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Poema para João Luís Esquível
SONHO REALIZADO
Em frente, de ouro se veste
O poente horizonte;
E ainda o pico monte
De alegria se reveste.
Que honra então se preste
À beleza dessa fronte;
Na Praça logo se apronte
Grande festa ao que fizeste.
Serreta está orgulhosa,
Freguesia de ideais,
E fica feliz a Rosa.
É vizinho do quintal
Onde viveram os meus pais
E do meu berço natal.
Rosa Silva ("Azoriana")
A Euclides Álvares
Queria ser o sol madrugador
Para lhe dar o ouro da frase
Com o agradecimento base
Que merece um amigo locutor.
Queria ser a lua quando cheia
Para ser na melhor da sua fase
Com a beleza lunar que quase
Enfeitiça a estação de boa veia.
Euclides, barbarense de emoção
Toma o rumo da sua grande emissão
Para unir a ilha ao seu Novo Mundo.
E eu dou comigo em desassossego
Porque à Voz dos Açores tenho apego
E a gratidão é o meu verso mais fecundo.
Beijo da ilha Terceira antes do dia de petas quando vim ao mundo ilhéu.
Rosa Silva ("Azoriana")
Gravado para a Rádio Portugal USA.
Primavera (e muda a hora)
Muda p'ra hora de Verão
Que há muito se espera
Começa a florestação
Da bonita Primavera.
As aves cantam seus hinos
Florescem campos de cores;
Só o toque de nossos sinos
Por Jesus choram as dores.
Mas a vida é mesmo assim
Temperada de diferenças
Atrás de bom vem ruim
Sol, alegria ou desavenças.
O que hoje nos inquieta
Amanhã pode mudar
Só ninguém muda a meta
Que havemos de alcançar.
Meu amigo emigrante
Se estiveres abastado
Lembra do teu semelhante
Que vive cá amargurado.
Dá um passo, olha o Céu,
Em hora que possas vê-las,
São saudades do povo ilhéu
Que cintilam nas estrelas.
De dia os tons de anil
Lembram o mansinho mar
Na onda primaveril
Que gosta de te abraçar.
E faz a pausa que eu faço
Vive um dia de cada vez
Valoriza o teu espaço
E a beleza que Deus fez.
Bom sábado!
Rosa Silva ("Azoriana")
Gravado para a Rádio Portugal USA.
Pai!!!
Carlos Cândido (da Silva)
Hoje é (e foi) o teu dia
Mas cá já não estás
Por ti fiz o que podia
E não posso voltar atrás.
Amavas as tuas filhas
Muito à tua maneira;
Das tuas mãos maravilhas
Trabalhaste a vida inteira.
Quando perdeste a tua mão
Pensei que seria o fim...
Enganei-me, pois então,
Inventaste patente sim!
Tudo sabias fazer
De martelo, serra e pincel,
E o que fosse teu querer
Davas conta sem farnel.
Perdoa se mais não fiz
Com garra e satisfação;
No fundo eu bem te quis
Guardo-te no coração.
Rosa Silva ("Azoriana")
Lírio de José
Mês de março, mês de tudo,
Da mulher, do jovem e do pai,
Da oração que é o escudo
Que liberta do que em nós cai.
Dos livros e da poesia
Do tempo e da Primavera
Que nos traga alegria
Menos crise quem me dera!
Ainda voltando ao Pai
P'ra quem foi e p'ra quem é
Uma oração elevai
Ao patrono S. José.
S. José, o carpinteiro
Das palavras adotivas:
Seja sempre o padroeiro
Lírio das famílias vivas.
Rosa Silva ("Azoriana")
Senhora dos Milagres do Corvo
[Lenda em verso *]
Pelo século dezasseis |
Revoltados os Corvinos |
* Rosa Silva (“Azoriana”)
Veja-se a imagem de Fernando António Fraga Pimentel
Corvina dos Milagres - Dedicatória
Ao Corvo gostava de ir
Num dia ver a Senhora
Sei que há de permitir
Viajar em boa hora.
Ela sabe a minha vida
Ela sabe o meu trajeto;
Concederá a medida
Para este meu projeto.
Não sei quando nem como
Acontecerá a viagem.
P'ra lhe fazer homenagem.
Da rima darei um gomo
Com amor e sem vinagres
À Corvina dos Milagres.
S. Carlos, 2015/03/15
Rosa Silva ("Azoriana")
Nos 75 anos de nascimento da minha falecida mãe
Quanta saudade tem a mãe
Do filho que agora estuda
E muito sofre quem longe tem
Alguém que precisa ajuda.
Mãe é coração gigante
Que dos filhos sente falta
Estejam eles ali adiante
Aqui ou numa terra alta.
Ó meu Deus peço perdão,
Porque também a deixei,
Minha mãe, meu coração,
Que por ti tanto rimei.
Pediste-me um dia, em vida,
Para o nome da tabuleta
Fosse terra prometida
A tua linda Serreta.
Mas hoje não é só dela
Que devo aqui rimar:
Louvo a tua data bela
Setenta e cinco a chegar.
Em março, catorze o dia,
Que seu riso alegrou
Aquela que também fazia
O mesmo quando me pegou.
Pena é que cá não esteja
Longe está, além do mar,
Nem a sineira da Igreja
Tem o sino a tocar.
Filhos, filha, meus amores,
Digo e é de verdade,
Mesmo estando nos Açores
Sou ilha, sou saudade.
Não deixem a vossa mãe
Sem um beijo e um abraço;
Mãe aos filhos quer bem
São o mais lindo laço.
E a saudade é tão forte
Dura para além da vida
E mesmo depois da morte
Ela é sempre a mais sentida.
Rosa Silva ("Azoriana")
Um coração de saudade
Saudade palavra nossa
Que se sente na ausência
Ninguém dela fará troça
Por ela tem paciência.
Saudades tenho eu agora
De ser o que eu já fui;
De quem se foi e está fora
E por quem o verso flui.
Valham-me as tecnologias
Que aproximam das vias
Da boa comunicação.
É comum dizer-se então
Que p'ra saudades não ter
Basta ouvir o coração.
Rosa Silva ("Azoriana")
O sol da vida: a Mulher!
O dia vai alto
E alto se faça
P'ra dar mais um salto
Para outro de graça.
Ao Dia da Mulher
Eu faço uma rima;
Diga o que quiser
Mas diga com estima.
Mulher é a mãe,
Avó, filha e neta,
Tudo p'ra quem tem
Sua predileta.
Mulher é ternura,
Amor, aconchego,
Pilar da Cultura
E mais que não chego.
Astro de alegria,
Arte do pintor,
Tem mais que um dia
Na tela do Amor.
Mulher é o desejo,
Flor de uma prosa,
Quando dá um beijo
Parece uma rosa.
Mulher é do altar
Dos altares dela,
Que basta olhar
P'ra gostares dela.
Mulher é um gosto
P'ró Homem que tem
O verbo oposto
E lhe quer o Bem.
Mulher é sorriso
Do seu coração,
É doce improviso
Na tua estação.
Venha o que vier
Agora aqui estou
E por ser mulher
Mais mulher eu sou!
S. Carlos da Terceira, para o Dia da Mulher - 2015/03/08
Rosa Silva ("Azoriana")
Parabéns Miguel Azevedo!
No dia dos teus anos, caro amigo,
Fiz quadras com os versos do costume,
Perdi-os num ápice de grã queixume
E agora estou aqui, não por castigo.
Parabéns e viva os "enta" que contigo
Amanhecem de rompante e a cume
Em versos que hoje são como lume
Na fogueira de quadras por um postigo.
Assim, eu não as perco como outrora,
Nem deixo descair os Parabéns,
Porque a vida sorri aos que ora tens.
Quarenta são uma festa que se adora,
Com sorrisos numa prenda rimada,
Na ilha que, por ti, está encantada!
Rosa Silva ("Azoriana")
Março com pequenos ajustes
Bom dia,
Nasceu mais um dia de março (3). Andei navegando por contas, títulos do SAPO de hoje, pelos títulos dos "últimos posts" do dia, novidades, homepage, templates e, vai daí que, resolvi ajustar alguns pormenores do cabeçalho e componentes do meu blog que, não tarda muito, estará com mais um ano a acrescentar aos dez que já tem.
Resolvi que dois posts à vista, na abertura do blog, eram suficientes. Os outros estão acessíveis nos botões, no menu do cabeçalho onde se lê "Tags" (para os temas principais) e "Arquivo" para o geral, por dias, meses e anos. O resto é conforme as pesquisas, no motor de busca, que vêm cair neste vosso servo.
Não sei até quando irá permanecer esta frequência de letrinhas, imagens e afins. Não sei se tenho outros seguidores que não os habituais, nem sei, tão pouco, se serei imprescendível nos dias que correm e com a corrida da gente. Não há ponta por onde se pegue nesta vida existente e sobre que escrever mais(?!) Será que está tudo dito(?!) Não sei! O que sei é que enquanto houver dedo e alma vou colocando a minha palma.
Aceito sugestões para algum "remendo" no visual do blog da Azoriana. Venho sempre à procura da tua opinião e gosto de ler o comentário que, eventualmente, te apeteça partilhar comigo na caixinha dos posts - "Escreve, escreve :)". Obrigada!
Rosa Silva ("Azoriana")