Hoje é o fidalgo
O "fim de algo"
Assim eu entendo.
Nem sei que dizer
O que virá/irá ser
No que vou vendo.
Nem de mim sei
Tanto trabalhei
Toda uma vida.
Agora só pasmo
Medo e marasmo
Nos causa ferida.
Preciso chefia
Uma nova guia
Para o sucesso.
Há que saber
O que vai ser
Para o progresso.
Fico chocada
Muito abismada
Com a pandemia.
Mas há um conjunto
De outro assunto
No dia-a-dia.
Que venha a luz
Que faça jus
A uma união.
Não vale esquecer
Quem deu o ser
À sua função.
Termino em par
Para abraçar
Na despedida.
O velho mau ano
Dê novo pano
A uma nova vida.
Rosa Silva ("Azoriana")
VENHA 2021 bem vestido!
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Votos de algo Bom
A minha série: Sentir ilhéu (5): Desassossego
Não quero brilho infundado,
Não quero lançar foguetes,
Não quero os celebretes,
Não quero em antecipado.
Não quero termo enfeitado,
Não quero outros lembretes,
Não quero brilho em bilhetes,
Não quero o indesejado.
Não quero mundos nem fundos,
Horas, minutos, segundos,
De algo que nada sei.
Só quero o que Ele quiser...
Por muito que se fizer
Vai cair na mão da lei.
Rosa Silva ("Azoriana")
A minha série: Sentir ilhéu (4): Atitude
Será que 'inda aqui estou?!
Será que ainda me lês?
Mesmo com "se's" e "porquê's"?
Será que vale o que dou?
Será que algo encantou?
Ou simplesmente não crês?
Com atitude me vês
E finges que nada sou?!
Ó gente dá-me um gosto,
Deixo meu verbo exposto,
Naco da minha saúde.
Dizei-me se vale a pena
Eu sentir a vida em cena
Num vale sem atitude?
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. Último dia útil de trabalho, quarta-feira, de um dezembro do ano atípico e com votos de dias com notícias contentes.
Oxalá tenhamos paz, pão, saúde e algum tostão... e, que eu siga o mesmo de sempre: limpar o ano velho para entrar no novo com atitude de dever cumprido.
Haja saúde a eito!
A minha série: Sentir ilhéu (3): Amar de Amor
Eu amo esta brava terra
Que se veste de Bravura
Mesmo estando em secura
É festa do vale à serra.
Eu amo a paz, não a guerra,
E este mar de cultura,
Poema terno, em doçura,
Que de repente me aferra.
E também amo a ilha toda,
Numa festa, numa boda,
Com hinos por todo o lado.
E se amar é tudo isto
Eu amo mais Jesus Cristo
Nome na ilha gerado.
Rosa Silva ("Azoriana")
A minha série: Sentir ilhéu (2): Madrugar (quase à mesma hora)
Coração bate a compasso
Como toca o violão
Com letra em ebulição
Pelo tempo que ora passo.
Vem aí um novo abraço
Uma grande decisão
Seis meses de duração
Tão longe do "meu regaço".
Uma viagem tão grande
Em janeiro já se expande
Para longe vai meu filho...
Mais uma vez o destino
Mostra que buscar ensino
Traz a saudade no trilho.
Rosa Silva ("Azoriana")
Duas quadras oferecidas por Fernando Alvarino e Ludgero Vieira
"Rosas nascem no jardim
Ou debaixo dos ciprestes
Mas as mais belas para mim
São como tu, rosas silvestres."
Fernando Alvarino
"EXISTEM, EM VARIAS CORES
AS ROSAS, COM NATURALIDADE
E A RAINHA DAS FLORES
DO JARDIM DA AMIZADE."
Ludgero Vieira
A minha série: Sentir ilhéu - Lembrança da "matança"
No tempo que se comia
Conduto de porco salgado
Batata doce de alegria
Couve e repolho ao lado.
Bacon e toucinho fumado,
Boa salsicha e linguiça,
Tudo bem temperado...
Cozido não desperdiça.
Haverá alguém por aí
Com toda essa fartura?!
O fogão tenho aqui
E panela para fervura.
A mesa até me cheira
Com toda esta lembrança
Quando na ilha Terceira
Se fazia a "matança".
Rosa Silva ("Azoriana")
Joe Fagundes e Rosa Silva
Refrão
Minha Serreta querida
O berço onde nasci
Vou lembrar-te toda a vida
Vives comigo aqui.
Vieste para ficar
Junto ao meu coração
Cada vez que eu tocar
Afetos de acordeão.
1
Serreta dom e mistério
Canta no seu campanário
Como no lindo Império
Em frente ao Santuário
À vista a Sociedade
De alegre recompensa
E o pão da Caridade
Com a bênção na Despensa.
2
Ermida no cemitério,
A cruz em cada ossada,
Água benta, batistério,
No Pico bela Tourada;
O Farol e nossa Mata
Passeio dos residentes;
E a saudade não desata
Dos filhos que estão ausentes.
Rosa Silva ("Azoriana")
A minha série: Sentir ilhéu (1) - Estória de mim
Já sei quem sou eu
E sempre o soube:
Sou flor que cresceu
E em mim não coube.
Quis dar (e perdeu)
Fez mais do que pôde,
O que tem de seu
É bom que se louve.
Eu louvo o Bem,
O bom Sentimento,
O dom do Talento.
Mais louvo quem tem
Gratidão no peito
Amor de bom jeito.
Rosa Silva ("Azoriana")
Sou dos "Pastor e Calhoca"
Há nove anos bem contados
Sou da família Pastor
E Calhoca por amor
Querendo bem aos costados.
Serão os velhos lembrados
E os novos com valores
Esquecendo os dissabores
Se os houver estão quebrados.
A José que era o pai,
Maria do Carmo a mãe
Que cada filho quis bem.
Da minha mente não sai
Uma sogra de amizade
Que manteve a unidade.
Rosa Silva ("Azoriana")
Canto do lar
O sol desperta sorrindo dando vida à gente, às plantas e bichos.
O sol de dezembro é morno para nos manter no "forno" aquecido do lar. Ai como gosto do meu lar, re(construído) com a companhia que me faz aceitar os dias como eles são.
Do meu lar acedo ao vosso lar pelo simples e engenhoso toque de botão, da visão de imagens solenes e variadas neste resto de 2020. Podes ir embora ano que levaste tantos e deixaste uma espécie de "bicho papão" a teimar em impor o medo, a ansiedade e a desconfiança.
Quem cuida da alegria é mesmo o sol de cada dia e o sossego que bem mereço.
A todos um sábado precioso e aos que estão em tormentos e dores um voto de melhoras.
Beijos para quem me estima, ampara e percebe o lado de apreciar o meu canto do lar.
Canto do lar
Aprecio o aconchego
Que não chamo solidão;
É a paz do coração
Que a tempo ainda chego.
Feliz é este meu apego
Ao lar da inspiração
Que não chega a canção
Na melodia em sossego.
Passo pelo tempo agora
Como quem ri e quem chora
E quem escreve seu sentir.
Pouco-a-pouco encontrei
O que há muito já sonhei
Ser do meu lar a sorrir.
Rosa Silva ("Azoriana")
Um dia para vós
Dulce Catarina Bradford e filhos
Vocês sãos uns amores
Pérolas do oceano
São pétalas de flores
Viçosas todo o ano.
E lá... de outro jardim
Com um sorriso brilhante
Vejo um anjo assim
Mais perto do que distante.
Amélia, Dulce, Andrezinho,
De olhos quase iguais
Juntinhos até são mais.
Boa dose de carinho
Celebram que ser criança
É a força da esperança.
Rosa Silva ("Azoriana")
Há dois anos, neste dia...
Há dois anos, neste dia,
Partias para o Redentor,
Ficou connosco o fervor,
Dos sonetos, harmonia.
Não esqueço a alegria,
Que nos deste, com valor,
Hoje, rogo ao Deus Senhor,
Que sejas d'Ele companhia.
Clarisse, a boa amiga,
Que minha rima consiga,
Coroar a tua alma.
E que eu fique a recordar,
Vila de Góis, a acenar,
Como a brisa numa palma.
Rosa Silva ("Azoriana")
Hoje, sim, é Natal
É Natal de sexta-feira
A última, a derradeira,
Que calma parece ser.
Nasceu de novo o Menino
Sempre pobre e pequenino
Grande só para nos ter.
Sendo a terna semana
Que em Paz se diz Hosana
E em casa se festeja;
Brilha mais no coração
Um pedido de perdão
A alguém que o deseja.
Peço perdão a meu filho
Por descarrilhar no trilho
Da palavra que sai mal...
Ele sabe que o admiro
Também sabe que prefiro
Ouvir dele o que é normal.
Uma coisa não esperava
Me deixou tão encantada
Ao ponto de ser criança
Olhar, ver e remexer,
Até à lágrima ceder
À sua boa lembrança.
E a maior alegria
São os três juntos num dia
Para rir, falar, crescer;
Os filhos são o calor,
O afeto, luz e amor,
Mesmo sem nada dizer.
Salve a vida e o sol,
Que faz da ilha um lençol,
De verde e azul marinho;
Salve todos os parentes
Os de perto e os ausentes
E os que me dão carinho.
Rosa Silva ("Azoriana")
Manuel Ivo e emigrantes
Parabéns Manuel Ivo
Por estares a nosso lado
Mantendo o teu dom vivo
Num Natal mais isolado.
A onda que tens movido
Faz de ti mar encantado
Muita maré tem crescido
Desde que estás emigrado.
Manuel Ivo é um cantor
Da Rádio um pedestal
Que o faz viver de amor.
Por ti e para ti mando
Um doce e feliz Natal
Tanto emigrante saudando.
Rosa Silva ("Azoriana")
Feliz Natal a toda a gente!

O Natal é mesmo de Todos:
Dos mais e menos amparados,
Dos presentes e dos emigrados
Dos que tem família a rodos.
Natal é oferta de "bodos",
Aos quentes, descamisados,
Aos pouco e aos mais ousados:
O Natal é mesmo de Todos!
Ó Jesus tão pequenino,
Em "Glória" brinda o sino
Na sineira magistral...
E eu só... ou com alguém,
Quero que cantes também:
Feliz Natal a toda a gente!
Rosa Silva ("Azoriana")
Ai o Natal (que nostalgia!)
Para uns chega o Natal
Numa tristeza medonha
Que se mete na vergonha
E nostalgia sem igual.
Os sensíveis em especial
Derramam água na fronha
Cada lágrima é tristonha
Numa luta desigual.
Peço, com muito fervor,
Que Deus seja Bom protetor,
Dos sensíveis como eu sou...
E traga mar de alegria,
P'ra afundar a nostalgia...
Grata a Deus 'inda aqui estou!
Rosa Silva ("Azoriana")
Canto maternal

Três filhos Deus me doou
[Meu desejo era ser mãe]
E tanto lhes quero bem
Como o tempo que voou.
Sou mãe que os três criou,
Com o que melhor convém,
Que é o amor que se tem
E na rima se instalou.
São as aves do meu ninho,
São milagres de carinho,
E amo os três por igual.
Mas cada um toma o seu rumo
E por eles me consumo
No meu canto maternal.
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. Deus vos guarde sempre em todas as vossas decisões. Outro sonetilho parecido aqui.
Despertador
05:30. Despertador tirou-me do quentinho dos lençóis. Preparei-me, nas calmas, para apanhar a madrugada gelada. Saí para o meu destino. Era cedo. Esperei. Admirei as folhas "douradas" por toda a via pública. Ouvi o toque do sino da Catedral de Angra do Heroísmo, que há tanto tempo não ouvia tocar as 07:00. Cheguei cedo. Podia ter esperado mais. Não faz mal. Foi tudo nas calmas. Até deu tempo para proferir o meu nome completo umas três vezes (ainda há algumas Rosa's). Então, é que, na volta ao quentinho do lar, dei comigo a pensar... que estranho (ou não) apelido que eu tenho: Correia da Silva. A herança do meu avô materno (Correia) e do meu avô paterno (da Silva). Correia, da ilha Terceira e, da Silva, da ilha do Pico.
Rosa é nome de flor
Que também é uma cor
A que se junta Maria.
Maria é nome de santa
Uma Virgem que se canta
Qualquer hora, noite e dia.
Depois a corda se ateia
Para que eu seja Correia
Da minha mãe e seu pai;
Da Silva nasce no Pico
E bem contente eu fico
Com o Pico que me atrai.
Rosa espinhos também tem
E a Silva os tem também
Com perfume a primeira...
E há a silva da amora
Essa sim, também se adora,
Nos silvados da Terceira.
Não é fácil encontrar
Uma junção de atracar
E picar tão de seguida;
Tive sorte ou talvez não
Porque dá sangue o picão
Pra saúde ser medida.
Rosa Silva ("Azoriana")
Veteranos saudando
A propósito de uma memória das Sanjoaninas 2016 da Marcha dos Veteranos, com Inês Vicente Borba.
Veteranos de uma ilha
Que se veste de lilás
Com o Bravo da partilha
Por ele tudo é capaz!
Abre o guarda-sol da vida
Grita "Olé" sem mais aquelas
Hortência na investida
E se ri com as mazelas.
Coração do terceirense
É deveras fascinante
Com tauromaquia vence
A saudade de emigrante.
Ó minha ilha querida
Por veteranos amada
Que seja sempre aplaudida
No arraial da Tourada.
Rosa Silva ("Azoriana")
O meu rosto

Sim... Não merece uma capa?!
Coitada de mim, pois não!
Sou a face de um grão
Que nem o papel destapa.
Serei pérola? Não. Lapa,
Presa de face no chão
No leito da Região
Lilás que nem sempre escapa.
Relembro da mocidade,
Quando linda de verdade
E de mim nem eu sabia...
Agora é tarde de mais...
Sou a "peta" de meus pais...
O meu rosto só se ria.
Rosa Silva ("Azoriana")
Rosto de Paz
A propósito de uma imagem de Nossa Senhora dos Milagres, captada por Ricardo Laureano.

Ó Mãe que linda estás
No Teu trono habitual
Dai ao povo nova paz
Na moldura de Natal.
Ó Mãe Santa e querida
Da Serreta milagrosa
Dai ao mundo nova vida
Como botão d'uma rosa.
Rogai por nós filhos Teus
Te peço com mais requinte
Pede a Jesus, nosso Deus,
O Bem pró ano seguinte.
Ao olhar o rosto belo
Feito de simplicidade
Logo para Ti apelo
Amor, Paz, Felicidade.
Rosa Silva ("Azoriana")
Postal ao Dr. Duarte Soares
Pico, S. Jorge e Terceira
Ilhas de bonitos ares
Bonito de igual maneira
Dr. Duarte Soares.
Outrora fiz um poema
E dele perdi o rasto
Oxalá lembre do lema
E que não esteja gasto.
Desejo em especial
No dezembro de Jesus
Que tenha Feliz Natal
Com esperança e luz.
A vida por si cuidada
E pelo povo irmão
Seja pra sempre louvada
A mão de cirurgião.
Penso que é meu vizinho
E o vejo caminhar
Que não se sinta sozinho
Tem elos de terra e mar.
Com um abraço termino
O rumo da minha rima
Que o proteja o Divino
O maior que nos estima.
Rosa Silva ("Azoriana")
Estrelas
S. José e Santa Maria
Imagens de antiguidade
São as Estrelas do dia
No centro a humildade.
Humildade é de barro
Menino é mais recente
Num coração o agarro
Ao meio e nossa frente.
Assim vivo de ilusões
Lembrando outras estrelas
Que são as recordações
Que tinha e não posso tê-las.
Ao Luís, Aida e Paulo
Silva Borges, os filhos,
Afilhados Cláudia e Saulo,
Noras e genro, santos brilhos!
A todos os familiares
De uma e outra banda:
Vejam Estrelas nos ares
Que a Rosa Silva manda.
E nesta para ser par,
A quadra que se termina,
Mando a todo e qualquer lar
Preces à Estrela Divina!
Rosa Silva ("Azoriana")
Oito de dezembro/2020
Senhora da Conceição
Nome tão apregoado,
Pede ao Filho, nosso irmão,
Que salve o amargurado.
Pela nossa devoção,
Neste dia tão lembrado,
Acudi com a Tua bênção
Ao sofredor confinado.
É um dia diferente,
Desde o tempo de outrora:
Salve Ó Virgem Senhora!
A quem não está presente,
Longe ou mesmo no seu lar,
Amor tem para Te dar!
Rosa Silva ("Azoriana")
Vazio
No vazio da pobreza,
Enriqueço de escrita,
Popular não erudita
Correndo só em destreza.
A tecla é minha alteza
A sineta que me grita;
O dom em que se acredita
Vir de longe com certeza.
Reabro o meu coração
Aos ecos da solidão
No calor do meu luar.
Vão voando os meus versos,
Sem papel, nus e dispersos:
Outros sonhos por editar.
Rosa Silva ("Azoriana")
Kanal das 9 - José Manuel Correia
Correia foi minha mãe
E Correia também sou;
Nesta hora encontrei
Outro kanal onde estou.
Barbarense o conheço
E sua esposa também...
Por vocês tenho apreço
E penso que vocês tem.
Temos primos em comum,
Da Serreta onde nasci,
Lá longe também algum
Que tantas vezes o vi.
Fico à disposição
Num sorriso natural;
Desejar-vos, faço questão,
Saúde neste Natal.
Rosa Silva ("Azoriana")
Outra recordação sorridente
Durante a entrevista de Hildeberto Franco, do "Kanal das Doze", sábado, 5 de dezembro de 2020, na minha residência de S. Carlos, freguesia de S. Pedro, concelho de Angra do Heroísmo - ilha Terceira - Açores.
Título que ele deu: Rosa Silva - A poetisa dos Milagres
Como o roseira de Japão
Dá rosas para me animar...
Que Deus nos dê então
Um Natal para gozar.
Gozar internamente,
No lar, em união,
E dizer a toda a gente:
Eu tenho pouco, mas tenho um quinhão.
Não vale a pena fugir
Das maleitas que hoje temos,
Há é que nos unir,
E em casa é que temos,
O bem que vai construir
Aquilo que mais tarde teremos.
Eu mais queria rimar,
E dizer ao mais distante,
Que o Natal não vai acabar
O Natal é nosso e do emigrante.
Haja quem tenha "Glória!"
Haja quem cante "Hosana!"
E que faça a minha história
Ser sempre "Azoriana"!
Eu não quero ter louvores,
Eu não quero ter poderes,
Eu só quero vossos amores
Naquilo que de mim leres.
Há tanta coisa escrita,
Que da minha mente sai,
Alguma menos erudita
Outra... lá vai, lá vai...
Tudo seja por quem acredita
Que tive boa mãe e bom pai.
...
Que isto não seja um trabalho
Que estás a fazer a mim
Que venha a ser um baralho
Que vai rodar ao meu fim!
Rosa Silva ("Azoriana")
P. S. Com muitos louvores e agradecimentos a todos os produtores de trabalhos audiovisuais que levam a gente à nossa gente que, muitas vezes, se encontra sozinha sem carinho de alguém, em casa, nos hospitais e nos lares de idosos.
Senhora da Conceição (um pensamento)
Senhora da Conceição
Fecha a porta de entrada:
Aos meios de comunicação
Faz a carta de chamada.
Tal como outras ocasiões
Que fogem a ajuntamento
Ficaram as orações
Rendidas a confinamento.
É apenas meu pensamento
Que estou a deixar voar:
O vírus é mais que o vento
Mais folhas faz derrubar.
E cautela com o Menino
Que também nasceu sozinho
O próprio que é o Divino
Se quer plo mesmo cantinho.
Dezembro mês desigual
No que toca à consoada;
Em cada lar haja Natal
Feito video-chamada.
"Ouro, incenso e mirra"
Agora vão ser precisos;
Espero que não haja birra
P'ra aqueles mais indecisos.
Àqueles que vivem sós
Peçam a Deus um presente:
Que se desatem alguns nós
E procurem algum parente.
Que a gente seja submissa
Em tempo de pandemia:
A Cultura pode ser missa...
E benza a tauromaquia.
Rosa Silva ("Azoriana")
Árvore de Natal
À cunhada Alvarina Fortuna Costa
Até à última vou pensar
Se a tiro do esconderijo
De que serve eu a montar
Sem saber se a dirijo.
Em criança ficava horas
O presépio admirando
Sem pressa e com demoras
Ia o encanto fitando.
Agora que já não tenho
Os filhos perto de mim
De que serve o empenho
Sozinhos com árvore assim?!
Ou será que vai valer
Recordar que estamos juntos
E as luzes acender
Pra lembrar belos assuntos?!
Descobrir que o Natal
Jamais pode infernizar
Pode até não ser igual
Serve a Deus pra amenizar.
Alvarina minha cunhada
Que adoras o Natal
Acho que foste a culpada
Por pensar nesse ideal.
Rosa Silva ("Azoriana")
A Diana Zimbron (Parabéns no dia seguinte)
Parabéns dia seguinte
Perdoa este atraso
Mesmo assim é com requinte
Que de ti eu faço caso.
Diana dama da Voz
Fina, doce e muito clara,
Contigo não estamos sós
No tempo de cousa rara.
Seja um ano pra melhor
Para ti cara amiga.
Para todos está pior
Pouco mais há que se diga.
Da Terceira para o Pico
E o inverso também
Estas quadras te dedico
Bem como ao pai e à mãe.
Rosa Silva ("Azoriana")
Ser Bombeiro
É dar-se à humanidade
Que precisa proteção
E ser da comunidade
O centro de atenção.
É levar dentro de si
A família por inteiro
O choro 'inda não vi
À vista de um Bombeiro.
É levar e não trazer
É seguir sem hesitar
No fundo é não temer
Se volta ou vai ficar.
Bombeiro da Conceição
A Mãe na sua divisa
Esteja em cada ação
Que o Bombeiro precisa.
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S. Ofereço a Eulália Silva e a Jorge Silva, meus vizinhos.
