Rua(s) asseada(s)

Dar corpo a este artigo não é fácil. Não pretendo que o mesmo seja uma prosa de crítica destrutiva mas sim construtiva, ou melhor, com uma dica que julgo pertinente.


 


Há quem diga que o desemprego está acelerado e que o rendimento social de inserção está a ser alvo de fiscalização rígida. Noutro tempo, que as ruas não eram alvo de obras e/ou reparação, lembro de ver homens de vassoura na mão, uma pá e aquilo é que era juntar o lixo que iam amontoando pelas valetas que, depois, era levado por camiões destinados a essa limpeza crucial. Hoje, há máquinas de grandes proporções que vão "aspirando" valetas e caminhos de forma ao homem não ter de palmilhar estradas e varrer, varrer, até criar músculo e canseira.


 


Isto para informar que a Canada dos Folhadais está refeita, tem o pavimento que merecia até uma festa com flores, colchas nas janelas, uma tourada inaugural na zona (acho que seria a primeira vez que tal acontecia) com bravos de ganadero residente, uma Filarmónica convidada (porque não a da Serreta?!) e o descerrar de uma placa com a data da obra, e sei lá mais o quê... Nós gostamos é de festa a rodos, cortejos e bodos onde esteja muita gente envolvida...


 


Isto tudo, porquê? Ando eu aqui à volta e não atingi ainda o objectivo inicial - Rua(s) asseada(s)...


 


Exmº Senhor Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro,


 


Eu gosto de varrer dentro de casa, nos arredores de casa, portões para dentro. Já cheguei a varrer a zona exterior rente à minha residência mas já fui olhada de soslaio pelos vizinhos que devem achar que abusei de água para limpar o meu e respingar o deles (isto porque quando passa uma viatura a tendência é respingar os muros, se a velocidade é acelerada).


 


Depois de tão bonita obra na Canada dos Folhadais, acho que era digno haver alguém com vassoura, pá de lixo e carrinho de mão, ou as tais referidas máquinas de aspiração para que a rua fique um luxo. Tanto que se gasta para melhorar e depois o normal seria preservar e limpar. Terei eu a obrigação de varrer o caminho? Ou isso é uma limpeza, digamos, a cargo de entidades oficiais?


 


Não me custa nada varrer a zona rente à minha moradia mas acaba sempre por durar pouco tempo a limpeza pois, basta uma distracção e lá fica a rua suja num instante.


 


Posto isto, agradeço, a quem de direito, o facto de nos proporcionar um caminho novo. Convém estimá-lo e preservar a sua beleza para os residentes e para os turistas que, porventura, circulem por aquela via.


 


Rosa Silva ("Azoriana")

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