Ó sol da vida, ó luz da arte!

Às vezes dou por mim a
pensar
No que a vida tem para nos dar
No que já deu, no que se
foi,
No que, enfim, também nos dói.

Às vezes dou por mim a
louvar
O que me aparece num lugar
O que me dão, o que eu
faço,
O que eu tiro do meu regaço.

Às vezes a
espontaneidade
Faz-me abrir versos de verdade
Que nos recantos
do meu terreiro
Vou plantando como num canteiro.

Às vezes,
não muitas, é certo
Sinto a musa aqui, tão perto...
E até quando
eu vou cantar-te
Ó sol da vida, ó luz da arte?!

Rosa Silva
("Azoriana")

1 comentário:

  1. Olá amiga Rosa Silva. Na minha terra dize-se que quando o artista é bom, Não há ferramenta ruim. é bem verdade, Para a Rosa tudo serve de mote para fazer poesia. Obrigado por ser assim. Um beijo. Eduardo.

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