Admirada "Azoriana" Ao pedido insistente: "Diz-me, eu quero saber..." Veio a mim o de repente de algo lhe escrever. Com pretensão repentista nos versos lhe reconheço uma veia de artista rimando bem, sem tropeço. O que pensam da pessoa não a deve preocupar faça sempre por ser boa deixe o resto Deus julgar. Esporádico leitor acertei aqui agora porque o computador é fora da minha hora. Parabéns pelo blog feito! Respondi porque pediu em resposta só ao jeito do cantar ao desafio. O Cantador 2007/08/02 |
Prezado "Cantador" Que admirável Cantador Surgiu aqui agora: Diga-me lá, se faz favor, Sua graça, sem demora. É que na volta da rima, Senti que já o conheço, Pois nos seus versos encima "Admirada", qu'agradeço. Conheço um repentista Que canta nos arraiais, Num grupo é o vocalista Soube dele p'los jornais. Eu posso estar enganada, Por isso peço perdão, Mas se não me disser nada Será ele (ou talvez não?!). De facto, o que interessa, É que muito me agradou A sua linda remessa, Que a pergunta provocou. O dia até 'tá jeitoso Para cantar ao desafio Lá fora é meio nubloso Cá dentro ninguém dá pio. A Cantadeira 2007/08/02 |
Amiga cantadeira, "Sua graça sem demora" (pediu no seu melhor jeito) fica para outra hora sem ser falta de respeito Desafio no escuro da nossa identidade de certo não ergue muro a um cantar à-vontade Deixando a verve ao sabor da rima que se encosta vou ver se o cantador encontra sempre resposta Cada verso uma aflição, nem sempre sai maravilha, mas é uma tradição da nossa querida ilha "o cantador" 2007/08/03 |
2 - Respondendo ao "cantador" Só pela quadra primeira Fiquei deveras ciente Que cantar dessa maneira Não é para toda a gente. Pode ficar à vontade A cantar mesmo ao escuro Sem saber identidade Torna tudo mais seguro. Confesso a tentação De dar-lhe sempre resposta Pode vir ocasião De não lha dar como gosta. Tenho outras aflições O cantar não me assusta Porque nestas edições O verso melhor se ajusta. A chamar-se "Cantoria" Ou, então, a "Desgarrada" Agradeço neste dia À alma tão educada. Minha resposta vai longa Urge parar por agora A sua não tem delonga: Valha-nos Nossa Senhora! "a cantadeira" 2007/08/03 |
Amiga cantadeira,
ResponderEliminar"Sua graça sem demora"
(pediu no seu melhor jeito)
fica para outra hora
sem ser falta de respeito
Desafio no escuro
da nossa identidade
de certo não ergue muro
a um cantar à-vontade
Deixando a verve ao sabor
da rima que se encosta
vou ver se o cantador
encontra sempre resposta
Cada verso uma aflição,
nem sempre sai maravilha,
mas é uma tradição
da nossa querida ilha
"o cantador"
2 - Respondendo ao "cantador"
ResponderEliminarSó pela quadra primeira
Fiquei deveras ciente
Que cantar dessa maneira
Não é para toda a gente.
Pode ficar à vontade
A cantar mesmo ao escuro
Sem saber identidade
Torna tudo mais seguro.
Confesso a tentação
De dar-lhe sempre resposta
Pode vir ocasião
De não lha dar como gosta.
Tenho outras aflições
O cantar não me assusta
Porque nestas edições
O verso melhor se ajusta.
A chamar-se "Cantoria"
Ou, então, a "Desgarrada"
Agradeço neste dia
À alma tão educada.
Minha resposta vai longa
Urge parar por agora
A sua não tem delonga:
Valha-nos Nossa Senhora!
"a cantadeira"
3- Cantador presente!
ResponderEliminarValha-me nossa Senhora"
desculpe-me "Azoriana"
da delonga ,na demora,
culpa do fim de semana
"O cantar não me assusta"
até ma causa arrepio
sabe Deus o que me custa
o gosto pelo desafio
"Cantoria" ou " Desgarrada"
terão aqui o valor
de uma quadra rimada
por um qualquer cantador
que um dia, certamente,
dono de tais maravilhas,
as trouxe do "continente"
ao povoar estas ilhas
O hábito foi passando,
tal como o nosso viver;
o que hoje está ficando
difícil para manter
Nos terreiros da Terceira
nunca mais apareceu
nem uma só cantadeira
desde que a "Trulú" morreu
"o cantador"
3- Cantadeira entusiasmada!
ResponderEliminarPois cá estou eu de novo
Não quero fazer desfeita
Temos na mira o povo
Que por aqui nos espreita.
Quem gosta dum desafio
Persegue a quadra matreira
Só me causa arrepio
S'ela sai de má maneira.
Continua a Cantoria
De forma muito asseada
O tema para este dia
É fácil, não custa nada.
"Turlu" mulher talentosa
Sobre ela fui pesquisar;
O desejo desta Rosa
Era também os palcos pisar.
Não sei se tenho talento
Nem sequer o à-vontade
Mas o sonho acalento
De cantar à sociedade.
Quando sair em cantiga
À Turlu faço homenagem
A cantadeira antiga
Que marcou sua passagem.
Eu nunca vou esquecer
A rima que gostei tanto
O Eliseu a enaltecer
A "Turlu" do Corpo Santo.
Não caí na tentação
De lhe dar qualquer resposta
Talvez noutra ocasião
Siga uma melhor aposta.
Na rima que aqui se "canta"
Sem ser ao tom da viola
Confesso que não me espanta
Se precisar mais escola.
Agradeço neste dia
Ao ilustre Cantador
Enquanto aqui escrevia
Não senti nenhuma dor.
"a cantadeira"