Uma gaivota toda airosa
Surgiu em branco alvo
E de negro uma Rosa
Para se manter a salvo.
Trazia o vulcão ao peito
Que outrora desbravou
Fumo branco e negro a eito
Bem do fundo se soltou.
Dizer-vos agora eu vou,
O que é felicidade
É cantar como se cantou
No Pavilhão de mocidade.
Agora tenho a certeza
E antes também a tive
Que se canta com firmeza
Quando na alma o canto vive.
Em São Carlos 2011
Na Festa da Irmandade
Nem com prata, nem com bronze
Mas com Ouro da Trindade.
Pai, Filho, Espírito Santo
Os três de uma só Pessoa
Entraram no nosso canto
Rente à Bandeira e à Coroa.
Foram cinco desafios
Com dez vozes inspiradas
E causaram-me arrepios
As palmas que foram dadas.
O baptismo da Azoriana
Com cantigas ali feito;
Trigésima oitava semana,
De um ano mais-que-perfeito.
Convidei para madrinha
Nossa diva cantadeira
Que para alegria minha
Teve aceitação pioneira.
Há muito que não se via
Duas mulheres a cantar
Maria Clara e Rosa Maria
Por fim, estiveram a actuar.
Fique guardado na memória
Dos que amam as cantigas
Que a Comissão fez história
E viu abraço de amigas.
Eu cantei pla minha mãe
E plo amigo Luís Bretão
Que no Pézinho também
Dos dez teve bom quinhão.
E que fique bem lavrada
Toda a nossa emoção
Juro que não custa nada
Quando se canta de coração.
Brilharam estrelas no céu
Com a bondade de Deus
E brilhou o povo ilhéu
No aplauso aos irmãos seus.
O Raminho e a Serreta
Em São Carlos muito unidas
Foram ali a estatueta
Retalhos de duas vidas.
Maria Clara me deu
O prémio da alegria
Daquele Lugar que cresceu
Como da noite pró dia.
Viva o Império Divino
E viva o Deus do Amor
Ouço o foguete e o sino
Pra mordomos e Procurador.
A todos os sancarlenses,
Emigrantes ou forasteiros
Meus abraços repetentes
De alegria lisonjeiros.
Rosa Silva ("Azoriana")
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