Ontem custou-me adormecer
A remexer no passado
Victor Alves estive a ver
Sobre o voo acidentado.
Victor Alves bom jornalista
Repórter do mau e do bom
Faz parte da minha lista
É açoriano com dom.
O dom de um jornalista
É ser recto e cordial
Dar o seu golpe de vista
E manter-se imparcial.
Acho que ele tem tudo isso
É sereno e não atrasa
Honra o seu compromisso
E honra a nobre casa.
A casa que leva a imagem
Aos olhares de todo o mundo
E encima a reportagem:
«Causa Pública» tema profundo.
Victor Alves não tem hora
Vai pla noite ou madrugada;
Homenagem sem demora
Nesta quadra apregoada.
Seja lá aonde for
Não importa o como ou quanto
Ele é bom trabalhador
Ar sereno é seu encanto.
Bela estrela da manhã
Que em São Carlos reluz bem
Seu berço foi a Terra-Chã
E a Senhora de Belém.
Minha mãe falava dele
Que gostava de o ouvir
Sentia estima por ele
Tinha algo para lhe pedir.
Na altura não obedeci
Ao pedido feito por ela;
Por isso, hoje, estou aqui
Com o que por mim vem dela.
É com grande emoção,
Que divulgo a mensagem:
Do fundo do coração
Faço-lhe justa Homenagem.
Nunca se devem deixar
As palavras na gaveta
Estas que estou a lavrar
São pla Matilde da Serreta.
Rosa Silva (“Azoriana”)
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