Nos 75 anos de nascimento da minha falecida mãe

Quanta saudade tem a mãe
Do filho que agora estuda
E muito sofre quem longe tem
Alguém que precisa ajuda.

Mãe é coração gigante
Que dos filhos sente falta
Estejam eles ali adiante
Aqui ou numa terra alta.

Ó meu Deus peço perdão,
Porque também a deixei,
Minha mãe, meu coração,
Que por ti tanto rimei.

Lírio da mãe

Pediste-me um dia, em vida,
Para o nome da tabuleta
Fosse terra prometida
A tua linda Serreta.

Mas hoje não é só dela
Que devo aqui rimar:
Louvo a tua data bela
Setenta e cinco a chegar.

Em março, catorze o dia,
Que seu riso alegrou
Aquela que também fazia
O mesmo quando me pegou.

Pena é que cá não esteja
Longe está, além do mar,
Nem a sineira da Igreja
Tem o sino a tocar.

Filhos, filha, meus amores,
Digo e é de verdade,
Mesmo estando nos Açores
Sou ilha, sou saudade.

Não deixem a vossa mãe
Sem um beijo e um abraço;
Mãe aos filhos quer bem
São o mais lindo laço.

E a saudade é tão forte
Dura para além da vida
E mesmo depois da morte
Ela é sempre a mais sentida.

Rosa Silva ("Azoriana")

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