I Festival de Toiros e Cantares nas Doze Ribeiras - Angra do Heroísmo

«Boa noite gente honesta
Que a rima pastoreia
Bendita seja esta festa
Que os pastores premeia.»

Foi assim minha abertura
Cantiga de saudação
Onde juntei a Cultura
Da nossa bela aficion.

São os Toiros e Cantares
Que atraem nossas gentes
Que enfeitam nossos ares
Com sorrisos comoventes.

Cantei com o Picoense
José Ávila, cantador,
Na homenagem terceirense
Ao "pano da terra", pastor.

José Ferreira dos Santos
Avô do dono do Retiro
Cujos louvores são tantos
O pioneiro que prefiro.

Criou para os Cantadores
E tocadores sem excepção
Uma sala dos Açores
Pra cantares da tradição.

Sexta-feira após a festa
Da Serreta milagrosa
O meu cantar manifesta
Uma rima harmoniosa.

No fim eu cantei assim
Pra se lembrarem de mim:

«Adeus ó Doze Ribeiras
Que me deste algum ensino
Entre vales e ladeiras
Há o teu dragão divino
E aqui não fronteiras
Pra quem vem neste destino.»

Eu explico agora:

Estudei nas Doze na Telescola
E São Jorge é padroeiro
Do dragão não se descola
Noutra ilha igual cavaleiro
Que de amor nos consola.

Se hoje estou inspirada
É porque chegou a hora
De ir noutra "caminhada"
Cantar a outra senhora
Que aos pés está adornada
Com a lua que a adora.

Rosa Silva ("Azoriana")

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