Açores, filhas do oceano

Filhas do oceano

 


Para quem bem nos conhece
Nem preciso identificar
Cada filha que guarnece
A
s redondilhas do mar.


 


Oceano lindo de azul
Mesclado de espuma alva
Que veste de norte a sul
O aquário que nos salva.


 


À "concha" de São Lourenço
Junto as Sete Cidades
De um verde-azul imenso
Que nos mata de saudades.


 


Catedral da Diocese
Centro de Angra do Heroísmo
Onde nossa alma aquece
Os contornos do lirismo.


 


Graciosa ilha mansa
Menina em alto-mar
Onde nosso olhar descansa
Quando por lá vai a passar.

São Jorge com seus Rosais
Na ponta que admiramos
Mesmo até não poder mais
E nosso olhar vermelhamos.


 


Pico cinza, Faial marinho,
Pico sobe o Faial plana
Duas ilhas de carinho
Na orla de cada semana.


 


Corvo belo, lindas Flores
Rendidas ao coração
Que comovem os Açores
Em olhares de emoção.

São nove ilhas ancoradas
À brisa do oceano
São nove filhas amadas
Todos os dias do ano.

Rosa Silva ("Azoriana")

Post lamechas (para variar)

Bom dia. Apetece-me dizer “Ámen!” a todas as notícias que leio hoje a pedaços, com os títulos em caixa alta para melhor se captarem. Mas qual quê… A cabeça ainda está presa à lembrança da almofada. O nariz parece que aumentou para o dobro e não funciona. Todo o corpo me implora que volte para a horizontal e de preferência com roupa aconchegada ao rosto. Tudo se queixa e nem adianta porque a crise nem permite ir para as cadeiras de um serviço de saúde a aguardar a fita (qual seria a cor?!) no pulso e a espera para ser atendida e posta a tomar uns comprimidos a horas certas. A culpa foi da chuva e da molha que apanhei naquela tarde que, afinal, até me lançou nos cantares agradecidos a uma mão cheia de criadores e benfeitores. Afinal, a chuva faz-me sempre isto: incomoda a sinusite crónica. Digo crónica, porque repete-se a torto e direito e incomoda bastante. Põe-me a inspiração de banho-maria, retira-me a paciência que até já nem é muita e faz-me o humor desandar para os calcanhares (estes também me doem por não se habituarem a calçado estreado).


 


Enfim, quem se importa com texto lamechas?! Ninguém! Mas, hoje, apeteceu-me ser lamechas para ver se cai algum comentário ou a mandar-me para outro lado ou a recomendar que me vá deitar, uma vez que olhando para o meu rosto se nota o esforço medonho que estou a fazer para me ter sentada a escrever isto ou em pé, em direcção ao papel limpa narizes.


 


Detesto as mudanças de estação que molestam os narizes. E um nariz molestado faz o resto desastrado. A esperança é que o Sol volte com a alegria costumada. Aposto que nem o SAPO dá por mim neste estado e, se der, volta-se para outros recortes mais interessantes.


 


E ponto final.


 


Cá está um post daqueles que detesto escrever e também ler. Nada como uma rima que se solta instantânea para me encher as medidas.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Tarde sancarlense (26/09/2011) - Tradicional Segunda-feira de São Carlos - Angra do Heroísmo


(Da direita para a esquerda: Paulo, Bebezinho, Ricardo, Bruno, Miguel, André e Márcio Bebé)

 

 


Cai a tarde sancarlense
Com um gosto a alfenim
No sabor que vai por mim
Num tempero terceirense.


 


Tourada hoje nos pertence
Em São Carlos celebro assim
Misto de festa sem fim
Num adeus feliz se vence.


 


Sete jovens deram seu tudo
Abraçaram o trabalho
E em nada os atrapalho.


 


Os jovens são sobretudo
O Amor que lhes ressoa
No Império da Coroa!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Desenho sonetos

Ao pároco de São Carlos (Hoje)



Seu sorriso é como o céu
Num dia de claridade
E para mim será troféu
Pela sua santidade.

Ser santo não é ter véu
Ser santo é ter Amor
Pelo nosso Povo Ilhéu
Que a Jesus tem temor.

O temor não é ter medo
Nem fugir algumas vezes
É adorá-lo mesmo em segredo.

É por Deus que então chamo
E chamam os portugueses
Sempre dizendo: Eu vos Amo!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


 


 


Índice temático: Desenho sonetos

Há a ILHA

Há guerra feita pelo homem
Há treva da natureza
E há uns que tudo comem
E outros estão na pobreza.

Há buracos feitos no chão
Há buracos de dinheiro
E em qualquer situação
Nenhum verá cativeiro.

Há jardins de lindas flores
Há Jardim que se desbota
E há cravos nos Açores
Que se caírem tudo nota.

Há é do verbo haver
E este sempre existiu
Mas estou certa que irão ver
Cair como nunca se viu.

Continente, Açores, Madeira
Um trio de Portugal
Mas olhem que a Terceira
Mesmo só não fica mal.

Tem alegria nas dores
Têm cantigas pra festejar
E têm «Improvisadores»
Feito grupo de encantar.

Têm toiros no seu Brasão
Têm estrelas na Bandeira
E tem no seu coração
Amor para a vida inteira.

Tem o sol de oiro nascente
Tem a lua que beija o mar
E tem a brava semente
Da paixão para improvisar.

E quem vem cá visitá-la
Fica amante da Saudade
Jamais irá deixá-la
Nem sequer na eternidade.

Viva, viva a nossa ilha
Por ela escrevi isto
Estou feliz nesta partilha
Por amor a Jesus Cristo.

Rosa Silva

Feliz aniversário Luís Carlos Silva Borges (data feliz)

É Domingo!
Dia 25 de Setembro, vinte e cinco anos para se dizer uma DATA FELIZ
É dia dos Toiros do Porto dos Biscoitos.
É dia de Festa em São Carlos.
É dia de concerto do teu irmão com a Filarmónica Recreio Serretense
É um bom motivo para comemorar.


 


Foste o primeiro rebento
Do ventre que te aceitou
Estou feliz neste momento
Pela data que se cantou.

Mesmo que não leias tudo
Lê a parte do Amor
Porque hoje és sortudo
E canto o teu valor.

Foste longe por ti só
Vieste com alguma sorte
E graças à tua avó
Trilhaste um rumo forte.

Parabéns da mãe e manos
Parabéns de todos nós
Tenta seguir sem enganos
Porque a vida é veloz.

Beijinhos

Rosa Silva ("Azoriana")

Eis uma gravação que agradeço muito - Cantoria na Rua dos Moinhos




17 de Setembro de 2011

Cantoria na Rua dos Moinhos - Freguesia da Agualva
Festa dos Forcados do Ramo Grande
Praia da Vitória

Recordações (Memories)

Cantoria São Carlos 2011

(Foto captada por Fernando Alvarino. Muito obrigada)


Helder Pereira e Victor Santos
Marcelo Dias e João Ângelo
João Leonel e António Mota
José Eliseu e Fábio Ourique
Maria Clara e Rosa Silva

Foram estes os ramalhetes
Que ao hino dos foguetes
Fizeram suas entradas
Cantaram ao desafio
Com o despique macio
Para as Festas serem douradas.

Todos levaram um tema
Com a vantagem suprema
De estarem num Pavilhão
Podes dizer o que quiseres
Mas senti que as mulheres
Fizeram um papelão.

A ideia que nem a tinha
De convidar para madrinha
A jovem Maria Clara
Fez-me tamanho vulcão
Que em sextilhas então
Aumentou a cousa rara.

Quando te vi com o Augusto
Que reconheci sem susto
Nem tive medo da sertã
Porque no meu coração
Já levava a inspiração
Que a noite seria nossa fã.

Por alma da minha mãe
Eu te juro foi tudo bem
Foi cumprida nossa missão
E jamais esquecerei
Que em tudo ali apostei
Em honra de Luís Bretão.

Pelo Bruno Mão de Ferro
O amigo que descerro
E toda a sua mordomia
Quando um dia eu partir
Sei que irei a sorrir
Pela noite que foi meu dia.

 Rosa Silva ("Azoriana")

 

Ouçam um cheirinho da parte final da Cantoria entre Maria Clara e eu, Rosa Silva, captada por Fernando Pereira

Pézinho chuvoso, porém, maravilhoso... e o batismo da Azoriana (São Carlos - Angra do Heroísmo)

Uma gaivota toda airosa
Surgiu em branco alvo
E de negro uma Rosa
Para se manter a salvo.


 


Trazia o vulcão ao peito
Que outrora desbravou
Fumo branco e negro a eito
Bem do fundo se soltou.


 


Dizer-vos agora eu vou,
O que é felicidade
É cantar como se cantou
No Pavilhão de mocidade.


 


Agora tenho a certeza
E antes também a tive
Que se canta com firmeza
Quando na alma o canto vive.


 


Em São Carlos 2011
Na Festa da Irmandade
Nem com prata, nem com bronze
Mas com Ouro da Trindade.


 


Pai, Filho, Espírito Santo
Os três de uma só Pessoa
Entraram no nosso canto
Rente à Bandeira e à Coroa.


 


Foram cinco desafios
Com dez vozes inspiradas
E causaram-me arrepios
As palmas que foram dadas.


 


O baptismo da Azoriana
Com cantigas ali feito;
Trigésima oitava semana,
De um ano mais-que-perfeito.


 


Convidei para madrinha
Nossa diva cantadeira
Que para alegria minha
Teve aceitação pioneira.


 


Há muito que não se via
Duas mulheres a cantar
Maria Clara e Rosa Maria
Por fim, estiveram a actuar.


 


Fique guardado na memória
Dos que amam as cantigas
Que a Comissão fez história
E viu abraço de amigas.


 


Eu cantei pla minha mãe
E plo amigo Luís Bretão
Que no Pézinho também
Dos dez teve bom quinhão.


 


E que fique bem lavrada
Toda a nossa emoção
Juro que não custa nada
Quando se canta de coração.


 


Brilharam estrelas no céu
Com a bondade de Deus
E brilhou o povo ilhéu
No aplauso aos irmãos seus.


 


O Raminho e a Serreta
Em São Carlos muito unidas
Foram ali a estatueta
Retalhos de duas vidas.


 


Maria Clara me deu
O prémio da alegria
Daquele Lugar que cresceu
Como da noite pró dia.


 


Viva o Império Divino
E viva o Deus do Amor
Ouço o foguete e o sino
Pra mordomos e Procurador.


 


A todos os sancarlenses,
Emigrantes ou forasteiros
Meus abraços repetentes
De alegria lisonjeiros.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Vespertina vontade

Tinha meu filho vinte e dois
Quando cantei quatro linhas
E três anos depois
A vinte e dois voltam minhas.

Vinte e dois cantos eu fiz
À função do Espírito Santo
E volto a ser feliz
Em dois mil e onze canto. (2+0+1+1=4)


 


O meu número é o quatro
Se somarmos dois mais dois
O palco é o “Teatro”
Que é Império depois.

(*)Turlu – Maria Angelina
Apelidada de Aurora
Comigo virá a menina
Com o convite de agora.


 


[(*) Dia 5 para nascer
Dia 5 para encantar
Dia 5 para morrer
E no Canadá ficar.]


 


Maria Clara vs “aurora”
Que virá dar-me sucesso
Pela nossa vida fora
Inédito é nosso acesso.

Acesso a um dueto
Que não me causa espanto
Para ambas predileto
O Divino Espírito Santo.


 


Ela é anjo da cantoria
Eu sou mulher de espigas
O seu nome é Maria
Com a Rosa fará cantigas.

Rosa Maria Silva ("Azoriana")

Açores, miragem singular

Ó Açores de esperança
Com o charme da magia
Da paisagem que balança
De beleza que contagia.

Pico, a ilha montanha,
Graciosa de moinhos,
São Jorge esguia entranha
De espécies e de ninhos.

São Miguel de Santo Cristo
A Terceira dos Milagres
Há touradas que assisto
Sem recorrer a vinagres.

O Corvo voa tão manso
Por ser o mais pequeno
Nas Flores eu não descanso
De amores pelo terreno.

Faial dos Capelinhos
E da Semana do Mar
Marina de “pergaminhos”
Desenhados pelo luar.

Santa Maria de marés
E baías a cantar
De cagarras a seus pés
Com anjos a espreitar.

Ó Açores de maravilhas
Que até olhar espanta
Em todas as tuas ilhas
Divina graça se canta.

Rosa Silva ("Azoriana")

O Pézinho dos Luízes (Luís Bretão e esposa Luísa)

Lembro-me como se fosse hoje. Sentia em mim um frenesim inexplicável. Era a primeira vez (Setembro de 2008) que entrava naquele Pézinho tão badalado na casa de Luís Bretão. Ele convidou-me! Ele convidou-me! Que bom, pensava eu. Ao mesmo tempo, sentia a responsabilidade e a ansiedade da primeira vez. Depois, vi-me no meio de "moradores de Verão", de donos de Quintas douradas, de gente que ama a Cultura Popular da Ilha Terceira, mas, sobretudo, vi-me em frente a Luís Bretão a jeito de içar a minha primeira cantiga com bastante gente a ouvir. Olhares perplexos, ouvidos em riste, aplausos incentivadores. Depois... Tanta coisa... Depois... Tanta escrita, cantigas por aqui e por ali, um livro publicado, os estrados dos interiores e os palcos improvisados dos exteriores, acompanhada pelas cordas dos tocadores e... sabem que mais... Uma cantoria entre mulheres! Mais um sonho que se não se efectivar já luziu no programa das Festas da Irmandade do Império de São Carlos 2011, do concelho de Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.


 


E não posso passar sem escrever que:


 


Seja louvado o Amigo Luís Bretão


 



 


Nesta nova investida
Com a cantiga ao peito
Dou louvor, bem destemida,
Ao Amigo a meu jeito.

Luís Bretão do Pézinho
Da Cultura Popular
Da amizade e do carinho
Que a todos consegue dar.

Partilha comunitária
É o lema deste Amigo
Na palavra solidária
Ele está sempre comigo.

Por ele, eu vou cantar
Porque um dia me chamou;
Por ele, Brisa de Mar,
Que a cantar me atiçou.

Rosa Silva ("Azoriana")

Em São Carlos da Terceira (a dois dias do Pézinho)


 


Em São Carlos a cantoria
Traz à luz novas cantigas
Entre a diva Maria
E outra mulher de espigas.

Tem espigas de alegria
Também de alguma tristeza
Mas a doce cantoria
Deu-lhe a fé e a certeza.


 


Certeza de querer cantar
Com a jovem Maria Clara
Para ser Brisa de Mar
E ela Aurora rara.

Cada uma enfrentará
A plateia ao seu redor
E ali não haverá
Nem pequena nem maior.

Ambas estão à mercê
Do fumo da inspiração
E, sinto um não-sei-quê
Pra me ver nessa missão.

Uma missão lisonjeira
Uma missão de prazer
Cantoria desta maneira
É raro acontecer.

Levam anos, levam meses
Leva trigo, leva joio…
Por vezes e quantas vezes
Têm as cantigas apoio.

O apoio que eu decalco
Aqui em letras douradas
É ver de frente pró palco
Mãos ao alto e gaitadas.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


2011/09/20


 


A próxima quinta-feira, dia 22 de Setembro, é dia de Pézinho e Cantoria em São Carlos, com a participação da Filarmónica da Sociedade Musical Recreio da Terra-Chã e os cantadores Maria Clara, Rosa Silva, António Mota, Fábio Ourique, Hélder Pereira, João Ângelo, João Leonel (Retornado), José Eliseu e Marcelo Dias. (continua in "A União" de 20 de Setembro - Actualidade)

"Aconteceu... em imagem" e poderá acontecer...

Bom dia,


 


É dia de regresso ao trabalho após uma semana de férias para participar da Festa de Nossa Senhora dos Milagres da Serreta (veja-se [Aconteceu... em imagem]) e apeteceu-me aventar, rimando, o que poderá acontecer - com ou sem imagem - nesta semana.


 


Relembro que a próxima 5ª feira é dia de Pezinho e Cantoria em São Carlos com a presença de duas mulheres – a Maria Clara (cantadeira do Raminho) e eu, Rosa Silva, que me apelidaram de “poetiza” para cantar com ela no palco tradições. (veja-se o Programa).


 


Sei que a palavra receio
É companheira de tantos
Mas no Caminho do Meio
Não me causará espantos.

Se eu cantar como escrevo
E digo modéstia à parte
Cantarei com mais enlevo
A nossa querida arte.


 


A serra pode ser alta
E o mar bravo ou rasteiro
Mas a mulher fazia falta
A cantar pelo Terreiro.


 


O Terreiro da Cantoria
Ganha hoje novos valores
E há muito que não se via
Surgir tantos cantadores.


 


Entre eles voz feminina
Para a quadra adocicar
Por um lado aurora fina
E por outro brisa ao luar.


 


Imagem de Rafael Cota

 


(Imagem de Rafael Cota)



[Aconteceu… em imagem]
Peço para lá estar
Para me dar a coragem
De verso novo içar
Em São Carlos na passagem
Dum momento peculiar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Serreta, menina em flor

 


 



 


Serreta, menina em flor,
Coração da humanidade
Há-de sempre ter amor
De toda a comunidade.

Hortênsia de alegria
Rosto belo de juventude
Que embeleza a freguesia
Pequena mas com virtude.

Virtude de romaria
Com o perfume de flores
Pró Altar da Mãe Maria

Virtude da devoção
Da Serreta dos Açores
Com sorrisos de atracção.

Rosa Silva ("Azoriana")

Cantoria no Porto Martins - 17 de Setembro de 2011

 


 



 


A Bruno Oliveira e José Eliseu



Aos dois eu dou nota 100
Pelo seu desembaraço
Como eles não há quem
Tenha cantares de laço.

É um laço bem renhido
Num despique altaneiro
Deixam o povo divertido
Sempre com verso certeiro.

Este Bruno Oliveira
Lança cantigas a punho
E garante na Terceira
Deixar grande testemunho.

O nosso rei Eliseu
Não se deixa abalar
Com o dom que Deus lhe deu
É hábil no seu cantar.

Se algum dia eu cantar
Com o Bruno Oliveira
De certeza vão badalar
Pelos cantos da Terceira.

São Jorge tem um dragão
A Terceira tem uma flor
Azália lilás coração
Dá-nos rima com fervor.

Rosa Silva ("Azoriana")

Azulejos de anil em São Mateus da Calheta - Angra do Heroísmo

Aos Forcados dos Moinhos da Agualva



A seguir ao Marialva


Surge a pega do Forcado


Que festeja na Agualva


Festival de aficionado


Que o toiro quer e salva


Com a rima do seu lado.


 


É na Rua dos Moinhos


Que se talha este retrato


À Agualva meus carinhos


Por todo o seu fino trato


Hoje irei por tais caminhos


Pla segunda vez é facto.


 


Deus me dê inspiração


E de todos se ocupe


Pra que haja um bom serão


A Senhora do Guadalupe


Junte dos cantores agrupe


Uma grande multidão.


 


Sei que eu não sou famosa


Nem sou dona de talento


Nem tão pouco sou formosa


Sou da ilha do evento


Da colina não sou rosa


Mas sou dela miravento.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


2011/09/17


 


Convite: Venham todos, os que puderem e gostarem de cantigas ao desafio, à Rua dos Moinhos - Agualva - concelho da Praia da Vitória, pelas 21:00, sensivelmente.



I Festival de Toiros e Cantares nas Doze Ribeiras - Angra do Heroísmo

«Boa noite gente honesta
Que a rima pastoreia
Bendita seja esta festa
Que os pastores premeia.»

Foi assim minha abertura
Cantiga de saudação
Onde juntei a Cultura
Da nossa bela aficion.

São os Toiros e Cantares
Que atraem nossas gentes
Que enfeitam nossos ares
Com sorrisos comoventes.

Cantei com o Picoense
José Ávila, cantador,
Na homenagem terceirense
Ao "pano da terra", pastor.

José Ferreira dos Santos
Avô do dono do Retiro
Cujos louvores são tantos
O pioneiro que prefiro.

Criou para os Cantadores
E tocadores sem excepção
Uma sala dos Açores
Pra cantares da tradição.

Sexta-feira após a festa
Da Serreta milagrosa
O meu cantar manifesta
Uma rima harmoniosa.

No fim eu cantei assim
Pra se lembrarem de mim:

«Adeus ó Doze Ribeiras
Que me deste algum ensino
Entre vales e ladeiras
Há o teu dragão divino
E aqui não fronteiras
Pra quem vem neste destino.»

Eu explico agora:

Estudei nas Doze na Telescola
E São Jorge é padroeiro
Do dragão não se descola
Noutra ilha igual cavaleiro
Que de amor nos consola.

Se hoje estou inspirada
É porque chegou a hora
De ir noutra "caminhada"
Cantar a outra senhora
Que aos pés está adornada
Com a lua que a adora.

Rosa Silva ("Azoriana")

V Aniversário da AVSPE - Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores

Parabéns Academia Virtual
Sala dos Poetas e Escritores
Bem-haja de Portugal
Da Ilha Terceira - Açores.

Pra toda a comunidade
Um abraço de alegria
Com laços de amizade
Bendizendo este dia.

Dezassete de Setembro
É lustro aniversário
Desde que entrei eu lembro
Celebrar o calendário.

Parabéns à Fundadora
Poetisa Efigênia Coutinho
E a toda a classe defensora
Desta Sala de carinho.

Parabéns, felicidades,
Com verdadeiro afinco
As nossas virtualidades
Em anos se cantam CINCO!

A todos o meu abraço
Com um sorriso de afeto
Sou feliz neste espaço
Onde o poema é predileto.

Rosa Silva ("Azoriana")

Festival de Toiros e Cantares - Doze Ribeiras, concelho de Angra do Heroísmo

Festa de Toiros e Cantares
Nas belas Doze Ribeiras
Convidamos a lá estares
Porque ali não há fronteiras
Aos deliciosos manjares
E às quadras mensageiras.

Homenagem ao Pastor
Com a voz de cantadores
Com o fio condutor
Dos amigos tocadores
Que merecem o louvor
Dos amigos dos Açores.

Doze Ribeiras tem Retiro
Pra quem ama as Cantorias
E a ele me refiro
Com a maior das alegrias
O seu Festival prefiro
É o culminar de bons dias.

A musa da inspiração
Nos visite sem excepção
E a cantiga adocique
Seja o que Deus quiser
Pois quando canta a mulher
Há diferença no despique.

Rosa Silva ("Azoriana")

Serreta - Cor, Som e Fé

Serreta em Festa



Os caminhos da Romaria
Que à Serreta nos chamam
São a força da alegria
Daqueles que a Mãe amam.

Unidos vão por Maria
Numa onda a proclamam
E na nova Confraria
Suas preces lhe declamam.

Aos tapetes da mansidão
Juntamos a afinação
Da alma da sua Banda...

E às flores de graça pura
Com arranjos de ternura
Se junta a fé que lá anda.

Rosa Silva ("Azoriana")

O Programa da Festa de N.S. Milagres - Serreta 2011


10 a 15 de Setembro de 2011


 


Programa


 


 


 


Sábado:


16:00 e 17:00 – Jogos de Futsal (Pavilhão Desportivo)


 


19:00 – Desfile da Filarmónica Recreio Serretense (Percurso: do Pico até ao Santuário)


 


20:00 – Novena


 


21:00 – Abertura da Iluminação e Bazar


 


22:30 – Actuação da Filarmónica Recreio Serretense e apresentação do passo doble “Banda da Serreta” da autoria de José Manuel Raminhos (Trompetista da Banda de Alcochete), com a presença do mesmo.


 


23:45 – Tradicional Fogo de Artifício


 


00:30 – Missa


 


Novenas – de 2 a 10 de Setembro pelas 20:00 horas


Domingo:


 


6:00 – Missa


 


6:00 – Alvorada (Percurso: zona para baixo da Igreja)


 


10:00 – Missa


 


16:00 – Missa de Festa, seguida de Procissão em louvor a Nossa Senhora dos Milagres


 


21:00 – Abertura da Iluminação e Bazar


 


22:00Noite de Fados, com a participação do Grupo de Guitarras de Carlos Batista e fadistas:



 



Paula Ficher


Teresa Costa


Tiago Gorgita


Tiago Azevedo


Participação Especial:


Carla Rosado


Silvana Medeiros






Segunda-feira:


 


06:00 – Alvorada (Percurso: zona para cima da Igreja)


 


11:00 – Missa


 


16:00 – Tourada Tradicional na Praça do Pico da Serreta abrilhantada pela Filarmónica Recreio Serretense (Ganadaria: Eliseu Gomes)


 


21:00 – Abertura da Iluminação e Bazar


 


22:00 – Actuação do Grupo TI-NOTAS


Terça-feira:


 


11:00 – Bodo de Leite


 


18:30 – Missa seguida de Procissão de Santo António


 


20:00 – Bodo de Brindeiras


 


21:00 – Cantoria, com a participação de:



 



José Santos


Valadão


Retornado


Hélder Ferreira


José Eliseu


Maria Clara





Nota: durante o espectáculo de cantoria irá ser realizado arrematações, assim como o sorteio das rifas e entrega de troféus do Torneio de Futsal.


 


Quarta-feira:


11:00 – Excursão ao Tentadero de Eliseu Gomes


 


18:00 – Tourada à Corda (Ganadaria: Eliseu Gomes)


 


Quinta-feira:


 


17:30 – Vacada na Praça do Pico da Serreta (Ganadaria: Eliseu Gomes)

Triste notícia de Setembro

Há sempre algo em evidência
Que é a nossa consciência
Que não nos larga da mão
Hoje perdem-se valores
E ganham-se mais dissabores
Quando falta a educação.

Álcool, droga e tabaco
Vícios que até dão cavaco
E destroem tantos lares
Tudo o que é exagerado
Deixa o mundo consternado
Com situações invulgares.

Deus proteja nossos filhos
Pra bem seguirem seus trilhos
E não causarem desgosto
Sempre se ouviu dizer
Filho és e pai vais ser
Trata os velhos com gosto.

Dizem que velho é o idoso
Deram-lhe nome pomposo
Mas de pouco lhe serviu
Quer-se ver boa atitude
E zelo pela sua saúde
Enquanto pôde nos serviu.

Rosa Silva (triste)


 


Notícia de Setembro

Ao Grupo de Jovens Arcanjos - Lajes, Terceira

 

Pelos caminhos da ilha
Terceira de Jesus Cristo
Fareis a vossa partilha
E a vossa vida é isto.
Que a fé vos acometa
Com um sorriso no rosto
Vamos todos à Serreta
Vê-La no Altar, com gosto.

Ó Senhora Milagrosa
Que viveste na Fajã
És nossa mais linda rosa
Que floresce na manhã.
Teu sorriso incendeia
De amor todas as flores
E o Povo o Altar recheia
Com ramos de belas cores.

Grupo de Jovens Arcanjos
Das Lajes, ilha Terceira,
Fazem da Fé seus arranjos
Com beleza pioneira.
São as "Flores de Maria"
Do Arcanjo São Miguel
São felizes na Romaria
Mensageiros de alma fiel.

Ó Maria Imaculada
Na Serreta és adorada
Sede sempre a nossa Guia
Avé, Avé, Avé Maria!
Ó Maria Imaculada
Na Serreta és adorada
Sede sempre a nossa Guia
Avé, Avé, Avé Maria!

Rosa Silva ("Azoriana")

Orem comigo... porque é preciso uma...



Oração NOSSA


 


Querida Nossa Senhora


És "Nossa" com convicção


Por favor salva agora


Quem não sabe do Perdão.


 


O Perdão é uma "arma"


Feita apenas de bondade


Muitas vezes ele desarma


Quem se alia à maldade.


 


A maldade, meus senhores,


Passa pela mente humana


Só quem usa bons valores


Se afasta dessa tirana.


 


E mais tirana é a vida


De quem a maldade usa


Jamais se sente querida


Quem da maldade abusa.


 


O abuso sem atalho


Faz sempre alguma ferida


E a falta de trabalho


Faz também perder a vida.


 


Peço a Deus e sua Mãe


Que dê Luz aos corações


Pra abraçarem sempre o bem


Em quaisquer ocasiões.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


2011/09/07



Festas de Nossa Senhora dos Milagres da Serreta 2011

Serreta 2011

(O programa aqui)




À caminhada de fé
Juntamos a amizade
Ir à Serreta a pé
Traz solidariedade.

Leva uma flor a Maria
Pra depor no Seu jardim
Sinal que a Romaria
É um canteiro sem fim.

Agradecemos velhas Graças
Suplicamos outras novas
Não importa o que faças
Ela quer é boas provas.

Dos Milagres o Santuário
Com a linda Padroeira
Ramo de flores e rosário
E o Amor da vida inteira.

Jesus, seu Filho menino
Com réplica noutro altar
Por ser lindo pequenino
Num andor podia estar.

Tenho um sonho antigo
De vê-lo com sua Mãe
E quem fosse seu amigo
Levava-o à rua também.

Rosa Silva ("Azoriana")

Setembro, 1/2011 Tribuna Portuguesa, de José Ávila

Artigo de Margarida Silva, colaboradora de Tribuna Portuguesa



Muito obrigada pela remessa


Da Edição de Setembro


No mês que me apressa


A tudo que bem me lembro.


 


E lembro da nossa Festa


Que em Gustine tem igual


Lembro que à Virgem se presta


Homenagem sentimental.


 


E mais vou lembrar agora


Da Margarida do Pico


Que agradeço sem demora


E meus versos lhe dedico.


 


Margarida Silva santamarense


Relembra um bom passado


Aquilo que nos pertence


Na Tribuna está lembrado.


 


Um abraço para os dois


Amigos luso-americanos


As saudades vêm depois


Dos versos açorianos.


 


Adeus até nova Edição


Da Tribuna Portuguesa


Patente minha gratidão


Por toda a gentileza:


Um livro do coração


Chega longe de certeza.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


2011/09/01