Sobre a "VOZ DOS AÇORES", de Euclides Álvares, por Liduino Borba

Por Terras da Califórnia


 


PROGRAMA “VOZ DOS AÇORES” – 33 ANOS A DEFENDER OS AÇORES.


 


Liduino Borba


 


Há 33 anos que Euclides Álvares, natural da freguesia de Santa Bárbara, ilha Terceira, onde nasceu em 1944, casado com D. Gabriela Álvares, pai de 2 filhos, põe no ar o programa semanal “Voz dos Açores”, um dos mais queridos e ouvidos na nossa comunidade emigrada no Vale de San Joaquin, e um pouco por todo o mundo através da internet em www.kigs.com .


 


O primeiro programa foi para o ar no dia 4 de Março de 1978, na estação KLBS, durante 23 anos, e a partir de 2001 passou a ser emitido em estúdio privado, em Hilmar, através da rádio KIGS.


 


Euclides Álvares tem-se debatido, em todos os fóruns, para que todos os direitos dos emigrantes sejam respeitados e cumpridos, para além do alerta permanente de injustiças que continuam a ser praticadas. A defesa da língua portuguesa e dos Açores são uma constante da sua programação. Através do programa “Voz dos Açores” angariou mais de um milhão (1.000.000) de dólares para fins de beneficência e ajuda.


 


Já emitiu programas em direto do Brasil, Açores, Canadá e Macau. Foi colaborador semanal do programa da RDP “Manhãs de Sábado” e colabora com o programa, também da RDP, “Cruzeiro da Rádio”.


 


Durante estes anos já entrevistou, em direto, mais de 2000 pessoas, entre as quais Sá Carneiro, tendo-lhe sido pedida a gravação para juntar ao processo de Camarate, Arcebispo de Goa, que ainda hoje celebra missa na Matriz, Mário Soares, aquando da sua passagem por São José, Califórnia.


 


Foi distinguido com a Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas e com a Placa de Honra de Mérito das Comunidades Portuguesas; Reconhecimentos da Cidade de Artesia e da Assembleia Legislativa do Estado da Califórnia; Confrade da Confraria do Vinho dos Biscoitos, único na emigração; Inscrito na Associação de Rádios de Inspiração Cristã (ARIC), com sede em Lisboa;


 


É o sócio número 2, e fundador, da Casa dos Açores de Hilmar, e foi o seu primeiro Secretário. É também sócio fundador da Fundação Portuguesa de Educação para o Centro da Califórnia, membro fundador da Associação Pública VALER, membro da Comissão Construtora da Igreja Paroquial da Assunção/Turlock, membro da UPEC, UPPEC e Sociedade Mutual de Santo António.


 


Foi coordenador do jantar de honra oferecido ao Dr. Mota Amaral, então presidente do Governo Regional dos Açores, bem coordenador de muitos outros eventos.


 


É este “embaixador” que tem sempre as suas portas abertas, em Hilmar, para quem por lá passa.


 


Obrigado ao ilustre casal.


 


Turlock, 29 de Agosto de 2011


 




 


 


Voz dos Açores

 


 


A propósito deste artigo
Escrito por Liduino
Que é deveras amigo
Deste radialista fino
Venho partilhar consigo
Que o vi neste destino.

Era dia de Homenagem
Ao cantador Zé Eliseu
Estava lá de passagem
O emigrante que deu
Um cartão com bela imagem
Da Rádio que é amor seu.


 


"Voz dos Açores" veleja
No coração emigrante
Que sonha com a Igreja
E com o berço distante
Que até em sonhos beija
A Virgem no seu semblante.


 


Há trinta e três anos produz
A mensagem pioneira
Com a ilha de Jesus
Comandando a bandeira
Caravela e sua Cruz


E o amor pela Terceira.

Peço a Euclides que eleve
Perante os seus ouvintes
Esta rima que é breve
E que manca de requintes
Mas divulga o que deve
Através de alguns links.


 


E ao link da Estação
KIGS do açoriano
Presto melhor atenção:
Conheci bom ser humano
Cujo sorriso e coração
São maiores que o oceano.

Que mantenha o sucesso
Desta Rádio que nos liga
E tenha feliz regresso
À bela estação antiga
E desde já eu lhe peço
Que não esqueça desta amiga.

Santa Bárbara, da Terceira,
É seu local favorito
De visita à sua beira
E à festa que acredito
Ter-lhe sido hospitaleira
Junto ao altar tão bonito.

A todos os emigrantes
Cuja saudade aperta
Liguem os altifalantes
Ao canto que vos desperta
Os sentimentos distantes
E aceitem a minha oferta.

Uma oferta de amizade
Num abraço de simpatia
Pra toda a comunidade
Cujos laços neste dia
Sejam a eterna saudade
Da ilha flor de alegria.

Rosa Silva ("Azoriana")


Gravado para a Rádio Portugal USA.

Vão-nos tirar o prato da frente...

O Facebook na sua barra de estado, tem sempre uma pergunta pertinente - "Em que estás a pensar?" para levar o utilizador a escrever algo que esteja a pensar no momento.


 


Depois de ouvir, de relance, tantas notícias (repetidas à exaustão) resolvi escrever no que estava a pensar, exactamente assim:


Cortam a televisão, cortam a refeição, cortam no escalão, cortam, cortam, cortam e aumentam impostos. Os senhores das contas podem me informar como é que a gente vai viver? O melhor é encomendar já o CAIXÃO!

Nisto, os comentários começaram a surgir e os cliques no "gosto", simbolizam que os meus amigos facebookianos estão a pensar no mesmo. Eis que, mesmo sofrendo a crise, acentuei o pensamento com a rima, que é também uma maneira de expressar melhor a minha opinião. Já diz o povo: Quem canta seu mal espanta. Espero que isto ainda esteja em vigor e não perca o valor.


 


Realmente para enterrar
Não precisa de indumentária
Podem mesmo só nos atirar
Miséria vai ter a funerária.


 


Miséria para as floristas
Miséria para os carpinteiros
Nem precisa dar nas vistas
Coitados dos cangalheiros.

E mesmo aqui rimando
Vou dando minha opinião
O pobre se vai lixando
E o rico vai pra pobre então.

Mas tudo isto é bem feito
Porque assim se põe à prova
Que não governo perfeito
E a crise não é nova.

Nada podemos fazer
Porque a crise é geral
O euro tem de desfazer
Pois causou todo este mal.

E não digam que é mentira
É verdade, é verdade sim!
Ou isto dá volta e vira
Ou então chegou ao fim.

Já estou desesperada
Com a crise de há anos
Vira o mês não tenho nada
Desespero é de humanos.

Quem avisa amigo é
Já ouço desde criança
Aos poucos até a fé
Entra na desconfiança.

E agora vou parar
Porque a fúria tem limite
Só falta mesmo gritar
E fazer-vos um convite
Vamos pra Serreta rezar
E que a Senhora não lhes grite.

Rosa Silva ("Azoriana")

A propósito das "Ilhas Açorianas" de Maria Fonseca e Paixão de amante


As ilhas tocam a alma
Porque da ilha eu sou
A paisagem me acalma
E a quem já a visitou.

Nosso mar leva a palma
E o céu nos abraçou
Penso que toda vivalma
Por ele se encantou.


 


As festas das freguesias
Touradas e romarias
São um mar de tradição.

Belo azul veste a gente
Que vive o Verão ardente
Com alma e coração.

Rosa Silva ("Azoriana")

Dia da Homenagem ao cantador José Eliseu

Boa noite vos dou agora
Em noite de homenagem
Ao José Eliseu em boa hora
Trintena de anos em triagem
Improvisa desde outrora
Hoje aplauso o condecora.

Se não me falha a memória
Foram dezassete cantadores
Com três quadras em dedicatória
Acompanhados por seis tocadores
Que ajudaram nesta glória
Do rei dos improvisadores.

Cantadores por ordem aleatória: António Mota, Agostinho Simões, Paulo Jorge Ávila, José Amaral, Ludgero Vieira, Eduíno Ornelas, John Branco, Fernando Fernandes, Manuel "Castelão", Rosa Silva, José Medeiros, Andrade "Santa Maria", Paulo José Lima, Valadão, Maria Clara Costa, João Leonel (Retornado) e João Ângelo.
Tocadores: Guitarra - José Domingos / Violas: Aldovino Machado, Armando / Ao violão: José Manuel, um miúdo que não sei identificar e António Martins.

Lembro-me das minhas três quadras que cantei sempre na 10ª vez, de cada rodada de cantigas. A primeira foi porque reparei que haviam muitos arranjos florais de cor lilás nas paredes e no palco:

A lilás flor desta ilha
Brilha em tudo o que é teu
Tua esposa e tua filha
E o povo de São Bartolomeu.

Depois cantei:

Louvo a tua humildade
E o teu jeito cordial
Perante a sociedade
És um valor capital.

Por fim, lembro desta:

Bendita esta homenagem
Em vida e feita agora
Vais lembrar desta passagem
Pela tua vida fora.

**********
Agradeço ao Sr. Luís Bretão, ao Presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu pelo respeito e pelo convite e dou os parabéns ao José Eliseu, à esposa e filha, bem como aos seus pais que, felizmente, estavam presentes e presenciaram o carinho e amizade que é dedicado ao seu filho cantador.

À freguesia de São Bartolomeu um bem-haja por estimar os seus filhos.

Sorte para a "Bolota"... azar para a "dona" (que nem sou eu)

Em tempos idos, os gatos (os cães e outros animais de pêlo) não tinham a sorte que actualmente têm. Há um consultório (digo muitos!), veterinário(as), hotel para os bichos, medicamentos para tudo e mais alguma maleita (ácaros, pulgas, carrapatos, carraças, etc.), vacinas e pingos de várias aplicações para que os animais de estimação se desenvolvam num ambiente saudável e de pêlo bem alisado.


 


Voltando aos tempos idos, eu não era capaz de me aproximar ou de deixar aproximar uma dessas beldades felinas ou caninas, sem que o(s) espantasse para longe. Hoje, até sou capaz de lhes pegar ao colo, mimar, alimentar, adormecer, habituar a rituais de companhia doméstica, e, sobretudo, ir ao veterinário mais próximo e ver largar os euros que depois vão faltar nalguma outra conta urgente e irremediável. Claro que toda a evolução tem o seu custo.


 


Mas tudo isto porquê? Vá, perguntem, não se acanhem. Desta vez conto-vos tudo tintim-por-tintim...


 


Então foi assim: Num passeio daqueles que vamos porque sim, ouvi um miar insistente no meio de uma mata espessa. Comecei aquele ritual de chamamento, bissbissbiss e eis que surge um (melhor, uma) gatinha minúscula que se aprontou a perseguir o meu chamado de dedos.


 


Chegou-se bem perto e peguei-lhe ao colo. Era mesmo muito mimosa e depois deste tratamento "vip" não mais foi para o seu «habitat de abandono». Que fazer?! Deixá-la sozinha ao deus-dará? Não! Agora não. Outrora talvez...


 


Trouxe-a comigo e ao chegar a casa ela ganhou logo outros donos para lhe pegar e mimar. Foi certo que veio para ficar e até já tem as vacinas em dia e demais pílulas para abater ácaros e afins (coisa horrorosa vista ao microscópio).


 


Enfim, depois desta história ao sabor do teclado que acompanha o desassossego da mente eis que me apetece dizer: "devias ter deixado a gatinha crescer ao ar livre ou não?!" porque ela já começou a cunhar a factura (para alguém), por sinal, e, certamente, não ficará por aqui pois adivinham-se os reforços do que lhe fizeram hoje.


 


Mas, pronto, nada contra. Sou mais uma a contar nas estatísticas de quem SALVA UM ANIMAL do ABANDONO (ou seria ela natural da tal mata espessa?!) e alguém contará na lista de "mãe" adoptiva.


 


"Bolota" é uma gatinha


Que trouxe pra minha casa


Ela não está sozinha


Já muitos lhe arrastam asa.


 


Mimosa e muito felpuda


Brincalhona e algo meiga


Só não é ainda carnuda


Porque lhe falta a "manteiga".


 


Estou ao meio dos bichanos


Que agora já me encantam


São como seres humanos


Que não falam mas cantam.


 


O seu miar rotineiro


Por toda e qualquer razão


É encanto verdadeiro


Que cintila ao coração.


 


E agora como vai ser


Com tanto gato e cadela?


A ração tem de comer


E eu fico a olhar pra ela!


 


Se fosse ora inventada


Uma ração para a gente


Ficava toda a ninhada


Sem crise e mais contente.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

São Bartolomeu homenageia José Eliseu no próximo sábado (27/08)

(...) O presidente da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Regatos, Luís Costa, refere que “todos os residentes da freguesia se sentem orgulhosos em homenagear o José Eliseu”. A homenagem ao cantador contará com a presença de entidades autárquicas, membros da Assembleia Municipal, familiares do artista e colegas de actuações.(...)


 


Fonte: "A União" de 25 de Agosto/2011


 


Nota pessoal: Agradeço, publicamente, o convite que me foi endereçado para participar desta merecida homenagem a José Eliseu, o cantador terceirense que conta com 30 anos a improvisar cantando.


 


Bem-haja quem assim procede para com os seus conterrâneos de valor.

Os prazeres da ALCATRA TERCEIRENSE

Alcatra terceirense

 



Uma Alcatra na Estalagem
Da Serreta, nossa amiga,
Foi como divina miragem
E o fermento desta cantiga.


 


Alcatra com pão de mesa
E o bom vinho Verdelho
Com Ti' Choa é realeza
Do paladar que aconselho.


 


"Bagos d'Uva" é maravilha
Que apregoa nossos sabores
E faz a sã partilha
Que vai além dos Açores.


 


As ilhas açorianas têm
Bom paladar e cultura
São o nosso melhor bem
Que às cantigas se mistura.


 


Rosa Silva ("Azoriana")



 

José Eliseu - A GLÓRIA DOS CANTADORES

Dez anos depois do casamento dos meus pais (31-07-1960), nasceu José Eliseu Mendes Costa (31-07-1970), o conhecido cantador de improviso, na Cruz das Duas Ribeiras, na freguesia de São Bartolomeu. O seu pai, José Bernardino de Sousa Costa, e a sua mãe, Teresa Contente Rocha Mendes, deram aquela freguesia, à ilha Terceira, dos Açores, um rebento com um dom que só alguns são dotados dele – o improviso genuíno!


 


Conforme o que nos relato J. H. Borges Martins, no seu livro “Improvisadores da Ilha Terceira (suas Vidas e Cantorias), de 1989, o José Eliseu estreou-se em público, com dez anos de idade, cantando com o António Plácido em São João de Deus.


 


Com a mesma idade, gravou com outros um disco intitulado: «Os Miúdos da Ilha Cantam Saudade». Naquela altura, José Eliseu foi o cantador mais jovem da nossa terra. Hoje, ele é um exímio conselheiro e professor, digamos assim, de uma camada jovem que se inaugura nos palcos do improviso perante plateias ávidas do sucesso que irá perdurar e preservar as cantigas ao desafio, que estavam um tanto reservadas a cantadores com um currículo estável.


 


José Eliseu

José Eliseu tanto cantou
E encantou desde outrora
Que assim ele se assentou
E no nosso coração mora.


 


De bom trato e cordial
Com canudo de engenheiro
Ser baixo nem fica mal
Porque o verso é altaneiro.


 


Brava voz de rima fina
Que conquista multidões
Se canta com Clara, menina,
Alegra mais corações.


 


Um sonho realizei
Num serão na Terra-Chã
Pós Pezinho lhe cantei
Provando que dele sou fã.


 


João Ângelo me transferiu
O lugar que era seu
Fez-me cantar ao desafio
Com o rei José Eliseu.

“A glória dos cantadores”
Dito por João Leonel
Acabou sendo com louvores
O seu trajecto fiel.


 


Trinta anos de cantigas
Por palcos de casa cheia:
Com suas rimas amigas
O coração nos incendeia!


 


Agora é o condutor
Da juventude que inicia
A sina de cantador
Que com alma é que se cria.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


 


Nota: Quadras à laia de dedicatória a José Eliseu pelos seus 41 anos de idade e 30 de cantoria.

São Carlos 2011 - a um MÊS da Festa da Irmandade do DES do Império, o programa

Cartaz Oficial

 


 


18-09-2011 (Domingo)


09:00 – Içar da Bandeira


11:00 – Missa por alma dos irmãos falecidos


19:00 – Mudança da Coroa da casa do Procurador


Canada dos Cinco Reis, nº 109 para o Império.


» Acompanhada pela Filarmónica da Sociedade Musical e Recreio da Terra-Chã


 


20:00 – Terço


19-09-2011 (2ª Feira)


20:00 – Terço


20-09-2011 (3ª Feira)


20:00 – Terço


(Abertura da Iluminação, Bazar e Exposições)


21:00 – Abertura oficial das Festas de São Carlos 2011


com desfile e actuação do Grupo “Charanga AEP - Escoteiros


21:30 – Actuação do Cantor terceirense


radicado nos Estados Unidos da América VITOR SANTOS


» Palco Tradições – Largo de São Carlos


23:00 – Actuação do Grupo Musical “Só Forro”


» Palco Inovações – Canada Nova


21-09-2011 (4ª Feira)


10:30 – Carneirada / Bezerrada


12:00 – Almoço das Crianças


14:00 – Tarde Infantil


- Jogos Tradicionais


- Insufláveis


- Pinturas faciais


» Actividades a realizar na Canada dos 5 Reis


18:00 – Encontro entre antigos atletas e dirigentes da JOC


no ringue da antiga Escola Primária de São Carlos


» Canada Nova


20:00 – Terço


(Abertura da Iluminação, Bazar e Exposições)


21:00 – Homenagem aos antigos atletas e dirigentes da JOC.


- Apresentação Luís Bretão


» Palco Tradições – Largo de São Carlos


21:30 – Majestosa Noite de Fado


Com Bárbara Moniz (Ilha de São Miguel)


Paula Fisher


Silvana Medeiros


Tiago Gorgita


Armando Meireles (Ilha das Flores)


- Participação especial de Tiago Azevedo


21:30 / 00:00 – “SAN CARLOS FUN PARK”


» Largo da Igreja


22-09-2011 (5ª Feira)


12:00 – Almoço dos idosos


– animação com o artista Fernando Teixeira


» Despensa do Império de São Carlos


15:00 – Pezinho


» Acompanhado pela Filarmónica da Sociedade Musical e Recreio da Terra-Chã


20:00 – Terço


(Abertura da Iluminação, Bazar e Exposições)


- Ceia dos Criadores


» Pavilhão da Santa Casa da Misericórdia de São Carlos


21:30 / 00:00 – “SAN CARLOS FUN PARK”


» Largo da Igreja


22:00 – Cantoria » Participação peculiar de duas Senhoras


Maria Clara (cantadeira)


Rosa Silva (poetiza)


António Mota


Fábio Ourique


Hélder Pereira


João Ângelo


João Leonel (Retornado)


José Eliseu


Marcelo Dias


» Palco Tradições – Largo de São Carlos


 


 


23-09-2011 (6ª Feira)


08:00 – Distribuição de Carne


20:00 – Terço


(Abertura da Iluminação, Bazar e Exposições)


20:30 – Demonstração do Jogo do Pau


» Palco Tradições – Largo de São Carlos


21:30 – Noite Rock


- “Manifesto” (Ilha Terceira)


- “Punkada” (Ilha do Faial)


» Palco Inovações – Canada Nova


21:30 / 00:00 – “SAN CARLOS FUN PARK”


» Largo da Igreja


24-09-2011 (Sábado)


07:00 – Irmandades


» Império de São Carlos


20:00 – Terço


(Abertura da Iluminação, Bazar e Exposições)


21:00 – Tradicional Sábado de São Carlos


– Degustação de Morcela


» Despensa do Império de São Carlos


21:00 – Actuação do Grupo Infantil de Folclore de São Carlos


» Palco Tradições – Largo de São Carlos


21:30 / 00:00 – “SAN CARLOS FUN PARK”


» Largo da Igreja


22:00 – Desfile de Marchas:


- Marcha São Carlos


- Marcha de Santa Bárbara


- Marcha do Havana


- Marcha das Lajes


24:00 – Actuação do Artista Continental


Fernando Correia Marques


» Palco Inovações – Canada Nova


25-09-2011 (Domingo)


11:00 – Missa


12:00 – Coroação


13:00 – Nomeação do Procurador para 2012


15:00 – Distribuição do Alfenim


acompanhada pela Filarmónica da Terra-Chã


e Agrupamento “Só Forro”


19:00 – Desfile de Tunas “PassaCalles”


20:00 – Terço


(Abertura da Iluminação, Bazar e Exposições)


20:30 – Actuação da Filarmónica Recreio Serretense


Pasodobles


» Palco Tradições – Largo de São Carlos


21:00 – Extracção dos Pelouros


21:30 – Actuação das Tunas


TAESEAH


TUSA


TASMUA


NEPTUNA


» Palco Inovações – Canada Nova


21:30 / 00:00 – “SAN CARLOS FUN PARK”


» Largo da Igreja


26-09-2011 (2ª Feira)


10:00 – Procissão de Santo Antão


11:00 – Bodo de Leite


15:00 – Distribuição do Alfenim


acompanhada pela Filarmónica da Terra-Chã


e Agrupamento “Só Forro”


17:00 – Tradicional Tourada à Corda de São Carlos


Ganadaria Rego Botelho


Ganadaria José Albino Fernandes


» Largada na Canada dos 5 Reis


 

Uma "segunda" que é terça

Gosto muito de um feriadinho que calhe à sexta-feira ou segunda-feira porque nos dá uma ponte de descanso, ou melhor, de mais-que-fazer domiciliário. Graças a esta ponte de Agosto, motivada pela glória de Nossa Senhora, foi para trabalhos de muda-que-muda móveis e afins de um lado para outro, dando assim uma reviravolta à rotina de outras semanas antecendentes.


 


Mas isto não interessa a ninguém, só interessa aos envolvidos na mudança e a mim. O problema é que hoje penso que é "segunda-feira" e, afinal, é terça-feira. Os sintomas de uma segunda-feira estão cá todos e rondam-me de forma insistente e com uma dose de nódoas negras junto com alguma dor suportável.


 


Descobri que hoje é terça-feira com a leitura do jornal local "A União" que nos traz uma notícia daquelas que eu sempre fui de acordo: dá-se a palma, o elogio, a homenagem, a quem quer que seja, EM VIDA. Nada melhor que saber-se e ver-se o consolo de coração e o vidrado do olhar contente com uma página inteira de menções honrosas a quem dedica uma vida a fazer o que sabe melhor para bem da comunidade ou de uma aficion de alma e coração. É o caso da homenagem ao capinha:


PASSES DE UMA VIDA DE RISCO Joaquim Burra Branca capinha


Bem-haja quem escreveu e o homenageado!

Às vezes... (in III Antologia Poética de "Os Confrades da Poesia")

 



Em III Antologia Poética de "Os Confrades da Poesia"


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Aos "Sons ao Amanhecer", de Manuel Bettencourt - Posto Santo

Aos OS SONS AO AMANHECER - Posto Santo (Terceira Açores)



A natureza desperta
Com os chilreios unidos
E o dia desaperta
A clave dos seus sentidos.

Ó natureza tão bela
Com teus cantos matinais
Que nos chamam à janela
Para ouvir estes jograis.

"Os sons do amanhecer"
Estampados no Posto Santo
Fazem-me apetecer
Ver o raiar deste canto.

O canto do Manuel
Com vista virada ao mar
Com o cálice em painel
Solfejando o seu lar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Moças do Porto Judeu - Ilha Terceira

Moças do Porto Judeu

 

Segundo sábado de Agosto do fds prolongado


 


Boa tarde de chuva e sol
Que se torna abrasador
Por mim dispenso o lençol
Bem como o cobertor.

Só quero é lugar fresco
Uma sombra por sinal
O gelo nalgum refresco
Não fazer nada afinal.

Quem é que pode trabalhar
Perante uma tarde quente
Mais vale é descansar
Com o luar sou diligente.

Há tanta festa meu Deus
Para alegrar nosso luar
Lameirinho e São Mateus
Brindando à terra e ao mar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Recorte dos "Recortes"

Boa noite venho {#emotions_dlg.kiss} dar
Com grande satisfação
Dos Recortes ouço falar
Mas não estudei a questão.

Por mim não vejo Recorte
Do post que ora postei
Quem sabe se tenha sorte
De lá ver o que destaquei.

A pesquisa também funciona
Em qualquer motor de busca
Traz os artigos à tona
E há boa gente que "cusca".

O SAPO é um inventor
Recorta bons ingredientes
Zela pelo utilizador
E vai criando novas frentes.

Bem-haja a toda a Equipa!


{#emotions_dlg.blink}


Rosa Silva ("Azoriana")

Justa Homenagem a Victor Alves, da RTP Açores

Victor Alves, da RTP Açores


 


Ontem custou-me adormecer


A remexer no passado


Victor Alves estive a ver


Sobre o voo acidentado.


 


Victor Alves bom jornalista


Repórter do mau e do bom


Faz parte da minha lista


É açoriano com dom.


 


O dom de um jornalista


É ser recto e cordial


Dar o seu golpe de vista


E manter-se imparcial.


 


Acho que ele tem tudo isso


É sereno e não atrasa


Honra o seu compromisso


E honra a nobre casa.


 


A casa que leva a imagem


Aos olhares de todo o mundo


E encima a reportagem:


«Causa Pública» tema profundo.


 


 Victor Alves não tem hora


Vai pla noite ou madrugada;


Homenagem sem demora


Nesta quadra apregoada.


 


Seja lá aonde for


Não importa o como ou quanto


Ele é bom trabalhador


Ar sereno é seu encanto.


 


Bela estrela da manhã


Que em São Carlos reluz bem


Seu berço foi a Terra-Chã


E a Senhora de Belém.


 


Minha mãe falava dele


Que gostava de o ouvir


Sentia estima por ele


Tinha algo para lhe pedir.


 


Na altura não obedeci


Ao pedido feito por ela;


Por isso, hoje, estou aqui


Com o que por mim vem dela.


 


É com grande emoção,


Que divulgo a mensagem:


Do fundo do coração


Faço-lhe justa Homenagem.


 


Nunca se devem deixar


As palavras na gaveta


Estas que estou a lavrar


São pla Matilde da Serreta.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)



 

Entre amigos

Dedicado ao "viajante" Jorge Morais:


 


SÃO JORGE, DOS AÇORES


 


Ilha de falésias amigas
De beleza verdejante
São lindas costas antigas
Cativando o viajante
Inspiração das cantigas
Do Jorge Morais visitante.


 


Ilha de sonho comprido
Deitado em alto-mar
Merece ser distinguido
O que encanta o olhar
E jamais será esquecido
Um momento singular.


 


Ainda tenho na lembrança
Um amanhecer tristonho
Lá no Pico da Esperança
Onde tudo foi medonho
Onze anos na balança
Da sextilha que componho.


 


Meu amigo Jorge Morais,
Que em São Jorge encantas
E vais deixando aos demais
O prazer do que tu cantas
Beijas o mar e os beirais
Com os versos que lá plantas.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


De Jorge Morais


Para Rosa Silva que insiste em ser minha amiga e me presenteia com sextilhas de encantar:


 

Rosa que rosa te chamas
Que tanta poesia reclamas
E que muito tens jeito
Sextilhas de muita sabedoria
Carregadas de filosofia
Que tens plantadas no peito.


 


As palavras jorram da tua boca
As sextilhas saem com fúria louca
Tudo é belo o que tens falado
A página enche-se com facilidade
Com a tua criatividade
Espelhada no teu teclado


 


Rosa grande é o meu contentamento
Que em forma de pagamento
Se eu pudesse das nove ilhas fazer
Um boquê de belas flores
Mesmos que se chamassem açores
Só para tas oferecer.

Leoa, a fera doméstica

A Leoa!

 



 


Era uma vez um cão
Que afinal era cadela
Primeiro nome Leão
Só troquei o tal "ão" dela.

De "Leão" virou "Leoa"
Por sinal é mesmo fera
Quer dar cabo da pessoa
Seja boa ou severa.

Quando foge pro caminho
Se apanha portão a jeito
Corre pró cão do vizinho
Que à dentada está sujeito.

No quintal é minha amiga
Gosta de mimos aos molhos
É grande e há quem diga
Que se conhece plos olhos.

Rosa Silva ("Azoriana")


Voltemos aos ferry's e às boas notícias...

A propósito de um post de LÁ, em relação ao que postei AQUI, já vi que a resposta veio mesmo a calhar ALI.




Entre a Praia da Terceira
E a Praia da Graciosa
A manobra é certeira
Quer em rima quer em prosa.

Os ferry's galgam o mar
E os portos com fartura
Quando querem atracar
Têm de haver rampa segura.


 


Somos os bons passageiros
O luxo da Região
No Verão bons marinheiros
Com direito a diversão.



Bem-haja quem nos recebe
Em cada porto de mar
E também pra quem concebe
O "roll" pra sair e voltar.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


Porto da Graciosa

 

E anda a gente... e andamos todos, né!

Imagem encontrada na net

 


Anda o padre escorraçado
Tem vazia a sacola
O povo anda esfomeado
Vai pedir-lhe uma esmola
Mas aquele pobre coitado
Para o lado chuta a bola.


 


da net

 


Anda o euro enfeitiçado
Que até nem compra tudo
Meio do mês já é furado
E pensamos no escudo
Que servia em todo o lado
Agora é por um canudo.


 



 


Anda o pobre mais que o rico
Pedindo uma mesada
Com ele me identifico
Sobra muito pouco ou nada
Têm “um pote e um penico”
Alguns que é só fachada.


 


da net

 


Anda a monte a pobreza
Com a crise e a loucura
E também tenho a certeza
Que anda fraca a cultura
E nem sequer a riqueza
Já consegue ter fartura.


 



Anda a gente a tentar
Ter pão em riba da mesa
Está tudo a aumentar
E a receita é uma fraqueza
Andam uns a trabalhar
E outros é uma tristeza.


 


Rosa Silva ("Azoriana") 


 


 


Mar da Terceira

Praia da Vitória

O mar é tempero do olhar
E da mente irrequieta
É canção a navegar
Que à terra se aquieta.


O mar ciranda na areia
Com a gaivota na proa
Traz na alma a maré-cheia
Brava ou mansa se entoa.


 


Ó mar que cantas a poesia
A compasso sem temer
Faz com que a tua maresia
Faça o meu canto crescer.


É o canto da saudade
Eterna recordação
Desse mar que me invade
E tempera o meu refrão.


 


Canto de mar beija a terra
Numa canção marinheira
E na minha alma aterra
A musa – Mar da Terceira!


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


 


Ao longe, Ponta do Queimado - Serreta

 


 


 


Prosa bordada de entrelinhas de uma vida

entrelinhas de uma vida

 


Há um rosto lavado pelas lágrimas do sono. É Agosto, o primeiro dia, da primeira semana augusta. A liberdade trava-se entre quatro paredes habituadas aos motores de trabalho ininterrupto. Vive-se bem com este “monstro” e olha-se o mundo pelas janelas da alma.


 


O pensamento vai mais longe que a visão. Entre pensamentos e paredes enfeitadas pelas molduras da imaginação dá-se largas ao sonho e sonha-se multifacetadamente.


 


Desce-se o elevador de títulos da ACTUALIDADE da imprensa local e apenas isso… títulos e mais títulos. A novidade é quase igual à de ontem e à de dias antecedentes. Quase nada espanta a não ser a memória das recordações (extemporâneas) de um Domingo, com festa em dia e do Dia.


 


Procura-se, numa volta ao passado que se revê como um filme num regresso pautado, quebrar o silêncio de anos e percebe-se o porquê de muitas atitudes e a ilusão de uma vida… Pela tela das ideias passam castelos com fadas, encontram-se lobos maus, belas adormecidas, princesas no claustro dos dias e, de repente, a tristeza toma conta e perde-se na imaginação de não ter um livro diferente com a alma nua de ignorância, sem remédio.


 


Ai, tanto que é dado a conhecer num diálogo tardio e nada se pode fazer nem alguém se pode defender ou argumentar novos parágrafos da folha de página par. E agora?! É sempre tarde demais para uma vítima do distanciamento da realidade nua e crua, na redoma do passado, na descoberta do presente e na dor futura, ver o que está certo ou errado… Podia-se intitular este episódio de «Prosa das entrelinhas de uma vida» mas nem isso mudaria o que quer que fosse ou tivesse existido paredes meias com o “vosso” e o “nosso” modo de viver.


 


Recordar, por vezes, é uma maneira de se começar a morrer, estando de olhos bem abertos, esbugalhados de espanto por algo que até já se suspeitava fosse fruto de uma rigidez de educação e omissão de tudo o que fosse ferir susceptibilidades, usos e costumes de uma geração coroada de dogmas doutrinais sem ponta por onde se pegue e mal interpretados por um egoísmo atroz.


 


Moral da história: Há coisas que, talvez, não se podiam ouvir fora de tempo, porque vêm tarde demais e criam baús de sentimentos intermitentes com horrores à mistura. A saudade, o sofrimento de alguém que amámos será que cura a tristeza da (re) descoberta de uma realidade escondida?! Não se sabe. Entrelaçam-se lágrimas duplas: de sonolência e de tristeza, qual delas a pior. O sono curará a tristeza se o sonho não interferir pela negativa, dando origem ao pesadelo.


 


Por outro lado, mesmo depois da vida, a Vida vai dando um naco de pão para tapar a fome dos dias da “vida” que não se teve autêntica.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


 


P.S. O título deste artigo tem muitas outras alternativas mas torna-se difícil descobrir qual a melhor. Se algum psicólogo estiver interessado poderá comentar as entrelinhas do artigo. Quem passa por situações inquietantes é que poderá descobri-las… as tais entrelinhas!