O meu primeiro Pezinho no Sábado (2011/06/18) do 2º Bodo da freguesia das Cinco Ribeiras, a convite do Procurador Emanuel e Elvira Soares
Vou tentar vos descrever
O que não tem a ver com despique
Mas é só para dizer
Que as cantigas são a pique
Num Pezinho fui por querer
E no futuro talvez fique.
Foram cinco cantadores
Que brilharam nas cantigas
Junto de dois tocadores
Numas cordas sem fadigas
Nas Cinco de brancas cores
Que de nós foram amigas.
José Fernandes, do Só Forró,
Ao lado estava o Abel,
Ao centro, não tenham dó,
Fui fazer o meu papel,
O Carlos não estava só
Ti João fez rir painel.
Fiz tudo por engrandecer
O casal, nosso amigo,
Procurador a percorrer
O percurso tão antigo,
No Bodo há que saber
Trazer Deus sempre consigo.
A Coroa e as Bandeiras
O carro de bois com vinho
Crianças em brincadeiras
Foi momento de carinho
Ontem nas Cinco Ribeiras
Vi o Céu ali pertinho.
Desde já peço perdão
Por invadir este espaço
Com esta recordação
Que guardo no meu regaço
Foi extrema a emoção
Que seguiu em cada passo.
Casa dos Procuradores
E um dos respectivos pais
E na venda, meus senhores,
Houve lágrimas centrais,
Na Casa do Povo flores
Da boca de alguns jograis.
Depois fomos ao Cemitério
Onde as cantigas rezaram
Avistando o baptistério
Onde nestes dias coroaram
Mas ali o maior mistério
Foi a vénia que me doaram.
Uma criança pequena
Com o bracinho ao peito
Que seguiu toda a cena
Como um amor-perfeito
Disse-me e sorri sem pena:
- O seu verso está bem feito…
E à Senhora do Pilar
No altar da alva Igreja
Ouvi rimas ecoar
Como quem uma Mãe beija
E no Largo foi de pasmar
Toda a carne que festeja.
Carne, vinho e santo Pão,
Gentes e Banda musical,
Sociedade e o Talhão
Do Chafariz original
Fez luzir a tradição
Da Trindade fraternal.
A Junta de Freguesia
Também recebeu o mimo
E tanta gente ouvia
A rima que tanto estimo
A Sociedade se seguia
Sempre com mote do primo.
O Império vem no fim
Na bondosa despedida
O casal deste Festim
À porta brotava vida
Como flores do Jardim
Da Alva e Santa Guarida.
E agora eu vos JURO
Com toda a fé da minha alma
Que se Deus me der futuro
E eu abraçar mais calma
Verei crescer verso puro
Com a ternura da palma.
Meus amores pela rima
E por toda a nossa gente
Faz fazer vir ao de cima
Um verso sempre contente
E por quem tenho estima
Toda a rima é diferente.
E se lágrima cair
Destes meus olhos de mar
Seja apenas o surgir
Da minha forma de amar
O verso que veio abrir
O meu gosto por cantar.
Versos no dia seguinte: 2011/06/19
Rosa Silva (“Azoriana”)
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