Ninho dos Folhadais

Minha casa é meu ninho
Na árvore dos Folhadais
Onde pousa um passarinho
Volta e meia nos beirais.

Minha casa dá carinho
Se sofro de alguns ais
Fica à beira do caminho
Nela verso um pouco mais.

Bem-vindo a quem vier
Ao lugar do meu casebre
E que o ninho não se quebre.

Cada verso que eu fizer
Na árvore da cortesia
Faz-se ninho de alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ao comentador José Fonseca de Sousa (e Legados de Terra e Mar)

Lisboa 26-03-13


 


Começa assim o comentário:

Cara Amiga Rosa Silva (Azoriana),

Na consulta que, assiduamente, faço ao seu blog, nele encontrei mais umas relíquias que devem ser guardadas num "baú" das melhores composições poéticas que tem realizado.

Assim deve guardar a "ALMA DO VERSO", "QUADRA POR QUADRA" e especialmente "A PROPÓSITO DE....


____________________
Eu publiquei o comentário recebido, via eletrónica, porque apraz-me referenciar este bom comentador amigo que não se cansa de elogiar o que vou escrevendo ao sabor da inspiração que brota em ocasiões díspares. Agora pergunto eu: - Será que há explicação para esta infinidade de escritos que brevemente farão, se Deus quiser, nove anos consecutivos?!


 


Legados da Terra e Mar

Mesmo que de foice a talho
Venha algo me abater
Confesso que o meu trabalho
Alguém o há de guarnecer.

Mesmo que não tenha vida
O que a vida me dotou
Não me fará esquecida
Quem aqui me comentou.

Mesmo que a noite vença
O dia que é tão feliz
Há de haver quem dê sentença
Aquilo que sempre quis.

Mesmo que o eterno leito
Me cubra de terra fria
Há de haver sempre um defeito
No muito que a mente cria.

Mesmo que não tenha ajuda
Para seguir meu caminho
Há de haver quem me aluda
Numa linha de carinho.

Mesmo que a terra cante
O que o mar não ondeou
Não será um dia errante
O que Azoriana deixou.

Finalizo este meu canto
Que na bruma matinal
Se fez em mim um espanto
Para o bom continental
Dizendo que gosto tanto
Do sabor do seu aval.

Venha à ilha tão querida
Terceira da Região
Venha enquanto Deus dá vida
E um sorriso, então,
Lhe darei feliz sentida
Na nova ocasião.

Nossa terra é uma flor
A boiar em tons de anil
Coroada pelo amor
Duma fé que é o perfil
Que inspira o cantador
Ou quem rima por abril.

Porque abril já vem chegando
Com as Petas a içar
O dia que, vez em quando,
Alguém me há de cantar
Tudo o que eu vou amando...
Legados da TerraMar!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: Legados da Terra e Mar corresponde exatamente a legados da minha mãe (Terra) e do meu pai (Mar). A Terra porque minha mãe nasceu bem perto da pequena serra da ilha Terceira, freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo; e Mar porque meu pai nasceu bem perto do mar, na freguesia de Santo Amaro, concelho de S. Roque, da ilha do Pico. Tomem nota disto porque é o ponto fulcral de toda a minha atitude escrita. Terra e Mar sempre serão o cerne de quem vive na terra rodeada de um mar inteiro, como diz o benjamim, Paulo Filipe Silva Borges, irmão de Aida Alexandra Silva Borges (única filha) e do primogénito Luís Carlos Silva Borges. Os meus filhos são as boas ondas que resultaram do meu viver. O resto são pedaços, pedaços de vida...

Quadras a propósito de direitos de autor

Cada quadra que se cria
De uma forma natural
Tem de ter nome e dia
Para ser original.

Veja-se como funciona
Os direitos de autor
Nem deixemos nada à tona
Demos crédito e valor.

Há quem viva repescando
Coisas lindas de alguém
Se não as for assinando
Inda perde algum vintém.

Eu gosto de assinar
Sempre na devida altura
Não vá alguém repescar
E lesar a escritura.

Rosa Silva ("Azoriana")

Quadra por quadra (à solta) e mais o que vier...

A terra é para o chão
O que a água é para fonte
Quando se cruzam estão
Coroados por uma ponte.


 


Uma flor é para o jardim
O que o sol é para o dia
Mas eu tenho cá pra mim
Que sem ele não florescia.


 


A saudade é um mistério
A dor é uma paixão
Uma e outra caso sério
No caminho da emoção.




Se gostas da minha escrita
Nem notarás os enganos
Dia de Petas acredita
Melhor será pra quem faz anos.


 


Não há melhor panorama
Para animar a escuridão
Deitada na minha cama
E o mundo na minha mão
Ao alcance tenho a chama
Duma tecla e dum botão.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Dia Mundial da Poesia - ALMA DO VERSO

Alma do verso é a rima
Florescendo com estima
Nas margens do coração
No dia em que é mundial
E se faz em festival
Com maior satisfação.

Dia Mundial da Poesia
É mote para quem cria
A rima da humildade
Cada flor que a compõe
Com sentimento depõe
No canteiro da amizade.

O mundo todo celebra
Cada mote que não quebra
A doçura de um canto
Cada vez que o içamos
Ao mundo inteiro legamos
Algo que causa encanto.

Vivam todos melhor sonho
Seja real e risonho
O lado que traz magia
Sejam todos mais felizes
Seguindo as linhas matrizes
Que de amor se faz Poesia.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


(Uma imagem)

A propósito de...

Quando canta a natureza
Com voz alta e feroz
A minha baixa de certeza
E o medo chega veloz
Peço a Deus por gentileza
Que proteja todos nós.


 


Já passei por ventanias
Chuvas, ventos, tempestades
Sismos e tais agonias
Perante mais calamidades
Mas se resisti a esses dias
Foi por fé nas santidades.


 


Cinza de palma queimada
Voava doutra janela
Santa porque abençoada
Pelo padre na capela
Na Páscoa nos era dada
Para nos servirmos dela.

Esta veio à lembrança
Dos tempos que já lá vão
Quando eu era criança
E seguia a educação
Após o mal a bonança
Regada pela devoção.

Hoje tudo é tão diferente
Até me causa mistério
Outrora a nossa gente
A tudo levava a sério
E por Deus Omnipotente
Honrava o batistério.

Que não se faça afronta
Ao legado que trazemos
Reine sempre em boa conta
O que dizemos e fazemos
Bem ou mal sempre desponta
Na vida que por cá temos.

Rosa Silva ("Azoriana")

Louvor aos Bombeiros Voluntários dos Açores

Nesta quinta-feira, 14 de março de 2013, o temporal que assola o grupo oriental e central já fez vítimas pessoais e inúmeras perdas materiais, principalmente nas freguesias de Faial da Terra, na Povoação, ilha de S. Miguel e Porto Judeu, de Angra do Heroísmo, ilha Terceira, pelo que se vai sabendo pelas notícias regionais.


 


Três pessoas perderam a vida e outras estão desalojadas, com as suas moradias invadidas pelo caudal de água em alvoroço.


 


No meio de todo este desastre pelas forças da natureza há outras forças que se levantam e agem para salvar o mais que puderem: são os Bombeiros Voluntários, verdadeiros heróis do salvamento. Para todos eles o meu louvor sincero. Nossa Senhora da Conceição os proteja sempre e lhes dê as guias necessárias para também sobreviverem aos inúmeros perigos a que estão sujeitos.


 


Bombeiros Voluntários


 



 

Sóis brasão de salvamento
Com coragem e perícia
Sóis anéis de fogo e vento
Evitando a má notícia.


 


Sóis os guiões da cidade
Do campo, do céu e mar
Sóis forte da humanidade
Vosso lema é salvar.

Não importa qual a meta
Novo alerta se projeta
Em qualquer situação.

Voluntário soldado
É guia do teu machado
Senhora da Conceição!


 



 



Rosa Silva ("Azoriana")

Ma-til-de = mãe (o significado do nome é simplesmente mãe)

Matilde = Mãe

 

Se cá estivesses estarias em aniversário e completarias 73 (setenta e três) anos de idade. Partiste fará 10 (dez) anos, aos 63 (sessenta e três). Lembro que gostavas da cor verde. Lembro que eras muito crente e devota. Lembro que sofreste para que agora fosses feliz onde quer que estejas. Lembro que gostavas de cantoria e do Pezinho. Lembro que gostavas da "nossa" Filarmónica. Lembro que beijaste o Cetro antes de saires de casa para sempre.

 

Inspiras o meu verso e deste-me outro alento para a vida.

 

Angra do Heroísmo, 14 março 2013 (1+4+3+2+0+1+3=5)

Lava de amor

Sou prisioneira de um tempo reconhecido
Em cada pálpebra que faísca de prazer
Nos retalhos de um lume que quis arder
Na antecâmara do vício que fez sentido.

Sou vagem nua de um tempo adormecido
De aventuras no altar louco do meu ser
Na pedra-mó que a vida então me quis tecer
Lava de amor num corpo de amor tido.

Mirante da palavra, nudez da minha essência
No arco do triunfo da alma em hortência,
Afago cristalino na pele, palco e doçura...

No seio de um corpo prisioneiro de amor
Salpicando emoções no fogo do sabor
Sou lava em flor, lume de branda loucura.

Rosa Silva ("Azoriana")

Gfa Tertúlia Tauromáquica Terceirense - 40 anos de...


 

Angra do Heroísmo, 5 de março de 2013

A Euclides Cavaco: Sua Mãe é o Fado!

Para o Fado das Caravelas


 


Venha lá o que vier
Da verve do amigo meu
Dará sempre um prazer
Redobrado plo que é seu.

Amigo também do Fado
Muito mais que outro bem
Quando por si é cantado
Lembra um hino à mãe.


 


Tão doce a palavra MÃE
Além de progenitora
Simboliza a criação…

A História já quer bem
À alma grã criadora
Do Fado do coração.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

Assunto sério

Portugal anda em leilão
Mas ninguém o quer comprar
Oxalá que a Região
Não lhe chegue ao calcanhar.

Temos muito que produzir
Abrir mão da mordomia
Temos mesmo de conseguir
Não ter a pia vazia.

Haja força e vontade
Haja ação e altruísmo
Haja na comunidade
A força do heroísmo.

Foi nossa ilha Terceira
Campeã noutras andanças
Nem que seja cantadeira
Nem que seja com as danças.

Não temos de ter vergonha
De ver a carteira magra
Há uma fé que funciona
Que dura e não se estraga.

Vinde todos ajudar
Quem está bem lá no fundo
Se tiveres algo para dar
Dá a quem pede ao mundo.

Rosa Silva ("Azoriana")
Angra do Heroísmo, 5 de março de 2013

Trov(ej)a(ndo) aqui ao lado (e Roda de Versos)

Para alimentar a palavra de um artigo é preciso dar ao dedo e aceitar o que a mente dita, numa pressa assustadora. Chego mesmo a pensar onde vou tanto buscar?! Desde que no sábado passado pensei em minha mãe e lhe roguei ajuda, pois tem sido uma tal ventania que sopra letras que se unem e formam algo intenso e profundo que me faz ficar absorta e incrédula de como sou capaz de abraçar tudo isto que sinto cair por mim.


 


A seguir, acompanhada por uma foto da autoria de Alfredo Lemos, uma perspetiva da parte mais linda da Serreta (a meu ver) e novo caudal de nova inspiração a que intitulei Roda de Versos. Ao fim e ao cabo somos e andamos todos à roda de algo.


 


Foto da autoria de Alfredo Lemos

 


Roda de Versos


 


Cantigas ao desbarato
Que nem sequer são cantadas
Seguem logo um bom trato
E no blog são postadas.


 


Quem posta também aposta
Na ternura de um hino
Que por vezes alguém gosta
Sente o apelo divino.


 


Nunca se negue a uma mãe
Um hino feito ternura
Porque esse hino tem
Os recados da cultura.


 


Minha mãe quando estudante
Era aluna extraordinária
Agora vem de rompante
O que deu na sua primária.


 


E não fales mal de mim
Nem ouses sequer dizer
Que o canto de alfenim
Só pode ser de mulher.

A mulher é tão ditosa
Quanto mais for sofredora
Seu nome Matilde Rosa
Mais devota que pecadora.


 


Ela foi a flor formosa
Não sei se foi sonhadora
Plantou em mim sua rosa
De versos encantadora.

Rosa Silva ("Azoriana")

Cantigas ao desbarato

Não atires um foguete
De uma forma tirana
Inda mais que o ricochete
Te devolve logo a cana.


 


Há de haver oportunistas
Em toda a parte do mundo
Aqueles que não dão nas vistas
São mais perigosos no fundo.


 


Trovas tu ou trovo eu?!
Importa é que trovejes
Podes glosar o que é meu
Nem que má trova despejes.


 


Bate forte a ventania
No verso com mote em flor
Se não lhe der alegria
Dê-lhe o seu real valor.


 


Foram versos, foram temas,
Dispersos quase cantados
Se disseres: são poemas
Na mão da rima levados.


 


Tanto gosto de uma rima
Como de um verso capaz
Bem que podia vir em cima
O que em baixo se faz.

Rosa Silva ("Azoriana")

"Hino à ternura" - título atribuído por José Fonseca de Sousa

Eis uma encantadora mensagem, por via eletrónica, que recebi do já habitual visitante e amigo deste vosso blog, José Fonseca de Sousa, de Lisboa:


 


"Na consulta quase diária que faço ao seu blogue, encontrei mais uma preciosidade. Na realidade o referido poema, para mim, é um verdadeiro HINO à Ternura, à Simplicidade de transmitir sentimentos e, por último, ao amor materno. Este poema é mais um que deve ser guardado religiosamente a "sete-chaves", para futuras publicações." (o poema é...) - Fazes-me falta mãe! 2013-03-03.


 


Pois é, segundo os meus cálculos, já tenho material para três publicações que se resumiriam em uma. Haja o melhor para tal vir ao de cima. Por enquanto ainda estou em ondas de tormenta.

As ondas de alegria surgem sempre com os comentários do caro amigo lisboeta.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 

Ventania de amor

Ouçam bem o que vos digo
Em quadra neste momento:
Na certa há grande perigo
Na chuva tocada a vento.

Há ventos de inspiração
Que sobrevoam a mente
Os da natureza são
Com a chuva uma torrente.

Com os ventos matinais
Fizeram-se os bons jograis
Na capela duma quadra.

Contudo tal tempestade
Inspira-me a identidade...
"Miravento" é que me enquadra.


Rosa Silva ("Azoriana")


 


Angra do Heroísmo, 5 de março de 2013

Uma flor é sempre flor! (lindo retrato)

Uma flor é sempre flor!

A alegria e o sorriso
São o bálsamo da alma
São tudo o que é preciso

Para a todos dar a calma.

A jóia de uma criança
É ver sua mãe sorrindo
Porque fica na esperança
Dele ser sempre o mais lindo.

Dois filhos maravilhosos
Para uma mãe mais querida
São os seres mais ditosos
Que Deus lhe deu na vida.

Que lindo este retrato
Diamante insular
A alegria é de facto
A jóia familiar.

Adriana, querida amiga,
Destas redes sociais,
Hoje dou-te esta cantiga
Que não a esqueças, jamais!

És a flor de bom canteiro,
Tens a fé duma novena,
Dás encanto ao nevoeiro
Da freguesia serena.

A Mãe que tudo avista
Está tão perto do teu lar,
O teu amor já conquista
Ela sorri no Seu Altar.

Uma flor (rosas brancas) é sempre flor
Na jarra da oração
Quando é dada com amor
Tem o Seu sorriso então.

2013/03/05
Rosa Silva ("Azoriana")

Mote da Azoriana (e glosa de quem vier)

Mote do dia:

Um pobre é sempre pobre
O rico o irá ser
O pior é se descobre
A pobreza que irá ter.

Venha a glosa de quem vier
Para a quadra enriquecer
O mote de uma mulher
Jamais se deve esquecer.

Vede que a terminação
Da minha quadra anterior
Tem diferente sonorização
E acaba na mesma cor.

Isto, amigos, é a prova
Que a rima quando vem
Chega ao ponto de ser trova
Mas só se se rima bem.

Hoje estou inspirada
Com a rima de feição
Se estiver mal rimada
Não tenho a culpa não.

É que o vento sossegou
Para nossa alegria
O Sol até se levantou
Para embelezar o dia.

2013/03/05
Rosa Silva ("Azoriana")

Versos que já cantei...

O meu livro é uma passagem
Como quem vai em romaria
À minha mãe uma homenagem
E à Santa da freguesia.


 


****

Nessa idade já era enorme
E agora já me lembro
A minha vida, ela não dorme,
Ela acorda em setembro.

****


 


Há horas para padecer
Há horas de felicidade
Por mim quero esquecer
Uma fase da minha idade.

****

Meu amor pelas cantigas
Tirou-me dos meus sarilhos
As rimas são minhas amigas
Tal como são os meus filhos.

****

Foram estas parte das cantigas
Cantadas na Rua dos Moinhos
Não me picaram as ortigas
Lá só recebo os carinhos.

Não tenho feito cantoria
Há um tempo a esta parte
A crise faz-me agonia
Que até me quebra a arte.

Nossa arte do improviso
É do campo mais que cidade
Se a fizesse com juízo
Talvez mudasse a realidade.

Uma dor, uma amargura,
Por não mais cantar ao jeito...
Vou deixando em partitura
Escritos que vem do peito.

Há um peito para amar
Em compasso doce e brando,
Há um peito para ancorar
Um tanto do que vou dando.

Mas então porque sofremos
Com carências e mais falhas
Se no peito é que temos
A força de nossas batalhas?!

Também não sei responder
Sinto fraca a vontade...
Ser poeta é ver morrer
Antes mesmo de ser verdade.


 


2013/03/04. Angra do Heroísmo


Rosa Silva ("Azoriana")

2013-02-19: 9 anos - Parabéns ao "Arte por um Canudo" de Agostinho Silva

Chego tarde e a desoras


Mas procurei o artigo


Que me desse, sem demoras,


Os anos aqui contigo.


 


 


 


Nove anos! Contas bem,


E tu foste o primeiro


Blog que o SAPO tem


Mais um Grupo pioneiro.


 


Grupo do Tacho de Agostinho


E amigos paradenses


Merecem sempre o carinho


Destas linhas terceirenses.


 


Lidas com a Educação


Eu dou rimas à Cultura


E no traço de união


Presenteamos a ternura.


 


A ternura entre terras


Jardins dum mesmo país


Apazigua outras guerras


De um Portugal infeliz.


 


Mas o SAPO é sempre nosso


Orgulho dos seus murais


E vou dando tudo o que posso


Neste encontro de postais.


 


Parabéns, caro amigo,


Que tenho em boa conta,


Canto os nove contigo:


Viva Parada de Gonta!


 


E pra ser conta bem feita


Nesta hora derradeira


Digo que estou sempre à espreita


Que visites a ilha Terceira.


 


Nove quadras, nove ramos,


Nove risos de ternura,


Na amizade que partilhamos


Brilhe Educação e Cultura.


 


2013/03/04


Rosa Maria Silva ("Azoriana")


 


In “9 anos - Parabéns!”, 2013-02-19

Fazes-me falta mãe!

Uma lágrima caindo
No rosto da emoção
É como chorar sorrindo
Por tudo ou sem razão.

Cada gota que vai vindo
Salga doce a minha mão
Aos poucos vou repartindo
Em odes de papelão.

Cada pena que me voa
Soluça e não ressoa
Como as penas que se tem...

É como um xaile roxo
Que cobre o meu texto coxo:
- Fazes-me falta minha mãe!


 



Rosa Silva ("Azoriana")

Os Passos de Jesus



O Senhor vai martirizado
De roxo nas suas dores
A Mãe fica do Seu lado
E sofre nas frias cores.

Caem gotas do Sagrado
Manchadas plos pecadores
Jesus vai ensanguentado
Na Cruz em muitos andores.

Olhai com muita atenção
Domingo de Procissão
Via Sacra da Serreta.

O Senhor inspirou o autor
Que juntou beleza à Dor
Deu Paixão à silhueta!

Rosa Silva ("Azoriana")

1 de Março (do Flores "grande")

Já que te levantas cedo,
Para ver o sol nascer,
Come muito a dar com o dedo
Pra florires teu amanhecer.


 


Sumo de laranja natural
Sorrirás em tom laranja
Teu sorriso nunca fez mal
Inda bem que ele esbanja.


 


Vestido de roupinha nice
Preparado para o que vier
No rosto talvez um "spice"
E seja o que Deus quiser.


 


Queres beijos e abraços
Dos filhos e da mulher,
E aqui dos amigalhaços
Meus nos versos irás ter.


 


Levas o carro a preceito
Com melodias apetitosas;
Natação faz-te melhor efeito
Que um grande bouquet de rosas.


 


Comer com “os Flores Pequeninos”
É tua melhor oferta
Receberam os teus ensinos
E a felicidade é certa.


 


Fiz isto seguindo a tua
Resenha para este dia
Vai festejando até a lua
Dar-te beijos de alegria.


 


Se não achares piada
Ao que fez a tua amiga
Pelo menos a risada
Levanta com a cantiga.


 


Da ilha Terceira, Açores,
Com sorrisos de animação
Parabéns ao "mano" Berto Flores
Toma conta desse coração.


 



 


Estou contigo mesmo fora
Da tua área preferida
Lembro de ti em muita hora
Para alegrar minha vida.


 


Os anos estão passando
Há quem diga o contrário
Que nós é que vamos ficando
Velhos no novo aniversário.


 


Com este GRANDE comentário
Ficas tu farto de ler
Mas sabes que neste horário
Tenho folga para escrever.


 


Mil beijos, todos para ti,
Que devolves já eu sei;
Agora fico eu aqui
Sorrindo ao que te dei.


 


Treze quadras conto acima
Prefiro terminar em par
Desta amiga que te estima
Azoriana que ama rimar.


 


Rosa Maria Silva
Salvé 2013/03/01
13:31