Primeiro Centenário
em 31/08/2007
da Bênção da Igreja Serretense
a 31-08-1907
Elevada a Santuário
em 07/05/2006
Serreta é linda
Bordada de cor
Trazes na ideia
A Mãe do Senhor
Salvé o dia
Que fazes cem anos
No Santuário
Renovam-se planos.
Foi em mil novecentos e sete
Que em pedra viva quiseste nascer
Tua história ora se repete:
Hei-de cantá-la enquanto viver.
Tão pequenina lá perto da serra,
És heroína, és a Mãe de Deus,
És uma flor que nos brota da terra
Onde adormecem tantos filhos teus.
És coroada pelo nevoeiro
Apenas brilha Teu rosto no altar
E no teu adro sempre hospitaleiro
Unem-se vozes num doce cantar.
Serreta amiga nos dás um abraço
Sempre vestida de tons verdejantes
Cravos e rosas pintam teu regaço
De mil saudades dos teus emigrantes.
Rosa Silva ("Azoriana")
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1º Centenário do Santuário da Serreta
Destaque
Notícias de Angra do Heroísmo
Notícias da Serreta
O programa da Festa de N. S. dos Milagres estará disponível quando tiver conhecimento. Por enquanto é provisório.
Julgo que a festividade religiosa de Sábado, Domingo e Segunda-feira é da forma habitual e tal como aconteceu em Setembro de 2006. O que irá ser diferente é a parte profana.
Actualidade:
A renovação da página do Jornal "A União" com uma linda notícia sobre Centenário de abertura ao culto da Igreja Paroquial da Serreta, com uma expectacular imagem. (siga o link, por favor)
Passado e presente
Eu sou uma mera cidadã com direito a “cartão de cidadão” (que já possuo) e que trabalhou durante algum tempo no GAR, numa secretária, com toda a dedicação que talha o primeiro emprego. Todo o valor que eu possa ter é na emoção que certas coisas me causam. Quem passa por mim na rua, não se apercebe desse meu lado sentimental. Cá dentro da minha cabeça e coração anda um redemoinho disparado de pensamentos e emoções.
Li numa crónica de Joel Neto, um escritor que na minha opinião é excelente e atraiu-me a sua crónica, que idolatra a “cidade dos heróis”, e em especial um dizer de Jorge Forjaz: «Éramos um exército. Cada um de nós era ao mesmo tempo general, capitão, sargento e soldado. E o nosso campo de batalha era a Ilha Terceira, sobretudo Angra do Heroísmo», isto aquando da reconstrução pós sismo de 1980 que destruiu tudo quanto pôde.
Para não maçar os leitores e/ou fugirem de me ler, apenas vou acrescentar: - Quem me dera ser como eles para saber escrever sobre a “minha” Serreta, que também pertence ao concelho de Angra do Heroísmo.
Fui escrevendo este artigo enquanto lia a crónica de Joel Neto. No fim já chorava às escondidas para não me verem assim. Joel Neto é um escritor excelente e naquela crónica idolatra a “cidade dos heróis” e o trabalho de senhores ilustres deste torrão, que de vez em quando é abalado.
A razão de me emocionar?! – Descobri que o Dr. Francisco Reis Maduro-Dias “casara-se no Porto pelos dias do sismo e, ao regressar a Angra, encontrou destruída a casa que passara dois anos a restaurar com as próprias mãos”. Lembrei-me do meu pai que também reconstruía tudo com as próprias mãos – casas, alfaias agrícolas, etc. e sabia fazer de tudo mesmo após ter ficado sem os dedos da mão esquerda. Do meu pai apenas posso eu escrever porque mais ninguém se atreve. Nas suas mãos um bocado de madeira virava uma obra, sob o meu olhar atento na loja das ferramentas da nossa casa. Adorava passar algumas horas olhando a sua forma de trabalhar com o lápis sempre atrás da orelha, que traçava por “golpe de vista” todas as medidas de todos os trabalhos que lhe pediam ou fazia, sem contar com a recompensa. Por vezes, ouvia-se uma palavra mais alta enquanto o suor escorria pela sua face, mas no fim via-se o brilho do seu olhar azul como o mar que o viu nascer em Santo Amaro do Pico. Este homem nasceu com o sal e na terra se quedou, bem longe do mar, ficando sepultado na freguesia da Serreta.
O que dirá o Dr. Jorge Forjaz da freguesia da Serreta? Será que na sua obra recente, lançada segunda-feira (2007/08/27), na Pousada de São Sebastião, em Angra do Heroísmo, intitulada “Genealogias da Ilha Terceira”, num total de 9 volumes, 900 páginas cada, 400 capítulos, 1500 sub-capítulos e 15 mil notas tiradas por Jorge Forjaz e António Ornelas Mendes, tem alguma família serretense?! Pesquisei na internet e já encontrei as famílias que reconheci mas tenho de confirmar de perto (Cota, Correia, Costa, Rocha, Silva, etc.). Além destas 5 tem mais 438, o que perfaz 443 famílias.
Quem me dera sentar-me a conversar com ele (seria mais um monólogo em que ele teria o dom da palavra), nem que fosse à mesa de um café da cidade…
Sempre que ouço, leio ou sei de novidades a respeito deste historiador com títulos que honram a cidade de Angra do Heroísmo, fico sempre à espera de uma oportunidade para o cumprimentar. Ele usa uns óculos que deixam adivinhar as horas que passa a cuidar da sua cidade e das suas gentes para que nada se perca, nem os nomes das famílias.Honras lhe sejam dadas, aplausos e que ele consiga as melhores homenagens pelo tempo que dedicou à sua cidade.
Se eu pudesse convidava Joel Neto para uma crónica sobre “O mestre Carlos, o picaroto” e Jorge Forjaz para saber os antepassados do meu pai. De onde teria ele herdado o gosto pelo trabalho e aquele saber sem qualquer curso superior ou ensino específico, apenas o olhar e vontade de tudo fazer. Fico sem saber o resultado...
Rosa Silva (“Azoriana”)
Para o dia 31 de Agosto - Ao Luís Nunes
Quando eu soube da elevação a Santuário Diocesano da Igreja da Serreta de Nossa Senhora dos Milagres, tive a grata surpresa de ser o amigo Luís Nunes a dar-me boleia até esta freguesia para que eu pudesse presenciar “in loco” a grande novidade que me tinha sido dada pela minha afilhada Cláudia Dinis.
Tomei conhecimento com o Luís Nunes através dos comentários dos nossos blogues e a partir de então, a amizade é pura e cristalina. Ele também ficou muito amigo da Nossa Senhora dos Milagres e da freguesia da Serreta. Já o era mas agora noto a sua presença de uma maneira mais participativa e amistosa.
O Luís é um artista e tem colaborado com algumas das suas inspirações para abrilhantar aquela que é a Nossa Mãe celeste. Basta ler-se a página que publiquei sobre o assunto, com fotografias e uma oferta de um cartaz alusivo à efeméride.
Foi também o Luís Nunes que foi o organizador do I e II Encontro Bloguista da Ilha Terceira junto comigo. Sem a força, o trabalho e o entusiasmo dele e da esposa, Elisabete Nunes, não teria conseguido levar a ideia adiante. Graças a eles tomou forma e até foram os autores das lembranças para os convidados deste encontro que foi pioneiro na ilha Terceira e certamente terá continuação.
O “ilhas”, “nickname” de Luís Nunes, é o autor da Dança de Espada - “Vidas Traídas” - que embelezou os palcos da ilha Terceira, no ano de 2007, e onde mostrou o seu talento para esta arte tão querida. Dediquei-lhe, nessa ocasião, umas quadras, escritas enquanto assistia a uma noite de ensaio da mesma dança.
Por tudo,
Bem-haja!
Para o dia 31 de Agosto
(...) O último impulso ao processo foi dado por Sérgio Ávila, eleito para a presidência da Câmara em 1997, quando tinha apenas 28 anos. Com a obsessão de que era preciso «voltar a cidade para o mar», o então menino-prodígio do PS-Açores dividiu muita gente durante muitos anos, mas é hoje capaz de receber os mais rasgados elogios de alguns dos «refundadores» da cidade, todos da área do PSD. «Ao nível municipal, a única pessoa que soube agarrar nisto com força foi o Sérgio. Só ele e mais ninguém», diz Álvaro Monjardino, que foi presidente da Assembleia Regional aos primeiros mandatos de Mota Amaral. (...)
E a cidade, hoje no centro de um concelho com 19 freguesias e 36 mil habitantes, prossegue o seu caminho: inaugurou parques de estacionamento nas extremidades e colocou carreiras grátis à disposição dos cidadãos (as «Serginhas»), criou um Centro Cultural e de Congressos, tem dois novos hotéis de harmonia paisagística reconhecida e acaba de comprar o edifício da Caixa Geral de Depósitos, um mamarracho sem escola que há vinte anos choca quem chega à Praça Velha pela primeira vez. «Entregámos a obra ao arquitecto Miguel Cunha. (...)
In "JOEL NETO - Work In Progress", «A CIDADE DOS HERÓIS» - GRANDE REPORTAGEM 152, 6 de Dezembro de 2003
O excerto acima vem a propósito do artigo de hoje, que é a minha homenagem aos motoristas dos mini-autocarros no circuito angrense e serretense.
Como gosto que me chamem de bloguista, talvez o Dr. Sérgio Ávila também goste das carrinhas do Município (mini-autocarros) terem ficado baptizadas por «Serginhas». Honra lhe seja feita por ter colocado ao serviço dos angrenses este meio para livrar a cidade de outras viaturas no circuito diário porque os parques disponíveis para estacionamento resolvem, em grande parte, essa libertação.
Um dia, ia eu (RS) num destes "mini-buses" e lembrei-me de colocar ao motorista (HV) algumas questões, a título de curiosidade, que já há muito gostava de obter resposta. Eis o resultado:
RS: A que horas começam e terminam as viagens das "Serginhas" e quantas viagens por dia?
HV: Têm início pelas 07:45 e terminam pelas 18:45. No meu horário são 29 viagens por dia.
RS: Quantos funcionários fazem parte deste percurso?
HV: São 6 funcionários da E.V.T. - Empresa de Viação Terceirense no percurso da cidade e 1 no percurso do Corpo Santo.
RS: Quantas pessoas utilizam, em média, por dia os mini-autocarros?
HV: Normalmente de 350 a 450 pessoas, mas depende do mês, e se há escolas ou não. Exemplo: No mês de Agosto se têm 200 pessoas por dia em cada autocarro é muito.
RS: Qual a hora de maior afluência de utentes?
HV: A hora de maior afluência é de manhã, às 09:00; às 15:00 a visita do hospital e às 16:00 a saída dos alunos da escola.
RS: Quais os pontos de paragem?
HV: As paragens são as seguintes: 1ª - Praça de Toiros;
2ª - em frente à EVT;
3ª - Hospital;
4ª - Bombeiros (Guarita);
5ª - Praça Velha;
6ª - Sé;
7ª - Bailhão
e vice-versa
RS: Em que ano começaram a circular na Serreta, pela festa de Nossa Senhora dos Milagres e com quantos mini-bus?
HV: Na Serreta começou em 2005 inclusive com 2 autocarros. Este serviço começa por volta das 20 horas e termina entre as 2 e 3 horas da manhã.
Terminaram assim as perguntas e respostas. Confesso que aqui residia a minha principal pergunta e satisfez-me a resposta. Certamente que este ano irão continuar com esta excelente prática que é de grande utilidade para quem vai à Festa de Nossa Senhora dos Milagres, onde acorrem milhares de viaturas que ficam estacionadas em parques/cerrados disponibilizados para esse efeito.
Foi graças à ideia do Dr. Sérgio Ávila, que esteve durante quase 7 anos como Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, que este sistema para a cidade foi implementado. Depois o novo Presidente, José Pedro Parreira Cardoso,continuou com esta boa prática, que é digna de todo o nosso reconhecimento/agradecimento.
A freguesia da Serreta é uma excepção e, sem sombra de dúvida, merece tal porque se trata de uma freguesia com uma Festa grandiosa, com enorme movimento de viaturas sobretudo no Sábado e no Domingo, porque as pessoas vão pagar suas promessas e/ou visitar aquela que é a Virgem Santa Maria, Mãe Milagrosa, cujo histórico remonta ao século XVII. É quase impossível quantificar o número de viaturas que por ali passam mas tenho a certeza que os seus donos e acompanhantes agradecem por lhes ser facilitada a chegada junto do Santuário de Nossa Senhora dos Milagres.
(Clique na imagem para ampliar)
In página da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo
Circuito dos Mini-Bus na Serreta
Resta-me agradecer imenso a preciosa informação que o motorista Henrique Vieira me forneceu e que a Nossa Senhora dos Milagres o ampare sempre, bem como aos seus colegas na mesma função.
Bem haja!
Rosa Silva ("Azoriana")
Para o dia 31 de Agosto
A minha homenagem vai além fronteiras. Destina-se aos emigrantes que tiveram o seu berço na freguesia que foi delineada a partir de 1862 e que, por circunstâncias várias, tiveram de escolher outro local para viver. Também me ausentei da Serreta mas continuei na mesma ilha e volta e meia apareço naquele cantinho que, tendo pouca área geográfica, tem muita área sentimental.
Tenho cá para mim que, nesta altura, praticamente todos os emigrantes que ali nasceram vão lembrar-se que faltam nove dias para o início da novena de Nossa Senhora dos Milagres, que este ano coincide com o dia do 1º Centenário da Paróquia.
Alguns desses emigrantes sei que me visitam porque o contador de visitas apresenta-me resultados oriundos, sobretudo, dos Estados Unidos da América, do Canadá e do Brasil. Já recebi algum correio electrónico de alguns mais saudosos.
Ser emigrante é, por vezes, uma necessidade, por outras, uma aventura ou uma escolha subjectiva.
Ser emigrante é levar no coração a ilha e deixar a lembrança enquanto houver alguém com laços de família e/ou amizade.
Ser emigrante é aprender o que é a saudade.
Ser emigrante é um misto de sentimentos que se revelam na hora de regressar ao torrão natal, principalmente, na hora dos preparativos para a festa maior e que apela ao coração.
Duvido que fiquem indiferentes ao chamamento de Maria. O que pode acontecer é ser impossível a presença física mas de certeza que estão sempre com o coração na freguesia que os viu nascer e partir.
Um abraço para os meus familiares e às pessoas que colocam "Um olhar" à página serretense.
Ofereço-lhes o resumo histórico recentemente actualizado com recurso a algumas fontes de informação.
Para o dia 31 de Agosto de 2007 (15)
À minha bisavó
|
| Rosa de Jesus, nasceu a 23-12-1859, na freguesia das Doze Ribeiras. Casou em 1881, aos 22 anos e faleceu a 15-08-1943 na freguesia da Serreta Ilha Terceira Açores |
Rosa de Jesus, mãe de onze filhos, faleceu aos oitenta e três anos de idade. Era natural da freguesia das Doze Ribeiras. Casou e foi morar para a freguesia da Serreta.
O primogénito chamava-se Manuel Cota Ferreira, nascido a 22-03-1882, na freguesia da Serreta. Eram ao todo seis rapazes e cinco raparigas. A filha mais nova, nasceu a 04-02-1901, Alexandrina de Jesus Cota, minha avó, que faleceu a 17-06-1986 aos oitenta e cinco anos.
A 15-08-2007 perfaz 164 anos do falecimento da minha bisavó. Admiro essa mulher mesmo sem a ter conhecido, admiro aquela mão, admiro aquele olhar cabisbaixo num sorriso escondido. Com o neto no colo, em vestes próprias de outras gerações, de branco vestidinho... Quem diria que era um menino! Depois de adulto casou e foi pai de seis filhos, sobrevivendo apenas cinco (dois rapazes e três raparigas), meus primos em primeiro grau. Este menino, na idade adulta, foi o meu padrinho de batismo. Nasceu a 16-10-1928 e faleceu a 25-06-1999 (setenta anos). O seu primogénito também já faleceu a 01-10-2006 (cinquenta anos) - o Daniel Costa Cota.
O nome "Rosa" foi repetido algumas vezes na família. Uma das filhas de Rosa de Jesus Ferreira teve o nome (Rosa Augusta Cota) e a neta também o herdou (Matilde Rosa Cota Correia), a minha mãe, que morreu contando apenas sessenta e três anos (28-10-2003).
Sei que houve indecisão na escolha do meu nome, mas hoje, sinto que o meu primeiro nome foi o que ficou ligado àquela senhora: Ela era trabalhadora, com o rosto alegre, umas mãos incansáveis, uma paciência e sapiência de um tempo diferente e ausente. "As gerações de olho azul" pode ser o título do estudo genealógico que, por agora, basta assim:
Rosa de Jesus |
Alexandrina de Jesus Cota |
Matilde Rosa Cota Correia |
Rosa Maria Correia da Silva |
Aida Alexandra Silva Borges |
Biografia (em atualização)
Rosa Silva
É natural da freguesia da Serreta, ilha Terceira – Região Autónoma dos Açores – Portugal. Reside em Angra do Heroísmo, cidade património mundial, classificada pela UNESCO em 1983.
Foi em Abril de 2004 que teve oportunidade de publicar “on-line” as suas inspirações. Ainda não editou nenhuma obra mas possui “on-line” algumas colectâneas de artigos que reuniu por várias hiperligações.
Os títulos não editados reunidos no – Caderno da Azoriana – são:
Pétalas da Serretense, Um olhar Terceirense, Encontro com a Terra, Onda de Sonetos, O Blogue da Azoriana, com o Cantinho Serretense.
Parte destas colectâneas podem encontrar-se, também, nos sítios onde está inscrita, a saber:
http://www.sonetos.com.br – sítio do poeta Bernardo Trancoso – Brasil
Grupos MSN: Sonhos de Poeta; Poetas sonhadores; O Cantinho da Fatyly; Alma Alentejana.
Grupo regional: Galeriacores de Jorge Gonçalves (Ilha Graciosa).
Ingressou no Portal Açores, na ViaOceanica e no Portal da Serreta.
Foi convidada por Efigénia Coutinho para ingressar na Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores.
Criou, por iniciativa pessoal e sem fins lucrativos, a página sobre a freguesia natal – A Serreta. Mais tarde fez uma adenda à mesma página noutro endereço com o título principal – Freguesia da Serreta.
Participa no “Arauto Graciosense” com desgarradas na net entre a ilha Graciosa (Jorge Gonçalves) e a ilha Terceira (Rosa Silva – Azoriana).
Azoriana é o “nickname” representado no seu blogue que teve início a 9 de Abril de 2004 – Azoriana / Açoriana.
A sua página pessoal – Um olhar... – reune grande parte do exposto acima, bem como o Indice Temático Azoriana que acompanha o desenrolar do seu blogue desde o início.
É colaboradora de alguns blogues de amigos e foi organizadora junto com o colega “bloguista”, Luís Nunes, autor do blog «Ideias e Ideais» também da ilha Terceira, do I (em 2006) e II (em 2007) Encontro Bloguista da Ilha Terceira, com a participação de alguns bloguistas terceirenses e convidados da ilha de São Miguel. Foi autora da letra da Canção do Bloguista.
Foi convidada a participar em "Cirandas de Poetas" da página de Tere Penhabe intitulada «Amor em Verso e Prosa» e, mais recentemente, no Fri-Luso, jornal periódico português de Fribourg, de Jorge Vicente. Tomou conhecimento deste jornal através do poeta Nelson Fontes de Carvalho, poeta autor de "Criando Poesia".
Algumas das suas inspirações foram também publicadas no jornal «Tribuna Portuguesa», por José Ávila, em Modesto - Califórnia, inclusive uns versos dedicados ao emigrante açoriano, Germano Silva, que é um especialista em relojoaria e ourivesaria, como nunca se viu igual.
Teve, ainda, a felicidade de ver editado um artigo de louvor a Nossa Senhora dos Milagres no CD comemorativo dos 134 anos da Filarmónica Recreio Serretense, fundada em 4 de Dezembro de 1873. O CD foi lançado numa comemoração especial na sede da Sociedade Filarmónica, no dia 2 de Dezembro de 2007.
Foi na sede desta Sociedade Filarmónica que também fez a sua estreia num espectáculo - Concerto da Filarmónica e momentos de humor e poesia - levado a efeito por um familiar Carlos Norberto Silveira, emigrante serretense, em 15 de Julho de 2006, e a convite deste.
Concorreu em Junho de 2005 aos Jogos Florais, pelas Sanjoaninas, a maior festa da cidade de Angra do Heroísmo. Ganhou o 2º prémio do soneto e de uma quadra a São João, com o pseudónimo de Cidália Miravento.
Nota: Algumas hiperligações deixaram de funcionar após a retirada das páginas pessoais alojadas no SAPO. Existem outras versões em edição.
Para o dia 31 de Agosto de 2007 (14)
À poetisa maranhense Gracilene Rosário Pinto:
Por ser uma amiga inesquecível,
Por gostar tanto da Senhora dos Milagres,
Por já ter dado muito da sua arte para bem da freguesia da Serreta
A minha homenagem e bem haja!
Obrigada Amiga!
Rosa Silva ("Azoriana")
Louvo
Louvo
(Academia Virtual e a Dama da Poesia - Efigénia Coutinho;
"Ecos de Poesia" de Euclides Cavaco e
a voz de John Pimentel, entre outras;
e "Criando Poesia" de Nelson Fontes Carvalho)
Com a voz de Pimentel,
E a letra de Cavaco
Tudo me parece mel,
Nada me parece fraco.
Foi pela mão de N. Fontes
Que nessa estrada de luz
Busquei novos horizontes
Que na letra e voz sã reluz.
Louvo e sempre louvarei
Efigénia, Cavaco e Fontes
Um trio que encontrei
Nessa arte bem lhes apontes.
Fico presa nesse encanto,
Rente à toada de Canções,
Do meu olhar foge o pranto
Lindos são nesses padrões.
Rosa Silva ("Azoriana")
Olha por mim...
De e para o poeta Euclides Cavaco
De Euclides Cavaco
Guardo como relicários
Suas palavras bonitas
Que deixou nos comentários
Do meu Livro de Visitas !...
Minha página enaltece
E me deixa muito honrado
Sua mensagem merece
O meu sincero obrigado.
É de excelsa importância
Esta sua cortesia
Pela afável relevância
Dada a Ecos da Poesia !...
Euclides Cavaco
Ao autor de "Ecos de Poesia"
No primeiro apontamento
Fico sensibilizada,
Aproveito este momento
P'ra responder animada.
Navego todos os dias
E caio em páginas lindas,
Mas as maiores alegrias
Encontro nas boas-vindas.
Quando encontro poetas
Que me trazem tal doçura,
Sinto que ficam completas
Minhas linhas de ternura.
Assim, peço-lhe a oferta
De novo, de coração,
Deixo minha porta aberta
P'ros versos que de si são.
Rosa Maria ("Azoriana")
Dedicatória de e ao poeta Nelson de Carvalho
A ROSA TALENTOSA
SENHORA.
Eis o que a vida nos brinda,
D’uma forma bem caprichosa,
Aparece-me uma SILVA linda,
Adornar uma galante ROSA!
O nosso”encontro” foi capricho,
Da sina, por vezes folgazâ,
Ouça, ROSA meu cochicho,
Arranjou novo e sincero Fã!
Com mais estes predicados,
N’arte de Calíope, é profusa,
Que me deleita, encantado,
Por dedilhar tão bem a Musa!
Tem uma coisa quem’agrada,
Cá no meu santo, sentimento,
É uma bairrista consagrada,
Mas bairrista cem por cento!
Seu BLOG é rico, um encanto
Que de poesia nos inunda,
Pode-se ver de canto a canto,
Como é sabiamente facunda!
Já lhe dei uma vez parabéns,
Troca de confrades, simpatias,
Não sabia os dotes que tens,
Hoje é droga de todos os dias!
Hoje abro o BLOG frequente,
Pra ler esta poesia gostosa,
Esta SILVA tem…essência,
É como desfolhar uma ROSA!
Desejo a esta ROSA, Felicidades,
Aqui a SILVA tem até virtude,
Senhora com tantas faculdades,
Continue, Deus lhe dê saúde!
As minha saudações poéticas,
Nestas quadras, veja, mal feitas,
O improviso tem estas éticas,
Ao DELETA estão sujeitas!
As folhas desta ROSA são hinos,
De boa poesia que m’inebria
Com cânticos inspiradas e finos,
Ou melhor, é a alma da poesia!
É uma ROSA cheia de…prosa,
Uma mais a surgir com este dom,
Poetisa deveras primorosa,
Clássica, fecunda com bom-tom!
Enfim, um conjunto de valores
Espalhadas no BLOG que me diz:
Muito se orgulha o Açores,
Ter tão ilustre embaixatriz!
Aliás, o Açores bem merece,
Ter poetas que sempre o cante,
É pra os oriundos uma benesse;
É uma simpatia pra o visitante!
Prestar honras a uma ROSA,
Não é pra mim, poetastro;
Mas esta é bem talentosa,
Nem o Nelson é um…astro!
Áureo, bom, com tantos fulgores,
Esta culta ROSA não precisa,
É mesmo uma ROSA dos Açores,
Que com frequência a diviniza!
Uma ROSA com brilho assim,
Merece distinto monumento,
Nos Açores, em algum jardim
A glorificar tanto talento!
Com já viu, ROSA, pouco valho,
Co’a mania tola de fazer versos,
Mas hoje, Nelson de Carvalho,
Pra ROSA tem elogios diversos!
Nelson Fontes Carvalho
Amora VII/MMVII
A minha dádiva:
Viva! Viva!
Muito já li de Nelson de Carvalho,
Prende-me o olhar e não há fadiga.
Penso que nesta tese eu não falho:
P'ra um poeta assim só bem se diga.
Seus versos são como doce orvalho,
Que de manhã abranda nova espiga
E tem sempre um mote p'ra cada galho;
Em si a fonte de inspiração s'abriga.
Adornou-me com lindo ramalhete,
De elogios que são um brilharete:
Não sou digna de mais esta fortuna.
Venha de Calíope voz mais alta,
Que na hora maior verso me faz falta,
P'ra si gritar - VIVA - nesta tribuna.
Rosa Silva ("Azoriana")
Índice temático: Desenho sonetos
De Nelson Carvalho
RETRIBUIÇÃO POÉTICA
À AZORIANA com meus
Agradecimentos!...
SENHORA:
Cá recebi o soneto que está…excelente,
Só peca p’lo exagero à minha pessoa,
Não ou poeta assim, culto, com essa proa,
Rabisco, só o que a alma às vezes sentre1…
Contudo, aceito a intenção que apregoa,
Ser poetisa com facundia eloquente,
Penso, enfim, certo que estou co’a minha gente,
Vou aprendendo, isso é já uma coisa boa!
Não me compare ao CAVACO esse é eminente,
Que por todo mundo o acarinham e, mesmo, soa;
Eu sou só um vate que verseja inocente…
Agora a ROSA, devo vê-la igual a PESSOA,
Florbela! Bilac! Abreu, cujo passado não mente,
É o que vejo e certo, Querida ROSA nesta loa!
Nelson Fontes Carvalho
AMORA/Belverde
Para o dia 31 de Agosto de 2007 (13)
1
Nem sei como começar,
P'rós meus leitores avançar
O que se passou neste dia
Com uma apresentação
Que desfez toda a "omissão"
Que envolvia a Cantoria.
2
Quero gravar na história,
E que fique na memória
Da família serretense:
A neta d'Alexandrina Cota,
Lavra em acta a melhor nota,
Que para este dia pertence.
3
Aos treze dias de Agosto,
Ao Solar, chegou bem disposto,
Um Senhor, ilustre "Cantador".
A conversa breve, na entrada,
Registo e muito mais me agrada,
Por se tratar de improvisador.
4
Ao vivo ele nunca cantou,
Mas em rima sempre encantou,
Com o seu bom conhecimento.
Tenho pena p'lo anonimato;
Mas ao Senhor de bom trato
Dou todo o reconhecimento.
5
É uma pessoa da Ilha,
Que os versos agora partilha,
E não podem ficar parados;
Por isso, nesta homenagem,
Almejo por nova tiragem:
E rogo-lhe versos rimados.
6
Desta vez, é outro objectivo:
Vira-se para o colectivo,
E para uma tal freguesia:
Serreta, que bem comemora
Cem anos que a Nossa Senhora
Teve o seu Altar d'alegria.
7
Peço-lhe que me remeta
Uns versos que rumam à Serreta
Para deste artigo constar.
Seu nome é de nobre Amigo:
"Angrense", que rimou comigo,
E gostei de cumprimentar.
8
Obrigada! E felicidades,
Que haja possibilidades
D'o cumprimentar novamente.
Agora que já sei quem é,
Se for à Serreta e a pé
Lembre-se de mim sorridente.
Rosa Silva ("Azoriana")
Para o dia 31 de Agosto de 2007 (12)
Vive na ilha Graciosa e tem um vasto leque de informação que é visualizada por todo o mundo. A ilha Graciosa, enquanto permaneci na freguesia da Serreta, até ao ano de 1985, ficava-me mesmo de frente com o mar pelo meio e algum nevoeiro que nem sempre permitia avistar a pequenina ilha que o sol beijava só de vez em quando.
Eu não fazia ideia que um dia viesse a trocar correspondência, a partilhar ficheiros, a socorrer-me de conselhos, e a pedir-lhe ajuda para estas técnicas com recurso a programas especiais.
O Jorge alojou-me na sua página que é o seu orgulho - Galeriacores! e permitiu que lá fosse colocando algumas das minhas inspirações junto com outros autores que têm lugar de destaque. Além deste grupo de temática açoriana, tem também o seu blogue Visões.
Somos cúmplices nas desgarradas na net que constam de outra página intitulada - Arauta Graciosense - que teve direito a uma colectânea de fabrico caseiro.
Por tudo o que aqui exponho e pelo o que ainda falta... Bem-haja!
Destaques
Actuação da Filarmónica da Serreta
Semana Cultural das Freguesias: Música e Tradições
in ViaOceanica.com
Por ser Domingo - Agradece-se...
SENHORA.
Parabéns! Parabéns! Agradeço,
As loas aos meus pobres sonetos,
Será, Senhora, que isto mereço,
De tão longe, estes elogios facetos?...
Saúdo sua intenção lhana,
Dão-me alor estes louvores,
E de tão simpática AZORIANA,
Se um dia arranjar mais grana,
Muito desejo visitar os AÇORES!
Aceite minha poéticas saudações,
Que ajunto a esta mensagem,
Vá lendo tudo das minhas produções,
Creio que fará do poeta imagem!
Até breve, querida AZORIANA,
A mensagem foi, creia, bacana!
Nelson Fontes Carvalho
Ao ‘Criador de Poesia’
SENHOR, eu é que agradeço
As belas palavras de apreço
Que me chegaram p’lo correio:
São pétalas de luz e asseio!
Saúdo também, não esqueço,
E virão mais (eu nem mereço)
Palavras, milagres p'lo meio:
Domingo doura tudo, creio!
Creia, só agora encontrei,
Pesquisei, em ‘sites’ naveguei:
Risonho olhar neste dia.
Mais na Sala d’Academia,
E guardo na chave de ouro,
Seus sonetos - novo tesouro.
Rosa Silva (“Azoriana”)
MELANCÓLICA VISÃO
Muito especial à ilustre confreira
D. ROSA SILVA, retribuindo suas
Encomiásticas palavras que devolvo
Com a devida vénia.
SENHORA:
A vida o que será? Será que existe
Esta grande e turbulenta caminhada,
Que de começo, ao cabo da jornada,
Ninguém sabe dizer em que consiste’?
Somente sei que é triste, muito triste,
Tão negra como aquela encruzilhada,
Quando à noitinha, a lua na estrada,
Não vem beijar a treva, não, assiste…
No meio das ruínas e escombros
Das saudades que trago sobre os ombros
D’um não ser que talvez feliz me fosse,
Vejo na vida, um agreste caminho,
Que nos conduz, mas… mui devagarinho,
A outra caminhada…bem mais doce!
Nelson Fontes Carvalho
Amora / Belverde
Para o dia 31 de Agosto de 2007 (11)
Homenagem à equipa do SAPO
Bem haja!
Muito trabalho foi feito por esta simpática equipa desde que sou bloguista e vejo-os sempre a inovar. Fico feliz por ter alguma dose de culpa em algumas das inovações e por já ter sido destaque nos seus destaques. :)
Agora, cabe a mim destacá-los. Uma homenagem que merecem por me alojarem e guardarem tudo o que vou escrevendo sobre a freguesia da Serreta, da ilha Terceira - Açores. Uma freguesia pequena mas com alma grande e que acolhe quem por lá passa.
Obrigada pela vossa atenção, sempre!
Rosa Maria ("Azoriana")
História de um Solar
Um bonito monumento da cidade de Angra do Heroísmo - o Solar de Nossa Senhora dos Remédios.
Para além do valor histórico, cultural, patrimonial, é onde se situam alguns serviços próprios da administração regional dos Açores que se encontram listados num roteiro, divulgado na internet.
Breve história:
"Situado no Corpo Santo, freguesia de N. Srª. da Conceição, faz parte da zona classificada pela UNESCO como Património Mundial e constitui um dos mais notáveis conjuntos histórico - arquitectónicos da cidade de Angra do Heroísmo.
O seu fundador foi Pedro Anes do Canto, o 1º Provedor das Armadas e Naus da Índia na ilha Terceira, cargo para que foi nomeado em 1527, mantendo-se depois na sua descendência até à extinção já no séc. XIX.
Na baía de Angra, em posição privilegiada do Atlântico Norte, protegida dos ventos predominantes de Oeste, faziam escala as naus vindas da Mina e da Guiné, do Brasil e da Índia do Novo Mundo que se havia descoberto, buscando refúgio e o refresco das armadas. Ao Provedor das Armadas cabia, assim, o papel de prover as armadas de víveres frescos, munições, fazer reparações, dar assistência hospitalar e prestar todo o apoio de que necessitassem.
O seu filho, António Pires do Canto, que lhe sucedeu no cargo, mandou cronstruir a ermida por volta de 1540. Casou com D. Catarina de Castro, nascendo deste casamento Pedro de Castro, o primeiro que usa o conjunto dos dois apelidos, pelos quais passará a ser conhecida esta família. O seu filho primogénito, Manuel do Canto e Castro, sucedeu-lhe na administração da casa e nas funções de Provedor, vindo a herdar a grande casa de sua prima D. Violante do Canto, que se notabilizara pelo apoio que dera à causa de D. António, Prior do Crato, e que morrera sem filhos.
É nessa altura que o conjunto de casa e ermida do séc. XVI, sofreu a sua primeira grande alteração, quando Manuel do Canto e Castro mandou edificar no primeiro decénio do séc. XVII, a grande casa que hoje conhecemos como o Solar dos Remédios.
No final do séc. XVII, Manuel do Canto de Castro Pacheco (neto de Manuel de Canto e Castro) mandou reedificar a ermida, tomando esta o aspecto que hoje conhecemos, conservando a antiga imagem de N. Srª. dos Remédios. A Francisco Vicente do Canto e Castro Pacheco (1725-1809), neto de Manuel do Canto e Castro Pacheco, também ele Provedor das Armadas, se devem grandes obras de restauro, bem como a colocação da pedra de armas sobre o portão nobre da casa e que ainda hoje se pode ver no frontispício do Solar. O inventário que se realizou por sua morte apurou um riquíssimo conjunto de mobiliário, prata, porcelanas e tecidos. Sucedeu-lhe José Francisco do Canto e Castro Pacheco (1747-1818), que foi o último provedor das Armadas e Naus da Índia, pois o cargo extinguiu-se por sua morte, uma vez que já não tinha qualquer utilidade prática. Segue-lhe no cargo o seu filho, Francisco José Cupertino do Canto e Castro Pacheco de Sampaio (1777-1845), que embora tenha nascido no Solar dos Remédios estudou, casou e viveu grande parte da sua vida em Lisboa, onde acabou por morrer. Sucede-lhe o seu filho Miguel do Canto (1814-1888), par do Reino e governador civil do Porto, e que morreu solteiro, deixando todos os bens a sua irmã D. Maria Luísa do Canto, que também morreu solteira em 1890, pelo que destinou toda a sua fortuna por um testamento que, na altura, levantou grande polémica. O Solar dos Remédios foi deixado a Francisco do Canto e Castro, seu primo e imediato sucessor na representação desta ilustre casa, o qual acabou por vendê-lo no princípio do séc. XX à Irmandade de Nª Srª. do Livramento, para instalação do Orfanato "Beato João Baptista Machado" que aqui funcionou até ao sismo de 1980.
Por ocasião deste formidável abalo de terra que danificou e destruiu uma parte substancial da cidade de Angra, o Solar ficou também muito danificado, especialmente a Capela que ficou quase totalmente destruída. Por acordo com a Irmandade, o Governo Regional obteve a posse deste imóvel, que foi submetido a um vasto plano de restauro, reintegração e adaptação às novas funções para que era solicitado, ou seja, a instalação de uma das Secretarias Regionais sediadas em Angra.
Os Provedores das Armadas, proveram as armadas e proveram a cidade de Angra de um valioso património histórico e monumental, para sempre ligado à grande epopeia marítima dos Descobrimentos e aos grandes acontecimentos que marcaram a história de Portugal Continental e Insular.
O "Solar dos Provedores das Armadas", o "Solar dos Cantos", ou "Solar de Nossa Senhora dos Remédios", é testemunho vivo da história, que se perpetuará pelas gerações vindouras.
Hoje é sede da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais."
Baseado na obra de: Jorge Forjaz, O solar de Nossa Senhora dos Remédios, 1978.
Para o dia 31 de Agosto de 2007 (10)
A ti, meu pai...
Sem palavras... As que disseste talvez ainda alguém se lembre. Tudo o que fizeste pela freguesia que te recebeu, e onde te fixaste até aos últimos dias da tua vida terrena, não será esquecido.
Repara pai, hoje trato-te por "tu". Outrora não seria capaz porque eram mais rígidas as normas da tua geração. Hoje, cancelo-as. Sabes, pai, se me tivesses permitido tratar-te assim, outrora, teríamos sido mais amigos. Perdoa as palavras que te não disse e que são estas:
Dava tudo para te ter comigo outra vez para dizer-te, olhos nos olhos, as palavras que nunca tive coragem de te dizer (...). Tarde demais agora.
Ofereço-te isto, como homenagem póstuma.
(clique para ampliar)
Uma oferta ao "Cantador"
Porque já temos uma colecção de rimas,
Porque apeteceu-me reuni-las num espaço próprio para mais tarde recordar.
Aqui fica a hiperligação para a Cantoria entre "cantador" e "cantadeira" num desafio à maneira, dividida por 8 páginas:
(A opinião do "cantador" está na cantoria #7 que pode ler aqui).
Da cantoria #1 à cantoria #7 foram 169 quadras de improviso, sendo 11, 10, 16, 34, 31, 32 e 35, respectivamente.
Obrigada!
Para o dia 31 de Agosto de 2007 (9)
Equipa do Programa - Bom Dia Açores, apresentado por Pedro Moura.
Este artigo é da minha inteira responsabilidade. Não dei conhecimento prévio a ninguém sobre esta minha homenagem mas estou convicta de que não terei opositores.
A Serreta merece a vossa atenção e este ano mais do que nunca. Isto é a minha sincera opinião. Certamente que os residentes desta freguesia é que devem manifestar-se e pedir a vossa presença. Eu apenas estou a chamar a atenção para o facto de ser um marco histórico a comemoração que se avizinha.
Muito obrigada pelo trabalho efectuado em Setembro de 2006. Oxalá que este ano o Dr. Pedro Moura venha pessoalmente às festividades religiosas e profanas.
Atenção: Após alguns contactos com a Comissão das Festas, deste ano, obtive bom parecer e então resolvi insistir com o Dr. Pedro Moura, assim:
Este meu pedido, por favor:
Pela Serreta estou a convidar
O Pedro Moura para cá estar.
À Comissão dei conhecimento
Deste nobre chamamento.
A Senhora da Serreta merece
Por isso lhe faço uma prece:
Dai ao mundo a conhecer,
Porque o emigrante quer saber,
A Festa religiosa e profana,
Que acontecerá em boa semana.
É sempre na segunda de Setembro,
Que à Serreta vem muito membro:
De fora, de qualquer parte da ilha,
Que connosco fé tem e a partilha.
E se o meu verso não agradar,
Bem me queira, então, desculpar.
Mas lembre-se: Muita gente pode ler,
Na internet, isto que estou a escrever.
Gosto muito da nossa televisão,
Que dignifica muito a nossa Região;
E o programa "Bom Dia Açores",
É digno de todos os louvores!
Se neste o filme não se possa ver,
Façam a reportagem noutro aparecer.
Insisto: Façam-no por todos, por Maria,
E garanto que sereis felizes nesse dia.
Juro, neste momento, estou contente.
- Façam o projecto, sigam em frente. -
Será que podemos contar convosco?
Venham por cá, que teremos muito gosto!
Rosa Silva ("Azoriana")
Não esquecer que o 1º Centenário da Paróquia comemora-se a 31 de Agosto deste ano. Também será um momento a preservar na memória colectiva.
Contamos com a nossa televisão que não pode fazer disto omissão.
Sexta Cantoria
6 - As cantigas todas somadas se fossem num arraial já cantávamos, mais ou menos, há uma hora "o cantador" aparece à "cantadeira" no dia que acabe seu interesse nesta nossa cantoria Basta que a cantadeira ache a altura devida anuncie a derradeira e eu vou à despedida "(PAUSA). A COMEMORAÇÃO" já está aqui lembrada se não lhe derem atenção a mais não é obrigada O seu blog é visitado à dúzia de uma vez por aí já está toado o alvitre que aqui fez Pelo menos continua nos meus e nos versos seus e no nome de uma rua que já há em S. Mateus Se eu tivesse pelouro juro que tudo faria para manter o tesouro do Pézinho e Cantoria Homenagear a fama da Trulú, na sua altura, era defender a dama da nossa bela cultura Não sei mais a quem implore: - defendam o desafio. Quando já for só folclore vai ser desejo tardio Há anos no Carnaval deram-se faltas iguais: quase que se ficou mal de instrumentos musicais Então alguém, felizmente, foi salvador das bodas com as escolas presentes nas Casas do Povo todas Resultado: no Entrudo recebe nota de Bom com abundância de tudo que faça sair som Será professor da cantoria aquele que puder dar do seu Dom com alegria de modo a contagiar Para despertar lembranças, contagiar emoções, como acontece às crianças com as danças, nos salões Se cada um cantador que percorre a ilha deixasse um sucessor era uma maravilha Outrora era nas andanças do "mijinho do Menino" ou a cantar nas matanças que sentiam o destino Bem, já me entusiasmei lendo à Tradição a sina da forma que eu sonhei continuar D. Angelina "o cantador" 2007/08/09 |
6 - Mais 16 cantigas para juntar e fazer a hora prolongar... Ó caríssimo "cantador" Meu interesse não acaba, Fico entre penas e dor Se a rima se desaba. Confesso solenemente Que amei estas cantigas, Parece que via gente A bater palmas amigas. Mas como tudo na vida Tem um dia de findar; Venha daí a despedida Que pensou para me dar. Estou deveras curiosa (Isto é próprio da mulher) Que desvende a esta Rosa O que tanto já quis saber. Se a cantar já atraímos A dúzia de cada vez, Quem sabe 'inda saímos A cantar no outro mês. Ao Pézinho e Cantoria Costumo dar atenção: Lembro bem de um tal dia Que os segui com devoção. E se alguém me incentivar Neste prazer por algum dia, Hei-de fazer por cativar Um olhar de simpatia. Agradeço a Deus a vida E por me ter dado a sorte, De não ficar escondida Neste gosto muito forte. Agradeço ao "cantador" Seja ele de qualquer raça, E ao verso revelador Junto merecida taça. Você tem conhecimento De muito do nosso Entrudo: Estou feliz neste momento Guardarei bem isto tudo. «Diz-me, eu quero saber...», Foi o ponto de partida; Acabámos por enaltecer A "Trulú" e sua vida. E também as tradições Da nossa linda Terceira, Juntando as emoções Do "cantador" e "cantadeira". Mais uma vez lhe asseguro Que estou sendo sincera, A Cantoria tem futuro... Da nossa fico à espera. :) De certeza que já cantou Num dos nossos arraiais, Pela forma que aqui focou O tempo dos ancestrais. Rico é o Cancioneiro Das nove ilhas dos Açores, De Portugal bom canteiro, Uma Região de flores. Pela D. Angelina, Por todos os cantadores, E p'ra si, que bem afina: Honoríficos louvores! "a cantadeira" 2007/08/09 |
Para o dia 31 de Agosto de 2007 (8)
Agradecimento aos bloguistas
(Onde encontrei resultados para o termo de pesquisa: "Serreta")
Neste dia fiz uma oferta ao bloguista mais novinho, Pipoca, cujo blog se intitula - "A criança". A oferta destina-se ao dia da comemoração do I Centenário da Pároquia Serretense. Não sei se alguém vai dar por ela e se vai apreciar mas foi feita de acordo com o meu pensamento e estilo. Para quem já conhece a minha escrita (quer goste ou não) perceberá (ou percebeu) o quanto tenho escrito a bem da freguesia que antes era pesquisável por "vulcão" e agora tem outra razão.
Vai daí que se colocarmos no campo de pesquisa, os termos "blogs; blogues; Serreta" (que foi o que fiz) aparecerá uma listagem razoável de blogs. Alguns fazem parte da minha lista e outros foi a primeira vez que os encontrei. A todos, sem excepção, a reconhecida homenagem.
Abaixo, a lista que me foi possível apurar. Se por acaso o teu blog não se encontra listado, basta que o coloques no comentário.
"Arqueólogo-Moura" sugere...
A Criança
A Taberna dos Inconformados
Álamo Esguio
An'arka
Anitta
Arauta Graciosense
Arte por um canudo
a-TERCEIRA-ndo
Biscoitos
Blog do Marmita
Bordado de Murmúrios
Chica Ilhéu
Confessio XXI
Deixa Falar
Desambientado
Dispersamente...
Futebol, Gente e Toiros
GeoLeiria
Gê-Questa
Grupo do Tacho
Ideias e Ideais
Joel Neto - Work in Progress
Miragatos
Naufrágios
No Arame
Ofeliazinha - Devaneios do Quotidiano
Oh não! Mais um blog
Olha Esse Toiro! - Samuel Fagundes
Parada de Gonta
Pedestrianismo e Percursos Pedestres
Porto das Pipas
Porto Judeu Blog
Quebra Cabeças
Redescobrir o mundo rural
Só Fórró
Só Poesia
StarWatcher
Tasca da Elvira
Terceira Taurina
Visões
Contagiada pelo improviso
1
Gostei dessa Cantoria
Que faz cair em tentação
De ir ao Canadá um dia
P'ra cantar o meu quinhão.
2
Quem canta ao desafio
Fica com alma consolada
Estes têm o dom e brio
Da Cantoria asseada.
3
Ó Deus dai-me a coragem
De cantar a primeira vez
P'ra depois ter a passagem
P'ra cantar segunda talvez.
4
Louvo estes dois artistas
Que cantam muito a preceito
Eu pertenço aos bloguistas
Na escrita cantigas deito.
5
Ao ouvir o vosso tom
Pus-me logo a acompanhar
Obrigada pelo dom
Que Deus me deu neste lugar.
6
Na Terceira eu nasci
Na Serreta propriamente
E nunca me arrependi
De rimar por nossa gente.
7
Obrigada António e José
P'la cantoria de agora
Eu creio pois tenho fé
Serão louvados p'la vida fora.
8
Um abraço lhes ofereço
Com a rima açoriana
Do desafio não esqueço
Adeus e bom fim-de-semana.
Rosa Silva ("Azoriana")
Este o comentário que deixei repartido no vídeo intitulado "Cantoria ao Desafio" - Jose Fernandes & Antonio Gabriel", divulgado por cpedro1.
Há mais vídeos com sucessos relacionados com os Açores de César Pedro, que julgo ser o mesmo titular.
Cantoria solitária e virtual
I
Eu fiz uma descoberta,
Oxalá mais alguém note:
A Cantoria me desperta
A razão para este mote.
II
Já pensei com meus botões
De falar com um cantador
E na penumbra dos salões
Saber se canto com valor.
III
Encenava uma cantiga
À espera da resposta;
Do desafio sou amiga
Acho que mais gente gosta.
IV
De pedir eu tenho custo,
'Inda vão dizer que não,
E p'ra passar algum susto
Mais vale calar-me então.
V
Mas a ver portas p'ra dentro
Na escrita repentista,
Sempre que eu me concentro
Sai rima a perder de vista.
VI
Nem que seja na garagem
Sem grandes espectadores,
Tentava ganhar coragem
De rimar pelos Açores.
VII
A moda já ensaiei
Mas dá-me p'ra ir com pressa,
Se for como imaginei
Dá para pensar na peça.
VIII
Um verso dito com calma,
Dá tempo para o seguinte,
Se falhar, falha a palma,
Daquele que é ouvinte.
IX
Quem me dera a resposta
À pergunta que eu fiz,
Apesar de não vir exposta
Podem crer que foi feliz.
X
Foi à Matilde, minha mãe,
Que era fã de tais cantigas,
Penso que estará bem,
Inspirou-me estas amigas.
XI
Há-de haver algum sinal,
Vindo de algum lugar,
Nem que seja um postal
Que de alguém há-de chegar.
XII
Mas se a vida for escassa,
E ficar só no desejo,
A quem por'qui os olhos passa
Deixo uma flor e um beijo.
Rosa Silva ("Azoriana")
Quinta Cantoria
5 - É lindo o soneto, com foto comemorativa. Parabéns, começou a comemoração. Sou realmente feliz porque tive um dia bom quando ao nascer Deus quiz que trouxesse este Dom Mas, lá por isto, não pense que canto e ganho palma; sou só mais um Terceirense com a Cantoria na alma Sempre em bom tom, amigo, os versos nem sempre bonitos, vamos a ver se consigo aguentar estes escritos Esta terra é pequenina damos uma volta à toa só que às vezes não se atina a ligar nome à pessoa Não quero que pense mal "cantador" aparecer isto terá um final e a gente há-de-se ver Terei sempre atenção em toda a escrita minha usando educação que não estrague uma linha Duma comemoração não ouvi ninguém falar mas era uma ocasião digna do povo lembrar Das cantadeiras antigas foi a que se destacou dando ao povo cantigas que o povo guardou A Trulú quando cantava o povo ficava preso na hora em que glosava quadra de maior peso: "ESTE DIVINO ORVALHO QUE NOS MANDA O CRIADOR É A BENÇÃO DO TRABALHO DO POVO TRABALHADOR" "ESTE DIVINO ORVALHO" caído pela manhã alimenta o trabalho que a fértil terra tem Louvemos por todo o Bem "QUE NOS MANDA O CRIADOR" e de todo o mal, também, nos livre Nosso Senhor Ao chegar ao fim, sem falho, a cantoria a crescer "É BENÇÃO DO TRABALHO" que as rimas dão a fazer As rimas dela, engenhosas, bálsamo consolador, descanso de mãos calosas "DO POVO TRABALHADOR" Modestamente esta imagem do que ela tinha mestria em pequena homenagem à Diva da cantoria "o cantador" 2007/08/08 |
5 - Obrigada Cantador. Ela é digna de louvor. Segue a comemoração. Eu também serei feliz Quando um dia conhecer O Cantador que me diz Que teve tal Dom ao nascer. Segunda quadra é tão linda Traz a alma do Cantador; Deus qu'eu não morra ainda Sem conhecer este valor. Estou perante improviso Do mais alto conhecimento. P'ra mim basta seu sorriso Com bonito cumprimento. Sim, nossa terra é pequena, Com rimas tornou-se grande; Agora só me dá pena Não ter "e-mail" que me mande. Ontem, dia produtivo, Versos sempre ao de cima, Com cérebro mais activo, Até no sono sai rima. E na ronda matinal Procurei pelos seus versos: Chegaram! É bom sinal, E não os deixo submersos. De linhas muito educadas E na maior simpatia, Estas entusiasmadas P'lo dia da Cantoria. Gostava de perguntar Se acaso me conhece? Se não, indique o lugar, Que mais alguém aparece. (Pausa.) A comemoração, Seria muito bem feita. Anunciem, porque não?! Digam: "Turlu" foi perfeita! Sinto agora a nostalgia Que mexe com coração: Não sei com'ela reagia Nessa comemoração. O Cantador e também eu Já lhe demos, repentistas, Elogios que mereceu, Por mais somos optimistas. Destaco uma rima sua Que lhe fará bem à alma. Em São Mateus numa rua Dê-se azulejo com palma: [AS RIMAS DELA, ENGENHOSAS, BÁLSAMO CONSOLADOR, DESCANSO DE MÃOS CALOSAS "DO POVO TRABALHADOR"] OU [MODESTAMENTE ESTA IMAGEM DO QUE ELA TINHA MESTRIA EM PEQUENA HOMENAGEM À DIVA DA CANTORIA] Nossa ilha é nosso encanto, É berço de nobre gente; Peço ao Espírito Santo Que não pare de repente. Mas se for a despedida Venha ela com doçura; Gosto de rimas p'la vida E as suas têm ternura. "a cantadeira" 2007/08/08 |
Pensamentos
Já sei que quando se morre
Diz-se logo muita coisa
Em vida frase não corre
Por morte tudo lhe poisa.
II
Eu nunca ouvi dizer bem
Do pecado cá na terra
Mas há sempre quem o tem
Talvez por morte encerra.
III
E por mais que se levante
Algum falso testemunho
Nunca do mortal mirante
Se viu levantar o punho.
IV
Isto faz-me confusão
Do que se passa além
Para convicto cristão
Dúvidas não ficam bem.
V
Quando for nessa viagem
Levo malas bem vazias
Estreita é tal passagem
Quanto mais largos os dias.
VI
Quem se aproxima de Deus
E sabe como Ele é bom
Mais quando somos ilhéus
Para melhor ver-se o dom.
VII
Em pequenas coisas vejo
Sinais da Sua bondade
Mas o meu maior desejo
É vê-Lo na eternidade.
VIII
Luz e misericórdia
Perdão em prol do sossego;
Afugentar a discórdia
Que às vezes é meu apego.
Rosa Silva ("Azoriana")
Para o dia 31 de Agosto de 2007 (7)
Ele é o webmaster do Portal da Serreta que contém algumas informações e imagens importantes. Espero, sinceramente, que ele o consiga completar brevemente.
Oxalá que ele se inspire e consiga o som ideal para a oferta que optei por colocar no blogue do Pipoca.
Visitem o blogue intitulado "A Criança" e ficarão a par da novidade.
Dedicatória à Praia da Vitória - Festas 2007
Praia em fina areia
Deitada ao luar,
Não me sai da ideia
A dança do mar
E no pensamento
Leve como o vento
Sonhei-te a chegar.
Hoje a teu lado
Vou de braço dado
Pronta a festejar.
É a "belle époque"
Da Praia que amas
Com algum retoque
O feitiço lhe chamas.
Deixas-te ficar,
Rendido ao luar,
Mirante de estrelas
Brilhando aos milhares,
Espelho de olhares
De quem pode vê-las.
A Praia está linda
Contigo a passar;
Gosta mais ainda
Dos versos de mar.
No Facho contente
Reluz sorridente
A imagem da Santa
Que vela o amor
Com todo o esplendor
Que na Praia canta.
Rosa Silva ("Azoriana")
À Mulher das Rimas
P'la riqueza da cultura,
E também muito traquejo,
Acho que chegou a altura
Da rima do meu desejo:
D. Maria Angelina de Sousa
("Turlu")
Centenário do seu
nascimento
5 de Novembro
1907-2007
À Mulher das Rimas
A pérola da Terceira,
De poemas foi autora,
Mulher improvisadora
Com 'Charrua' à sua beira.
Cantando à sua maneira,
De desafios doutora;
Fez-se assim produtora
De bens p'ra ilha inteira.
Que esta flor graciosa,
De rima tão primorosa,
Esteja perto do Senhor.
E que no brilho do céu,
Peça por tanto ilhéu,
Que verseja amor e dor!
Rosa Silva ("Azoriana")
Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=10807
Índice temático: Desenho sonetos
A Cantoria continua...
4 - FEZ-ME RECORDAR A D. ANGELINA "NÃO SEI SE TENHO TALENTO" Não duvide de o ter. Escreve com sentimento tanto, que dá gosto ler Mas ir cantar num serão traz um outro palpitar porque os toques não dão tempo para emendar "o cantador" se atreve: lendo o blog que tem, se cantar como escreve sair-se-á sempre bem Quem dera eu saber o dia de cantar ir juro, tudo vou fazer para que a vá ouvir Multidão maravilhada vai dizer desta maneira: mas que bom, foi encontrada uma nova cantadeira Se esse dia não chegar não torne o viver medonho pode sempre continuar a alimentar o sonho Não sei do enaltecimento à "Trulú", feito a cantar se se lembrar é o momento de aqui o perpetuar Esse senhor quando canta o povo se maravilha porque ele alto levanta a cantoria desta ilha Que bom que nos versos seus enalteceu a memória da "Trulú" de S. Mateus, da Terceira uma glória A improvisar foi diva a bem dos Açoreanos este ano, se fosse viva, fazia os seus cem anos No fazer do seu papel a nossa D. Angelina encantou S. Miguel com sua voz cristalina Participou em Torneio Artístico-Literário cantando com tal asseio longo e culto calendário Se desconfiar que minta, só para acertar a rima, isto foi nos anos trinta veja Gervásio Lima Vivia assim essa malta cantando antigamente se calhar até faz falta algo assim no presente Estas coisas causam pasmo enaltecem os valores despertam entusiasmo contagiam cantadores O Câmara ou "Barbeiro" (não o nosso da Serreta) era em S. Miguel primeiro reconheceu-lhe a veneta: "A IDEIA TE DIVINISA SUPERIOR AOS MAIS CANTADORES SOIS ELEVADA POETISA DAS NOVE ILHAS DOS AÇORES" "o cantador" 2007/08/07 |
4 - RECORDANDO D. ANGELINA Agora sim, fez-se luz, O meu coração palpita, Há nesta ilha de Jesus, Tanta cantiga bonita. Tendes de facto razão Nesse seu adivinhar: É que cantar num serão Há que ter bom caminhar. Mas se houver alguma falha Na que é a vez primeira Decerto ninguém me ralha Treinarei p'ra ser certeira. Você é pessoa feliz [A ver p'lo que tem escrito] Será você aprendiz Ou de si muito foi dito? Fico tão emocionada Cada vez que vem correio: Sinto-me encorajada A desatar meu receio. Hipotética cantoria Recordando a "Trulú": Ai! Que bom então seria Se lá estivesses "tu"! Eu nunca a ouvi cantar Mas já li recordações: O Centro de Conhecimento Mostra algumas produções. D. Angelina de Sousa Foi autora de dez danças, Quem nelas os olhos pousa Fica com boas lembranças. Poetisa popular Ficou assim conhecida, Difícil será encontrar Mulher tão reconhecida. Sinto agora um aperto Na veia do coração Quem me dera saber ao certo Se há comemoração. Os cem anos da senhora Merecem apoteose, Reunir em boa hora Cantadores em maior dose. Você, caro Cantador, Desfila sabedoria, Não esqueça, por favor, De dizer quem é, um dia... Não sei se é emoção, Não sei se é alegria; À volta desta versão Juro! Não há hipocrisia: Sou uma mulher chorona De alegrias ou tristezas As lágrimas sempre à tona Quando leio tais belezas. Sinto-me contagiada Pelas quadras repentistas; Aqui falta quase nada Para atrairmos as vistas. E por "falar" em repente, Deixo aqui outra miragem, Uma quadra tão somente Da "Turlu", nesta viagem: "Este divino orvalho, Que nos manda o Criador, É a bênção do trabalho Do povo trabalhador" "a cantadeira" 2007/08/07 |
Para o dia 31 de Agosto de 2007 (6)
Aos cantadores ao desafio serretenses
Era meu vizinho e via-o muita vez a entrar para a camioneta, de pasta, para ir ao seu ofício e/ou às suas cantigas ao desafio. Nunca o ouvi cantar mas sabia que cantava. Até encontrei o seu nome e alcunha no livro "Improvisadores da Ilha Terceira (suas Vidas e Cantorias)", de J. H. Borges Martins, na referência que faz aos quatro improvisadores da freguesia da Serreta.
Recordo que escrevi sobre os improvisadores da Serreta num artigo datado de 2004/05/14: (...) apenas conheci o senhor António Machado Rodrigues e o senhor Manuel Gonçalves Correia de Melo Júnior (O Barbeiro). (...)
Curioso que o nome dele era praticamente igual ao do meu avô materno que se chamava Manuel Gonçalves Correia mas nem eram parentes. São as tais coincidências, porque meu avô apenas foi músico da Filarmónica da Serreta e penso que não teria feito nenhuma cantiga ao desafio mas soube que gostava de ouvir cantar. Era um homem muito divertido que infelizmente morreu quando eu tinha tenra idade. Contavam-me que quando eu chorava ele logo dizia que o meu choro era afinado. Tenho uma dor imensa de não ter conhecido o meu avô cuja alcunha era "pequenino".
Quem era casado com uma sobrinha da minha avó materna, era o António Machado Rodrigues. Lembro melhor da esposa do que dele, porque ela costumava visitar a sua tia Alexandrina Cota (minha avó), que era irmã do pai da Maria Cota, a esposa do António Rodrigues. Portanto, era minha prima em 2º grau. Penso que estou certa nesta pequenina árvore de parentescos, caso contrário, terei de recorrer aos arquivos ou a quem saiba tudo na ponta da língua.
Neste momento o que interessa é reconhecer e homenagear quem cantou ao desafio. Quem souber de mais alguém nestas circunstâncias é favor pronunciar-se no comentário. Agradeço.
Aos familiares dos cantadores serretenses ofereço o artigo que se encontra aqui.
Cantador e Cantadeira num desafio à maneira (continuação)
3- Cantador presente! Valha-me nossa Senhora" desculpe-me "Azoriana" da delonga ,na demora, culpa do fim de semana "O cantar não me assusta" até ma causa arrepio sabe Deus o que me custa o gosto pelo desafio "Cantoria" ou " Desgarrada" terão aqui o valor de uma quadra rimada por um qualquer cantador que um dia, certamente, dono de tais maravilhas, as trouxe do "continente" ao povoar estas ilhas O hábito foi passando, tal como o nosso viver; o que hoje está ficando difícil para manter Nos terreiros da Terceira nunca mais apareceu nem uma só cantadeira desde que a "Trulú" morreu "o cantador" 2007/08/06 |
3- Cantadeira entusiasmada! Pois cá estou eu de novo Não quero fazer desfeita Temos na mira o povo Que por aqui nos espreita. Quem gosta dum desafio Persegue a quadra matreira Só me causa arrepio S'ela sai de má maneira. Continua a Cantoria De forma muito asseada O tema para este dia É fácil, não custa nada. "Turlu" mulher talentosa Sobre ela fui pesquisar; O desejo desta Rosa Era também os palcos pisar. Não sei se tenho talento Nem sequer o à-vontade Mas o sonho acalento De cantar à sociedade. Quando sair em cantiga À Turlu faço homenagem A cantadeira antiga Que marcou sua passagem. Eu nunca vou esquecer A rima que gostei tanto O Eliseu a enaltecer A "Turlu" do Corpo Santo. Não caí na tentação De lhe dar qualquer resposta Talvez noutra ocasião Siga uma melhor aposta. Na rima que aqui se "canta" Sem ser ao tom da viola Confesso que não me espanta Se precisar mais escola. Agradeço neste dia Ao ilustre Cantador Enquanto aqui escrevia Não senti nenhuma dor. "a cantadeira" 2007/08/06 |


