De repente há temporais
Tempestade de verão
Se o mar encher demais
À terra vem inundação.
Somos montinhos de terra
No topo do mar imenso
A água tudo descerra
É mais forte do que penso.
Mas também na mesma hora
Quando a nuvem se desfaz
Pára a chuva, vai embora,
E lá vem o sol atrás.
Portanto tenho razão
Para ao verso dar a rima:
Tempestade de verão
É breve e sai de cima.
Rosa Silva ("Azoriana")
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