Vitorina, Laura, Natália, Rosa, Daniel
Manuel Marcelino, Alexandrina (minha avó) e Humberta
Olhando esta imagem, onde estão oito sorrisos radiantes e diferentes, com o mesmo sangue correndo nas veias, dá uma saudade inimaginável. Julgo que aqui teria treze anos (1977). Estava tão feliz ao lado dos meus cinco primos, irmã e avó materna. Qual dos primos é o mais parecido com a sua avó? Ela já não está entre nós há vinte e quatro anos. O neto mais velho era o Daniel Cota que partiu cedo, com meio século. Todos casaram, todos tiveram descendência. Apenas eu estou divorciada.
Acho que o meu filho mais novo é o retrato da tia, a neta mais nova de minha avó, que está do seu lado esquerdo. Dizem que ela é parecida com o pai e eu parecida com a mãe.
Alexandrina com sete netos
Estava radiante e feliz
Rodeada de afectos
Trilhando a sua raiz.
Vitorina, Laura e Natália,
Humberta e o Manuel,
(Só eu não fui Cidália),
Rosa e também o Daniel.
Neste dia de alegria
Sorrindo aos americanos
Que tiraram a fotografia
Que perdura há muitos anos.
Quem me dera reconstruir
Todo este enorme encanto
Continuar a sorrir
Lá naquele terno canto.
Ai tanto que já passei,
E outro tanto vivi,
Aquela sala limpei
E agora não moro ali.
Já tomou outra figura,
Há paredes derrubadas,
Na lembrança há a ternura
Destas horas bem passadas.
Rosa Maria
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