Um presépio. Nesse presépio tinha um Menino, uma Maria, um José, um Anjo, um burrinho e uma vaquinha. Tinha também umas ovelhinhas que aqueciam as palhinhas do Menino. Tinha um galo para chamar os pastores e visitantes do Menino que iria nascer dali a um mês, como era habitual festejar em todos os anos, em quase todos os lares e igrejas.
Estava na altura de "armar" o presépio na parte mais harmoniosa da casa. Com esta seria a terceira vez que tais criaturinhas vinham à luz do dia e ao luar da noite. Mas, de repente, houve um alvoroço. Uma ventania... turbulência... desassossego bastante e tudo virava, tudo tombava com a intempestiva chegada de uma bola de pêlo luzídio de negro... Mas quem será? Mas quem será o intromissor?
Era nem mais nem menos do que o "Faraó", o preto como lhe chamamos todos os dias. Ei-lo instalado no seu trono preferido. E onde estará o Menino?
O Menino acho que está confortavelmente aquecido por este bichinho de olhar esverdeado, cujo sorriso nem se vê... O nosso é que se viu estridente :)
Esta imagem tem direitos de autor: é única!
Adorei esta história.
ResponderEliminarNão há muito pouco tempo também escrevi sobre "gatos pretos".
Resolvi chamar a atenção aos meus amigos/leitores para este seu post, inseindo a ligação no meu blogue.
Gosto imenso de acompanhar os seus textos e recordar os anos que também vivi por fora de Portugal.
Bem haja e Feliz Natal.
Ano Bom também.
Obrigada. Chamo a atenção para um facto: eu não estou radicada nos E.U.A. Resido na ilha Terceira, Açores. Aliás, nunca fui aos Estados Unidos, apenas tenho lá família.
ResponderEliminarNão sei porque pensou o contrário. Talvez por monde do Azoriana. É uma questão de escrita, tirando a cedilha, que, por vezes, se transforma em caracteres estranhos.
Francamente, não tenho ideia sequer da razão que me levou a pensar que estaria radica nos E.U.A..
ResponderEliminarTalvez pela maneira que fala dos Açores.Uma atitude marcadamente saudosiata, como de que está longe.
Isso não faz grande diferença. O que interessa é valor que põe no que escreve, no que transmite e da forma como nos mostra o que vai no seu coração em relação às ilhas. Sentida insularidade, emoção desmedida, terra bem sonhada e bem querida.