18/10/2025.Céus d'ilha

Não sou de alarme falso
Não sou de ares estranhos
Mas há que arrear o balso
Para os ventos tamanhos.

Não comando tempestades,
Nem maus ventos, nem marés,
Mas há que ver as verdades
À vista de lés-a-lés.

Tenho a roupa na corda
Bem cheiinha de prisões
Se ela se vir à borda
Que me sobre os calções.

Agora que a "vida é bela"
Por monde de uma "metade"
Que se feche a janela
Fronteiriça à tempestade.

Mas se estiver errada
No prenúncio sem rigor
Fiquem vocês à vontade
Para me falar de Amor.

De palavras nem é feito
O amor quotidiano
Nem sequer de outro jeito
Se apoquenta o ser humano.

Rosa Silva ("Azoriana")

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