Não é Hoje, é Amanhã...

Eu sei que esta coisa de se fazer mais um ano tem que se lhe diga (Diga-se AMANHÃ). Por um lado, antes mais um que menos um, mas por outro, acrescenta responsabilidade, aproxima a última idade e atraca no cais da saudade.


 


Desde a infância que fui habituada a fazer caso do dia de aniversário (é só amanhã – SEXTA-FEIRA 01/04/2011), festivamente, nem que fosse com um bolo caseiro e falatório à volta do acontecimento. Minha mãe (14-03-1940) tinha a mania das cornucópias com creme de chantilly, crocantes e fazendo estardalhaço bastante dos restos de massa folhada que teima em fazer-se notar. Ao meu pai (02-12-1929) não podia faltar um jantar de família com abundância do que ele gostava mais. E o meu lá vinha sempre no dia das mentiras com todas as verdades a que tinha direito, nem que fosse um BOLO cheio de cremes. Adoro tudo o que tenha creme q.b. (dou folga à linha por um dia  )


 


Estou praticamente a um dia de fazer o 4 ao lado do 7, que, juntos, dá 47. Sou uma mulher de números e dou significado aos números: O 4 é o meu favorito (corresponde ao mês de Abril, nasci numa 4ª feira, ano 64) e 7 é o número de anos do Azoriana blog que se completam a 9 de Abril. E com esta “nova” idade fica marcado o lançamento do livro que, modéstia à parte, será o primeiro cujo título contempla a freguesia que contou a 1 de Janeiro de 2011, 139 anos de identidade própria (1+3=4).


 


O melhor presente de aniversário que me podem dar é estarem presentes na festa de sábado, dia seguinte (the next day) ao meu aniversário. Se avistar o teu sorriso já é uma linda prenda. E olhem que eu já sorri a alguns cartões que recebi com palavras muito lindas de agradecimento.


 


Desta vez e no próprio dia (1), não me apetece bolo (os cremes podem ser outros). Apetece-me uma boa PIZZA daquelas que vêm trazer a casa, acompanhada com bebida condizente, em confraternização familiar. Também peço paz e saúde (anda uma constipação a inquietar-me (nos)). Leite, alho, mel e limão (muito quentinho) antes de dormir fará algum efeito. A “santa” farmácia também pode fazer parte da “festa” para que a outra FESTA seja um dos dias mais felizes de uma vida que sorri e chora a qualquer hora…


 


Amanhã, também, é um dia especial: será a inauguração de um lugar interessante na freguesia das Doze Ribeiras, onde a cantoria terá um momento festivo. (Ou o mel faz efeito ou a mímica entra em cena!)


 


Angra do Heroísmo, na véspera do amanhã…


 


(Não sei se vou escrever amanhã porque o dia é “self-service” ou de leituras. Não sei se hoje é verdade o que amanhã pode ser peta.)


 



Minha porta fica aberta
E meu coração também;
Visita a Peta que tem
Esta prenda mais que certa.



My door is always open
And my heart is open too;
Visit me now and often
So this gift is more than true.



 


Rosa Silva (“Azoriana”)

Ao «Bom Dia Açores» de 31-Março-2011

Obrigada!


 


Pedro Moura me convida
Para falar em direto
Sobre o livro de uma vida
E da Serreta com afeto.


 


Venho hoje agradecer
E Louvar o seu Bom-Dia
E a todos que estão a ver
Ante-véspera da alegria.


 


Um livro é uma paixão
Quando germina do centro
Traz à tona o coração
Com tudo o que tem lá dentro.


 


O livro assim comove
O berço da Mãe e meu
Ano cento e quarenta e nove
Desde que a Serreta "nasceu" (*).


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 


Nota: (*) A Serreta foi independente da paróquia das Doze Ribeiras em 1 de Janeiro de 1862. (...)

Agradecimento(s) nas vésperas do lançamento

Elevo a minha gratidão
Pla vossa digulgação
In the "Venus Creations"
Que nossa Cultura e Arte
Seja sempre a melhor parte
"Winning special emotions"!


 


A querida ilha Terceira
Vossa leal companheira
Irradia mais saudade
Por isso vamos cantando
E em rimas espalhando
O calor da amizade.


 


Pra quem vive no estrangeiro
E recorda do Terreiro
Do improviso popular
Sabe que não esquecemos
Aqueles que já não vemos
Numa quadra salutar.


 


Tudo isto faz sentido
Porque o elo é querido
Entre os de cá e os de lá
Um abraço sorridente
Envio a toda a gente
In América's e Canadá!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

À «VOZ DOS AÇORES», na Califórnia

 


À «VOZ DOS AÇORES»

 

Sinto-me deveras honrada
Com essa sua mensagem
E por ser acarinhada
No convite à reportagem.

 

No sábado o lançamento
Não sei o tempo que dura
Vai ser um grande momento
Que adoça nossa cultura.

 

A cultura açoriana
Vai muito além dos Açores
E no livro da semana
Vão rimas dos meus Amores.

 

Agradeço ao Director

Da linda "Voz dos Açores"
É digno de bom Louvor
Por tantos dos seus valores.

 

KIGS, em Hilmar,
Do Barbarense de gema,

De que tanto ouço falar
Abre hoje o meu tema.

 

No meu blog lhe dedico

Estas quadras improvisadas
E, muito, contente fico
Se na Rádio, forem içadas.

 

Califórnia leva a Terceira
Dentro do seu coração
E fica à nossa beira
Em qualquer ocasião.

 

A saudade quando aperta
Ressoa aos quatro ventos
Com a Rádio se deserta
Àqueles que estão atentos.

 

Os parentes e amigos
Com berço na, lilás, ilha
Farão parte dos artigos

Da festa, mesa em rosquilha...
Desde os tempos mais antigos
São bravos de sã partilha!


Rosa Silva ("Azoriana")

 

Veja-se:






 

 

 

Algumas quadras

Trovas pela noite dentro

Acerca da Cantoria (pela noite dentro) na Vinha Brava

Angra do Heroísmo, 26/27 Março 2011


 


Ontem fui à cantoria


Tida no Bar do Medeiros


Vinha Brava, quem diria,


Teve Bravos pioneiros.


 


As cantigas uma-a-uma


Deram ares de boa graça


Essa noite foi em suma


Das rimas da nossa praça.


 


O Gaitada e José "Mitério"


Este da Casa da Ribeira


Levou a cantiga a sério


Sua rima é de primeira.


 


Isidro e Retornado


Outra dupla invencível


Também foram do agrado


Sua rima é apetecível.


 


Paulo Lima estreia comigo


A cantar ao desafio


Conhece o dom do artigo


Que no meu blogue já viu.


 


Ludgero e Valadão


Rimaram à defensiva


Mostrando que ambos dão


Ao povo expectativa.


 


Alvarino e o Medeiros


Fizeram honras da casa


Seus versos são os viveiros


Da hora que não se atrasa.


 


Com a hora adiantada


Retornou o Retornado


Casa da Ribeira louvada


Pelo verso bem acabado.


 


O riso pelas anedotas


Que vieram de seguida


Fez-me tomar umas notas


De uma forma sentida.


 


E no meu interior


Bradava com tal efeito


A Cantoria tem valor


Porque sai do nosso peito.


 


Quem ama a Cantoria


Como estrela da Cultura


Tal como eu já diria:


Nasceu p'ra nos dar a cura.


 


Se ela provoca o riso


A cura é um sucesso...


Enquanto houver improviso


É ali que eu regresso.


 


Estou grata ao José Santos


Que também já convidou


P'ra inaugurar os encantos


Que nas Doze encetou.


 


O dia 1 de Abril


Calha numa sexta-feira


Fica bem no meu perfil


Ouvir cantar noite inteira.


 


Quero a todos saudar


Bravos de muito valor


Que ontem ouvi cantar


Com sentido e rigor


E dizer sem hesitar


Por esse dom tenho amor.


 


São os ilhéus cantadores


Diga-se o que se disser


Junto com os tocadores


Venha lá o que vier


Heróis improvisadores


Que aceitam voz de mulher!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

"Singrando Horizontes" de "Mensagens Poéticas" - Ademar Macedo

Eu não ponho objeção
Ao trabalho meritório
Tenho a minha opinião
Quanto ao seu repertório.

 

Sobre "Mensagens Poéticas"
Muito bem organizadas

Certinhas nas suas métricas

Convém serem divulgadas.

 

Mas o sítio ideal
Não é carta electrónica

Deve ser universal

Congratulando a retórica.

 

Blog "Singrando Horizontes"
É Bom sítio literário
Cada qual com suas fontes
Vai fazendo o seu diário.

 

Trovas, Estrofes e Sonetos
Vêm de mentes iluminadas
Velam quadras e tercetos
De belas musas aladas.

 

Se meu nome aí está
P'la Virtual Academia
"Luca Bonfim" foi pra lá
Sendo eu Rosa Maria.

 

Meus amores pela rima
Contam sete anos apenas

Subiram na minha estima
Palavras são às centenas.

 

E agora para não maçar
Poeta Ademar Macedo
As trovas vou abraçar
Delas não farei segredo.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Da dedicatória da Chica Ilhéu, minha amiga, destaco:

O teu livro acabei de ler,
E dele muito gostei,
É fruto do teu saber
Disso nunca duvidei!

"Serreta na Intimidade",
Foi o título escolhido,
Nele sente-se a saudade
O nome tem seu motivo!

Dos poemas lá escritos,
De todos o que mais gostei,
Embora todos bem bonitos
Um, deles eu destaquei!

VERSOS DE MÃE" Salvam vidas...
Dizes no teu poema
Rimas nessas linhas queridas
A tua dor e dilema!

Do BODO falas também,
Da Senhora e Procissão,
Mas sem nunca esquecer a Mãe
Que trazes no teu coração!

Dedicas-te ao Alfenim,
Umas rimas com Louvor,
Falas-te do teu cantinho
Com muito carinho e amor!

Serretense que se preza,
Tem sempre muita devoção,
Trabalha, festeja e reza,
Com a freguesia no coração!

A os amigos dedicas-te,
Umas rimas ao teu jeito,
E se às vezes não rimas-te
Nem tudo sai a preceito!

Não esquecendo a Cidade
De Angra do Heroísmo,
Com palavras a rimar
Falas-te no Patriotismo!

Nestas minhas quadras singelas,
Deixo a minha admiração,
Deixo um abraço apertado
Do fundo do meu coração!

A Amizade é o maior bem,
Que o Ser Humano pode ter,
Assim o faço também,
E penso bem merecer,
Um abraço te quero dar
E, dizer-te: -"PARABÉNS!"
Pelo livro que vais lançar
Que vivas por muitos anos!


CHICA -24-3-2011

Obrigada!

A prova (dedicado a Victor Rui Dores)

Sei que não mereço ess'outra alegria
Sei que não esqueço a vera simpatia
Sei que um sonho se molda com razão
Sei que a vida é um singelo quinhão...

Sei que o Dores é homem que cria
Sei que o Faial é a sua moradia,
Sei que o sonho se fez com missão
Sei que a vinda enlaça a Região.

Mas o que eu sei a quem importará?!
Que diferença a uns tantos fará?!
Nossa ventura é 'inda termos cultura...

Sabem o que é o gosto de boa mãe
Que parte e deixa nas filhas que tem
A prova que morte não é fim mas cura.


 


 


Rosa Silva ("Azoriana")


Índice temático: Rosa e rimas do coração

Retalhos de uma entrevista na KIGS TERCEIRA

“Um vulcão chamado Rosa”  {#emotions_dlg.blink}

             
Dito por Ildeberto Rocha da KIGS Terceira, Santa Bárbara, concelho de Angra do Heroísmo.
                   Gravação a 24-03-2011 para estrear a 25-03-2011 na Rádio KIGS Califórnia USA


A Rádio KIGS
Lá em terras distantes
Ajuda e aquece
O coração de emigrantes.


               
Liduino Borba. Quadra em desafio gravada a 24-03-2011 para estrear a 25-03-2011. {#emotions_dlg.bouquete}

Esta é a vez primeira
Que nesta Rádio estou
Por ser nada na Terceira
Vai ser ela quem mais me amou.

               
Rosa Silva. Resposta ao desafio gravada a 24-03-2011 para estrear a 25-03-2011. {#emotions_dlg.redflower}

Mais uma notícia na ordem do dia que agradeço muito in Diário Insular

A Serreta está na mira...

 


Obrigada gente amiga
Por esta divulgação
A notícia é antiga
Na onda da inspiração.


 


Brava gente açoriana
Que escreve com perícia
Ao rubor pela semana
Rejubila a notícia.


 


O Diário Insular
Está atento como penso
Um abraço vou mandar
Ao Dr. José Lourenço.

E também aos jornalistas
Que navegam na escrita
São parentes dos bloguistas
Nesta troca favorita.


 


"Amor com amor se paga"
Assim dizem os ditados
A notícia é boa vaga
Nos olhares aficionados.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Kigs - A Rádio Portuguesa da Califórnia

Kigs a grande Estação
Que nos chama a atenção
Para o povo emigrante:
Vivem querendo saber
Das ondas do bem-querer
Da família cá distante.

Esse elo fraternal
Junta as ilhas de Portugal
À vossa Comunidade.
E convém então frisar
Que se canta a rimar
A dor da nossa Saudade.

Kigs merece o obrigado
Do seu povo irmanado
Nos ecos de além-mar:
Faço hoje uma cantiga
Nesta onda que é amiga
Dos que falam a rimar.

Também a Kigs-Terceira
Ergue além nossa Bandeira
Com os laços de amizade.
Hoje sinto-me contente
Porque vou estar presente
Com "Serreta na intimidade".



Melhores cumprimentos
Rosa Silva ("Azoriana")


 


Ouçam as "Ondas do Atlântico" amanhã, 25 de Março, na KIGS
com entrevista a Liduino Borba e Rosa Silva


por Ildeberto Rocha


 


 



 

Dedicatória a José Domingos Mancebo e demais Tocadores das Cantigas ao Improviso

Dedicatória a José Domingos Mancebo e demais cantadores

 


Angra do Heroísmo

IN VENUS CREATIONS. Agradecimento

Dr. Luiz Fagundes Duarte

 


Dr. Victor Rui Dores

 


O livro de Rosa Silva

 


VENUS CREATIONS é uma prestimosa organização sem fins lucrativos fundada na cidade de Toronto Canadá em 1972 por dois prestigiosos vultos da sociedade portuguesa: Joe Furtado e John Furtado, com o objectivo de apoiar e promover os talentos artísticos portugueses. Fonte: VenusCreations Biografia


 


O que vos quero dizer
Hoje, sensibilizada?
É bonito amanhecer
Com nossa gente honrada.


 


VENUS CREATIONS eu sei
Ser um site memorável
Por lá eu já viajei
E agradeço o destacável.


 


Dr. Fagundes Duarte
E Dr. Victor Rui Dores
São os pilares da arte
Em acção pelos Açores.


 


São dois vultos importantes
Da Terceira e do Faial
Quer seja cá ou distantes
O perfil é magistral.


 


Bem-haja, Thank you, Merci,
A quem está no estrangeiro...
Porque os tenho hoje aqui?
- Ponho a gratidão primeiro!


 


Não me canso de cantar
Quer oral ou por escrito;
Quem de mim quiser falar
Leia o livro em que acredito.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Pode amar-se um livro?

A palavra "Amar" tem alguns significados. Normalmente ama-se, isto é, quer-se muito bem a uma pessoa, um ato ou um estado de coisas que nos digam muito respeito. Mas amar um livro? Será normal? Respondo já a seguir...


 


É naturalmente normal amar um livro que nasceu com o propósito de louvar alguém, de divulgar o que se tem de melhor, de ir ao encontro de um local. Eu amo os meus filhos e eles estão no livro, eu amo quem me faz bem e ele está lá, eu amo o mar, a terra e tanto um como o outro estão lá e representam o meu pai (o mar) e a minha mãe (a terra).


 


Estou certa que irão encontrar tudo o que um filho recebe e dá a um pai e a uma mãe, bem como ao local onde aprendeu a conhecer o Amor! O Amor é precisamente isto: entregar-se de corpo e alma a uma acção benfazeja na esperança de receber abraços apertados, olhares sorridentes e o calor humano à volta de um convívio que nos leva a dar um passeio à Serreta, no dia a seguir ao do meu aniversário. Faço a 1 de Abril mais um ano, se Deus quiser. Quem quererá melhor prenda que esta? A prenda do Amor para quem dá Amor, cantando...


 


Agradeço, desde já, a todos os Tocadores de viola da terra, violão, guitarra, ou outro instrumento de corda que queiram abrilhantar os Amigos das Cantigas ao desafio que serão içadas no palco da Sociedade Filarmónica Recreio Serretense, pelos nossos bravos Cantadores. Conto com vocês todos lá e terão o prémio merecido...


 


Vamos à Cantoria, sobretudo quem ama a ilha Terceira e a sua arte/cultura popular. Já sinto o coração abrasado... :-)

Sentir um brilho no olhar com «A União» de hoje

É difícil definir
Aquilo que sinto agora
Acabo de descobrir
Ecos de última hora.


 


Mais uma vez a União
Veio encher-me de alegria:
Renato lançou visão
E fez brilhar o meu dia.



Cada vez que alguém escreve
Sobre o que venho escrevendo
Jamais serão ao de leve
Os bravos que vou tecendo.


 


Brava gente desta ilha
Terceira de Jesus Cristo
Vossa visão até brilha
E a minha ao ler isto.


 


Ser poeta” é ser assim
Tecer cânticos da alma
O olhar que vês em mim
Ama o verso que acalma.


 


Eu amo os Cantadores
Com o dom do improviso
Idolatro os Tocadores
Com o seu toque preciso.

Eu amo a nossa gente
Da Cultura Popular
E amo tão docemente
A família do meu lar.


 


Eu amo e quero bem
Quem escreveu e me escreve
A sabedoria que tem
A Deus também se deve.


 


E graças à q’rida Mãe
Que aos filhos ama tanto…
Eu amo a minha também
Pai, Filho e Espír’to Santo!


 


Obrigada!


Rosa Silva ("Azoriana")

Convite versátil (Serreta na intimidade)

Clique na imagem para ler o Convite

«Serreta na intimidade»
É o livro a ser lançado
Dia 2 na Sociedade
Com festa apresentado.

 

Lá vou eu voando em cena
Do virtual para o real
Por enquanto estou serena
Por enquanto estou normal.

 

Só espero não faltarem
Ao dia mais ansiado
Para lá me procurarem
Para o livro autografado.

 

Sei que isto não é promessa
Nem tão pouco brincadeira
Mas que seja uma remessa
De livros pla ilha inteira.

 

E que não seja pecado
Esta minha intenção
Porque o livro é dotado
De cenas do coração.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

É um tanto de ti que passa por mim...

É um tanto de ti que passa por mim,
É um gosto profundo que beijo enfim;
É a vida que sorri em traje novo
É alegre a cultura do nosso povo!

É um sonho que vê claridade, sim!
É o amadurecer do verso carmim;
É um canto que na leitura renovo
É a brava cultura da ilha e povo.

P’la freguesia do denso nevoeiro,
Que se desfaz para albergar o primeiro
Livro que voou da mente de aventura…

Chega às minhas mãos, numa tarde amena,
O que tanto amaste na vida terrena
Que se revela, assim, em canto e doçura.

2011/03/11


 


Serreta na intimidade
Rosa Silva ("Azoriana")

7 anos de "Pé de Vento", de Ângela Monforte

"Palavras à Solta" e "Ventos do Sul" de um "Pé de Vento" escrito em blog que completa sete anos de felicidade bloguista.


 


Ângela Monforte é uma amiga do Norte de Portugal que já considero família da blogesfera. É "irmã" de AFlores de Rio Tinto, Agostinho de Parada de Gonta, Margarida de "Fábulas" e de outros (An'arka, da ilha Terceira) que iniciaram os primeiros passos no ano de 2004.


 


Parabéns ao "Pé de Vento"
E boa amiga "Angelis"
Sete anos no momento
E que ousa ser feliz.

Espreita a sua escrita
É beber o seu talento
A autora é favorita
Dois livros de "Pé de Vento".

Inicia a Primavera
E corre por entre flores
A minha vez cá te espera
Um abraço dos Açores.

No centro, a ilha Terceira,
Que pelas festas é forte,
Toma agora a dianteira
E manda abraços pró Norte.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

A Palavra (in "Poesia em Rede")


A PALAVRA


 


As palavras versos dão
Pela pena do autor
Mas creio que muitas são
Entrelinhas para o leitor.


 


A palavra é uma paixão
Quando se dá grã valor
E se cruza o coração
Tudo faz por ser amor.


 


A palavra é uma semente
Que germina amiúde
Em retalhos do presente.


 


A palavra só se admira
Quando a morte ou a saúde
Para outro mundo nos tira.


 


Cidália Miravento


pseudónimo de:


Rosa Silva ("Azoriana")


23/03/2011. In Poesia em Rede


 


Índice temático: Rosa e rimas do coração


Versos de fino trato

O que conhecem de mim


É uma veia bloguista


Depois disso nasceu, enfim,


Outra veia repentista.


 


O meu livro foi um sonho


Cresceu tornou-se real


Far-se-á, também, risonho


Na cantoria ideal.


 


Se rimarem com efeitos


No dia do lançamento


Serão amigos perfeitos


E com um grande talento.


 


Com rima a provocação


Torna-se inspiradora


Não vale ficar sem acção


Com a voz de uma senhora.


 


E para não vos maçar


Com rimas desta maneira


Vou fazer por me travar


Nesta forma lisonjeira


Amizade faz rimar


Muito à moda da Terceira.


 


Isto não foi bem assim
Há pouco no virtual
Não revelo tudo enfim
Porque o canto é pessoal
Espero que cantes pra mim
Como nunca vi igual.


 


As cantigas populares
Causam-me admiração
As modestas insulares
Fazem jus à inspiração
E quanto mais tu cantares
Mais te apetece então.


 


Uma sextilha termina
Quase sempre uma rodada
Bem faz aquele que assina
A cantoria afamada
Agora torna-se fina
Porque a mulher deu entrada.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

A propósito do Dia Mundial da Poesia (21 de Março)

"Nesta Rede virtual
Onde as palavras se cruzam
A Poesia é tão real
Como os poetas que a usam!"


 


In "Poesia em Rede"


 


Glosa

Nesta Rede virtual
Tanta palavra germina
Pra se tornar especial
Pra quem lê e quem assina.


 


É um meio original
Onde as palavras se cruzam
E não se levam a mal
Se no uso não abusam.


 


Mesmo que não seja igual
Acredito piamente
A Poesia é tão real
Para aquele que a sente.


 


Pra quem sente poemar
As palavras só abusam
Na boa arte popular
Como os poetas que a usam!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Serreta na intimidade

Do virtual já corre pró real.
À solta se vê na mão de uns tantos;
Dou graças a Deus que não me dê prantos
E dê alegria ao meu festival.


Açoriana, de Abril floral,
Louvando a cultura e bastos encantos,
Que da ilha nascem, pelos verdes mantos,
Na senda de um regaço fraternal.


É corpo e alma do verso rimado;
É força que grita na foz do luar,
Teatro de uma vida sem quebrar.


Decifro agora, à luz do passado,
O que dita a minha felicidade:
É a Serreta na intimidade!


Rosa Silva (“Azoriana”)


 


Em imagem


Índice temático: Desenho sonetos

Natalidade

Nasci da Terra pró colo do Mar
Amei a vida sorrindo e chorando
Enquanto a lava de mim foi regando
O vulcão que um dia há-de parar.


 


O nevoeiro que me embalou no lar
Deu lugar ao Sol que, de vez em quando,
Me beija e abraça no ruma que ando
E a Lua canta comigo a rimar.


 


Assim, vão os dias e noites beijadas
Pela rima do meu sentir todo ilhéu
Na curva do tempo de palavras dadas.


 


No palco da ilha a ode descerra,
As musas se juntam e bradam do céu:
- Tu louvas o mar que amou a Terra!


 


Rosa Silva (“Azoriana”)


 


Em Imagem


Índice temático: Desenho sonetos

Os Confrades da Poesia

Os Confrades da Poesia

Corações de prosa e rima
Em doce confraternidade
Elevam a nossa estima
Criam laços de amizade.

Os Confrades da Poesia
Com escritos a toda a prova
Em completa harmonia
Onde corre a minha trova.

E juro que o meu assento
Tem o lacre dos Açores
Da ilha onde o talento
É tecido de brisa e cores.

Somos irmãos em testemunho
Das cores do coração
Das letras que ora rascunho
Selo a lilás saudação!

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Angra do Heroísmo, 20 de Março de 2011

7º aniversário do Ailaife Blog, de Alberto Flores

 


Ailaife Blog

 


 


Ergo a taça da alegria
No sétimo aniversário
Do blog que vi um dia
E fica sempre em diário.

Parabéns ao grande autor
Da blogosfera não sai
Por ser feito com o amor
No bonito Dia do Pai.

Os artigos com valores
Humor e grande talento
Do amigo Alberto Flores
Ailaife blog do momento.

Viva, viva! Dou-te a oferta
Numa bandeja de estima
E pelo bem que desperta
Ornamento com a rima.

Um abraço apertado
Desta amiga Azoriana
Quem pudesse estar desse lado
Festejando esta semana.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Está dentro do meu olhar

 


Esse mar...

 


 


 Para 21 de Março - Dia Mundial da Poesia

Sincera homenagem a Luís Mendes Brum, de Biscoitos - Terceira - Açores

Serreta em dia de tourada - séc XX

Foto: José da Silva Maya


Arquivo: Luís Mendes Brum


 


É uma oferta valiosa esta que Luís Brum me enviou (entre outras). Fico-lhe, mesmo muito obrigada e dedico-lhe as seguintes palavras:


 


O Luís merece ser devidamente homenageado, em vida, porque após aquela viagem única não tem a mesma valia. Recentemente (desde 2004) é que sinto um apelo a gostar do que merece ser olhado com os olhos da maturidade. É grandioso o seu trabalho em preservar o que é muito bom.


 


Agora, posso afirmar com provas, que há uma idade leve, uma madura e uma manifestamente cultural. Há que apreciar cada bocadinho que nos é dado e idolatrar o que nos é legado das gerações que nos fizeram ser e ter respeito ao que fica para memória futura.


 


São esses tesouros que marcam uma vida e ficam muito além dela. Bravo, caro amigo, que só após as caminhadas blogueiras, tive oportunidade de conhecer e apreciar com verdadeiro sentimento de ilhoa. Tudo o que se preserva é a nossa identidade de ilhéus que cantam e saboreiam o paladar do fruto da videira e dedicam uma vida inteira ao coração da Terra.


 


Luís Mendes Brum é, segura e afirmativamente, um NOME a manter, a elogiar e a homenagear com tudo o que de melhor tem: a alma terceirense e, designadamente, a biscoitense. É também um amigo da Serreta, minha terra natal.


 


Biscoitos, do concelho da Praia da Vitória, é um centro de visita obrigatória, onde o Museu do Vinho é a paragem certa, amistosa e cordial.


 


Um cumprimento pleno de reconhecimento e um Bem-Haja pela sua infinita dedicação aos tesouros que dignificam a ilha e a nossa Região!


 


"Bagos d'Uva" é o seu distinto blog que já me habituei a visitar e "degustar".


 


Rosa Maria Correia da Silva

Artigo de Liduino Borba sobre o Livro de Mário Pereira da Costa

Leitura tardia de um livro


 


AURORA E SOL NASCENTE – Turlu e Charrua, Confidências”, de Mário Pereira da Costa.


 


Liduino Borba


 


Em Abril de 2008, quando foi lançado o livro “João Ângelo – O Mestre das Cantorias”, fiz algumas referências ao livro do meu amigo Mário Pereira da Costa, “Aurora e Sol Nascente – Turlu e Charrua, Confidências”, que viria a ser lançado no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra, a 13 de Junho, numa digna e sentida cerimónia.


 


Tinha tido o privilégio de ver o “livro em bruto” aquando das correções e provas, efectuadas na ilha Terceira. Mas não o li.


 


Há alguns anos que tenho pensado iniciar uma coleção de livros – Improvisadores – e faria todo o sentido que o primeiro fosse com a “biografia” do Mestre Charrua. Daqui a razão de ter adiado a leitura, para o não fazer por duas vezes. O que perdi…


 


Já agora, o livro está adiantado, trata na sua maioria o centenário do nascimento e tem o título “CHARRUA 1910 – 2010”. O número 2 da coleção, intitulado “Adelino Toledo – Uma Voz na Diáspora”, será lançado em Junho nas Fontinhas e em Agosto em Turlock, Califórnia.


 


Gostaria de dar os meus sinceros parabéns ao Mário Costa pela excelente obra que escreveu, numa linguagem muito clara e precisa, descrevendo os acontecimentos de tal forma que nos sentimos dentro deles.


 


Gostava ainda de salientar três pontos deste livro:


 


1 – O amor e paixão entre Turlu e Charrua.


Não é nada fácil viver, cerca de 50 anos, com uma paixão tão ardente e reprimida por tantos anos. Só os grandes intelectos sabem suportar essa dor. Este amor correspondido só teve o selo legal a 8 de Dezembro de 1973, na minha paroquial de São Mateus da Calheta. Os dois souberam respeitar os compromissos perante os seus pares e a sociedade que os rodeava. A Turlu certo dia disse “No amor da alma não há traição”.


 


2 – A primeira viagem de Turlu à América.


Entre os nossos emigrantes, que tanto bem nos sabem receber, a Turlu foi cair nas mãos de quatro “empresários” vigaristas que envergonharam toda a nossa comunidade de então. Lamentáveis cenas do “Far West” envolveram os primeiros tempos da presença dela na diáspora. Felizmente, alguém de bom censo ajudou a Turlu a seguir o caminho que tinha direito, e a grande improvisadora e poetisa percorreu e saiu da América como uma rainha.


 


3 – Grandes poetas populares.


Toda a recolha e publicação de versos de Turlu e Charrua só vêm confirmar tudo quando se disse, e escreveu, sobre eles. Foram os dois maiores improvisadores dos Açores. Mário Costa publica muitos e bons versos, mas os da página 101 e 102, cantados em 1931, em São João de Deus, sobre a defesa e distinção dos sexos, são dignos de registo:


 


Charrua


O Rei é mais do que a Rainha;


O pálio mais do que a umbela,


O sino mais que a campainha;


O círio mais do que a vela.


 


Turlu


A hóstia é mais do que o sacrário;


A pomba mais que o estorninho;


A cruz mais que o calvário;


A água mais que o vinho.


 


Charrua


O perdão mais do que maldade;


O dia mais do que a hora;


O amor mais que a amizade;


Deus mais que Nossa Senhora.


 


Turlu


A seda é mais do que o linho.


A sorte mais que o dinheiro.


A praça mais que o caminho,


A casa mais que o palheiro.


 


Charrua


O cheque é mais do que a nota;


O garfo mais que a colher;


O sapato mais que a bota;


O homem mais que a mulher.


 


Turlu


A lã é mais que o algodão;


A mala mais que o baú


A alma mais que o coração


E eu mais do que tu.


 


Só os grandes mestres do improviso cantam assim. Feliz ilha que tem filhos destes. Felizes freguesias – São Mateus e Cinco Ribeiras – que viram nascer gente assim.


 


Só faltam duas coisas para completar este ciclo: trazer os restos mortais da Turlu de Toronto, Canadá, para São Mateus; e, a Junta de Freguesia das Cinco Ribeiras identificar, assinalar e dignificar a sepultura onde foi enterrado o Charrua.


 


Casa da Terra Alta, 17 de Março de 2011.

Após a recepção de um e-mail extraordinário de Victor C. Santos

Agradecimento a Victor Santos


 


 Com a tua resposta linda
Emociona-me mais ainda
Por seres desta ilha mãe
A Terceira é tão rica
Da gratidão que dedica
Aos que tanto lhe querem bem.


 


Victor Santos, meu amigo,
Que prazer partilhar contigo
As minhas prosas e rimas
Receber com tal perícia
Sextilhas, ó que delícia,


São as tuas obras-primas.


 


Caíram lágrimas quentes
Que traziam sorridentes
Outras tantas para te dar:
O teu berço tão honrado
Para sempre por ti lembrado
Com poemas de encantar.


 


E seja o Espírito Santo,
Que nos vale sempre tanto,
O teu amparo e guia
É nas horas mais custosas
Que suas benditas rosas
Te protegem com alegria.


 


Obrigada poeta emigrante
Cantor de voz brilhante
E de inspiração forte
Que a Senhora de Belém
E dos Milagres também
Faça brilhar tua sorte!


 


Bravo Amigo


Rosa Maria Silva