Para alimentar a palavra de um artigo é preciso dar ao dedo e aceitar o que a mente dita, numa pressa assustadora. Chego mesmo a pensar onde vou tanto buscar?! Desde que no sábado passado pensei em minha mãe e lhe roguei ajuda, pois tem sido uma tal ventania que sopra letras que se unem e formam algo intenso e profundo que me faz ficar absorta e incrédula de como sou capaz de abraçar tudo isto que sinto cair por mim.
A seguir, acompanhada por uma foto da autoria de Alfredo Lemos, uma perspetiva da parte mais linda da Serreta (a meu ver) e novo caudal de nova inspiração a que intitulei Roda de Versos. Ao fim e ao cabo somos e andamos todos à roda de algo.
Roda de Versos
Cantigas ao desbarato
Que nem sequer são cantadas
Seguem logo um bom trato
E no blog são postadas.
Quem posta também aposta
Na ternura de um hino
Que por vezes alguém gosta
Sente o apelo divino.
Nunca se negue a uma mãe
Um hino feito ternura
Porque esse hino tem
Os recados da cultura.
Minha mãe quando estudante
Era aluna extraordinária
Agora vem de rompante
O que deu na sua primária.
E não fales mal de mim
Nem ouses sequer dizer
Que o canto de alfenim
Só pode ser de mulher.
A mulher é tão ditosa
Quanto mais for sofredora
Seu nome Matilde Rosa
Mais devota que pecadora.
Ela foi a flor formosa
Não sei se foi sonhadora
Plantou em mim sua rosa
De versos encantadora.
Rosa Silva ("Azoriana")
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