A verdade há que ser
dita,
P'ra isso não há remédio:
Há sempre hora bendita
Que
não causa qualquer tédio.
Se hoje é dia de azar,
Para mim
até foi sorte,
Vim na urbana devagar
E não vi qualquer
desnorte.
Da "143" (Centro e quarenta e
três)
Bendigo o seu condutor,
Mesmo que triste, talvez,
Sorri
p'ró utilizador.
Eu já vi este senhor,
Em Danças de
Carnaval,
Representa com humor
Junto com seu pessoal.
A
Empresa Terceirense,
Que trata da Viação,
Brinde a quem lhe
pertence
E que cumpre a missão.
E quem lida com
fregueses
Que fazem tanta viagem,
É cortês todas a vezes
Seja
qual for a bagagem.
P'lo andar da carruagem
Já se vê quem lá
vai dentro,
Mas se entra em derrapagem
Range logo o
epicentro.
Os utentes das urbanas
(O transporte
colectivo),
Rodam todas as semanas
E há que ter olho
vivo.
Louvo então os condutores,
Que zelam pelos
velhinhos,
Que são muitos nos Açores,
E precisam de
carinhos.
E ao senhor em questão,
Dou o meu melhor
apreço,
Que o Chefe da Viação
Lhe dê sempre melhor
preço.
E há outros que merecem,
Alguma repreensão,
Porque
nem sempre parecem
Conduzir com atenção:
Da
"145"
Que é a da minha zona,
Não lhe dou tanto
afinco
Porque o zelo abandona.
Isto de lidar com
gente
Que anda nesses assentos,
Há que ser muito
prudente
Porque há olhos atentos.
Que é feito do
Revisor,
Essa figura imponente,
Que era respeitador
E zelava
p'lo cliente?!
Sinto que foi retirado,
P'ra fazer outro
serviço...
Devia já ter voltado
A este posto castiço.
Mas
não revia bilhetes,
Porque isso não está mal;
Disciplinava
"os cadetes"
Que pensam que tudo vale.
Rosa Silva
("Azoriana")
Pensamento do Dia: a "143" - Transporte colectivo de passageiros
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Muito Interessante
ResponderEliminargrande abraço
e sucesso!