"festa na ilha", nr 15/2011 - agradecimento/dedicatória

Revista Taurina Açoreana 2011

Chegou a "festa na ilha"
A nr 15, 2011:
Já vi a maravilha
Nem é prata nem é bronze
É oiro que se partilha.

A Taurina Açoriana
Da brava ilha Terceira
Chega em boa semana
E toma a dianteira
Na quintilha que me abana.

Sou feliz colaboradora
"Quadras Soltas na Tourada
À corda", é detentora
De bravos enfileirada
Com a rima sedutora.

João Paes, Victor Rui Dores,
Rosa Silva, José Eliseu,
Dão o melhor dos primores
No fulgor do verso seu
Bandarilha dos Açores.

Martins do Carmo e Mota,
Filomena Rocha, Zé Fernando,
Duarte Fournier, tomem nota,
Os nomes vou decorando
E um sorriso já me brota.

Alexandre e Manuel Bettencourt,
Fernando Pereira e Manuel Dias,
Com imagem que se curte
A rima das cortesias
Que à tourada não se furte.

Porque a Tourada à Corda
É levada muito a sério
E ninguém se veja à borda
Nem faça qualquer mistério
Se do berço a recorda.

O berço de um ilhéu
Bravo da ilha Terceira
Talha logo o seu chapéu
Com camisola à maneira
Alva qual nuvem do céu.

Ao peito levam emblema
Da sua ganadaria
A corda é o seu lema;
O pastor é um poema
De amor e valentia!

Agradeço de coração
A "festa na ilha" linda
Com a brava devoção
A canto mais e ainda
Fico à vossa disposição.

Rosa Silva ("Azoriana")


2011/06/30

Senhoras da nossa ilha

A Senhora de Belém
Abençoa a Terra-Chã
A dos Milagres também
Sorrindo luz na manhã
Na Serreta faz-nos bem.

O povo é mais feliz
Onde mora a santidade
Cada qual tem a raiz
No campo ou na cidade
Na igreja ou na matriz.

Mesmo quem não seja crente
Ao ver todo esse encanto
Acaba por ser temente
À nobreza do seu canto
E canta com nossa gente.

Se a viola e o violão
Entram a animar a festa
Fazem parte da tradição
E nada melhor nos resta.
Baladas do coração
Que ao povo manifesta.

Rosa Silva ("Azoriana")

28/03/2011

É a grande verdade

Que a morte é traiçoeira
Não avisa quando vem
A vida é tão ligeira
Mas feliz de quem a tem.

A vida se bem vivida
Eleva-se com a morte
Se de gente conhecida
O eco é sempre forte.

Tenho pena, é verdade,
Ninguém pede para vir,
Sei que vou sentir saudade
No dia em que partir.

Saudade do amanhecer,
Do sol, da lua, do mar,
E de quem me conhecer
E de quem gostei de amar.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Angélico Vieira, com apenas 28 anos, vítima de um acidente de viação, perdeu a vida.

Condolências à família e aos amigos.


 

Rimas minhas ao sabor do dia



Ter casa não é riqueza


E ter carro também não


Porque eles levam à pobreza


Se não se paga a prestação.


*


"O cão que ladra não morde"


É um dito popular


Mas também há quem acorde


Para o mandar calar.


*


Quando a tristeza invade


O coração de alguém


O seu olhar também há-de


Mostrar a dor que contém.


*


Não insistas na tristeza


E dá a volta por cima


Porque é tua natureza


Adorná-la com a rima.


*


Quem tem raiz na Terceira


É um alegre ser humano


Mas se é doutra maneira


Diz-se que é açoriano.


*


Cuidado com quem te ri


Pela frente e a teu lado


Atrás só fala de ti


Por isso toma cuidado.


*


Não há quem tenha vaidade


De falar da desventura


Mas pra falar a verdade


Rolho o dente ao que não dura.


*


O amor e a amizade


Ou se tem ou se não tem


Não se compra e nunca há-de


Vender-se por um vintém.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


Respeite os direitos de autor



Ó querida ilha Montanha

Meu Pico quero-te ver
E ao lindo Santo Amaro
Abraçar com mais prazer
Aqueles que mais reparo.

A família paterna
Tias, primos e seus filhos
Ir ao "Canto" e à "taberna"
E percorrer os seus trilhos.

Ó querida ilha Montanha
Eu gosto tanto de ti
Teu horizonte desenha
O amor que já senti.

Meus avós, tio e tias
Que retornaram ao Pai
Deram-me mais alegrias
De mim seu amor não sai.

Rosa Silva ("Azoriana")


Avó Vieira e Avô João Inácio

 


Avó Vieira e avô João Inácio

Ilhas do coração

Ilhas do coração

Do Pico eu sou metade
Do porto de Santo Amaro
Esse local que me há-de
Receber e dar amparo.

Lá tive avós paternos
Que me deixaram saudade
Hoje vejo que são ternos
No canto que me invade.

À Madalena, com ensejo,
Penso ir com mais doçura,
Levar um abraço e um beijo
Numa Marcha de ternura.

Somos amigos leais
Banhados pelo mesmo mar
Diferentes mas iguais
No amor plo nosso lar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Alma aficionada

Gostar ou não gostar eis a questão?!


 



 



Todos tem uma opinião
E nisso não levo a mal
No que toca à diversão
Há diferente e há igual
Neste caso a acção
Tem a ver com arraial.

Arraial de Festa Brava
É hino de aficionado
Cuja tradição desbrava
Nesta ilha com agrado
Desde o berço que nos grava
A paixão plo toiro amado.

O toiro se faz Divino
Entre as festas locais
É este o seu destino
Pelas ruas de arraiais
E até chega a ter hino
Na boca de alguns jograis.

Minha terra é do bravo
Da tradição e da cultura
Da rosa e do fino cravo
Do poema de aventura
No "Olé" que hoje gravo
No coração com doçura.

Tourada com cortesia
Leva uma ilha inteira
A brindar com simpatia
Quem eleva a bandeira
Com Bravos de alegria
E amor pela Terceira.

A tourada é um painel
Aguarela encantada
Cada um no seu papel
Tem alma aficionada
Ao seu Toiro é fiel
E perdoa uma marrada.

Rosa Silva ("Azoriana")

Angra do Heroísmo com São João num mar de marchantes

Ao começar ela benzeu-se pouco se importando com os olhares nas alas laterais. Estava receosa se não cumpria com o percurso e com o concretizar da meta: Praça Velha era o objectivo para ela e para todos os restantes cinquenta e nove elementos de uma Marcha colorida de cores bem ao gosto de São João - amarelo, verde e laranja com a calça preta da ala masculina. Os folhos adornavam a roda do vestido, cujo arco fazia o movimento rotativo do balão. Respirou fundo e ao toque inicial do bombo da Filarmónica da Terra-Chã, levantou o pé direito e começou a marcar passo ao ritmo melódico e com as palminhas deu-se início do que durou uma hora, sensivelmente, pelas ruas de Angra do Heroísmo: rua da Sé, rua de São João, rua das Minhas Terras, rua direita e Praça Velha, em frente à Câmara, onde nos esperava abundantes refrescos: água e cerveja.


 


Confessa que, a meio canal, passou-lhe pela mente desistir... Tinha os lábios secos, a boca sem saliva e a garganta não articulava palavra. Apenas o gesto dos lábios faziam a mímica da letra que havia construído com todo o amor e carinho. Não! Disse para consigo... Não desistas, força, continua, olha que não podes parar. Vai, vai, vai...


 


E foi... Com alguns descompassos, alguns amargos de boca, algumas quase escorregadelas mas nada que impedisse de pensar no objectivo: chegar ao fim!


 


Durante o percurso, ouviu e viu algumas pessoas amigas e conhecidas que lhe davam força num acordar para ir ao centro, rodar, traçar a rua, fazer a roda interna com os homens circulando por fora, novamente o traçar a rua, e assim sucessivamente... Água, água, apeteceu-lhe gritar a plenos pulmões mas os copos nem vê-los... Apenas, volta e meio, soltava baixinho:

São Carlos vem para a rua
Na festa de São João
O seu povo continua
Honrando a tradição
Com alegria sortida
São João salta a fogueira
E São Carlos ganha vida
Salta da mesma maneira.


 


Aqui, sim, levanta os pés do chão pulando como que pedindo a São João para levantá-la nos ares e elevá-la ao céu da rua de São João, como um balão verde, amarelo e laranja... Os pés estavam untados de creme mas já se queixavam sem que ninguém percebesse, os calores invadiam-lhe o corpo todo mas aguentou-se até ao fim e lançou ais de contentamento após o bombo voltar a dar a paragem.


 


Que feliz estava! Aos quarenta e sete anos teve o gosto de escrever/participar e adorou pertencer a um grupo fantástico, unido e respeitador. Duas moças (Filipa e Maria Luísa) levaram a cabo a excelente organização e todos os elementos cumpriram com a mensagem da Marcha de São Carlos 2011 - Os Santos gostam de fazer parte da diversão e a festa popular é, por excelência, uma atracção que até chama gente de outras ilhas - São Miguel, Pico e Graciosa, a seguirem o nosso modo de partilha.


 


Viva São João! Viva São Carlos! Viva, Viva!


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: Ela é a autora deste blog :)

São Carlos vem para a Rua nas Festas de São João



Letra: Rosa Silva ("Azoriana")

Música: Durval Festas
Elementos: 60
São Carlos - Angra do Heroísmo
Viva, Viva!



Veja no RTP Açores

 


A RTP Açores acompanhou todas as Marchas das Festas Sanjoaninas 2011


(Clique na imagem para ver a lista completa)


 


 


Lista das Marchas


 


 

A Germano Silva, ourives, relojoeiro e artista luso-americano


Germano Silva


Jóias de rara beleza
Do talento de Germano
Jorgense de natureza
Um perfeito ser humano.

Louvo toda a sua arte
Herói em terra distante
Mas chega a toda a parte
O seu valor deslumbrante.

Ourives luso-americano
Relojoeiro de coração
É "pataco" açoriano
Que nos cativa atenção.

Caro Germano, amigo,
És dourado no presente
Quem me dera estar contigo
Num abraço reluzente.


Quem me dera chegue o dia
De beijar as tuas mãos
E a tua joalharia
Que doura as emoções.

Com toda a sinceridade
Louvo todo o teu amor
E para firmar a verdade
Só sei dar-te rima em flor.


Rosa Silva ("Azoriana")

Sanjoaninas 2011 de Angra do Heroísmo...

Um comentário criado num artigo do blog da amiga Chica Ilhéu, após ver bonitas imagens das nossas Sanjoaninas, e que tem algumas correcções após 2ª leitura:
 


«Por motivos que se prendem com outras responsabilidades, às quais não posso "fugir", não tenho tido ocasião de ir às festas nocturnas das Sanjoaninas. Vi através da televisão porque foi gravado o que transmitiram (e também estará certamente disponível na internet). Não vi mas é como se tivesse visto. Vou espreitando os carros expostos nos pontos principais angrenses, onde a Festa brilha.

Isto tudo para dizer-te (e a quem ler o que aqui escrevi) que adorei toda a ornamentação citadina e fico muito satisfeita pelo que os construtores desses autênticos tesouros conseguiram fazer em prol da continuação da cultura, tradição e costumes do nosso povo terceirense.

É de louvar quem, nos bastidores da Festa, passa dias e noites, tirados do convívio familiar, na preparação desse brilhantismo, para que Angra seja motivo de orgulho.

Sugeria que (e não sei se existe em algum lado ou se foi divulgado) referissem os nomes dos que trabalharam com brilhante perícia para o bem das Festas Sanjoaninas.

Ao fim e ao cabo todos, e cada um de nós, contribuem com um pouco do que têm e sabem.

Este ano é a primeira vez que contribuo com algo e vou participar activamente, assim queira Deus e São Pedro aguente sem regar com chuva os trajes das Marchas. Até me apetece criar uma cantiga à sorte mas convicta:

ANGRA LINDA ÉS!


 


Que Angra tão linda
Que linda já é
Brilha mais ainda
O teu lindo pé
De saia rodada
Arco de ventura
E vai de mão dada
Com a brava cultura.


 


"Angra Festa Brava"
Bandarilha até
Que ora nos grava
O toiro à Sé
De Bravo investe
Para os populares
E a marcha se veste
Bordando os olhares.


 


Angra Festa Brava

 


 


Angra a tua Hortência
Reluz pela Praça
É arte e ciência
Sorrindo a quem passa
Meu olhar te mira
Sem nenhum revés
E não me admira
De seres como és.


 


Angra és a Diva
Da nossa História
Que em ti sobreviva
A doce glória
Nas ruas e Praça
Covas e Bailhão
Na Sé se abraça
Angra de Paixão.


 


Que grande folia
O tema me faz
Ouvi Cantoria
E o Pezinho lilás
Na Marcha da vida
Levo o meu balão
E vou divertida
Toureando o refrão.


 


São João festeiro
Olha esse toiro
Tu és ganadeiro
Meu bravo de oiro!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

José Manuel "Caracol" - Tocador fiel


 


 


Não é grande em estatura
Mas é grande tocador
Muito mais que a sua altura
Homem de grande valor
Lado a lado com a cultura
Deste povo triunfador.



José Manuel Caracol
É deveras conhecido
Cordas brilham como sol
Do tocador destemido
Que já conta no seu rol
Quase meio século corrido.


 


Ao lado do Emanuel
E de mais outras violas
Cumpre inteiro o seu papel
Ouvi-lo tu te consolas
Timbre doce como mel
Mas os dedos não esfolas.


 


Lhe faço minha homenagem
Se alguém ainda não fez
Esta vida é uma passagem
Faz-se bem de quando em vez
Caracol tua imagem
É de amigo muito cortês.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 

Pézinho nas Cinco Ribeiras - Angra do Heroísmo

O meu primeiro Pezinho no Sábado (2011/06/18) do 2º Bodo da freguesia das Cinco Ribeiras, a convite do Procurador Emanuel e Elvira Soares


Na casa do Procurador Emanuel Soares

 


Vou tentar vos descrever
O que não tem a ver com despique
Mas é só para dizer
Que as cantigas são a pique
Num Pezinho fui por querer
E no futuro talvez fique.


Foram cinco cantadores
Que brilharam nas cantigas
Junto de dois tocadores
Numas cordas sem fadigas
Nas Cinco de brancas cores
Que de nós foram amigas.

José Fernandes, do Só Forró,
Ao lado estava o Abel,
Ao centro, não tenham dó,
Fui fazer o meu papel,
O Carlos não estava só
Ti João fez rir painel.

Fiz tudo por engrandecer
O casal, nosso amigo,
Procurador a percorrer
O percurso tão antigo,
No Bodo há que saber
Trazer Deus sempre consigo.

A Coroa e as Bandeiras
O carro de bois com vinho
Crianças em brincadeiras
Foi momento de carinho
Ontem nas Cinco Ribeiras
Vi o Céu ali pertinho.

Desde já peço perdão
Por invadir este espaço
Com esta recordação
Que guardo no meu regaço
Foi extrema a emoção
Que seguiu em cada passo.

Casa dos Procuradores
E um dos respectivos pais
E na venda, meus senhores,
Houve lágrimas centrais,
Na Casa do Povo flores
Da boca de alguns jograis.

Depois fomos ao Cemitério
Onde as cantigas rezaram
Avistando o baptistério
Onde nestes dias coroaram
Mas ali o maior mistério
Foi a vénia que me doaram.

Uma criança pequena
Com o bracinho ao peito
Que seguiu toda a cena
Como um amor-perfeito
Disse-me e sorri sem pena:
- O seu verso está bem feito

E à Senhora do Pilar
No altar da alva Igreja
Ouvi rimas ecoar
Como quem uma Mãe beija
E no Largo foi de pasmar
Toda a carne que festeja.

Carne, vinho e santo Pão,
Gentes e Banda musical,
Sociedade e o Talhão
Do Chafariz original
Fez luzir a tradição
Da Trindade fraternal.

A Junta de Freguesia
Também recebeu o mimo
E tanta gente ouvia
A rima que tanto estimo
A Sociedade se seguia
Sempre com mote do primo.

O Império vem no fim
Na bondosa despedida
O casal deste Festim
À porta brotava vida
Como flores do Jardim
Da Alva e Santa Guarida.

E agora eu vos JURO
Com toda a fé da minha alma
Que se Deus me der futuro
E eu abraçar mais calma
Verei crescer verso puro
Com a ternura da palma.

Meus amores pela rima
E por toda a nossa gente
Faz fazer vir ao de cima
Um verso sempre contente
E por quem tenho estima
Toda a rima é diferente.

E se lágrima cair
Destes meus olhos de mar
Seja apenas o surgir
Da minha forma de amar
O verso que veio abrir
O meu gosto por cantar.


 


Versos no dia seguinte: 2011/06/19


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


 


 

Cantoria de oiro em Angra do Heroísmo no início das Festas Sanjoaninas

SANJOANINAS 2011

A GRANDE CANTORIA NO PÁTIO DA ALFÂNDEGA

Liduino Borba

Realizou-se na sexta-feira, dia 17, pelas 22 horas, no Pátio da Alfândega, uma grande cantoria, organizada pela Comissão das Festas Sanjoaninas 2011, que teve como responsável nessa área o nosso muito conhecido José Joaquim, homem que tem dado uma contribuição assinalável às nossas tradições e etnografia.



Foram convidados 9 tocadores e 11 cantadores para este serão. Os tocadores foram: André Silveira, Jorge Rosa, Marta Rocha, Orivaldo Chaves, Osvaldinho Lima, Osvaldo Lima, Paulo Pires, Rui Armas e Rui Pires. Os cantadores foram: Adelino Toledo, António Isidro Brasil, António Mota, Carlos “Santa Maria”, Fábio Ourique, João Ângelo, João Leonel “Retornado”, José Fernando, Lupércio, Marcelo “Caneta” e Maria Clara.



As escolhas dos pares, feitas sabiamente por José Joaquim, permitiram uma grande noite de cantoria para todos os amantes desta arte de versejar.



O serão começou com Marcelo “Caneta” e José Fernando que enalteceram as festas, Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e a ilha integrada no conjunto açoriano. Um do concelho de Angra e outro do da Praia.



A segunda dupla a cantar foi Adelino Toledo, convidado vindo de Hilmar, Califórnia, com João Ângelo o mestre das cantorias. Dois grandes amigos de longa data, que tive o privilégio de biografar, que se respeitam mutuamente, qual deles engrandecendo mais o outro. A mistura de um cantador “sério” com um “brincalhão”, com muitos anos de experiência, permitiu à assistência deliciar-se com versos de primeira linha, que só os grandes mestres sabem fazer.



O terceiro “round” da noite ficou a cargo da juventude com uma muito interessante cantoria entre a voz de oiro de Fábio Ourique, natural de São Mateus, e o estudante universitário António Isidro Brasil, natural de São Jorge, que se portaram muito bem até meio, mas que daí em diante superou todas as expetativas, com as rimas de valor elevado ali cantadas à nossa cidade, história, ilha e país.



A quarta actuação esteve a cargo de Carlos “Santa Maria” e João Leonel “Retornado” dois mestres do improviso, que iniciaram com um série de bem ajustadas críticas à situação política e social que vive o país, para acabarem a elevar as nossas festas e tradições.



A quinta dupla a actuar foi Lupércio, convidado vindo das Capelas, ilha de São Miguel, e António Mota, terceirense de gema a viver em São Sebastião, mas natural da Ribeirinha. Como quase sempre nestes casos, o bairrismo entre duas ilhas irmãs veio ao de cima, mais da parte do Mota, porque percebeu-se que Lupércio apenas se foi defendendo e, por várias vezes, tentou enaltecer o contributo dado pelas duas ao conjunto açórico, enquanto Mota continuou no mesmo caminho inicial, o que não deixou de ser engraçado com um final bonito de rimas trocadas entre eles.



O serão encerrou com o convidado da diáspora Adelino Toledo e a promissora Maria Clara. Era um dos momentos aguardados da noite. Para Adelino era mais uma cantoria, entre muitas, mas para Maria Clara era o coroar frente a um dos maiores improvisadores da actualidade, recentemente biografado por mim em livro. Ela própria declarou esse respeito no início da cantoria. Mas correu muito bem, porque para além de Adelino Toledo não costumar afrontar os seus pares, se para isso não for necessário, Maria Clara soube estar bem à altura do que esperavam dela nessa noite. Foi das melhores cantorias que já ouvi dela. Tratou, com o seu par, o tema do beijo duma forma tão sublime, doce e discreta que só os grandes improvisadores sabem fazer. Maria Clara começa a deixar, e muito bem, algum verso com uma métrica um pouco grande para trás. Valeu a pena esperar para ouvir estes dois cantadores.



O Pátio da Alfândega estava cheio para ver esta cantoria. Ao longo da noite algumas pessoas foram abandonando o cais, mas às duas horas da manhã, quando acabou a cantoria, ainda tinha muita gente, prova de que há muitos que gosta de boas cantorias.



A Comissão de Festas, e o seu organizador, José Joaquim estão de parabéns pelo sucesso.



Venham mais destas.

19 de Junho de 2011

ARTIGO DE LIDUINO BORBA SOBRE O LANÇAMENTO DO "CHAFARIZ DA CERVEJA" com fotos de Rui Contente

No Lameirinho


 


Lançamento do livro “CHAFARIZ DA CERVEJA”


 


Liduino Borba


 


Realizou-se na sexta-feira, dia 17, pelas 16 horas, junto do Chafariz no Lameirinho, em Angra do Heroísmo, a cerimónia de lançamento do livro “Chafariz da Cerveja”, antes da tourada à corda integrada no dia de início das Sanjoaninas. Antes, o Chafariz já tinha começado a correr cerveja para todos quantos se juntavam à festa.

À hora do lançamento, o pátio do Zé Maria já estava cheio de amigos e aficionados da tourada. A mesa de cerimónia do lançamento foi presidida pela presidente da edilidade angrense, Dr.ª Andreia Cardoso, que também viveu na zona do Lameirinho, descrevendo assim algumas facetas da sua meninice bem como o recordar de muitas famílias locais. Após a sua intervenção, pedindo desculpa, ausentou-se para concluir a reunião camarária interrompida para esta presença.

Outro membro da mesa foi o representante da Junta de Freguesia da Conceição que também disse algumas palavras sobre o momento que se vivia. Mário Rodrigues, convidado para apresentar o livro, fez uma intervenção digna de registo, elogiando o trabalho desenvolvido à volta das nossas tradições, por conseguinte a amizade, a partilha, o toiro e a tourada. A “Dupla Imbatível”, Bolinha e Zé Maria, também disseram algumas palavras alusivas ao momento, não escondendo a sua enorme alegria pelo lançamento dum livro ligado a um acontecimento por eles criado. João Rocha, jornalista, convidado para escrever o Prefácio, também se referiu ao acontecimento como caso único de amizade e partilha.

Por fim foi a minha vez de dizer algumas palavras sobre o acontecimento. Comecei por referir os aspectos históricos mais importantes do Chafariz, construído em 1858, época de franco crescimento económico, nomeadamente com o abastecimento de água a muitas populações que até a essa data não disponham, nestas condições, desse bem precioso e indispensável à vida. Referi-me ao Padre Alfredo Lucas, de São Brás, como grande obreiro daquela freguesia, autor do livro “Ermidas da Ilha Terceira”, e, segundo informação não confirmada, também recolheu muita informação para publicação de “Chafarizes da Ilha Terceira”, que não chegou a acontecer.

Por falar no Padre Lucas, contei aquela história dele quando morreu um burro na freguesia e não aparecia o dono. Começando a ser um problema, o padre telefonou ao presidente da Câmara da Praia, que já sabia a sua forma peculiar de tratar as coisas, pedindo que a Câmara viesse retirar o animal da via pública, ao que o presidente respondeu:

- Mas o senhor padre é que costuma fazer os enterros…

>Ao que o padre respondeu:

- É verdade, mas eu costumo, primeiro, avisar a família…

Acabou aqui a sessão do lançamento do livro e seguiu-se a tourada com muita cerveja e petiscos como só os terceirenses sabem fazer.

19 de Junho de 2011


(Fotos de Rui Contente)


 



18/06/2011 Relatório de (algumas) cantigas do Pézinho das Cinco Ribeiras (sábado do 2º Bodo)

(Em frente à igreja das Cinco Ribeiras.)

Na cruz está o favorito,
No altar, Senhora do Pilar,
Na porta João de Brito
P'ró meu verso ancorar.


 


(À porta do cemitério. Uma das quadras
teve a ver com a novidade: foi neste dia
que soube o nº da sepultura onde o poeta
e cantador Charrua está.)

A Santíssima Trindade
Prova aqui o seu Mistério;
Porque só há igualdade
Dentro de um cemitério.


 


Estou no meio desta rua
A cantar com muito afinco
Ao nosso poeta Charrua
Que está na «sessenta e cinco».


 


(Em frente à mercearia.)

Deus ouve os vossos ais
E recebe o recado,
Da viúva, filhos e pais
Do saudoso João Furtado.


 


(À Junta de Freguesia.)

Canto na hora presente
Na lembrança do passado
Pelo bom Presidente
E plo serviço prestado.


 


(Ao casal de mordomos.)

Ao Emanuel e à Elvira
E aos filhos do seu amor:
O meu verso vos admira
Por servirem o Redentor.


 


(Junto à casa dos mordomos do 1º Bodo
cujos filhos (gémeos) estavam na janela,
e a Coroa ao portão. Talvez foi a quadra
espontânea que mais gostei de proferir
porque jamais a esqueci.)

Tens dois cravos à janela
Que provam o vosso ensino;
No portão a imagem bela
Que representa o Divino.


 


(Junto à Casa do Povo.)

É pilar da freguesia
Da Senhora do Pilar;
Casa nunca está vazia
Quando toca a ajudar.


 


(Junto ao Império das Cinco Ribeiras.)

Adeus belas Cinco Ribeiras
Num abraço fraternal;
Adeus Coroa e Bandeiras
Adeus formoso casal!


 


(Junto à casa do pai do mordomo do
2º Bodo.)

Que minha flor tenha brilho
No ramo desta cantiga:
Este pai ama seu filho
E o ajuda sem fadiga.


 



 


Estas foram as quadras que lembro e anotei quando tive oportunidade, ainda com a memória fresca, não propriamente pela ordem sequencial.


 


Essencialmente, foi uma anotação que peca pela escassez, uma vez que foram proferidas bonitas quadras pelos que me acompanhavam no sábado do Pézinho das Cinco Ribeiras, a convite dos mordomos do 2º Bodo.


Para memória futura
Pra quem gosta do Pézinho
É um momento de cultura
Aliado ao pão e vinho.

Quem conhece a tradição
Destas ilhas dos Açores
Há-de ter em audição
Improviso dos cantadores.


 


Estas quadras que vos lego
São a cópia fiel
Do que ao Divino entrego
Cumprindo o meu papel.


 


O papel de um Pézinho
É feito de forma oral:
Vão cantadores plo caminho
Com a quadra original.

Rosa Silva ("Azoriana")

Em dia de Pezinho da Trindade



Eu louvo hoje quem trabalha


Com gosto pró seu irmão


E que raramente falha


Nos caminhos da função.


 



 


Hoje vou para o Pezinho


Das lindas Cinco Ribeiras


Que o Pilar do carinho


Esteja em todas as ladeiras.


 


Depois de feita a partilha


Do doce verso amigo


Vou seguindo pela ilha


E tu vê se vens comigo.


 


Na freguesia do cavaleiro


São Jorge de rosto ao mar


Onde ouvi cantar primeiro


Cantorias no novo Bar.


 


Esta ilha se encanta


E se veste de encanto


Nestes dias só se canta


Em louvor do Espír'to Santo.


 


As freguesias a eito


Dão ares de divindade


E levam amor ao peito


Pla Santíssima Trindade.


 


Nos meus versos levo rosas


Nas rimas a devoção


E nas cantigas formosas


Levo abraços de coração.


 


Quem me quiser abraçar


Abrace de simpatia


E enfeite o meu rimar


Com o sorriso do dia.


 


Rosa Silva ("Azoriana")



À boa amiga Clarisse Sanches, poetisa de Góis!

Exposição Memória

(Imagem da autora. Clique para ler o seu artigo)

 


Quem pudesse voar, chegar a Góis
Para mimar a Exposição Memória
Mas tão longe estou dos seus lindos Sóis
Mais perto estou do mar da viva história.

Sublime Exposição que ora constróis
Com traje de rica lira e vitória
No incentivo que virá depois
Exponente do Museu que traz glória.

Clarisse Sanches, cara poetisa,
De Portugal alcança o mundo inteiro
Demonstra, assim, sua plena divisa.

Heróica criadora portuguesa
Da arte em fino verso pioneiro
Com o ideal da força e natureza.

Rosa Silva ("Azoriana")

Redondância: Imagem e letras por Angra do Heroísmo

Ó Minha Querida Angra!

 



Temos o Porto das naus
O Monte dos garajaus
E a festa que espreita
Temos a doce folia
O Sal da nossa Baía
Que na Areia se deita.

Temos a Sala do Povo
Para o velho e para novo
Regalarem o olhar
Temos navio de proa
E a Vela que não voa
Mas que acena ao doce mar.

Temos Angra engalanada
Pela Festa tão amada
Nas ruas sempre a prumo
Temos Dança da partilha
O Pezinho e a Rosquilha
E de Baco cheira a sumo.

Temos canto e bailarico
Temos Balão e Manjerico
E tudo a gente agarra
Temos morcela com gosto
Um cozido bem disposto
E o Verão da Cagarra.

Esta parte da cidade
É jovem realidade
Que embeleza e alegra
Mostra todo o heroísmo
Que cresce com o lirismo
Que cada alma integra.

Rosa Silva ("Azoriana")

Ensaio da Marcha de S. Carlos com a Filarmónica da Terra-Chã - Angra do Heroísmo

Nossa marcha se enfeita
Alinhada, bem direita,
Com os saltinhos de pé
São João nem acredita
Que até cortar a fita
Há que ensaiar com fé.

Com a rima de feição
Humanizo o São João,
Que já sorri de vontade
A silhueta da rua
Na nossa Marcha actua
Com muita variedade.

Este é o primeiro ano
Que fulana e fulano
Vão entrar nesta fileira
«Salta, salta coração
Com a flor da diversão
És a alma da Terceira!»

Rosa Silva ("Azoriana")

 

A casa "morreu" de pé tal como as árvores...



Bom dia!




Dormi pouco. Aliás, costumou-me imenso a adormecer após o cenário dantesco do fogo que arrasou o teto, interiores, janelas e portas de um edifício que estava desocupado há algum tempo, desde que a ACM se mudou para outro local que não a Canada dos Folhadais.


  Antes do incêndio de 13/14 de Junho


 


O pouco que dormi ainda deu para ter sonhos a roçar o pesadelo, que me colocou uma dor de cabeça para juntar à dor de dente. Há dores difíceis de suportar e trazem-nos pensamentos vários: o que será que originou aquele majestoso incêndio?! Será por estar há demasiado tempo sem cuidados? Será que ninguém se preocupa com a triste ocorrência para além dos vizinhos, dos Bombeiros, da PSP, dos trabalhadores da EDA e de algumas pessoas que acorreram ao local?




Ainda não vi ou ouvi notícias sobre o assunto mas quem passar pelo local irá perceber que nada é como dantes e que doravante será mais um esqueleto monumental que outrora acolheu os educandos da Associação Cristã da Mocidade, da ilha Terceira.




O que ouço é: "Já não há ACM"... Ao que me leva a retorquir... Há mas noutro local e/ou freguesia.




Tenho de me pôr atenta pois nunca se sabe a hora ou dia que uma cena destas nos possa acontecer... Ninguém está fora de perigo e o perigo espreita a cada esquina.




Se aquele edifício tiver proprietário, penso que neste momento estará a braços com uma despesa avultada ou deixará "morrer" um belo edifício que já o foi certamente.




Sempre ouvi dizer: "Vai-se tudo atrás dos donos" e eu acrescento: uma casa desabitada é uma casa moribunda sujeita a qualquer ocorrência.




Cuidemos do que é nosso legitimamente e ajudemos o nosso próximo nem que seja a chamar quem sabe cuidar.




Bom dia a todos.




14 de Junho de 2011




Rosa Silva ("Azoriana")



Ao Adelino Toledo, de visita às Fontinhas, concelho da Praia da Vitória

CANTORIA DE HOMENAGEM A ADELINO TOLEDO, NAS FONTINHAS

Realizou-se este domingo à noite, dia 12 de Junho, na Sociedade das Fontinhas uma Cantoria de Homenagem a Adelino Toledo, filho da freguesia, a residir em Hilmar, Califórnia.

Foi mais um sucesso, com casa cheia, a que as Fontinhas assistiu. Estiveram presentes 12 cantadores e Adelino Toledo e 5 tocadores, que preencheram o lindo serão.

Os cantadores foram: Eduino, Fernando Fernandes, Francisco Ficher, Hélder Pereira, João Ângelo, José Amaral, José Eliseu, José Fernando, José Santos, Manuel “Castelão”, Marcelo Caneta e Valadão. Tocadores: Dimas Toledo, João Machado, José Domingos Mancebo, José Manuel “Caracol” e Zeca Silva.

O serão começou com a apresentação dos cantadores e tocadores, seguindo-se um minuto de silêncio em homenagem ao falecido José Pereira, cantador das Fontinhas, que tinha cantado com o Adelino em 1988.

Os cantadores, filhos da freguesia, Hélder Pereira e José Fernando abriram a cantoria, de cerca de quinze minutos, com uma saudação e boas vindas, de improviso, a Adelino Toledo.

O grande momento da noite estava reservado para o improviso entre José Eliseu e Adelino Toledo, que deliciaram os presentes com uma cantoria de se lhe “tirar o chapéu”. De meio para a frente, as palmas sucediam-se a cada quadra ou sextilha improvisada pelos dois. Mas o auge foi atingido quando o público, de pé, ovacionou o filho da casa.

Adelino, já com todos os cantadores e tocadores em palco, encerrou o serão, com a seguinte sextilha, que mais uma vez levantou toda a plateia:

Adeus homens da poesia
Orgulho desta Terceira
Deixo um beijo à freguesia
Até um dia que Deus queira
E rezo uma Avé-maria
Por alma do José Pereira

13 de Junho de 2011
Liduino Borba

Por impedimento físico não pude estar presente nesta memorável cantoria mas dedico umas sextilhas a Adelino Toledo, criadas há pouco:

A cantoria brilhou
Liduino nos dá conta
Da sextilha que brindou
Na cantoria que reconta
De Adelino que voltou
À saudade que aponta.

Ele grava no coração
Os cantadores da terra
E com grande emoção
Na sua alma encerra
Os tocadores de então
Lembrando o mar e serra.

E do eco das trindades
Da balada do seu mar
Do balanço das saudades
No encanto do luar
Leva prás comunidades
O amor que veio buscar.

O amor do povo ilhéu
Cabe no seu coração
O azul do lindo céu
O tinge de devoção
Com a Mãe do lindo véu
A dar-lhe inspiração.

Oxalá consiga ler
O canto que fiz agora
Para mim foi um prazer
Conhecê-lo na melhor hora
No livro que pude ver
E lembrar pla vida fora.

Adeus Homem de valores
De amor, arte e rima,
És dos nossos cantadores
Aquele que muito estima
As Fontinhas dos Açores
Que seu coração sublima.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Adelino Toledo

 

Santo António

Santo António

Dia da Região Autónoma dos Açores

Dia dos Açores

 


LOUVOR

Bem-haja o Nosso Povo
Nossa alma Açoriana:
Bendigamos velho e novo
Catedral de força humana!

Bem-haja o nosso Bodo,
Santa Festa e a Profana,
São espírito do todo
No eco de sempre: Hosana!

Valor, Reconhecimento,
Mérito e Dedicação,
Pro Dia da Região.

As Insígnias de talento,
São Relíquias de valores
Das nove ilhas dos Açores!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


E leia-se...


 


Dia da Região

 


 

À Comissão do Império de São Carlos 2011


 


Sete amigos da Coroa
Sete dons do Espírito Santo
Sete honrando a Pessoa
Que do Império gosta tanto.

Sete bandeiras unidas
Num coração palpitante
Sete pessoas queridas
Com trabalho cativante.

Antes, durante e após,
À volta da Divindade
Fazem tudo por dar voz
A toda a Comunidade.

Coroa, Ceptro e Bandeira
Num cenário tão cortês
Do Império da Terceira
Que em São Carlos tu vês.

Nossa alma se inflama
Urdida pela devoção
De todo aquele que ama
Esta linda tradição.

Canta a fé com alegria,
Canta o alfenim e a morcela,
No Pezinho e na Cantoria
Só quem sabe vai com ela.

Rosa Silva ("Azoriana")

Pensamentos

 

 



 


 


Comi o pão da desgraça
Bebi o sumo do tédio
Mas hoje quem me abraça
Traz a cura, sem remédio.

Tomei gosto pela vida
Cantei o amor de ilhéu
Saudei a investida
Despedi-me sem troféu.

Debrucei-me na cantiga
Vestindo tanta saudade
E nem sei o que vos diga
No calor da amizade.

Minha vida tem sentido
Com a cura do amor
Em cada dia vivido
Sobressai seja o que for.

Rosa Silva ("Azoriana")

Educação, Amor e Trabalho

Educação, Amor e Trabalho
Três estantes de Valor
E aqui neste retalho
Vão nas asas do Açor.

Na onda não me atrapalho
Sobrevivo com fervor
E se alguma vez eu falho
Peço ajuda ao Redentor.

Sou parte do povo unido
Em nove ilhas separadas
De Portugal ancoradas.

Minha vida tem sentido
Quando canto a Região
Na ilha do coração.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Índice temático: Desenho sonetos

"Ó Pátria Mãe" - 10 de Junho de 2011 - Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas

Da transmissão directa pela televisão portuguesa destaco, sem sombra de névoa, o eco das Forças Militares que, distinta, honrada e firmemente, desfilam em parada, no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, comemorado em Sessão Solene, em Castelo Branco. Este eco ficou, permanente, na minha mente e sentidos. Arrepia e é de LOUVAR toda a entrega e dedicação à Pátria Portuguesa:


 


 


Ó Pátria Mãe

 


Sou admiradora de Fardas e de tudo o que representam. Com estas Forças eu canto o que ora dedico:


 



 

Dois livros a não perder... «Adelino Toledo - Uma voz na diáspora» e «Chafariz da Cerveja»

Convite

 


 


O Bola e o Zé Maria


(O livro "Chafariz da Cerveja" será lançado a 17 de Junho,
no pátio do Zé Maria, junto ao Chafariz, do Lameirinho, pelas 16:00)


 


Dois livros vão ser lançados
Com pompa e circunstância
Ambos serão agraciados


Com abraços em abundância.


 


Adelino Toledo, cantador,
Poeta do improviso,
Com sentido e primor
A ninguém dá prejuízo.


 


Veio à terra natal
Fontinhas, de amizade,
Numa Onda Cultural
A edição da saudade.

Fica assim assinalado
O Dia de Portugal
10 de Junho é lançado
Mais um livro especial.


 


E deste a oito dias
Nas Festas Sanjoaninas
Virão outras alegrias
Que não serão pequeninas.


 


O "Chafariz da Cerveja"
Que de água não transborda
Pra que toda a gente veja
Mais um de Liduino Borba.


 


A Serreta vai lá estar
Com a banda de eleição
E vamos puder cantar
A marcha frente à população.


 


Estão todos de parabéns
Cada um à sua maneira
Estes livros são dois bens
Prá nossa linda Terceira.


 


Um bem-haja à nossa gente
De folguedos e cantigas
Que abraço alegremente
Com estas rimas amigas.

Rosa Silva ("Azoriana")