Halloween da Matilde Alexandra. 2025

Pode ser uma imagem de criança e a texto que diz "Halloween da Matilde Alexandra. 2025 ó que beleza esta nossa Sem grito de terror Não observo nenhuma mossa Uma aranha sem horror! Com mãe maravilhosa Que tem um dom natural Uma filha tão briosa Que faz tudo especial. "Halloween" o mistério Que veio para ficar Se fosse levado sério Dava mesmo para assustar. Mas quem se vai assustar Com esta indumentária? Servirá para lembrar Traquinice imaginária. Rosa Silva ("Azoriana"


Ó que beleza esta nossa
- Sem o grito de terror -
Não observo nenhuma mossa
Uma aranha sem horror!

Com a mãe maravilhosa
Que tem um dom natural
Uma filha tão briosa
Que faz tudo especial.

"Halloween" o mistério
Que veio para ficar
Se fosse levado a sério
Dava mesmo para assustar.

Mas quem se vai assustar
Com esta indumentária?
Servirá para lembrar
Traquinice imaginária.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pão-por-Deus 2025

Vão as crianças em bando
Na cantilena de sacas
Por sorte arrecadando
Umas moedinhas fracas.
::
É vê-las todas contentes,
Mesmo com algum senão,
Pedindo às boas gentes,
Por Deus, um pouco de Pão.
::
Não tinha esse costume,
Só ia ter com a madrinha,
Que nesse dia se assume
Na nota que dela vinha.
::
Hoje adoro ver a neta,
Com os olhos a brilhar,
Na sua veste completa,
Delícia a pedinchar.
::
Rosa Silva ("Azoriana")

Quando...

Quando a noite vai caindo
Com um trago de amargura
Já também vai insurgindo
O inverno da Bravura.

Eu que nem o tempo prendo
Porque o tempo não é meu
Já é sorte estar escrevendo
O que um dia será teu.

Solto amarras à escrita
Dou corda ao pensamento
Nem a letra é bonita
E com a pena até tento.

Olho a fonte imaginária
Numa letra de cristal
Sentada na secretária
Teclo a letra ideal.

Vamos, vamos de mansinho
Para o fim de semana
Aceita um bom carinho
Da amiga Azoriana.

E se mais quiseres ler
Sem papel na tua mão
Convém que 'inda possas ter
Onde ponhas a visão.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ao "Arco-íris de Emoções" (agenda solidária da APIT)

Ao "Arco-íris de Emoções",
com admiração e respeito

Bem-haja quem faz o bem
Com valor e sem tristeza
Sobretudo aos que tem
Uma dor por natureza.

Para a dor de uma criança
E do jovem promissor
Há que trazer esperança
Pela mão do educador.

A "Agenda Solidária"
De dois mil e vinte e seis,
É mesmo extraordinária
Para "dedos e anéis".

À Presidente da APIT
Bem-haja pelas Emoções
E que tenha bom palpite
Para próximas edições.

Rosa Silva ("Azoriana")

Amigos da Pediatria da Ilha Terceira

Considerando os considerandos

Pois... Já alguém considerou
A nossa real pobreza
Perante alguém que fortunou
Com uma bola em destreza?!

Mais... Já alguém se abismou
Numa vida cinderela
Enquanto outrem se admirou
Com a pobre bagatela?!

P@ta que p@riu o ovo
Redondo não enquadrado
No sentido que o povo
É vintém mal amanhado.

Isto é só para provar
O que faz meio comprimido
Antes de mesmo o tomar
Já me estendi ao comprido.

Toma, toma e depressa
Esse químico avançado
E vê lá se bem começa
O que nem está acabado.

O sonho que me acordou
Nesta hora muito ingrata
Foi em luxo, que assustou
Nova manhã que desata.

Rosa Silva ("Azoriana")

É a vida...

Não nasci para embelezar
Mas já vi muita beleza
Entre a terra e o mar
Tanta há, tenho a certeza.

Vejam bem pela janela
Que se queda numa mão
A tecnologia bela
À custa de bom cifrão.

E bem visto esse (€) cifrão
Que nos surge mensalmente
Tanto é um ganha-pão
Como sai num de repente.

E a rima de repente
É a sorte natural
Não dá de comer à gente
Mas dá saúde mental.

Eu pensava que a rima
Tinha esquecido de mim
Hoje veio ao de cima
E rimo tudo enfim.

E se a noite a sacode
A dizer "tá bum, tá bum"
Nem sempre deixar se pode
Uma linha para mais um 🙂

Rosa Silva ("Azoriana")

O céu é lindo

E já vai chegando a hora
Da noite se aproximar
Pela tarde quase chora
Com a nuvem a enxugar.

E o céu é lindo assim
Quase parece "ovelhado"
Com ovelhas de alfenim
A brincar por todo o lado.

Se a terna brincadeira
Não correr como previsto
Lá vem vento prá Terceira
E da ovelha eu desisto.

Se te rires também me rio,
Porque rios cá não tem...
Oxalá não venha o frio
Que acabe a rir também. 🙂

Rosa Silva ("Azoriana")

18/10/2025.Céus d'ilha

Não sou de alarme falso
Não sou de ares estranhos
Mas há que arrear o balso
Para os ventos tamanhos.

Não comando tempestades,
Nem maus ventos, nem marés,
Mas há que ver as verdades
À vista de lés-a-lés.

Tenho a roupa na corda
Bem cheiinha de prisões
Se ela se vir à borda
Que me sobre os calções.

Agora que a "vida é bela"
Por monde de uma "metade"
Que se feche a janela
Fronteiriça à tempestade.

Mas se estiver errada
No prenúncio sem rigor
Fiquem vocês à vontade
Para me falar de Amor.

De palavras nem é feito
O amor quotidiano
Nem sequer de outro jeito
Se apoquenta o ser humano.

Rosa Silva ("Azoriana")

Tourada do Terreiro, 2025

Adeus até mais ver
Esta já está no fim
Gostei de te conhecer
Mas tu não gostas de mim.

Disse: tu és bonito!
E tu fugiste a correr
Não podes ser esquisito
Logo ao entardecer.

Que tenhas boa viagem
De volta ao que dominas
Romina pela pastagem
No mato pelas colinas.

É pena o que me invade
Quando chega ao final
É o que chamo saudade
De te ver no arraial.

Rosa Silva ("Azoriana")

Para me sentir bem

Quem me conhece a fundo
Sabe que sou inconstante
[Tanto anda bem o mundo
Como muda num instante].

Sou de sol e sou de luas,
Sou de tempo intermédio,
Se não ando pelas ruas,
Talvez seja pelo tédio.

Sou da rima, essa sim,
É que me dá alegria,
Mesmo que não chegue a mim
Com tempero para o dia.

O barro de que fui feita
Já não se faz amiúde...
Nem pensem que sou perfeita
Só preciso é ter saúde.

Rosa Silva ("Azoriana")

Teto retilíneo

Teto retilíneo cinzelado
É desenho natural
Pode não estar zangado
Mas a mim parece mal.

Anda o clima enferrujado,
Não está pra brincadeira
E assim mal encarado
Fica o povo da Terceira.

Venha o sol nos alegrar
Para seguir o tributo
Do que em breve vai chegar
E nos dar o melhor fruto.

Rosa Silva ("Azoriana")


No dia da 2ª volta às voltas que a vida tece.