Pensamento

O mal não nos incomode
Porque o bem a todos cabe;
A vida de quem não pode
É dif'rente de quem não sabe.


29/12/2019


Rosa Silva ("Azoriana")

Herança

Dou comigo a matutar
No que vai ser o meu fim
De tanto que fiz rimar
Para os outros e por mim?!

Direitos de autor doar?!
Como beijos de alfenim...
Ou simplesmente pensar
Que nem tudo morre assim.

A viagem é tão veloz
Para cada um de nós
Que nem tempo se resume.

É preciso é ter amor
E alguém nos dar valor
Como o fogo dá ao lume.

Rosa Silva ("Azoriana")

Jantar de Natal da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense - 2019

Obrigada à Sociedade
Filarmónica da Serreta
Jantar da Natividade
Celebra a sua faceta.

Obrigada novamente
A toda a organização
Para verem sua gente
Em confraternização.

Músicos e familiares
Grandiosa Direção
Sortiram os paladares
Na saborosa refeição.

Louvo em especial
O convívio de alegria
Feliz foi este Natal
Meu berço e freguesia.

Rosa Silva ("Azoriana")

1° Aniversário da nova morada de CBS

1° Aniversário da nova morada de CBS Clarisse Barata Sanches (aos 91 anos)

CBS

Minh'eterna boa amiga
Que a Jesus foste ver...
Não há hora que não diga:
Que alegria tens de ter!

Cada dia que prossiga
No Céu a resplandecer...
Na Terra não há fadiga
Há saudade podem crer!

Saudade de uma Goiense,
Da Coimbra estudantil,
Que eu vi depois de abril...

Saudade que a nós pertence
Do muito que bem escreveu
Para o Bem de quem a leu.

25/12/2019

Rosa Silva ("Azoriana")

Ser d'O Menino de Belém

Feliz Natal

Hoje o dia é uma tela
Que de cinza se vestiu
A nuvem também é bela
Arrefece o que cobriu.

E o sol fica atrás dela
Faz assim o seu desvio
A estrela é a donzela
Que mais brilhante se viu.

Hoje da noite p'ró dia
Vai nascer a madrugada
Entre a mesa recheada.

Ai quantos sem alegria
Sozinhos sem ter ninguém...
São do Menino de Belém!

Rosa Silva ("Azoriana")

Feliz Natal e um 2020 sem outro igual.

Neves Ávila

Que sejas sempre alegria
Para ti e para nos dar
Tenhas Deus por companhia
Na tua família e lar.

Que sejas o sol do dia
Para a todos animar;
Estrela que também guia
Quem de ti se aproximar.

Que tenhas Feliz Natal
Com a família geral
Que te vou lembrar por aqui.

Põe na árvore da vida
A tua prima querida
Que gosta muito de ti!

Rosa Silva ("Azoriana")

Estatísticas 2019 do meu blog

Olá, cara equipa do SAPO Blogs,

Escrevo estas linhas para vos agradecer a amabilidade em enviar-me, via e-mail, as estatísticas relativas à atividade bloguista de 2019, praticamente no fim.

Gostei de saber de tudo, de uma maneira geral e pessoal. Reparei que há poucos posts a usar a palavra "perdoar" (431) e mais com "azar" (636). Há mais a gostar de "chocolate" (1.729) e, ainda se escreve sobre "chefe" (2.404). O aumento vai para a "sorte" (3.848) e quando se trata de "viagem" (5.901). Um bom lugar tem a "família" (12.076) enquanto que o "amor" (15.296) impele a escrever com maior frequência.

Na parte que me diz respeito, deixei 253 dias sem posts (a ver por um ano), porque postei 112 até esta data. Apenas 2 reações se contam e também poucos comentários (10). Fico triste mas percebo que as redes sociais atraiam outro tipo de reação/comentários.

Mais contente estou com as visitas (6.086) e sorri com as visualizações (15.222).

Obrigada às visitas de Lisboa, Angra do Heroísmo, Ponta Delgada, Porto, Funchal, Braga, Horta, Coimbra, Vila Nova de Gaia, Amadora, Almada, Alverca do Ribatejo, Sintra, Guimarães, Aveiro, Leiria, Montijo, Viana do Castelo e Maia, oriundas de Portugal (3.951), bem como à visitas do Mundo (1.748) Brasil, Estados Unidos, Canadá, South Korea, França, Suíça, Alemanha, Bélgica, Espanha, Moçambique, Luxemburgo, Reino Unido, Holanda, Cabo Verde, Itália, Austrália, China, Macau, México e Paraguai, e às restantes (387).

De facto, Lisboa (899 visitas), Angra do Heroísmo (762), Ponta Delgada (503), Porto (452), Funchal (110); Brasil (965), Estados Unidos (358), Canadá (158) fazem os três dígitos merecerem destaque.

Sem sombra de dúvida que a terceirense das rimas já teve mais companhia diária, semanal, mensal e/ou anual. Este blogue teve início em 09/04/2004 e já transpôs o 09/04/2019 (quinze anos e mais oito meses até ao presente).

A assiduidade é relativa, a escrita surge quando se pode ou existe algo que atraia para a rima. A prosa é sempre um gasto exagerado de palavras. Prefiro a melodia da rima na quadra que a mente estima.

Resta-me desejar melhores estatísticas para todos e para mim. Que o dia do Menino Jesus seja prodigioso em estatísticas de abraços e beijos, visto que a palavra "amor" é das mais usadas. Amar é querer bem. Simples e prática esta palavra que é a rama da vida (se lida ao contrário)

#relatório 2019

Rosa Silva ("Azoriana")


STATS BLOG2019

O Natal de "maquia"

Natal da maquia

O presépio de casa
Com relíquias "medidas"
Nenhum aqui se atrasa
Em alturas desmedidas.

Todos tem o seu lugar
Seja em baixo ou em cima
Servem para bem regar
Os versos da minha rima.

O Menino está a central
Com o Anjo, Pai e Mãe,
Tem também cada animal
Pra aquecê-lo muito bem.

No alto lá estão os Reis
(Um deles bem atrasado)
De resto são mais que seis
Numa posição do lado.

O coelho é um regalo
Está perto de José
Cá fora está o galo
Com a vaquinha ao pé.

Um padre e uma igreja,
Uma casa e um castelo,
No alto pra que se veja
Há o chafariz tão belo.

A lavadeira é então
Quem lava tudo da gente
E até os Reis lhe dão
Sorrisos como presente.

Um pastor pra descansar
Resolveu saltar a Gruta
Mandou a ovelha berrar
"Glória" (bis) já se escuta.

O Menino é tão pequeno
Que acordou de repente
Ficou logo tão ameno
Quando soube desta gente.

Pobrezinho mal se vê,
Int'ressa é que ali esteja,
Que outra posição se dê
Com a lupa Ele se veja.

Que não haja ventania
Nem visita em turbilhão
Que não passem agonia
Se aquilo cair ao chão.

A ideia até foi grata
Para quem fez a rasoira
O pior é se a gata
Passa por lá e a estoira.

Meus amigos visitantes
Convido para visitar
E também os emigrantes
Queiram também avistar.

Sejam todos mui felizes
No dezembro mês final
Lembrem das suas raízes
E se alegrem no Natal!

Rosa Silva ("Azoriana")

Antepassados paternos e maternos



Gosto de recordar os antepassados cuja maioria já não se encontra com vida terrena. Gosto de rever memórias passadas em dias de maior alegria. Gosto de partilhar quem me deu à luz e quem tanto me deu e continua a dar.

Meu avô e avó maternos morreram no mesmo mês, em dias e anos diferentes, bem como os meus avós paternos que partiram ambos no mês de janeiro.

Coroação do Espírito Santo, casamento, visitas familiares, dias lembrados, anjinhos da procissão da Quaresma, fotos de família, são recordações que marcam vidas de alegrias e tristezas que não se veem.

Orgulho-me de ter nascido na freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, da ilha Terceira - Açores, com antecedentes naturais da freguesia das Doze Ribeiras, do mesmo concelho e ilha, quando a sua natalidade foi antes de janeiro de 1862. Também me orgulha ter a costela da parte paterna da freguesia de Santo Amaro, do concelho de S. Roque, da ilha do Pico.

A árvore genealógica é sempre raiz com ramos multifacetados até à povoação das ilhas açorianas. Tenho muita pena de não conseguir encontrar todos esses ramos. Só para grandes estudiosos e conhecedores desta atividade cultural. Bem-haja a quem a ela se dedica de alma e coração com sabedoria.


Registo 4 casamento bisavós TER-AH-SERRETA-C-1881


Registo de casamento nº 4 de 1881, de Manuel Cota Machado e Rosa de Jesus

Aos vinte dois dias do mês de junho do ano de mil oitocentos oitenta e um, nesta igreja paroquial de Nossa Senhora dos Milagres, Concelho e Diocese d’Angra do Heroísmo, na minha presença compareceram os nubentes Manuel Cota Machado e Rosa de Jesus, os quais sei serem os próprios, com todos os papéis do ato corrente, e sem impedimento algum canónico ou civil para o casamento, ele d’idade de vinte e seis anos, trabalhador, filho legítimo de Manuel Cota Machado e de Josefa Rosa, e ela d’idade de vinte e quatro anos, empregada no serviço de casa, filha legítima de Francisco Ferreira Alves e de Maria Joaquina, ambos os nubentes solteiros, naturais da freguesia de São Jorge, das Doze Ribeiras, Concelho e Diocese dita, moradores nesta dita freguesia de Nossa Senhora dos Milagres, os quais nubentes se receberam por marido e mulher, e os uni em matrimónio, procedendo em todo este ato conforme o voto da Santa Madre Igreja Católica, Apostólica Romana. Foram testemunhas presentes que sei serem os próprios e Reverendo José Mendes Alves, Vigário da Igreja Paroquial de São Jorge das Doze Ribeiras, Concelho e Diocese dita, e nesta mesma freguesia morador, e José Coelho Cota, casado, lavrador, morador nesta dita freguesia de Nossa Senhora dos Milagres. E para constar lavrei em duplicado este assento, que depois de ser lido e conferido perante os cônjuges e testemunhas, comigo o assinaram o cônjuge e a primeira testemunha, e não assinaram a cônjuge e a segunda testemunha por não saberem escrever. (…).


Registo 6 batismo avó Alexandrina Cota TER-AH-SERRETA 1901

Registo de batismo nº 6 de 1901, de Alexandrina de Jesus Cota

Aos dez dias do mês de fevereiro do ano de mil novecentos e um, nesta igreja paroquial de Nossa Senhora dos Milagres, concelho e diocese d’Angra do Heroísmo, batizei solenemente um indivíduo do sexo feminino, a quem dei o nome de Alexandrina, e que nasceu nesta freguesia às três horas da tarde do dia quatro do mês de fevereiro do ano de mil novecentos e um, filha legítima de Manuel Cota Machado, pedreiro, e de Rosa de Jesus, d’ocupação doméstica, naturais da freguesia de São Jorge das Doze Ribeiras deste concelho, recebidos nesta, d’onde são paroquianos e moradores na Canada das Vassouras; neta paterna de Manuel Cota Machado, e de Josefa Rosa, e materna de Francisco Ferreira Alves e de Maria Joaquina. Foi padrinho Manuel Gonçalves Ferreira, casado, lavrador, e madrinha Balbina Rosa, casada, d’ocupação doméstica, os quais todos sei serem os próprios. E para constar lavrei em duplicado este assento, que depois de ser lido e conferido perante os padrinhos, comigo o não assinaram por não saberem escrever. Leva um selo cem reis colado e devidamente inutilizado. (…).

O Vigário Francisco Lourenço do Rego.


Registo 23 batismo Manuel G Correia TER-AH-SERRETA 1899


Registo de batismo nº 23 de 1899, de Manuel Gonçalves Correia

Aos quatro dias do mês de setembro do ano de mil oitocentos noventa e nove, nesta igreja paroquial de Nossa Senhora dos Milagres, concelho e diocese d’Angra do Heroísmo, batizei solenemente um indivíduo do sexo masculino, a quem dei o nome de Manuel, e que nasceu nesta freguesia às sete horas da manhã do dia vinte oito do mês de agosto do ano corrente, filho legítimo de Manuel Gonçalves Correia, trabalhador, e de Maria Delfina, d’ocupação doméstica, naturais desta freguesia, onde foram recebidos, d’onde são paroquianos e moradores na Canada do Sono; neto paterno de Manuel Gonçalves Correia, e de Gertrudes Magna, e materno de Manuel Gonçalves Martins e de Rosa Delfina. Foi padrinho António Pamplona Corte Real, casado, capitão do exército, e madrinha Emília Magalhães Pamplona, casada, d’ocupação doméstica, os quais todos sei serem os próprios. E para constar lavrei em duplicado este assento, que depois de ser lido e conferido perante o padrinho e a madrinha, comigo o assinaram. (…).

O vigário Francisco Lourenço do Rego.

Nota: Não leva selo por ser pobre.


P.S. Podem existir algumas incorreções na transcrição dos manuscritos antigos por terem letra, por vezes, impercetível.
Rosa Silva ("Azoriana")

Ventre de algodão (Saudade)

Saudade

Sou como peça partida,
Uma ave tão ferida,
Uma estrada sem ocaso…
Uma triste ilusão
Com o coração na mão
E uma flor sem ter vaso.

Sou como borboleta morta,
Uma serra que não corta,
Um pé sem ter sapato…
Sou vidro todo riscado
Com tormentos do passado
Verdadeiro desacato.

Há cristais pelos meus olhos
Escorrendo tanto e aos molhos
Numa tristeza imparável.
Nestas hora de agonia
Solta-se a rima… Alegria!
Para me ser confortável.

Saudade… que também mata
E que tanto mal nos trata
Como se fosse um vulcão…
O coração incendeia
O fogo também esperneia
Num ventre de algodão.

5/12/2019

Rosa Silva (“Azoriana”)

"Cabouco do Jogo" - S. Luís - S. Bento - Angra do Heroísmo

Cabouco do Jogo



Placa de identificação
De uma morada antiga
Que serve de inspiração
A esta minha cantiga.

Cantiga de alma inteira
Que no ar me desemboca
Família da ilha Terceira
Conhecida por "Calhoca".

Cabouco virou "Calhoco"
Porventura não desdita
Aumentou e não foi pouco
Esta família bonita.

Bonita de dimensão
Bonita de bom talento
Da ilha Terceira são
Freguesia de S. Bento.

Mas antes houve uma mãe
Que era de São Miguel
Cuja pronúncia que tem
Fez uma alcunha fiel.

"Calhoca's" se reproduzem
Avôs, pais, filhos e mais
E alguns até produzem
Tema para os ancestrais.

Queria eu ser cantora
Como alguma descendência
Sou do verso detentora
E da rima sem ciência.

Quem puder fazer arranjos
Com doçura e cautela
Zé Nandes / Maria dos Anjos
Cantem a família bela.

Frederico eram três
Pelo menos que eu saiba
Conceição mais que uma vez
Na vossa voz também caiba.

Dei de mim tudo o que pude
Para encher este painel
Bom Natal, haja Saúde
Às ilhas deste batel.

Meu amor agora expresso
Por Frederico (o terceiro)
Por alma da mãe eu peço
Saúde pró ano inteiro.

E para todos que vejo
Ligados neste cordão
Um abraço e um beijo
Um grande xi coração!

4/12/2019

Rosa Silva ("Azoriana")


Para o Natal 2019 (e 146º Aniversário da Filarmónica da Serreta)

Desejo, sem exceção,
Um Natal de harmonia,
E que cada refeição
Seja vasta em alegria.

Tenho a dar meu coração
E zelo no dia-a-dia
Que a boa intenção
Seja o prato da iguaria.

Queria ser como um Anjo
Com anúncio de Bem,
Sem abuso, nem esbanjo.

Venha o Bem celestial
Do Menino de Belém
Para a mesa do Natal.

Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. Muitos parabéns pelo 146º aniversário da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense. Que a Festa seja um pensamento de alegria e felicidade para os órgãos dirigentes, os músicos e seus familiares, bem como toda a população da freguesia da Serreta residente e emigrante, de perto ou longe. A todos Bem-haja!

Estrela de Aguarela

Estrela de Aguarela



Mote

Uma casa p´ra ser bela
Precisa sempre de alguém
Que faça bom uso dela
Mesmo com pouco vintém.


Glosa

Já vos canto com clareza
Uma casa p’ra ser bela
E ter mesmo a tal beleza
Basta o brilho da janela.

A janela é a clareza
Precisa sempre de alguém
Que mande embora a tristeza
E dê vida ao que se tem.

Ninguém dê má paga à vida
Que faça bom uso dela
A vida p’ra ser sentida
Tem de ser como aguarela.

Uma aguarela de cores
Mesmo com pouco vintém
Retira a Nuvem das dores
Dá a Estrela que convém!

03/12/2019

Rosa Silva (“Azoriana”)


Para o dia 8 de dezembro 2019

Domingo em oito celeste
Da Virgem da Conceição
D'um mundo em oração
O Santuário se veste.

A ode que se lhe preste
Com a mão no coração
A Mãe se torna visão
No alto de um cipreste.

Sonhei com Nossa Senhora
Em velha Festa anual
Do Altar perto da serra…

Alegria visto agora
Na minha ode informal:
Volta, volta à nossa Terra!

30/11/2019

Rosa Silva ("Azoriana")

Sexta-feira - última de novembro 2019

Nada como um dia brilhante
Com o sol a ornamentar
A ilha e o habitante
Que por aqui quis estar.

Nada como um bom semblante
Um rosto para alegrar
O outro que está distante
Na sua ilha a pensar.

A nuvem é asa perdida
O sol é fonte de vida
É saúde ao natural.

Quando a vida se regala
Abre a janela da sala
E sorri mesmo que mal.

Rosa Silva ("Azoriana")

Imagem inspiradora

A noite fazia-se anunciar retocada com um bordado de luz lilás e ouro. Os pinheiros altos pareciam estátuas negras de braços abertos num abraço à sua chegada que adormecia o verde dos seus ramos. A paz era interrompida apenas pelo canto calmo das ondas em constante balanço terno. Ao longe, na linha intercalar de mar e céu, o reflexo de outras luzes pintalgadas num ponto central. A vida ainda florescia às derradeiras nuances da tarde. O casario resplandecia longínquo do olhar do lado de cá. A ilha, de lá, desenhava-se com a ponta do dedo a tentar acompanhar as curvas e alinhavos de pequenos montes. Só um pensamento flutuava nesta aparição: uma nova segunda-feira com uma imagem fantástica no monitor que esperava a entrada para mais uma semana laboral.

Olho para o calendário no canto inferior direito do monitor e leio "25 de" novembro de 2019... Lembro-me que daqui a um mês fará um ano que partiu a minha boa amiga CBS Clarisse Barata Sanches. Esse dia foi o seu Natal para Deus e será, se Deus quiser, mais um Natal para os que permanecerem no estado de vida terrena. Talvez por isso, e outros momentos, que a minha inspiração anda numa quietude inquietante. Gosto tanto da rima ao invés da prosa e quando a prosa navega ao toque de teclas de um teclado é sinal de que nem tudo o que parece é.

E volto deste "sonho" acordado para a vida real. Boa semana a todos(as) os(as) que pousarem o seu olhar nesta escrita de visões e recordações.

Rosa Silva ("Azoriana")

Maria dos Anjos

Vem os versos a remar
Ao compasso da maresia
Com os Anjos sobre o mar
Vem na proa a Maria.

Sua voz é de encantar
Num salmo de alegria
Um sorriso salutar
Vem na proa com Maria.

É brilhante na canção
Pérola de uma cantiga
É ilhoa nossa amiga.

É a flor do coração
Tem beleza e ternura
No mar-alto da cultura.

Rosa Silva ("Azoriana")

Os irmãos

Deus quis dar um quinhão
Da Sua eterna bondade
E assim há o irmão
Troféu de fraternidade.

Há irmão inseparáveis
Outros tanto afastados
Outros ainda miseráveis
Na tristeza embrulhados.

Há irmãos com muita sorte
Por se amarem mutuamente
Outros que a triste morte
Os levou de toda a gente.

Nesta hora, cada irmão,
Quer junto ou separado,
Deite a mão no coração
Para se sentir abraçado.

Rosa Silva ("Azoriana")

"De génio e de louco..."

"De génio e de louco…"
Dizem e com razão
Todos temos um pouco
Em qualquer ocasião.

Que esta seja uma chave
Para abrir o cadeado
E o canto de uma ave
Cante de novo a seu lado.

Minha voz também calou
A escrita a cantar
Apenas hoje voltou
Como as ondas do mar.

Deste mar açoriano
Do Atlântico prometido
Volta-e-meia, ano-a-ano,
É um verso consentido.

Rosa Silva ("Azoriana")

Menino prodígio na Cantoria

roberto_toledo.jpg


 

Diabetes - vem aí o seu dia (como os restantes)

No dia 14 de novembro comemora-se o Dia Mundial da Diabetes, sob o mote “Diabetes: Proteja a sua Família”. O objetivo deste dia é chamar a atenção para a problemática desta doença crónica, que se caracteriza pelo aumento da glicose (níveis de açúcar) no sangue.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Federação Internacional da Diabetes a diabetes é uma doença com elevada prevalência e incidência crescente entre adultos acima de 18 anos de idade, afetando atualmente 422 milhões de pessoas em todo o mundo. É uma das principais causas de cegueira, insuficiência renal, ataques cardíacos, derrames e amputação de membros inferiores.

Esteja atento aos principais sintomas de níveis elevados de glicose no sangue, tais como o aumento da sede, aumento da frequência com que urina, aumento da fome, secura na boca, visão turva, sonolência, comichão no corpo, náuseas, diminuição da resistência durante o exercício físico.

Fonte: ADSE, IP - Newsletter novembro 2019 (via e-mail)

As cores ilhoas

Rasgos de luz colorida
Matizam os nossos ares
Embelezam nossa vida
Dão magia aos olhares.

Acendem as perspetivas
As nossas cores ilhoas
E ao verso incentivas
Nas rimas que apregoas.

Que lindo é assim termos
Motivos para ficar
Na sina também obtermos
Qualquer cor a balançar.

Minha terra, meu sentido,
Pão nosso de cada dia
Mais o tom enaltecido
Das cores da alegria!

Rosa Silva ("Azoriana")


Inspirada na foto de Sara Botelho

Feliz Pão-Por-Deus!

Hoje pouco já se conta
De outros tempos vividos?!
As Bruxas tomaram conta...
Fica o Pão dos esquecidos?!

Mas as crianças Senhor
Ainda levam a "saquinha"
Com ternura e amor
Pedindo uma esmolinha.

Quando iam os meus filhos
Com a "saquinha" na mão,
Nos olhos viam-se brilhos
Com a saca cheia então.

Ó saudade da minh'alma
Que me tiraste este dia...
Já não vou com pouca calma
À oferta da alegria.

Sua graça Alexandrina,
Minha madrinha do Crisma,
Neste dia era divina
"Nota verde" era uma cisma.

Brinde aquele que puder
A sua gente amada
Com a palavra qualquer
E viva a "soca rajada".

Rosa Silva ("Azoriana")

Para os amigos Maria e Helder

Gosto muito de vocês
Com alegria quanta queira
E por mais que uma vez
Já vos vi na nossa Terceira.

Vizinha do cantador
Que do Helder era pai
De chapéu sempre um senhor
De um tempo que já lá vai.

Andava eu a estudar
A caminho da cidade
E com ele a conversar
Tão nova na minha idade.

De cantigas não falei
O Barbeiro nem sabia
Que as falas que não rimei
Seriam minha alegria.

Beijinhos de
Rosa Silva ("Azoriana")

Flores para Maria do Carmo

Rosas alvas de ternura
Rosas rubras de amor
Vão tornar a sepultura
Um jardim de santa flor.

Arranjos que a todos una
No terceiro ano passado
Maria Carmo Fortuna
Merece o que lhe é dado.

Está no Céu de boa fé
Foi crente na oração
Pedia para ter ao pé
O terço pra seu bordão.

Cada conta que pendia
Das suas mãos fraquejadas
Por cada Avé-Maria
As flores por ela amadas.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pela tua e pela minha...

A mãe é sempre mãe
Na vida e depois dela
É palavra que tem
O amor todo nela.

Rosa Silva ("Azoriana")

Artigo(s) de uma sexta-feira

Boa escrita


DIÁRIO INSULAR 18.OUT.2019 OpINIãO |11|

Recebido através de um amigo emigrante nos EUA

Bom dia

É a segunda vez que recebo o jornal DI em pdf via eletrónica do amigo emigrante nos EUA. Achei estranho e, ao mesmo tempo, algum interesse. Uma forma de ter as novidades de cá (primeiro) através da encomenda de lá, veja-se, em vez de uma saca de encomendas com o perfume característico americano e palpável (com roupas, "candins" e bonecas de "abrir e fechar olhos" - que encanto!) vem agora um luxuoso documento de se ler via monitor de um computador pessoal (…).

O que mais me atraiu (e li dupla vez) sempre com um sorriso a cirandar foi precisamente a página 11 e o título "Toiros de esferovite e comida vegetariana", de João Rocha. Conheço há muito o titular mesmo que as palavras faladas não sejam de abundância. Um olhar basta, junto com algum sorriso, conforme o trajeto seja de mais longe ou de perto. Não tenho muito à-vontade para me exprimir oralmente... gosto mais de rimas escritas (…).

Depois desta resenha toda... é só para agradecer a sua escrita, a sua pontaria de humor inofensivo, a sua força e vontade de fazer prosperar a escrita jornalística que, no caso do DI, ainda circula em papel. Um papel que serve para mais tarde se recordarem histórias e acontecimentos (nos arquivos de pompa e circunstância), limpar os vidros ao ponto de ficarem com um brilho fabuloso, aguentar as cascas de batatas que, hoje em dia, até se podem fritar e comer como "entrada" em alguns restaurantes de nome ou "tascas" com status, onde o dinheiro rola como se houvesse abundância de um nada, que piorou bastante após essa maldita conversão (do escudo para euro) que nos vai matar à fome qualquer dia... ou passaremos a comer as raízes de tudo o que é hortícola ou frutícola de quintais mingados de sementeiras... e, por aqui me fico, não vá estragar a beleza do seu artigo que merece um aplauso de pé!

Em resumo: há que incentivar os jovens (e adultos, ou menores) a excluir o alcoolismo, a droga e os produtos que matam subitamente ou com uma nódoa de dor quase invisível mas perfurante de tudo o que faz viver com saúde.

Grande abraço e "um olá" nem que seja só de olhar.

Rosa Silva ("Azoriana") - gosto desta alcunha que me abeirei e vai servindo para me encher um blogue de rimas terceirenses.

13 de outubro de 2019

Fica para a história. A 13 de outubro de 2019 o grupo coral da freguesia da Serreta participa na Eucaristia da Sé Catedral, bem como alguns dos músicos da Filarmónica Recreio Serretense. Que o Salvador os abençoe e a Santa Mãe também.

É uma alegria para mim por ver família e amigos neste dia feliz.
Optei por ver através da VITEC, em direto, para estar mais atenta e apreciar a Palavra de Deus e os cânticos.

"A lepra do mundo de hoje" é a expressão que fixei. Tudo verdades.

Ofereço-vos:

13 de outubro de 2019

Bendita Senhora da Luz,
Do Sol e das Maravilhas,
Gerou seu Filho Jesus
Que deu nome a uma das Ilhas.

Terceira de Jesus Cristo
Do Salvador do Mundo
De louvá-la eu insisto
No meu verso mais fecundo.

Santa Mãe de todos nós
Rogai por nós pecadores
No silêncio a minha voz
Seja canto de Louvores.

Por Fátima hoje se ora
O lugar tão favorito
Luzente Nossa Senhora
Milagre de Sol bendito.

Rosa Silva ("Azoriana")

Para Zé Nandes - A tua mãe Fernanda

Tão querida a tua mãe
Que do Céu te olha bem
Nesta hora de alegria.
Tinha um olhar celeste
E teu sorriso lhe deste
Com o canto da poesia.

Sua alma está contente
O seu filho brevemente
Reparte o pão divino.
Faz da vida uma oração
Com amor e devoção
No fim canta o seu hino.

Zé Nandes tu és ternura
De tradição e cultura
Espalhas a emoção
Quando tiras o chapéu
Que mesmo sendo o troféu
É forma de gratidão.

Canta, canta à maneira
Que lembra a ilha Terceira
Com a graça que Deus dá;
A força do improviso
É o dom que é tão preciso
Nas terras do Canadá.

Uma rosa na lapela
É oração para ela
Que da Terra pró Céu anda
Junto a Matilde a sorrir
Minha mãe lhe vou pedir
Um beijo para a Fernanda.

A Matilde com a Fernanda
A cada um de nós manda
A bandeira da ventura
Dos lábios sinto seu beijo
E a graça do desejo
Que se faça o Bem que dura.

Rosa Silva ("Azoriana")


P.S. Eram lindas as nossas mães…


Fernanda e Matilde

Cores da Festa Brava

Parecem lápis de cores
Colorindo o arraial
Na Terceira, dos Açores,
Este é o cenário ideal.

A tourada é afinal
Caso de alegria ou dores
Se há marrada coisa e tal
Faz nódoa aos recetores.

Quem sabe lidar o bicho
Por amor ou só capricho
Não se vê atormentado.

Cada um faz o que quer
Viva o Bravo que fizer
Arraial movimentado.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Inspirada in "AZOR+"

Rima de ilhoa

As ilhas tem outra cor
Na pequenez do seu nada
O verde tem seu valor
E o azul maior camada.

As ilhas tem outro cheiro
Natureza perspicaz
Tem um quadro pioneiro
Em tudo o que o ilhéu faz.

Só quando a mãe natureza
Se exalta em algum dia
Faz pausa na sua beleza
E um traço na alegria.

Mas ao passar da tormenta
Volta a ser pura e bela
Naquilo que não sustenta
Nós cuidaremos dela.

Ai tanto que eu já vi,
Nestes rochedos do Mar,
Com a Terra aprendi
O que tira e pode dar.

E quando há réstia de medo
Aprendi ao Céu orar
Olhando a Cruz do segredo
Que faz o medo passar.

Em oitenta nasci de novo
Numa ilha a balançar
Entre pedras e um povo
Que reconstruiu o seu lar.

Brinquei, chorei e... sorri,
Amei ao ritmo de ilhoa;
E se ainda estou aqui
É p'ra rimar sem que doa.

29/09/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

Dedicado a Paulo Jorge Martins Ávila (e sua resposta)

É cantador calmo e fino
Com recorte inspirado
Tem proteção do Divino
E a fama do seu lado.

Se à Praia um dia for
Carregando o meu alforje
Será para ir compor
Quadras com o Paulo Jorge.

De S. Carlos sou agora
E já me vejo à rasa
Não deixei Nossa Senhora
Mas deixei a minha casa.

A Serreta não me escolhe
Pra cantar na freguesia
Talvez para mim não olhe
Com os olhos da cantoria.

No Pezinho de Luís Bretão
Estive na tua fileira
Segui minha inspiração
Feliz à minha maneira.

Estava aquela casa bela
Cheia de gente ouvinte
Há onze anos fiz naquela
A primeira e a seguinte.

Nossa moda do Pezinho
É um canto de doçura,
Uma graça, um carinho
A quem ama a Cultura.

Não me vou alongar mais
Neste que é vício meu
Quando achares que é demais
Responde com o canto teu.

Rosa Silva ("Azoriana")

Resposta de Paulo Jorge Martins Ávila:

Ó grande cantadeira
Ó exímia poetisa
Ó pérola da Terceira
Ó jóia que improvisa.

Ó deslumbrante poetisa
Ó sílaba e mestria certa
Ó humildade de alegria
Ó perfil minha porta aberta.

Ó Rainha a Deus consagres
Ó profecia pura da serra
Ó brisa sabes, os milagres
Ó briosa só fora da terra.

Ó alegria do pezinho
Ó coração de bondade
Ó riso de tanto carinho
Ó pureza de humildade.

Ó pulsar do coração
Ó circular da veia fria
Ó sábia o Luis Bretão
Ó brio ele sabe de poesia.

Ó estimulante fulgor
Ó sincero coração
Ó Rosa o que tem valor
Ó voz entra na casa do Bretão.

Ali é a Catedral das cantigas
Lá se encontra verbo amar
E levas o selo para que sigas
Direta para o palco cantar.

A minha época passou
Dizem os pensamentos
Sou um pano que voou
Para estes novos talentos.

A improvisar nada faço
Por ser pobre no improviso
Dedico-te um beijo e abraço
E estou às ordens se é preciso.

29/09/2019

Paulo Jorge

Rainha da Cantoria - Maria Angelina de Sousa

♡ Rainha da Cantoria ♡
Foi a nossa cantadeira
Turlu que bem ficaria
Na sua ilha Terceira.

Importante foi a vida
E a morte também é
Quem dera fosse movida
Pró lugar da sua fé.

São ossos, direis, apenas,
Numa frase muito calma,
Mas discordo dessas cenas
Porque também conta a alma.

A alma de Angelina
Está coroada no Céu
Onde conheceu doutrina
Foi num pedaço ilhéu.

E junto do seu Charrua
Que sepultura já tem
E a linda rima atua
Em memória do seu bem.

Falta apenas a missão
De juntar outra vontade
A rima do coração
De Charrua com saudade.

Se não entendes explico
O que eu quero dizer:
A Mário Costa indico
Foi ele quem deu a saber.

Em vida Turlu e Charrua
Dedicaram entre si
O que previam na sua
Sextilha... só uma ficou aqui...

Rosa Silva ("Azoriana")

Cantoria no feminino

Queria ser a fundadora
De uma nova maresia:
Da mulher ser a autora
De cantar na Cantoria.

Seria um atrevimento
Para essa nova rodada
Quem tem dom faça o momento
Ter a quadra inspirada.

De mulheres a cantar
Boas a gente já viu
Com homens a acompanhar
Pezinho e ao desafio.

Mas um leque de mulheres
Nas cantigas populares
São flores e bem-lhe-queres
Vozes sorrindo aos ares.

Rosa Silva ("Azoriana")

2019/09/26. Pezinho em casa de Luís Bretão

Minha primeira quadra do Pezinho:

Ó inspiração vem a horas
Para louvar Luís Bretão
E também estas novas senhoras
Que compõem a Comissão.

Segunda quadra do Pezinho:

Há onze anos estive aqui
E regresso hoje contente
Porque deixo meu beijo para ti
E abraços para toda a gente.

Rosa Silva ("Azoriana")

Lava de luz (iluminação de São Carlos - Angra do Heroísmo)

Em S. Carlos da Terceira
A Festa imperial
É bela de tal maneira
Lava de luz excecional.

Em S. Carlos à cimeira
Há mulheres no mural
Todas querem verdadeira
Festa tradicional.

S. Carlos é lava em luz
No trabalho que traduz
Forças de Cetro e Coroa.

Outrora quem trabalhou
De novo se coroou
Com a luz que do Céu voa.

Rosa Silva ("Azoriana")

Parabéns à Tribuna Portuguesa (e a José Ávila) - 40 anos

A "Insónia" está comigo
E
não me deixa dormir
Faz-me pensar num artigo
Antes do "Sono" impedir.

Parabéns pelos quarenta
Anos da boa Tribuna
Portuguesa que sustenta
A quinzena que nos una.

É quinzenário Modesto
Da Califórnia querida
Ao qual por vezes empresto
A rima de minha vida.

A quem tudo dá por ela
Esteja sempre inspirado
Por tudo o que lemos nela
Um sincero obrigado!

Setembro 2019

Rosa Silva ("Azoriana")

Amo-Te

Amo-Te Mãe soberana
Na Serreta é teu altar
Da Terceira, açoriana,
Onde quiseste morar.

Sais à rua na semana
Que Jesus quis afirmar
O teu Sol que é Hossana
Por onde hás de passar.

Mãe de Ti tenho saudade
Mesmo estando presente
Onde foi o meu nascente...

Mãe de Cristo tem piedade,
Perdão para o meu pecado
De aí não ter ficado...

Rosa Silva ("Azoriana")

Aos pastores do "Ti Humberto"

A corda de cedro em baga
Ilude as mãos dos pastores
Que Deus lhes dê a paga
Por enfrentarem tais dores.

O pastor é homem forte
Com chapéu bem protegido
É quem não teme a morte
Se por toiro for colhido.

Mas a força do Bom Deus
Dá-lhe amparo e coragem
Por amor aos toiros "seus"
Nunca deixa esta viagem.

Volta acima, volta abaixo,
Vira em frente, vira ao lado,
Da corda fuja debaixo
Pode ficar lesionado.

A corda é mais que o toiro
Quando é dada a "pancada"
Livra-te dela no coiro
É pior que uma marrada.

"Adeus" linda freguesia
De pequena és a maior
Guarda a minha poesia
Ao pé de outra melhor.

♡ Escrito no bar da Sociedade Filarmónica Serretense com todo o meu carinho. ♡
11/09/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

"Maria vestida de sol"

Mãe nossa, Virgem Mãe!
Mãe do Filho tão amado,
Guardiã do nosso bem
Fazei-o melhor e grado.

Mãe de Cristo que a nós tem
Por ter sido crucificado
Intercedei por nós também
E tira de nós o pecado.

"Nós somos a gota de água"
Que corre nos lábios da fé
E desagua no coração...

"Nós somos povo sem mágoa"
Peregrinos gratos a pé
P'lo sol da nossa Oração!

8/09/2019

♡ O povo da Serreta ♡

Rosa Silva ("Azoriana")

Ó lindo verde!

Esperança
De encontrar o azul
Que em mim balança
E me abriga
Na ternura quase lenta
Do meu pensar
Em leve brisa que espiga.

Rosa Silva ("Azoriana")

Amazona - a linda "Ventania"

Do sentido da Amazona,
[De crina ornamentada
Saltitando brincalhona]
No teu corpo reclinada.

De ti nem sequer sou dona
Só por ti estou admirada
Vendo que és a "persona"
De uma tela tão dourada.

Teu corpo vai ondulando
Num passo que alguém conduz
E no prado a mim seduz...

Porque em ti estou pensando
No esplendor da natureza
Que recordo ter beleza...

Rosa Silva ("Azoriana")

Viva a Senhora do Parto

Foram dez cantadores
Dez vozes encantadas;
Duas ilhas dos Açores
Em conversas rimadas.

De cantigas não me aparto
Em terrenos que não são meus
Viva Nossa Senhora do Parto
E viva João de Deus.

Não houve a desgarrada
No fim vieram cantigas
Eu fiquei bem fascinada
Com as pessoas amigas.

Foi a primeira vez que ouvi
Cantoria neste lugar
E não me arrependi
Da minha casa deixar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Flor sagrada

Ó Maria imaculada
Seu ventre é a Flor sagrada;
Mostra a rosa ao Menino,
Do seu Pai, o Deus Divino!

A rosa mais perfumada
Na oração consagrada:
Pétala de Amor tão fino,
No Jardim do peregrino.

Viva a Flor de Vida e Graça,
Num poema que se abraça,
De um coração tão mole.

Vem amparar nossa gente,
Que à Flor chama somente:
"Ó Mãe vestida de sol!"

Rosa Silva ("Azoriana")

Escrevo como quem lê

Escrevo como quem lê
Na pressa de acabar
E hoje, nem sei porquê,
Acabei de começar.

Uma cópia de contista
Que contos soube escrever
A minha pressa conquista
Pra depois quem quiser ler.

Há gente açoriana
Que partiu, sem partir,
Ficou sendo soberana
Na tela de construir.

Livros são como castelos
Encimando uma Bandeira
E quando os textos são belos
Honram a ilha Terceira.

A escrita não é minha
É de quem escrevia bem
E do muito que já tinha
Mais merece o que convém.

Bel' estante ornamentada
Com jeitosas «coleções»
E que seja visitada
P'ra criar grãs emoções.

Rosa Silva ("Azoriana")

Assunção de Maria

Subiu Nossa Senhora
Ao Céu de corpo e alma
De nós nunca foi embora
Vive para nos dar calma.

Atributos diferentes
Mantem Ela toda a vida
É Senhora dos doentes
Saúde lhe é pedida.

É Senhora do Amor,
Dos Milagres e Belém,
Do povo que dá valor
À querida e Santa Mãe.

Viva, viva Santa Maria!
Virgem Mãe imaculada,
Viva, viva o seu dia
Em agosto adorada.

Rosa Silva ("Azoriana")

Para os emigrantes

A ilha é sempre bonita
Vai contigo onde fores
Quem no amor acredita
Nunca esquece os Açores
É como um laço de fita
Com as suas nove cores.

Um brinde a quem adora
Falar da ilha Terceira
Mesmo quando vai embora
Leva Brasão e Bandeira
O cetro e Nossa Senhora
E uma lágrima na carteira.

Viva a Terra onde nasci
Dela não vou esquecer
E do tanto que escrevi
Fica o meu bem-querer
Foi na rima que senti
Alegria de melhor viver.

Mais feliz fico ainda
Quando alguém me aprecia
Por louvar a terra linda
Do canto e da cantoria
Um amor que jamais finda
Quer de noite quer de dia.

Um abraço de maresia
Uma flor feita de beijos
Uma cesta de alegria
A festejar os desejos
Da alma de fantasia
De mil danças e festejos.

Rosa Silva ("Azoriana")

Lançamento do livro de João C. Bendito, na BPARLSR, em Angra do Heroísmo

Livro de João C. Bendito

Capa do livro de João C. Bendito
"Barro Vermelho - Ilha Branca - Histórias da Graciosa"

Álamo Oliveira  Apresentador

Apresentação do livro pelo poeta Álamo Oliveira

Autor do Livro

O autor do livro presente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro

Nota importante:
Já comecei a ler e recomendo que todos, os que poderem,
se deliciem com uma escrita maravilhosa
sobre um passado (que continua presente)
para memória futura, de vivências na ilha Graciosa,
de um angrense emigrado mas com lembranças inesquecíveis
bordadas de uma bela inspiração.

Angra do Heroísmo, 12 de agosto de 2019, pelas 20:00.

Ó linda terra...

Vista do Monte Brasil

Bela península angrense
Cinzelada pela aurora
Bela terra terceirense
Que vai com quem vai embora.

Belo mimo que me dá
Na manhã de qualquer dia
Sempre há quem volte cá
Pela vista que irradia.

Vem à Terra de lilases
Vem à fortaleza chã
Testemunhos são capazes
De bordar cada manhã.

Viva Angra do Heroísmo
E seus calmos arredores
Inspiras o meu lirismo
Bendigo teus pormenores.

Rosa Silva ("Azoriana")

Rimas de ilhéu (dedicadas a Zé Nandes)

"Salve ó ilha Terceira
Viv'ó meu rico S. Bento
Fiquei órfão da verdadeira
Mas nasceu o meu talento.
"

Podia assim começar
Uma quadra tão ligeira
Porque lhe sabias dar
A volta à ilha inteira.

Meu amigo vai avante
Tens agora essa missão
Desde que és emigrante
É maior teu coração.

Podes tu de mim falar
Porque o sabes fazer bem;
O mesmo tenho de rimar
Por alma da minha mãe.

Rosa Silva ("Azoriana")

Foto de Zé Nandes aqui

Tempestade de verão

De repente há temporais
Tempestade de verão
Se o mar encher demais
À terra vem inundação.

Somos montinhos de terra
No topo do mar imenso
A água tudo descerra
É mais forte do que penso.

Mas também na mesma hora
Quando a nuvem se desfaz
Pára a chuva, vai embora,
E lá vem o sol atrás.

Portanto tenho razão
Para ao verso dar a rima:
Tempestade de verão
É breve e sai de cima.

Rosa Silva ("Azoriana")

Tourada na Fonte da Vila de S. Sebastião - Toiros do Ganadero do Povo

Há hortênsias pelo chão
Há hortênsias pelo ar
Há hortênsias no verão
Para a tourada brilhar.

Há o guarda-sol na mão
Há capinha a manobrar
Há gente até mais não
Na tourada a brindar.

Que Ti' Humberto Filipe
Que neste mundo foi VIP
Seja Luz da humildade...

Lembro que José Manuel
Esteve hoje na Ratel:
Um ano pela Saudade!

09/08/2019

Rosa Silva ("Azoriana") 

Videoteca do Raminho - Terceira - Açores

Um tesouro no Raminho
Videoteca de primeira
À Cultura dão carinho
E aos cantadores da Terceira.

Vasta obra tão antiga
Numa sala adequada
Valoriza a cantiga
Pelos antigos cantada.

É com admiração
Que louvo a freguesia
Que deu melhor atenção
À riqueza da Cantoria.

Agora podemos ouvir
Ler o espólio adorado
Raminho deixa florir
No moderno o passado.

Manuel Tomas meu amigo
Teu nome eu vi por lá
Pena não estares comigo...
Saudade é Canadá.

Inaugurada a 3 de agosto
Em tarde risonha e quente
Grata estou com muito gosto
Graças a ele estive presente.

03/08/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

Ilha da montanha

Pico na minha mão

O Pico é rei imponente
Que abençoe as rainhas
Ilhas de um mar somente
Que inspira as minhas linhas.

Pico que grita saudade
Bem do alto, chega ao céu,
E a minha alma invade
E invade o povo ilhéu.

Quem me dera lá voltar
Antes que dele me aparte
Ouvir o mar a cantar
Mistérios por toda a parte.

Pico ó viva montanha
De coração a bater
Fazes parte da façanha
De quem te consegue ver.

Rosa Silva ("Azoriana")

Louvo Zé Nandes

A "Voz da Saudade"
É afinada e cortês
Grava com profundidade
O coração português.

Zé Nandes se apura
Na sua "Voz da Saudade"
Leva a nossa cultura
Com mais criatividade.

Canta, fala e agradece
Em terras do Canadá
Portanto ele merece
O louvor que a rima dá.

Não esqueças o teu canteiro
Na tua ilha Terceira
Será sempre o primeiro
Para a tua vida inteira.

29/07/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

Último domingo de julho 2019

20190728

Navego num bote de ideias
Feito lembranças antigas
Até me fogem cantigas
Ou deixo palavras meias.

A rede brota para as cheias...
Búzios e conchas abrigas,
(No bote as chamo de amigas...
Na praia choram areias).

Trinta e quatro conchas perdi
De uma vida que já vivi
(Três e quatro soma sete).

Quase sete também conta
A parte que não desponta
Nem no bote se repete.

[28/07/1985] = 34 = 7

28/07/2019 - 2012 = 7
Rosa Silva ("Azoriana")

Meu papel

No pergaminho da vida
Há alegrias e dores
Jamais será esquecida
A beleza dos amores.

No pergaminho da alma
Floresce o que é de bem
A doçura e a palma
Por alguém que não se tem.

Já fui papel de sebenta
Já fui linha de saudade
Tive folha de água benta.

Quando for levo comigo
- Serreta na intimidade -
Que também fica contigo.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: escrito na viagem da urbana das 8 horas

Dr. André Bradford... 18/07/2019

Dr. André Bradford

Descansa em Paz Dr. André Bradford! Sentidas condolências à esposa Dulce Teixeira Bradford, seus filhos e a todos que, tal como eu, sentem uma tristeza enorme com esta partida repentina. Ficará nos corações do quem o amou e/ou gostava dele...

Rosas de Arões

Rosas de Arões

Ó rosas de duas santas,
De multicores em Arões,
Nos meus olhos sempre plantas
A maior das gratidões.

Portugal de rosas tantas,
Perfumam os corações,
E o meu amor adiantas,
Creio que são meus brasões.

Viva Arões e suas rosas
No seio de toda a gente
Que em Fafe é residente.

Viva as roseiras bondosas
Que rodeiam familiares
E nos brindam com bons ares!

Rosa Silva ("Azoriana")

Pentecostes 2019




Bendito e louvado seja
O Divino Espírito Santo
Este vinho que Ele beija
Sirva de cura ao pranto
E feliz também se veja
Quem do Dia gosta tanto.

9/6/2019
Rosa Silva ("Azoriana")


Espírito, espírito...

Deixemos de nos chamar
Por aquilo que até somos
Pois no fim o que ficar
É do que na verdade fomos.

Se a escrita florescer
Enquanto a vida quiser
Jamais pára de crescer
Após o bem que fizer.

Minha quadra hoje é pobre
Na sua elaboração
Importa é que seja nobre
De ouro a intenção.

Pentecostes a c'roar
A fé da Região Açores
Abençoa o meu rimar
O povo e meus leitores.

9/6/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

Dei de mim tudo o que pude!

O mote

* Dei de mim tudo o que pude *
* A mais não sou obrigada *
* A todos haja saúde *
* E uma vida relaxada.*


Glosa

* Dei de mim tudo o que pude *
Sabeis que isso é verdade
Porém alguma atitude
É fruto de alguma idade.

Subo montes, ando em vales

* A mais não sou obrigada *
É forçoso que me cales
Se me vires transtornada.

Preciso de alguém que ajude
E entenda qualquer dor

* A todos haja saúde *
Muita fé e mais amor.

Se ouro e prata eu já vi
Foi muito pouco ou nada...
Só o bem se veja aqui

* E uma vida relaxada. *

31/05/2019. Angra do Heroísmo
Rosa Silva ("Azoriana")

Mural Taurino da Rotunda das Figueiras Pretas - S. Pedro, Angra do Heroísmo

Programa do Dia da Freguesia

Mural Taurino

Mural Taurino da Rotunda das Figueiras Pretas - ilha Terceira

- Vacas e toiros correndo;
Aguilhadas e pastores;
E os cães que vão tecendo...
A ordem aos corredores.

Ó Terceira brava ilha
Desde os tempos de outrora
Na arte a maravilha
Que a gente vê agora.

Sou grande admiradora
De quem se dá à cultura
Valoriza a detentora
Imagem de arte pura.

D. Fátima Fernandes Ferreira
Deixa marca de ternura
Em S. Pedro da Terceira
Onde expande arte e cultura.

Dou louvores ao artista
Que desenha com clareza
O nosso aplauso conquista
Por nos dar tanta beleza.

Bem-haja o nosso povo
Em tudo o que se faz
Não me canso e mais louvo
Da forma que me apraz.

18/05/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

Ondas de alegria

Desejo que o sol espalhe
Com seus belos raios de luz
Na ilha que acende Jesus
A cor da vida num detalhe.

Quero que a brisa nos atalhe
Ao chão onde o verde reluz
E a ilha se renda em jus
À onda que de amor calhe.

Na onda estou em pousio
Sem estar em barco ou navio
Na terra que me dá brilho.

Minha onda sai da razão;
Maio anima o coração
Da mãe que vê chegar o filho.

11/05/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

1° Maio 2019

Tourada nas Fontinhas
(direto da Ratel Web Video)

Boa tarde na primeira
Tourada do "Maio"
Viva o povo da Terceira
Que nem precisa ensaio...
Por ser da ilha toureira
Já numa sextilha caio.

Viva Mário J Lima
Já presente na tourada
Aqui estou com minha rima
Cumprimento com estima
E fujam de uma marrada.

Onde andam a "batatinhas"
No cesto da tradição?!
Os pastores e capinhas
Já amparam esse chão
Na tourada das Fontinhas
Dou abraços de afeição!

É a festa soberana
Para quem a aprecia
Diz o povo não se engana
Que a Terceira é alegria
A ilha açoriana
Onde o Bravo tem primazia.

Estou a ver duas touradas
Uma aqui outra acolá
Ambas sendo visionadas
Na Terceira e Canadá
Na América admiradas
Pelos que nasceram cá.

Sai o toiro da gaiola
Com a bravura no ar
O povo a dar à sola
Pró toiro não o apanhar.
Só a capa rola, rola
Com o capinha a tourear.

No chapéu já foi prender
O santo que o esmola,
No peito consigo ver
O emblema que consola
Anda o pastor a correr
Por amor à camisola.

Casa de José Albino,
Herdeiros de Ezequiel,
Um e outro amor taurino
Que mantém povo fiel
Deem graças ao Divino
Por fazerem bom papel.

Rosa Silva ("Azoriana")

Os "Maios" da Cova da Serreta

À "A Melhor Cantoria Ilha Terceira"
- Os "Maios" da Cova da Serreta 2019


Maios


Bom dia a toda gente
Que pela Cova passar
A Cantoria está presente
Em "Maios" de encantar.

Cumprimento o meu colega
Que é boa aparelha
Vais levar hoje uma esfrega
Pela gravata vermelha.

Viva os quatro elementos
Tocadores e cantadores
Fazem prova de momentos
Lindos na Terceira Açores.

Fizeste bem em louvar
Os que estão aqui sentados
Fazem a gente cantar
Em compassos acertados.

Em nenhum canto há mágoa
Tem a garganta molhada
Nem sequer falta a água
Para a cantiga animada.

Vais cantar o dia todo
Até a água acabar
Isto não é dia de bodo
Vinho é que vinha a calhar.

Parabéns aos construtores
Desta arte fabulosa
Mostraram os cantadores
Na Cantoria famosa.

Fazer rir o nosso povo
É o lema da cantiga
Faz rir que eu só louvo
O rapaz e a rapariga.

Fica a recordação
Que me inspirou aqui
A todos minha ovação
Pela alegria que senti.

O homem tu canta bem
Não dês passada errada
Aposto que ninguém tem
"Cantoria" tão animada.

Uma família que marca
Sempre o primeiro de maio
Vão rebuscar sua arca
Pró "Maio" não ter desmaio.

Vê como estão contentes
A ouvir nossa atuação
Muita vez estão presentes
Seja em terreiro ou salão.

O Sr. "Espírito Santo"
Cujo nome é mesmo assim
Creio que ele gosta tanto
Da cantiga até ao fim.

Aquele olhar de "maroto"
A esconder um sorriso
Acho que fica no goto
Os cantares de improviso.

D. Nivéria feliz
Ao lado de uma "velhinha"
Ouve a quadra que quis
Porque hoje ela é rainha.

Penso que te enganaste
Pois não é uma "velhinha"
Foi palavra que encontraste
Para rimar com rainha.

Palmas para o cantador
Na sua melhor faceta
Entre colchas, faia e flor
Viva a Cova da Serreta!

"JoãoSerreta" que diga
Ao pessoal desta ilha
Quanto custa uma cantiga
Feita desta maravilha.

Haja prémio pela lembrança
Haja prémio pelo trabalho
Um abraço à confiança
No verso não atrapalho
Viva quem sempre avança
Com "Maios" de bom retalho.

Viva Nivéria e seu marido
E seus filhos igualmente
Com gosto foi produzido
Um quadro que agrada a gente
Jamais por mim esquecido
O louvor é meu presente.

01/05/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

Angra do Heroísmo num gostoso abraço

Bela vista da cidade
Que sempre me acolheu
E por tudo o que me deu
Há um ramo de amizade.

Património da Humanidade
Por tudo o que tem de seu
Caiu e se reergueu
Com pujança, com vontade.

É minha âncora valente,
Tem beleza e atração:
É gostoso o seu abraço!

Cidade que chama gente,
Sobretudo no Verão,
Quando se alegra o espaço.

23/04/2019
Rosa Silva (“Azoriana”)


Nota: A propósito de uma imagem de João Santos vista em "Eu sou da ilha Terceira Açores"

CBS na mocidade

Clarisse Sanches

Amavas Bom Jesus Cristo
Desde a tua mocidade;
Muito mais na eternidade
Enfim quando O tenhas visto.

Guardo tudo e não desisto
[De ti já tenho saudade]
Da grassa capacidade
Em tudo o que foi escrito.

Não queria escrever mais
Por ti não será demais
Gostavas tanto de mim...

Presente que estás no Céu,
Comanda o verso ilhéu
Na chave que vem no fim.

20/04/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

P.S. Foto de Clarisse Barata Sanches na sua mocidade. RIP

Ao Jardim da Senhora



Quem embeleza a Senhora
Com perfume colorido
Merece ter seu florido
Coração que já não chora.

Quem olha ao ir embora
Para o Altar sem ruído
Por mais que tenha sofrido
O sorriso brilha agora.

Ó que Jardim fabuloso
De um Altar milagroso
Com a Virgem Mãe querida!

Jamais nos sai da ideia
Ver a Mãe de Casa cheia
De tão linda cor de Vida!

Rosa Silva ("Azoriana")


Foto de Pedro Ivo (2014)

15º Aniversário do Azoriana Blogue - terceirense das rimas

É dia de festa?! Para mim é... para os leitores (amigos ou desconhecidos) poderá não ser tanta euforia / alegria de verem que ainda cá estou a digitar letrinhas para um mundo ao alcance de aparelho(s) que nos põem esse munho na nossa mão / visão.

Os blogues tiveram uma época de surpresa, espanto, conhecimento gradual, divulgação habitual e praticamente assídua. Hoje, passados quinze anos, tornou-se um no meio de milhares. O meu lema é ter descoberto a distração precisa, o dom da rima, o apontamento de coisas vividas, o surgir de um livro editado (e outros na esperança de edição porque estão colecionados para tal, quiçá, após já cá não estar).

Sou feliz assim. E mais feliz serei se me deres um simples "Olá!" na caixa de comentários. Se nada me disseres, eu percebo! Tudo tem o seu dia (até o perú pelo Natal).

É abril o meu mês de nascimento (dia 1) e de comemoração deste meu "filho" numa idade juvenil. Tem graça que volta a repetir-se o número "5" e desta vez, com 55 anos de idade e 15 de escritos ora rimados, ora em prosa. Declaro que rimados são a opção favorita. Bem-haja quem cá vem espreitar as novidades, até que a tecla me deixe repousar o que a mente brota em modo acelerado.

Angra do Heroísmo, 9 de abril de 2019

Rosa Silva ("Azoriana")

Recordação sorridente

Agradeço com alegria
Até me sinto feliz
P'la revelação do dia
Do trabalho do Sr. Luís.

O Kanal ilha 3
Dá a voz ao improviso
Cantoria não se fez
Só disse o que era preciso.

No dia de aniversário
Numa tarde muito airosa
Se disse algo ao contrário
Perdoem bem esta Rosa.

Fui nascida em abril
Me deram nome de flor
Sorrindo estou de perfil
Ao dom improvisador.

Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Ver o vídeo clicando na hiperligação.

Alvarina & José Costa

♡ 29/03/2019 ♡

Aos cunhados e irmã
Temos o dia para fixar
Na memória familiar
Com a rima que é sã.

Antes da tarde a manhã
Depois da luz o luar
Estrelas p'ra festejar
Na ilha de que sou fã.

Alvarina e José Costa
Gente da gente que gosta
Do sorriso em união.

Em Fafe ou na Terceira
Estejam longe ou à beira
Alegram os que cá estão.

Rosa Silva ("Azoriana")

Com 1 ano de idade

Rosa Silva com 1 ano

Mote

O sorriso permanece
Até quando Deus quiser
A lembrança não esquece
Da menina hoje mulher.


- O sorriso permanece -
Numa carinha redonda
Em sombra que reconhece
A humidade que ronda.

A Serreta foi assim
- Até quando Deus quiser -
Às vezes tempo ruim
Mesmo se o sol se fizer.

Nada em mim se enfurece
Ao recordar esta imagem:
- A lembrança não esquece -
Estamos aqui de passagem.

Meu vestidinho xadrez
Esteja lá onde estiver
Levantou só uma vez
- Da menina hoje mulher.

Rosa Silva ("Azoriana")


rosa_bebe.jpg


 

Um “adeus” à boca da Primavera

     Estamos a ver o mar inteiro, cavado a grosso, e tapando a ilha Graciosa com um véu envelhecido pelas rugas do vento. Aqui, onde sentimos o frio que pisa os ossos e o pingo do nariz é inevitável, traz-me a saudade de menina em correrias por atalhos e canadas obedecendo aos mandados dos pais.

     Hoje só restam relíquias que no passado brilhavam e eram os luxos de uma época feliz que parecia quieta e tão longe do meio século que tenho.

     O silêncio e o pó estão de mãos dadas amparando as paredes nuas e o chão sem sombra de passadas humanas. Só resta a lembrança das vozes e o lugar da mobília que, entretanto, pereceu como os donos da minha vida. Encontro pequenas recordações que me apego e levo comigo para alguém, depois de mim, encontrar (tal como eu) e lembrar-se que houve uma menina de usos e costumes de uma serra pequena (Serreta) com o sorriso do sol, vez em quando, para iluminar uma terra que me viu nascer numa tarde primaveril (de petas).

     Que não se esqueçam que fui feliz aos bocadinhos e tive o que merecia algumas vezes.

     …

     Visto da ilha Terceira
     S. Jorge parece lençol
     Escuro na cabeceira
     A meio amarelo de sol.

     ...

     Eu amo-te por me dares quem está aqui comigo a dar-me força para encarar o fim de uma meninice acabada. Adeus casa da mãe

     23 de março de 2019.

Homenagem à inesquecível e exímia cantadeira Maria Angelina de Sousa (Turlu)

Pela Turlu 23032019


Final da homenagem com sete cantadores e eu, Rosa Silva, cada um cantando, na moda do Pezinho, três quadras.


Só por curiosidade, Angelina Sousa (a Turlu) nasceu a 5 de novembro de 1907 (centenário de nascimento em novembro 2007), faleceu a 5 de janeiro de 1987 com 79 anos. Em 23/03/2019 contam-se 111 anos do seu nascimento e 32 anos do falecimento.


Depois colocarei as quadras que proferi...


Rosa Silva ("Azoriana")


 


 


 

Porquê?

Porque é que não fui cantora
Para elevar a alegria?!
Apenas compositora
Da minha eterna magia.

Porque é que sou detentora
De uma densa nostalgia?
É porque o fim apregoa
O que de mim mais fugia.

Fugia a noite da aurora
Como fujo eu agora
De abrir a boca ao desdém.

Fugia a lei da ventura
Deixando a minha ternura
No improviso do bem.

Rosa Silva (“Azoriana”)

Dia do Pai



Há o Pai porque houve Mãe
Da mente isso não me sai
Digo a ti que és Pai também:
- Um Feliz Dia do Pai!

Não há nada mais bonito
Que o amor de S. José
Que foi o Pai favorito
Para quem nele tem fé.

Tive Pai, tiveste Pai,
Ambos noutra dimensão
A lembrança nunca sai
De nos ter dado a mão.

Hoje a eles se dedica
O pensamento do dia:
Pai é aquele que fica
No filho que bem queria.

Rosa Silva ("Azoriana")

As ilhas do "Triângulo" - Pico, Faial e São Jorge

"Cais do Pico" é um ângulo
Com temas no seu alforge
Vem nos mostrar o Triângulo...
Pico, Faial e S. Jorge.

Ficamos a admirar
Toda a sua destreza
Inquietos por visitar
Tanta vida com beleza.

Lá na terra do meu pai
Que tanta saudade tenho
Da minha mente não sai
Fixei bem o seu desenho.

Santo Amaro vai à proa
Do barco lá construído
S. Jorge, santa pessoa,
A seu lado vai destemido.

No veleiro atracado
Alguém visita o Faial
Deixa o marco desenhado
Pra nada lhe fazer mal.

São três ilhas, três amores,
São três cais de maravilhas,
Trio dos nossos Açores
Que do mar são redondilhas.

Rosa Silva ("Azoriana")

Caminhos do pensamento

Matilde Correia


Perdida no pensamento
Olhando a cor da amizade
Somente a flor da bondade
Dá alívio ao tormento.

Perdida além do momento
Que privo na intimidade:
O ser flor natalidade
Para ser flor sem alento.

O corpo fica sem alma
Se torna osso de calma
No fundo da sepultura…

Quando penso me arrepio...
Todo o caminho é um fio
Onde se passa e não dura.

15/03/2019
Rosa Silva ("Azoriana")

Canteiro de Amor

Matilde Correia




Se fosses viva, ó mãe,
Hoje estarias em festa;
Teu aniversário também...
Há anos que não se presta.

Farias setenta e nove
(Foste aos sessenta e três)
E hoje só nos comove
Dezasseis anos que fez.

Bendita e louvada seja
A tua alma com Deus
É o que a Rosa deseja,
Irmã e os parentes teus.

É um canteiro de Amor
Onde floresce mais rima
Para aliviar a dor
Que tinhas sempre ao de cima.

14/03/2019
Rosa Silva ("Azoriana")


Ao Zé Pastor (José Freitas)

De raízes na Terceira
Ilha do teu coração
És Pastor de alma inteira...
Filho da nossa Região.
Nunca esqueces de cá
Do tempo de brincadeira
Vives bem no Canadá
Com a mente na Terceira.
Pastor que eu acarinho
Meu cunhado e amigo
Se te sentires sozinho
Canta um verso antigo.
Canta a tua paixão
Pelo querido S. Bento
"Capital" da tua emoção
E berço do teu talento.
Tu adoravas a festa
Carnaval era contigo
Da ilha tudo o que resta
Tens saudade meu amigo.
Não quero a tristeza
Nestas linhas que te dou
Quero só ter a certeza
Que delas alguém gostou.
Teu sorriso encantador
Fica bem no teu retrato
Um abraço ao Zé Pastor
Inspiraste o meu relato.
Se havia amizade
Ela agora é maior
Porque junta a saudade
Que dizem que é pior.
Não quero que fiques triste
Nem uma lágrima a rolar
Quero que saibas que existe
Gente que te quer louvar.
Um abraço apertado
Da cunhada e teu irmão
Estás sempre ao nosso lado
Em qualquer ocasião.

Ricardo Ávila (dedicatória)

Ricardo Ávila / Dedicatória:

Ricardo Ávila






Sabes? Gostei muito de vos ver
Naquele salão, podes crer,
Fizeste o melhor de ti;
Com gestos ou com a voz
Ao trabalho bom e veloz
Meus aplausos ergo aqui.

Sabemos que és vedeta
(Eu vi-te foi na Serreta)
E a Serreta de ti viu:
Belo papel para cantigas
No bailinho sem raparigas
Que a gente tanto aplaudiu.

Brilhou tua sapiência
Que é melhor que a ciência
Porque nasce de um dom;
Fazes bem a tua arte
Vais também a qualquer parte
E investas qualquer som.

Ricardo nem sei que diga
Em prosa ou em cantiga
Dás-nos contos, prosa e pão
Lembro do Júlio que foi
Mas continua herói
Dentro do teu coração.

Nossa luta continua
P'la Serreta "minha" e "tua"
Podia se construir
No reino da Sociedade
Uma nova variedade
Para o Povo atrair.

Deus te dê inspiração
Sejas tu crente ou não
Sejas um moço ator
Não deixes esvaziar
O dom que tu sabes dar
No palco como autor.

Viva o Carnaval da Terceira!

4/5/2019
Rosa Silva ("Azoriana")





Santuário de Fátima

A minha forma de rezar
É rima como se fosse
P'ra melhor embelezar...
Senhora de Amor tão doce.

Ao mundo fé exemplar
Pelos pastorinhos trouxe
Não mais pararam de orar
O Amor além fixou-se.

Nossa Mãe, Senhora minha,
És de Portugal Rainha,
Teu altar é a Nação.

Aumentai a minha fé
Para vincar que assim é:
Rainha da Salvação!

Rosa Silva ("Azoriana")

Sociedade Filarmónica da Serreta. "Sábado Gordo"

Agora Sim, é CARNAVAL!


A "MALTA DA SERRETA"
Nesta hora se apronta
Para tirar da "gaveta"
O Safari que nos conta.

Agora me sinto "em casa"
Vos digo com muito gosto
Minha rima não se atrasa
Mesmo com chuva e sol-posto.

O salão está mui galante
Bela obra de quem fez
Viva o nosso e o emigrante
Povo que deu por sua vez.

Ó Serreta encantada
No altar de uma montanha
Com a Senhora amada
Com pouco tudo se ganha.

Meu troféu de alma crente,
Meu amor, rima doada,
Pelo meu povo ausente
Digo que estou consolada.

Como é lindo o Carnaval
Foi com ele que nasci:
Viva o grande Festival
Como o nosso nunca vi.

2/3/2019

Rosa Silva ("Azoriana")

Flora da Serreta

Cachos azuis de afago
Recheiam pedras de lava
Hortênsias que não estrago...
No verso que se desbrava.

Frescas como num lago
Perfeitas que tanto amava
Também por elas é que trago
A Serreta que não me trava.

Azul, verdes, do meu encanto,
Pousam lindos com espanto,
No caminho de nascença.

Logo eu fico admirando
O que o meu chão vai dando...
A flora de paz imensa!

Rosa Silva ("Azoriana")

Ao Kanal ilha 3

Pela ilha com dois ou três
Convidados de talento...
Um também tem sua vez
Depende qual o evento.



Mais um Kanal da Terceira
Para quem gosta de ver
Em amena cavaqueira
Cada qual dá seu saber.



É dos Biscoitos de lava
A freguesia do vinho
Agora p'ra gente grava
E nunca fala sozinho.



Só não sei se é preciso
Dar alguma indicação
De falar do improviso
De gente que canta ou não.



Vem aí o Carnaval
Vamos muitos pró salão
Mais à frente é natural
O Pezinho onde eles vão.



O dom de improvisador
Não se estuda nem aprende
Pode ser só amador
Da quadra que surpreende.



Luís Sousa meus louvores
Por também fazer história
Em divulgar dos Açores
O que merece memória.



Em vida faço homenagem
Porque em vida sabe bem
Dá trabalho a filmagem
Mas cá fica o que convém.



Rosa Silva ("Azoriana")

Zé Nandes

Zé Nandes


Chegaste onde querias
Ó meu primo Zé Nandes
Nas asas de melodias
Num país dos grandes
Recorda-me nos teus dias
Em que melhor te expandes.

Da ilha para o Canadá
Vai um abraço apertado
Se não mais vieres cá
Sempre serás lembrado
Na vida quando se dá
Também se é recompensado.

Se um dia te lembrares
Do meu verso que rima
E para o céu olhares
Verás algo lá em cima
Se uma lágrima pegares
Será saudade e estima.

Um dia a teu lado
Me quiseste a cantar
Foi tão do meu agrado
Soubeste me encantar
Agora serás aclamado
Em terras de além-mar.

Na Serreta à Senhora
Cantaste maravilhas
Está contigo agora
Mesmo longe das ilhas
Que tenhas pla vida fora
A melhor das partilhas.

Quando olho para ti
Vejo o dom que comanda
Agora que está aí
Contigo alguém sempre anda
Aquela que tens aqui
A tua mãe Fernanda.

Não chores, não lamentes,
Segue o que tens direito,
Outro forma não tentes,
Estás no palco perfeito
Zé Nandes o que tu sentes
Está enraizado no peito.

Te peço Zé humildemente
Lembra-te que cá estou
E lembra a tua gente
Para ti o céu brilhou
O horizonte é quente
Por isso um aplauso te dou.

Rosa Silva ("Azoriana")


 

À Benny (amiga)

Benny

É meiga e amorosa
Não faz qualquer mal
Já dormiu com a Rosa...
Calada, não deu sinal.

Dorme e quer-se quentinha
Junto à sua lareira
Vai dar a sua voltinha
Com seu dono à beira.

Parece que entende
O que nós dizemos
A sua língua estende
E o sorriso lhe vemos.

Um dia se Deus quiser
Voltarei a vê-la
E as voltas que der
Será como uma estrela.

Benny é raça competente
Podem dizer que é má
Mas esta é diferente
Como ela não vi cá.

Em Fafe ela se diverte
Com a dona Alvarina
Que sempre ela desperte
Com mimos de "menina".

Ela merece agora
Versos da sua tia
O Carnaval não demora
Precisa fantasia.

Quando vier o Verão
Tem sua piscina
Pra dar um "mergulhão"
Na água cristalina.

Em dois mil e dezassete
Visitei a cadelinha
Na mente a cassete
Com a fita melhor que tinha.

Agora me despeço
Com mil e um agrado
E aos seus donos peço
Deem abraço apertado.

Rosa Silva ("Azoriana")

Homenagem à Turlu (Maria Angelina de Sousa)

23032019 Turlu




Minha homenagem à Turlu

Gostava de ver parentes
Da cantadeira Angelina
Que estivessem presentes
Nessa cantoria fina
E o retrato dos ausentes
Quando ela era menina.

Jamais serei cantadeira
Com a garra que ela tinha
Da rima sou tecedeira
Nem conto a que é minha
Rimei tanto na Terceira
Só Turlu é que é rainha.

José Santos leva à cena
Uma justa homenagem
Sei que não será pequena
E vem gente de viagem
Por mim só tenho uma pena
Da voz calar a coragem.

Louvo a Turlu, grã mulher,
Poetisa e cantadeira,
Ilustre pra quem quiser
E sabe que é a primeira;
Diga-se o que se disser
Foi orgulho da Terceira.

De mim o que posso dar
São os versos de papel
Feitos como que a cantar
Na tecnologia fiel
As rimas são como o mar
A bater no meu batel.

Venha o Sol por cortesia
A Aurora abrilhantar;
Venha o Mar e maresia
Temperar a quem cantar:
À grande Turlu, Maria…
Coração de terra e mar.

Venha o povo que bem ama
Cantigas ao desafio
Que no coração são chama
E também são arrepio
Porque quem nasce pr'á fama
Lavra mais calor que frio.

S. Carlos, no Pavilhão,
Situado à minha beira,
Louvo em antecipação,
Mui sincera e verdadeira:
Os cantadores de eleição
S. Miguel, Pico e Terceira!

24/02/2019
Rosa Silva ("Azoriana")


Poemante (a Pinhal Dias)

Não existe palavra mais doce
Do que a dita poesia
Quem dera que ela fosse
Minha por mais que um dia.

Poemante eu quero ser
Ter da letra a minha parte
Que voa para conhecer
O caminho de nova arte.

Poemas sinais de brio
Como um doce desafio
Colorindo a nossa vida.

É assim que no regaço
Tanta letra eu abraço
De poemante incontida.

Rosa Silva ("Azoriana")

Born land

Serreta


Nasci no quarto virado ao mar que a seta indica, onde o sol me acenava antes de adormecer ao nível do horizonte, entre as ilhas S. Jorge e Pico, e mesmo em frente, a ilha Graciosa. Lugar pacato, verde, frio de Inverno e prazeiroso de Verão. Ótimo para olhar a estrada de mar com a "baixa" a rebentar espuma alva. Dá-me lembranças de estar na varanda silenciosamente a ouvir as melodias da natureza natal. Jamais será a mesma coisa. Ficam os retalhos vincados na mente de dias felizes e sem pressas... tudo era aquela hora, aquele dia entre a Terra e o Mar ao alcance do olhar e coração.


Mote (imagem da Serreta)

☆ A minha mãe era a Terra
O meu pai veio do Mar ☆
☆ Eu nasci perto da Serra
Que abençoou o meu Lar. ☆

Glosa

☆ A minha mãe era a Terra,
Com sofrimento mas bela,
Que ainda lá se encerra,
P'lo tanto que gostou dela.

Da Terra ela não sai...
☆ O meu pai veio do Mar;
Por ela mais que o meu pai
Gosto tanto de rimar.

Tanto que a rima me berra
Parece amor sem medida:
☆ Eu nasci perto da Serra,
Perto dela vi a vida.

Uma vida sem ter pressa
Deixei-a p'ra me enganar...
Tal Terra foi a promessa
Que abençoou o meu Lar. ☆

15/02/2019
Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: Obrigada mãe pela linda inspiração. Deus te dê Paz eterna.