As rimas

As rimas por estas bandas
Abundam pela mão cheia
E por elas te comandas
Ou não fossem uma teia.


 


Uma teia de prazer
Em cada verso que canta
A terra que viu nascer
O Pézinho que se levanta.


 


Os versos vêm à luz
Com graça e honestidade
Porque a ilha de Jesus
Lhes quer bem de verdade.


 


Sejam novos ou mais velhos
Com pureza ou realismo
São reflexo dos espelhos


Do coração com lirismo.


 


A rima é pão da alma,


Uma estrela, um colar,


Uma onda que acalma,


Um murmúrio do mar.



A rima é a paixão,
Alegria, tudo e nada…


Uma força, uma ilusão,


Um sonho na madrugada.


 


Rosa Silva (“Azoriana”)

Dupla função

Imagem recebida por email

 


É muito triste não ter o pai presente
E também é triste ter pai "ausente"
Não puder ver o filho já crescido
Não dar cavaco ao tempo vivido.

É muito triste perder o amor de pai
E mais triste é quando ele se descai
Não puder ter o seu melhor carinho
Por não se abeirar do seu velho ninho.

Mas salvé a mãe que por natureza
Lhes dá o seio como fortaleza...
E no ventre abriga doce emoção.

Desfaz-se a tristeza, versa harmonia,
Quando uma mãe fica e dá alegria
Faz a vez de pai em dupla função.

Rosa Silva ("Azoriana")


 


Em http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=16049


Índice temático: Desenho sonetos

Recordações - Festas, Música e Cantoria


Serreta Lapinha João Pimentel & Rosa Silva RCA

À RTP Açores - Convite

Desde já publico o CONVITE, em nome dos mordomos da Festa da Senhora dos Milagres 2010, freguesia da Serreta, concelho de Angra do Heroísmo, para que façam os possíveis por captar imagens da feitura dos arcos (sexta-feira), do Sábado, do Domingo (Missa e Procissão), da Segunda-feira tradicional (na Mata e na Praça) e a quarta-feira dos toiros com noite de fados por um jovem de São Mateus da Calheta – o Fábio Ourique. Não esqueçam de ficar mais um pouco para o caldo verde.


 


Muito obrigada!


 


Jardim da Senhora dos Milagres


 



 


A Serreta é pequenina
Na sua população
Mas tem a graça divina
Rainha da devoção.


 *


Está lá à vossa espera
Com carinho e atenção
Porque esta nova era
Necessita oração.


 **


Pelos caminhos da fé
Vai o povo em romaria
Palmilhando a ilha a pé
Pra ver a Virgem Maria.


*** 


Não se esqueçam de levar
Flores da fraternidade:


Ela sorri do Altar
A toda a comunidade!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Estou imensamente grata a João Pimentel, emigrante açoriano no Canadá




 


Açores, nove aguarelas


1
O verde das Fajãs, no vale das manhãs de terna melodia;
A alma açoriana, no corpo da semana floresce em poesia.
Paraíso corvino, tão manso e divino, do grupo ocidental;
Ao lado tem as Flores, encantada de mil cores e rosa original.


 


Oh linda terra do mar à serra, sem outra igual;
São estas nove ilhas belas, nove aguarelas de Portugal!
Oh linda terra do mar à serra, sem outra igual;
São estas nove ilhas belas, nove aguarelas de Portugal!


2


De branco imaculado, num tom que é dourado, canto Santa Maria;
Ao lado São Miguel, do meu sonho fiel, lagoas de harmonia.
Terceira mundial, de Festa e Arraial, perfumada e lilás;
Arco-íris de flores, de Bravos cantadores, aurora dum cartaz.


 


Oh linda terra do mar à serra, sem outra igual;
São estas nove ilhas belas, nove aguarelas de Portugal!
Oh linda terra do mar à serra, sem outra igual;
São estas nove ilhas belas, nove aguarelas de Portugal!


3


Graciosa de moinhos, de brancura dos ninhos, na paisagem serena;
O ilhéu da Baleia, sonho de maré cheia, para sempre em cena.
São Jorge frente ao Pico, melhor verso dedico a esta irmandade;
Na noite são rainhas, as casas estrelinhas, duma vasta saudade.


 


Oh linda terra do mar à serra, sem outra igual;
São estas nove ilhas belas, nove aguarelas de Portugal!
Oh linda terra do mar à serra, sem outra igual;
São estas nove ilhas belas, nove aguarelas de Portugal!


4


Faial, de rosto ao mar, de azul ondular, hortênsias encantadas;
Vulcão dos Capelinhos, de lava pergaminhos, memórias gravadas.
Ó meus lindos Açores, paraíso de flores, um quadro ideal
Aguarela encantada, bruma plo céu beijada, Cantinho de Portugal


 


Oh linda terra do mar à serra, sem outra igual;
São estas nove ilhas belas, nove aguarelas de Portugal!
Oh linda terra do mar à serra, sem outra igual;
São estas nove ilhas belas, nove aguarelas de Portugal!


 


Intérprete: João Pimentel - Canadá


Letra: Rosa Silva (“Azoriana”) – Angra do Heroísmo

Festas de Nossa Senhora da Lapinha 2010 - Angra do Heroísmo

 


O cartaz informativo


Clique na imagem para ampliar


Transcrevo o

Programa 2010

Festas de Nossa Senhora da Lapinha





SÁBADO 11-09-2010

14H00 - Distribuição de Massa (Vinha Brava)

21H15 - Sorteio da Bezerra

21H30 - CANTORIA




Cantadores:

"Gaitada" (Canadá)
Valadão (Doze Ribeiras)
Alvarino (São Brás)
Rosa Maria (Serreta)
Fernandes (Ribeirinha)
José Manuel (Vinha Brava)
João Retornado (Ribeira Seca)

Viola:
Luís Cabral (Doze Ribeiras)
José Henrique (Ribeirinha)




Violão:
Emanuel (Doze Ribeiras)




DOMINGO 12-09-2010

12H00 - MISSA (Ermida de Nossa Senhora da Lapinha)
14H30 - Excursão ao Mato
17H30 - Arrematação
18H00 - Tourada à Corda (Largo da Vinha Brava)
Ganadaria de "REGO BOTELHO"




SEGUNDA-FEIRA 13-09-2010

11H00 - Bodo de Leite (Vinha Brava)
Abrilhantado pelos "Amigos da Música"
14H00 - Excursão ao Mato
18H00 - Tourada à Corda (Nasce Água)
Ganadaria de "REGO BOTELHO"




Tomei conhecimento em:

Angra do Heroísmo, 28 de Agosto de 2010



*****

IMPROVISO INÉDITO




Eu não sei o que vos diga
Nesta hora de agonia
Por causa duma cantiga
Fora da "minha" estadia.

Eu sempre sonhei cantar
Cantigas ao Desafio
Fizeram por me convidar
Pra cantoria de brio.

Uma Mãe, dois atributos,
Dos Milagres e da Lapinha...
Há mágoa nos aquedutos
Duma quadra que é minha.




Se a Senhora me deixar
Cantar na sua Lapinha
A surpresa vou levar
À Mãe que é nossa Rainha!




Rosa Silva ("Azoriana")

 

Já disponível nos vídeos do SAPO - A cor do som RCA - Ondas de Música








Flor de Avé-Maria

FRS - símbolo


***


Honrando Santa Cecília
Dos músicos Padroeira
E Outra que em vigília
Consagra a ilha inteira:
Dos Milagres soberana
A Rainha da Serreta,
Virgem Mãe açoriana
Adorada no planeta!
***
O Hino da Sociedade
Faz sorrir Nossa Senhora,
Que por amor vos há-de
Ajudar em toda a hora.
Rosário na mão direita,
Filho junto ao coração,
Fica logo satisfeita
Pla clave da oração.
***
Vamos depor no Altar
Palavras de um refrão
Que traga a canção do mar
E do Pico do Negrão;
Da Ribeira do Além
Correm águas musicais
Que nos inspiram também
A louvá-la muito mais.
*
Senhora, Mãe e Rainha,
De promessas e romaria,
É a nossa Estrelinha
Clave, flor de Avé-Maria.

Rosa Silva ("Azoriana")

Cantigas ao desafio

 


Fernando Alves Fernandes


Pra quem gosta de cantigas
De improviso ou desafio
É porque elas são antigas
E não perderam o brio.

Pra quem as gosta de ouvir
Plos terreiros à noitinha
Hoje pode, então, seguir
À Serra da Ribeirinha.

É sábado de Cantoria
Com uma mulher na estreia
Cantadores na freguesia
Vão na quadra em lua cheia.

Lua cheia terceirense
Na Serra dos Lavradores
Na rima que os convence
A serem bons criadores.

Criadores do Divino,
Na fé do Espírito Santo,
E na voz do grande sino
Que nos inspira o canto.

E peço a Ele também
Que me ajude a cantar;
Por alma da minha mãe
Que a rima me vem plantar.

Rosa Silva ("Azoriana")

Nota: O convite está feito, agora é convosco. Apareçam!


 


Ver aqui


 


Nota do dia seguinte: Adorei a cantoria na Serra da Ribeirinha (2010/08/28). Cantei com o Valadão, das Doze Ribeiras. Acho que fomos muito bem recebidos no local "Os Lobos", identificado como sendo o "Texas do Improviso". Foi um sucesso!


 


Estavam presentes seis cantadores masculinos e eu: José Santos "Gaitada", Fernando Alvarino, Valadão, Fernando Alves Fernandes, Ludgero Vieira e José Medeiros. Houve ainda, nas cantigas finais de conjunto, um novo cantador que foi um dos tocadores, que também tem habilidade para a fotografia e que se revelou um cantador com boa rima. Se ele aparecer por aqui que me diga o seu nome, porque apenas sei que é o fotógrafo Vieira de São Mateus da Calheta.


 


Já tenho um convite formulado em cartaz para o Sábado da Festa da Lapinha. Coincide precisamente com o Sábado da Festa de Nossa Senhora dos Milagres. Esta surpresa merece um artigo noutra ocasião. Por agora fico encantada com a Cantoria ao Desafio.

Raízes de valor

 


Paulo Almeida ladeado pelos amigos

Imagem de Paulo Almeida (ladeado pelos amigos)



Três amigos dão valor
Àquilo que é genuíno
Cada um é um Açor
Desta Ilha do Divino.

Ser grande não é maior,
Pode até ser pequenino
Porque constrói com amor
A glória do seu destino.

Paulo Almeida ao centro,
Com olhar de emoção,
E no lado de dentro
Com honra Luís Bretão.

Depois vemos Sr. Brum,
Com bigode já branquinho,
Vê-lo por cá é comum
Gravando todo o caminho.

Tudo o que ele já captou
Foi moldado com o seu gosto
Um bom tesouro formou
Se em Museu fosse exposto.

Esta Ilha dá-nos encanto,
Dá-nos raízes de valor,
Plo Divino Espírito Santo
E pela brisa do amor.

Rosa Silva ("Azoriana")


 

"Tá lá" nas Festas de Santa Bárbara 2010 - Angra do Heroísmo

 


Ricardo Laureano nas Festas de Santa Bárbara 2010


Vale a pena visitar a exposição
"Menina do OlhO" de Ricardo Laureano
O fotógrafo com um toque açoriano.

 

Nos braços do luar

 


Imagem encontrada na net



A noite cai nos braços do luar
Que se enfeita da canção do mar

Ao longe as estrelas brindam ao amor
Entre a noite viva e o luar sonhador

A noite deixa-se encantar
Pela mão que abençoa
O luar
E o beijo logo ressoa.

A noite deu lugar ao dia
Que em nova noite se refugia...

Rosa Silva ("Azoriana")

"Feelings" / Sentimentos

Em Julho de 1985, saí da Serreta abraçando um casamento com a idade de 21 anos. Passados vinte e cinco anos é tempo de fazer uma reflexão ponderada e triste. O que é hoje a Serreta para mim? Uma saudade, um descontentamento, uma lembrança, um passado. Perdeu-se o casamento, partiram os pais, os sonhos. Ficaram as crenças e devoções. Inspiro-me na Serreta, na sua Rainha e na minha mãe. De resto, percebo que o local é o mesmo, melhorado, as pessoas são outras, já pouco ou nada resta. Resta sim, a SAUDADE.


 


Hoje disseram-me: - "Desculpa se te vou ofender mas a Serreta foi a mais pobre na apresentação do "nosso" 35...". Não me admirei, nem me ofendi, apenas senti uma tristeza, não por minha causa, mas pela minha mãe. Ai se ela ouvisse dizer isto?! Se ela fosse viva e soubesse que iam fazer um programa televiso na "sua" terra natal, acredito, piamente, que outras cenas viriam ao grande ecrã. Se calhar teria pedido à minha irmã para fazer massa sovada, pão de trigo, pão de milho, caspiadas, torresmos de todas as formas e sabores, doce de amora silvestre, filhoses à moda do Carnaval, raivinhas, e sei lá mais o quê. E claro que teria também abundância de bebidas espirituosas e peças de artesanato antigas, inclusive as que meu falecido pai deixara de herança para os netos. A música estaria em peso e fardada como mandam as boas práticas...


 


O que interessa é que a Serreta esteve bem representada na medida do possível. A Senhora dos Milagres e a paisagem falam por si. Não precisa de mais nada... Poderia até estragar o ambiente que, naquele momento, foi solene.


 


Acredito, também, que muitos dos emigrantes (na ilha e fora dela) sentem o mesmo que eu: a SAUDADE. E, sobretudo, quando para cá voltam apercebem-se de que tudo mudou e nada é como antes. Vive-se de recordações que só se avivam nas primeiras semanas de Setembro, p.f., com a solenidade festiva de Nossa Senhora dos Milagres, que nem precisa de grandes divulgações porque já toda a gente sente o chamamento para aquela que é a maior enchente para as bandas serretenses. É assim que a Serreta ganha luminosidade com o brilhar de foguetes, com o cheiro a alcatras, com as flores beijando o sorriso de Nossa Senhora, junto ao Altar e nos caminhos da fé cristã...


 


A Serreta para mim continua a ser um bálsamo para a alma, um passado com uma margem de vinte e cinco anos. E canto a Serreta: Tu foste o meu lar e a ti hei-de voltar sempre que o coração a isso me chamar!


 


Rosa Silva ("Azoriana")

O "nosso" 35 esteve na Fajãzinha da Ilha das Flores

O Monchique

 


35 anos RTP AÇORES



Vasco Pernes e seus colaboradores mostraram-nos as pacatas freguesias da ilha das Flores. Simpaticamente continuam o brilhante programa que dá a conhecer as freguesias com menos de quinhentos habitantes. Ontem, foi a vez da Fajãzinha que conta com apenas 74 pessoas. É como se fosse uma família grande numa sã convivência e com paisagens deslumbrantes, onde as cascatas cantam desde o sol nascente até ao poente. Aquela calma contagia e apela a uma visita sem pressas, porque ali, dá-me a impressão, que não há pressas. Há tempo!

 

O que me chamou, também, a atenção foi o jornal "O Monchique" que, mensalmente, fica disponível para os olhares locais e de mais além. Um dia vou querer ler um, se para tal houver possibilidade. O programa da RTP Açores dá-nos estas visões e depois cria-nos o desejo de conhecer melhor o que vemos durante aproximadamente trinta e cinco minutos. À roda do "35" muito já foi mostrado deste punhado de ilhéus e ilhoas felizes e com amor de coração pelo berço que os viu nascer e produzir a alegria de um presente com olhos postos no futuro.

 

Apetece-me pedir a Vasco Pernes que, quando chegar à última mostra da população escolhida, leve ao grande ecrã um resumo dos pontos fortes e menos fortes das 35 alegrias dos Açores. Ou terá já pensado nisso e eu estou a estragar o que seria uma bela surpresa?!

 

Termino esta prosa com uma vontade: oxalá que no próximo programa eu consiga ver a escritora Gabriela Silva, florentina com gosto.

 

Rosa Silva ("Azoriana")

Praia 2010: David Fonseca e os meus amores em foto-reportagem, entre outros

David Fonseca e os meus amores...

O Pipoca na noite.pt

 


Navegando encontrei esta surpresa muito agradável.

David Fonseca e os meus amores nas Festas da Praia da Vitória 2010,
graças ao clic de um botão a imagem na perfeição da noite.

Rua(s) asseada(s)

Dar corpo a este artigo não é fácil. Não pretendo que o mesmo seja uma prosa de crítica destrutiva mas sim construtiva, ou melhor, com uma dica que julgo pertinente.


 


Há quem diga que o desemprego está acelerado e que o rendimento social de inserção está a ser alvo de fiscalização rígida. Noutro tempo, que as ruas não eram alvo de obras e/ou reparação, lembro de ver homens de vassoura na mão, uma pá e aquilo é que era juntar o lixo que iam amontoando pelas valetas que, depois, era levado por camiões destinados a essa limpeza crucial. Hoje, há máquinas de grandes proporções que vão "aspirando" valetas e caminhos de forma ao homem não ter de palmilhar estradas e varrer, varrer, até criar músculo e canseira.


 


Isto para informar que a Canada dos Folhadais está refeita, tem o pavimento que merecia até uma festa com flores, colchas nas janelas, uma tourada inaugural na zona (acho que seria a primeira vez que tal acontecia) com bravos de ganadero residente, uma Filarmónica convidada (porque não a da Serreta?!) e o descerrar de uma placa com a data da obra, e sei lá mais o quê... Nós gostamos é de festa a rodos, cortejos e bodos onde esteja muita gente envolvida...


 


Isto tudo, porquê? Ando eu aqui à volta e não atingi ainda o objectivo inicial - Rua(s) asseada(s)...


 


Exmº Senhor Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro,


 


Eu gosto de varrer dentro de casa, nos arredores de casa, portões para dentro. Já cheguei a varrer a zona exterior rente à minha residência mas já fui olhada de soslaio pelos vizinhos que devem achar que abusei de água para limpar o meu e respingar o deles (isto porque quando passa uma viatura a tendência é respingar os muros, se a velocidade é acelerada).


 


Depois de tão bonita obra na Canada dos Folhadais, acho que era digno haver alguém com vassoura, pá de lixo e carrinho de mão, ou as tais referidas máquinas de aspiração para que a rua fique um luxo. Tanto que se gasta para melhorar e depois o normal seria preservar e limpar. Terei eu a obrigação de varrer o caminho? Ou isso é uma limpeza, digamos, a cargo de entidades oficiais?


 


Não me custa nada varrer a zona rente à minha moradia mas acaba sempre por durar pouco tempo a limpeza pois, basta uma distracção e lá fica a rua suja num instante.


 


Posto isto, agradeço, a quem de direito, o facto de nos proporcionar um caminho novo. Convém estimá-lo e preservar a sua beleza para os residentes e para os turistas que, porventura, circulem por aquela via.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

Lembrete: 21-08-2010 - Cantoria na Rua dos Moinhos - Agualva - Praia da Vitória

 


Imagem encontrada no Facebook



A imagem supra, encontrada no Facebook, na Agualva - Terceira, serve para informar o local onde, ontem, teve lugar a cantoria com  Fernando Alves Fernandes, Fernando Alvarino, Rosa Silva (eu), José Medeiros, José Santos "Gaitada" e Valadão (das Doze Ribeiras).




Foi um serão que reuniu algumas pessoas e que, pela primeira vez, me deram a oportunidade de cantar umas quadras e algumas sextilhas. Só lembro que me saiu, na parte final, esta mais ou menos assim:




Obrigada pela gentileza
Da viola e cada violão
E por quem nos pôs a mesa
Honrando a tradição.




Confesso que adorei a morcela com pão de milho, a linguiça e um copito de vinho de cheiro entre outras iguarias, antes da cantoria dar início num "palco" improvisado de azul.




O curioso nisto tudo é que raramente consigo deixar de fora a(s) minha(s) mãe(s) e a "minha" Serreta. Há uma força interior que me impele a cantar por elas e noto que a aceitação é boa. Enquanto Elas quiserem eu obedecerei a essa força.




Obrigada a todos pelo excelente serão de uma festa dos Forcados da zona, que por motivos de actuação no continente, não poderam estar presentes, mas não foram esquecidos nalgumas quadras coroadas de alegria de quem, certamente, os conhecia.




Obrigada à população da Rua dos Moinhos, da Agualva, do concelho da Praia da Vitória, ilha Terceira - Açores. Obrigada, em especial, a quem me endereçou o convite: José Medeiros e seus amigos.

O som (e o vídeo) da entrevista de Hildeberto Franco no RCA






Rosa Silva (Cantadeira, poetisa e bloguista)
- 21 Agosto 2010
by acordosom-rca


 


Espero que gostem como eu gostei de partilhar o que me vai na alma em resposta as questões de Hildeberto Franco que revi e falei passados 28 anos, e, tudo isso, graças a um blog alojado na casa do SAPO.


 


Dedico este post a todos quanto estimam a sua terra natal e sentem alguma afinidade com as ondas poéticas.


 


Agradeço o vosso comentário e, mais uma vez, a minha gratidão para o bom entrevistador - Hildeberto Franco que me fez este amável convite através do Facebook, nas suas "Ondas de Música" e, que disponibiliza o audio/vídeo também  no seu blog: "A Cor do Som", onde nos informa que aos Sábados entre as 18:00 e as 22:00 no RCA - Rádio Clube de Angra, há ONDAS DE MÚSICA, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira. Fica também no mundo blogosférico ao alcance de quem fizer a pesquisa ou encontrar ocasionalmente.





A COR DO SOM


 


21 de Agosto de 2010, um dia de "cantar" as emoções e que guardarei junto das boas recordações.

Obrigada a Hildeberto Franco do RCA - Rádio Clube de Angra - Ondas de Música





 


 


Neste estúdio radiofónico
Ri, sorri e também falei
O belo som supersónico
No ouvido eu escutei.

Bendigo o entrevistador
Destas "Ondas" especiais
Confirmei o seu valor
E as boas cordas vocais.

Adorei a bela tarde
E falei plos cotovelos
Mesmo sem fazer alarde
Os versos gostei de lê-los.

Minha vida tem sentido
Adornada pela rima
Um soneto foi ouvido
Na Rádio que o sublima.

Que a Senhora da Serreta
Te dê tudo o que mereces;
Gostei muito da faceta
E da bloguista não esqueces.

Agora para não maçar
A tua hora preferida
Adeus que vou cantar
A minha rima querida.

2010/08/21
Rosa Silva ("Azoriana")

A um colega e amigo: Armindo!

Parabéns caro Armindo
Neste dia que renovas
Mesmo que não esteja findo
É um bom dia de provas.

Provaste com tua escrita
Que ao longo de uma vida
Foste mente favorita
E por muitos tão querida.

Mesmo dado a brincadeiras
E a coisas menos boas
Quando perdes as estribeiras
E parece que destoas.

Pra mim sempre foste honesto,
Amigo e bem falante,
E hoje com o teu gesto
Fazes legado emocionante.

Juro que me comovi
Com algumas que escreveste
E lembro também dali
Do trabalho onde cresceste.

Lembro que um dia actuei
Na capela do Solar
Muito ri, quase chorei,
Mais os que estavam a olhar.

Quando, um dia, eu me for,
Presta muita atenção,
Quero que dêem valor
Ao amigo de coração.

Ele tem horas ruins
Tal como todos nós temos
Os amigos e outros afins
A ele muito devemos.

Coroado de simpatia,
E amigo de ajudar,
Quem está em agonia
Ele acode sem falhar.

Armindo, graças a ti,
E à tua boa vivência
É que hoje estou aqui
Com a rima da eloquência.

Tantas vezes eu já li,
Aquilo que tu escreves:
As rimas foram pra ti
O melhor e a ninguém deves.

Que tua família esteja
Junto de ti, com amor,
O teu dia se festeja
Com um sol encantador.

Parabéns e um abraço
Da amiga Rosa Maria
Que te deixa neste laço
As rimas da simpatia.

E guardo a recordação
Pra memória futura
Te considero um irmão
Dou-te linhas de ternura.

2010/08/21
Rosa Silva ("Azoriana")



Nota: No dia que irei, se Deus quiser, à Agualva estrear a cantoria na Rua dos Moinhos, precisamente num dia lembrado, do aniversário de um colega que tem o nr 5 e o nr 4, que são números muitos bons.

Obrigada a Hildeberto Franco do RCA - Rádio Clube de Angra - Ondas de Música

 



 


 


Neste estúdio radiofónico
Ri, sorri e também falei
O belo som supersónico
No ouvido eu escutei.

Bendigo o entrevistador
Destas "Ondas" especiais
Confirmei o seu valor
E as boas cordas vocais.

Adorei a bela tarde
E falei plos cotovelos
Mesmo sem fazer alarde
Os versos gostei de lê-los.

Minha vida tem sentido
Adornada pela rima
Um soneto foi ouvido
Na Rádio que o sublima.

Que a Senhora da Serreta
Te dê tudo o que mereces;
Gostei muito da faceta
E da bloguista não esqueces.

Agora para não maçar
A tua hora preferida
Adeus que vou cantar
A minha rima querida.

2010/08/21
Rosa Silva ("Azoriana")

Anotem nas vossas agendas esta SURPRESA: «Ondas de Música» no RCA

 


Rádio Clube de Angra



Caros amigos e visitantes
Isto não é publicidade?!
Mas pra dizer a verdade
É sonho que sonhei antes...




Hildeberto Franco, gentil,
É dono de um programa
Que faz com gosto e que ama
E seguiu o meu perfil.




Convidou-me por mensagem
Que agradeço e admiro
E vou seguir o seu giro
Sábado, na Onda em viagem.




Quem sabe com Abrunhosa,
Ou António Severino
Do Tributo que é divino
De São Jorge, ilha airosa?!




O cartaz já está no ar
O autor foi o Hildeberto
Que sei que é mui esperto
E comigo vai falar.




Da autoria de Hildeberto Franco... RCA




Venham todos em sintonia
Entrem logo nessa Onda
Musical que anda à ronda
De nos dar mais alegria.




«Onda de Música» é pois
Um Clube de amizade
Para o campo e pra cidade
Numa conversa a dois.




2010/08/18

Rosa Silva ("Azoriana")




Até ao dia 21 de agosto se Deus quiser, na RCA - Rádio Clube de Angra.




Nota: Aproveito a ocasião para, também, agradecer à minha amiga Chica Ilhéu, pelo gesto simpático de me enviar uma moldura com alguns efeitos e uma mensagem maravilhosa. Esta foto deve ter alguma espécie de atracção... A paz!




Vila baleeira (Lajes do Pico)


Marinheiros do mar alto
Com a Mãe que sempre os guia
Baleeiros num assalto
À baleia
Que recheia
Outro tempo em romaria.


 


Marinheiros picoenses
De lava e amor ardente
De arpão e outros pertences
Que a baleia
Em maré-cheia


Faz rumar tudo em repente.


 


Semana dos Baleeiros


Semana a Sul do Pico


De teus ecos feiticeiros


À baleia


Que incendeia


O verso que lhe dedico.


 


Baleeiro, baleeiro,


Corpo de água


Maré-cheia
Há baleia!


Há baleia!


E que a Mãe te proteja


No bote onde te veja…
Vila baleeira seja!


 


Rosa Silva ("Azoriana")


Nota: A propósito da Semana dos Baleeiros, de 23 a 29 de Agosto, in Basalto Negro blog.


Palcos de alegria


Gosto de escrever cantando
Nas parcas horas medonhas
E assim vou costurando
Umas páginas risonhas.

Portugal é uma fogueira
Que a muitos entristece
‘Inda bem que na Terceira
Isso não nos acontece.


 


Por entre vales e mágoas
A festa segue a preceito
Por cá abundam águas
E calores ao nosso jeito.


 


Mantém-se a janela aberta
E a porta escancarada
Há sempre alguém alerta
A quem passa na estrada.


 


Atrás de alguma tristeza
Chamamos a alegria
Pão e vinho sobre a mesa
Junto a alguma iguaria.


 


A bandeira alvorada,
O tapete de mil flores,
O foguete em debandada
Na festa das nossas cores.


 


As colchas pelas janelas,


Os arcos pelo caminho,


E as pessoas tão belas
Num sorriso em que alinho.


 


Há ventura nos olhares,
Nas alas em procissões,
Saem Santos dos altares
Entre cantos e orações.


 


Ó ilha da maresia,
De folguedos enfeitada,
Da trova e da melodia
No meu peito ancorada.


Ó rima abençoada
Nas vozes da cantoria
Por vós seja acarinhada
Nos palcos da alegria.


 


Rosa Silva ("Azoriana")


 



Dias das Cinco Ribeiras

 

Clique na imagem para ver mais...

Dia 14 de Agosto - Sábado de Homenagem nas Cinco Ribeiras

 


Cinco Ribeiras - 14/08/2010

Foto de Ricardo Laureano




Sábado de Homenagem



 


No centro de águas calmas
O Chafariz reluzente
Mirante de tantas palmas
Vanguarda de boa gente.

Lírio da freguesia branca
Cinco Ribeiras embeleza
Numa homenagem franca
Às almas de grã riqueza.

Na praça de gente amiga
Residente e mais além
Que para sempre prossiga
Cantando a quem lhe fez bem.

Um rosário de amizades
Ao lado da sua igreja
Celebra as festividades
E que por bem assim seja.

Mário Pereira da Costa
E nosso Luís Bretão;
O Pároco também gosta
De cumprir a tradição.

Digno Bispo da Diocese
Marcou a sua presença
E cada um ouve a tese
Que preserva a nossa crença.

Dou o meu coração à filha
Do famoso cantador
Porque é uma maravilha
Ter um pai com tanto amor
Que andou pla sua ilha
Semeando o seu fervor.

Foi mais ou menos assim
A cantiga que eu cantei
No meio daquele jardim
Na prima vez que estreei.

Estava na quinta posição
Porque o "cinco" é marcante
Sonho que esta missão
Seja real doravante.

1 + 4 igual a cinco
Sábado da homenagem
Por Charrua com afinco
Encetei nova viagem.

Charrua, rei soberano,
Das cantigas populares,
Poeta açoriano
Que brilhou em mais lugares.

Ricardo não te arrependas
Do percurso que trilhaste
Porque com as tuas prendas
Nas Cinco também brilhaste.

Tudo o que a gente faz
Em prole de quem é bom
É a obra mais capaz
Quando bordada de um dom.

A palavra e a imagem
São dois pilares de amor
Que deixamos na passagem
Atados com mais fulgor.


 


Angra do Heroísmo


2010/08/16
Rosa Silva ("Azoriana")