectos

Que se erguem pela proa

Dos monumentos da tarde.


E ninguém dá por mim...


Sinto necessidade de comunicar

Com o mundo que deixei de ver;

Teima a fraqueza de alcançá-lo...


E ninguém o vê em mim...



No balançar remoto das rosas

A estranha sensação de um paraíso por abrir,

Na saudade lacrada no meu rosto de mulher

Que te deixou de ver sucumbir devagar,

E que hoje, especialmente hoje,

Oculta palavras douradas de afecto

Nas trindades que voaram de ti...


Onde será que pairas que ninguém te vê

Nem eu

Aqui...

Nesta estranha sensação de lume vazio de palavras.


Rosa Silva ("Azoriana")

Era o teu dia de anos...


Hoje era o dia que
mais te entusiasmava: fazias anos. Se fosses vivo terias hoje o bolo
de setenta e nove velas. Já partiste há sete anos. Agora resta-nos
recordar os momentos bons e os menos bons.


Foram muitas as palavras que não te disse e poucos afectos mas hoje
sei que sem ti eu não seria o que hoje sou. Obrigada!

Ao Fri-Luso nº 34 de Dezembro

Viva o Fri-Luso Jornal


A beleza do Natal

Ancorou no teu jornal:

Um presente de mil cores,

Um desfile de valores,

Dos poetas e escritores

Numa quadra natural.


Uma lágrima tombou

E meu coração tocou;

Não penses que de tristeza

É emoção p'la beleza

E podes ter a certeza

Que grande onda se formou.

(...)

Rosa Silva
("Azoriana")

Na Serreta

Este fim-de-semana e os próximos até quase acabar o ano, a Serreta é o meu atractivo especial:



Uma matança de porco reuniu familiares e amigos na casa da irmã. Todos saborearam a boa cozinha tradicional e houve umas boa gargalhadas;


 


No próximo fds será a festa de aniversário da Filarmónica Recreio Serretense;



No seguinte será a Ceia de Natal da Sociedade Filarmónica R. Serretense;



E penso que se houver saúde haverá mais chamamentos desta freguesia especial.



Apraz-me revelar que me senti muito feliz neste convívio familiar e que não há nada como estar no lugar-berço rodeada de quem me conhece bem.



Obrigada!

Na rota dos blogues (1)

À entrada do
fim-de-semana resolvi fazer uma ronda pelos blogues antes da partida
para o isolamento do mundo virtual. Reparei que a Joanina "Give
Thanks
" antes da viagem para a ilha Terceira; que a D.
Clarisse Sanches teve um "Sonho de
Natal
"; que o Luís Nunes ainda se mantém no dia 10 de
Novembro
, porque o seu filho lhe ocupa bem o tempo; que a Chica
Ilhéu, mesmo ausente, continua a dar-nos miminhos; que o "Futebol, Gente e
Toiros
" anuncia um bom evento que se irá realizar em Angra do
Heroísmo; que o "Ilha Brava e Doce" está na Cidade
Brilhante
;  que "In Concreto" é um dos
melhores blogues terceirenses que comemorou o 1º aniversário (Parabéns
atrasados!)e que reúne muitos dos blogues que vão nascendo e
mantendo-se activos na blogosfera; que o "Planeta Açores" continua
com uma boa actividade; que Ardemares me lembra sempre a
conchinha de amor que é Santo Amaro da ilha do Pico, e por isso, sigo
para o blogue "Sentimentos" da amiga picoense que também comemora o 1º aniversário; que continuam os belos sonetos da poetaporkdeusker; que o Desambientado continua com lindos poemas; que a Grilinha é uma grande bloguista e uma das mais antigas na blogosfera; que a Arte por um Canudo, de Agostinho me faz lembrar a geminação Serreta & Parada de Gonta; que o dono de Ailaife Blog é um amigão e me vai mandar uma prenda... e que o blogue Pé de Vento, de Ângela Monforte que lançou um novo livro recentemente... e eu continuo à espera de ter mais solicitações ao primeiro livro - Desgarrada de Além-Mar - feito em co-autoria com a D. Clarisse Sanches que foi a maior impulsionadora deste ideal concretizado... e fico-me por aqui porque urge seguir viagem no autocarro 145.
Lembram-se?


Beijinhos a todos e até à próxima terça-feira, o mesmo é dizer, bom
fim-de-semana prolongado com o feriado da Restauração da
Independência, que agora não tenho tempo de aprofundar. Sobre este
acontecimento pode ir à Wikipédia
que tem lá tudo bem explicado.


Divirtam-se!


Rosa Silva ("Azoriana")

Ao blogue terceirense... "Bagos d'Uva"

Bagos d'Uva

Baila a ternura do vinho
Pela mão do seu autor
Que barulha seu cantinho
Com toda a arte e amor.

«Bagos d'Uva», com carinho,
Merece o nosso louvor
Nunca estará sozinho...
Biscoitos dá-lhe a cor.

Nossa ilha é bem falada
Pelo vinho e p'la tourada
E p'la água da Serreta...

Dos Biscoitos vem o cheiro
Do Lagar tão prazenteiro
Onde marcham branca e preta.

Rosa Silva ("Azoriana")



Índice temático: Rosa e rimas do coração




Nota: Parabéns pelo blog e por tudo o que aqui publica. Chamou-me a atenção o artigo do alerta à água da Serreta. Obrigada

Nocturna





Da minha janela à rua

Deste novo lugarejo

Há estrelas e há lua

Que sabem o que desejo



No luar da natureza

Há um verso de saudade

Um negrume de tristeza

Na fuga da claridade



Com a volta da aurora

Renasce um novo alento

Chega a hora, vou embora

Roda a vida em cata-vento



E sou vento de mudança

Que golpeia o horizonte

Versa em mim a esperança

Quando o sol me beija a fronte.



Rosa Silva ("Azoriana")

Postal de Natal para todos (antecipadamente)

Merry Christmas, Joyeux Noël, Feliz Natal!



Porque se vestem os lares de Luz?
Porque vai nascer, de novo, Jesus...
Ou para seguir com um ritual
De São Nicolau versus Pai Natal?

Sonhei dar-te luzinhas em botão,
Que brilhassem de amor na Estação
Como brilham as Estrelas do Natal,
Mas peco por não ser original...

É que em muitos dos lares mundiais,
Há estrelas que brilham muito mais
E, no entanto, são mancas do tal Deus...

Que volta por nós, num lindo Menino,
E num berço de palhas, pequenino,
Lança hinos de amor aos irmãos seus.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Filarmónica Recreio Serretense

A Serreta estará em
festa comemorativa de mais um aniversário da sua Filarmónica no
Domingo, 7 de Dezembro. No dia 4 de Dezembro é o dia por excelência da
efeméride festiva, mas no Domingo sabe melhor tão brilhante festejo
para reunir o maior número possível de pessoas.


São 135 anos a alegrar a freguesia, a ilha e mais além. A festividade
tocará os emigrantes que já participaram com tudo o que tinham de
melhor para abrilhantar esta relíquia. Disso nos dá conta o jornal "A
União", no título formoso: "A MAIS ANTIGA DA TERCEIRA Filarmónica da Serreta
assinala 135 anos
", que segue com afinco os eventos da
freguesia.


E não me venham dizer que a Serreta está a desertificar... Enquanto
houver um serretense espalhado na ilha, ou fora dela, a Serreta jamais
ficará deserta... A música é o elo que nos une pela batuta do seu
regente, João Marcelino Costa, e pela melodia que ecoa dos
instrumentos musicais de um punhado de gente com a alma em festa pelo
seu torrão natal.


Os serretenses tem a naturalidade muito bem vincada pela Mãe, Senhora
dos Milagres, que atrai o mundo inteiro e que é a padroeira de todos
os eventos serretenses e, neste caso, é a padroeira da Sociedade
Filarmónica Recreio Serretense, fundada a 4 de Dezembro de 1873.


Uma especial referência à serretense amiga, Manuela Simões, que em boa
hora foi convidada para ser oradora da sessão solene na Sociedade
(13:30), após a missa também solene (12:00).


Parabéns a todos e bem-haja esta família unida, da qual tenho muita
alegria em fazer parte. O meu filho, Paulo Filipe (O Pipoca) também
estará em festa porque é um dos novos elementos desta
Filarmónica.

Rosa Silva ("Azoriana")

Felicito Sidónio Bettencourt e seu programa «Inter-Ilhas»

Parabéns pela melodia

Que nos dá aquele cheirinho

E uma grande harmonia

Recheada de carinho.


Viva, viva o Programa,

Inter-ilhas matinal,

Já é larga a sua fama

Numa onda divinal.


Sidónio com sua voz

Leva as ilhas mais além

Na aurora tão veloz

Alegria fica-lhe bem.


São rimas da Azoriana

Que segue a par e passo

O programa da semana

E que lhe deixa um abraço.


Rosa Silva ("Azoriana")

2008/11/27

Ao poema de Armando Sousa - "Na Palma da Mão"

Amei o poema seu:
"" entrei
E por ele me deslumbrei...
Bela semente nos deu.

Semente - botões e flores,
Com seu poder majestoso
Vindo do estro formoso
Criam pétalas de amores.

São as pétalas rimadas
As que vão enfeitiçar
A palma do coração...

E por si foram doadas
Para mais nos atiçar
O fogo da emoção!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Informar é bom

Informação útil a
quem tem de postar por e-mail (correio electrónico) os seus post's
(artigos do blogue):


Para que a formatação do texto fique correcta use o Microsoft
FrontPage (html) para escrever os artigos e inclua os códigos de html
para a inserção de imagens. Isto para quem tem dificuldades (como eu)
em aceder ao editor do blogue. Recebo sempre uma mensagem de erro e
não me dá hipótese de digitar qualquer letra. Assim, uso o que me é
permitido e depois de enviar por e-mail, entro na gestão do blogue e
vou à parte de "Editar Posts", clico no "ok" e
outra vez "ok" e no "Cancel" e vou à zona de
"Outras Opções" e das Etiquetas (Tags) e finalizo a
publicação do artigo escolhendo os itens que interessam. Só assim
consigo a perfeição da visualização do artigo conforme manda a
norma.


Se conhecerem outra maneira mais eficaz agradeço que me informem. Esta
coisa de não ter computador pessoal é uma angústia constante. Aos
poucos vai-se perdendo até a inspiração para ganhar a ligação com a
natureza que nos faz muito bem.

Excelente notícia para os Angrenses e não só...

Batalha da Salga,
invasões espanholas, o culto do Divino Espírito Santo e a doçaria
regional são apenas alguns dos vários temas que vão ser representados
em quatro carros alegóricos com mais de meia centena de figurantes
trajados a rigor. A parada "Na Rota da Prata" sairá à rua dia 7 de
Dezembro, pelas 18h00, e vai percorrer o Alto das Covas, Rua da Sé e
Praça Velha, no âmbito das comemorações dos 25 anos de Património
Mundial da cidade de Angra do Heroísmo.


Continua a notícia no jornal "A União", de Angra do
Heroísmo.

Identidade

Não sei se este meu
pensamento de hoje é original (ou se já foi sentido por alguém): A
minha identidade é a minha naturalidade.


Quer queiramos, quer não, apresentamos os traços do nosso berço, isto
é, do local original onde nascemos e demos os primeiros passos. Talvez
por isso nunca me sinta completamente satisfeita com a mudança de
localidade.


A parte do corpo que melhor se prende com a localidade (identidade) é
o coração. O meu coração diz-me que metade de mim é serretense e a
outra metade é santamarense. A freguesia da Serreta, do concelho de
Angra do Heroísmo, da ilha Terceira, é o local de nascimento por
inteiro (nasci no quarto cuja janela estava virada para o mar); a
freguesia de Santo Amaro, do concelho de São Roque, da Ilha do Pico é
a outra parte do meu encanto (meu pai nasceu também virado para a
imensidão do mar que abraça a freguesia mais linda, na minha
perspectiva).


Neste mês mudei de localidade, mais uma vez (com esta é a quinta vez).
Não foi por querer mas por contingências da vida. Cada vez mais a
saudade me abraça e me diz que o meu berço é que me deu o mote para
tudo. Foi uma pena ter pensado que estaria melhor fora dele. Puro erro
que agora é tarde de mais para alterar. Assim sendo, tenho que me
conformar com a nova identidade/localidade.

Agradecimento

Na augusta desgarrada,

Entre terras tão distantes,

Senti-me acarinhada

Tanto agora como dantes.


Com a quadra aninhada

Nestes atalhos brilhantes,

Fez-se, assim, bem entoada

A cantiga nuns instantes.


Linda Góis de São Tiago

E a Terceira de Jesus

Fez-se edição de um trago...


Graças a Dona Clarisse

Veio à tona sua luz

Em tanto que já se disse.


Rosa Silva


Muito obrigada ao distinto escritor, Humberto Pinho Silva pela
cortesia e simpatia em tudo o que já publicitou no seu blogue e,
sobretudo, por este artigo. Que Deus lhe recompense sempre.


Abraço

In Blogue
Paz

Amanhecer

Perante o dia nascido

Há um campo a cantar

E há um verso vestido

Do templo que vai no ar.


Há cortinados de luz

Caindo em palcos de mar

Há a bênção de Jesus

Num cenário de encantar.


Há o gosto pela vida

Numa madrugada pura;

Há nova prece erguida

Numa visão de ternura.


Há uma espécie de céu

Rasgado de sol ameno,

Que veste o nosso ilhéu

Do maior ao mais pequeno.


Há ilha de maré cheia,

Numa manhã sorridente,

A nossa alma incendeia

De Sol, no palco de frente.


E são os laços do amor

Que talham nosso viver;

E no verso madrugador

Há retalhos de prazer!


Folhadais, 25 de Novembro de 2008


Rosa Silva ("Azoriana")

5º aniversário do Blog Grilinha

Venho nesta ocasião,

De alegria e emoção,

Pelo lustro tão querido:

Dar-te os meus parabéns

E elogiar o que tens

Com um abraço merecido.


Faz-se a festa com agrado,

E há um sorriso rasgado

Que invade a blogosfera;

Viva, viva a Grilinha!

E nesta cantiga minha

Uma homenagem sincera.


Cantemos teu belo dia

Com versos de alegria

Pela data especial;

E que venham mais artigos

E comentários amigos

Festejando este ideal.


Nossa amiga e companheira

A bloguista da Terceira

Deseja-te melhor saúde,

Muita paz e muito amor,

E na graça do Senhor

Sigas com tua virtude.

In
http://grilinha.blogs.sapo.pt/111760.html

Rosa Silva
("Azoriana")

Aviso

Para
"niopeadeusa" que comentou o meu blog hoje, 24 de Novembro
de 2008, às 13:04, no artigo «À conversa»:


Peço-te o grande favor de NÃO comentares mais o meu blog.


Uma pessoa que não se identifica como deve ser não merece a minha
atenção e vai direita para a porta dos fundos.


Para já, nunca virão à tona os teus comentários quer sejam verdadeiros
ou falsos e que me soam sempre a invejosos. Por mim podes esfalfar-te
a comentar, podes escrever o que quiseres que JAMAIS vou colocar
on-line (vou guardando até um dia, junto com o teu IP). Em vez de
perderes tempo comigo cuida dos teus afazeres. Sem dúvida que só me
comentas para te ficares a rir ou sei lá que outro tipo de
reacção.


Vem falar comigo, se tiveres coragem, ou deixa-me em paz.

Caminho

Pode haver muitas
estradas mas há apenas um Caminho. Foi esta a expressão que me
incendiou o pensamento e me transmitiu uma imagem física de um caminho
perfeito após a chegada de mais uma semana.


A imagem era de um verde esperançoso que me levava aos confins da
natureza, toda ela recheada de beleza em diversos tons verdes,
apaixonantes. Acho que nunca apreciei tanto a natureza como naquela
hora que deparei com a imagem da moldura fiel de um caminho ladeado
das árvores triunfantes, que nos ajudam a respirar. Fiquei pasmada e
nem me apeteceu virar a visão para mais nada.


De repente, vi-te. Estavas com a mão estendida a acenar-me ao fim da
clareira. Estavas lindo. Ainda me faltava ver o teu olhar que
contrasta com a cor da natureza para me fazer lembrar que o mar é o
outro caminho que também adoro... Fui devagar para não magoar o
carreiro que estava todo limpo e asseado. Quando assim é, custa muito
pisar o chão, porque parece que o magoamos...


Cheguei mais perto, após passar a formatura de árvores cuja idade é o
abraço mais ou menos extenso que se dá ao tronco e cuja altura é
medida pela extensão do que a vista alcança ... Lá estavas tu à minha
espera e, desta vez, já apanhei o teu sorriso, nos lábios carregados
de tentação. Como é bonito o teu sorriso entre verdes imensos,
abençoados pelo dom celestial. Quase que já percebia o teu cheiro...
Um cheiro a terra acabada de lavrar... Como te vi cativante nessa
imagem ideal que até senti transbordar toda a minha alegria.


Mais um passo e consegui perceber a tua respiração intensa... Estavas
ofegante, parecia que cada passo meu a aumentava mais um pouco...
"Cheguei, amor!" - Disse-te. Era o único eco audível naquela paz
triunfal, para além dos ecos dos seres alados. Tocaste-me com a mão
que me acenara e eu deixei-me cair nos teus braços... Parecia que
todas as árvores cantavam em uníssono: "Ainda bem que apareceste!".
Completou-se, assim, a harmonia do quadro nas cores mais lindas que a
natureza veste na tarde de uma vida. Os tons irão mudar noutro tempo
mas ainda é cedo. Nessa altura serviram para baptizar um amor que
acabava de celebrar o encontro perante um quadro deveras belo...


Caminho. O caminho é a estrada do amor quando rodeada de
beleza, cor e paz. Afinal eras e és o sonho de onde acabo de acordar.
É verdade! Sonhei contigo enquanto olhava a paisagem de um Caminho que
me ajudou a encontrar as palavras que talvez nunca te disse perante um
quadro real... Será que tu também me dirias: "Amo-te até ao fim do
caminho!". Já o disseste noutros quadros e tardes...


Nisto ouvi a bênção chilreante dos pássaros, que de ramo em ramo,
trilhavam o bailado do amor. Quedei-me, mais uma vez, num sonho agora
acordado. E, nem sei bem porquê, percebi a inesperada gotinha de água
quente que escorre suave pelo meu rosto. Há caminhos de
saudade!

Rescaldo do fim-de-semana

Um belo fim-de-semana

Foi o da Azoriana...

Com as mãos bem arranhadas,

E um cansaço geral

Mas pode ver-se o quintal:

Livre com silvas cortadas!


Na trabalheira frenética,

Muito fora de poética,

Andei numa roda viva:

Sei que me arranhei toda

Mas fiz do silvado a boda

Que me manteve activa.


Senti uma força diferente,

Estive bem e contente

Por tratar do que é meu;

Mas a par desta perícia,

Soube hoje uma notícia

Que muito me entristeceu.


Oxalá que um sorriso

Se abra no Paraíso

P'ra quem a terra deixou;

Que as camélias do jardim,

Ornamentem qualquer fim

Sobretudo a quem amou.

Rosa Silva ("Azoriana")

À conversa

Na hora de almoço,
encontrei um amigo de infância e estivemos à conversa por uns
instantes. O engraçado da conversa é que tive a certeza que ele lê o
meu blog e já sabe que a "145" é o transporte do meu
tormento. Foi motivo de riso pois apercebi-me de duas coisas: que ele
está atento ao meu quotidiano e o mundo também.


Não disse mentira nenhuma e fiquem todos sabendo que a "145"
é a minha agonia diária. Até vou traduzir à minha moda: "One four
five" - The "One hundred and forty-five" is my ghost
bus.


Já experimentei vir a pé e levei uma hora no percurso até Angra do
Heroísmo. O inverso será mais que isso. Com bom tempo até é uma
caminhada agradável. As minhas pernas é que já apresentam
queixas.


Bom fim-de-semana a todos e em especial ao M.H.D.

Ao Bloguezi da Joanina e etc...

Canta minha alma contente

P'lo baptismo tão recente

Do "Bloguezi" em questão;

Atrasei-me um bocadinho

Mas ele não está sozinho:

Fez-se a boa votação!


Ando agora atormentada

Porque a massa sovada

Levou alguns safanões;

Quando para cá vieres

Se a massa não tiveres

Vão salivar erupções...


A alcatra e vinho de cheiro

Será teu passo primeiro

Para se abrir em festança;

A linguiça e a morcela,

Os torresmos na panela

Só se houver fina matança.


Imagino nossos cantadores,

A rimarem nossas cores,

Depois da pinga asseada:

No quintal, à luz da lua,

Junta-se a minha e a tua

Cantiga bem afinada.


Mas se isto for só sonho,

Alegre e nada medonho,

Fico a contar os dias

P'ra ele se realizar

E connosco vires cantar

E salivar tais iguarias.


Oh minha querida amiga

É tua esta cantiga

Que cantei mesmo calada,

Estou inquieta p'ra chegares

E alegrares nossos lares:

Nos Folhadais tens pousada.

Rosa Silva ("Azoriana")

Sonetilhos à primeira edição da Desgarrada de Além-Mar



E quem estiver interessado (a) neste livrinho basta
contactar por e-mail.

Contacto: Natureza!

Embrenhar-me-ei no quintal

Abraçando a natureza

Numa paz de singeleza

Como não há outra igual.


Quedar-me-ei na paisagem

Que vejo ao amanhecer

E se nada a entorpecer

Vou seguir nessa miragem.


Fixar-me-ei na amizade

Que liga a terra e o céu

Com elos do povo ilhéu

E o canto da trindade.


Pai, Filho, Espír'to Santo!

Voam no raiar do dia,

Quando ouço a melodia

Do seu casto, divino canto.


E agora mais contente,

Com a dádiva de Deus

Desenho aos olhos teus

O amor em mim presente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Prazer de navegar

Se continuar sem internet

Vou engolir uma cassete

E bem alto vou gritar:

Será que eu não mereço

Um pouco do vosso apreço

P'ra nestas ondas andar?!


Há gente que muito tem,

E outros a pedir vem,

P'ra surtirem bons efeitos:

O prazer de navegar

Aliado ao de versar

Está a perder os direitos.


Disseram que uma campanha

Que a dádiva acompanha,

Dividida por mais gente,

Toca pouco a cada um

E não faria mal algum

P'ra me fazer sorridente.


Vou pedir ao Pai Natal

Que a ficha principal

Surja numa hora boa;

As noites são tão vazias

Sem as vossas companhias

Fico triste assim à toa.


Rosa Silva ("Azoriana")

Ruralidade

Chega o sono da tarde...

Nada de fazer alarde

Porque isto já me passa.

Levanto cedo, p'la manhã,

E dela eu não sou fã

Porque o sono me deslaça.


Sempre fui, desde pequena,

O inverso de morena

E muito amiga da cama:

O sol quando me batia,

De frente, logo se via

A minha tez toda em chama.


Com o clima em mudança

Continua em festança

O sol cá por este lado...

E se assim continuar

Muito vai agoniar

O Inverno bronzeado.


A noite p'ra mim é linda,

Dá-me calma, é bem-vinda,

Se o silêncio impera;

Nos quintais dos Folhadais

As baladas dos animais

Deixam meu sono em espera.


Rosa Silva ("Azoriana")

O comando é de quem?!...

Ouvimos publicidades

Que anunciam novidades

Que podem dar muito jeito;

Eu tenho cá para mim,

Se continuarem assim

O salário fica estreito.


E a demora em colocar

Os aparelhos a funcionar

É outro inconveniente;

Quem espera desespera

E o desgosto acelera

No utente mais exigente.


Faz falta a televisão

O aparelho da nação

Que nos liga ao universo.

O meu lá não tem defeito

Só que 'inda 'stá sujeito

A continuar submerso.


Sem tomada principal,

Sem o filtro especial,

Continua mudo e quedo;

À noite p'ra variar

Fingimos que está a dar

Qualquer coisa com enredo.


Se isto fosse Carnaval,

Numa dança original,

Cabia a família inteira:

Dava pano para mangas

Com alegrias e zangas

Num enredo à maneira.


Antes vinha a Saudação,

Seguida do assunto, então,

Em comédia só p'ra rir:

"Mudança prós Folhadais"

Cantada por bons jograis

Só mesmo p'ra divertir.


Vinha o "cabo da vassoura",

"Uma esfregona" loura,

"Um rato" e "uma barata",

"Um pano" e "um pincel",

"Uma saca" do farnel

E "um bilhete" de gravata.


Armava-se a confusão,

Pois nenhum tinha razão

Nas diversas teorias:

E quem quisesse saber

O que ia acontecer

Só ao fim de alguns dias.


Era tamanha a desordem,

Que para pôr tudo em ordem,

Precisava de "um ratão":

Fazia-se o tal contrato

Com um gajo caricato

Para esta encenação.


A risota seria tanta,

Em cada rosto e garganta,

Amainando na Despedida:

Cantigas originais

Da casa dos Folhadais

Feita cena de uma vida.


Rosa Silva ("Azoriana")

Ter ou não ter...

Sinto-me isolada, num mundo
aparte.


A televisão está muda e não me apetece dar mais de cem euros para a
ter de volta, uma vez que os canais eram generalistas e gratuitos
graças a um aparelhinho pago para tal e que agora necessita mais
pagamento para o ressuscitar (há coisas que não entendo mesmo e esta é
uma delas);


O computador está mudo e quedo no seu canto predestinado ao silêncio.
Ainda não chegou a hora ideal para fazê-lo ligar-se ao mundo.


Ouvi dizer que há uma alternativa a esses dois aparelhos: ver
televisão e ligar-me à internet pelo telemóvel (??)... Ainda não me
inteirei bem desses outros laços a dinheiro. Quando não o há, melhor é
fazer o próprio filme:


As cortinas já estão a postos. O cenário começa a ganhar a forma
ideal.


Há um cheiro a terra cavada.


Há lua.


Há sol matinal estilhaçando o horizonte de cortinados de ouro.


Há a "145" que me faz cambalear no mundo real. Só esta é que
não se enquadra na fita ou talvez até surja o filme: "A urbana
dos meus pecados".


Um dia vos mostrarei o filme todo. Aguardem pelos post-por-mail
seguintes. É tudo uma questão de orientar a objectiva.

Uma tarde importante

Hoje é a tomada de posse do X Governo Regional dos Açores. Na
Assembleia Legislativa Regional, sediada na Horta, reúnem-se todos os
membros do actual Governo.

Votos de sucesso!

Que bom é ser Açoriano! -
http://azores.gov.pt/Portal/pt/novidades/Intervenção+do+presidente+do+Governo+na+posse+do+novo+Executivo+dos+Açores.htm

@z(º)riana

Ornada de folhas ideais

A minha porta de entrada

Por dentro está pintada

Para bem vos receber;

Aos poucos vai-se compondo

Tudo o que ali se foi pondo

P'ra melhor nos parecer.


O quintal tem outra cara

A limpeza não é rara

E vai-se levando a eito;

Falta só a sementeira,

Bem à moda da Terceira,

P'ra surtir algum efeito.


São os nabos e as couves

E "Oh, rapaz tu não ouves

Que já não podes brincar

Nessa parte que é de terra

E que a semente encerra

Para um dia germinar!"


Depressa há pouco quem

Possa tudo fazer bem

Ou mesmo duma só vez;

Agora o que interessa

É que a muda feita à pressa

Enfeitou melhor o mês.


Dia OITO de Novembro,

É dia que bem me lembro,

Do ano dois mil e oito:

A família mais chegada,

Reuniu e fez-se à estrada

Com um amigo afoito.


Dez dias conto agora

Desde a muda, sem demora,

P'ra casa do S. Mamede (*),

Que no cimo da fachada

Faz saber que na morada

O sorriso já se mede.


Da Serreta p'rós Altares,

Mais tarde mudei de ares,

Rumei p'ra Santa Luzia

De Angra do Heroísmo...

[Em Corpo Santo, o lirismo,

Outro rumo me trazia].


'Stou de volta aos Folhadais,

Para o verde dos quintais

Que beijam o tom do vento:

Agradeço à minha mãe

E ao ido pai também

Pela vida do momento.


Rosa Silva ("Azoriana")


(*) São Mamede: É
orago da freguesia S. Mamede. Um indício mais, afinal, da antiguidade
do seu povoamento, já que o seu culto foi introduzido na Península
Ibérica durante o século X, tendo chegado logo de seguida a Portugal e
a esta região. Apesar de os documentos ainda não permitirem distinguir
todas as igrejas paroquiais da época, presume-se que S. Mamede já o
seria.


Festejado a 17 de Agosto, S. Mamede foi um glorioso mártir, com data
exacta do seu nascimento desconhecida. Sabe-se no entanto que morreu
em 275, em Cesareia da Capadócia. Era pastor e movido pela Fé, fez um
altar no deserto, onde pregava a palavra de Deus aos animais
selvagens. Fazia queijos com o leite das fêmeas desses animais, que
depois dava aos pobres. Preso, foi lançado às feras, que
inexplicavelmente não lhe tocaram. De seguida escapou milagrosamente
dum forno a que o condenaram. Finalmente, foi estripado com um
tridente. Os seus atributos são o tridente, um leão, corças leiteiras
e outros animais. As entranhas escapam-lhe do ventre. É um santo
lendário. É o padroeiro dos bombeiros (porque apagou um incêndio com
as suas lágrimas) e também dos queijeiros e fabricantes de
lacticínios. (in Freguesia de Ventosa - http://www.serroalto.com/genealogia/pafn09.htm
e "Jornal de Trofa" freguesia de S. Mamede do Coronado -
http://www.jornaldatrofa.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1949&Itemid=140)


São Mamede é o padroeiro da Vila de Perafita, em Portugal (ver http://www.jf-perafita.pt/padroeiro.php com a HISTÓRIA) e uma freguesia de Lisboa (ver http://www.f-saomamede.pt/), entre outras (ver http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Mamede). O leão é um símbolo comum em alguns dos
Brasões.

A Tribuna Portuguesa

Está no ar e à disposição de todos o Quinzenário Independente ao Serviço das Comunidades de Língua Portuguesa - "Tribuna Portuguesa".


 


Deliciem-se com as novidades em www.tribunaportuguesa.com


 


@z(º)riana

Aos poucos vou descobrindo...

Estou no interior da ilha

Não consigo ver o mar.

Faz-me falta, dele sou filha

E gosto dele me embalar.


Da janela do meu leito

Vejo o Sol dourando a linha

Que à noite quando me deito

Entra na escuridão minha.


À esquerda do Monte Brasil

Avisto o ouro do céu

É o Sol no azul-anil

Beijando a nuvem em véu.


Nos olhos do meu amor

Tenho o mar, por magia,

Dou-lhes muito mais valor

Quando nasce assim o dia.


Deus não fecha uma porta

Sem abrir logo um portão

E a nós o que importa

É confira n'Ele, então...


Aos poucos vou descobrindo

O que restou do passado;

Por dentro, estou sorrindo

Ao que está recuperado.


Folhadais. Domingo, 16 de Novembro de 2008


Rosa Silva ("Azoriana")

À beira do fim-de-semana...


Beirando o fim-de-semana,

Vou pôr o blog de molho:

Aqui esta Azoriana

Não lhe pode pôr o olho.


Fica o blog a marinar

Enquanto vou pró quintal:

Tenho tanto que tratar

Que parar não fará mal.


Se de mim tiver saudades

Basta olhar as estrelas

Porque as suas claridades

Também eu estarei a vê-las.


Estou mais entusiasmada

Com nossa mãe-natureza:

É linda a madrugada

E a noite tem beleza.


Estou contacto em directo

Com nosso belo torrão,

Traz à gente mais afecto

E traz paz ao coração.


Agradeço à Senhora

Dos Milagres, da Serreta,

Que me trouxe em boa hora,

O que estava na gaveta.


E lembro da minha mãe

Que partiu sem saber

O que a filha agora tem

Mesmo que dê que fazer.


Faz-me falta o meu pai

Que o trabalho não temia;

É pena, mas já lá vai

A obra que ele fazia.


Felicidade e tristeza

Andam sempre do meu lado,

E podem ter a certeza

Que não se apaga o passado.


Hoje recebi um presente,

Que prova a duplicidade:

Triste fiquei de repente,

Mas feliz pela amizade.


Amizade por alguém

Que hoje se despediu,

Como ele não vi ninguém

E a lágrima caiu.


Soube muito bem gerir

Uma casa importante

E vi gente aplaudir

Este amigo cessante.


Até sempre, senhor Secretário!


Rosa Silva ("Azoriana")