Não atires um foguete
De uma forma tirana
Inda mais que o ricochete
Te devolve logo a cana.
Há de haver oportunistas
Em toda a parte do mundo
Aqueles que não dão nas vistas
São mais perigosos no fundo.
Trovas tu ou trovo eu?!
Importa é que trovejes
Podes glosar o que é meu
Nem que má trova despejes.
Bate forte a ventania
No verso com mote em flor
Se não lhe der alegria
Dê-lhe o seu real valor.
Foram versos, foram temas,
Dispersos quase cantados
Se disseres: são poemas
Na mão da rima levados.
Tanto gosto de uma rima
Como de um verso capaz
Bem que podia vir em cima
O que em baixo se faz.
Rosa Silva ("Azoriana")
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